Pesquisadores canadenses destacaram nesta segunda-feira (10/5) a cooperação entre o Instituto Finlay de Cuba e a Bio-Mangunhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), como um modelo de colaboração entre empresas biotecnológicas de países em desenvolvimento que estão melhorando o acesso de remédios nas áreas mais pobres do mundo.
Pesquisadores de cinco países em desenvolvimento em colaboração com o Centro McLaughlin-Rotman de Saúde Global do Canadá publicaram na revista médica Nature Biotechnology o primeiro estudo em grande escala da cooperação Sul-Sul no campo da biotecnologia relacionado com a saúde. Para eles, as empresas biotecnológicas nos países em desenvolvimento dependem cada vez menos das companhias de países industrializados. Assim, as relações futuras entre instituições do Sul e do Norte tendem a ser cada vez mais equilibradas.
A diretora do estudo e integrante do Centro McLaughlin-Rotman, Halla Thorsteinsdóttir, disse à agência de notícias espanhola Efe que a relação entre o Instituto Finlay e a Bio-Mangunhos, no Rio de Janeiro, para responder a um surto de meningite na África em 2007 é um modelo dessas colaborações.
"Em 2007 aconteceu um surto de meningite no cinturão da meningite, uma faixa de países subsaarianos da África que cobre do Senegal à Etiópia. A OMC (Organização Mundial da Saúde) começou a buscar uma companhia que pudesse produzir uma vacina adequada para a epidemia", declarou Thorsteinsdóttir.
A OMC determinou que a colaboração entre o Instituto Finlay, que tem uma ampla experiência na luta contra meningite no país caribenho, e a Bio-Mangunhos era a melhor opção.
"As vacinas contra a meningite produzidas pelas grandes empresas farmacêuticas eram mais complexas e caras que as produzidas pelo Brasil ou Cuba porque estão desenhadas para combater vários tipos de meningite", explicou Thorsteinsdóttir.
"E não cobriam o tipo da África. Por outro lado, as vacinas de empresas ocidentais custavam 80 dólares a unidade enquanto o preço da produzida pela cooperação entre Cuba e Brasil era de menos de 1 dólar", acrescentou.
Esquecimento
O “esquecimento” de doenças que afetam os países em desenvolvimento por parte das grandes farmacêuticas é um dos principais fatores para o número crescente de iniciativas nas relações Sul-Sul no setor.
No continente asiático, empresas de Bangladesh e da Índia estão desenvolvendo de forma conjunta uma nova vacina para lutar contra os persistentes surtos de cólera que matam centenas de pessoas todos os anos.
Se a pesquisa terminar bem, a vacina será produzida pela empresa indiana Biogical E.
Segundo o estudo, companhias do Brasil, China, Cuba, Egito, Índia e África do Sul iniciaram quase 280 iniciativas de cooperação Sul-Sul para o desenvolvimento de remédios e tratamentos.
Cinco bilhões de lâmpadas
O país que mais tem é o Brasil, com 64, seguido pela África do Sul, com 61, e Índia, com 54. Cuba tem 34, sete mais que a China.
Os pesquisadores também afirmaram que os países da África Subsaaariana importam quase 90% de seus remédios, mas que este número pode ser reduzido rapidamente com o aumento das colaborações entre as empresas.
O diretor do MRC, Peter Singer, explicou a situação com uma metáfora. "Há 5 bilhões de cérebros nos países em desenvolvimento. Quando se conectarem, as lâmpadas realmente começarão a brilhar. E, quanto mais trabalharem juntos, menos dependerão do mundo industrializado" disse.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
TRABALHO ESCRAVO
DA ASSOCIAÇÃO DO HOSPITAL PLANTADORES DE CANA
há duas opções nesta vida se resignar ou se indignar eu não vou me resignar nunca
Darci Ribeiro
CAPITOLO 2
As atrocidades praticadas pela diretoria e administradores do hospital plantadores de cana (campos dos goytacazes RJ)
Quem reclama respeito aos seus direitos trabalhista e demitido não importando a condição do funcionário; (idoso portador de necessidades especiais com relevantes serviços prestados etc...).
Mais isso e normal no mercado de trabalho apesar do trauma causado a determinado grupo de trabalhadores mais para os funcionários do hpc a situação é muito grave e humilhante
Normalmente a maior parte do FGTS não está depositada, um direito de todo trabalhador obrigando o funcionário entrar na justiça arcando com os ônus que isto acarreta: (Demora da justiça despesa de advogado dificuldade financeira). Normalmente quem tem dificuldade de se colocar no mercado de trabalho usa esses recursos para torna-se pequenos Empreendedores.
Quando a justiça determina o pagamento é feito parcelado segundo eles nunca tem recursos apesar de o convenio da PMCG que dobro a receita.
Alguns funcionários demitidos têm direito a aposentadoria por tempo de trabalho mais não podem requerer porque a diretoria paga parte do salário por fora para SONEGAR os tributos devidos novamente temos que recorrer à justiça (sonegar não é crime?)
Temos documentos que comprovam
ISTO È ESCRAVIDÂO
Em tempo: parabéns a diretoria da COAGRO por acionar o departamento jurídico
Para evitar trabalho considerado escravo por seus cooperados (coluna ponto final jornal folha da manhã)
Saudações
Associação ex-funcionários aposentados e amigos hpc.
há duas opções nesta vida se resignar ou se indignar eu não vou me resignar nunca
Darci Ribeiro
CAPITOLO 2
As atrocidades praticadas pela diretoria e administradores do hospital plantadores de cana (campos dos goytacazes RJ)
Quem reclama respeito aos seus direitos trabalhista e demitido não importando a condição do funcionário; (idoso portador de necessidades especiais com relevantes serviços prestados etc...).
Mais isso e normal no mercado de trabalho apesar do trauma causado a determinado grupo de trabalhadores mais para os funcionários do hpc a situação é muito grave e humilhante
Normalmente a maior parte do FGTS não está depositada, um direito de todo trabalhador obrigando o funcionário entrar na justiça arcando com os ônus que isto acarreta: (Demora da justiça despesa de advogado dificuldade financeira). Normalmente quem tem dificuldade de se colocar no mercado de trabalho usa esses recursos para torna-se pequenos Empreendedores.
Quando a justiça determina o pagamento é feito parcelado segundo eles nunca tem recursos apesar de o convenio da PMCG que dobro a receita.
Alguns funcionários demitidos têm direito a aposentadoria por tempo de trabalho mais não podem requerer porque a diretoria paga parte do salário por fora para SONEGAR os tributos devidos novamente temos que recorrer à justiça (sonegar não é crime?)
Temos documentos que comprovam
ISTO È ESCRAVIDÂO
Em tempo: parabéns a diretoria da COAGRO por acionar o departamento jurídico
Para evitar trabalho considerado escravo por seus cooperados (coluna ponto final jornal folha da manhã)
Saudações
Associação ex-funcionários aposentados e amigos hpc.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
COMEMOREMOS OS 65 ANOS DA VITÓRIA!
A 9 de Maio comemorara-se o 65º aniversário da Vitória sobre o Nazi-fascismo
– a mais brutal e violenta expressão do domínio dos monopólios, num sistema capitalista em profunda crise -, que conduziu a Humanidade a uma das maiores catástrofes da sua História, com a barbárie dos campos de concentração e o cortejo de morte e destruição que a Segunda Guerra Mundial significou para os povos.
Os Comunistas estiveram desde o primeiro momento na primeira linha, mobilizando e organizando os trabalhadores e os povos para a resistência. A luta anti-fascista contou com a firme e resoluta acção dos comunistas, pela qual milhões deram as suas vidas.
Para a Vitória sobre as hordas fascistas foi determinante o heróico contributo da URSS, do seu Exército Vermelho, do seu povo, que sofreu cerca de 27 milhões de mortos.
Foi com a vitória em 1945 e a formação do campo socialista que milhões de homens e mulheres encetaram a sua emancipação, libertando-se da exploração, da opressão e do colonialismo, e o movimento operário alcançou enormes conquistas sociais e políticas, no caminho de progressos nunca antes alcançados na história da Humanidade.
Na actual situação, em tempos de profunda crise do capitalismo, em que a ofensiva desencadeada por várias organizações imperialistas, como a NATO e a União Europeia, atinge tão duramente as massas trabalhadoras, a Humanidade está de novo confrontada com grandes perigos resultantes do agravamento das contradições do imperialismo, da corrida aos armamentos, do reforço das alianças militares agressivas e da tentativa de impor pela força o aumento brutal da exploração, da precariedade das relações laborais, dos despedimentos, do desemprego, da pobreza, da negação da satisfação das necessidades mais básicas de milhões e milhões de seres humanos.
Deste modo, apelamos a que se assinale o 65 aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo como um importante marco na luta pela paz, contra a monumental falsificação da História e o anticomunismo – que como a história mostra, é sempre antidemocrático -, que tentando equiparar fascismo com comunismo e apagar o papel decisivo dos comunistas na libertação dos povos do jugo nazi-fascista, procura criminalizar, ilegalizar, reprimir, não apenas os ideais e a acção dos comunistas mas de todos os democratas que se oponham à dominação e à exploração capitalistas, o seu propósito de perseguir e reprimir todos os que, de alguma forma, resistam e lutem organizadamente contra os monopólios e o imperialismo.
Para nós, comunistas, evocar o 65º aniversário da Vitória é reafirmar a nossa profunda convicção na luta pela emancipação social, na justiça dos nossos valores e ideais libertadores; é reafirmar a nossa determinação em combater as causas e as forças que estiveram na raiz do horror fascista; é reafirmar a nossa confiança inabalável de que o futuro pertence não aos que oprimem e exploram, mas aos trabalhadores e aos povos que resistem e lutam em prol da emancipação da Humanidade das grilhetas da exploração do homem pelo homem e por uma sociedade onde os trabalhadores usufruam plenamente da riqueza por si criada, do progresso social, da paz e do bem-estar. O futuro pertence não ao capitalismo, mas sim ao Socialismo e ao Comunismo.
Os Partidos
1. Partido Comunista Sul Africano
2. Partido Comunista Alemão
3. Partido Comunista da Arménia
4. Partido Comunista do Azerbaijão
5. PADS da Argélia
6. Partido Comunista da Austrália
7. Partido do Trabalho da Bélgica
8. Partido Comunista da Bielorrússia
9. Partido Comunista do Brasil
10. Partido Comunista Brasileiro
11. Partido Comunista do Canadá
12. Partido Comunista do Cazaquistão
13. Partido Comunista da Boémia e Morávia
14. Partido Comunista do Chile
15. Partido Socialista dos Trabalhadores da Croácia
16. Partido Comunista de Cuba
17. Partido Comunista dos Povos de Espanha
18. Partido Comunista dos EUA
19. Partidos dos Comunistas da Catalunha
20. Partido Comunista da Finlândia
21. Novo Partido Comunista Britânico
22. Partido Comunista Britânico
23. Partido Comunista Unificado da Geórgia
24. Partido Comunista da Grécia
25. Novo Partido Comunista da Holanda
26. Partido Comunista dos Trabalhadores da Hungria
27. Partido Comunista da Índia Marxista
28. Partido Comunista da Índia
29. Partido do Povo do Irão
30. Partido Comunista Iraquiano
31. Partido Comunista da Irlanda
32. Partido Comunista Libanês
33. Partido Comunista Luxemburguês
34. Partido dos Comunistas, México
35. Partido do Povo da Palestina
36. Partido Comunista do Paquistão
37. Partido Comunista Peruano
38. Partido Comunista Quirguistão
39. Partido Comunista da Federação Russa
40. União dos Partidos Comunistas – CPSU - Rússia
41. Partido Comunista da Síria
42. Partido Comunista da Suécia
43. Partido do Trabalho (EMEP) da Turquia
44. Partido Comunista da Ucrânia
– a mais brutal e violenta expressão do domínio dos monopólios, num sistema capitalista em profunda crise -, que conduziu a Humanidade a uma das maiores catástrofes da sua História, com a barbárie dos campos de concentração e o cortejo de morte e destruição que a Segunda Guerra Mundial significou para os povos.
Os Comunistas estiveram desde o primeiro momento na primeira linha, mobilizando e organizando os trabalhadores e os povos para a resistência. A luta anti-fascista contou com a firme e resoluta acção dos comunistas, pela qual milhões deram as suas vidas.
Para a Vitória sobre as hordas fascistas foi determinante o heróico contributo da URSS, do seu Exército Vermelho, do seu povo, que sofreu cerca de 27 milhões de mortos.
Foi com a vitória em 1945 e a formação do campo socialista que milhões de homens e mulheres encetaram a sua emancipação, libertando-se da exploração, da opressão e do colonialismo, e o movimento operário alcançou enormes conquistas sociais e políticas, no caminho de progressos nunca antes alcançados na história da Humanidade.
Na actual situação, em tempos de profunda crise do capitalismo, em que a ofensiva desencadeada por várias organizações imperialistas, como a NATO e a União Europeia, atinge tão duramente as massas trabalhadoras, a Humanidade está de novo confrontada com grandes perigos resultantes do agravamento das contradições do imperialismo, da corrida aos armamentos, do reforço das alianças militares agressivas e da tentativa de impor pela força o aumento brutal da exploração, da precariedade das relações laborais, dos despedimentos, do desemprego, da pobreza, da negação da satisfação das necessidades mais básicas de milhões e milhões de seres humanos.
Deste modo, apelamos a que se assinale o 65 aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo como um importante marco na luta pela paz, contra a monumental falsificação da História e o anticomunismo – que como a história mostra, é sempre antidemocrático -, que tentando equiparar fascismo com comunismo e apagar o papel decisivo dos comunistas na libertação dos povos do jugo nazi-fascista, procura criminalizar, ilegalizar, reprimir, não apenas os ideais e a acção dos comunistas mas de todos os democratas que se oponham à dominação e à exploração capitalistas, o seu propósito de perseguir e reprimir todos os que, de alguma forma, resistam e lutem organizadamente contra os monopólios e o imperialismo.
Para nós, comunistas, evocar o 65º aniversário da Vitória é reafirmar a nossa profunda convicção na luta pela emancipação social, na justiça dos nossos valores e ideais libertadores; é reafirmar a nossa determinação em combater as causas e as forças que estiveram na raiz do horror fascista; é reafirmar a nossa confiança inabalável de que o futuro pertence não aos que oprimem e exploram, mas aos trabalhadores e aos povos que resistem e lutam em prol da emancipação da Humanidade das grilhetas da exploração do homem pelo homem e por uma sociedade onde os trabalhadores usufruam plenamente da riqueza por si criada, do progresso social, da paz e do bem-estar. O futuro pertence não ao capitalismo, mas sim ao Socialismo e ao Comunismo.
Os Partidos
1. Partido Comunista Sul Africano
2. Partido Comunista Alemão
3. Partido Comunista da Arménia
4. Partido Comunista do Azerbaijão
5. PADS da Argélia
6. Partido Comunista da Austrália
7. Partido do Trabalho da Bélgica
8. Partido Comunista da Bielorrússia
9. Partido Comunista do Brasil
10. Partido Comunista Brasileiro
11. Partido Comunista do Canadá
12. Partido Comunista do Cazaquistão
13. Partido Comunista da Boémia e Morávia
14. Partido Comunista do Chile
15. Partido Socialista dos Trabalhadores da Croácia
16. Partido Comunista de Cuba
17. Partido Comunista dos Povos de Espanha
18. Partido Comunista dos EUA
19. Partidos dos Comunistas da Catalunha
20. Partido Comunista da Finlândia
21. Novo Partido Comunista Britânico
22. Partido Comunista Britânico
23. Partido Comunista Unificado da Geórgia
24. Partido Comunista da Grécia
25. Novo Partido Comunista da Holanda
26. Partido Comunista dos Trabalhadores da Hungria
27. Partido Comunista da Índia Marxista
28. Partido Comunista da Índia
29. Partido do Povo do Irão
30. Partido Comunista Iraquiano
31. Partido Comunista da Irlanda
32. Partido Comunista Libanês
33. Partido Comunista Luxemburguês
34. Partido dos Comunistas, México
35. Partido do Povo da Palestina
36. Partido Comunista do Paquistão
37. Partido Comunista Peruano
38. Partido Comunista Quirguistão
39. Partido Comunista da Federação Russa
40. União dos Partidos Comunistas – CPSU - Rússia
41. Partido Comunista da Síria
42. Partido Comunista da Suécia
43. Partido do Trabalho (EMEP) da Turquia
44. Partido Comunista da Ucrânia
domingo, 9 de maio de 2010
JOGO SUÍCIDA!!!
No afã de compreender o que acontece no município de Campos, movida pelo desejo de vislumbrar uma saída para a crise estrutural oriunda do modelo da política local incorporado ao cotidiano da população, uma cena comum chamou-me a atenção.
Hoje me vi observando uma criança diante do vídeo game. Sem entender direito a lógica do jogo, fiz algumas indagações sobre as regras do mesmo, ao que a criança respondeu que se tratava de um jogo em que havia muitos obstáculos e que ao iniciá-lo havia algumas chances (vidas) que ele recebia para tentar vencê-los para chegar ao final com os pontos que lhe garantiriam a vitória.
A esta altura, voltei a perguntar sobre o que acontecia se ele não conseguisse superar os obstáculos e prontamente respondeu: "aí, se não conseguir atravessar cada obstáculo eu "suicido" e perco o jogo."
Fiquei encantada com a resposta. O jogo tinha como objetivo levar a criança à superação e preservação das "vidas" para obter sucesso. Interessante!
Neste momento a comparação foi inevitável.
Aquela conversa despretensiosa me levou a uma reflexão sobre nosso município. A impressão clara é que há alguém segurando uma “manete”, como aquele garoto.
Os obstáculos são muitos e esta “pessoa” não está conseguindo alcançar os objetivos e sucumbe a cada tentativa de avançar. Está faltando sensibilidade para perceber que, ao não superar os problemas existentes na Educação, na Saúde, na Segurança Pública, etc. o fracasso é certo.
A conjuntura atual tem levado “aquele” que pensa estar no controle à operações suicidas. Até quando persistirá a decisão em cometer os mesmos erros?
Ou será que o acúmulo de derrotas não têm sido suficientes para “levá-lo” a despertar para a realidade?
Hoje me vi observando uma criança diante do vídeo game. Sem entender direito a lógica do jogo, fiz algumas indagações sobre as regras do mesmo, ao que a criança respondeu que se tratava de um jogo em que havia muitos obstáculos e que ao iniciá-lo havia algumas chances (vidas) que ele recebia para tentar vencê-los para chegar ao final com os pontos que lhe garantiriam a vitória.
A esta altura, voltei a perguntar sobre o que acontecia se ele não conseguisse superar os obstáculos e prontamente respondeu: "aí, se não conseguir atravessar cada obstáculo eu "suicido" e perco o jogo."
Fiquei encantada com a resposta. O jogo tinha como objetivo levar a criança à superação e preservação das "vidas" para obter sucesso. Interessante!
Neste momento a comparação foi inevitável.
Aquela conversa despretensiosa me levou a uma reflexão sobre nosso município. A impressão clara é que há alguém segurando uma “manete”, como aquele garoto.
Os obstáculos são muitos e esta “pessoa” não está conseguindo alcançar os objetivos e sucumbe a cada tentativa de avançar. Está faltando sensibilidade para perceber que, ao não superar os problemas existentes na Educação, na Saúde, na Segurança Pública, etc. o fracasso é certo.
A conjuntura atual tem levado “aquele” que pensa estar no controle à operações suicidas. Até quando persistirá a decisão em cometer os mesmos erros?
Ou será que o acúmulo de derrotas não têm sido suficientes para “levá-lo” a despertar para a realidade?
DIANTE DA GRAVIDADE DA SITUAÇÃO: ATITUDE!
Realmente os problemas que afetam a Saúde em Campos são insustentáveis e exige atitude imediata.
Veja o que diz Florence, apaga a luz!
"Aqui lanço uma idéia para solução imediata, através do Cremerj, para chamar atenção dos gestores, e assim tornarmos efetivas as mudanças necessárias nesta unidade. Infelizmente, quanto mais aguardamos, piores ficam as coisas, tornando cada vez mais insustentável nossas atividades no P.U de Guarus.
Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) poderia determinar a interdição ética do exercício da profissão de médico no atendimento do Posto de Urgência de Guarus. A interdição é uma suspensão da atividade profissional médica em defesa do exercício ético da medicina e de uma saúde digna para a população.
A saúde pública em Campos passa por uma crise sem precedentes, com graves irregularidades nas unidades de atendimento médico mantidas pela Prefeitura.
Estamos constatando um agravamento das deficiências, o que compromete a saúde da população e o desempenho ético-profissional dos médicos.
Redução do número de pediatras e clínicos nos plantões; falta de leitos nos hospitais de referência de média e alta complexidades para transferência dos pacientes atendidos na unidade; emergências pediátrica e clínica sem estrutura adequada; falta de material básico como álcool, algodão, agulhas,jelcos,seringas,; UTI sem ventilador mecânico, monitore e número insuficiente de bombas de infusão, além da insatisfação total do corpo clínico, resultando inclusive em demissões.
“Desta forma, pode-se conclamar os gestores públicos de saúde municipal, estadual e federal à sua responsabilidade constitucional de garantir assistência adequada à população usuária do SUS, com a correção das irregularidades apontadas e com a urgência que a situação requer para o retorno à normalidade da prestação dos serviços médicos”.
Interdição igual ocorreu no Hospital Don Malan, em Petrolina, sob atuação do Cremep(http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/6344/saude-publica/cremepe-decreta-interdicao-etica-no-hospital-dom-malan-em-petrolina)."
Veja o que diz Florence, apaga a luz!
"Aqui lanço uma idéia para solução imediata, através do Cremerj, para chamar atenção dos gestores, e assim tornarmos efetivas as mudanças necessárias nesta unidade. Infelizmente, quanto mais aguardamos, piores ficam as coisas, tornando cada vez mais insustentável nossas atividades no P.U de Guarus.
Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) poderia determinar a interdição ética do exercício da profissão de médico no atendimento do Posto de Urgência de Guarus. A interdição é uma suspensão da atividade profissional médica em defesa do exercício ético da medicina e de uma saúde digna para a população.
A saúde pública em Campos passa por uma crise sem precedentes, com graves irregularidades nas unidades de atendimento médico mantidas pela Prefeitura.
Estamos constatando um agravamento das deficiências, o que compromete a saúde da população e o desempenho ético-profissional dos médicos.
Redução do número de pediatras e clínicos nos plantões; falta de leitos nos hospitais de referência de média e alta complexidades para transferência dos pacientes atendidos na unidade; emergências pediátrica e clínica sem estrutura adequada; falta de material básico como álcool, algodão, agulhas,jelcos,seringas,; UTI sem ventilador mecânico, monitore e número insuficiente de bombas de infusão, além da insatisfação total do corpo clínico, resultando inclusive em demissões.
“Desta forma, pode-se conclamar os gestores públicos de saúde municipal, estadual e federal à sua responsabilidade constitucional de garantir assistência adequada à população usuária do SUS, com a correção das irregularidades apontadas e com a urgência que a situação requer para o retorno à normalidade da prestação dos serviços médicos”.
Interdição igual ocorreu no Hospital Don Malan, em Petrolina, sob atuação do Cremep(http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/6344/saude-publica/cremepe-decreta-interdicao-etica-no-hospital-dom-malan-em-petrolina)."
EDUCAÇÃO DO CAMPO
Por Marcelo Viana
A construção da política pública da educação do campo deve ser assumida como política de Estado. Muitos camponeses e camponesas possuem direitos à educação de qualidade, de dignidade humana.
O princípio da Política Pública não é uma política afirmativa de correção de dualismos entre campo-cidade, ela baseia-se nos princípios dos direitos humanos universais, como na manutenção das identidades camponesas, na reafirmação dos sujeitos coletivos organizados, na valorização da rica e secular cultura popular camponesa, no fortalecimento do processo formativo a partir do trabalho, na construção do currículo integrado e em alternância, assim como no processo de trabalho no campo.
Lutamos sim, para dizer que o campo não é espaço apenas de produção, mas sim de vida!
O campo nesta perspectiva da produção, já expulsou diversos trabalhadores e trabalhadoras para as periferias urbanas, desde a modernização da agricultra nos anos 50 num modelo de desenvolvimento de estado urbano-cêntrico. Esta lógica aprisionou por muito tempo os camponeses, tornando-os em especial neste espaço fluminense até em escravos.
Portanto, a educação do campo tem papel fundamental na construção de um novo projeto de sociedade: mais justa e livre no processo de democracia neste país. Em tese, seu princípio fundante é recolocar na agenda pública a discussão sobre a reforma agrária como elemento principal, na garantia de direitos, na função social da terra e no dever do Estado. Esperamos que os gestores municipais de todo o Brasil possam avançar nesta perspectiva.
c/ carinho
Marcelo C. Vianna
Geógrafo & Tecnologista em Geoprocessamento
55 21 78668800/ 55 22 99031363
Nextel: ID: 10*35235
A construção da política pública da educação do campo deve ser assumida como política de Estado. Muitos camponeses e camponesas possuem direitos à educação de qualidade, de dignidade humana.
O princípio da Política Pública não é uma política afirmativa de correção de dualismos entre campo-cidade, ela baseia-se nos princípios dos direitos humanos universais, como na manutenção das identidades camponesas, na reafirmação dos sujeitos coletivos organizados, na valorização da rica e secular cultura popular camponesa, no fortalecimento do processo formativo a partir do trabalho, na construção do currículo integrado e em alternância, assim como no processo de trabalho no campo.
Lutamos sim, para dizer que o campo não é espaço apenas de produção, mas sim de vida!
O campo nesta perspectiva da produção, já expulsou diversos trabalhadores e trabalhadoras para as periferias urbanas, desde a modernização da agricultra nos anos 50 num modelo de desenvolvimento de estado urbano-cêntrico. Esta lógica aprisionou por muito tempo os camponeses, tornando-os em especial neste espaço fluminense até em escravos.
Portanto, a educação do campo tem papel fundamental na construção de um novo projeto de sociedade: mais justa e livre no processo de democracia neste país. Em tese, seu princípio fundante é recolocar na agenda pública a discussão sobre a reforma agrária como elemento principal, na garantia de direitos, na função social da terra e no dever do Estado. Esperamos que os gestores municipais de todo o Brasil possam avançar nesta perspectiva.
c/ carinho
Marcelo C. Vianna
Geógrafo & Tecnologista em Geoprocessamento
55 21 78668800/ 55 22 99031363
Nextel: ID: 10*35235
sábado, 8 de maio de 2010
15 DE MAIO, SOMOS A RESISTÊNCIA!
por Khader Othmann
kaderothman@hotmail.com
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
Outro 15 de maio e o povo palestino, na sua eterna e justa luta, resiste ao fascismo Israelense para se livrar da injustiça posta sobre esse povo há quase 100 anos.
Entra ano e sai ano, a luta não apaga, não diminui, pelo simples fato de que esta injustiça produz a reação e a sua própria sustentabilidade.
Entra ano e sai ano, as forças imperialistas não medem esforços para fazer o povo palestino engolir soluções impróprias, fruto deste injusto equilíbrio de forças dominantes na política internacional.
Entra ano e sai ano, os israelenses saem de uma crise para entrar em outra. Maquiando essa situação através de chacinas, matando, aterrorizando e achando que calar a vitima pode dar legalidade ao ilegal.
Entra ano e sai ano, o povo palestino paga muitíssimo caro, com seu sangue e sofrimento, para mostrar ao mundo que a criação do Estado de Israel foi um erro que não solucionou o problema dos judeus do mundo. A criação do Estado de Israel não representa a solução para os judeus ou para os sionistas, um problema internacional. A criação do Estado de Israel só revelou a triste realidade: a formação de um estado sobre o território de outro é tão primário e não se alcança soluções para um povo gerando problemas para outro.
Entra ano e sai ano, o povo palestino, junto com as multidões que formam a luta internacional e o progresso humano, estão tecendo o mais alto estado de solidariedade. O mais alto estado de solidariedade onde todos são convidados a construir a Palestina Livre! Todos, inclusive os judeus progressistas que estão contra o governo sanguinário nazi-israelense, para darmos as mãos e trabalharmos na criação de um estado único, democrático e laico. Um estado onde todos serão cidadãos, um voto para cada cidadão, eliminando os atritos que vão surgir com a idéia de dois estados.
Entra ano e sai ano, estamos próximos ao dia 15 de maio, dia da catástrofe para os palestinos – NAKBA – 15 de maio de 1948, o dia em que foi proclamado o Estado de Israel. Esse dia significa mais, significa 62 anos de resistência e construção da Palestina Livre, luta que você faz parte! Conquista que você vai viver!
Palestina livre!
Viva a Intifada! Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
www.vivapalestina.com.br
www.palestinalivre.org
kaderothman@hotmail.com
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
Outro 15 de maio e o povo palestino, na sua eterna e justa luta, resiste ao fascismo Israelense para se livrar da injustiça posta sobre esse povo há quase 100 anos.
Entra ano e sai ano, a luta não apaga, não diminui, pelo simples fato de que esta injustiça produz a reação e a sua própria sustentabilidade.
Entra ano e sai ano, as forças imperialistas não medem esforços para fazer o povo palestino engolir soluções impróprias, fruto deste injusto equilíbrio de forças dominantes na política internacional.
Entra ano e sai ano, os israelenses saem de uma crise para entrar em outra. Maquiando essa situação através de chacinas, matando, aterrorizando e achando que calar a vitima pode dar legalidade ao ilegal.
Entra ano e sai ano, o povo palestino paga muitíssimo caro, com seu sangue e sofrimento, para mostrar ao mundo que a criação do Estado de Israel foi um erro que não solucionou o problema dos judeus do mundo. A criação do Estado de Israel não representa a solução para os judeus ou para os sionistas, um problema internacional. A criação do Estado de Israel só revelou a triste realidade: a formação de um estado sobre o território de outro é tão primário e não se alcança soluções para um povo gerando problemas para outro.
Entra ano e sai ano, o povo palestino, junto com as multidões que formam a luta internacional e o progresso humano, estão tecendo o mais alto estado de solidariedade. O mais alto estado de solidariedade onde todos são convidados a construir a Palestina Livre! Todos, inclusive os judeus progressistas que estão contra o governo sanguinário nazi-israelense, para darmos as mãos e trabalharmos na criação de um estado único, democrático e laico. Um estado onde todos serão cidadãos, um voto para cada cidadão, eliminando os atritos que vão surgir com a idéia de dois estados.
Entra ano e sai ano, estamos próximos ao dia 15 de maio, dia da catástrofe para os palestinos – NAKBA – 15 de maio de 1948, o dia em que foi proclamado o Estado de Israel. Esse dia significa mais, significa 62 anos de resistência e construção da Palestina Livre, luta que você faz parte! Conquista que você vai viver!
Palestina livre!
Viva a Intifada! Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
www.vivapalestina.com.br
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DISCURSO NO FUNERAL DE KARL MARX - FRIEDERCH ENGELS
Friedrich Engels-18 de março de 1883
Em 14 de março, quando faltam 15 minutos para as 3 horas da tarde, deixou de pensar o maior pensador do presente. Ficou sozinho por escassos dois minutos, e sucedeu de encontramos ele em sua poltrona dormindo serenamente — dessa vez para sempre.
O que o proletariado militante da Europa e da América, o que a ciência histórica perdeu com a perda desse homem é impossível avaliar. Logo evidenciará-se a lacuna que a morte desse formidável espírito abriu.
Assim como Darwin em relação a lei do desenvolvimento dos organismos naturais, descobriu Marx a lei do desenvolvimento da História humana: o simples fato, escondido sobre crescente manto ideológico, de que os homens reclamam antes de tudo comida, bebida, moradia e vestuário, antes de poderem praticar a política, ciência, arte, religião, etc.; que portanto a produção imediata de víveres e com isso o correspondente estágio econômico de um povo ou de uma época constitui o fundamento a parir do qual as instituições políticas, as instituições jurídicas, a arte e mesmo as noções religiosas do povo em questão se desenvolve, na ordem em elas devem ser explicadas – e não ao contrário como nós até então fazíamos.
Isso não é tudo. Marx descobriu também a lei específica que governa o presente modo de produção capitalista e a sociedade burguesa por ele criada. Com a descoberta da mais-valia iluminaram-se subitamente esses problemas, enquanto que todas as investigações passadas, tanto dos economistas burgueses quanto dos críticos socialistas, perderam-se na obscuridade.
Duas descobertas tais deviam a uma vida bastar. Já é feliz aquele que faz somente uma delas. Mas em cada área isolada que Marx conduzia pesquisa, e estas pesquisas eram feitas em muitas áreas, nunca superficialmente, em cada área, inclusive na matemática, ele fez descobertas singulares.
Tal era o homem de ciência. Mas isso não era nem de perto a metade do homem. A ciência era para Marx um impulso histórico, uma força revolucionária. Por muito que ele podia ficar claramente contente com um novo conhecimento em alguma ciência teórica, cuja utilização prática talvez ainda não se revelasse – um tipo inteiramente diferente de contentamento ele experimentava, quando tratava-se de um conhecimento que exercia imediatamente uma mudança na indústria, e no desenvolvimento histórica em geral. Assim por exemplo ele acompanhava meticulosamente os avanços de pesquisa na área de eletricidade, e recentemente ainda aquelas de Marc Deprez.
Pois Marx era antes de tudo revolucionário. Contribuir, de um ou outro modo, com a queda da sociedade capitalista e de suas instituições estatais, contribuir com a emancipação do moderno proletariado, que primeiramente devia tomar consciência de sua posição e de seus anseios, consciência das condições de sua emancipação – essa era sua verdadeira missão em vida. O conflito era seu elemento. E ele combateu com uma paixão, com uma obstinação, com um êxito, como poucos tiveram. Seu trabalho no 'Rheinische Zeitung' (1842), no parisiense 'Vorwärts' (1844), no 'Brüsseler Deutsche Zeitung' (1847), no 'Neue Rheinische Zeitung' (1848-9), no 'New York Tribune' (1852-61) – junto com um grande volume de panfletos de luta, trabalho em organização de Paris, Bruxelas e Londres, e por fim a criação da grande Associação Internacional de Trabalhadores coroando o conjunto – em verdade, isso tudo era de novo um resultado que deixaria orgulhoso seu criador, ainda que não tivesse feito mais nada.
E por isso era Marx o mais odiado e mais caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos, exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultra-democratas, competiam em caluniar-lhe. Ele desvencilhava-se de tudo isso como se fosse uma teia de aranha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade. E ele faleceu reverenciado, amado, pranteado por milhões de companheiros trabalhadores revolucionários – das minas da Sibéria, em toda parte da Europa e América, até a Califórnia – e eu me atrevo a dizer: ainda que ele tenha tido vários adversários, dificilmente teve algum inimigo pessoal.
Seu nome atravessará os séculos, bem como sua obra!
O ORIGINAL SE ENCONTRA AQUI:http://www.marxists.org/portugues/marx/1883/03/22.htm
Em 14 de março, quando faltam 15 minutos para as 3 horas da tarde, deixou de pensar o maior pensador do presente. Ficou sozinho por escassos dois minutos, e sucedeu de encontramos ele em sua poltrona dormindo serenamente — dessa vez para sempre.
O que o proletariado militante da Europa e da América, o que a ciência histórica perdeu com a perda desse homem é impossível avaliar. Logo evidenciará-se a lacuna que a morte desse formidável espírito abriu.
Assim como Darwin em relação a lei do desenvolvimento dos organismos naturais, descobriu Marx a lei do desenvolvimento da História humana: o simples fato, escondido sobre crescente manto ideológico, de que os homens reclamam antes de tudo comida, bebida, moradia e vestuário, antes de poderem praticar a política, ciência, arte, religião, etc.; que portanto a produção imediata de víveres e com isso o correspondente estágio econômico de um povo ou de uma época constitui o fundamento a parir do qual as instituições políticas, as instituições jurídicas, a arte e mesmo as noções religiosas do povo em questão se desenvolve, na ordem em elas devem ser explicadas – e não ao contrário como nós até então fazíamos.
Isso não é tudo. Marx descobriu também a lei específica que governa o presente modo de produção capitalista e a sociedade burguesa por ele criada. Com a descoberta da mais-valia iluminaram-se subitamente esses problemas, enquanto que todas as investigações passadas, tanto dos economistas burgueses quanto dos críticos socialistas, perderam-se na obscuridade.
Duas descobertas tais deviam a uma vida bastar. Já é feliz aquele que faz somente uma delas. Mas em cada área isolada que Marx conduzia pesquisa, e estas pesquisas eram feitas em muitas áreas, nunca superficialmente, em cada área, inclusive na matemática, ele fez descobertas singulares.
Tal era o homem de ciência. Mas isso não era nem de perto a metade do homem. A ciência era para Marx um impulso histórico, uma força revolucionária. Por muito que ele podia ficar claramente contente com um novo conhecimento em alguma ciência teórica, cuja utilização prática talvez ainda não se revelasse – um tipo inteiramente diferente de contentamento ele experimentava, quando tratava-se de um conhecimento que exercia imediatamente uma mudança na indústria, e no desenvolvimento histórica em geral. Assim por exemplo ele acompanhava meticulosamente os avanços de pesquisa na área de eletricidade, e recentemente ainda aquelas de Marc Deprez.
Pois Marx era antes de tudo revolucionário. Contribuir, de um ou outro modo, com a queda da sociedade capitalista e de suas instituições estatais, contribuir com a emancipação do moderno proletariado, que primeiramente devia tomar consciência de sua posição e de seus anseios, consciência das condições de sua emancipação – essa era sua verdadeira missão em vida. O conflito era seu elemento. E ele combateu com uma paixão, com uma obstinação, com um êxito, como poucos tiveram. Seu trabalho no 'Rheinische Zeitung' (1842), no parisiense 'Vorwärts' (1844), no 'Brüsseler Deutsche Zeitung' (1847), no 'Neue Rheinische Zeitung' (1848-9), no 'New York Tribune' (1852-61) – junto com um grande volume de panfletos de luta, trabalho em organização de Paris, Bruxelas e Londres, e por fim a criação da grande Associação Internacional de Trabalhadores coroando o conjunto – em verdade, isso tudo era de novo um resultado que deixaria orgulhoso seu criador, ainda que não tivesse feito mais nada.
E por isso era Marx o mais odiado e mais caluniado homem de seu tempo. Governantes, absolutistas ou republicanos, exilavam-no. Burgueses, conservadores ou ultra-democratas, competiam em caluniar-lhe. Ele desvencilhava-se de tudo isso como se fosse uma teia de aranha, ignorava, só respondia quando era máxima a necessidade. E ele faleceu reverenciado, amado, pranteado por milhões de companheiros trabalhadores revolucionários – das minas da Sibéria, em toda parte da Europa e América, até a Califórnia – e eu me atrevo a dizer: ainda que ele tenha tido vários adversários, dificilmente teve algum inimigo pessoal.
Seu nome atravessará os séculos, bem como sua obra!
O ORIGINAL SE ENCONTRA AQUI:http://www.marxists.org/portugues/marx/1883/03/22.htm
sexta-feira, 7 de maio de 2010
A ANISTIA AOS TORTURADORES E A CONCÓRDIA DOS VERDUGOS
Nota Política do PCB
Na história social e política brasileira, os mitos mais sagrados são o da concórdia entre as classes e o nosso “espírito pacífico”. No dia 29 de abril passado, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que por 7 votos a 2 blindou politicamente a Lei de Anistia de 1979, mostrou ao país como e por que tais mitos sobrevivem e se fortalecem, ofendendo a memória e a luta de homens e mulheres que sacrificaram suas vidas para combater a ditadura burguesa, sob a forma militar, que se instalou no Brasil em 1964.
Capitaneada pelo Ministro Eros Grau, relator da matéria, a seção do STF contou com mais seis votos favoráveis à Lei de Anistia, a maioria de ministros nomeados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujas impressões digitais aparecem na decisão. O Procurador Geral da República e o Advogado Geral da União defenderam no STF, certamente por orientação de Lula, a interpretação de Eros Grau, fundamentada no argumento de que todos, torturados e torturadores, foram “contemplados” pelo perdão amplo, geral e irrestrito da lei. Coincidentemente, na véspera da decisão, o Presidente Lula jantou com os ministros do STF.
Se havia alguma dúvida, o Supremo, para o deleite político dos reacionários e fascistas de ontem e de hoje, textualmente consolida o entendimento autoritário de que a Anistia também alcança aqueles que, sob o manto ou não do Estado, praticaram delitos que não são de natureza política, a exemplo de tortura e assassinato. Assim, a suprema corte brasileira, em nome de uma pacificação e concórdia que apenas servem para preservar da punição os criminosos que atuaram a mando das classes dominantes, despreza a legislação mais avançada dos fóruns internacionais, a qual considera imprescritível os crimes de tortura.
Para o Partido Comunista Brasileiro (PCB), a decisão possui significados que transcendem os limites jurídicos. O primeiro e principal significado é de natureza política. Em uma democracia frágil como a nossa, mesmo nos termos de sua institucionalidade burguesa, blindar politicamente os verdugos da ditadura militar sinaliza para a sociedade que estes estão tacitamente perdoados também em um plano moral. Este perdão moral é quase uma homenagem aos bandidos de ontem, fardados ou não, e um estímulo implícito àqueles que imaginam estar o Estado acima dos direitos e garantias fundamentais da pessoa.
Este entendimento da lei, baseado no mito da concórdia e de uma suposta índole pacífica do brasileiro, é ainda mais grave porque institucionaliza a anistia aos torturadores, invertendo moralmente o seu sinal e transformando-a em um novo legado autoritário do antigo regime. Com os nove votos, o STF reescreve o significado político da Anistia, sob o qual o regime militar consegue uma dupla vitória: perdoa a si mesmo com o perdão confirmado aos seus verdugos, e condena uma segunda vez as vítimas do arbítrio, agora ofendidas moralmente por uma corte que se pretende imparcial, mas, com raras exceções, vota em geral pelos interesses mais conservadores da sociedade brasileira.
O segundo significado diz respeito à compreensão da memória política daqueles fatos que repercutem hoje e vão repercutir no futuro. E assim ocorre porque um dos valores da liberdade de qualquer povo é o conhecimento da verdade – verdade esta que teima em aflorar, a despeito de leis autoritárias blindadas, políticos coniventes com a mentira e uma imprensa hegemonizada ideologicamente pelos interesses do capital.
Por tudo isso, a decisão do STF é um golpe moral e político na história recente dos brasileiros. Daí ser necessário denunciá-la e resistir aos seus efeitos. Calar vai significar esquecer a memória da luta pela democracia. Vai, sobretudo, sinalizar para os fascistas e reacionários de hoje que eles estão livres para cometer torturas e assassinatos em nome da “Segurança Nacional” ou da ordem político-institucional. Não nos surpreendamos se os torturadores passarem a exigir as reparações e indenizações atribuídas aos verdadeiros anistiados políticos.
O PCB reafirma que os bandidos que atuaram em nome da ditadura burguesa-militar devem ser punidos pelos seus crimes de lesa-humanidade.
O PCB alerta que a cultura do esquecimento, proposta sempre às vítimas pelos criminosos do terror de Estado, deve ser repudiada e combatida.
O PCB exige a criação de uma efetiva COMISSÃO DA VERDADE, e não de conciliação como é da pior tradição brasileira, que esclareça as torturas, assassinatos e desaparecimentos de todas as vítimas da repressão, dentre as quais dezenas de dirigentes e militantes do nosso Partido.
COMITÊ CENTRAL
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)
Rio de Janeiro, maio de 2010
Na história social e política brasileira, os mitos mais sagrados são o da concórdia entre as classes e o nosso “espírito pacífico”. No dia 29 de abril passado, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que por 7 votos a 2 blindou politicamente a Lei de Anistia de 1979, mostrou ao país como e por que tais mitos sobrevivem e se fortalecem, ofendendo a memória e a luta de homens e mulheres que sacrificaram suas vidas para combater a ditadura burguesa, sob a forma militar, que se instalou no Brasil em 1964.
Capitaneada pelo Ministro Eros Grau, relator da matéria, a seção do STF contou com mais seis votos favoráveis à Lei de Anistia, a maioria de ministros nomeados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujas impressões digitais aparecem na decisão. O Procurador Geral da República e o Advogado Geral da União defenderam no STF, certamente por orientação de Lula, a interpretação de Eros Grau, fundamentada no argumento de que todos, torturados e torturadores, foram “contemplados” pelo perdão amplo, geral e irrestrito da lei. Coincidentemente, na véspera da decisão, o Presidente Lula jantou com os ministros do STF.
Se havia alguma dúvida, o Supremo, para o deleite político dos reacionários e fascistas de ontem e de hoje, textualmente consolida o entendimento autoritário de que a Anistia também alcança aqueles que, sob o manto ou não do Estado, praticaram delitos que não são de natureza política, a exemplo de tortura e assassinato. Assim, a suprema corte brasileira, em nome de uma pacificação e concórdia que apenas servem para preservar da punição os criminosos que atuaram a mando das classes dominantes, despreza a legislação mais avançada dos fóruns internacionais, a qual considera imprescritível os crimes de tortura.
Para o Partido Comunista Brasileiro (PCB), a decisão possui significados que transcendem os limites jurídicos. O primeiro e principal significado é de natureza política. Em uma democracia frágil como a nossa, mesmo nos termos de sua institucionalidade burguesa, blindar politicamente os verdugos da ditadura militar sinaliza para a sociedade que estes estão tacitamente perdoados também em um plano moral. Este perdão moral é quase uma homenagem aos bandidos de ontem, fardados ou não, e um estímulo implícito àqueles que imaginam estar o Estado acima dos direitos e garantias fundamentais da pessoa.
Este entendimento da lei, baseado no mito da concórdia e de uma suposta índole pacífica do brasileiro, é ainda mais grave porque institucionaliza a anistia aos torturadores, invertendo moralmente o seu sinal e transformando-a em um novo legado autoritário do antigo regime. Com os nove votos, o STF reescreve o significado político da Anistia, sob o qual o regime militar consegue uma dupla vitória: perdoa a si mesmo com o perdão confirmado aos seus verdugos, e condena uma segunda vez as vítimas do arbítrio, agora ofendidas moralmente por uma corte que se pretende imparcial, mas, com raras exceções, vota em geral pelos interesses mais conservadores da sociedade brasileira.
O segundo significado diz respeito à compreensão da memória política daqueles fatos que repercutem hoje e vão repercutir no futuro. E assim ocorre porque um dos valores da liberdade de qualquer povo é o conhecimento da verdade – verdade esta que teima em aflorar, a despeito de leis autoritárias blindadas, políticos coniventes com a mentira e uma imprensa hegemonizada ideologicamente pelos interesses do capital.
Por tudo isso, a decisão do STF é um golpe moral e político na história recente dos brasileiros. Daí ser necessário denunciá-la e resistir aos seus efeitos. Calar vai significar esquecer a memória da luta pela democracia. Vai, sobretudo, sinalizar para os fascistas e reacionários de hoje que eles estão livres para cometer torturas e assassinatos em nome da “Segurança Nacional” ou da ordem político-institucional. Não nos surpreendamos se os torturadores passarem a exigir as reparações e indenizações atribuídas aos verdadeiros anistiados políticos.
O PCB reafirma que os bandidos que atuaram em nome da ditadura burguesa-militar devem ser punidos pelos seus crimes de lesa-humanidade.
O PCB alerta que a cultura do esquecimento, proposta sempre às vítimas pelos criminosos do terror de Estado, deve ser repudiada e combatida.
O PCB exige a criação de uma efetiva COMISSÃO DA VERDADE, e não de conciliação como é da pior tradição brasileira, que esclareça as torturas, assassinatos e desaparecimentos de todas as vítimas da repressão, dentre as quais dezenas de dirigentes e militantes do nosso Partido.
COMITÊ CENTRAL
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB)
Rio de Janeiro, maio de 2010
NOTÍCIAS BOMBÁSTICAS
Pelo visto a política do Governo Rosinha Garotinho necessita de uma repaginação urgente. Não se trata da mudança de nomes apenas, mais uma reestruturação da política deste governo.
Segundo o adágio popular "onde vão os gatos, vão as pulgas", neste sentido, não basta uma substituição dos quadros se for para continuar com a mesma prática. Será que é tão difícil a Prefeita se convencer que o modelo do seu governo não está sendo do agrado da população? Ou será por vaidade que a mesma não quer admitir o óbvio?
Um governante quando percebe que algo não vai bem, que o índice de aprovação do seu governo está despencando, o mínimo que deve fazer é ouvir a opinião popular e tentar resgatar ou construir a credibilidade perdida.
O que não dá é continuar incorrendo em erros primários afundando a população junto com uma administração,no mínimo, equivocada.
A conjuntura política não é estática, é dinâmica. Quem governou o município de Campos há alguns anos não deve se iludir ao implantar um modelo igual ao de outrora, porque mudanças ocorreram e a realidade é outra.
Daí a natureza do caos que estamos vivenciando, com notícias do tipo:
" CAOS NA SAÚDE: ACADÊMICOS X GOVERNO ROSINHA"
" PSF: GOVERNO ROSINHA SOFRE MAIS UMA DERROTA NA JUSTIÇA FEDERAL"
" TROCA-TROCA NO GOVERNO? AS PROPAGANDAS NÃO ESTÃO SURTINDO EFEITO?
" O SEPE SOLICITA À CÂMARA UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA"
Nada mais surpreende neste município. A cada dia surgem mais focos de crise. O governo parece estar decidido a fazer uma queda-de-braço com a população, que com certeza não será a única a perder.
Segundo o adágio popular "onde vão os gatos, vão as pulgas", neste sentido, não basta uma substituição dos quadros se for para continuar com a mesma prática. Será que é tão difícil a Prefeita se convencer que o modelo do seu governo não está sendo do agrado da população? Ou será por vaidade que a mesma não quer admitir o óbvio?
Um governante quando percebe que algo não vai bem, que o índice de aprovação do seu governo está despencando, o mínimo que deve fazer é ouvir a opinião popular e tentar resgatar ou construir a credibilidade perdida.
O que não dá é continuar incorrendo em erros primários afundando a população junto com uma administração,no mínimo, equivocada.
A conjuntura política não é estática, é dinâmica. Quem governou o município de Campos há alguns anos não deve se iludir ao implantar um modelo igual ao de outrora, porque mudanças ocorreram e a realidade é outra.
Daí a natureza do caos que estamos vivenciando, com notícias do tipo:
" CAOS NA SAÚDE: ACADÊMICOS X GOVERNO ROSINHA"
" PSF: GOVERNO ROSINHA SOFRE MAIS UMA DERROTA NA JUSTIÇA FEDERAL"
" TROCA-TROCA NO GOVERNO? AS PROPAGANDAS NÃO ESTÃO SURTINDO EFEITO?
" O SEPE SOLICITA À CÂMARA UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA"
Nada mais surpreende neste município. A cada dia surgem mais focos de crise. O governo parece estar decidido a fazer uma queda-de-braço com a população, que com certeza não será a única a perder.
ASSEMBLÉIA DO SINDICATO DOS MÉDICOS
Compareçam à próxima reunião da Assembléia Permanente do Simec:
3ª feira, dia 11/05/10 às 19 h na SFMC.
Piso salarial,
Mobilização, Condições de trabalho,
PCCS, Defesa Profissional,
Denúncias e rumos do movimento.
A luta continua!
3ª feira, dia 11/05/10 às 19 h na SFMC.
Piso salarial,
Mobilização, Condições de trabalho,
PCCS, Defesa Profissional,
Denúncias e rumos do movimento.
A luta continua!
O PARAGUAI NUMA HORA DECISIVA: PACTO DE ELITES OU AVANÇO NO PROCESSO DE MUDANÇAS?
Por Ivan Pinheiro (*)
Estive em 20 de abril, em Assunção, representando o PCB, como convidado do Partido Comunista Paraguaio, num ato público em comemoração ao segundo aniversário da vitória eleitoral de Fernando Lugo, que pôs fim a sessenta anos de governo do Partido Colorado, a principal expressão política da oligarquia paraguaia.
Lugo foi eleito por um “voto castigo” às oligarquias, que mantiveram a mais longa ditadura da América Latina e construíram um dos Estados mais corruptos. injustos e excludentes da região. O povo o elegeu para promover as mudanças profundas que anunciava na campanha. Havia uma grande expectativa da esquerda paraguaia e latino-americana com o governo Lugo, graças ao programa avançado que apresentou e ao momento político em que vivemos na região.
Tendo comparecido à posse de Lugo, há dois anos, publiquei na volta um artigo sob o título “Paraguai, um país em disputa”, em que levantava as dificuldades para a implementação das mudanças prometidas:
“a frente que elegeu Lugo é heterogênea; o Vice-Presidente é do Partido Liberal. É o partido mais forte dos que apoiaram Lugo e o único deles que elegeu representantes: quase um terço dos Deputados e Senadores, além de alguns governadores e prefeitos; a oposição de direita tem dois terços das duas casas legislativas”;
“os partidos de esquerda estão em reconstrução; a classe operária é reduzida e os sindicatos têm pouco peso político”;
“Lugo terá que conviver com uma cúpula burocrática corrupta e reacionária: os colorados ocupam os principais cargos na Justiça, no Corpo Diplomático, nas Forças Armadas, nos Ministérios, no Congresso Nacional e até na Presidência da República e no Palácio de Governo; todos os jornais diários e canais de televisão são burgueses”;
“se resolver ser fiel às promessas de mudanças, Lugo terá que adotar no curto prazo ações emergenciais destinadas a mitigar alguns problemas sociais, para não perder a credibilidade popular, criando condições para uma governabilidade social, já que não disporá de governabilidade institucional, salvo se trair seu programa. Essas ações servem também para evitar um golpe da direita, que começou a ser costurado alguns dias após a posse”;
“isso dependerá de uma melhor remuneração do excedente de energia elétrica que o país vende ao Brasil; daí a necessidade de renegociar o acordo de Itaipu Binacional.”
“a convocação de uma Assembléia Constituinte específica, com composição distinta do Congresso Nacional e aberta a candidaturas de partidos e movimentos sociais,pode ser uma alternativa para mudar a correlação de forças, desde que precedida de medidas sociais efetivas e de grandes mobilizações populares”;
De lá para cá, alguns fatores problematizaram o avanço do processo de mudanças. O principal deles é o próprio Lugo, cuja posição política, em verdade, não é o que se poderia chamar de esquerda. Não superou os limites do reformismo da igreja progressista. É um homem de bem, que acha sinceramente que um outro Paraguai é possível, com a humanização e a restauração moral do capitalismo.
A burguesia paraguaia é tão conservadora e ciosa do poder que não admite qualquer mudança. Lugo segue asfixiado pela maioria esmagadora do parlamento e pela mídia hegemônica. Está sob uma Espada de Dâmocles: a ameaça de seu impedimento constitucional, a pretexto de ingovernabilidade.
O recente ato público em Assunção, em torno de Lugo, contou com a presença de mais de 50.000 pessoas - uma multidão para os padrões paraguaios -, a grande maioria das camadas proletárias, além de setores das camadas médias. O que mais chamou atenção é que Lugo deu uma grande demonstração de força, mas não com o objetivo de aprofundar as mudanças, como era a expectativa da esquerda. Pelo contrário, limitou a continuidade das mudanças aos marcos da luta contra a corrupção e por inserção social aos chamados “excluídos”.
O Presidente fez um discurso mais para os seus inimigos ausentes do que para seus amigos presentes. Numa postura ecumênica, acima das classes e dos partidos, se disse o Presidente de todo o Paraguai, “o Presidente de todos”. Citou um a um os partidos da oposição de direita, para dizer que, apesar de algumas divergências, não os considera adversários.
Tudo leva a crer que Lugo se valeu da mobilização das massas para sinalizar um pacto por cima. Resta ver agora como se comportará o núcleo duro da direita, que dirige o parlamento, a justiça, as forças armadas e a mídia, ou seja, os poderes fáticos.
Há duas alternativas para a direita. Uma delas é, apesar do recuo, dar curso ao golpe “constitucional”, para botar na presidência o Vice-Presidente, um burguês com pedigree, e tentar retroceder o avanço atual das forças populares. Este golpe seria à moda hondurenha, talvez sem necessidade de remover o Presidente do país, até pelo seu pacifismo. O golpe seria apresentado como uma solução “democrática e constitucional”, por decisão tomada “legitimamente” pelo Congresso Nacional e “legalmente” respaldada pelo poder judiciário. Por ironia, o partido que elegeu Zelaya em Honduras, e cuja maioria depois ajudou a destituí-lo, também se chama Liberal, com a mesma natureza do PMDB.
Outra hipótese, menos traumática e, portanto, mais provável, é a direita aproveitar as debilidades do Presidente e aceitar seu convite ao pacto, cujo resumo concretamente é o seguinte: vocês não me cassam o mandato e eu não avanço nas mudanças. Seria uma espécie de “autogolpe”, para se manter mais três anos no governo.
Foi sintomático um fato, guardado a sete chaves, de que os partidos de esquerda e a massa presente ao ato público só tiveram conhecimento após o seu término. O discurso de Lugo foi de uma pontualidade britânica: começou exatamente às 21 horas e terminou às 21:15. A mais poderosa e conservadora rede de televisão privada paraguaia havia combinado com ele o horário de seu discurso, em função da grade de programação da emissora. Pela primeira vez, um discurso de Lugo, na íntegra, foi transmitido ao vivo por uma espécie de “TV Globo paraguaia”.
Outro sinal de pacto é que, antes de Lugo, só falaram no ato cinco oradores, todos de organizações de centro, dentre eles os dois principais parlamentares do Partido Liberal que apóiam o Presidente. Esse partido - uma espécie de PMDB, que apoiou Lugo em 2008 e elegeu o Vice-Presidente, hoje líder da direita golpista - rachou desde o início do atual governo. Sua hegemonia está em disputa entre grupos pró e contra Lugo.
Estive em 20 de abril, em Assunção, representando o PCB, como convidado do Partido Comunista Paraguaio, num ato público em comemoração ao segundo aniversário da vitória eleitoral de Fernando Lugo, que pôs fim a sessenta anos de governo do Partido Colorado, a principal expressão política da oligarquia paraguaia.
Lugo foi eleito por um “voto castigo” às oligarquias, que mantiveram a mais longa ditadura da América Latina e construíram um dos Estados mais corruptos. injustos e excludentes da região. O povo o elegeu para promover as mudanças profundas que anunciava na campanha. Havia uma grande expectativa da esquerda paraguaia e latino-americana com o governo Lugo, graças ao programa avançado que apresentou e ao momento político em que vivemos na região.
Tendo comparecido à posse de Lugo, há dois anos, publiquei na volta um artigo sob o título “Paraguai, um país em disputa”, em que levantava as dificuldades para a implementação das mudanças prometidas:
“a frente que elegeu Lugo é heterogênea; o Vice-Presidente é do Partido Liberal. É o partido mais forte dos que apoiaram Lugo e o único deles que elegeu representantes: quase um terço dos Deputados e Senadores, além de alguns governadores e prefeitos; a oposição de direita tem dois terços das duas casas legislativas”;
“os partidos de esquerda estão em reconstrução; a classe operária é reduzida e os sindicatos têm pouco peso político”;
“Lugo terá que conviver com uma cúpula burocrática corrupta e reacionária: os colorados ocupam os principais cargos na Justiça, no Corpo Diplomático, nas Forças Armadas, nos Ministérios, no Congresso Nacional e até na Presidência da República e no Palácio de Governo; todos os jornais diários e canais de televisão são burgueses”;
“se resolver ser fiel às promessas de mudanças, Lugo terá que adotar no curto prazo ações emergenciais destinadas a mitigar alguns problemas sociais, para não perder a credibilidade popular, criando condições para uma governabilidade social, já que não disporá de governabilidade institucional, salvo se trair seu programa. Essas ações servem também para evitar um golpe da direita, que começou a ser costurado alguns dias após a posse”;
“isso dependerá de uma melhor remuneração do excedente de energia elétrica que o país vende ao Brasil; daí a necessidade de renegociar o acordo de Itaipu Binacional.”
“a convocação de uma Assembléia Constituinte específica, com composição distinta do Congresso Nacional e aberta a candidaturas de partidos e movimentos sociais,pode ser uma alternativa para mudar a correlação de forças, desde que precedida de medidas sociais efetivas e de grandes mobilizações populares”;
De lá para cá, alguns fatores problematizaram o avanço do processo de mudanças. O principal deles é o próprio Lugo, cuja posição política, em verdade, não é o que se poderia chamar de esquerda. Não superou os limites do reformismo da igreja progressista. É um homem de bem, que acha sinceramente que um outro Paraguai é possível, com a humanização e a restauração moral do capitalismo.
A burguesia paraguaia é tão conservadora e ciosa do poder que não admite qualquer mudança. Lugo segue asfixiado pela maioria esmagadora do parlamento e pela mídia hegemônica. Está sob uma Espada de Dâmocles: a ameaça de seu impedimento constitucional, a pretexto de ingovernabilidade.
O recente ato público em Assunção, em torno de Lugo, contou com a presença de mais de 50.000 pessoas - uma multidão para os padrões paraguaios -, a grande maioria das camadas proletárias, além de setores das camadas médias. O que mais chamou atenção é que Lugo deu uma grande demonstração de força, mas não com o objetivo de aprofundar as mudanças, como era a expectativa da esquerda. Pelo contrário, limitou a continuidade das mudanças aos marcos da luta contra a corrupção e por inserção social aos chamados “excluídos”.
O Presidente fez um discurso mais para os seus inimigos ausentes do que para seus amigos presentes. Numa postura ecumênica, acima das classes e dos partidos, se disse o Presidente de todo o Paraguai, “o Presidente de todos”. Citou um a um os partidos da oposição de direita, para dizer que, apesar de algumas divergências, não os considera adversários.
Tudo leva a crer que Lugo se valeu da mobilização das massas para sinalizar um pacto por cima. Resta ver agora como se comportará o núcleo duro da direita, que dirige o parlamento, a justiça, as forças armadas e a mídia, ou seja, os poderes fáticos.
Há duas alternativas para a direita. Uma delas é, apesar do recuo, dar curso ao golpe “constitucional”, para botar na presidência o Vice-Presidente, um burguês com pedigree, e tentar retroceder o avanço atual das forças populares. Este golpe seria à moda hondurenha, talvez sem necessidade de remover o Presidente do país, até pelo seu pacifismo. O golpe seria apresentado como uma solução “democrática e constitucional”, por decisão tomada “legitimamente” pelo Congresso Nacional e “legalmente” respaldada pelo poder judiciário. Por ironia, o partido que elegeu Zelaya em Honduras, e cuja maioria depois ajudou a destituí-lo, também se chama Liberal, com a mesma natureza do PMDB.
Outra hipótese, menos traumática e, portanto, mais provável, é a direita aproveitar as debilidades do Presidente e aceitar seu convite ao pacto, cujo resumo concretamente é o seguinte: vocês não me cassam o mandato e eu não avanço nas mudanças. Seria uma espécie de “autogolpe”, para se manter mais três anos no governo.
Foi sintomático um fato, guardado a sete chaves, de que os partidos de esquerda e a massa presente ao ato público só tiveram conhecimento após o seu término. O discurso de Lugo foi de uma pontualidade britânica: começou exatamente às 21 horas e terminou às 21:15. A mais poderosa e conservadora rede de televisão privada paraguaia havia combinado com ele o horário de seu discurso, em função da grade de programação da emissora. Pela primeira vez, um discurso de Lugo, na íntegra, foi transmitido ao vivo por uma espécie de “TV Globo paraguaia”.
Outro sinal de pacto é que, antes de Lugo, só falaram no ato cinco oradores, todos de organizações de centro, dentre eles os dois principais parlamentares do Partido Liberal que apóiam o Presidente. Esse partido - uma espécie de PMDB, que apoiou Lugo em 2008 e elegeu o Vice-Presidente, hoje líder da direita golpista - rachou desde o início do atual governo. Sua hegemonia está em disputa entre grupos pró e contra Lugo.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
AOS QUE VIRÃO DEPOIS DE NÓS
BERTOLT BRECHT
Vocês, que vão emergir das ondas
em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.
Nós sabemos:
o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.
Vocês, que vão emergir das ondas
em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.
Nós sabemos:
o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.
A LUCIDEZ DO BLOG DIGNIDADE...
"Corre a boca pequena que os índices de rejeição ao governo Rosinha Garotinho, são gigantescos. Mas na verdade nenhuma pesquisa é tão precisa quanto o reflexo das ruas no dia-a-dia.
Em meio à arrogância e prepotência do atual governo municipal, o mesmo não conseguiu enxergar, ainda, que não há propaganda midiática que iluda uma população que sofre o descaso na pele diariamente.
Não adianta projetos populistas e terceirização para tentar prender uma população que precisa muito mais que isso, que precisa de respeito e dignidade.
Hoje os terceirizados já aprenderam que não é quem governa que garantirá o seu emprego, até porque a prefeita Rosinha, após contrariar seu discurso terceirizando escandalosamente o município, os contratados tiveram a certeza que entra governo e sai governo, nenhum governante abrirá mãos deles, então a escolha hoje, é de quem respeita mais a esses cidadãos, vitimas da politicagem.
Os projetos sociais, que cada governante muda os nomes para ser lembrado, também não prendem mais os que necessitam deste beneficio, pois os beneficiados também já descobriram que entra governo, sai governo, o beneficio continuará.
Para quem não se lembra a atual prefeita em sua campanha prometeu o mundo e o fundo para os campistas, mas não demorou para a população perceber que o mundo está indo para empresários através de terceirizações milionárias e obras que os valores assustam a qualquer ser vivo, restando à população, o fundo.
Quando digo que o atual governo é arrogante e prepotente, podemos citar vários exemplos.
O governo está levando no peito e na coragem, contra o anseio popular:
Fechar escolas;
Não prorrogação do concurso da educação de 2008;
Não convocação dos concursados para ocuparem as vagas reais existentes na educação;
Não liberação do resultado do PSF e do PSC;
Tentou convencer sem sucesso a população do absurdo aumento do IPTU, colocando a casa de leis em cheque novamente;
Construção do CEPOP;
Carnaval fora de época;
As terceirizações milionárias;
Gratificação de 100% aos DAS contra 5,3% de reajuste ao funcionalismo municipal;
Obra na BR101, onde a responsabilidade deveria ser da empresa concessionária;
Taxa de iluminação pública;
Mantendo a Saúde na U.T.I. ;
Entre outras bizarrices deste governo.
Um governo que não tem sensibilidade em ouvir e atender os anseios dos cidadãos, pode ter certeza, que seu governo está com os dias contados.
Até porque este governo ganhou a eleição devido à incerteza que pairava sobre o candidato rival nas últimas eleições, assumiu com a desconfiança da população na forma de governar, obtendo apoio mesmo só dos devotos do “garotismo”.
O pior é que, devido à catástrofe da administração deste governo Rosinha Garotinho, fez com que grande parte da população sinta saudades de antigos gestores do município.
É prefeita, o que era para durar uma “eternidade” parece estar com os dias contatos.
Basta sabermos, quem dos atuais aliados do governo, ficará segurando a alça do caixão até o fim, correndo o risco de cair junto ao buraco aberto para o sepultamento deste governo."
Em meio à arrogância e prepotência do atual governo municipal, o mesmo não conseguiu enxergar, ainda, que não há propaganda midiática que iluda uma população que sofre o descaso na pele diariamente.
Não adianta projetos populistas e terceirização para tentar prender uma população que precisa muito mais que isso, que precisa de respeito e dignidade.
Hoje os terceirizados já aprenderam que não é quem governa que garantirá o seu emprego, até porque a prefeita Rosinha, após contrariar seu discurso terceirizando escandalosamente o município, os contratados tiveram a certeza que entra governo e sai governo, nenhum governante abrirá mãos deles, então a escolha hoje, é de quem respeita mais a esses cidadãos, vitimas da politicagem.
Os projetos sociais, que cada governante muda os nomes para ser lembrado, também não prendem mais os que necessitam deste beneficio, pois os beneficiados também já descobriram que entra governo, sai governo, o beneficio continuará.
Para quem não se lembra a atual prefeita em sua campanha prometeu o mundo e o fundo para os campistas, mas não demorou para a população perceber que o mundo está indo para empresários através de terceirizações milionárias e obras que os valores assustam a qualquer ser vivo, restando à população, o fundo.
Quando digo que o atual governo é arrogante e prepotente, podemos citar vários exemplos.
O governo está levando no peito e na coragem, contra o anseio popular:
Fechar escolas;
Não prorrogação do concurso da educação de 2008;
Não convocação dos concursados para ocuparem as vagas reais existentes na educação;
Não liberação do resultado do PSF e do PSC;
Tentou convencer sem sucesso a população do absurdo aumento do IPTU, colocando a casa de leis em cheque novamente;
Construção do CEPOP;
Carnaval fora de época;
As terceirizações milionárias;
Gratificação de 100% aos DAS contra 5,3% de reajuste ao funcionalismo municipal;
Obra na BR101, onde a responsabilidade deveria ser da empresa concessionária;
Taxa de iluminação pública;
Mantendo a Saúde na U.T.I. ;
Entre outras bizarrices deste governo.
Um governo que não tem sensibilidade em ouvir e atender os anseios dos cidadãos, pode ter certeza, que seu governo está com os dias contados.
Até porque este governo ganhou a eleição devido à incerteza que pairava sobre o candidato rival nas últimas eleições, assumiu com a desconfiança da população na forma de governar, obtendo apoio mesmo só dos devotos do “garotismo”.
O pior é que, devido à catástrofe da administração deste governo Rosinha Garotinho, fez com que grande parte da população sinta saudades de antigos gestores do município.
É prefeita, o que era para durar uma “eternidade” parece estar com os dias contatos.
Basta sabermos, quem dos atuais aliados do governo, ficará segurando a alça do caixão até o fim, correndo o risco de cair junto ao buraco aberto para o sepultamento deste governo."
EDUCAÇÃO DO CAMPO
É admirável a qualidade militante na Educação Pública do Professor Marcelo Viana.
Ele que esteve à frente do projeto Educação do Campo da SMEC, desativado por iniciativa do município de Campos que promoveu o fechamento de 12 escolas rurais, não se abateu e buscou outras parcerias para dar continuidade ao importante trabalho.
Atualmente ele se dedica ao PRO JOVEM do Campo, um projeto nacional abraçado pelo governo estadual que conta com a militância de bravos educadores, dentre eles o Professor Marcelo Viana.
Não vai aqui nenhuma apologia a este ou aquele governo, entretanto um projeto de Estado para a Educação deveria ser uma realidade em todas as sua instâncias e merece ser valorizado.
Segue abaixo informações do Pro Jovem do Campo pelo Professor Marcelo Viana:
Alguns passos para a Política Nacional da Educação Básica do Campo:
Programa Dinheiro Direto nas Escola do Campo amplia os recursos de investimento em infra-estrutura e materiais para as escolas do Campo de 8.000,00 para 12.000,00 a partir da Partoria de 03 de abril de 2010 FNDE. O dinheiro pode ser utilizado na construção (70%) para construção com pagamento através de recibo para as ações de mutirão na comunidade do campo assim como na compra de materiais de acordo com aprovação da comunidade e os seus desejos.
Outro elemento que fortalece a política pública da Educação do Campo é o fato do FNDE estar disponibilizando bicicletas para os estudantes do campo. Os gestores devem acessar através do site do FNDE para o envio das bicicletas que serão patrimônio da unidade e os estudantes poderão utilizá-las ao longo do ano letivo. Depois as bicicletas passarão por avaliações para serem utilizadas nos anos seguintes. Os resposnáveis assinarão um termo de compromisso na utilização e na devolução.
Um grande avanço em alguns casos. Outro ótima novidade é o pagamento de carroças, cavalos, para áreas onde o relevo é mais íngrime.
Marcelo C. Vianna
Ele que esteve à frente do projeto Educação do Campo da SMEC, desativado por iniciativa do município de Campos que promoveu o fechamento de 12 escolas rurais, não se abateu e buscou outras parcerias para dar continuidade ao importante trabalho.
Atualmente ele se dedica ao PRO JOVEM do Campo, um projeto nacional abraçado pelo governo estadual que conta com a militância de bravos educadores, dentre eles o Professor Marcelo Viana.
Não vai aqui nenhuma apologia a este ou aquele governo, entretanto um projeto de Estado para a Educação deveria ser uma realidade em todas as sua instâncias e merece ser valorizado.
Segue abaixo informações do Pro Jovem do Campo pelo Professor Marcelo Viana:
Alguns passos para a Política Nacional da Educação Básica do Campo:
Programa Dinheiro Direto nas Escola do Campo amplia os recursos de investimento em infra-estrutura e materiais para as escolas do Campo de 8.000,00 para 12.000,00 a partir da Partoria de 03 de abril de 2010 FNDE. O dinheiro pode ser utilizado na construção (70%) para construção com pagamento através de recibo para as ações de mutirão na comunidade do campo assim como na compra de materiais de acordo com aprovação da comunidade e os seus desejos.
Outro elemento que fortalece a política pública da Educação do Campo é o fato do FNDE estar disponibilizando bicicletas para os estudantes do campo. Os gestores devem acessar através do site do FNDE para o envio das bicicletas que serão patrimônio da unidade e os estudantes poderão utilizá-las ao longo do ano letivo. Depois as bicicletas passarão por avaliações para serem utilizadas nos anos seguintes. Os resposnáveis assinarão um termo de compromisso na utilização e na devolução.
Um grande avanço em alguns casos. Outro ótima novidade é o pagamento de carroças, cavalos, para áreas onde o relevo é mais íngrime.
Marcelo C. Vianna
quarta-feira, 5 de maio de 2010
VOCÊ SABE O QUE É SER DE EXTREMA DIREITA???
DO BLOG DO HERVAL JÚNIOR
"É ser como o jornalista Eduardo Banks que propôs à Câmara dos Deputados, em nome de uma Associação que leva seu nome,indenização aos proprietários de escravos que perderam seus "bens" com a Lei Áurea,por exemplo.
Considerada inconstitucional, a proposta foi rejeitada pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS)."
COMENTÁRIO DA BLOGUEIRA:
Eu acrescentaria que estas práticas escravocratas estão mais vivas do que nunca, inclusive, encobertas por siglas sindicais que tem como príncipio a luta em defesa dos trabalhadores. Ao contrário, estes falsos sindicalistas usam sindicatos de trabalhadores no intuito de perseguí-los e vigiá-los para cumprir o triste papel de traidores da classe.
Além destes, existem os sindicalistas parasitários que sobrevivem do trabalho de outrem. Nada fazem, são complacentes com o governo contra os interesses dos trabalhadores, sendo igualmente traidores da classe.
Os trabalhadores devem estar atentos as manobras daqueles que não tem compromisso com a luta e se dedicam a espionagem gratuita, ao entreguismo e as perseguições políticas, porque estes destituídos de caráter se apresentam a cada eleição sindical com boa lábia a fim de convencer os trabalhadores, ocultando a verdadeira natureza e intenção dos seus atos.
A luta dos trabalhadores é árdua e não dá para perder tempo com estes que agem como feitores da escravidão,fascistas ou filhotes da ditadura.
Tenho dito!
"É ser como o jornalista Eduardo Banks que propôs à Câmara dos Deputados, em nome de uma Associação que leva seu nome,indenização aos proprietários de escravos que perderam seus "bens" com a Lei Áurea,por exemplo.
Considerada inconstitucional, a proposta foi rejeitada pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS)."
COMENTÁRIO DA BLOGUEIRA:
Eu acrescentaria que estas práticas escravocratas estão mais vivas do que nunca, inclusive, encobertas por siglas sindicais que tem como príncipio a luta em defesa dos trabalhadores. Ao contrário, estes falsos sindicalistas usam sindicatos de trabalhadores no intuito de perseguí-los e vigiá-los para cumprir o triste papel de traidores da classe.
Além destes, existem os sindicalistas parasitários que sobrevivem do trabalho de outrem. Nada fazem, são complacentes com o governo contra os interesses dos trabalhadores, sendo igualmente traidores da classe.
Os trabalhadores devem estar atentos as manobras daqueles que não tem compromisso com a luta e se dedicam a espionagem gratuita, ao entreguismo e as perseguições políticas, porque estes destituídos de caráter se apresentam a cada eleição sindical com boa lábia a fim de convencer os trabalhadores, ocultando a verdadeira natureza e intenção dos seus atos.
A luta dos trabalhadores é árdua e não dá para perder tempo com estes que agem como feitores da escravidão,fascistas ou filhotes da ditadura.
Tenho dito!
COMENTÁRIO IMPORTANTE
Anônimo disse...
Diário oficial de Campos dos Goytacazes, lá vem a Rosinha e suas manobras..... porque não convoca os concursados para ocuparem as vagas do programa de incialmente diz ser por tempo determinado, mas será que é mesmo?? ou é uma forma de ocupar os RETs com esses futuros contratados para o programa?? ABREM O OLHO!!! A ROSINHA E O GAROTINHO SÃO CHEIOS DE MANOBRAS POLÍTICAS....
EDITAL Nº 03/2010
“DISPÕE SOBRE ABERTURA DE INSCRIÇÕES DE PROCESSO
SELETIVO PARA CONTRATAÇÃO DE PROFESSORES PARA
O PROGRAMA NACIONAL DE INCLUSÃO DE JOVENS (PROJOVEM
URBANO), NOS TERMOS DA RESOLUÇÃO/CD/FNDE Nº 22,
DE 26 DE MAIO DE 2008, LEI 11.692/2008, CONSTITUIÇÃO FEDERAL
e LEGISLAÇÃO MUNICIPAL PERTINENTE”.
A Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes
- RJ (SMEC), no uso de suas atribuições legais, TORNA PÚ-
BLICO - a abertura de inscrições ao PROCESSO SELETIVO, para
contratação temporária de educadores nos termos da Lei Orgânica do
Município de Campos dos Goytacazes - RJ, através da COMISSÃO
ORGANIZADORA, especialmente nomeada para acompanhamento e
fiscalização do processo seletivo, submetendo-se às instruções especiais
contidas neste Edital e demais atos complementares.
1- DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
1.1 A realização do presente Processo Seletivo, para preenchimento
das funções de educadores na área da Educação do Programa
Nacional de Inclusão de Jovens (PROJOVEM URBANO), em
contratação por prazo determinado.
1.2 A Carga Horária Semanal será de 30 horas semanais para
os cargos de educador, nos termos da legislação em vigor.
1.3 O processo seletivo tem o escopo do preenchimento de
55 (cinqüenta e cinco) vagas de Educador de áreas específicas (ensino
fundamental), 06 (seis) para Educador de participação social e
cidadã e 13(treze) vagas Educador de qualificação profissional (QP),
contratação feita de acordo com a necessidade do programa. Os (as)
candidatos (as) aprovados (as) além do número de vagas constarão
do CADASTRO DE RESERVA cujo aproveitamento se fará de acordo
com as necessidades do Programa Nacional de Inclusão de Jovens
(PROJOVEM URBANO), dentro do prazo de validade do processo seletivo.
Diário oficial de Campos dos Goytacazes, lá vem a Rosinha e suas manobras..... porque não convoca os concursados para ocuparem as vagas do programa de incialmente diz ser por tempo determinado, mas será que é mesmo?? ou é uma forma de ocupar os RETs com esses futuros contratados para o programa?? ABREM O OLHO!!! A ROSINHA E O GAROTINHO SÃO CHEIOS DE MANOBRAS POLÍTICAS....
EDITAL Nº 03/2010
“DISPÕE SOBRE ABERTURA DE INSCRIÇÕES DE PROCESSO
SELETIVO PARA CONTRATAÇÃO DE PROFESSORES PARA
O PROGRAMA NACIONAL DE INCLUSÃO DE JOVENS (PROJOVEM
URBANO), NOS TERMOS DA RESOLUÇÃO/CD/FNDE Nº 22,
DE 26 DE MAIO DE 2008, LEI 11.692/2008, CONSTITUIÇÃO FEDERAL
e LEGISLAÇÃO MUNICIPAL PERTINENTE”.
A Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes
- RJ (SMEC), no uso de suas atribuições legais, TORNA PÚ-
BLICO - a abertura de inscrições ao PROCESSO SELETIVO, para
contratação temporária de educadores nos termos da Lei Orgânica do
Município de Campos dos Goytacazes - RJ, através da COMISSÃO
ORGANIZADORA, especialmente nomeada para acompanhamento e
fiscalização do processo seletivo, submetendo-se às instruções especiais
contidas neste Edital e demais atos complementares.
1- DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
1.1 A realização do presente Processo Seletivo, para preenchimento
das funções de educadores na área da Educação do Programa
Nacional de Inclusão de Jovens (PROJOVEM URBANO), em
contratação por prazo determinado.
1.2 A Carga Horária Semanal será de 30 horas semanais para
os cargos de educador, nos termos da legislação em vigor.
1.3 O processo seletivo tem o escopo do preenchimento de
55 (cinqüenta e cinco) vagas de Educador de áreas específicas (ensino
fundamental), 06 (seis) para Educador de participação social e
cidadã e 13(treze) vagas Educador de qualificação profissional (QP),
contratação feita de acordo com a necessidade do programa. Os (as)
candidatos (as) aprovados (as) além do número de vagas constarão
do CADASTRO DE RESERVA cujo aproveitamento se fará de acordo
com as necessidades do Programa Nacional de Inclusão de Jovens
(PROJOVEM URBANO), dentro do prazo de validade do processo seletivo.
terça-feira, 4 de maio de 2010
SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA SÃO OS TRÊS PILARES DE SUSTENTAÇÃO DA SOCIEDADE.
Se pelo menos um destes três pilares sucumbir coloca em risco os projetos pensados para quaisquer sociedade.
O povo de Campos precisa despertar para os riscos que assolam o município, já que a Saúde está abandonada, a Educação sucateada e a Segurança Pública é considerada obrigação alheia.
Se tudo continuar assim, o futuro(que futuro?) é incerto.
O povo de Campos precisa despertar para os riscos que assolam o município, já que a Saúde está abandonada, a Educação sucateada e a Segurança Pública é considerada obrigação alheia.
Se tudo continuar assim, o futuro(que futuro?) é incerto.
ANIMADORES CULTURAIS EM FESTA.
Finalmente uma boa notícia!
Depois de quase vinte anos os Animadores Culturais da rede estadual de Ensino conseguiram uma grande vitória, fruto de muita luta, a qual esta blogueira acompanha há mais de cinco anos.
Foi APROVADA hoje na ALERJ, com 47 votos, em primeira sessão, a PEC da ANIMAÇÃO CULTURAL, que cria o cargo dos Animadores e com isso todas as possibilidades da regularização destes valorosos profissionais da Educação de nosso estado.
Na próxima semana haverá nova votação e com certeza a vitória de hoje será confirmada.
Depois de quase vinte anos os Animadores Culturais da rede estadual de Ensino conseguiram uma grande vitória, fruto de muita luta, a qual esta blogueira acompanha há mais de cinco anos.
Foi APROVADA hoje na ALERJ, com 47 votos, em primeira sessão, a PEC da ANIMAÇÃO CULTURAL, que cria o cargo dos Animadores e com isso todas as possibilidades da regularização destes valorosos profissionais da Educação de nosso estado.
Na próxima semana haverá nova votação e com certeza a vitória de hoje será confirmada.
CONCURSO PÚBLICO NÃOOO POOODE!!!
Do Blog CAMPOS EM DEBATE
O blogueiro Dignidade noticiou que a PMCG paga funcionários para trabalhar em Município vizinho.
A cessão de servidores é algo muito comum na Administração Pública, o que não é usual é o cedente (aquele que cede) assumir o ônus da cessão. O mais grave é constatar que o Município de Campos promove o fechamento de escolas, forçando alunos a estudar em Município vizinho, além de realizar a cessão de professores em favor de outros Municípios, assumindo todos ônus financeiros. Pelo visto, só não existe receita própria para realizar concurso, mas sobra para assumir ônus.
O blogueiro Dignidade noticiou que a PMCG paga funcionários para trabalhar em Município vizinho.
A cessão de servidores é algo muito comum na Administração Pública, o que não é usual é o cedente (aquele que cede) assumir o ônus da cessão. O mais grave é constatar que o Município de Campos promove o fechamento de escolas, forçando alunos a estudar em Município vizinho, além de realizar a cessão de professores em favor de outros Municípios, assumindo todos ônus financeiros. Pelo visto, só não existe receita própria para realizar concurso, mas sobra para assumir ônus.
ATO PÚBLICO DOS ESTUDANTES DE MEDICINA
Parabéns aos Acadêmicos da FMC pela mobilização vitoriosa em defesa da dignidade profissional. A FMC deve ser orgulhar dos Médicos politizados que está prestes a formar, pois além do conhecimento profissional e competência,aprenderam a lutar por respeito aos seus direitos.
Na manhã de hoje,aproximadamente 70 estudantes de Medicina da Faculdade de Medicina de Campos, fizeram uma caminhada da referida faculdade até o Largo da Imprensa segurando cartazes,gritando palavras de ordem que culminou com discursos das lideranças do Diretório Acadêmico(DALS) em favor da normatização pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, baseada em resoluções do CREMERJ(artigo 2º da resolução Nº 158/00 em 19 de julho de 1958) e contra o Decreto Nº 078/2010, divulgado no Diário Oficial da Prefeitura Municipal de Campos no dia 19 de Abril de 2010.
Na manhã de hoje,aproximadamente 70 estudantes de Medicina da Faculdade de Medicina de Campos, fizeram uma caminhada da referida faculdade até o Largo da Imprensa segurando cartazes,gritando palavras de ordem que culminou com discursos das lideranças do Diretório Acadêmico(DALS) em favor da normatização pela Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, baseada em resoluções do CREMERJ(artigo 2º da resolução Nº 158/00 em 19 de julho de 1958) e contra o Decreto Nº 078/2010, divulgado no Diário Oficial da Prefeitura Municipal de Campos no dia 19 de Abril de 2010.
"NÃO ESTOU NEM AÍ II"
Sem dúvida o papel desempenhado pela Guarda Civil Municipal é relevante. Entretanto, é sabido por todos que, a Guarda municipal não tem poder de polícia, não efetua prisões nem usa armas.
A função da Guarda é proteger o patrimônio do município, que a partir de agora contará com o monitoramento de câmeras.
Notícias dão conta de que os Guardas Municipais circularão pelo município de bicicleta, com o objetivo de reprimir a criminalidade.
Como assim?
Num momento há a afirmação de que Segurança Pública não é problema do município e noutro dão uma tarefa àqueles que não tem esta função. Enquanto isso as cãmeras vão proteger o patrimônio.
Sinceramente, não consigo entender onde este governo quer chegar.
A função da Guarda é proteger o patrimônio do município, que a partir de agora contará com o monitoramento de câmeras.
Notícias dão conta de que os Guardas Municipais circularão pelo município de bicicleta, com o objetivo de reprimir a criminalidade.
Como assim?
Num momento há a afirmação de que Segurança Pública não é problema do município e noutro dão uma tarefa àqueles que não tem esta função. Enquanto isso as cãmeras vão proteger o patrimônio.
Sinceramente, não consigo entender onde este governo quer chegar.
SEGURANÇA PÚBLICA??? NÃO ESTOU NEM AÍ...
Ontem esta blogueira lembrou, numa postagem, da ausência das câmeras de segurança retiradas pelo poder público no início deste ano.
Diante da violência crescente em Campos, com grande número de homicídios e assaltos, as câmeras serviam para inibir estas ações, sendo necessário a expansão da instalação das mesmas para áreas periféricas do município.
Entretanto, ao contrário, além de terem sido retiradas sob pretextos pouco convicentes, o governo anuncia que vai instalar novas câmeras(200), com o custo de R$ 3 milhões, para "garantir segurança patrimonial do poder público municipal".
Segundo matéria da Folha da Manhã, edição de hoje, o gerente do Cidac, teria dito que " A segurança pública fica em segundo plano" e acrescentou que " Nós não temos a obrigação de cuidar da segurança pública".
Ora senhores! Isto é um despautério!
A violência está aí, batendo à porta do povo campista e o poder público diz, simplesmente "não estou nem aí", como se fosse Pilatos do séc. XXI, lavando as mãos e deixando a população entregue à própria sorte.
Isto é revoltante! É um governo que não tem compromisso com educação, saúde e segurança pública. É, sem dúvida, o pior governo que Campos já teve.
Tenho dito!
Diante da violência crescente em Campos, com grande número de homicídios e assaltos, as câmeras serviam para inibir estas ações, sendo necessário a expansão da instalação das mesmas para áreas periféricas do município.
Entretanto, ao contrário, além de terem sido retiradas sob pretextos pouco convicentes, o governo anuncia que vai instalar novas câmeras(200), com o custo de R$ 3 milhões, para "garantir segurança patrimonial do poder público municipal".
Segundo matéria da Folha da Manhã, edição de hoje, o gerente do Cidac, teria dito que " A segurança pública fica em segundo plano" e acrescentou que " Nós não temos a obrigação de cuidar da segurança pública".
Ora senhores! Isto é um despautério!
A violência está aí, batendo à porta do povo campista e o poder público diz, simplesmente "não estou nem aí", como se fosse Pilatos do séc. XXI, lavando as mãos e deixando a população entregue à própria sorte.
Isto é revoltante! É um governo que não tem compromisso com educação, saúde e segurança pública. É, sem dúvida, o pior governo que Campos já teve.
Tenho dito!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
TODO APOIO À LUTA DOS MÉDICOS DE CAMPOS
Os médicos estão cada vez mais indignados. Produzir um factóide tentando criminalizar um atendimento de baixa complexidade realizado por um interno de medicina foi um ato covarde e medíocre. Tentar jogar nos médicos a culpa pela crise na saúde é inaceitável!
Continuamos exigindo retratação!
Compareçam à próxima reunião da Assembléia Permanente 3ª feira, dia 04/05/10 às 19 h no auditório da SFMC.
Condições de trabalho, PCCS, Defesa Profissional, Denúncias e rumos do movimento. A luta está só começando!
Compareçam!
Continuamos exigindo retratação!
Compareçam à próxima reunião da Assembléia Permanente 3ª feira, dia 04/05/10 às 19 h no auditório da SFMC.
Condições de trabalho, PCCS, Defesa Profissional, Denúncias e rumos do movimento. A luta está só começando!
Compareçam!
LULA LEVOU O GETULISMO AO EXTREMO
Por João Villaverde, de São Paulo
O repasse de R$ 146,5 milhões do governo à seis centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho, desde 2008, completou o ciclo de sujeição do sindicalismo ao Estado, iniciado por Getúlio Vargas. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que termina em dezembro após oito anos, levou o getulismo ao “limite extremo”. Essa é a avaliação de Ricardo Antunes, professor de sociologia do trabalho da Unicamp. Para Antunes, os trabalhadores sindicalizados perderam uma oportunidade “monumental” de elevar ganhos reais e fortalecer sindicatos e representação social.
O pesquisador avalia que não cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) julgar se o repasse é constitucional ou não, por entender que trata-se de uma questão política. “É o Estado transferindo recursos às centrais. O erro está em os sindicalistas aceitarem”, diz. Para ele, é simbólico que a ação impetrada no STF contra o repasse do imposto sindical tenha sido feita pelo DEM.
Abaixo, os principais trechos da entrevista de Antunes ao Valor:
Valor: As centrais advogam que o repasse do imposto sindical serviu para “reconhecê-las” como integrantes do movimento. Qual o impacto desse repasse?
Ricardo Antunes: O imposto sindical foi criado na primeira fase do governo Getúlio Vargas [em 1934, antes da ditadura do Estado Novo], como instrumento de controle dos sindicatos. Até a chegada de Getúlio ao poder, os sindicatos tinham autonomia, tanto política quanto financeira, dependendo exclusivamente dos associados. O varguismo criou o imposto não para beneficiar os sindicatos, mas para estabelecer uma linha direta com eles. Os sindicatos passam a depender do Estado, perdendo a autonomia e a capacidade de convencer seus associados de que é preciso se manter com recursos próprios. Ao ficar prisioneiro do imposto sindical, o caminho de servidão ao Estado se realizou com sindicatos, federações e confederações. O mais grave dos últimos dois anos é que o repasse foi estendido às centrais.
Valor: As celebrações do 1º de maio das centrais tiveram participação de Lula e de sua candidata. Foi a primeira vez que isso ocorreu. O imposto sindical atrelou as centrais ao Estado?
Antunes: Dos anos 1940 até 2008, nenhuma central dependeu do imposto sindical. Mais que isso: as centrais não pediram alvará do governo para existir, elas simplesmente foram fundadas. As festas do 1º de maio se converteram em pão e circo. Nos anos 80 e parte da década de 1990, a CUT promovia atos majestosos, sem imposto sindical e com massas que participavam e se sentiam reconhecidas pela luta no trabalho. Hoje é tudo festa. Há sorteios de automóveis e apartamentos, shows de cantores populares. As centrais se tornaram protagonistas deste pão e circo, financiadas pelo Estado.
Valor: A votação pelo fim do repasse às centrais está empatada no Supremo. O sr. antevê o resultado?
Antunes: Não cabe ao Supremo dizer se o repasse fere ou não a Constituição, que originalmente não previa a repartição às centrais. Esta é uma questão política. Tanto é que quem entrou com pedido contra o repasse foi o DEM. É o Estado transferindo recursos às centrais. O erro está no fato de sindicalistas aceitarem. Sou contra o imposto sindical, mas não é este o papel do STF. Me parece óbvio se tratar de uma questão política, não constitucional.
Valor: Qual é o balanço do governo de Lula na questão sindical?
Antunes: O lulismo recuperou o getulismo sindical e o levou ao limite extremo. Lula completou o processo de sujeição dos sindicatos ao Estado, iniciado por Getúlio. Faltava as centrais para fechar a estatização. Os trabalhadores perderam uma oportunidade monumental de conseguir ganhos e de ampliarem sua representação social. Os ganhos são de pequena monta, e mesmo assim ocorrem por um preço alto, de servidão ao Estado. Não vejo, nas centrais que recebem dinheiro do governo, nenhuma possibilidade de florescimento do novo. Elas, eventualmente, apoiam greves de sindicatos filiados. Mas não fazem por ideologia ou por luta sindical, mas porque, se não fizerem, alguma outra o fará e, com isso, atrairá aquele sindicato. Como a representação conta para ganhar fatia maior do imposto, as centrais esforçam-se para manter e ampliar a base de filiados. É uma luta por dinheiro, não sindical.
Valor: Esta “servidão” ao Estado vai se perpetuar no pós-Lula?
Antunes: Se Geraldo Alckmin (PSDB) tivesse sido eleito em 2006, o repasse do imposto sindical certamente não teria passado. Seria um governo pior para os trabalhadores, certamente, mas, com isso, provocaria um movimento contrário muito forte no movimento sindical. O sindicalismo se desorganizou nos últimos vinte anos, aliando-se ao poder e se tornando pelego. A hora de recomeçar é agora e o primeiro passo seria se desvincular do Estado para recuperar autonomia.
O repasse de R$ 146,5 milhões do governo à seis centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho, desde 2008, completou o ciclo de sujeição do sindicalismo ao Estado, iniciado por Getúlio Vargas. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que termina em dezembro após oito anos, levou o getulismo ao “limite extremo”. Essa é a avaliação de Ricardo Antunes, professor de sociologia do trabalho da Unicamp. Para Antunes, os trabalhadores sindicalizados perderam uma oportunidade “monumental” de elevar ganhos reais e fortalecer sindicatos e representação social.
O pesquisador avalia que não cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) julgar se o repasse é constitucional ou não, por entender que trata-se de uma questão política. “É o Estado transferindo recursos às centrais. O erro está em os sindicalistas aceitarem”, diz. Para ele, é simbólico que a ação impetrada no STF contra o repasse do imposto sindical tenha sido feita pelo DEM.
Abaixo, os principais trechos da entrevista de Antunes ao Valor:
Valor: As centrais advogam que o repasse do imposto sindical serviu para “reconhecê-las” como integrantes do movimento. Qual o impacto desse repasse?
Ricardo Antunes: O imposto sindical foi criado na primeira fase do governo Getúlio Vargas [em 1934, antes da ditadura do Estado Novo], como instrumento de controle dos sindicatos. Até a chegada de Getúlio ao poder, os sindicatos tinham autonomia, tanto política quanto financeira, dependendo exclusivamente dos associados. O varguismo criou o imposto não para beneficiar os sindicatos, mas para estabelecer uma linha direta com eles. Os sindicatos passam a depender do Estado, perdendo a autonomia e a capacidade de convencer seus associados de que é preciso se manter com recursos próprios. Ao ficar prisioneiro do imposto sindical, o caminho de servidão ao Estado se realizou com sindicatos, federações e confederações. O mais grave dos últimos dois anos é que o repasse foi estendido às centrais.
Valor: As celebrações do 1º de maio das centrais tiveram participação de Lula e de sua candidata. Foi a primeira vez que isso ocorreu. O imposto sindical atrelou as centrais ao Estado?
Antunes: Dos anos 1940 até 2008, nenhuma central dependeu do imposto sindical. Mais que isso: as centrais não pediram alvará do governo para existir, elas simplesmente foram fundadas. As festas do 1º de maio se converteram em pão e circo. Nos anos 80 e parte da década de 1990, a CUT promovia atos majestosos, sem imposto sindical e com massas que participavam e se sentiam reconhecidas pela luta no trabalho. Hoje é tudo festa. Há sorteios de automóveis e apartamentos, shows de cantores populares. As centrais se tornaram protagonistas deste pão e circo, financiadas pelo Estado.
Valor: A votação pelo fim do repasse às centrais está empatada no Supremo. O sr. antevê o resultado?
Antunes: Não cabe ao Supremo dizer se o repasse fere ou não a Constituição, que originalmente não previa a repartição às centrais. Esta é uma questão política. Tanto é que quem entrou com pedido contra o repasse foi o DEM. É o Estado transferindo recursos às centrais. O erro está no fato de sindicalistas aceitarem. Sou contra o imposto sindical, mas não é este o papel do STF. Me parece óbvio se tratar de uma questão política, não constitucional.
Valor: Qual é o balanço do governo de Lula na questão sindical?
Antunes: O lulismo recuperou o getulismo sindical e o levou ao limite extremo. Lula completou o processo de sujeição dos sindicatos ao Estado, iniciado por Getúlio. Faltava as centrais para fechar a estatização. Os trabalhadores perderam uma oportunidade monumental de conseguir ganhos e de ampliarem sua representação social. Os ganhos são de pequena monta, e mesmo assim ocorrem por um preço alto, de servidão ao Estado. Não vejo, nas centrais que recebem dinheiro do governo, nenhuma possibilidade de florescimento do novo. Elas, eventualmente, apoiam greves de sindicatos filiados. Mas não fazem por ideologia ou por luta sindical, mas porque, se não fizerem, alguma outra o fará e, com isso, atrairá aquele sindicato. Como a representação conta para ganhar fatia maior do imposto, as centrais esforçam-se para manter e ampliar a base de filiados. É uma luta por dinheiro, não sindical.
Valor: Esta “servidão” ao Estado vai se perpetuar no pós-Lula?
Antunes: Se Geraldo Alckmin (PSDB) tivesse sido eleito em 2006, o repasse do imposto sindical certamente não teria passado. Seria um governo pior para os trabalhadores, certamente, mas, com isso, provocaria um movimento contrário muito forte no movimento sindical. O sindicalismo se desorganizou nos últimos vinte anos, aliando-se ao poder e se tornando pelego. A hora de recomeçar é agora e o primeiro passo seria se desvincular do Estado para recuperar autonomia.
EM CAMPOS A ÚNICA COISA EM ASCENSÃO É A VIOLÊNCIA
Estamos no mês de maio e Campos continua contabilizando, dia a dia, as vítimas de homicídio. São mais de 70 de janeiro até agora. Os números tendem a crescer, apresentando características evidentes de extermínio.
Além disso, os números de assaltos também crescem. Não tem hora nem lugar. De repente, a luz do dia alguém é lesado.
Onde está a SEGURANÇA do nosso município?
Segurança exige presença do ESTADO. Seja da esfera federal,estadual ou municipal.
Por falar nisso, onde foram parar as câmeras de segurança, responsável por monitorar o município e inibir a ação dos homicidas e assaltantes? Elas foram retiradas no início deste ano com a promessa de que seriam repostas e até agora nada.
Este é mais um descaso com o qual a população campista convive diariamente.
FALTA SEGURANÇA!!!
Além disso, os números de assaltos também crescem. Não tem hora nem lugar. De repente, a luz do dia alguém é lesado.
Onde está a SEGURANÇA do nosso município?
Segurança exige presença do ESTADO. Seja da esfera federal,estadual ou municipal.
Por falar nisso, onde foram parar as câmeras de segurança, responsável por monitorar o município e inibir a ação dos homicidas e assaltantes? Elas foram retiradas no início deste ano com a promessa de que seriam repostas e até agora nada.
Este é mais um descaso com o qual a população campista convive diariamente.
FALTA SEGURANÇA!!!
II CONFERÊNCIA LOCAL DE CONTRO0LE SOCIAL: ROYALTIES EM CAMPOS - BALANÇO E PERSPECTIVA
O Movimento Nossa Campos (MNC) e o Observatório de Controle do Setor Público (OCSP) com o apoio do IFF, UENF e UCAM no dia 20/05, 5ª feira, às 18:30h, promoverão a apresentação da II Conferência Local de Controle Social com o tema: Royalties em Campos - balanço e perspectiva.
O evento será realizado na Câmara de Vereadores de Campos (Avenida Alberto torres, nº 334, Centro).
Coordenação: Hamilton Garcia (LESCE-CCH/UENF)
Abertura: Almy Carvalho (UENF, Cibele Monteiro (IFF, Nelson Nahim (Câmara de Vereadores) e Aurélio Lorenz (OCSP)
Palestrantes:
Geraldo Coutinho (Diretor Regional da FIRJAN)
Denise Terra (CEPECAM DA UCAM)
Eduardo Crespo (Diretor do FUNDECAM)
Roberto Moraes (Pró-Reitor de Relações Institucionais do IFF)
Participação Especial:
Odisséia Carvalho (Vereadora do PT)
Debatedores:
Antônio Rangel (ex-vereador do PT)
Postado por UENF Controle Social
O evento será realizado na Câmara de Vereadores de Campos (Avenida Alberto torres, nº 334, Centro).
Coordenação: Hamilton Garcia (LESCE-CCH/UENF)
Abertura: Almy Carvalho (UENF, Cibele Monteiro (IFF, Nelson Nahim (Câmara de Vereadores) e Aurélio Lorenz (OCSP)
Palestrantes:
Geraldo Coutinho (Diretor Regional da FIRJAN)
Denise Terra (CEPECAM DA UCAM)
Eduardo Crespo (Diretor do FUNDECAM)
Roberto Moraes (Pró-Reitor de Relações Institucionais do IFF)
Participação Especial:
Odisséia Carvalho (Vereadora do PT)
Debatedores:
Antônio Rangel (ex-vereador do PT)
Postado por UENF Controle Social
AOS ACADÊMICOS DE CAMPOS
Esta blogueira parabeniza os Acadêmicos de Campos pela ATITUDE frente aos ataques que estes têm sofrido do poder público municipal.
Estimo que levem para a vida profissional este exemplo de cidadania que hoje foram capazes de produzir.
Os trabalhadores,quaisquer que seja o nível, devem estar mobilizados, sempre, reivindicando melhores condições de trabalho, salários dignos e respeito profissional.
Estimo que levem para a vida profissional este exemplo de cidadania que hoje foram capazes de produzir.
Os trabalhadores,quaisquer que seja o nível, devem estar mobilizados, sempre, reivindicando melhores condições de trabalho, salários dignos e respeito profissional.
NÓ NA GARGANTA
Ao ler o texto do Cristovam Buarque "O Brasil é um incinerador de cérebros" a minha primeira reação foi um nó na garganta, acompanhado de um enorme sentimento de perda.
Muitas vezes nos ocorrem pensamentos que não conseguimos expressar e este é um deles. Não precisamos ir tão longe, no "Brasilzão de meu Deus", para nos depararmos com o desleixo do governo com a Educação. Isto está mais próximo do que pudemos imaginar algum dia.
Basta olhar para a Educação do nosso município, em que 12 escolas foram fechadas. Quantos cérebros estarão sendo queimados com esta atitude insana?
Seja quem for o mentor do fechamento dessas escolas, certamente é alguém que não gosta da educação, não gosta de gente que se tivesse oportunidade, algum dia, poderia vir a ser um GRANDE SER. Só não o será por ter sido uma inteligência abortada na primeira infância.
Depois do nó na garganta o sentimento de indignação se manifesta. Indignação esta que se transformará em luta, sempre. Incansável, em denunciar os inimigos da educação.
Onde já se viu abandonar as crianças da zona rural do município? Justamente onde existe um alto índice de anafalbetismo, onde muitos jovens não concluíram seus estudos porque tiveram que se inserir no mundo do trabalho. Foi este o lugar escolhido para fechar escolas.
É um crime bárbaro contra a Educação, contra nossas crianças, contra tudo que consta na legislação que rege a educação pública. Sobretudo, é uma afronta as pessoas de bem do nosso município.
De qualquer forma, estaremos na luta por educação pública, gratuita e de qualidade, sempre. Doa a quem doer!
"Ao nascer, cada ser humano traz o imenso potencial de um cérebro vivo
e virgem. Como um poço de energia a ser ainda construído: pela
educação. No Brasil, treze porcento dos adultos são analfabetos,
apenas trinta e cinco porcento concluem o ensino médio; destes, só a
metade tem uma educação básica com qualidade acima da média. Portanto,
oitenta e dois porcento ficam impedidos de escrever, todos os livros
que escreveriam são queimados antes de escritos.
Como se o Brasil fosse um imenso crematório de inteligência."
Muitas vezes nos ocorrem pensamentos que não conseguimos expressar e este é um deles. Não precisamos ir tão longe, no "Brasilzão de meu Deus", para nos depararmos com o desleixo do governo com a Educação. Isto está mais próximo do que pudemos imaginar algum dia.
Basta olhar para a Educação do nosso município, em que 12 escolas foram fechadas. Quantos cérebros estarão sendo queimados com esta atitude insana?
Seja quem for o mentor do fechamento dessas escolas, certamente é alguém que não gosta da educação, não gosta de gente que se tivesse oportunidade, algum dia, poderia vir a ser um GRANDE SER. Só não o será por ter sido uma inteligência abortada na primeira infância.
Depois do nó na garganta o sentimento de indignação se manifesta. Indignação esta que se transformará em luta, sempre. Incansável, em denunciar os inimigos da educação.
Onde já se viu abandonar as crianças da zona rural do município? Justamente onde existe um alto índice de anafalbetismo, onde muitos jovens não concluíram seus estudos porque tiveram que se inserir no mundo do trabalho. Foi este o lugar escolhido para fechar escolas.
É um crime bárbaro contra a Educação, contra nossas crianças, contra tudo que consta na legislação que rege a educação pública. Sobretudo, é uma afronta as pessoas de bem do nosso município.
De qualquer forma, estaremos na luta por educação pública, gratuita e de qualidade, sempre. Doa a quem doer!
"Ao nascer, cada ser humano traz o imenso potencial de um cérebro vivo
e virgem. Como um poço de energia a ser ainda construído: pela
educação. No Brasil, treze porcento dos adultos são analfabetos,
apenas trinta e cinco porcento concluem o ensino médio; destes, só a
metade tem uma educação básica com qualidade acima da média. Portanto,
oitenta e dois porcento ficam impedidos de escrever, todos os livros
que escreveriam são queimados antes de escritos.
Como se o Brasil fosse um imenso crematório de inteligência."
domingo, 2 de maio de 2010
CUBA, ISRAEL E A DUPLA MORAL
Cuba, Israel e a dupla moral
Por Breno Altman
São Paulo
Tem sido educativo acompanhar, nos últimos dias, a cobertura internacional dos meios de comunicação, além da atitude de determinadas lideranças e intelectuais. Quem quiser conhecer o caráter e os interesses a que servem alguns atores da vida política e cultural, vale a pena prestar atenção ao noticiário recente sobre Cuba e Israel.
Na semana passada, em função de declarações do presidente Lula defendendo a autodeterminação da Justiça cubana, orquestrou-se vasta campanha de denúncias contra suposto desrespeito aos direitos humanos na ilha caribenha.
Mas não há uma só matéria ou discurso relevante, nos veículos mais destacados, sobre como Israel, novo destino do presidente brasileiro, trata seus presos, suas minorias nacionais e seus vizinhos.
Vamos aos fatos. No caso cubano, Orlando Zapata, um retenso "dissidente" em greve de fome por melhores condições carcerárias, preso e condenado por delitos comuns, foi atendido em um hospital público por ordem do governo, mas não resistiu e veio a falecer. Não há acusação de tortura ou execução extralegal. No máximo, insinuações oposicionistas de que o atendimento teria sido tardio - ainda que se possa imaginar o escândalo que seria fabricado caso o prisioneiro tivesse sido alimentado à força.
Mesmo não havendo qualquer evidência de que a morte do dissidente, lamentada pelo próprio presidente Raúl Castro, tenha sido provocada por ação do Estado, os principais meios e agências noticiosas lançaram-se contra Cuba com a faca na boca. Logo a seguir o Parlamento Europeu e o governo norte-americano ameaçaram o país com novas sanções econômicas.
*Indústria do martírio*
Outro oposicionista, Guilherme Fariñas, com biografia na qual se combinam muitos atos criminosos e alguma militância anticomunista, aproveitou o momento de comoção para também declarar-se em jejum. Apareceu esquálido em fotos que rodaram o mundo, protestando contra a situação nos presídios cubanos e reivindicando a libertação de eventuais presos políticos.
Rapidamente se transformou em figura de proa da indústria do martírio mobilizada pelos inimigos da revolução cubana a cada tanto.
O governo ofereceu-lhe licença para emigrar a Espanha e lá se recuperar, mas Fariñas, que não está preso e faz sua greve de fome em casa, recusou a oferta. Seus apoiadores, cientes de que a constituição cubana determina plena liberdade individual para se fazer ou não determinado tratamento médico, o incentivam para avançar em sacrifício, pois não será atendido pela força até que seu colapso torne imperativa a internação hospitalar. Aliás, para os propósitos oposicionistas, de que grande coisa lhes valeria Fariñas vivo?
O presidente Lula tornou público, a seu modo, desacordo com a chantagem movida contra o governo cubano. Talvez fosse outra sua atitude, mesmo que discreta, se houvesse evidência de que a situação de Zapata ou Fariñas tivesse sido provocada por ato desumano ou arbitrário de autoridades governamentais. Para ir ao mérito do problema, comparou a atitude dos dissidentes com rebelião hipotética de bandidos comuns brasileiros. Afinal, ninguém pode ser considerado inocente ou injustiçado porque assim se declara ou resolva se afirmar vítima através de gestos dramáticos.
*O silêncio da mídia*
Sem provas bastante concretas que um governo constitucional feriu leis internacionais, é razoável que o presidente de outro país oriente seus movimentos pela autodeterminação das nações na gestão de seus assuntos internos. O presidente brasileiro agiu com essa mesma cautela em relação a Israel, país ao qual chegou no último dia 14, apesar da abundância de provas que comprometem os sionistas com violação de direitos humanos.
Mas as palavras de Lula em relação a Cuba e seu silêncio sobre o governo israelense foram tratados de forma bastante diversa. No primeiro caso, os apóstolos da democracia ocidental não perdoaram recusa do mandatário brasileiro em se juntar à ofensiva contra Havana e em legitimar o uso dos direitos humanos como arma contra um país soberano. No segundo, aceitaram obsequiosamente o silêncio presidencial.
A bem da verdade, não foram apenas articulistas e políticos de direita que tiveram esse comportamento dúplice. Do mesmo modo agiram alguns parlamentares e blogueiros tidos como progressistas, porém temerosos de enfrentar o poderoso monopólio da mídia e ávidos por pagar o pedágio da demagogia no caminho para o sucesso, ainda que ao custo de abandonar qualquer pensamento crítico sobre os fatos em questão.
Um observador isento facilmente se daria conta de que, ao contrário dos eventos em Cuba, nos quais o desfecho fatal foi produto de decisões individuais das próprias vítimas, os pertinentes a Israel correspondem a uma política deliberada por suas instituições dirigentes.
*Sionismo e direitos humanos*
A nação sionista é um dos países com maior número de presos políticos no mundo, cerca de 11 mil detentos, incluindo crianças, a maioria sem julgamento. Mais de 800 mil palestinos foram aprisionados desde 1948.
Aproximadamente 25% dos palestinos que permaneceram em territórios ocupados pelo exército israelense foram aprisionados em algum momento. As detenções atingiram também autoridades palestinas: 39 deputados e 9 ministros foram sequestrados desde junho de 2006.
Naquele país a tortura foi legitimada por uma decisão da Corte Suprema, que autorizou a utilização de "táticas dolorosas para interrogatório de presos sob custódia do governo". Nada parecido é sequer insinuado contra Cuba, mesmo por organizações que não guardam a mínima simpatia por seu regime político.
Mas o desrespeito aos direitos humanos não se limita ao tema carcerário, que é apenas parte da política de agressão contra o povo palestino. A resolução 181 das Nações Unidas, que criou o Estado de Israel em 1947, previa que a nova nação deteria 56% dos territórios da colonização inglesa na margem ocidental do rio Jordão, enquanto os demais 44% ficariam para a construção de um Estado do povo palestino, que antes da decisão ocupava 98% da área partilhada. O regime sionista, violador contumaz das leis e acordos internacionais, hoje controla mais de 78% do antigo mandato britânico, excluída a porção ocupada pela Jordânia.
Mais de 750 mil palestinos foram expulsos de seu país desde então. Israel demoliu número superior a 20 mil casas de cidadãos não judeus apenas entre 1967 e 2009. Construiu, a partir de 2004, um muro com 700 quilômetros de extensão, que isolou 160 mil famílias palestinas, colocando as mãos em 85% dos recursos hídricos das áreas que compõem a atual Autoridade Palestina.
Pelo menos seiscentos postos de verificação foram impostos pelo exército israelense dentro das cidades palestinas. Leis aprovadas pelo parlamento sionista impedem a reunificação de famílias que habitem diferentes municípios, além de estimular a criação de colônias judaicas além das fronteiras internacionalmente reconhecidas.
*Dupla moral*
São, essas, algumas das características que conformam o sistema sionista de apartheid, no qual os direitos de soberania do povo palestino estão circunscritos a verdadeiros bantustões, como na velha e racista África do Sul. O corolário desse cenário é uma escalada repressiva cada vez mais brutal, patrocinada como política de Estado.
Mas os principais meios de comunicação, sobre esses fatos, se calam. Também mudos ficam os líderes políticos conservadores. Nada se ouve tampouco de alguns personagens presumidamente progressistas, sempre tão céleres quando se trata de apontar o dedo acusador contra a revolução cubana.
Talvez porque direitos humanos, a essa gente de dupla moral, só provoquem indignação quando seu suposto desrespeito se volta contra vozes da civilização judaico-cristã, da democracia liberal, do livre mercado, do anticomunismo. Não foi sem razão que o presidente Lula reagiu vigorosamente contra o cinismo dos ataques ao governo de Havana.
Palestina livre!
Viva a Intifada! Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
www.vivapalestina.com.br
www.palestinalivre.org
Por Breno Altman
São Paulo
Tem sido educativo acompanhar, nos últimos dias, a cobertura internacional dos meios de comunicação, além da atitude de determinadas lideranças e intelectuais. Quem quiser conhecer o caráter e os interesses a que servem alguns atores da vida política e cultural, vale a pena prestar atenção ao noticiário recente sobre Cuba e Israel.
Na semana passada, em função de declarações do presidente Lula defendendo a autodeterminação da Justiça cubana, orquestrou-se vasta campanha de denúncias contra suposto desrespeito aos direitos humanos na ilha caribenha.
Mas não há uma só matéria ou discurso relevante, nos veículos mais destacados, sobre como Israel, novo destino do presidente brasileiro, trata seus presos, suas minorias nacionais e seus vizinhos.
Vamos aos fatos. No caso cubano, Orlando Zapata, um retenso "dissidente" em greve de fome por melhores condições carcerárias, preso e condenado por delitos comuns, foi atendido em um hospital público por ordem do governo, mas não resistiu e veio a falecer. Não há acusação de tortura ou execução extralegal. No máximo, insinuações oposicionistas de que o atendimento teria sido tardio - ainda que se possa imaginar o escândalo que seria fabricado caso o prisioneiro tivesse sido alimentado à força.
Mesmo não havendo qualquer evidência de que a morte do dissidente, lamentada pelo próprio presidente Raúl Castro, tenha sido provocada por ação do Estado, os principais meios e agências noticiosas lançaram-se contra Cuba com a faca na boca. Logo a seguir o Parlamento Europeu e o governo norte-americano ameaçaram o país com novas sanções econômicas.
*Indústria do martírio*
Outro oposicionista, Guilherme Fariñas, com biografia na qual se combinam muitos atos criminosos e alguma militância anticomunista, aproveitou o momento de comoção para também declarar-se em jejum. Apareceu esquálido em fotos que rodaram o mundo, protestando contra a situação nos presídios cubanos e reivindicando a libertação de eventuais presos políticos.
Rapidamente se transformou em figura de proa da indústria do martírio mobilizada pelos inimigos da revolução cubana a cada tanto.
O governo ofereceu-lhe licença para emigrar a Espanha e lá se recuperar, mas Fariñas, que não está preso e faz sua greve de fome em casa, recusou a oferta. Seus apoiadores, cientes de que a constituição cubana determina plena liberdade individual para se fazer ou não determinado tratamento médico, o incentivam para avançar em sacrifício, pois não será atendido pela força até que seu colapso torne imperativa a internação hospitalar. Aliás, para os propósitos oposicionistas, de que grande coisa lhes valeria Fariñas vivo?
O presidente Lula tornou público, a seu modo, desacordo com a chantagem movida contra o governo cubano. Talvez fosse outra sua atitude, mesmo que discreta, se houvesse evidência de que a situação de Zapata ou Fariñas tivesse sido provocada por ato desumano ou arbitrário de autoridades governamentais. Para ir ao mérito do problema, comparou a atitude dos dissidentes com rebelião hipotética de bandidos comuns brasileiros. Afinal, ninguém pode ser considerado inocente ou injustiçado porque assim se declara ou resolva se afirmar vítima através de gestos dramáticos.
*O silêncio da mídia*
Sem provas bastante concretas que um governo constitucional feriu leis internacionais, é razoável que o presidente de outro país oriente seus movimentos pela autodeterminação das nações na gestão de seus assuntos internos. O presidente brasileiro agiu com essa mesma cautela em relação a Israel, país ao qual chegou no último dia 14, apesar da abundância de provas que comprometem os sionistas com violação de direitos humanos.
Mas as palavras de Lula em relação a Cuba e seu silêncio sobre o governo israelense foram tratados de forma bastante diversa. No primeiro caso, os apóstolos da democracia ocidental não perdoaram recusa do mandatário brasileiro em se juntar à ofensiva contra Havana e em legitimar o uso dos direitos humanos como arma contra um país soberano. No segundo, aceitaram obsequiosamente o silêncio presidencial.
A bem da verdade, não foram apenas articulistas e políticos de direita que tiveram esse comportamento dúplice. Do mesmo modo agiram alguns parlamentares e blogueiros tidos como progressistas, porém temerosos de enfrentar o poderoso monopólio da mídia e ávidos por pagar o pedágio da demagogia no caminho para o sucesso, ainda que ao custo de abandonar qualquer pensamento crítico sobre os fatos em questão.
Um observador isento facilmente se daria conta de que, ao contrário dos eventos em Cuba, nos quais o desfecho fatal foi produto de decisões individuais das próprias vítimas, os pertinentes a Israel correspondem a uma política deliberada por suas instituições dirigentes.
*Sionismo e direitos humanos*
A nação sionista é um dos países com maior número de presos políticos no mundo, cerca de 11 mil detentos, incluindo crianças, a maioria sem julgamento. Mais de 800 mil palestinos foram aprisionados desde 1948.
Aproximadamente 25% dos palestinos que permaneceram em territórios ocupados pelo exército israelense foram aprisionados em algum momento. As detenções atingiram também autoridades palestinas: 39 deputados e 9 ministros foram sequestrados desde junho de 2006.
Naquele país a tortura foi legitimada por uma decisão da Corte Suprema, que autorizou a utilização de "táticas dolorosas para interrogatório de presos sob custódia do governo". Nada parecido é sequer insinuado contra Cuba, mesmo por organizações que não guardam a mínima simpatia por seu regime político.
Mas o desrespeito aos direitos humanos não se limita ao tema carcerário, que é apenas parte da política de agressão contra o povo palestino. A resolução 181 das Nações Unidas, que criou o Estado de Israel em 1947, previa que a nova nação deteria 56% dos territórios da colonização inglesa na margem ocidental do rio Jordão, enquanto os demais 44% ficariam para a construção de um Estado do povo palestino, que antes da decisão ocupava 98% da área partilhada. O regime sionista, violador contumaz das leis e acordos internacionais, hoje controla mais de 78% do antigo mandato britânico, excluída a porção ocupada pela Jordânia.
Mais de 750 mil palestinos foram expulsos de seu país desde então. Israel demoliu número superior a 20 mil casas de cidadãos não judeus apenas entre 1967 e 2009. Construiu, a partir de 2004, um muro com 700 quilômetros de extensão, que isolou 160 mil famílias palestinas, colocando as mãos em 85% dos recursos hídricos das áreas que compõem a atual Autoridade Palestina.
Pelo menos seiscentos postos de verificação foram impostos pelo exército israelense dentro das cidades palestinas. Leis aprovadas pelo parlamento sionista impedem a reunificação de famílias que habitem diferentes municípios, além de estimular a criação de colônias judaicas além das fronteiras internacionalmente reconhecidas.
*Dupla moral*
São, essas, algumas das características que conformam o sistema sionista de apartheid, no qual os direitos de soberania do povo palestino estão circunscritos a verdadeiros bantustões, como na velha e racista África do Sul. O corolário desse cenário é uma escalada repressiva cada vez mais brutal, patrocinada como política de Estado.
Mas os principais meios de comunicação, sobre esses fatos, se calam. Também mudos ficam os líderes políticos conservadores. Nada se ouve tampouco de alguns personagens presumidamente progressistas, sempre tão céleres quando se trata de apontar o dedo acusador contra a revolução cubana.
Talvez porque direitos humanos, a essa gente de dupla moral, só provoquem indignação quando seu suposto desrespeito se volta contra vozes da civilização judaico-cristã, da democracia liberal, do livre mercado, do anticomunismo. Não foi sem razão que o presidente Lula reagiu vigorosamente contra o cinismo dos ataques ao governo de Havana.
Palestina livre!
Viva a Intifada! Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
www.vivapalestina.com.br
www.palestinalivre.org
O PAPEL DO INTEGRALISMO NO BRASIL DA PÓS-GUERRA
POR GILBERTO CALIL
[*] Docente dos cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu em História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Autor de O integralismo no pós-guerra: a formação do PRP, 1945-1950 (Porto Alegre, Edipucrs, 2001) e de Integralismo e hegemonia burguesa: a intervenção do PRP na política brasileira, 1945-1965 (Cascavel, Edunioeste, 2010, 390 pgs., ISBN 978-85-7644-206-6). O presente texto é o capítulo "Considerações finais" desta última.
O movimento integralista desempenhou um papel importante para a manutenção da dominação burguesa entre 1945 e 1964. Esta hipótese geral orientou nossa pesquisa, e sua confirmação evidencia-se nas diversas tarefas desempenhadas pelo integralismo no enfrentamento, contenção e denúncia dos "comunistas"; na afirmação de uma concepção excludente de "democracia"; na defesa incondicional da propriedade privada; e em sua presença cotidiana nos mais diversos espaços institucionais buscando afirmar seu projeto por meio de graduais reformas regressivas, em consonância com a ordem dominante em suas características fundamentais.
A avaliação da relevância da intervenção do integralismo deve necessariamente levar em conta a especificidade do papel desempenhado pelo partido por ele constituído, tendo em vista que sua organização era bastante peculiar, diferenciando-se claramente dos principais partidos burgueses – como PSD e UDN. Enquanto estes tinham como função o gerenciamento dos interesses imediatos do capital, representando suas diferentes frações no controle do aparelho estatal (executivo e legislativo) e, portanto, contando com uma estrutura interna flexível e essencialmente voltada à ocupação de posições de poder no interior do aparelho de Estado, o PRP desempenhava um papel mediato, assumindo tarefas de médio e longo prazo, como a sistemática propagação do anticomunismo e a permanente afirmação de uma concepção excludente de democracia. Desta observação decorre nossa percepção de que se torna insuficiente e até equivocado dimensionar a importância da intervenção integralista exclusivamente a partir da observação dos resultados eleitorais obtidos pelo PRP. De fato, as tarefas assumidas pelos integralistas transcendem as funções tradicionalmente desempenhadas pelos partidos burgueses, envolvendo uma mobilização ativa de um determinado setor social, com a criação de diversas organizações extrapartidárias; a disseminação permanente de uma ideologia legitimadora da ordem burguesa, a manutenção de uma rede de jornais, revistas e de uma editora, voltados não apenas à obtenção de resultados eleitorais, mas fundamentalmente à propagação de sua ideologia.
A primeira de nossas hipóteses subsidiárias propõe que para cumprir um papel de reforço à dominação burguesa entre 1945 e 1964, o integralismo reformulou sua estratégia, abandonando a perspectiva de assalto ao poder a curto prazo e optando pelo enquadramento na ordem institucional vigente. De fato, o integralismo passou por um processo de reformulação significativa, modificando sua estratégia, na medida em que, constrangido pelos condicionantes externos – internacionais e nacionais –, deixou de se organizar voltado para a tomada imediata do poder e reformulação radical dos mecanismos de imposição da ordem burguesa, segundo uma perspectiva fascista. Esta modificação, no entanto, não implicou em abandono dos elementos centrais da ideologia integralista, mas apenas na opção por uma estratégia de afirmação progressiva deste projeto, sem descartar o retorno à estratégia anterior, quando a conjuntura política o permitisse. De fato, parece evidente que mais do que uma opção, esta reformulação apresentava-se como única possibilidade para a reestruturação do movimento integralista no contexto de completo descrédito das ideologias e movimentos explicitamente fascistas, no imediato pós-guerra. O fato de que em meados dos anos 50 alguns elementos da tradição integralista dos anos 30 foram retomados - voltando o movimento a adotar o Sigma como seu símbolo e chegando a promover desfiles públicos – reforça este argumento, já que tal recuperação só ocorreu quando o registro partidário estava garantido e as relações estabelecidas com os diversos dirigentes s políticos garantiam que ele não seria ameaçado. É importante também considerar que elementos importantes do projeto integralista foram colocados em prática pelo Estado Novo e consolidados pela Constituição de 1946, com grande destaque para o controle estatal sobre a organização dos trabalhadores. Se isto parecia retirar dos integralistas algumas de suas bandeiras fundamentais, e evidenciava sua proximidade com os setores dominantes, por outro lado, facilitava-lhe a defesa da ordem vigente tal como estava constituída, restringindo suas propostas à permanente demanda do acirramento da repressão contra os comunistas e do controle sobre os trabalhadores em geral. A ênfase "espiritualista" e o desenvolvimento do "conceito cristão de democracia" foram, ao mesmo tempo, uma necessidade para a justificação do alegado "caráter democrático do integralismo" e elementos utilizados para justificar a proposição de uma "democracia" abertamente elistista e excludente. A estratégia de "guerra de posição", ocupando posições no parlamento e no executivo, além de facilitar a sobrevivência material do integralismo, permitiu-lhe colocar em prática alguns elementos de sua ideologia, ainda que em um ritmo e intensidade que muitas vezes decepcionava e desanimava seus adeptos, o que se deve não apenas à nova estratégia assumida pelo movimento, mas também pela própria inviabilidade de concretização coerente do projeto integralista, claramente contraditório e irracionalista, como qualquer projeto fascista. Em termos gerais, a reformulação estratégica foi uma resposta aos desafios da nova conjuntura político-social, tendo obtido um relativo êxito, na medida em que tornou possível a intervenção do integralismo nas duas décadas seguintes e permitiu que os integralistas se apresentassem como "antifascistas", o que, a despeito de todas as evidências em contrário, era reiteradamente admitido por grupos políticos e sociais vinculados às classes dominantes.
As diferentes fases da trajetória do PRP não se explicam exclusivamente por fatores internos a sua organização, mas vinculam-se claramente às distintas conjunturas da luta de classes. Assim, seu apoio ao governo Dutra, além de facilitar a obtenção do registro partidário, correspondeu à única opção que restava ao integralismo em um contexto de unificação dos grupos dominantes: seu alinhamento à coalizão conservadora. A fase seguinte – iniciada em 1952, com o movimento de "Independência Partidária", a formação dos centros culturais, a oposição a Vargas e a reestruturação dos serviços de espionagem -, não apenas atendeu aos anseios da militância integralista, mas também implicou em adaptação a um contexto de intenso conflito social, frente ao qual os novos instrumentos criados (como centros culturais de juventude, editora e imprensa integralista) foram eficazes, permitindo que o integralismo cumprisse com maior desenvoltura o papel a que se propunha. Igualmente a retomada do legado integralista correspondia a uma progressiva recuperação de formas organizativas mais abertamente fascistas, de grande utilidade em um contexto de agudo enfrentamento social. O restabelecimento da plena hegemonia burguesa, sob formas renovadas, no governo Kubitschek, no entanto, torna compreensível o recuo da retomada do legado integralista e a incorporação do PRP na coalizão dominante, efetivada através de seu ingresso no governo federal e em governos estaduais, como o de Leonel Brizola (PTB) no Rio Grande do Sul. Enquanto esta coalizão se manteve e atendeu aos interesses da grande burguesia brasileira – até o primeiro ano do governo Goulart -, o PRP manteve-se vinculado a ela. Com seu rompimento, os integralistas se incorporaram ao bloco golpista, desde meados de 1962, participando ativamente da articulação e mobilização que desencadearia a deposição de Goulart. Em todas estas "fases", a despeito da diversidade das alianças estabelecidas pelo PRP e dos diferentes instrumentos de que lançou mão, a posição integralista manteve-se coerente com o papel desempenhado pelo movimento, adaptando-se continuamente às diferentes conjunturas político-sociais.
O estudo da trajetória integralista fornece diversos elementos para a reflexão em torno das características limitadas e restritas do processo democrático brasileiro. Destaca-se de maneira evidente o reconhecimento do pretenso "caráter democrático" do integralismo pelos principais agentes políticos – "liberais", "autoritários" e "trabalhistas", nacionalistas, desenvolvimentistas ou "entreguistas" – consubstanciado nas centenas de alianças, nas declarações formais acerca do programa do PRP e da doutrina integralista e na participação de integralistas em governos municipais, estaduais e no próprio governo federal. Todos os partidos legalmente registrados – com exceção apenas o Partido Socialista Brasileiro – legitimavam a pretensão do integralismo em apresentar-se como "democrático", o que evidencia claramente o sentido conservador de suas concepções de democracia, tendo em vista que todos estes agentes conheciam o passado fascista do integralismo e, a despeito de sua "reorientação doutrinária", poderiam facilmente identificar no programa e na práxis do PRP as marcas de um projeto fascistizante. Isto fica ainda mais evidente com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral confirmando o "caráter democrático" do PRP, poucos meses depois de cancelar o registro do Partido Comunista do Brasil (PCB). Tal questão transcende os objetivos deste trabalho, uma vez que implica na necessidade de uma reavaliação global do "período democrático". Ainda assim, no que se refere mais especificamente à inserção do integralismo neste processo, cabe destacar que a aceitação de sua proposta fascistizante "renovada" deve levar-nos, no mínimo, a reconhecer que o integralismo não era um elemento estranho na política brasileiro, nem tampouco um grupo marginalizado e irrelevante.
Um aspecto particularmente relevante, ainda que cuidadosamente obscurecido pelo discurso integralista, é o estabelecimento de vínculos com a grande burguesia brasileira, em suas diferentes frações. Não resta dúvidas que jamais o integralismo chegou a ser a opção preferencial da burguesia brasileira – o que se explica pelo fato de que esta conseguiu manter a organização operária sob certos limites utilizando-se dele e de outros instrumentos, e também pelo estágio de desenvolvimento do capitalismo brasileiro. Isto não significa, no entanto, que o integralismo fosse por ela descartado como instrumento acessório da imposição e manutenção de sua dominação. Explica-se, assim, que o integralismo tenha recebido recursos de grandes industriais, banqueiros e comerciantes, ainda que não os recebesse com a regularidade e no volume desejados. Explica-se também a aparentemente paradoxal indignação de Salgado, que mesmo sustentando uma crítica superficial à "burguesia gozadora" e a seu comportamento "anti-cristão", tinha clareza do papel desempenhado pelo integralismo na sustentação da dominação burguesa e, portanto, irritava-se continuamente com o que considerava como um financiamento abaixo do necessário. Para a burguesia, tal situação era extremamente favorável: mantinha o integralismo sob controle, beneficiando-se de sua pregação e sua práxis anticomunista permanentes e podendo utilizar-se de seus serviços, em outro patamar, no caso de um acirramento da luta de classes e da necessidade de contar com uma tropa de choque anticomunista disciplinada. Ainda que tal situação não tenha se efetivado, a manutenção dos vínculos entre o integralismo e a grande burguesia evidencia que esta era uma possibilidade concreta.
Em vista destas considerações, nossa hipótese geral parece plenamente confirmada, podendo-se afirmar que a intervenção política do integralismo entre 1945 e 1965 cumpriu um papel relevante para a dominação burguesa. Em sua relação com os diversos partidos políticos, os integralistas sempre se orientaram pela defesa da manutenção da ordem política vigente, da estabilização institucional, da preservação do status quo, com especial destaque para a defesa da propriedade privada e da manutenção do controle sobre os trabalhadores. Sua intervenção nas crises políticas é reveladora: os integralistas somaram-se à oposição a Vargas às vésperas de sua deposição e suicídio; contrapuseram-se à tentativa de impedir a posse de Juscelino Kubitschek, assim como boa parte da burguesia brasileira; atuaram na defesa do golpe parlamentarista em 1961, retirando os poderes presidenciais de Goulart sem provocar uma ruptura institucional aberta; e somaram-se à mobilização e articulação golpista entre 1963 e 1964, quando o conjunto da burguesia brasileira optou pela deposição de Goulart e imposição de uma ditadura civil-empresarial-militar. Nos momentos de relativa estabilidade institucional, os integralistas destacaram-se pela permanente defesa de um modelo de "democracia defensiva", justificada pela sua leitura do cristianismo, caracterizada por rigoroso controle social e desqualificação das massas populares; e também pela sistemática campanha anticomunista, que se desdobrava em diversas ações: conflitos de rua; pregação pública através de livros, folhetos, panfletos e jornais; campanhas desenvolvidas em comícios públicos e programas radiofônicos; cursos de "formação anticomunista"; defesa de uma política externa anticomunista; espionagem das atividades dos comunistas e seus aliados; e denúncia pública de atividades promovidas pelos comunistas e de candidaturas supostamente comunistas. Tanto a campanha anticomunista como a defesa da imposição de limites à prática democrática e fortalecimento dos mecanismos de repressão eram desenvolvidas continuamente, não se restringindo aos períodos de maior acirramento da luta de classes. Este caráter permanente do anticomunismo e da defesa de uma democracia restrita diferencia o papel desempenhado pelo integralismo dos demais partidos burgueses, os quais, embora em grande parte compartilhassem com tais posições, não as colocavam como preocupação central e permanente, a não ser em contextos políticos de radicalização dos setores subalternos, como as conjunturas de 1953-54 e 1963-64. Ainda que nestes momentos de mobilização anticomunista do conjunto dos grupos dominantes os integralistas deixassem de aparecer como os principais protagonistas das campanhas anticomunistas, sua ação sistemática e permanente durante os períodos de menor confrontação social que precedem as conjunturas de crise hegemônica devem ser levados em consideração para a compreensão do posicionamento anticomunista e antidemocrático assumido pela maior parte da pequena burguesia, e, conseqüentemente, de seu alinhamento com os grupos dominantes, em oposição aos setores populares.
[*] Docente dos cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu em História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Autor de O integralismo no pós-guerra: a formação do PRP, 1945-1950 (Porto Alegre, Edipucrs, 2001) e de Integralismo e hegemonia burguesa: a intervenção do PRP na política brasileira, 1945-1965 (Cascavel, Edunioeste, 2010, 390 pgs., ISBN 978-85-7644-206-6). O presente texto é o capítulo "Considerações finais" desta última.
O movimento integralista desempenhou um papel importante para a manutenção da dominação burguesa entre 1945 e 1964. Esta hipótese geral orientou nossa pesquisa, e sua confirmação evidencia-se nas diversas tarefas desempenhadas pelo integralismo no enfrentamento, contenção e denúncia dos "comunistas"; na afirmação de uma concepção excludente de "democracia"; na defesa incondicional da propriedade privada; e em sua presença cotidiana nos mais diversos espaços institucionais buscando afirmar seu projeto por meio de graduais reformas regressivas, em consonância com a ordem dominante em suas características fundamentais.
A avaliação da relevância da intervenção do integralismo deve necessariamente levar em conta a especificidade do papel desempenhado pelo partido por ele constituído, tendo em vista que sua organização era bastante peculiar, diferenciando-se claramente dos principais partidos burgueses – como PSD e UDN. Enquanto estes tinham como função o gerenciamento dos interesses imediatos do capital, representando suas diferentes frações no controle do aparelho estatal (executivo e legislativo) e, portanto, contando com uma estrutura interna flexível e essencialmente voltada à ocupação de posições de poder no interior do aparelho de Estado, o PRP desempenhava um papel mediato, assumindo tarefas de médio e longo prazo, como a sistemática propagação do anticomunismo e a permanente afirmação de uma concepção excludente de democracia. Desta observação decorre nossa percepção de que se torna insuficiente e até equivocado dimensionar a importância da intervenção integralista exclusivamente a partir da observação dos resultados eleitorais obtidos pelo PRP. De fato, as tarefas assumidas pelos integralistas transcendem as funções tradicionalmente desempenhadas pelos partidos burgueses, envolvendo uma mobilização ativa de um determinado setor social, com a criação de diversas organizações extrapartidárias; a disseminação permanente de uma ideologia legitimadora da ordem burguesa, a manutenção de uma rede de jornais, revistas e de uma editora, voltados não apenas à obtenção de resultados eleitorais, mas fundamentalmente à propagação de sua ideologia.
A primeira de nossas hipóteses subsidiárias propõe que para cumprir um papel de reforço à dominação burguesa entre 1945 e 1964, o integralismo reformulou sua estratégia, abandonando a perspectiva de assalto ao poder a curto prazo e optando pelo enquadramento na ordem institucional vigente. De fato, o integralismo passou por um processo de reformulação significativa, modificando sua estratégia, na medida em que, constrangido pelos condicionantes externos – internacionais e nacionais –, deixou de se organizar voltado para a tomada imediata do poder e reformulação radical dos mecanismos de imposição da ordem burguesa, segundo uma perspectiva fascista. Esta modificação, no entanto, não implicou em abandono dos elementos centrais da ideologia integralista, mas apenas na opção por uma estratégia de afirmação progressiva deste projeto, sem descartar o retorno à estratégia anterior, quando a conjuntura política o permitisse. De fato, parece evidente que mais do que uma opção, esta reformulação apresentava-se como única possibilidade para a reestruturação do movimento integralista no contexto de completo descrédito das ideologias e movimentos explicitamente fascistas, no imediato pós-guerra. O fato de que em meados dos anos 50 alguns elementos da tradição integralista dos anos 30 foram retomados - voltando o movimento a adotar o Sigma como seu símbolo e chegando a promover desfiles públicos – reforça este argumento, já que tal recuperação só ocorreu quando o registro partidário estava garantido e as relações estabelecidas com os diversos dirigentes s políticos garantiam que ele não seria ameaçado. É importante também considerar que elementos importantes do projeto integralista foram colocados em prática pelo Estado Novo e consolidados pela Constituição de 1946, com grande destaque para o controle estatal sobre a organização dos trabalhadores. Se isto parecia retirar dos integralistas algumas de suas bandeiras fundamentais, e evidenciava sua proximidade com os setores dominantes, por outro lado, facilitava-lhe a defesa da ordem vigente tal como estava constituída, restringindo suas propostas à permanente demanda do acirramento da repressão contra os comunistas e do controle sobre os trabalhadores em geral. A ênfase "espiritualista" e o desenvolvimento do "conceito cristão de democracia" foram, ao mesmo tempo, uma necessidade para a justificação do alegado "caráter democrático do integralismo" e elementos utilizados para justificar a proposição de uma "democracia" abertamente elistista e excludente. A estratégia de "guerra de posição", ocupando posições no parlamento e no executivo, além de facilitar a sobrevivência material do integralismo, permitiu-lhe colocar em prática alguns elementos de sua ideologia, ainda que em um ritmo e intensidade que muitas vezes decepcionava e desanimava seus adeptos, o que se deve não apenas à nova estratégia assumida pelo movimento, mas também pela própria inviabilidade de concretização coerente do projeto integralista, claramente contraditório e irracionalista, como qualquer projeto fascista. Em termos gerais, a reformulação estratégica foi uma resposta aos desafios da nova conjuntura político-social, tendo obtido um relativo êxito, na medida em que tornou possível a intervenção do integralismo nas duas décadas seguintes e permitiu que os integralistas se apresentassem como "antifascistas", o que, a despeito de todas as evidências em contrário, era reiteradamente admitido por grupos políticos e sociais vinculados às classes dominantes.
As diferentes fases da trajetória do PRP não se explicam exclusivamente por fatores internos a sua organização, mas vinculam-se claramente às distintas conjunturas da luta de classes. Assim, seu apoio ao governo Dutra, além de facilitar a obtenção do registro partidário, correspondeu à única opção que restava ao integralismo em um contexto de unificação dos grupos dominantes: seu alinhamento à coalizão conservadora. A fase seguinte – iniciada em 1952, com o movimento de "Independência Partidária", a formação dos centros culturais, a oposição a Vargas e a reestruturação dos serviços de espionagem -, não apenas atendeu aos anseios da militância integralista, mas também implicou em adaptação a um contexto de intenso conflito social, frente ao qual os novos instrumentos criados (como centros culturais de juventude, editora e imprensa integralista) foram eficazes, permitindo que o integralismo cumprisse com maior desenvoltura o papel a que se propunha. Igualmente a retomada do legado integralista correspondia a uma progressiva recuperação de formas organizativas mais abertamente fascistas, de grande utilidade em um contexto de agudo enfrentamento social. O restabelecimento da plena hegemonia burguesa, sob formas renovadas, no governo Kubitschek, no entanto, torna compreensível o recuo da retomada do legado integralista e a incorporação do PRP na coalizão dominante, efetivada através de seu ingresso no governo federal e em governos estaduais, como o de Leonel Brizola (PTB) no Rio Grande do Sul. Enquanto esta coalizão se manteve e atendeu aos interesses da grande burguesia brasileira – até o primeiro ano do governo Goulart -, o PRP manteve-se vinculado a ela. Com seu rompimento, os integralistas se incorporaram ao bloco golpista, desde meados de 1962, participando ativamente da articulação e mobilização que desencadearia a deposição de Goulart. Em todas estas "fases", a despeito da diversidade das alianças estabelecidas pelo PRP e dos diferentes instrumentos de que lançou mão, a posição integralista manteve-se coerente com o papel desempenhado pelo movimento, adaptando-se continuamente às diferentes conjunturas político-sociais.
O estudo da trajetória integralista fornece diversos elementos para a reflexão em torno das características limitadas e restritas do processo democrático brasileiro. Destaca-se de maneira evidente o reconhecimento do pretenso "caráter democrático" do integralismo pelos principais agentes políticos – "liberais", "autoritários" e "trabalhistas", nacionalistas, desenvolvimentistas ou "entreguistas" – consubstanciado nas centenas de alianças, nas declarações formais acerca do programa do PRP e da doutrina integralista e na participação de integralistas em governos municipais, estaduais e no próprio governo federal. Todos os partidos legalmente registrados – com exceção apenas o Partido Socialista Brasileiro – legitimavam a pretensão do integralismo em apresentar-se como "democrático", o que evidencia claramente o sentido conservador de suas concepções de democracia, tendo em vista que todos estes agentes conheciam o passado fascista do integralismo e, a despeito de sua "reorientação doutrinária", poderiam facilmente identificar no programa e na práxis do PRP as marcas de um projeto fascistizante. Isto fica ainda mais evidente com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral confirmando o "caráter democrático" do PRP, poucos meses depois de cancelar o registro do Partido Comunista do Brasil (PCB). Tal questão transcende os objetivos deste trabalho, uma vez que implica na necessidade de uma reavaliação global do "período democrático". Ainda assim, no que se refere mais especificamente à inserção do integralismo neste processo, cabe destacar que a aceitação de sua proposta fascistizante "renovada" deve levar-nos, no mínimo, a reconhecer que o integralismo não era um elemento estranho na política brasileiro, nem tampouco um grupo marginalizado e irrelevante.
Um aspecto particularmente relevante, ainda que cuidadosamente obscurecido pelo discurso integralista, é o estabelecimento de vínculos com a grande burguesia brasileira, em suas diferentes frações. Não resta dúvidas que jamais o integralismo chegou a ser a opção preferencial da burguesia brasileira – o que se explica pelo fato de que esta conseguiu manter a organização operária sob certos limites utilizando-se dele e de outros instrumentos, e também pelo estágio de desenvolvimento do capitalismo brasileiro. Isto não significa, no entanto, que o integralismo fosse por ela descartado como instrumento acessório da imposição e manutenção de sua dominação. Explica-se, assim, que o integralismo tenha recebido recursos de grandes industriais, banqueiros e comerciantes, ainda que não os recebesse com a regularidade e no volume desejados. Explica-se também a aparentemente paradoxal indignação de Salgado, que mesmo sustentando uma crítica superficial à "burguesia gozadora" e a seu comportamento "anti-cristão", tinha clareza do papel desempenhado pelo integralismo na sustentação da dominação burguesa e, portanto, irritava-se continuamente com o que considerava como um financiamento abaixo do necessário. Para a burguesia, tal situação era extremamente favorável: mantinha o integralismo sob controle, beneficiando-se de sua pregação e sua práxis anticomunista permanentes e podendo utilizar-se de seus serviços, em outro patamar, no caso de um acirramento da luta de classes e da necessidade de contar com uma tropa de choque anticomunista disciplinada. Ainda que tal situação não tenha se efetivado, a manutenção dos vínculos entre o integralismo e a grande burguesia evidencia que esta era uma possibilidade concreta.
Em vista destas considerações, nossa hipótese geral parece plenamente confirmada, podendo-se afirmar que a intervenção política do integralismo entre 1945 e 1965 cumpriu um papel relevante para a dominação burguesa. Em sua relação com os diversos partidos políticos, os integralistas sempre se orientaram pela defesa da manutenção da ordem política vigente, da estabilização institucional, da preservação do status quo, com especial destaque para a defesa da propriedade privada e da manutenção do controle sobre os trabalhadores. Sua intervenção nas crises políticas é reveladora: os integralistas somaram-se à oposição a Vargas às vésperas de sua deposição e suicídio; contrapuseram-se à tentativa de impedir a posse de Juscelino Kubitschek, assim como boa parte da burguesia brasileira; atuaram na defesa do golpe parlamentarista em 1961, retirando os poderes presidenciais de Goulart sem provocar uma ruptura institucional aberta; e somaram-se à mobilização e articulação golpista entre 1963 e 1964, quando o conjunto da burguesia brasileira optou pela deposição de Goulart e imposição de uma ditadura civil-empresarial-militar. Nos momentos de relativa estabilidade institucional, os integralistas destacaram-se pela permanente defesa de um modelo de "democracia defensiva", justificada pela sua leitura do cristianismo, caracterizada por rigoroso controle social e desqualificação das massas populares; e também pela sistemática campanha anticomunista, que se desdobrava em diversas ações: conflitos de rua; pregação pública através de livros, folhetos, panfletos e jornais; campanhas desenvolvidas em comícios públicos e programas radiofônicos; cursos de "formação anticomunista"; defesa de uma política externa anticomunista; espionagem das atividades dos comunistas e seus aliados; e denúncia pública de atividades promovidas pelos comunistas e de candidaturas supostamente comunistas. Tanto a campanha anticomunista como a defesa da imposição de limites à prática democrática e fortalecimento dos mecanismos de repressão eram desenvolvidas continuamente, não se restringindo aos períodos de maior acirramento da luta de classes. Este caráter permanente do anticomunismo e da defesa de uma democracia restrita diferencia o papel desempenhado pelo integralismo dos demais partidos burgueses, os quais, embora em grande parte compartilhassem com tais posições, não as colocavam como preocupação central e permanente, a não ser em contextos políticos de radicalização dos setores subalternos, como as conjunturas de 1953-54 e 1963-64. Ainda que nestes momentos de mobilização anticomunista do conjunto dos grupos dominantes os integralistas deixassem de aparecer como os principais protagonistas das campanhas anticomunistas, sua ação sistemática e permanente durante os períodos de menor confrontação social que precedem as conjunturas de crise hegemônica devem ser levados em consideração para a compreensão do posicionamento anticomunista e antidemocrático assumido pela maior parte da pequena burguesia, e, conseqüentemente, de seu alinhamento com os grupos dominantes, em oposição aos setores populares.
sábado, 1 de maio de 2010
VITÓRIA DOS TRABALHADORES!!!
VITÓRIA DOS TRABALHADORES
CHAPA 1 DA INTERSINDICAL VENCE AS ELEIÇÕES NOS METALURGICOS DE SANTOS E REGÃO
Companheiros/as
Acabou por volta das 5:30 da manhã de hoje a apuração das eleições dos Metalúrgicos de Santos e região.
As eleições em primeiro turno aconteceram nos dias 5,6,7 e 8 de abril, por menos de 220 votos o quórum minimo não foi atingido, isso porque a chapa dos pelegos da CUT e CTB buscaram a qualquer custo o segundo turno para atrapalhar a campanha salarial e fazer o jogo da Usiminas.
As eleições em segundo turno aconteceram nos dias 26,27, 28 e 29 de abril e mais uma vez os pelegos tentaram de tudo para voltarem ao Sindicato. Conseguiram uma liminar no segundo dia da eleição suspendendo a apuração de uma urna que coletou 196 votos de trabalhadores nas empresas metalúrgicas de Santos no primeiro dia da eleição. A juiza despachou a liminar pela internet, não compareceu ao Forum até tarde de quinta e portanto esses 196 votos não foram apurados.
Mentiram, tumultuaram mas nada impediu que a categoria se colocasse em movimento e reafirmasse a defesa do Sindicato como um instrumento de luta e organização por nenhum direito a menos e avançar nas conquistas.
Segue o resultado:
CHAPA 1: 1854
CHAPA 2: 604
Brancos: 13
Nulos: 32
GANHAMOS EM TODAS AS URNAS. NA USIMINAS, NAS METALÚRGICAS E NOS APOSENTADOS.
AGORA A TAREFA É AMPLIAR O TRABALHO DE ORGANIZAÇÃO DA LUTA A PARTIR DOS LOCAIS DE TRABALHO, FAZER UMA CAMPANHA SALARIAL COM MUITA MOBILIZAÇÃO. É A RESPOSTA AOS PELEGOS QUE NOS ACUSARAM DE FAZER GREVES IRRESPONSÁVEIS. ESTÁ AÍ. A CLASSE RESPONDEU QUE É CONTRA A EXPLORAÇÃO DO CAPITAL.
O CAMINHO É A LUTA.
CHAPA 1 DA INTERSINDICAL VENCE AS ELEIÇÕES NOS METALURGICOS DE SANTOS E REGÃO
Companheiros/as
Acabou por volta das 5:30 da manhã de hoje a apuração das eleições dos Metalúrgicos de Santos e região.
As eleições em primeiro turno aconteceram nos dias 5,6,7 e 8 de abril, por menos de 220 votos o quórum minimo não foi atingido, isso porque a chapa dos pelegos da CUT e CTB buscaram a qualquer custo o segundo turno para atrapalhar a campanha salarial e fazer o jogo da Usiminas.
As eleições em segundo turno aconteceram nos dias 26,27, 28 e 29 de abril e mais uma vez os pelegos tentaram de tudo para voltarem ao Sindicato. Conseguiram uma liminar no segundo dia da eleição suspendendo a apuração de uma urna que coletou 196 votos de trabalhadores nas empresas metalúrgicas de Santos no primeiro dia da eleição. A juiza despachou a liminar pela internet, não compareceu ao Forum até tarde de quinta e portanto esses 196 votos não foram apurados.
Mentiram, tumultuaram mas nada impediu que a categoria se colocasse em movimento e reafirmasse a defesa do Sindicato como um instrumento de luta e organização por nenhum direito a menos e avançar nas conquistas.
Segue o resultado:
CHAPA 1: 1854
CHAPA 2: 604
Brancos: 13
Nulos: 32
GANHAMOS EM TODAS AS URNAS. NA USIMINAS, NAS METALÚRGICAS E NOS APOSENTADOS.
AGORA A TAREFA É AMPLIAR O TRABALHO DE ORGANIZAÇÃO DA LUTA A PARTIR DOS LOCAIS DE TRABALHO, FAZER UMA CAMPANHA SALARIAL COM MUITA MOBILIZAÇÃO. É A RESPOSTA AOS PELEGOS QUE NOS ACUSARAM DE FAZER GREVES IRRESPONSÁVEIS. ESTÁ AÍ. A CLASSE RESPONDEU QUE É CONTRA A EXPLORAÇÃO DO CAPITAL.
O CAMINHO É A LUTA.
O BRASIL É UM INCINERADOR DE CÉREBROS . MAS ISTO NÃO CHOCA NINGUÉM.
POR CRISTOVAM BUARQUE
É comum o horror diante da brutalidade de dirigentes que queimam
livros e prendem ou matam intelectuais como o imperador chinês Shih
Huang Ti, que, 210 anos antes de Cristo, decidiu queimar todos os
livros e matar todos os estudiosos do seu império.
Até hoje, a Inquisição horroriza o imaginário da humanidade pelo crime
de destruir livros e matar intelectuais durante a Idade Média. Em
Berlim, no campus da universidade Humboldt, há um local de reverência
indignada no lugar onde Hitler queimou milhares de livros.
Mas não nos horrorizamos quando os livros são impedidos de ser
escritos e os jovens de se transformarem em escritores. Indignamo-nos
com a queima de livros e a prisão de escritores, mas não com a
incineração de cérebros como se faz no Brasil, ao negarmos educação ao
povo.
Pior do que queimadores de livros, somos incineradores de cérebros que
escreveriam livros, se tivessem a chance de estudar. A história do
Brasil é a história do impedimento de que livros sejam escritos e de
que cientistas e intelectuais floresçam.
Quando os livros são queimados, alguns se salvam. Mas se eles não são
escritos, não há o que salvar. Quando os escritores se salvam, eles
escrevem outros livros, mas quando não aprendem a ler, queimam-se
todos os livros que poderia escrever.
O Brasil é um crematório de cérebros.
Ao nascer, cada ser humano traz o imenso potencial de um cérebro vivo
e virgem. Como um poço de energia a ser ainda construído: pela
educação. No Brasil, treze porcento dos adultos são analfabetos,
apenas trinta e cinco porcento concluem o ensino médio; destes, só a
metade tem uma educação básica com qualidade acima da média. Portanto,
oitenta e dois porcento ficam impedidos de escrever, todos os livros
que escreveriam são queimados antes de escritos.
Como se o Brasil fosse um imenso crematório de inteligência.
As conseqüências são perfeitamente perceptíveis: basta olhar a cara da
escola pública no presente para ver a cara do País no futuro. Apesar
de nossos quase 200 milhões de cérebros, o quinto maior potencial
intelectual do mundo, o Brasil continuará a ser um país periférico na
produção de conhecimento.
Da mesma forma como a China regrediu intelectualmente depois de Shih
Huang Ti; a Alemanha, com Hitler; a Península Ibérica, com a
Inquisição; o Brasil está perdendo o potencial de seus cérebros
interrompidos.
O resultado já é visível: ineficiência, atraso, violência, desemprego,
desigualdade, tolerância com a corrupção e a contravenção. Um país
dividido por um muro da desigualdade que separa pobres e ricos; e
separado das nações desenvolvidas.
Durante anos, falou-se no "decolar" da economia. Achava-se que para um
país ter futuro bastava educar uma elite, um pequeno conjunto de
profissionais superiores a serviço da economia. Formamos uma minoria
no ensino superior, escolhida depois de rejeitar a imensa maioria na
educação de base, e perdermos o potencial das dezenas de milhões
deixadas para trás.
Ou o Brasil se educa ou fracassa; ou educamos todos ou não teremos
futuro e a desigualdade continuará; ou desenvolvemos um potencial
científico-tecnológico, ou ficamos para trás. Se a universidade é a
fábrica do futuro, o ensino fundamental é a fábrica da universidade.
Sem uma professora primária que lhe tivesse ensinado as primeiras
letras e as quatro operações, Albert Einstein não teria se tornado
cientista. Nossos prêmios Nobel morreram antes de aprender as quatro
operações.
Não podemos formar inteligências enquanto formos queimadores de
cérebros. Não podemos melhorar a educação superior sem uma educação
realmente universal e de qualidade para todos.
Só o pleno desenvolvimento do imenso potencial da energia intelectual
dos brasileiros permitirá derrubar o muro do atraso e o muro da
desigualdade.
Mas isso exige que o horror que sentimos com os estrangeiros que
queimavam livros e sábios, seja transferido para nós próprios,
incineradores de livros que não foram escritos, de doutores que
morreram analfabetos. Incineradores de cérebros.
Cristovam Buarque é Ph.D. em Economia. Foi governador do Distrito
Federal (1995-98), em 2002 elegeu-se senador pelo PT com a maior
votação dada a um político no Distrito Federal. Foi Ministro da
Educação (2003-04). É membro do Instituto de Educação da Unesco. Foi
candidato à presidência da república pelo PDT em 2006.
É comum o horror diante da brutalidade de dirigentes que queimam
livros e prendem ou matam intelectuais como o imperador chinês Shih
Huang Ti, que, 210 anos antes de Cristo, decidiu queimar todos os
livros e matar todos os estudiosos do seu império.
Até hoje, a Inquisição horroriza o imaginário da humanidade pelo crime
de destruir livros e matar intelectuais durante a Idade Média. Em
Berlim, no campus da universidade Humboldt, há um local de reverência
indignada no lugar onde Hitler queimou milhares de livros.
Mas não nos horrorizamos quando os livros são impedidos de ser
escritos e os jovens de se transformarem em escritores. Indignamo-nos
com a queima de livros e a prisão de escritores, mas não com a
incineração de cérebros como se faz no Brasil, ao negarmos educação ao
povo.
Pior do que queimadores de livros, somos incineradores de cérebros que
escreveriam livros, se tivessem a chance de estudar. A história do
Brasil é a história do impedimento de que livros sejam escritos e de
que cientistas e intelectuais floresçam.
Quando os livros são queimados, alguns se salvam. Mas se eles não são
escritos, não há o que salvar. Quando os escritores se salvam, eles
escrevem outros livros, mas quando não aprendem a ler, queimam-se
todos os livros que poderia escrever.
O Brasil é um crematório de cérebros.
Ao nascer, cada ser humano traz o imenso potencial de um cérebro vivo
e virgem. Como um poço de energia a ser ainda construído: pela
educação. No Brasil, treze porcento dos adultos são analfabetos,
apenas trinta e cinco porcento concluem o ensino médio; destes, só a
metade tem uma educação básica com qualidade acima da média. Portanto,
oitenta e dois porcento ficam impedidos de escrever, todos os livros
que escreveriam são queimados antes de escritos.
Como se o Brasil fosse um imenso crematório de inteligência.
As conseqüências são perfeitamente perceptíveis: basta olhar a cara da
escola pública no presente para ver a cara do País no futuro. Apesar
de nossos quase 200 milhões de cérebros, o quinto maior potencial
intelectual do mundo, o Brasil continuará a ser um país periférico na
produção de conhecimento.
Da mesma forma como a China regrediu intelectualmente depois de Shih
Huang Ti; a Alemanha, com Hitler; a Península Ibérica, com a
Inquisição; o Brasil está perdendo o potencial de seus cérebros
interrompidos.
O resultado já é visível: ineficiência, atraso, violência, desemprego,
desigualdade, tolerância com a corrupção e a contravenção. Um país
dividido por um muro da desigualdade que separa pobres e ricos; e
separado das nações desenvolvidas.
Durante anos, falou-se no "decolar" da economia. Achava-se que para um
país ter futuro bastava educar uma elite, um pequeno conjunto de
profissionais superiores a serviço da economia. Formamos uma minoria
no ensino superior, escolhida depois de rejeitar a imensa maioria na
educação de base, e perdermos o potencial das dezenas de milhões
deixadas para trás.
Ou o Brasil se educa ou fracassa; ou educamos todos ou não teremos
futuro e a desigualdade continuará; ou desenvolvemos um potencial
científico-tecnológico, ou ficamos para trás. Se a universidade é a
fábrica do futuro, o ensino fundamental é a fábrica da universidade.
Sem uma professora primária que lhe tivesse ensinado as primeiras
letras e as quatro operações, Albert Einstein não teria se tornado
cientista. Nossos prêmios Nobel morreram antes de aprender as quatro
operações.
Não podemos formar inteligências enquanto formos queimadores de
cérebros. Não podemos melhorar a educação superior sem uma educação
realmente universal e de qualidade para todos.
Só o pleno desenvolvimento do imenso potencial da energia intelectual
dos brasileiros permitirá derrubar o muro do atraso e o muro da
desigualdade.
Mas isso exige que o horror que sentimos com os estrangeiros que
queimavam livros e sábios, seja transferido para nós próprios,
incineradores de livros que não foram escritos, de doutores que
morreram analfabetos. Incineradores de cérebros.
Cristovam Buarque é Ph.D. em Economia. Foi governador do Distrito
Federal (1995-98), em 2002 elegeu-se senador pelo PT com a maior
votação dada a um político no Distrito Federal. Foi Ministro da
Educação (2003-04). É membro do Instituto de Educação da Unesco. Foi
candidato à presidência da república pelo PDT em 2006.
PRIMEIRO DE MAIO
Dia Universal do Trabalhador
Por José Carlos Alexandre (*)
Não vou lhes falar unicamente dos Mártires de Chicago, que deram origem ao Primeiro de Maio,estabelecido pela II Internacional em 20 de julho de 1889. Vou lhes falar também de mineiros valentes, honestos, trabalhadores.
Em 17 de maio de 1886 se reuniu o Tribunal Especial de Chicago, ante o qual compareceram: August Spies, 31 anos, jornalista e diretor do jornal "Arbeiter Zeitung”; Michael Schwab, 33 anos, tipógrafo e encadernador; Oscar W. Neebe, 36 anos, vendedor, anarquista; Adolf Fischer, 30 anos, jornalista; Louis Lingg, 22 anos, carpinteiro; George Engel, 50 anos, tipógrafo e jornalista; Samuel Fielden, 39 anos, pastor metodista e tecelão; Albert Parsons, 38 anos, veterano da guerra de secessão, excandidato À Presidência dos Estados “Unidos por grupos socialistas, jornalista.
Ficaram eternizados no coração de todos os trabalhadores do mundo como os Mártires de Chicago, por defenderem a redução da jornada de trabalho. Já lhes contei a saga, trabalhando na imprensa burguesa e também na imprensa alternativa.
Quero lhes contar um pouco da história de 51 trabalhadores da mina de Morro Velho, em Nova Lima (e Raposos), Uma história igualmente comovente.Uma história feita de heroísmo, de muita luta, construída ao longo de anos e anos por parte homens como Anélio Marques Guimarães e seus companheiros, seus amigos, seus familiares.
Preciso lhes contar como o Partido Comunista Brasileiro, o PCB, pouco mais de dez anos após sua fundação, estabeleceu suas bases numa cidade operária por excelência.Ou melhor, duas cidades operárias: Nova Lima e Raposos.
Já lhes contei, em outra ocasião, como um jovem empreendedor, um comerciário, depois empresário de renome, José Costa, um dos participantes do Congresso de Niterói, que criou o PCB em 1922, veio para Minas com a missão de lançar aqui as bases do Partidão.
Hoje falo das primeiras atividades do PCB em Nova Lima. Já no emblemático ano de 1935. O ano da Aliança Libertadora Nacional. O Partido lutou pela criação de um núcleo da ANL local. Ao lado da luta política, a luta sindical.
Como consequência, no dia Primeiro de maio de 1935, a Companhia Morro Velho concedia as primeiras férias a seus trabalhadores. É certo que, em 1925 a Morro Velho havia distribuído umas carteiras pretas para a concessão de férias.
Mas somente após a criação da União dos Mineiros (em 13 de maio de 1934) as primeiras carteiras de trabalho foram distribuídas.Em 1940, a União transformou-se no Sindicato dos Mineiros, com uma história de lutas e conquistas valorizada em todo o mundo.
Em represália à criação do Sindicato, os fundadores foram demitidos, sem qualquer indenização.O nome desses heróis eu lhes conto aqui, com base numa publicação da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais: Ovídio José da Silva, Francisco Moreira, Geraldo Barbosa, Viriato de Barros, JoséPedro de Deus, Pedro Müller, Artivo Vimieiro, Vimieiro Silvestre Barbosa, José Nelson, Gilberto Branco, José de Melo, Joaquim José de Souza, Abel Saturnino de Melo, Antônio Vicente Rodrigues, Américo Teodoro da Rocha, Pedro Souto, João Crisócimo Gomes e Máximo Egídio.
ILEGALIDADE
Mas quero lhes falar dos 51 heróis de 1949, época de maior repressão nas cidades operárias de Nova Lima e Raposos. Houve demissões em massa, em represália à luta pelas principais reivindicações da classe operária.Atingindo trabalhadores com 20, 30 e até 40 anos de casa. Sob a ridícula acusação de terroristas, de sabotadores da produção, sendo todos honestos trabalhadores, como atestam as fichas funcionais da própria Companhia Morro Velho...
DESTERRO
A saga dos trabalhadores da Morro Velho, a partir da prisão dos participantes da ANL, dentre eles Anélio Marques Guimarães e o presidente do Sindicato, em novembro de 1935, inclui o desterro de lideranças, proibidas de voltar à Nova Lima, como Pedrinho (não tenho seu nome completo) e mesmo o assassinato de militantes mais ativos como William Dias Gomes e José dos Santos, o Lambari. A luta, contudo,jamais cessou. Mesmo nos duros tempos da ditadura, com os trabalhadores sempre na resistência...
"SABOTADORES"
Vamos à relação dos 51 demitidos, como "sabotadores”, em uma falsidade sem par, para que a Morro Velho se livrasse det rabalhadores atuantes, sem pagamento de indenizações, prejudicando suas famílias.
São eles: Acipe Ribeiro Sales, Adão Firmo, Adão Vital Silva, Agamenon Arruda Lopes, Agenor Gomes Ferreira, Alaor Madureira Melo, Alcebíades de Melo Campbell, Alvino Ferreira, Anélio Marques Guimarães, Antenor Rodrigues das Dores, Antônio Ferreira Dias, Antônio Liberato da Silva,Argemiro Marçal de Oliveira, Benevenuto Pereira, Clorinto Peixoto Frade, Dionísio Gomes, Eliezer Pereira da Silva, Eurípedes Nunes Coelho, Geraldo Cipriano Teixeira, Geraldo Policarpo de Souza, João Batista Soares, João Batista Viana, João Felipe de Oliveira, João Ferreira Dias, João Oliveira Guimarães, João Vizaque, Joaquim Carvalho, Joaquim Gonçalves Andrade, Jorge Blanco, José Alves Vieira,Joé Carolino dos Santos, José Eduardo Braga, José Egídio Nery,Ladislau Pereira, Lindorico Silva Barbosa, Luiz Pascoal dos Santos,Manoel Madureira Rodrigues,Manuel Correia de Sá Bandeira, Militão Alves Rosa, Modesto Paula Santos, Nelson Fernandes de Melo, Orlando Correia, Pedro Junqueira,Pedro Matias Barbosa, Raimundo Barreto Lima, Sebastião Araújo Silva,Sebastião Vitorino da Silva, Ulisses Vieira da Silva, Vitalino Rufino Martins e Wenceslau Ferreira.Nomes que merecem figurar no panteão dos heróis da classe operária mundial.
(*) José Carlos Alexandre é jornalista, membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos
Por José Carlos Alexandre (*)
Não vou lhes falar unicamente dos Mártires de Chicago, que deram origem ao Primeiro de Maio,estabelecido pela II Internacional em 20 de julho de 1889. Vou lhes falar também de mineiros valentes, honestos, trabalhadores.
Em 17 de maio de 1886 se reuniu o Tribunal Especial de Chicago, ante o qual compareceram: August Spies, 31 anos, jornalista e diretor do jornal "Arbeiter Zeitung”; Michael Schwab, 33 anos, tipógrafo e encadernador; Oscar W. Neebe, 36 anos, vendedor, anarquista; Adolf Fischer, 30 anos, jornalista; Louis Lingg, 22 anos, carpinteiro; George Engel, 50 anos, tipógrafo e jornalista; Samuel Fielden, 39 anos, pastor metodista e tecelão; Albert Parsons, 38 anos, veterano da guerra de secessão, excandidato À Presidência dos Estados “Unidos por grupos socialistas, jornalista.
Ficaram eternizados no coração de todos os trabalhadores do mundo como os Mártires de Chicago, por defenderem a redução da jornada de trabalho. Já lhes contei a saga, trabalhando na imprensa burguesa e também na imprensa alternativa.
Quero lhes contar um pouco da história de 51 trabalhadores da mina de Morro Velho, em Nova Lima (e Raposos), Uma história igualmente comovente.Uma história feita de heroísmo, de muita luta, construída ao longo de anos e anos por parte homens como Anélio Marques Guimarães e seus companheiros, seus amigos, seus familiares.
Preciso lhes contar como o Partido Comunista Brasileiro, o PCB, pouco mais de dez anos após sua fundação, estabeleceu suas bases numa cidade operária por excelência.Ou melhor, duas cidades operárias: Nova Lima e Raposos.
Já lhes contei, em outra ocasião, como um jovem empreendedor, um comerciário, depois empresário de renome, José Costa, um dos participantes do Congresso de Niterói, que criou o PCB em 1922, veio para Minas com a missão de lançar aqui as bases do Partidão.
Hoje falo das primeiras atividades do PCB em Nova Lima. Já no emblemático ano de 1935. O ano da Aliança Libertadora Nacional. O Partido lutou pela criação de um núcleo da ANL local. Ao lado da luta política, a luta sindical.
Como consequência, no dia Primeiro de maio de 1935, a Companhia Morro Velho concedia as primeiras férias a seus trabalhadores. É certo que, em 1925 a Morro Velho havia distribuído umas carteiras pretas para a concessão de férias.
Mas somente após a criação da União dos Mineiros (em 13 de maio de 1934) as primeiras carteiras de trabalho foram distribuídas.Em 1940, a União transformou-se no Sindicato dos Mineiros, com uma história de lutas e conquistas valorizada em todo o mundo.
Em represália à criação do Sindicato, os fundadores foram demitidos, sem qualquer indenização.O nome desses heróis eu lhes conto aqui, com base numa publicação da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais: Ovídio José da Silva, Francisco Moreira, Geraldo Barbosa, Viriato de Barros, JoséPedro de Deus, Pedro Müller, Artivo Vimieiro, Vimieiro Silvestre Barbosa, José Nelson, Gilberto Branco, José de Melo, Joaquim José de Souza, Abel Saturnino de Melo, Antônio Vicente Rodrigues, Américo Teodoro da Rocha, Pedro Souto, João Crisócimo Gomes e Máximo Egídio.
ILEGALIDADE
Mas quero lhes falar dos 51 heróis de 1949, época de maior repressão nas cidades operárias de Nova Lima e Raposos. Houve demissões em massa, em represália à luta pelas principais reivindicações da classe operária.Atingindo trabalhadores com 20, 30 e até 40 anos de casa. Sob a ridícula acusação de terroristas, de sabotadores da produção, sendo todos honestos trabalhadores, como atestam as fichas funcionais da própria Companhia Morro Velho...
DESTERRO
A saga dos trabalhadores da Morro Velho, a partir da prisão dos participantes da ANL, dentre eles Anélio Marques Guimarães e o presidente do Sindicato, em novembro de 1935, inclui o desterro de lideranças, proibidas de voltar à Nova Lima, como Pedrinho (não tenho seu nome completo) e mesmo o assassinato de militantes mais ativos como William Dias Gomes e José dos Santos, o Lambari. A luta, contudo,jamais cessou. Mesmo nos duros tempos da ditadura, com os trabalhadores sempre na resistência...
"SABOTADORES"
Vamos à relação dos 51 demitidos, como "sabotadores”, em uma falsidade sem par, para que a Morro Velho se livrasse det rabalhadores atuantes, sem pagamento de indenizações, prejudicando suas famílias.
São eles: Acipe Ribeiro Sales, Adão Firmo, Adão Vital Silva, Agamenon Arruda Lopes, Agenor Gomes Ferreira, Alaor Madureira Melo, Alcebíades de Melo Campbell, Alvino Ferreira, Anélio Marques Guimarães, Antenor Rodrigues das Dores, Antônio Ferreira Dias, Antônio Liberato da Silva,Argemiro Marçal de Oliveira, Benevenuto Pereira, Clorinto Peixoto Frade, Dionísio Gomes, Eliezer Pereira da Silva, Eurípedes Nunes Coelho, Geraldo Cipriano Teixeira, Geraldo Policarpo de Souza, João Batista Soares, João Batista Viana, João Felipe de Oliveira, João Ferreira Dias, João Oliveira Guimarães, João Vizaque, Joaquim Carvalho, Joaquim Gonçalves Andrade, Jorge Blanco, José Alves Vieira,Joé Carolino dos Santos, José Eduardo Braga, José Egídio Nery,Ladislau Pereira, Lindorico Silva Barbosa, Luiz Pascoal dos Santos,Manoel Madureira Rodrigues,Manuel Correia de Sá Bandeira, Militão Alves Rosa, Modesto Paula Santos, Nelson Fernandes de Melo, Orlando Correia, Pedro Junqueira,Pedro Matias Barbosa, Raimundo Barreto Lima, Sebastião Araújo Silva,Sebastião Vitorino da Silva, Ulisses Vieira da Silva, Vitalino Rufino Martins e Wenceslau Ferreira.Nomes que merecem figurar no panteão dos heróis da classe operária mundial.
(*) José Carlos Alexandre é jornalista, membro do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO - PCB
Fundado em 25 de Março de 1922
Comitê Regional RJ
1° de Maio na Luta e com os Trabalhadores
O Partido Comunista Brasileiro – PCB, vem a público, neste primeiro de maio, dia internacional de lutas, saudar os trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro que, mesmo em condições adversas, buscam construir melhores condições de vida para a população, conquistar melhores salários e condições de trabalho, lutam para se organizar nas fábricas, nos bancos, nos escritórios, nas escolas, no comércio, nos bairros e no campo na perspectiva de uma nova vida, de um mundo socialista. Lembramos dos militantes da juventude, que buscam também a organização dos jovens trabalhadores, dos estudantes das escolas secundárias e técnicas e das universidades, procurando difundir a chama da rebeldia e da luta por um mundo melhor.
Os trabalhadores deste Estado vêm sofrendo pesados ataques à sua condição de vida e trabalho há muito tempo. A perda de direitos e o achatamento salarial vêm se acirrando desde o governo tucano de Marcelo Alencar e continuam no momento, com Sérgio Cabral.
A privatização dos espaços urbanos, dos serviços e da própria vida, foram marcas desses governos, que colocaram e continuam a colocar a administração de nosso Estado cada vez mais nas mãos das elites empresariais, de grupos brasileiros e estrangeiros, ou seja, do grande capital.
A partir dos programas de privatizações, o sistema de transporte público entrou em falência. Trens, Ônibus, Metrôs, Barcas, nada funciona. A população é cada vez mais refém dos engarrafamentos, dos trens quebrados e lotados, das empresas de transportes que tudo prometem, mas nada fazem.
Por outro lado, a falta de programas habitacionais leva os mais necessitados a morar em áreas de risco. As últimas chuvas mostraram o resultado do descaso dos governantes para com o povo do Rio de Janeiro. Não nos é dada nenhuma alternativa para o nosso suor cotidiano de ônibus lotado, exploração e dificuldades.
Enquanto isso, os serviços de saúde do Estado são sucateados, pelo governo Cabral, que promove a destruição do IASERJ e fantasia a realidade de precariedade da rede ambulatorial com as UPAs, nas quais faltam médicos especializados.
O cenário não é diferente na área da educação, com escolas em verdadeira decomposição, alugadas, professores com os piores salários do país e em condições totalmente desfavoráveis para cumprir seu dever de lecionar.
O direito ao lazer e à cultura são oferecidos somente a uma parcela da sociedade. Para a grande maioria, a simples ida ao teatro, cinema e museu, passa a ser uma peregrinação de horas de viagens. Assim como na saúde, camuflam a realidade com medidas paliativas como teatros de arenas e lonas culturais.
O povo do Rio de Janeiro é bombardeado com a ilusão de que, com a Copa do Mundo de 2014 e com as Olimpíadas de 2016, tudo se resolverá. Infelizmente a realidade ficou clara com as iniciativas durante a realização do Pan Americano de 2007, onde a cidade do Rio de Janeiro virou um canteiro de obras, sem nenhum retorno para os trabalhadores e o povo carioca.
É preciso cada vez mais a unidade dos trabalhadores, dos lutadores sociais, das associações de moradores, sindicatos, movimentos estudantis e demais seguimentos organizados.
Nós, do Partido Comunista Brasileiro, há 88 anos organizamos atividades no dia primeiro de maio, muitas vezes sob os rigores da clandestinidade, na ilegalidade ou na democracia disfarçada, e sempre apontamos a mesma palavra de ordem, pois os problemas da classe trabalhadora e as suas causas continuam os mesmos. Para a superação do capitalismo, um único caminho: “ Trabalhadores de todos os Países, uni-vos!”
Nenhum direito a menos, avanço nas conquistas!
Contra a criminalização dos movimentos sociais – lutar não é crime!
Contra a mercantilização e a privatização dos espaços urbanos!
Redução da Jornada de trabalho sem redução salarial!
Por uma reforma agrária sob controle popular!
Viva o Dia do Trabalhador!
Viva o Comunismo!
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB / RJ
Comitê Regional RJ
1° de Maio na Luta e com os Trabalhadores
O Partido Comunista Brasileiro – PCB, vem a público, neste primeiro de maio, dia internacional de lutas, saudar os trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro que, mesmo em condições adversas, buscam construir melhores condições de vida para a população, conquistar melhores salários e condições de trabalho, lutam para se organizar nas fábricas, nos bancos, nos escritórios, nas escolas, no comércio, nos bairros e no campo na perspectiva de uma nova vida, de um mundo socialista. Lembramos dos militantes da juventude, que buscam também a organização dos jovens trabalhadores, dos estudantes das escolas secundárias e técnicas e das universidades, procurando difundir a chama da rebeldia e da luta por um mundo melhor.
Os trabalhadores deste Estado vêm sofrendo pesados ataques à sua condição de vida e trabalho há muito tempo. A perda de direitos e o achatamento salarial vêm se acirrando desde o governo tucano de Marcelo Alencar e continuam no momento, com Sérgio Cabral.
A privatização dos espaços urbanos, dos serviços e da própria vida, foram marcas desses governos, que colocaram e continuam a colocar a administração de nosso Estado cada vez mais nas mãos das elites empresariais, de grupos brasileiros e estrangeiros, ou seja, do grande capital.
A partir dos programas de privatizações, o sistema de transporte público entrou em falência. Trens, Ônibus, Metrôs, Barcas, nada funciona. A população é cada vez mais refém dos engarrafamentos, dos trens quebrados e lotados, das empresas de transportes que tudo prometem, mas nada fazem.
Por outro lado, a falta de programas habitacionais leva os mais necessitados a morar em áreas de risco. As últimas chuvas mostraram o resultado do descaso dos governantes para com o povo do Rio de Janeiro. Não nos é dada nenhuma alternativa para o nosso suor cotidiano de ônibus lotado, exploração e dificuldades.
Enquanto isso, os serviços de saúde do Estado são sucateados, pelo governo Cabral, que promove a destruição do IASERJ e fantasia a realidade de precariedade da rede ambulatorial com as UPAs, nas quais faltam médicos especializados.
O cenário não é diferente na área da educação, com escolas em verdadeira decomposição, alugadas, professores com os piores salários do país e em condições totalmente desfavoráveis para cumprir seu dever de lecionar.
O direito ao lazer e à cultura são oferecidos somente a uma parcela da sociedade. Para a grande maioria, a simples ida ao teatro, cinema e museu, passa a ser uma peregrinação de horas de viagens. Assim como na saúde, camuflam a realidade com medidas paliativas como teatros de arenas e lonas culturais.
O povo do Rio de Janeiro é bombardeado com a ilusão de que, com a Copa do Mundo de 2014 e com as Olimpíadas de 2016, tudo se resolverá. Infelizmente a realidade ficou clara com as iniciativas durante a realização do Pan Americano de 2007, onde a cidade do Rio de Janeiro virou um canteiro de obras, sem nenhum retorno para os trabalhadores e o povo carioca.
É preciso cada vez mais a unidade dos trabalhadores, dos lutadores sociais, das associações de moradores, sindicatos, movimentos estudantis e demais seguimentos organizados.
Nós, do Partido Comunista Brasileiro, há 88 anos organizamos atividades no dia primeiro de maio, muitas vezes sob os rigores da clandestinidade, na ilegalidade ou na democracia disfarçada, e sempre apontamos a mesma palavra de ordem, pois os problemas da classe trabalhadora e as suas causas continuam os mesmos. Para a superação do capitalismo, um único caminho: “ Trabalhadores de todos os Países, uni-vos!”
Nenhum direito a menos, avanço nas conquistas!
Contra a criminalização dos movimentos sociais – lutar não é crime!
Contra a mercantilização e a privatização dos espaços urbanos!
Redução da Jornada de trabalho sem redução salarial!
Por uma reforma agrária sob controle popular!
Viva o Dia do Trabalhador!
Viva o Comunismo!
PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO – PCB / RJ
DA ASSOCIAÇÃO EX-FUNCIONÁRIOS APOSENTADOS E AMIGOS DO HPC
Capítulo 1
Atualmente, estamos notando que as pessoas estão perdendo a capacidade de se indignar, então vamos fazer o exercício da indignação em doses homeopáticas. Os barões de engenho têm suas próprias leis, então como conviver com as leis do país?
Para conhecimento de todos vamos enumerar todas as atrocidades praticadas pela diretoria do Hospital dos Plantadores de Cana e sua administração.
1 - No ano de 2002, o gestor da prefeitura na época fez uma reunião no auditório do hospital para anunciar assinatura de convenio que o objetivo principal seria atender as necessidades dos funcionários (segundo suas palavras sem a ajuda daqueles que são “apenas” funcionários o Hospital não estaria em funcionamento)
2 - Desde então os funcionários não receberam mais aumento salarial inclusive o dissídio anual da categoria. (Com provas documentais.)
3 - Recentemente alguns funcionários receberam o dissídio com data retroativa tendo excluído os funcionários que teoricamente teriam mais dificuldade de entrar no mercado de trabalho.
(Ex: idosos que normalmente são funcionários antigos) (Com provas documentais)
4 - O descumprimento continuo do estatuto do idoso.
5 - Quem entrou de ferias em agosto de 2009 ainda não recebeu.
(Não que isto seja novidade. Só para ilustrar vide blog Claudio Andrade dezembro 2008)
Essas pessoas são dignas de uma parceria?
E quem reclama?
Quem se aposenta?
Continuamos na próxima postagem
Campos dos Goytacazes, 30 de abril de 2010.
Atenciosamente.
Associação ex-funcionários aposentados e amigos do HPC.
Atualmente, estamos notando que as pessoas estão perdendo a capacidade de se indignar, então vamos fazer o exercício da indignação em doses homeopáticas. Os barões de engenho têm suas próprias leis, então como conviver com as leis do país?
Para conhecimento de todos vamos enumerar todas as atrocidades praticadas pela diretoria do Hospital dos Plantadores de Cana e sua administração.
1 - No ano de 2002, o gestor da prefeitura na época fez uma reunião no auditório do hospital para anunciar assinatura de convenio que o objetivo principal seria atender as necessidades dos funcionários (segundo suas palavras sem a ajuda daqueles que são “apenas” funcionários o Hospital não estaria em funcionamento)
2 - Desde então os funcionários não receberam mais aumento salarial inclusive o dissídio anual da categoria. (Com provas documentais.)
3 - Recentemente alguns funcionários receberam o dissídio com data retroativa tendo excluído os funcionários que teoricamente teriam mais dificuldade de entrar no mercado de trabalho.
(Ex: idosos que normalmente são funcionários antigos) (Com provas documentais)
4 - O descumprimento continuo do estatuto do idoso.
5 - Quem entrou de ferias em agosto de 2009 ainda não recebeu.
(Não que isto seja novidade. Só para ilustrar vide blog Claudio Andrade dezembro 2008)
Essas pessoas são dignas de uma parceria?
E quem reclama?
Quem se aposenta?
Continuamos na próxima postagem
Campos dos Goytacazes, 30 de abril de 2010.
Atenciosamente.
Associação ex-funcionários aposentados e amigos do HPC.
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