domingo, 27 de fevereiro de 2011

DIA 01 DE MARÇO É DIA DE LUTA

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Dia 01 de março é dia de luta no município de Campos.
A FUPO - Frente de Unidade Popular estará nas ruas centrais da cidade, a partir das 16 horas denunciando a falta de investimentos na cultura local.
Junte-se a nós!
Juntos somos mais fortes!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O PODER POPULAR

Deve ser incompreensível aos olhos de quem não vislumbra nada além do processo eleitoral burguês, a defesa do PODER POPULAR.

O PCB apesar de participar do processo eleitoral nos últimos anos, não alimenta a ilusão de que o modelo vigente seja capaz de promover quaisquer transformações na sociedade. As eleições burguesas tem servido para eleger - na maioria das vezes - aqueles que vão representar, além dos seus próprios interesses, os de seus pares, e seus financiadores de campanha em detrimento dos in teresses e necessidades dos trabalhadores.

O objetivo das eleições vigentes é conferir PODER a classe dominante e, com raríssimas exceções elege um ou outro parlamentar que dedica o mandato à defesa de propostas direcionadas as camadas populares.

Os comunistas do PCB defendem o PODER POPULAR como princípio, onde a maioria deve ser ouvida para pautar as ações daqueles que os representam. Para tanto, faz-se necessário a organização das bases, através de instrumentos indispensáveis para a instalação da DEMOCRACIA POPULAR tais como os CONSELHOS POPULARES com representantes de cada rua, bairro, etc e para além disso, em temas polêmicos os plebiscitos e referendos cumprem papel fundamental para a tomada de decisões.

Pelo Poder Popular, rumo ao Socialismo!!!
Do blog www.pcbnucleocampos.blogspot.com

TEM BLOG NOVO NA REDE !!!

Nasceram dois novos Blogs que merecem uma conferida!

O Blog da FRENTE DE UNIDADE POPULAR - FUPO
www.frentedeunidadepopular.blogspot.com


O Blog do PCB/Campos
www.pcbnucleocampos.blogspot.com

Esperamos a visita de vocês lá!!!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CONVOCAÇÃO DOS CONCURSADOS, JÁ !!!

As manifestações ocorridas esta semana em duas escolas municipais em Campos pela falta das condições de funcionamento das mesmas em função _ dentre outros fatores_ da carência de professores e funcionários administrativos vem corroborar a luta empreendida pelo SEPE desde o início do ano passado pela convocação dos concursados de 2008.

O SEPE em várias oportunidades chamou a atenção das autoridades locais - incluindo MPE - sobre o caos em vias de se instalar na educação municipal com o início de mais um ano letivo faltando professores em todas as unidades. O CIEP do Parque Eldorado, por exemplo, 80% dos professores trabalham com RETs -regime especial de trabalho com vistas a suprir vagas temporárias - em vagas reais.

Esta queda de braço do governo Rosinha Garotinho com a educação é algo inadmissível já que é direito do aluno e dever do município oferecer escola pública, gratuita e de qualidade. A saída imediata para solucionar a carência de professores é a convocação dos concursados o mais rápido possível.

Neste momento além do SEPE, são os pais e professores que não suportam mais a situação caótica vivida no interior das escolas municipais de Campos. A possibilidade de outro concurso serviria para adiar problemas que exigem solução imediata.

A convocação dos concursados de 2008 ainda é possível, basta a vontade politica do governo Rosinha Garotinho.

Pela convocação dos concursados, já !!!

"TUDO VALE A PENA QUANDO A ALMA NÃO É PEQUENA"

O campo das lutas para quem tem uma militância qualificada é tão amplo e urgente que não há como dedicar espaço à leitura equivocada sobre determinados fatos por parte de quem quer que seja.

Deve ser muito difícil para determinadas pessoas acostumadas às aberrações políticas recorrentes em Campos, vislumbrar quaisquer coisas para além do processo eleitoral.

O fato ocorrido na E.M.Farol de São Thomé é um fato isolado ao qual será dado o devido tratamento. Não é surpresa este tipo de comportamento vindos de pessoas desacostumadas a pensar a educação pública de alta qualidade que defendemos.

Acabo de chegar do lançamento do Fórum em Defesa da Educação Pública realizado no auditório da UERJ e estou convencida de que estamos no caminho certo haja vista que, uma tarde de debates com ampla participação de representantes de universidades, Colégio Pedro II, sindicatos, com presença maciça de profissionais de educação, alunos de escola pública só nos fortalece.

Diante da grandeza da vivência de momentos ímpares como foi o lançamento do Fórum em Defesa da Educação Pública, não há que se pesar a visão distorcida e apequenada daqueles que só enxergam seus próprios interesses.

Intelectuais da educação tais como Demerval Saviani, Roberto Leher dentre outros, fizeram a diferença na apresentação dos dez princípios indispensáveis para a superação das mazelas que comprometem a qualidade da educação pública além do que, as apresentações culturais - fruto do trabalho dos animadores culturais - por parte dos alunos da rede pública de ensino foram indispensáveis para abrilhantar o evento.

De Campos para o evento na Uerj - patrocinado pelo SEPE - saiu um ônibus levando profissionais de educação e alunos, dentre estes universitários do ISEPAM e do IFF.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Caro Cláudio Andrade

Lamentável que a diretora indicada Olívia tenha escolhido a via de ataques infundados na tentativa de defesa de seu autoritarismo e truculência. Isso serve para reforçar os argumentos para a defesa de eleições diretas para diretores de escolas em tempo mais breve possível.

Creio não ser necessário dialogar com o discurso rebaixado da diretora indicada Olívia já que, minha conduta firme na defesa da educação pública de qualidade e, dos direitos dos profissionais de educação falam por si.

Nestes 25 anos de exercício do magistério sinto-me realizada quando,em atividade sindical me deparo com ex-alunas(os)como colegas de profissão nas unidades que visito.

Creio que o desconhecimento da diretora indicada em relação a legislação em vigor quanto as atividades sindicais já que, dentre as 242 unidades escolares da rede municipal de Campos e 80 da rede estadual - sem falar nas unidades dos municípios vizinhos - a E.M.Farol de São Thomé é a única em que há o impedimento de entrada de representantes do SEPE para afixar material do interesse da categoria da educação.

O ato político de hoje, com panfletagem de material informativo faz parte de nossas atividades sindicais e, portanto estávamos em pleno exercício de nossas atribuições enquanto sindicalistas como garante o Estado Democrático de Direito.

Afinal, apesar dos resquícios demonstrados pela diretora Olívia, a ditadura acabou!

Saudações sindicais
Graciete Santana

MOVIMENTO UNIFICADO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE CAMPOS


Os servidores públicos municipais em Campos tem se reunido para debater problemas comuns a toda categoria, independente da secretaria a que pertencem.

Existem reivindicações comuns entre os servidores municipais, dentre as quais podemos elencar:
Plano de Cargo e Carreira dos Servidores, grande número de terceirizações, valorização profissional, cursos de qualificação, acerto do Divisor, pagamento dos retroativos, eleições direta para diretores e etc.

A unificação da luta dos servidores públicos municipais representa um avanço rumo a conquista de direitos e garantia da Valorização do Funcionalismo Público Municipal.
A próxima reunião será dia 28/02 às 18 horas, onde definiremos a arte para a panfletagem, mídia e ato público.
Composição da Mesa de hoje- Representantes:
Agricultura;
Comunicação.
Educação;
Guarda Civil Municipal
Obra
Saúde e
Transporte e todos quantos queiram se unir a este instrumento de luta.

O Movimento Unificado dos Servidores tem como finalidade a garantia dos direitos trabalhistas.
OBS: Convidamos a todos os representantes dos servidores que não fizeram parte da reunião de hoje ( 21/02) para a próxima reunião no dia 28/02 as 18 horas, na Faculdade de Medicina de Campos. A presença de todos é de suma importância para o sucesso do movimento.
Juntos somos mais fortes!
Junte-se a nós!

E.M.FAROL DE SÃO THOMÉ

Os diretores do SEPE que foram barrados na entrada da E.M.Farol de São Thomé na semana passada (terça-feira) retornaram hoje pela manhã à escola.

Dessa vez, sem a intenção de entrar na "misteriosa" unidade escolar e sim, para um ATO POLÍTICO em frente a mesma com panfletagem do Boletim que traz informações específicas para a categoria da rede municipal.

O ato foi vitorioso porque contou com a participação dos alunos e professores que se encontravam na UA. e os pais que levaram seus filhos à escola também receberam receberam o informativo.

Agora é aguardar o desdobramento das ações cabíveis contra o desmando da direção da escola.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

EDUCAÇÃO PRESTES A EXPLODIR EM CAMPOS

Do blog Dignidade Campos


CAOS: Falta de Funcionários, materiais escolares, segurança e turmas super lotadas, deixam a Educação em Campos prestes a explodir.


Paralisação de professores em Campos



O RJ Inter/TV 1º edição de hoje, mostrou que os funcionários da Creche Escola Municipal Benedito Alves Barreto paralisaram as atividades no dia de hoje com o apoio dos pais dos alunos para protestar sobre a falta de funcionários na unidade. Os professores contam que já comunicaram as autoridades há pelo menos dois anos e até hoje ninguém resolveu o problema de falta de funcionários.
Segundo a secretária de educação Joilza Rangel, amanhã o problema de falta de funcionários terá sido resolvido.

Blogueiro fala....

O descaso do governo municipal comandando pelos “garotinhos” em Campos é quase que total.
Uma unidade escolar há dois anos pedindo funcionários para que as crianças tenham o mínimo de dignidade dentro do âmbito escolar.
Basta a imprensa divulgar o CAOS e a secretária de educação rapidamente resolve o problema, a pergunta é: o que impedia a secretária ter resolvido o problema antes?
Só espero que a secretária de educação não tenha retirado funcionários de outras unidades para fazer o jogo de cobrir um santo descobrindo outro.
Para este governo alunos são números para estatísticas, fazem alguma maquiagem em algumas unidades para propagandas midiáticas enganosas e após o apagar das câmeras as unidades voltam a ter o tratamento de total descaso por este governo.
A realidade dentro das unidades escolares é vergonhosa e de total descaso, muitas ou talvez todas as unidades faltam professores e materiais escolares até o momento são só promessas. Se em algumas unidades escolares os alunos têm algum material escolar, são o que restou do ano anterior ou foi comprado pela unidade com os recursos próprios como PDDE que deveriam ser utilizados em outras necessidades dentro da unidade escolar.
O agravante da falta de professores tem gerado o aumento exacerbado do número de alunos por professor, turmas ficam super lotadas e os professores sobrecarregados implicando na péssima qualidade do ensino. Vários fatores inoperantes dentro das unidades escolares pelo descaso do governo municipal estão levando professores de outras unidades a se organizarem a fim de paralisarem as atividades, pois só desta forma serão ouvidos e parcialmente atendidos em suas necessidades para que a escola possa desempenhar as atividades pedagógicas, dentro das diretrizes curriculares elaboradas pela SMEC.
A Educação em Campos está um barril de pólvora prestes a explodir!


Clique aqui e leia matéria no site in360 e aqui para ler a Folha da Manhã Online

SALÁRIO MÍNIMO: A BOFETADA NA CARA DOS TRABALHADORES

(Nota Política do PCB)


Os trabalhadores brasileiros assistiram desapontados, mais uma vez, o anúncio do novo salário mínimo de 545 reais. A presidenta Dilma, durante a campanha eleitoral, como num samba de uma nota só, não cansou de propagandear, a exemplo de Lula, o crescimento econômico do país como sendo o jamais visto na história. O aumento de 510 para 545 reais (6,87%), foi uma verdadeira bofetada na cara do povo brasileiro.

A grande maioria da população esperava, diante do alardeado crescimento, que o atual governo tivesse sensibilidade social para dar início à recomposição das perdas salariais das últimas décadas. Existe gordura econômica suficiente para dar ganhos reais ao salário mínimo de forma que os trabalhadores pudessem ver melhor atendidas as suas necessidades de morar, se alimentar e vestir, além de ter acesso a lazer, cultura e saúde. Como previa o decreto que deu origem ao salário mínimo há mais de 50 anos.

Qualquer exercício de economia doméstica, por mais primário que seja, revelará que o novo valor a ser pago não garante vida digna para uma família de quatro pessoas. Foi com essa compreensão que, em dezembro de 2010, o DIEESE anunciou que R$ 2.227,53 seria o valor mínimo necessário para dar dignidade às famílias dos trabalhadores.

As profundas modificações ocorridas no mercado de trabalho, por conta do processo de expansão das relações capitalistas nos últimos anos, responsáveis por aprofundar a depreciação do valor da força de trabalho e das condições laborais, ampliaram a presença de empregos e subempregos informais, precários e temporários no conjunto da população ocupada. Alguns estudos apontam que a renda dos 25% mais pobres tem alta correlação com o valor do mínimo. E mesmo fora do alcance da lei, a remuneração dos assalariados sem carteira, autônomos e empregados domésticos é fortemente influenciada pelo valor do salário mínimo. O mesmo acontece com os rendimentos de aposentados, pensionistas e funcionários públicos de baixa renda.

O governo federal insiste no desequilíbrio das contas públicas como o principal obstáculo para a majoração do salário mínimo. Trata-se, inteligentemente, do uso de pesos e medidas distintos para abordar as causas do déficit público no Brasil. A enorme dívida pública, o pagamento de juros estratosféricos e ainda o socorro a entidades financeiras privadas, resultam numa gigantesca transferência de renda para os credores do Estado, para a iniciativa privada, em nome de uma estabilidade econômica que prioriza descaradamente os lucros.

Quando se discute o salário mínimo, os parâmetros são outros. Só são apresentados, de forma exagerada, os impactos do aumento do salário mínimo, sem relacioná-los com o crescimento do orçamento e do PIB. Com esta manipulação, deixa-se de debater os principais impactos do aumento, ou seja, quais transferências são mais significativas do ponto de vista social. Aquelas que se concentram nos credores do Estado (bancos, empresas, ricos, classe média alta) ou aquelas que afetam diretamente a renda de dezenas de milhões de brasileiros?

A indignação popular com o novo salário mínimo cresce quando se compara com o verdadeiro assalto aos cofres públicos que foi o reajuste de 60% nos salários dos parlamentares, aprovado recentemente pelo mesmo Congresso Nacional que reajustou o novo piso em cerca de 6%. Dá para imaginar quão maior seria essa indignação, se fosse do conhecimento de todos o lucro obtido pela agiotagem oficial dos banqueiros somente com os pagamentos de juros da dívida interna efetuados com parte das verbas da União nos últimos governos.

Não é necessário, no entanto, nenhum instituto de criminalística para identificar os donos das digitais dos que promovem insistentemente criminosas desumanidades com os trabalhadores. Os que aprovaram tanto o esquálido salário mínimo para o ano de 2011, bem como a mordida dos vampiros no orçamento para pagar os juros da dívida pública são os mesmos que recebem somas bilionárias para gastar com suas eleições, na compra de votos, contratação de cabos eleitorais e com as agências de publicidade encarregadas de iludir a classe trabalhadora. Representam todos os interesses do grande capital e, mesmo que se apresentem como defensores de uma lenta e gradual melhoria das condições de vida das massas e dos “excluídos”, contribuem efetivamente para consolidar a hegemonia burguesa em nosso país.

As digitais são dos gerentes do Plano de Aceleração Capitalista (PAC), no Executivo e no Legislativo e das entidades sindicais governistas. São da presidenta Dilma e seus ministros e dos partidos da base de sustentação do governo (PT, PCdoB, PMDB, PDT, PSB, PTB, entre outros).

Não podem deixar de ser citados também os Partidos declaradamente guarda-costas da rapinagem capitalista (PPS, PSDB, DEM, etc.) que tentaram jogar para a plateia sugerindo outros valores para o mínimo. O cinismo destes é do tamanho do desmonte e sucateamento do patrimônio público que promoveram, ao entregaram a preço de banana as estatais brasileiras, no processo de privatizações. São todos farinha do mesmo saco de maldades.

Os comunistas entendemos que aos Partidos e demais organizações comprometidas com a luta contra a ordem capitalista e pela construção da sociedade socialista cabe a dura tarefa de ir além do denuncismo e do economicismo. É preciso organizar a classe trabalhadora. Na guerra entre o capital e trabalho não pode haver trégua. O fogo concentrado dos inimigos está direcionado para os direitos e a rede de proteção social do povo que trabalha ou está desempregado ou aposentado. A disputa da hegemonia neste momento passa, necessariamente, pela construção de uma Frente Anticapitalista e Antiimperialista que construa um sistema de alianças capaz de dar protagonismo àqueles que nada mais têm a perder, de forma que possam tomar a história em suas mãos e edificar a sociedade justa, fraterna e igualitária. Nessa tarefa estaremos juntos.

Fevereiro de 2011

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO

Comissão Política Nacional

Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A UNIDADE CLASSISTA E O XXX CONGRESSO DA ANDES -SN

Diante de um quadro político que apresenta sinais que apontam, simultaneamente, para o possível aprofundamento da aplicação de políticas neoliberais no Brasil, reveladas, entre outras manifestações, no anúncio de cortes no orçamento e de congelamento de realização de concursos – afetando diretamente as universidades federais –, e, simultaneamente, para a retomada da mobilização e da luta dos trabalhadores, em diversas áreas, entendemos que é necessária uma reflexão sobre nossa entidade que permita a correção de rumos e o seu fortalecimento.
O Andes-SN exerceu e ainda exerce uma importância fundamental na construção do sindicalismo combativo de nosso país. Desde o enfrentamento contra a ditadura militar que culmina nas primeiras greves de 1980 e 1981 bem como na incansável luta pela construção da universidade pública, gratuita, democrática, laica e socialmente referenciada, como foi formulado no Caderno 2 do Andes-SN, a entidade tem se caracterizado como vanguarda na luta pelas liberdades democráticas e pela construção de uma Universidade de cunho popular.
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Nos embates mais recentes, o Andes-SN tem tido posturas corretas, de maneira geral, quanto ao enfrentamento de ações do governo Lula, como o Reuni, que amplia o acesso à universidade sem, no entanto, garantir as condições para sua manutenção; o Prouni, que transfere recursos públicos para as universidades privadas ao invés de assegurar o financiamento necessário para as universidades públicas; nas denúncias contra as ditas “fundações de apoio”, verdadeiras caixas secretas dentro das universidades públicas e que recentemente foram desnudadas com acusações de enriquecimento ilícito envolvendo entes privados e dirigentes de universidades que se nutriam de recursos públicos. Também no terreno da luta sindical mais específica, o Andes SN vem demonstrando uma aproximação maior com o professorado, como no caso da recém divulgada nova proposta de Carreira, que contém, além de uma estrutura muito bem construída, propostas concretas que reúnem as condições de se transformarem em referências de mobilização e luta de toda a categoria.
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No entanto, entendemos que alguns aspectos devem ser problematizados nesta trajetória que inclusive culminam com a crise que o Andes-SN está vivendo atualmente. Desde o seu nascimento as direções que se sucedem, sob a justificativa de defender a liberdade de organização sindical, insistiram na tese do “pluralismo sindical” em contraposição à “unicidade sindical”. A unicidade sindical é uma questão de princípio para um movimento sindical que se queira transformador da realidade e representativo dos trabalhadores. A pluralidade sindical é um desserviço à luta dos trabalhadores e o exemplo é a situação criada com o surgimento da entidade pelega denominada “Proifes”.
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Todos sabemos que a grande arma do trabalhador é a sua unidade, e como grande parte dos integrantes do anterior e do atual governo são ex-dirigentes de sindicatos de trabalhadores (estando muitos destes hoje a serviço do capital), sabem muito bem como enfraquecer uma categoria: ferindo sua unidade de ação. Desta forma, o governo Lula, juntamente com seu braço sindical, a CUT, estimulou o nascimento do Proifes, com o único intuito de enfraquecer o movimento docente representado pelo Andes-SN.
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Com a certeza de que a divisão do movimento docente seria benéfica ao governo federal, o Proifes, em nome de nossa categoria, negocia, faz acordos e, desta maneira, confunde e contribui para a desmobilização do movimento docente, sendo participante de várias reuniões em que o Andes-SN sequer foi convidado. Um exemplo dessas negociações sem o apoio da categoria pôde ser observado em 2008 com o “Termo de acordo” assinado com o governo federal (que se transformou na Medida Provisória 431/08) e que não contou com o apoio do Andes-SN e nem da maioria das assembléias gerais realizadas em todo o país.
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Apesar do surgimento do Proifes, a partir de brechas e ações junto ao Ministério do Trabalho que levaram o Andes-SN a dificuldades financeiras, justamente no momento em que mais precisava dinamizar a luta dos docentes, em junho de 2009, o registro do Andes-SN foi restabelecido pelo MTE, mas uma nova luta começa com a tentativa de rejeitar o pedido de registro sindical do Proifes. Esta “entidade” defende que as próprias seções sindicais escolham a qual sindicato querem ficar filiadas. Isso demonstra, na prática, a ação nociva do pluralismo sindical, já que divide a categoria e enfraquece o movimento.
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O debate sobre a unicidade e pluralismo sindical deve ser enfrentado com seriedade junto a nossa categoria, já que a prática tem demonstrado os efeitos deletérios que, tanto o pluralismo, como a falta de debate sobre o tema, tem gerado.
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Além disso, percebemos que a questão da filiação à Conlutas no 26° Congresso, em Campina Grande, mostrou-se precipitada e que hoje nos têm colocado numa posição de isolamento. Se a desfiliação da CUT foi uma medida acertada, devido àquela central sindical não mais representar os interesses da classe trabalhadora, de maneira geral, e dos funcionários públicos, de forma particular, por ter se transformado em um órgão de conciliação de classes e em uma correia de transmissão das políticas neoliberais do governo Lula, a filiação à então recém criada Conlutas em 2007 foi uma medida que se mostrou açodada e não representativa da unidade da classe.
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Na verdade, o quadro político e sindical brasileiro naquele momento ainda estava em um processo de grandes mudanças com repercussão de novas tendências no movimento sindical, a exemplo do surgimento da Intersindical. Por outro lado, a imediata filiação à Conlutas, sem a antecedência de um amplo e constante debate, sobre o papel e o caráter da Conlutas, que ainda estava no seu nascimento, demonstra uma tendência ao aprofundamento da estreiteza política que funcionou como um mecanismo de aparelhamento do movimento.
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Nos opomos à concepção de organização proposta pela Conlutas por entendermos que necessitamos de uma verdadeira central sindical que expresse a intervenção dos trabalhadores enquanto classe, em que a centralidade da luta se manifeste na contradição capital-trabalho. É fundamental que todas as demais manifestações de movimentos organizados, seja anti-racismo, gênero, diversidade sexual, estudantil, devam ser interpretados do ponto de vista de classe, pois, sem essa compreensão, se tornam movimentos de busca por melhores condições de participação na dinâmica do sistema capitalista.
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Entendemos que, no atual estágio de conformação das políticas que possam alicerçar a base social do Andes-SN, o debate e o aprofundamento sobre o papel das universidades estaduais têm que ser mais efetivo dentro do nosso sindicato. As universidades estaduais têm sido um estuário para aplicação de políticas neoliberais e dos moldes propostos pelo Banco Mundial e organismos nacionais e internacionais que visam ao desmonte de um projeto de universidade popular. O mesmo se pode dizer quanto ao caso das universidades particulares, que em grande medida submetem os professores à condição de trabalhadores precarizados e superexplorados e sempre colocados à mercê das leis do mercado.
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Assim, entendemos que este Congresso do Andes-SN deve ser aberto à discussão dos mais variados temas, mesmo alguns que nos últimos anos têm sido preteridos sob a justificativa de ser matéria vencida e que tem feito com que medidas estreitas fossem adotadas levando ao isolamento da entidade. Desta forma, estaremos certos de buscar superar nossos erros e construir a Universidade pela qual lutamos: uma Universidade como instrumento de transformação da realidade social, uma Universidade popular que contribua efetivamente para o acesso de todos à ciência e à formação superior.
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Entendemos que o Andes-SN deve participar também das lutas gerais da sociedade, a exemplo da campanha do Petróleo – Petrobrás 100% estatal –, na defesa do Aqüífero Guarani, na solidariedade internacional, bem como na defesa da manutenção e expansão dos direitos conquistados pela classe trabalhadora. É necessário mais do que nunca a unidade dos trabalhadores para vencer os desafios que virão a partir do governo Dilma, já que a crise econômica tende a se alastrar e a receita do capital para minimizar os efeitos da crise é jogar a conta para os trabalhadores através do aumento do desemprego, da diminuição dos salários, da piora das condições de trabalho e por parte dos governos, mesmo dos países centrais, através do corte dos gastos públicos e da reforma da previdência social.
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A Universidade brasileira é um projeto em disputa e, mesmo entendendo que a Universidade que queremos é um projeto da sociedade socialista, compreendemos que mediações devem ser feitas na luta cotidiana de nossa categoria. Cabe a nós discuti-la e construí-la em fóruns como esse e na sociedade como um todo.
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Uberlândia (MG), 17 de fevereiro de 2011
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UNIDADE CLASSISTA (Corrente Sindical ligada ao PCB)
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sábado, 19 de fevereiro de 2011

PROFESSOR DOC II DA REDE ESTADUAL SOFRE COM EXTINÇÃO

Não bastasse os problemas da rede pública estadual, os professores Doc II estão amargando pelo fato de terem sido jogados no quadro de exclusão da SEEDUC agravada pela extinção das turmas do 1º segmento do ensino fundamental.

A LDB prevê que - preferencialmente - o governo estadual tem como competência o Ensino Médio e isso tem acelerado nos últimos anos o processo de municipalização, tanto de escolas estaduais com o ensino fundamental como o fim das turmas do 1º segmento nas escolas estaduais. A cada ano diminui o número de turmas de 1º ao 5º ano e os professores sobram em suas unidades e são remanejadas a revelia para outras em função extraclasse colocando em risco o direito a aposentadoria especial (25 anos) concedida àqueles que atuam em sala de aula.

Aí, "como desgraça pouca é bobagem" esta semana em Campos os professores - maioria Doc II - que atuam em escolas conveniadas da prefeitura de Campos foram convidadas a retornar à SEEDUC para serem relotadas em escolas da rede estadual onde os professores DOC II vivem uma situação de limbo. Os professores em questão são da Escola Sagrada Família, São José Operário e APOE. A escolha para unidades estaduais começou esta semana.

É bom lembrar que a rede municipal de Campos já conta com grande carência de professores e isso será agravado com o remanejamento dos professores da rede estadual.

O SEPE no dia 26 de fevereiro estará promovendo o encontro do coletivo dos Professores DOC II para que os assuntos referentes a estes profissionais sejam debatidos. Os interessados devem procurar o SEPE/Campos (NINHO DAS ÁGUIAS) caso queiram participar do encontro.

ASSEMBLEIA E ATO PÚBLICO DO SEPE NO DIA 16/02

Aconteceu no dia 16 de fevereiro, em frente à Câmara de Vereadores de Campos a ASSEMBLEIA da rede municipal.

Horas antes do início da ASSEMBLEIA o SEPE procurou informações junto à SMEC e a Secretaria de Administração sobre o andamento de assuntos já encaminhados em audiência com as respectivas secretarias. Desta forma os informes para a categoria presente à ASSEMBLEIA foram:

* Sobre o ABONO DE PONTO do dia 21/10 a informação é que houve um equívoco e que este será corrigido. Está aguardando o levantamento da SMEC com a falta comandada para o dia 21/02 para que a FALTA seja suspensa e o dinheiro devolvido.

A Assembleia aprovou que o limite para que isso ocorra será este mês. Passado este prazo a categoria encaminhou que seja tomada as medidas cabíveis.

* O PCCS a notícia é que o mesmo foi enviado à SMEC em dezembro para apreciação da Secretária Joilza Rangel e este não chegou ao seu destino (???). Solicitamos o seu reenvio para que haja celeridade em sua aprovação pela Câmara de Vereadores.

* Concurso de 2008 está aguardando nova conversa com a Procuradoria do Município a fim que seja viabilizado a convocação dos concursados haja vista a CARÊNCIA GRITANTE DE PROFESSORES NA REDE MUNICIPAL.

Feito os informes foi encaminhado e aprovado o seguinte:

* MOÇÃO DE REPÚDIO CONTRA O IMPEDIMENTO DE ENTRADA DE DIRETORES DO SEPE NA ESCOLA MUNICIPAL FAROL DE SÃO THOMÉ,

* O SEPE DEVERÁ ENVIAR OFÍCIO COM SOLICITAÇÃO DE AUDIÊNCIA COM A SMEC, ADMINISTRAÇÃO E A PREFEITA,

* ASSEMBLEIA DA REDE MUNICIPAL DIA 30/03/2011 em horário e local a ser divulgado.


A ASSEMBLEIA foi marcada pelo lançamento da CAMPANHA MUNICIPAL:

FUNDEB NÃO É SALÁRIO. É VALORIZAÇÃO!

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO NO SINDICATO DA SUA CATEGORIA

COMO SURGE O SINDICATO
O sindicato é uma associação de indivíduos de uma classe ou grupo profissional para a defesa dos seus interesses,direitos e respeito profissional. Surgiu com a chamada revolução industrial, quando a máquina apareceu como instrumento fundamental para a produção e provocou o aparecimento de fábricas que necessitavam da força de trabalho do homem para operá-la.

Com o tempo o empregador procurava aumentar a capital e para tanto, exigia jornadas excessivas, retribuindo a força do trabalho com salário insignificante, insuficiente para atender as necessidades do trabalhador e de sua família, com isso ocorreu á coletividade organizada em associação fundada na solidariedade de classe para a defesa de seus interesses.

A organização dos trabalhadores era proibida, considerada como delito em muitos países. Num segundo momento foi apenas tolerada e depois reconhecida como direito, a partir de então o sindicato tornou-se presente.

O objetivo de um sindicato é a luta pelos direitos e garantias individuais dos trabalhadores, conscientizando-os de sua real função dentro do contexto social de seu local de trabalho e fora dele.

A PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES

O sindicato foi criado para os trabalhadores e portanto para sua existência é necessário a participação destes, sem a qual não há sentido a existência de um sindicato.

Existem vários fóruns de debates num sindicato, dentre eles estão os Congressos, Conferências, as ASSEMBLEIAS e os Conselhos.

Nas ASSEMBLEIAS são feitas avaliações sobre os ataques aos direitos dos profissionais na perspectiva de retirada destes direitos e são apresentados e aprovados os encaminhamentos para a superação destes ataques.

As ASSEMBLEIAS tem um caráter importantíssimo na vida de quaisquer profissionais. Elas são soberanas em suas decisões desde que não contrarie o estatuto do sindicato e as decisões do Congresso, e suas deliberações são tomadas por maioria simples dos profissionais presentes nas ASSEMBLEIAS.

Digo isso com o objetivo de esclarecer aos profissionais de educação - tanto da rede municipal quanto da rede estadual - de que a apatia frente aos problemas que vivenciam em suas unidades escolares, de nada adianta. Ao contrário, só agrava o problema já que, os governos só entendem a linguagem traduzida na força da MOBILIZAÇÃO da categoria.

Portanto, é inadmissível que os profisionais de educação alimentem a idéia de que o sindicato sozinho é capaz de promover a conquista dos direitos sonhados e esperados por todos. Para isso, faz-se necessário que todos estejam imbuídos do espírito de luta e participe dos fóruns da categoria se posicionando diante dos problemas e contribuindo com idéias para vencermos a batalha contra a truculência dos governos.

Pelo pagamento do FUNDEB, ELEIÇÃO PARA DIRETORES DE ESCOLAS, CONVOCAÇÃO DE CONCURSADOS, PCCS, etc,na rede municipal de Campos.

Contra a meritocracia do governo Cabral, incorporação do Nova Escola, reposição salarial, eleição para diretores de escola,respeito ao Prof. Doc. II, regularização da situação dos animadores culturais, etc, na rede estadual.

Para superarmos as mazelas da educação implementadas pelos governos neoliberais: MOBILIZAÇÃO!

Na defesa da EDUCAÇÃO PÚBLICA: MOBILIZAÇÃO!

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

DO NEOLIBERALISMO "DILMISTA"

do site DIÁRIO LIBERDADE

Joycemar Tejo
Biografia:
Advogado no Rio de Janeiro, pós-graduado em Direito Público. Membro do Comitê Regional do Partido Comunista Brasileiro (PCB)- RJ.

Conforme a esquerda veio alertando ao longo da campanha eleitoral de 2010, as medidas neoliberais que foram a tônica do governo Lula (mesmo que mitigadas por tintas sociais, daí a alcunha algo imprópria de social-liberalismo) tenderiam a se agravar em um eventual governo Dilma Rousseff. Após um mês de sua posse, verifica-se o acerto do prognóstico.

Todos os jornais estamparam em primeira página, recentemente, o corte do orçamento da União, uma vultosa quantia em torno de R$ 50 bilhões, com a conseqüente suspensão de novos concursos e nomeações nos quadros do funcionalismo (1). Uma medida desse jaez nada mais é que sintoma, cristalino, da submissão à cartilha neoliberal, pela qual se preconiza um "Estado mínimo". Em outras palavras, "enxuga-se" a máquina pública, de modo que, enquanto o Estado sai de cena, assoma a iniciativa privada. Outro exemplo temos na intenção declarada do governo federal, e em vias de ser implementada, de transferência dos aeroportos ao empresariado (2).

O modus operandi neoliberal se arvorou mundialmente em pensamento hegemônico há pelo menos três décadas, e a queda da URSS, agravando o cenário, serviu para que fatalmente proclamassem o "fim da História" e a vitória do capitalismo selvagem (3). Por onde quer que se olhe, se verá sua aplicação, nas diversas esferas de política econômica. Da privatização de serviços públicos (que alguns juristas, talvez hipocritamente, preferem conceituar como "desestatização", a indicar que tal serviço não se tornou privado e sim que apenas saiu do manejo estatal para o particular; como se o fato evidente da passagem de um serviço público para a ótica da economia de mercado fosse questão de mero jogo terminológico) ao rebaixamento do servidor público (em prol de uma terceirização precarizada), tudo parece seguir à risca o ideário neoliberal. E, tal como dito, os anos de lulismo (e agora, "dilmismo", mais do mesmo) não só não arrefeceram essa mentalidade como, em certa medida, a fomentaram.

Essa hegemonia neoliberal está incrustada nas "mentes pensantes" brasileiras. Pegue-se qualquer manual de Direito Administrativo: em todos, se encontram loas ao esvaziamento do Estado. A máquina pública é tratada como um mal, pesada, arcaica, a entravar o "progresso". A solução, que é mesmo simplória, é uma só: reduzir o Estado. E não, como seria o correto, melhorá-lo.

Não ignoro os perigos da burocracia- aqui em sentido lato, isto é, a atividade administrativa do Estado, e não no sentido estrito, o de "casta" governante, fenômeno típico dos Estados Operários degenerados (4). Já tive a oportunidade de, ao falar dos princípios da Administração Pública, sustentar a importância do Princípio da Eficiência ser melhor observado, em face dos entraves que o Princípio da Legalidade (com o rigor da submissão aos formalismos da lei) pudesse, num caso concreto, trazer (5). Mas a solução dada é muito simples: o equilíbrio entre os dois princípios, de modo que a Administração deve ser eficiente sem deixar de ser legal, e vice-versa. Isto é, não se pode, diante de uma suposta ineficiência da máquina pública, singelamente "jogá-la fora"; e sim, devem ser buscados mecanismos para seu aperfeiçoamento, o que não é o caso, naturalmente, de simplesmente transferi-la para a iniciativa privada.

A ótica do empresário, aliás, é essencialmente diversa da ótica do administrador público. Enquanto este está jungido ao interesse coletivo, aquele tem como escopo o lucro, a vantagem, o ganho- que é o motor do capitalismo. É de uma crueldade ímpar colocar serviços essenciais ao indivíduo, como educação e saúde, nas mãos da iniciativa privada. É tornar a educação e a saúde em mercadorias. E isso se aplica aos diversos setores da vida em coletividade, como o transporte, a segurança, água e eletricidade, dentre outros, que cada vez mais têm servido para enriquecer as grandes empresas em detrimento da satisfação das necessidades do cidadão.

Importante deixar claro que os marxistas temos plena noção do Estado enquanto instrumento de classe (6). A nossa defesa da máquina pública não é acrítica, portanto. Mas é imprescindível verificar que o Estado, do alto de suas contradições, pode ser instrumento de disputa, em prol das garantias sociais. É por isso que o ex-ministro do STF Eros Grau afirma que "o Estado, apesar dos pesares, é ainda, entre nós, o único defensor do interesse público", de forma que "a destruição e mesmo o mero enfraquecimento do Estado conduzem, inevitavelmente, à ausência de quem possa prover adequadamente o interesse público e, no quanto isso possa se verificar, o próprio interesse social" (7).

É dever de todas as forças progressistas, portanto, combater o desmanche da máquina pública. Deve-se empreender uma luta sem cartel contra o pensamento neoliberal, mesmo que apareça "suavizado", mesmo que consiga iludir a tantos- como o neoliberalismo lulo-dilmista tem iludido.

Notas

(1) Jornal do Brasil: "Governo anuncia corte de R$ 50 bilhões no Orçamento"- http://bit.ly/h38NAs

(2) Correio do Brasil: "Concessões e PPPs podem melhorar aeroportos a partir de 2011", texto de José Dirceu, quadro do PT- http://bit.ly/f7pUE5

(3) Mozart Victor Russomano, "Direito do trabalho e globalização econômica".

(4) Leon Trotsky, "A revolução traída".

(5) "Princípio da Eficiência e o dinamismo do Direito", na Revista Síntese de Direito Administrativo nº 59, de novembro de 2010.

(6) Vladimir Lênin, "O Estado e a revolução".

(7) Eros Roberto Grau, "O direito posto e o direito pressuposto".

MOVIMENTO DAS PALAVRAS NO MPBAR

MENF Apresenta:
Movimento das Palavras
Lançamento da segunda edição do livreto de poesias do MENF

Lançamento da segunda edição do livreto Movimento das Palavras contará com uma série de atividades culturais que será iniciada no dia 24 de Fevereiro com apresentação da peça Domesticados, apresentação musical, sarau de poesia e pintura ao vivo.

Local: Esquina MPBar
Alonso Coelho da Silva c/Major Euclides Maciel - Turfe-Clube
dIA 24/02/2011 (QUINTA-FEIRA)
Inicio: as 21h

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

FÓRUM EM DEFESA DA EDUCAÇÃO SE REÚNE DIA 23/02

No dia 23 de fevereiro (quarta-feira), ocorrerá o Ato de Lançamento do Fórum em Defesa da Educação Pública de Qualidade, às 14h, no auditório 71 da UERJ. O Fórum foi lançado durante o Seminário de Educação do Sepe, em novembro do ano passado; participam representantes de entidades diversas ligadas à área educacional, movimentos sindicais, trabalhadores sem-terra, educadores das redes públicas e das universidades, estudantes secundaristas e universitários. A criação do fórum é uma prova de que educadores e movimentos sociais estão unidos para rearticular a luta pela educação pública e de qualidade em nosso estado.

Os últimos indicadores internacionais e nacionais evidenciam o que educadores e sindicatos dos profissionais de educação já dizem há muito tempo. As políticas públicas para a escola básica e para a Universidade caminham para precarizar ainda mais as relações de trabalho , de ensino e de produção acadêmica. As mazelas resultantes da aplicação dessas políticas explodem no dia a dia nas escolas e universidades e exigem de nós uma reação conjunta e coordenada .

Já o Ipea, recentemente (ver matéria neste site) anunciou uma pesquisa em que comprova que o investimento em educação pública é o que mais reverte para o crescimento do PIB, se comparado com os demais gastos vitais, como saúde e transporte.

O Sepe está à frente dessa construção e aponta a atividade do dia 23 de fevereiro de 2011 como início de nossas campanhas salariais, mas também como um marco na unidade em defesa da educação.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

DIREÇÃO IMPEDE SEPE DE ENTRAR EM ESCOLA

Folha on line
Ciro Mariano

Membros do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) denunciaram ontem que tiveram seu acesso ao interior da Escola Municipal Farol de São Thomé impedido pela diretoria do colégio, na localidade de mesmo nome, em Campos, no início da manhã. A equipe, que fazia visita para distribuir cartazes de divulgação de uma assembléia organizada pelo sindicato, relatou que teve a passagem negada sem o mínimo de diálogo.

A professora e coordenadora do Sepe, Graciete Santana Nogueira Nunes, foi uma das representantes do sindicato que alegaram terem sido impedidas de adentrarem no colégio. “Essa já é a segunda vez que uma situação como essa ocorre conosco nessa escola municipal, que é a única que visitamos a apresentar essa atitude truculenta e arbitrária de tentar violar o princípio constitucional que garante ao instituto, ter acesso ao centro de ensino e dialogar. A diretoria está praticando impunemente o uso arbitrário do cargo”, criticou Graciete, que, após fazer um boletim de ocorrência com a Polícia Militar no Farol, compareceu à 134ª DP para fazer um registro, mas foi orientada que o caso deveria ir para a área Cível.


A secretaria da Educação divulgou nota fornecida pela direção da Escola Farol de São Thomé, alegando que a atitude teria tomada para não atrapalhar as atividades dos estudantes e o trabalho dos professores. A nota informa também que não é liberada a entrada de pessoas que não trabalham na unidade, sem agendamento prévio ou autorização da direção da escola. “Todos os informativos fixados em unidades escolares devem ser entregues na Secretaria de Educação ou à direção da escola”, afirma a nota.

— Disseram que estaríamos atrapalhando as atividades dos alunos, mas fomos barrados por um portão com cadeado, e não nos permitiram nem mesmo dialogar. O sindicato vai tomar todas as medidas cabíveis para que casos assim não se repitam —, denunciou Graciete, que ficou apenas com o registro da PM.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

GENTE QUE PENSA, FALA

O Blog recebeu dois comentários que pelo valor expresso, além de publicados como tal considerei pertinente públicá-los na página do blog:

Campos formou pessoas boas e corajosas,muitas delas nem aqui residem mais, lamentável.
As poucas que restaram falam sozinhas, porque CAMPOS também formou covardes, corruptos, mentirosos, crueis, ditadores, vaquinhas de presépio e acomodados de toda sorte...
Esses predominam.
Fui a algumas assembléias (todas que pude) e vi a pouca quantidade de lutadores... é vergonhoso;

Estarei no ato à frente da Câmara, fotografarei novamente todo o evento e certamente mais uma vez terei vergonha, não de ser campista, mas de ser professora.
Estudei muito, fiz concurso, passei entre 20 vagas na primeira chamada, me dedico desde então à isto, pq amo ensinar, formar, educar, amar meus alunos...
Me capacitei ao máximo que pude...
Hoje ganho 2 salários mínimos... que pena.
Hoje não sou ouvida pela SMEC, hoje não tenho voz para reclamar meus direitos...eles calam a quase todos.
Lamentável.
Hoje o SIPROSEP é apenas fonte de renda para alguns...
Hoje a EDUCAÇÃO é apenas uma sombra maltratada do que foi num passado recente.

Qual o nosso futuro?

Não sei.

15 de fevereiro de 2011 20:47

ELEIÇÕES DIRETAS PARA DIRETORES DE ESCOLA, JÁ!

Passou da hora da reivindicação histórica do SEPE com relação as eleições diretas de diretores das escolas do município entrar em vigor.

É inadmissível que existam diretoras do tipo de Cenilda e Olívia à frente de uma unidade escolar como a Escola Municipal Farol de São Thomé.

O autoritarismo e abuso das atribuições do cargo conferido pela prefeita Rosinha Garotinho é algo repugnante. Crias da ditadura, em pleno séc. XXI, num país onde as leis conferem o direito do exercício da atividade sindical,estas senhoras se atrevem a cercear o direito do Sindicato que representa a categoria da Educação levar informações importantes para o interior da escola em que estas dirigem.

O SEPE tomará todas as medidas cabíveis contra o desmando das referidas ditadoras truculentas que servem de cabo eleitoral à Prefeita Rosinha Garotinho.

Estas senhoras desconhecem os princípios Constitucionais que garantem aos sindicalistas o diálogo com a categoria e neste sentido pensam em agir de forma a neutralizar as atividades sindicais.

O episódio ocorrido - hoje pela manhã - que impediu a entrada de diretoresa do SEPE para colar um cartaz na sala dos professores a fim de informá-los sobre a assembleia e ato público que será realizado amanhã à tarde, em frente à Câmara de Vereadores de Campos é algo que deve ser repudiado.

Fora Olívia!
Fora Cenilda!
Eleições diretas para diretores de escolas, já!!!

MAIS DE 300 PESSOAS NA ASSEMBLEIA DO ESTADO DECIDEM PARALISAR EM 31/03

Na primeira assembleia da rede estadual deste ano, mais de 300 profissionais compareceram hoje (dia 12/2) à ACM para dar o pontapé inicial da campanha salarial 2011. Um calendário foi aprovado, tendo como principal data uma paralisação com marcha da educação no centro do Rio no dia 31 de março (quinta-feira). A assembleia decidiu as duas principais reivindicações da campanha: antecipação do pagamento da gratificação do Nova Escola e reajuste emergencial de 26% para repor as perdas salariais.

O mote da campanha será: valorização salarial garante a qualidade na educação.

Abaixo o calendário:

23/02: participação no ato do Fórum de Defesa da Educação;

14 a 25 de março: atos descentralizados nos núcleos em prepararação à marcha;

31/03: paralisação de 24 horas com marcha no centro do Rio.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PF FAZ AÇÃO NO RIO CONTRA POLICIAIS LIGADOS AO TRÁFICO

Estadão
Sex, 11 Fev, 09h14


A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério Público Estadual do Rio (MP-RJ), deflagrou nesta manhã a Operação Guilhotina, a fim de cumprir 45 mandados de prisão preventiva contra 11 policiais civis e 21 policiais militares, além de 48 mandados de busca e apreensão.

O chefe de Polícia Civil Alan Turnowski foi chamado para prestar esclarecimentos. Um dos mandados seria contra o ex-subchefe de Polícia Civil Carlos Oliveira. Ele foi delegado titular da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (Drae), que era o órgão responsável pelo material bélico apreendido de diversas quadrilhas de traficantes e também foi subsecretário operacional da Secretaria de Ordem Pública da prefeitura do Rio.

Duas delegacias distritais - a 17.ª Delegacia de Polícia de São Cristóvão e a 22.ª da Penha -, responsáveis por investigar o tráfico nas favelas do Complexo da Penha, foram fechadas pela PF e pela Corregedoria da Polícia Civil.

A operação da PF começou após o vazamento de informações da ação denominada Paralelo 22, deflagrada para prender o traficante Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol, em Macaé, no norte fluminense, que forneceria drogas para o traficante Antônio Carlos Bonfim, o Nem, chefe do tráfico na Favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul carioca. Roupinol foi morto em março do ano passado em ação da Polícia Civil, no Morro do São Carlos. Nem permanece foragido.

Em nota, a PF informou que, a partir do vazamento de informações, duas investigações paralelas foram iniciadas, uma da Corregedoria Geral Unificada da Secretaria de Segurança do Rio e outra da Superintendência da Polícia Federal do Rio. A troca de informações entre os serviços de inteligência das duas instituições deu origem ao trabalho conjunto desta manhã.

De acordo com a PF, o objetivo da Operação Guilhotina é colocar fim à atuação de um grupo criminoso formado por policiais civis e militares, além de informantes envolvidos com o tráfico ilícito de drogas, armas e munições, com a segurança de pontos de jogos clandestinos (máquinas de caça-níqueis e jogo do bicho), venda de informações policiais e com milícias.

Uma das principais atividades do grupo era o chamado "espólio de guerra", que é a subtração de produtos de crime encontrados em operações policiais, como ocorrido na recente operação de ocupação do Complexo do Alemão, para revender as apreensões às quadrilhas rivais. As forças estaduais destacaram hoje 200 homens, além de dois helicópteros e quatro lanchas. As equipes da PF empregam um efetivo de 380 homens

EGITO LIVRE!

O povo egípcio demonstrou nas ruas a força de sua luta por justiça e liberdade!

Os ventos da mudança continuarão a soprar em todo Oriente Médio! Continuaremos a lutar contra o sionismo, o imperialismo e contra o capitalismo!

Vamos libertar a Palestina!

Todo o nosso respeito aos mártires e lutadores que tombaram nesta justa conquista!

Vamos fortalecer esse grito de liberdade internacional!

Pelo fim de todas as ditaduras pró-estadunidense no Oriente Médio!

Ninguém detêm o povo munido de verdade e justiça!

Presidente do Egito renuncia após 18 dias de manifestações
O presidente egípcio Hosni Mubarak renunciou nesta sexta-feira. O ditador, que estava no poder há 30 anos, cedeu aos protestos que deixaram mais de 300 mortos no país e pelo menos cinco mil feridos, nas últimas semanas.
Milhares de manifestantes comemoram o anúncio da presidência na praça Tahirir, no centro do Cairo. O comunicado foi feito pelo vice, Osmar Suleiman, através de uma TV estatal. Esta é a segunda ditadura a ruir no mundo árabe no início de 2011. No dia 14 de janeiro a Revolução de Jasmin levou o ditador da Tunísia, Zine el Abidine Ben Ali, a abandonar o país.
Os manifestantes pediram a renúncia do presidente durante 18 dias, reclamando das altas taxas de desemprego, pobreza, censura e abusos do regime ditatorial, pedindo reformas políticas e econômicas. Com a saída de Mubarak, as Forças Armadas assumem o poder no país temporariamente, até que sejam convocadas novas eleições.
Palestina livre!
COMITÊ CATARINENSE PALESTINA LIVRE

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

ATENÇÃO REDE MUNICIPAL DE CAMPOS!

Assembleia da categoria da Educação de Campos e ato público, dia 16 de fevereiro (quarta-feira), às 17 horas, em frente a Câmara de Vereadores.

Vamos reivindicar aprovação da nova redação do PCCS e sua implementação retroativo a março de 2010, pagamento do FUNDEB como incremento salarial, convocação dos concursados de 2008, eleição direta para diretores de escola já!

Todos lá!
Graciete Santana

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

EM UM MÊS DILMA JÁ MOSTROU A QUE VEIO

Renato Nucci Junior *

Em seu primeiro mês à frente da presidência da República, as medidas tomadas por Dilma Roussef desvanecem paulatinamente as ilusões quanto ao caráter do seu governo. Em um ambiente internacional marcado pelo aprofundamento da crise econômica, fica claro o papel do governo Dilma: preparar o país para os seus efeitos deletérios, garantindo prioritariamente os interesses do grande capital monopolista. Para tanto, aplicam-se e anunciam-se duras medidas de ajuste tais como privatizações e ataques aos interesses e direitos dos trabalhadores, todas com o intuito de atenuar suas consequências para o capital, mas impingindo aos trabalhadores um custo infinitamente maior.
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A primeira medida anunciada por Dilma logo no início de seu mandato é a da abertura do capital da Infraero e a privatização na gestão dos aeroportos. Alegam-se dificuldades do Estado em mobilizar o volume de recursos necessários, cerca de R$ 5,5 bilhões, para modernizar e ampliar os aeroportos, tendo em vista a crescente demanda por passagens aéreas e a execução de reformas que prepararem a infra-estrutura do país para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Indisposta a negociar e debater o projeto com a atenção merecida, expondo sua face truculenta e pouco afeita ao diálogo, pois a aplicação de duras medidas de ajuste não deixam margem para negociação, Dilma avisou que o projeto de privatização da Infraero será encaminhado por meio de medida provisória. Em suas linhas gerais a proposta aponta para uma gestão compartilhada entre Estado e empresas privadas, que passariam a administrar os novos terminais de Cumbica e Viracopos, através de concessão de 20 anos. As principais interessadas e maiores beneficiadas seriam as duas maiores empresas aéreas do país, a Tam e a Gol.
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Mais uma vez, como sempre ocorre no Brasil, fato igualmente comum nos governos petistas, o Estado burguês faz cortesia com chapéu alheio, usando dinheiro público para financiar o lucro privado. Afinal, dentre todos os terminais aeroportuários do Brasil, Cumbica e Viracopos representam o filé mais suculento, pois são respectivamente os maiores em volume de passageiros e de cargas. Outro caso emblemático da entrega do patrimônio público para o capital privado é o do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. Concluído, será o primeiro do país concedido totalmente à iniciativa privada, cujo investimento de R$ 450 a R$ 600 milhões para a sua construção receberá 80% de financiamento do BNDES.
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No bojo dessa onda de ataques patrocinada pelo governo Dilma, inclui-se a decisão tomada pelo Banco Central na primeira reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), em 2011, de aumentar a taxa básica de juro de 10,75% para 11,25% com a justificativa de conter a alta da inflação. Esse aumento na taxa Selic atende aos interesses do capital financeiro, uma das frações hegemônicas da burguesia no bloco no poder. O recurso ao aumento da taxa básica de juro como forma de controle da inflação, além da emissão de títulos públicos indexados pela taxa Selic do BC para retirar dinheiro de circulação, igualmente atendem ao interesse do capital financeiro. Entretanto, levam a um crescimento desmesurado da dívida pública. Esta, em 2010, fechou com a extraordinária quantia de R$ 1,69 trilhão e a previsão do Tesouro para 2011 é que ela atinja entre R$ 1,8 trilhão e R$ 1,93 trilhão. A garantia para o seu pagamento é feita pelo Estado através do superávit primário, ou seja, cortes nos gastos públicos. Para 2011 está previsto um superávit primário de 3,1%, representando um corte de cerca de R$ 60 bilhões no Orçamento. Essa farra faz a alegria dos credores da dívida pública, majoritariamente o grande capital bancário e financeiro nacional cujo poder e influência impõem ao Orçamento Geral da União reservas cada vez maiores que garantam a amortização da dívida, bem como o pagamento de juros e encargos. Em 2010, para um Orçamento de R$ 1,848 trilhões, estavam destinados R$ 777 bilhões, ou 42,04%, para a amortização da dívida. Outros R$ 138 bilhões serviriam para o pagamento de juros e encargos.
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O compromisso de privilegiar o pagamento da dívida pública, mantido pelo governo Dilma, resultará na continuação da política de corte dos gastos públicos, principalmente os chamados gastos de custeio como pagamento do funcionalismo, os gastos com a previdência social, com a assistência social e com a manutenção da máquina pública. Esse compromisso só pode ser mantido impondo grandes sacrifícios aos trabalhadores, congelando o salário do funcionalismo público, reduzindo-se drasticamente o alcance e a universalização das políticas públicas e dos direitos sociais, além da ameaça de uma nova onda de reformas regressivas como a da previdência. Neste caso, o Ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (PMDB), anunciou a necessidade de se fazer uma nova (contra) reforma da previdência sob a surrada alegação de conter um déficit inexistente. Mais do que um debate pautado por gélidos cálculos matemáticos, trata-se, em verdade, de um debate político, em torno de quais classes e camadas da sociedade serão priorizadas na destinação das verbas do Orçamento. O que se pretende, portanto, com essa nova reforma regressiva da previdência, onde previsões sombrias apontam para um aumento na idade e no tempo de contribuição, é garantir o pagamento da dívida pública aos seus credores. Ao mesmo tempo relegam-se a um segundo plano os gastos públicos voltados ao atendimento das necessidades da grande maioria do povo, sucumbindo o governo aos interesses da acumulação capitalista. Além do mais, no caso da previdência, o governo Dilma mantém o seu compromisso em não mexer no fator previdenciário, que reduz as aposentadorias em até 50%, e o reajuste com índice menor para quem recebe benefícios previdenciários acima de um salário mínimo.
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Além do mais, se o problema da previdência fosse realmente o seu déficit, a proposta não incluiria a diminuição das alíquotas que as empresas pagam sobre a folha de salários, voltadas para o financiamento da previdência, de 20% para 14%. O objetivo, aqui, é permitir um aumento ainda maior dos lucros das empresas no Brasil, principalmente setores industriais que afetados pela concorrência chinesa e pela apreciação da taxa de câmbio, perdem competitividade. Por outro lado, pesquisa feita com 321 empresas de capital aberto, mostra que o lucro médio cresceu no segundo trimestre de 2010, 39% em relação ao mesmo período de 2009. Em alguns setores esse crescimento esteve muito acima da média, chegando a 87,8% para 38 empresas de energia elétrica e a 83,86% para 26 empresas da construção civil. Esses dados mostram o quanto é falso o debate que atribui à carga tributária a responsabilidade por um suposto fraco desempenho da economia, pois mesmo o crescimento da arrecadação fiscal em 2010, previsto para 34,7%, um ponto percentual maior do que em 2009, não travou o crescimento do lucro das empresas. Desse modo, o debate em torno da desoneração da folha de salários nada mais pretende do que permitir um aumento na acumulação do capital.
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O debate em torno do reajuste do salário mínimo é outro bom exemplo sobre como o governo Dilma opta por privilegiar os interesses do capital e dos credores da dívida pública. Como o aumento do mínimo baliza o reajuste de outras categorias, além de atrelar o pagamento dos benefícios previdenciários e do seguro-desemprego, o governo Dilma já avisou às centrais sindicais governistas (CUT, CTB, NCST, CGTB, UGT e Força Sindical), de que o aumento ficará em R$ 545 e não em R$ 580 como pretendem as centrais. Ainda que o debate sobre o assunto carregue consigo uma boa dose de demagogia, pois cálculos do Dieese indicam que, para dezembro de 2010, o necessário para garantir uma vida minimamente digna para uma família trabalhadora seria de R$ 2.227,53, ela é uma boa medida da disposição do governo Dilma de impedir o aumento dos gastos públicos no que tange aos interesses dos trabalhadores, privilegiando no Orçamento Geral da União os interesses dos credores da dívida. O impasse tem causado inúmeros atritos entre a equipe do novo governo e as centrais governistas. Estas têm sido obrigadas a reconhecer a presteza do governo, tanto de Lula como de Dilma, em tomar medidas extraordinárias na defesa dos interesses do capital, relegando a um segundo plano assuntos de interesses dos trabalhadores. Somam-se a essas críticas reclamações quanto a falta de diálogo e de um canal de interlocução mais permanente entre as centrais e o atual governo. Esse é mais um exemplo do modo como Dilma, eleita para aplicar duras medidas de ajuste contra os trabalhadores, será truculenta e adotará uma relação intransigente mesmo com os seus aliados, pois seu compromisso será o de atenuar os efeitos da crise para o capital.
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Mas o conjunto de ataques não para por aí. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, principal entidade filiada à CUT e berço do “sindicalismo autêntico”, cujo principal expoente foi o ex-presidente Lula, prepara um projeto de lei que propõe reforma da CLT. Este não consiste em retirar direitos consagrados na Consolidação e no artigo 7º da Constituição Federal, incluindo mecanismo mais sutil de precarização do trabalho. Operando sob a lógica neoliberal da livre negociação, o projeto quer instituir garantias para fazer prevalecer o negociado sobre o legislado, alterando o artigo 618 da CLT. Com isso, a CLT deixa de significar um patamar mínimo sobre o qual devem se assentar as relações de emprego e de exploração da força de trabalho, com as convenções e acordos coletivos ampliando direitos e conquistas. Alegando querer garantir maior segurança jurídica aos acordos pactuados entre trabalhadores e empresas, impedindo que sejam questionados pela justiça do trabalho, um projeto de lei em que prevaleça o negociado sobre o legislado tornará legal a precarização já praticada pelas empresas. Tendo um movimento sindical como o nosso, conduzido em sua maioria por dirigentes pelegos e que operam na lógica da conciliação de classe, não é difícil prever o quão nefasto será para os trabalhadores retirar da CLT o seu papel em assegurar um patamar mínimo de direitos e de impor certos limites à exploração do trabalho pelo capital.
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Como vemos, aos trabalhadores brasileiros se impõem inúmeros desafios. Os ajustes programados pela burguesia com apoio do governo Dilma, como forma de lhes atenuar os efeitos da crise econômica mundial, representam uma nova ofensiva do capital sobre o trabalho. Dessa empreitada, porém, também participam setores do movimento sindical que compartilham com o governo Dilma as responsabilidades por essa nova onda de ataques. Diante dessa conjuntura se exigirá do sindicalismo classista e combativo uma resposta inequívoca. Esta passa obrigatoriamente por ver que nosso adversário não é apenas a burguesia e o governo de turno que controla o Estado burguês, mas igualmente setores do movimento sindical que, em nome dos trabalhadores, aliam-se ao capital na aplicação das medidas de ajuste. Para isso, só nos resta um caminho: o da luta e da organização dos trabalhadores pela base, unificando lutas e construindo um programa mínimo capaz de oferecer uma saída classista e anticapitalista que derrote os planos de ajuste do capital.
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Campinas, fevereiro de 2011.
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*(Membro do Comitê Central do PCB)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

OLGA BENARIO PRESTES: UM EXEMPLO PARA OS JOVENS DE HOJE

A revolucionária, até o último dia de sua trágica existência, manteve-se firme perante o inimigo e solidária com as companheiras

Por Anita Leocadia Prestes



Olga Benario Prestes nasceu em Munique (Alemanha) a 12 de fevereiro de 1908. Aos quinze anos de idade, sensibilizada pelos graves problemas sociais presentes na Alemanha dos anos de 1920, Olga viria a aproximar-se da Juventude Comunista, organização política em que passaria a militar ativamente. Aos 16 anos, apaixonada pelo jovem dirigente comunista Otto Braum, Olga sai da casa paterna e junto com o companheiro viaja para Berlim, onde ambos irão desenvolver intensa atividade política no bairro operário de Neukölln. Embora vivendo com nomes falsos, na clandestinidade, Olga e Otto acabam sendo presos em outubro de 1926. Ainda que Olga tenha ficado detida apenas dois meses, Otto permaneceu preso, acusado de “alta traição à pátria”. Em abril de 1928, Olga, à frente de um grupo de jovens comunistas, lidera assalto à prisão de Moabit para libertar Otto. A ação foi coroada de êxito total, pois além de o prisioneiro ter escapado da prisão de “segurança máxima”, Olga e seus camaradas conseguiram fugir incólumes. A cabeça de Olga é posta a prêmio pelas autoridades alemãs.

Tarefa internacional

Por decisão do Partido Comunista, Olga e Otto viajaram clandestinamente para Moscou, onde a jovem comunista de apenas 20 anos se torna dirigente destacada da Internacional Comunista da Juventude. No final de 1934, já separada de Otto, Olga recebe a tarefa da Internacional Comunista de acompanhar Luiz Carlos Prestes em sua viagem de volta ao Brasil, zelando pela sua segurança, uma vez que o governo Vargas decretara sua prisão. Prestes e Olga partiram de Moscou no final de dezembro de 1934, viajando com passaportes falsos, como marido e mulher, apesar de estarem se conhecendo naqueles dias. Durante a longa e acidentada viagem rumo ao Brasil, os dois se apaixonam, tornando-se efetivamente marido e mulher.

Em março de 1935, Prestes é aclamado, no Rio de Janeiro, presidente de honra da Aliança Nacional Libertadora (ANL), uma ampla frente única, cujo programa visava a luta contra o imperialismo, o latifúndio e a ameaça fascista, que pairava sobre o mundo e também sobre o Brasil. Prestes e Olga chegam ao Brasil em abril desse ano, passando a viver clandestinamente na cidade do Rio de Janeiro. O “Cavaleiro da Esperança” torna-se a principal liderança do movimento antifascista no Brasil e, assessorado o tempo todo por Olga, participa da preparação da insurreição armada contra o governo Vargas, a qual deveria estabelecer no país um governo Popular Nacional Revolucionário, representativo das forças sociais e políticas agrupadas na ANL.

Repressão e prisão

Com o insucesso dos levantes de novembro de 1935, desencadeia-se violenta repressão policial contra os comunistas e seus aliados. Em 5 de março de 1936, Prestes e Olga são presos no subúrbio carioca do Méier por ordem do famigerado capitão Filinto Muller, então chefe de polícia do governo Vargas. A ordem expedida aos agentes policiais era clara – a liquidação física de Luiz Carlos Prestes. No momento da prisão, Olga salvou-lhe a vida, interpondo-se entre ele e os policiais, impedindo o assassinato do líder revolucionário. Uma vez localizados e presos, Prestes e Olga foram violentamente separados. Ele, conduzido para o antigo quartel da Polícia Especial, no morro de Santo Antônio, no centro do Rio. Olga, após uma breve passagem pela Polícia Central, foi levada para a Casa de Detenção, situada então à rua Frei Caneca, onde ficou detida junto às demais companheiras que haviam participado do movimento da ANL.

Extradição

Prestes e Olga nunca mais se veriam. Em setembro de 1936, Olga, grávida de sete meses, era extraditada para a Alemanha hitlerista pelo governo de Getúlio Vargas. Junto com Elise Ewert, outra comunista e internacionalista alemã que participara da luta antifascista no Brasil, foi embarcada à força, na calada da noite, no navio cargueiro alemão “La Coruña”, viajando ilegalmente, sem culpa formada, sem julgamento nem defesa. O comandante do navio recebeu ordens expressas de cônsul alemão no Brasil para dirigir-se direto a Hamburgo, sem parar em nenhum outro porto estrangeiro, pois havia precedentes de os portuários franceses e espanhóis resgatarem prisioneiros deportados para a Alemanha, quando tais navios aportavam à Espanha ou à França. Após longa e pesada travessia, as duas prisioneiras foram conduzidas incomunicáveis para a prisão de mulheres de Barnimstrasse, em Berlim, onde Olga deu à luz sua fi lha Anita Leocadia, em novembro de 1936.

Numa exígua cela dessa prisão, submetida a regime de rigoroso isolamento, Olga conseguiu criar a fi lha até a idade de 14 meses, graças à ajuda, em alimentos, roupas e dinheiro, que recebeu da mãe e da irmã de Prestes. Ambas se encontravam em Paris dirigindo a campanha internacional de solidariedade aos presos políticos no Brasil. Com a deportação de Olga, a campanha se ampliara em defesa da esposa de Prestes e de sua filha. Várias delegações estrangeiras foram à Alemanha pressionar a Gestapo, obtendo afinal a entrega da criança à avó paterna – Leocádia Prestes, mulher valente e decidida, a quem o grande poeta chileno Pablo Neruda dedicou o poema Dura Elegia, que se inicia com o verso : “Señora, hiciste grande, más grande, a nuestra América...”

Assassinada numa câmara de gás

A campanha internacional, que atingiu vários continentes, não conseguiu, contudo, a libertação de Olga. Logo depois ela seria transferida para a prisão de Lichtenburg, situada a cem quilômetros ao sul de Berlim. Um ano mais tarde, Olga era confinada no campo de concentração de Ravensbruck, onde juntamente com milhares de outras prisioneiras seria submetida a trabalhos forçados para a indústria de guerra da Alemanha nazista. A situação de Olga seria particularmente penosa, pois carregava consigo duas pechas consideradas fatais – a de comunista e a de judia. Em abril de 1942, Olga era transferida, numa leva de prisioneiras marcadas para morrer, para o campo de concentração de Bernburg, onde seria assassinada numa câmara de gás.

O exemplo

Olga, segundo os depoimentos de todos que a conheceram e conviveram com ela, nunca vacilou diante das grandes provações que teve que enfrentar. Até o último dia de sua trágica existência, manteve-se firme perante o inimigo e solidária com as companheiras. Ao despedir-se do marido e da fi lha, antes de ser levada para a morte, escreveu: ”Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo”; “até o último momento manter-me-ei firme e com vontade de viver”.

A vida e a luta de uma revolucionária como Olga, comunista e internacionalista, não foi em vão; seu heroísmo serve de exemplo e de inspiração para os jovens de hoje.



Anita Leocádia Prestes é professora do Programa de Pós-graduação em História Comparada da UFRJ e Presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.

Artigo publicado originalmente na edição 414 do Brasil de Fato.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

A PEDAGOGIA DO GRANDE IRMÃO PLATINADO

Elaine Tavares

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Outro dia li um artigo de alguém criticando o que chamava de pseudo-esquerda que fica falando mal do BBB, mas que também dá sua espiadinha. E também li outras coisas de pessoas falando sobre o quanto há de baixaria no "show de realidade" da Globo. Fiquei por aí a matutar. E fui observar um pouco deste zoológico humano que a platinada oferece nas suas noites. Agora é importante salientar que a gente nem precisa assistir para saber tudo o que se passa. É só estar vivo para saber. As notícias estão no jornal, no ônibus, no elevador, em todos os lugares. Então, esse papo de que quem critica é hipócrita porque também vê não tem qualquer sentido. As coisas da indústria cultural nos são impostas de forma quase totalitária. É praticamente impossível fugir destes saberes. Mesmo no terminal, esperando o ônibus, lá está o anúncio luminoso onde buscamos o horário do busão, dando as "notícias" dos broders. É invasivo e feroz.
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Mas enfim, sou um bicho televisivo e gosto de ficar feito uma couve em frente ao aparelho de TV analisando o que é que anda engravidando as gentes deste grande país que se alfabetiza por esta janelinha. Lá fiquei acompanhando alguns episódios do triste programa. Deveras, me causa espécie. Mas não falo pelo quê de promíscuo ou imoral que possa ter o "show", já que coisas do tipo das que se veem ali também são possíveis de ver na novela, nos filmes etc... O que me apavora é capacidade de ser tão perverso e desestruturador de consciências. Está bem, as pessoas estão ali porque querem, elas mandam vídeos, se oferecem, morrem até para estar naquela casa em busca do que pensam ser seu lugar ao sol. Mas, ainda assim, é perverso demais o que os "inventores" fazem com aquelas tristes criaturas.
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A promessa de sedução

.. Sempre pensei que a coisa nunca poderia ficar pior. Mas fica. Cada ano a violência fica maior. E o que me espanta é que não há gente a gritar contra isso. Agora inventaram a figura de um sabotador. Pois já não bastava colocar a possibilidade concreta de alguém (o espectador) eliminar outro (o broder?), o que obviamente inaugura uma possibilidade por demais perversa de se apertar um botão e destruir o sonho de alguém, com requintes de crueldade. Uma coisa de uma maldade abissal. Então, o tal do sabotador é uma pessoa, do grupo, que precisa sabotar os seus companheiros para poder se safar. Inaugura-se assim mais uma instância da estúpida violência, a qual é parte intrínseca do "show". Vi a cara do rapazinho. Estava em completo desespero. Precisava sabotar seus amigos. E o fez. Em nome do milhão.
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Depois, um outro, ao atender ao telefone que sempre ordena uma sequência de maldades, obrigou-se a mandar sua colega para uma solitária, coisa que, nas cadeias, é motivo de grandes lutas dos grupos de direitos humanos. O garoto disse o nome da sentenciada e seu rosto se cobriu de desespero. No dia em que ela saiu do castigo, enquanto os demais a abraçavam, ele se deixava cair, escorregando pela parede, chorando. Sabia, é claro, que aquela ação o colocava na mira da outra e na condição de um desgraçado que entrega seus colegas.
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E assim vai o "grande irmão" propondo maldades e violências aos pobres sujeitos que ali entram em busca de um espaço na grande vitrine da vida. Confesso que a mim pouco se me dá se são homossexuais, trans, bi, héteros tarados, loucas, putas ou santas. Cada uma daquelas criaturas que ali está quebrando todas as regras da ética do bem viver é um pobre ser humano, perdido num mundo que exige da juventude bunda, músculo, peito e cabeça vazia. Não são eles os "imorais". São vítimas. Querem mais do que as migalhas do banquete. Querem pegar com as unhas a promessa que o sistema capitalista traz na sua pedagogia da sedução: "Qualquer um pode neste mundo livre".
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Violência explícita, sinistra e miserável

.. Tampouco me surpreende que um jornalista como Pedro Bial, dono de um texto refinado, esteja cumprindo o triste papel de fomentar a perda de todo o sentido ético que um ser humano pode ter. Ele, também buscando vencer nesse mundo que o capitalismo aponta como o melhor possível, fez a sua escolha. Optou por ser um sacerdote destes tempos vis. Um sacerdote muito bem pago.
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O que me entristece é saber que essa pedagogia capitalista seguirá se fazendo todos os dias nas casas das gentes, que muitas vezes assistem ao programa porque simplesmente não têm outra opção. O melhor sinal é o da platinada. Pega em qualquer lugar deste grande país. Há os que veem e nem gostam, mas ocorre que estas "lições" em que se eliminam pessoas, em que se traem os amigos, em que vale tudo, passam meio que por osmose. É a lavagem cerebral. É a violência extrema sendo praticada entre risos e apupos de "meus heróis". Tudo pela plata.
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Enquanto isso, como bem já levantaram alguns blogueiros, a Globo, junto com as companhias telefônicas, lucra rios de dinheiro com as ligações que as pessoas fazem para eliminar os "irmãos". É galera, brother quer dizer irmão em inglês. E olha só o que se faz com um irmão? Essa é a "ética". Os empresários globais lambem seus bigodes.
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Então, fazer a crítica a esse perverso programa não é coisa de pseudo-esquerda. Deve ser obrigação de qualquer um que pensa o país. A questão do "grande irmão" não é moral. É ética. Trata-se da consolidação, via repetição, de uma pedagogia, típica do capitalismo, que pretender cristalizar como verdade que, para que um seja feliz, outro tenha que ser "eliminado". O show da Globo é uma violência explícita, cruel, nefanda, sinistra e miserável. É coisa ruim, malcheirosa. Penso que há outras formas de a gente se divertir, sem que para isso alguém tenha de se ferrar! Até mesmo os mais importantes cientistas mundiais já alardearam a verdade inconteste: vence quem coopera. Onde as pessoas, juntas, buscam o bem viver, ele vem...

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** Grifo meu
Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=627TVQ001

EGITO NO OLHO DO FURACÃO

por Ramez Maalouf

A situação no Egito é mais grave do que a imprensa ocidental, principalmente, brasileira tem divulgado.

Israel está em desespero pela queda do brigadeiro Mubarack, ditador do Egito desde 1981, ano em que o então presidente egípcio general Anwar el-Sadat foi assassinado supostamente por extremistas islâmicos (há muita gente no mundo árabe que acusam os EUA de estarem por trás do assassinato. Como já dito, ser aliado dos EUA jamais foi seguro de vida). Com apoio de Mubarak, Israel invadiu e arrasou o Líbano 5 vezes, e em 1982, Beirute se tornou a primeira capital árabe a ser cercada, ocupada e destruída pelos israelenses, que exterminaram mais de 25 mil árabes

Os EUA vacilaram no início das manufestações populares egípcias contra a ditadura de Mubarak. Washington acreditou que era possível substituir o atual ditador por um líder “democrático”, “moderado” e “liberal”, a princípio pensou-se em Muhammed El-Baradei, ex-chefe da AIEA na década de 2000, mas a total falta de carisma o colocaram fora do páreo. Depois pensou-se no vice-presidente nomeado às pressas, o general Omar Sleyman, ex-chefe da polícia secreta egípcia, articulador das negociações entre Israel, palestinos e egípcios, mas o estreito relacionamento com os israelenses quase descartou o general da sucessão de Mubarak. Na falta de opções e com o povo egípcio em fúria nas ruas contra o regime, os americanos pensaram até em cortar a ajuda financeira e militar às forças armadas egípcias, quem de fato comanda o país.

O alegado temor (do Ocidente) à Irmandade Muçulmana (IM) é falso, pois a organização foi por muito tempo um instrumento, sem reclamações, dos poderes britânico, egípcio e americano na guerra contra comunistas, nacionalistas e nasseristas no Egito.

Barak Obama, no entanto, diante do desespero israelense, está optando pela permanência de Mubarak ou pelo menos de um novo nome que dê continuidade ao regime militar, ou seja, a manutenção da brutal ditadura e, principalmente, a manutenção do Tratado de Paz de 1979 a qualquer custo. A Casa Branca deu carta branca (e, claro, ordens) para Mubarak esmagar (no sentido literal do termo) a fúria popular e manter o regime militar. E é o que está ocorrendo neste momento, os militares e para-militares já estão reprimindo com ferocidade o povo nas ruas, intimidando e assassinando jornalistas e manifestantes.

Barak Obama revela a mediocridade e a covardia de seu governo ao se aliar a Israel. Não há mudança de tom, a promessa da revisão das relações EUA – Israel evaporarou-se. No Cairo, há um clima de 1953 no ar. O ano em que premier nacionalista iraniano Mussadeqh, que tinha forte apoio popular, foi deposto por um golpe da CIA e do MI-6 em favor do Xá Reza Pahlevi, apoiado pelos aiatolás, entre eles, Khomeini.

Sabemos que Obama não será reeleito, o que até W. Bush logrou fazer. Não há dúvidas que o esquecimento será o prêmio para covardia do líder ianque, ele não terá a mesma estatura política que Jimmy Carter alcançou nos EUA e no resto do mundo (pelo menos para os liberais) após a derrota de 1980. Mas, é claro, ser assassino é um pré-requisito para entrar na Casa Branca (e em outros palácios do mundo, também), Obama, neste sentido, cumpre bem seu papel.

Vamos rezar, torcer para que esta decrépita ditadura caia para sempre e, assim, derrube seus aliados no Oriente Médio e no resto do mundo.

Para cobertura diária dos eventos no Egito, Tunísia e no mundo árabe.

http://www.angryarab.blogspot.com/
http://www.rebelion.org/apartado.php?id=371
http://www.resistir.info/

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"O AVESSO DO AVESSO"

Cristina Lima informa sobre novo programa no ar...

Estréia hoje, dia 04/02, no canal 15 (UNITV, da FAFIC), às 19 horas, o programa “O AVESSO DO AVESSO”.

Será um programa de entrevistas com pessoas da comunidade, ou até mesmo visitantes, que desnudem o seu dia-a-dia, enquanto seres humanos atuantes, transformando sua participação em uma crônica viva, temperada com humor e leveza. O que se pretende é trazer para o debate, de forma intimista, as normalidades e esquisitices do homem e da mulher moderna, com suas neuroses e anseios, medos e expectativas, fazendo um verdadeiro retrato de nossa época. Será, tb, o espaço para as pessoas mostrarem o seu “avesso”, ou seja, fatos, situações, preferências e outros sobre os quais nunca falou, porque nunca foram questionados sobre...

Âncora: Sérgio Mendes

Comentaristas: Cristina Lima e Robson Cândido

Transmissão: levado ao ar 01(uma) vez, de segunda a sexta-feira e (01) uma vez, aos sábados e domingos; nos seguintes horários:

Quintas e sextas- feiras: 19h

Sábados e domingos: 14h

Segunda-feira: 09h

Terças e quartas-feiras: 15h

Na estréia do programa a entrevistada foi Fátima Castro; no segundo, será a vez de Nilson Maria Pessanha.

Forte abraço, Cristina Lima

DELIBERAÇÕES DA CATEGORIA DA EDUCAÇÃO NA ASSEMBLEIA DO SEPE

Ontem - 03/02 - aconteceu no SEPE a assembleia da categoria da educação municipal.

Os informes foram passados à categoria e, alguns encaminhamentos foram aprovados,dentre eles o lançamento da campanha sobre o FUNDEB dentro da lógica de que FUNDEB não é para pagar salário e sim uma verba para valorização profissional.

Foi aprovado também que, a categoria fará uma mobilização e Ato Público no dia 16 de fevereiro(quarta-feira),às 17 horas,em frente à Câmara Municipal de Campos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O LANÇAMENTO DA FRENTE DE UNIDADE POPULAR FOI VITORIOSO

Na tarde de ontem, no calçadão foi feito o lançamento da Frente de Unidade Popular- composto por partidos da esquerda campista - PCB,PSOL e PSTU - e vários segmentos dos movimentos sociais.

O evento foi marcado por várias intervenções de representantes dos diversos segmentos e, por representação de atores locais que encenaram cenas comuns do cotidiano do povo campista tais como o abandono na área de saúde e educação.

Foi, certamente, um momento ímpar que ficará marcado na História do nosso município e que, a partir de então estará presente na luta diária por melhores ofertas de serviços em todos os setores da sociedade.

A presença de estudantes da UENF e da UFF abrilhantaram a maifestação de forma que a Frente de Unidade Popular terá uma agenda mensal de interveção junto ao povo campista possibilitando a compreensão das mazelas que acometem nossa gente.

Desperdício de dinheiro público, corrupção, obras superfaturadas, descaso com a educação, com a saúde serão os principais temas abordados pela Frente de Unidade Popular.

Junte-se a nós!
Juntos somos mais fortes!

MENSAGEM DA FRENTE DEMOCRÁTICA À FRENTE DE UNIDADE POPULAR

"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons".

Com esta frase de Martin Luther King, desejo sucesso aos militantes da Frente de Unidade Popular que acaba de se formar e lançar seu manifesto no Boulevard, no centro da cidade, na nossa querida confraria. Tomara que outros movimentos se organizem e se alinhem com esta frente, ou com a Frente Democrática, ou atuem de outra forma que não seja esta. É importante ressaltar nisto que está acontecendo, em pleno verão, e férias escolares, é que paulatinamente estamos despertando do berço explêndido, para uma atitude efetiva de cidadania.

Saudações democráticas!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ASSEMBLEIA DO SEPE

ATENÇÃO!!!

Assembleia dos profissionais da educação da rede municipal, funcionários e professores.

O SEPE retoma a pauta do ano passado com:
Concurso 2008 ;
Pagamento de FUNDEB ; Eleições para diretores,etc.

A assembleia será às 17horas, 03/02, quinta-feira no edifício Ninho das Águias sala 514,na sede do SEPE.

FRENTE DE UNIDADE POPULAR EM ATO PÚBLICO HOJE NO CALÇADÃO

A FRENTE DE UNIDADE POPULAR - formada inicialmente pelo PCB e núcleo do PSOL - teve a confirmação de que o PSTU estará na Frente. A Frente fará um ato público nesta terça-feira(01/02), às 16 horas, no calçadão.

Estima-se que outros setores da esquerda campista se unam à Frente de Unidade Popular a fim de construir um projeto político para Campos dos Goytacazes capaz de superar as mazelas existentes.