quinta-feira, 22 de julho de 2010

ODEIO OS INDIFERENTES

DO BLOG NA LUTA...
11 de Fevereiro de 1917


Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.

A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar.

A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso.

Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis.

Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.

A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.

Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.

Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.


Primeira Edição: La Città Futura, 11-2-1917

Origem da presente Transcrição: Texto retirado do livro Convite à Leitura de Gramsci"

Tradução: Pedro Celso Uchôa Cavalcanti.

Transcrição de: Alexandre Linares para o Marxists Internet Archive

HTML de: Fernando A. S. Araújo


Direitos de Reprodução: Marxists Internet Archive (marxists.org), 2005. A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente garantida nos termos da GNU Free Documentation License

TAREFA REVOLUCIONÁRIA

O PCB participou de uma única reunião de partidos como observador e apesar de considerar positiva a iniciativa que é legítima, não conseguiu vislumbrar de que maneira este movimento poderá criar as condições necessárias a uma verdadeira transformação política em nosso município com o caráter verdadeiramente revolucionário que a situação exige.

Uma mudança revolucionária implica na adoção de um novo modelo, com um caráter a esquerda, guiçá com a inserção de propostas socialistas.

Dar continuidade ao largo processo de terceirizações e as privatizações em nosso município não vai alterar a situação vigente. Tenho dúvidas se a reunião de partidos deseja contemplar um programa comum que imprima um novo caráter na gestão pública.

Pelas últimas notícias veiculadas em alguns blogs a impressão é que há uma tentativa de criar um novo bloco hegemônico, cuja disputa velada está em quem (partido político) vai assumir a liderança deste novo (oriundo do velho) bloco. Neste sentido está dada a largada. O PT já declarou candidatura própria e o PCdoB também. Resta saber, no fligir dos ovos, quem vai ficar a reboque de quem para repetir o mesmo modelo de gestão política desgatado pelos últimos 20 anos de governo.

Para nós, do PCB, a política de alianças partidárias tem se mostrado muito frágil para garantir políticas avançadas para o povo. O emaranhado de siglas partidárias, puro e simples, tem servido às disputas internas e o povo fica no "ora veja".

A aliança com o povo é sem dúvida a melhor e mais avançada de todas as alianças. Para isto é necessário apresentar propostas ao alcance da compreensão do povo e que vai de encontro aos seus anseios. A construção do poder popular onde o povo participa diretamente das decisões de governo, através dos Conselhos Populares, é algo possível e garantido pela constituição vigente no país.

E ao que parece tem mais gente pensando como nós. Leia o trecho do blog Estante do Marcel
"A máquina montada na Prefeitura é muito forte, e foi criada justamente para isso. Derruba-lá é uma tarefa complicada, é quase uma revolução e como se sai vitorioso de uma revolução?
Com o povo do lado, mesmo quando os revolucionários usam armas. Você precisa conquistar o que é chamado de massas. Todas revoluções fizeram isso.
Não estou aqui defendendo nenhuma campanha revolucionária, onde tenhamos que pegar em armas para mudar Campos. Nem dizendo que se não for dessa forma, essa Frente não irá sair vitoriosa, ou parte dela, já que ela não se confugura como uma coligação. O que eu quero dizer é que sem o povo dessa cidade do lado, não iremos mudar a política dessa cidade."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ENQUANTO ISSO...

O atendimento na área de saúde está precário, a educação vai de mal a pior.

Enquanto isso, no Farol de São Thomé dois palcos estão sendo montados, próximo ao Clube Náutico, para o festival de forró que vai acontecer neste final de semana.

É possível que no próximo fim de semana haja muitos plantonistas no posto médico do Farol. Afinal, a população já está acostumada com este tratamento: aos turistas tudo, aos habitantes o abandono.

SAÚDE: O RETRATO DO ABANDONO

O atendimento na área de SAÚDE à população do Farol de São Thomé continua precário.

Considerando que a população do Farol é de aproximadamente 25 mil habitantes, não é aceitável que o Posto de Atendimento Médico, 24h, tenha no dia de hoje, 21 de julho, apenas um médico no plantão.

Esta constatação foi feita por mim, hoje à tarde, quando me dirigi ao referido posto médico no intuito de ser atendida por estar com sinais de forte resfriado.

Diante da burocracia criada logo na chegada pude identificar que naquele momento só havia um médico no atendimento. Isto porque antes da consulta é feita uma abordadem da atendente para saber qual a queixa da pessoa para encaminhar ou não para o atendimento. Na minha avaliação isto é constrangedor e fere a dignidade dos cidadãos que precisam do atendimento médico.

Quem me conhece sabe que eu jamais me calaria diante de uma situação como esta. Falo por mim e por todos àqueles que sofrem no dia-a-dia. Uma gente totalmente desprotegida e refém do descaso no atendimento médico. O responsável por isso é o governo municipal, através do Secretário de Saúde.

Diante de tal evento manifestei minha indignação!

Afinal se a auxiliar de enfermagem avalia se o caso do paciente cabe consulta, ou não, o que o médico estaria fazendo lá?

Foi esta exatamente a pergunta que fiz a ela.

Além disso, após a consulta, perguntei ao médico quantos outros estavam no plantão, ao que ele gentilmente respondeu não haver naquele momento nenhum outro médico no plantão, esclareceu ainda que, às vezes tem dois médicos ...

Conclusão: entendi que a SAÚDE continua sendo um problema sério para a população do Farol e a população deve cobrar do poder público que honre o seu compromisso com a população residente no Farol de São Thomé!

RANKING DE ESCOLAS DE CAMPOS NO ENEM

Por Christiano, em 20-07-2010 - 20h54

FOLHA DA MANHÃ
Veja abaixo o ranking das escolas de Campos no último Enem, por cada tipo de rede, considerando as redes pública, federal e estadual, e particular. Um ranking mais reduzido, por limitação industrial de espaço, foi publicado hoje pela Folha da Manhã.

REDES PARTICULAR E PÚBLICA

Campos País Colégio Rede Média Total**
791º COL PROF CLOVIS TAVARES PRO UNI Privada 646,92
953º CENTRO EDUCACIONAL NOSSA SENHORA AUXILIADORA Privada 641,38
1009º CENTRO FEDERAL DE EDUCACAO TECNOLOGICA DE CAMPOS Federal 639,44
1040º INSTITUTO FEDERAL DE EDUCACAO CIENCIA E TECNOLOGIA FLUMINENSE – CAMPUS CAMPOS – GUARUS Federal 638,85
1081º ALPHA COLEGIO E VESTIBULARES Privada 637,68
1405º COLEGIO SANTOS DUMONT ANGLO CAMPOS Privada 628,29
1451º EXTERNATO CAMPISTA Privada 627,31
1685º INST DOM BOSCO Privada 622,06
3592º COL EUCARISTICO Privada 581,63
10º 3799º COLEGIO BATISTA FLUMINENSE Privada 578,09
11º 3807º COL BITTENCOURT Privada 578,04
12º 3979º INSTITUTO DE EDUCACAO PROFESSOR ALDO MUYLAERT Estadual 575,25
13º 4221º COL CENECISTA GOYTACAZES Privada 571,55
14º 4475º C E CEL JOAO BATISTA DE P BARROSO Estadual 567,9
15º 5601º LICEU DE HUMANIDADES DE CAMPOS Estadual 555,97
16º 5774º CENTRO EDUC FELICIANO AZEVEDO Privada 554,41
17º 5859º C E DR BARROS BARRETO Estadual 553,7
18º 6114º C E CONSTANTINO FERNANDES Estadual 551,64
19º 6844º COLEGIO ESTADUAL DOUTOR FELIX MIRANDA Estadual 545,46
20º 8730º C E JOAO PESSOA Estadual 532,52

….

REDE PARTICULAR

Campos Posição Colégio Média Total**
791º COL PROF CLOVIS TAVARES PRO UNI 646,92
953º CENTRO EDUCACIONAL NOSSA SENHORA AUXILIADORA 641,38
1081º ALPHA COLEGIO E VESTIBULARES 637,68
1405º COLEGIO SANTOS DUMONT ANGLO CAMPOS 628,29
1451º EXTERNATO CAMPISTA 627,31
1685º INST DOM BOSCO 622,06
3592º COL EUCARISTICO 581,63
3799º COLEGIO BATISTA FLUMINENSE 578,09
3807º COL BITTENCOURT 578,04
10º 4221º COL CENECISTA GOYTACAZES 571,55
11º 5774º CENTRO EDUC FELICIANO AZEVEDO 554,41

REDE PÚBLICA ESTADUAL

Campos Posição Colégio Média Total**
3979º INSTITUTO DE EDUCACAO PROFESSOR ALDO MUYLAERT 575,25
4475º C E CEL JOAO BATISTA DE P BARROSO 567,9
5601º LICEU DE HUMANIDADES DE CAMPOS 555,97
5859º C E DR BARROS BARRETO 553,7
6114º C E CONSTANTINO FERNANDES 551,64
6844º COLEGIO ESTADUAL DOUTOR FELIX MIRANDA 545,46
8730º C E JOAO PESSOA 532,52
8983º E T E JOAO BARCELOS MARTINS 531,03
9859º C E NELSON PEREIRA REBEL 525,77
10º 9898º C E DESEMBARGADOR ALVARO FERREIRA PINTO 525,54
11º 10850º C E NILO PECANHA 519,41
12º 11512º CES DE CAMPOS DE GOITACAZES 515,31
13º 13101º E E THEOTONIO FERREIRA DE ARAUJO 505,42
14º 14244º C E DR SYLVIO BASTOS TAVARES 497,44
15º 14278º C E BENTA PEREIRA 497,25
16º 14279º C E ALMTE BARROSO 497,24
17º 14404º C E ROTARY II 496,4
18º 15351º C E GENERAL DUTRA 488,9
19º 15489º C E JOSE DO PATROCINIO 487,65
20º 15812º C E DR THIERS CARDOSO 484,5

Fonte: IG

terça-feira, 20 de julho de 2010

AVANTE LICEÍSTAS

UMA CONTRIBUIÇÃO DE CRISTINA LIMA, ENVIADA POR E-MAIL AO BLOG

“Não vale mais a canção
feita de medo e arremedo
para enganar solidão.
Agora vale a verdade
Cantada simples e sempre,
Agora vale a alegria
Que se constrói dia-a-dia
Feita de canto e de pão.”
Flores e amores, conquistas e alegrias...
São tantos os significados possíveis para a entrada da primavera,
tantas as alegorias para os sonhos dos homens trabalhadores que
lutam todos os dias por uma vida melhor e um jardim mais florido.
“Madrugada camponesa.
Faz escuro (já nem tanto),
Vale a pena trabalhar.
Faz escuro mas eu canto
Porque a manhã vai chegar.”

Nos versos do poeta Thiago de Mello a minha homenagem ao
querido e amado Liceu, que resiste, indelével e soberano, às "câmeras
indiscretas", aos "BBB no Liceu", aos "com exclusividade", aos "em
primeira mão" ressurgindo, mais uma vez, majestoso e imponente
na mágica e misteriosa sabedoria dos que se eternizam, apesar da mídia
inclemente e da língua dos incautos!

"A entrada da primavera dá primazia às sementes poéticas que constróem os sonhos e são sustentados por uma realidade desenvolvida em estações distintas. A vida... O inverno das dificuldades; a primavera das conquistas, o verão dos usufrutos e o outono do amadurecimento.
É preciso florescer, colorir o corpo e amadurecer o pólen ao vento. Conhecer a vida com as linguagens possíveis e conseguir se fazer entender autoria do enredo que interpreta." (Helena Sut)

SALVE O LICEU DE HUMANIDADES DE CAMPOS!

Mensagem da professora liceísta aposentada,
Marly Chacur Hauaji, enviada, por e-mail, à coluna
"Ponto Final", da "Folha da Manhã" , em 18/07/2010.

Sou uma leitora assídua de sua coluna e o admiro muito.

Mas tenho lido umas abordagens sobre o caso do Liceu e gostaria de
me manifestar sobre elas.

.Sou professora aposentada do LHC, com 30 anos de magistério.
Conheci a clientela dos anos 70 e a atual. De fato, grandes nomes
passaram por essa escola. Mas, o descaso do governo pela educação
contribui para a atitude tomada pela Diretora Celina. Por isso,
defendo que, antes de ser tão criticada, deveria ser ouvida, pois
nada do que foi dito a favor dela foi publicado ou divulgado. Fica
uma estranha sensação de algo orquestrado, deliberadamente plantado
para tirar a Diretora da escola, juntamente com sua equipe! Não sei
não, mas tudo indica, pelo estardalhaço, que esta mãe estava
orientada ou a serviço de alguém.

Ela é uma boa administradora, interessada pelo bom desempenho da
escola. Somente quis proteger os alunos dos maus elementos que a
sociedade hoje fabrica.

As coisas não são bem assim como a mídia relatou. Entrevistas
com professores e pais que eram a favor de tal medida foram
ocultadas nas reportagens.

A câmera do banheiro não estava escondida e duas diretoras foram
de sala em sala avisando da colocação da tal câmera.

Uma funcionária que tem uma filha estudando em outra escola
pública disse que a filha não estava indo à escola pois estava
ameaçada de ser navalhada dentro do banheiro.

A atitude da mídia permitiu que vários blogs (felizmente, os mais
sérios nem trataram do assunto) difamassem a diretora e todos
sabemos da sua integridade. É uma profissional competente, dedicada,
que administra por amor, pois já poderia ter se aposentado! É
rigorosa no cumprimento de sua missão, pois se assim não fosse não
teria recuperado a escola, tirando-a da situação de caos
administrativo em que se encontrava!

São flagrantes e verdadeiros o sucesso de alunos do Liceu em
projetos do Governo do Estado (como o que premiou vários alunos com
laptops) e aprovação, em primeiro lugar, em escolas do Município,
como o IFF.

Acho que o caminho aberto para essa mãe foi muito bom, pois
notícias piores de Campos não são noticiadas tão rapidamente no
Jornal Nacional.

Ninguém levou em consideração que a intenção não era a de
ferir nenhuma lei e,sim, proteger os alunos.

Se não há chance de novas contratações de pessoal administrativo
para fiscalizar os banheiros, pois existe o famigerado
“quantitativo”, o jeito foi lançar mão de tecnologia de ponta.
Se o senhor visitar o Liceu, ainda vai encontrar lá o estrago
provocado pela última bomba estourada em um dos banheiros: duas
cubas e um vaso quebrados, além dos visíveis chamuscados causados
pelo fogo que se alastrou no interior do mesmo.

Apesar de ter me aposentado em 2006 ainda freqüento a escola( como
amiga da escola)por isso me sinto bem à vontade para expor o meu
ponto de vista.

Ratifico todas as suas palavras. Nem sempre o que parece,
é o que é, sendo interessante e democrático ouvir as partes envolvidas.
Pré-julgamento como forma
de alimentar sensacionalismo,
também não é exercício
de cidadania, nem preservação da honra!
Todos amamos o Liceu apaixonadamente, independente de tempo
e espaço!
Por issso mesmo, bom senso, serenidade,
solidariedade,
lucidez e equilíbrio é tudo que a comunidade
liceísta precisa neste momento!
É o mínimo que podemos oferecer ao nosso amado, por tudo "que fez" e ainda faz
pela educação (vejam resultado do último ENEM)!
Ao companheiro Fernando Leite, obrigada pela isenção e ética na postagem!
Aos amigos que não postaram, a certeza de que muitos liceístas se sentiram reconfortados pelo
silêncio!
Ao meu "guru" Sérgio Provisano, um puxão de orelhas, portador da certeza de que o nosso
hino continua de pé e entoado, em nossas almas, a todo instante como grito de resistência
na defesa implacável de nossos ideais educacionais, morais e afetivos!
"Liceístas, sempre avante
pela glória do Liceu!"
A todos, um forte abraço. Cristina Lima

FELIZ DIA DO AMIGO!!!

AOS MEUS AMIGOS E AMIGAS

Neste dia, não poderia furtar-me de escrever pra você.
Que é minha amiga de longa data,
Ou que me conheceu faz pouco tempo,
Que participa da minha vida ativamente,
Ou está ligado à mim, apenas pelo coração.
Amiga não se classifica,
Amiga não se descarta,
E cada uma que chega,
A seu jeito, do seu modo,
Eu recebo com o mesmo sentimento de sempre,
Admiração e gratidão.
Grata por Deus ter posto em meu caminho,
Pessoas que sempre me elevam a alma,
Sejam minhas amigas de infância,
Ou as que conheci agora já adulta.
Aquelas que me ensinaram tantas coisas,
Foram minhas professoras, conselheiras,
E também meus queridos alunos que me estimulam,
Quando retribuem minha dedicação ao ensino com seus sorrisos
E me encantam com seu carinho.
As amigas da vida "orkútica",
Que crescem a cada momento,
Nas mensagens básicas do cada à dia,
Sempre percebo algo de belo e com encantamento.
As amigas que pensam igual,
E a todas as que pensam diferente,
Ser amiga é dar liberdade à mente,
E deixar a mente livre pra ser amiga também.
Meus pais, amigos que a vida me deu de presente,
Irmãos que me compreendem,
Amiga, seja de onde for,
E de que modo chegou na minha vida,
Só posso lhe dizer:

SEJA BEM VINDA E MUITO OBRIGADA!
Autor Desconhecido

segunda-feira, 19 de julho de 2010

EDUCAÇÃO EM XEQUE

Em menos de dez dias a educação pública volta a ocupar as manchetes dos meios de comunicação nacional devido ao baixo desempenho dos alunos da rede pública de ensino.

Primeiro foi o resultado do IDEB que denunciou as péssimas condições para a aprendizagem na educação básica em que os municípios com maiores recursos financeiros figuram dentre os piores avaliados. Campos dos Goytacazes, por exemplo, ficou em último lugar com média 3,3.

Agora é o resultado do ENEM onde o ensino médio de 97,8% das escolas estaduais apresentam notas abaixo da média, caracterizando o descaso dos governantes com a educação dos jovens em nosso país.

As escolas estaduais apresentam o pior desempenho no ENEM sinalizando que o governo tem ofertado ensino de péssima qualidade por falta de políticas públicas para superação deste quadro. Os profissionais de educação estão constantemente mobilizados para denunciar esta dramática situação.

No que tange o estado do Rio de Janeiro as autoridades do governo estão cientes disto. Não foram poucas as audiências públicas entre a comissão de educação da ALERJ, representantes da SEEDUC, Administração e representantes da categoria da educação estadual para cobrar ações do governo com vistas a superação das mazelas existentes na educação.

O Estado deve retomar o seu compromisso com a educação pública, gratuita e de qualidade que deve ser para todos. Que futuro terá esta nação se o filho do trabalhador nasce fadado ao abandono em relação a sua formação integral?

Será justo a educação integral ser tratada como uma mercadoria de luxo a qual somente uma minoria de crianças e jovens tem acesso através da rede privada?

Ah! Não me venham falar de royalties! Onde tem sido investidos estes fartos recursos se a escola pública está falida?

É necessário retomar com urgência a valorização da escola pública. Investimentos consistentes são indispensáveis. De nada adianta discurso de "educação para todos" se este não passa de um blá,blá,blá, uma mentira, uma propaganda enganosa, apenas midíatica.

Assumir o devido compromisso com a educação pública de nossos jovens é tarefa inadiável. A sociedade deve estar atenta e mobilizada para cobrar dos governantes o que lhes é devido:
EDUCAÇÃO PÚBLICA, DE QUALIDADE E GRATUITA PARA TODOS!!!
Tenho dito.

CRIME DO ESTADO

Fiquei horrorizada com a morte de mais um inocente, vítima de bala perdida dentro da sala de aula. O menino Wesley de apenas 11 anos foi apenas mais uma vida ceifada brutalmente, dentre muitas outras, nesta guerra urbana no Rio de Janeiro.

Não há nenhuma palavra que possa ser dita à este pai e à esta mãe que possa aplacar a dor da perda de um filho numa situação assim.

Além disso é um absurdo as notícias veiculadas em jornais sobre a troca de farpas entre o governador e o comando da PM. Não há entre estes quem seja menos culpado do que outro. A política de segurança pública há muito apresenta falhas que a cada dia se mostram irremediáveis. É necessário que se discuta com responsabilidade o papel da Polícia Militar e as implicações que o seu caráter repressor tem trazido para a sociedade.

Ou se faz isto ou continuaremos a contabilizar mortos inocentes cujo único "crime" é ser pobre e morar em áreas onde a presença do Estado só é percebida num evento lamentável como o que ocorreu com Wesley. Neste sentido, podemos dizer que o crime é do Estado pela sua incapacidade de oferecer à população um direito precípuo e constitucional que é o da SEGURANÇA PÚBLICA.

domingo, 18 de julho de 2010

ASSÉDIO MORAL É CRIME!!!

do BLOG CLÁUDIO ANDRADE

E-MAIL RELATA SITUAÇÃO DE AGENTE PÚBLICA DE ESCOLA MUNICIPAL VÍTIMA DE ASSÉDIO MORAL

"Adoeci por causa do tratamento da atual Diretora da E. M. P. C. B, não só comigo, mas com todos funcionários.Um tratamento que nem bichos merecem, quanto mais seres humanos! Uma diretora autoritária, nem um pouco democrática e que pisa nas pessoas como se fossem pano de chão.

Afirmo que não estou falando de uma pessoa inexperiente na área, é formada e tem um currículo apreciável, mas de que vale o seu diploma, se não existe Democracia,Respeito e Humanidade dentro da escola????
Até entendo que eleição de diretores não seja constitucional, mas entendo que os Vereadores deveriam indicar para direção de escola ou creche, pessoas que mesmo não sendo diplomadas,fossem pessoas conscientes de seus atos, que pudessem respeitar os direitos dos funcionários e que lutassem por QUALIDADE nas escolas. E não pessoas que cometam insanamente o ASSÉDIO MORAL no local de trabalho, pois foi isso que sofri!"

Eu repudio a atitude dessa Diretora covarde que cometeu atos monstruosos, como já mencionei, não só comigo,mas com todos da escola, defendo que funcionários não são obrigados a praticarem o que não é de seu agrado e que sejam respeitados!!
Tenho certeza que a Prefeita que estava no cargo e nem tão pouco o Prefeito interino ,tenham conhecimento desse ato que prejudica tanto o funcionalismo na Educação, que é o AUTORITARISMO E O ASSÉDIO MORAL cometido por Diretoras que se acham DEUSES, apenas pelo peso de sua indicação política!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

Comentário da blogueira:

O relato da servidora municipal traduz uma realidade que causa indignação e repulsa ao estado de vulnerabilidade que se encontram os profissionais de educação da rede municipal de Campos, sujeitos aos descalabros de diretores de escola indicados por vereadores onde infelizmente o ASSÉDIO MORAL é fato recorrente que deve ser DENUNCIADO ao sindicato da categoria (SEPE).

ELEIÇÕES DIRETAS para diretores de escola é uma luta antiga dos profissionais de educação.

Há uma grande resistência da parte do governo em atender esta reivindicação devido ao verdadeiro loteamento político que a indicação de diretores representa para os vereadores que usam deste artificio para manter seus cabos eleitorais. As(os) diretoras(es) indicadas(os) são obrigadas(os) no período eleitoral a fazer campanha para o vereador que a(o) indicou.

Não há nenhum impedimento para o governo que tenha compromisso com educação de qualidade em respeitar a escolha de diretores indicados pela comunidade escolar. A comunidade escolar elege de maneira democrática os diretores de escola e o prefeito(a) nomeia, onde está a inconstitucionalidade nisto?

Diretores devem ser da confiança da comunidade escolar (professores, funcionários, alunos e pais de alunos) e não de vereadores, prefeitos, etc. Uma das razões para o baixo aproveitamento das escolas de Campos apontados pelo resultado pífio no IDEB é com certeza a falta de democracia dentro do espaço escolar, com direções indicadas.

Uma vergonha!!!




SUPERAR A IDEOLOGIA DO CAPITALISMO


A situação atual do nosso país é critica. Primeiro pelo processo de conformidade que enfrentamos. Pois a maioria da população acredita, por meio do senso comum, que vivemos um governo de esquerda, e o pior, que as conquistas simples que já foram atingidas são o máximo que conseguiríamos alcançar. Segundo, por estarmos às portas de uma nova eleição presidencial que decidirá, em termos macro, a política social-econômica do país, com a polarização de duas candidaturas que no fundo são irmãos siameses, pois em sua essência, os projetos políticos para o Brasil são os mesmo, acelerar a exploração capitalista no país e diminuir ainda mais os direitos da classe trabalhadora com ações de caráter assistencialista, que camuflam o problema ao invés de resolver. E terceiro e último questionamento se dá pela conjuntura adversa que vive as organizações revolucionárias, que enfrentam uma crise organizacional, pois os ataques da ideologia neoliberal nas últimas décadas causaram crises que resultaram nesse processo que desestabilizou a classe trabalhadora, com ataques constantes das forças reacionárias.

Hoje, o que se apresenta como alternativa digna para superar a ideologia dominante do Capital é a candidatura do PCB. Pois não se prende a imagem personalista dos caciques territoriais, mais sim, em uma proposta de reorganização da sociedade brasileira, levando em conta as necessidades reais da classe trabalhadora contra o Capital. Apresenta uma proposta de democracia direta, conclamando o Poder Popular, trazendo de forma singular o debate sobre a extinção do Senado, por entender que o sistema unicameral poderá ser mais eficiente para o desenvolvimento e execução das demandas da sociedade, para agilizar os encaminhamentos de projetos de lei. Além de propor e defender a reforma agrária e a autonomia dos movimentos sociais e o internacionalismo proletário.

Em um mundo tão complexo, onde o capitalismo já assumiu no Brasil a sua forma monopolista, associada ao grande Capital imperialista internacional, o PCB como organização revolucionária propõe uma revolução socialista, exigindo o respeito que a classe trabalhadora merece, e apontando o caminho que a classe trabalhadora deve seguir para construir uma nova sociedade, onde as mulheres serão mais respeitadas, as crianças terão seus direitos assegurados, a reforma agrária irá ser realizada, onde a jornada de trabalho será reduzida para garantir uma sociedade do pleno emprego (projeto que só os comunistas têm coragem de propor).

É por isso que votarei nos candidatos do PCB, por saber que mesmo em uma conjuntura adversa, existem pessoas que acreditam na transformação e lutam para mudar a sociedade, pois o PCB é a interpretação de Marx nas Teses de Feuerbach, não queremos entender o mundo, pois muitos já entenderam, o que queremos na verdade é mudá-lo.

Antonio Alves – Educador Social e Estudante de Jornalismo
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sábado, 17 de julho de 2010

RUPTURA É A PALAVRA DE ORDEM

Aconteceu hoje à tarde a segunda reunião de partidos políticos em Campos tendo como objetivo discutir a conjuntura municipal com vistas a ruptura do modelo político instalado há 20 anos, pautados até então pelo populismo, assistencialismo e clientelismo.

Como observador o PCB se fez presente na reunião de hoje e a avaliação é que a iniciativa é positiva. Pareceu unificado o sentimento de todos os representantes de partidos presentes à reunião que o rompimento com práticas atrasadas é inevitável e urgente. Este foi exatamente nosso posicionamento nas últimas eleições municipais razão pela qual o PCB lançou candidatura própria em 2008.

Não havia naquele momento possibilidade de alianças partidárias já que a maioria dos partidos àquela época estavam alinhados em torno das candidaturas polarizadas. E desde então temos sido intransigentes em denunciar a necessidade de ruptura não só com o modelo de gestão municipal como também de outras esferas de poder.

Não nos furtaremos em participar de quaisquer iniciativas que visem a ruptura necessária com o atraso a fim de oferecer ao povo campista as garantias de qualidade de vida e desenvolvimento social.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

PLEBISCITO PELO LIMITE DE TERRA

O Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra será o ato concreto do povo brasileiro contra a concentração de terras no país, que é o segundo maior concentrador do mundo, perdendo apenas para o Paraguai. Esta consulta popular é fruto da Campanha Nacional pelo Limite da Propriedade da Terra, promovida pelo Fórum Nacional da Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA) desde o ano 2000.

A campanha foi criada com o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira sobre a necessidade e a importância de se estabelecer um limite para a propriedade. Mais de 50 entidades, organizações, movimentos e pastorais sociais que compõem o FNRA estão engajadas na articulação massiva em todos os estados da federação.

Cada cidadã e cidadão brasileiro será convidado a votar entre os dias 01 e 07 de setembro, durante a Semana da Pátria, junto com o Grito dos Excluídos, para expressar se concorda ou não com o limite da propriedade. O objetivo final é pressionar o Congresso Nacional para que seja incluída na Constituição Brasileira um novo inciso que limite a terra em 35 módulos fiscais, medida sugerida pela campanha do FNRA. Áreas acima de 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público e destinadas à reforma agrária.

Agricultura Familiar= até 4 módulos rurais

RS, SP, MG, PE, BA: 1 módulo = 5 hectares

Logo, 35 módulos nestes estados = 175 hectares

No sul, atualmente, existem 900 mil famílias vivendo no regime de "Agricultura Familiar", que tem a agricultura como a principal renda. Todas com no máximo 4 módulos rurais.

Para se ter uma idéia do que isso representa:

Em SP atingiria 2% dos donos das terras que estão acima dos 35 módulos, mas representaria 38,5% de toda a área do estado.

Em MG atingiria 0,8% , mas representaria 27,6% de toda a área do estado.

Em MS e MT atingiria 9% , mas representaria mais de 70% de toda a área dos estados.
No AM atingiria 1,2%, o que representa 81%.

Na BA 0,4%, representando 35% da área total baiana.

Por que limitar as propriedades de terra no Brasil?

Porque a pequena propriedade familiar:
  • Produz a maior parte dos alimentos da mesa dos brasileiros: toda a produção de hortaliças, 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo; 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves.
  • Emprega 74,4% das pessoas ocupadas no campo (as empresas do agronegócio só empregam 25,6% do total.)
  • A cada cem hectares ocupa 15 pessoas (as empresas do agronegócio ocupam 1,7 pessoas a cada cem hectares).
  • Os estabelecimentos com até 10 hectares apresentam os maiores ganhos por hectare, R$ 3.800,00.
Enquanto a concentração de terras no latifúndio e grandes empresas:
  • Expulsa as famílias do campo, jogando-as nas favelas e áreas de risco das grandes cidades;
  • É responsável pelos conflitos e a violência no campo. Nos últimos 25 anos,
    • 1.546 trabalhadores foram assassinados e houve uma média anual de
    • 2.709 famílias expulsas de suas terras!
    • 13.815 famílias despejadas!
    • 422 pessoas presas!
    • 765 conflitos diretamente relacionados à luta pela terra!
    • 92.290 famílias envolvidas em conflitos por terra!
  • Lança mão de relações de trabalho análogas ao trabalho escravo. Em 25 anos 2.438 ocorrências de trabalho escravo foram registradas, com 163 mil trabalhadores escravizados.
Cartilha:
http://www.limitedaterra.org.br/arquivos/cartilha_visualizacao.pdf

ONDE FORAM PARAR OS RECURSOS DOS ROYALTIES???

Municípios que mais ganham indenização pela exploração de petróleo amargam mau resultado na avaliação do MEC. Já cidades que recebem menos se destacam

POR CELSO OLIVEIRA

Rio - O dinheiro que jorra dos poços e cai nos cofres das 12 cidades fluminenses com maior receita dos royalties do petróleo não foi suficiente para ajudá-las no investimento em Educação. Quase todas tiveram notas baixas no Ideb, divulgado semana passada pelo MEC. Apenas Rio das Ostras ficou acima da média estadual nos dois ciclos do Ensino Fundamental. Em contrapartida, as 12 cidades com menos recursos do setor petroleiro deram aula de qualidade no Ensino Básico, superando as metas. Já no Ensino Médio, o estado todo teve desempenho pífio.


Edjane, 24 anos, estudou a vida toda na rede pública e sentiu dificuldades, mas vai se formar em Pedagogia | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia


Encabeçando a lista de municípios com maior participação dos royalties, com crédito neste ano de R$ 248,4 milhões, Campos tirou nota 3,3 no primeiro (de 1º a 5º ano) e 3,1 no segundo segmento (6º a 9º) — a escala do Ideb vai de 0 a 10 e as médias estaduais foram 4,7 e 3,8. Há dois anos, na segunda avaliação do Ideb, a maior produtora de petróleo do País já tivera desempenho ruim, com média 2,9, a menor entre as cidades mais ricas da região.

A secretária de Educação de Campos, Joilza Rangel, culpa as administrações anteriores pelo desempenho das escolas municipais e cita também as enchentes do ano passado, que comprometeram a estrutura de todas as 240 unidades.

“Estamos com pouco tempo de governo para recuperar uma rede que foi completamente abandonada. E o dinheiro dos royalties está sendo bem aplicado, sim, tanto que 169 escolas já estão concluindo suas reformas”, afirmou.



Macaé, que levou R$ 178,5 milhões de royalties, só conseguiu ultrapassar a média estadual no primeiro ciclo, com nota 5,0, mas tirou 3,7 no outro segmento. Marilena Garcia, secretária de Educação, reclama da evasão escolar. “Numa cidade com grande fluxo de alunos de outros estados, vindos com os pais em busca de emprego, sua curta permanência afeta nosso desempenho”, alegou.

Proposta pedagógica ruim só piora falta de recursos

Para a professora e ex-secretária municipal de Educação do Rio Regina de Assis, a falta ou aplicação incorreta de recursos não são a única razão da derrapada de alguns municípios na avaliação do MEC. “Há muito tempo o ensino no estado sofre sem proposta pedagógica consistente e capacitação de professores”, afirma.

“Essa situação só vai melhorar quando os secretários municipais forem profissionais do ramo e não só administradores. É preciso investir em carreira e salário, na infraestrutura das escolas e sua gestão”, sugere.

Ensino Médio herda erros de gestão

As escolas de Ensino Médio do Rio também obtiveram nota vermelha no Ideb 2009. O índice 2,8 foi o segundo pior do país, atrás só do Piauí. Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o resultado foi reflexo do longo tempo de carência de professores e da aprovação automática, já extinta.

Prestes a se formar em Pedagogia na Uerj, Edjane Silva, 24, sempre estudou em escola pública, mas venceu as barreiras em nome do sonho da profissão. Filha de retirantes nordestinos muito pobres, passou por duas escolas municipais e uma estadual em Santa Cruz, sem conseguir base para o vestibular. “O ensino sempre foi ruim. Se não fosse o pré-vestibular comunitário que fiz e a perseverança, não teria conseguido”, conta.

Na contramão, Aperibé faz o dever de casa

Distante 262 quilômetros da capital, com pouco mais de 8 mil habitantes, a pequena Aperibé, no Noroeste Fluminense, mostrou que com pouca verba também é possível fazer bem a lição de casa. O município foi o único com média acima de 6 no Ideb, antecipando em 12 anos a meta que o MEC previu para 2022.

As escolas de lá tiraram 6,1 e 4,2 no primeiro e segundo ciclo. Tudo isso com apenas R$ 1,8 milhão dos royalties.

“A excelência dos nossos professores é a principal responsável por esse resultado, construído ao longo de muitos anos. Se o profissional é dedicado, ele dá aula até debaixo de uma árvore”, acredita a secretária de Educação da cidade, Cássia Rosane Amim Pontes.

(...)

FONTE: O DIA

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CÂMERA INDISCRETA NO LICEU DE HUMANIDADES DE CAMPOS

Ganhou repercussão nacional a denúncia de uma aluna e sua família de que no Liceu de Humanidade de Campos há câmeras instaladas por toda a escola inclusive nos banheiros.

Para desvelar esta questão é importante dizer que a situação de violência nas escolas é algo crescente deixando em estado de vulnerabilidade tanto alunos quanto professores. A violência que chega à escola é, na maioria das vezes, um reflexo das mazelas sociais, da desestruturação familiar e ausência de políticas públicas para a educação.

Ora, o resultado do IDEB não deixa margem de dúvidas de que o Estado tem se eximido do seu papel. No meu tempo de estudante no IEPAM, lembro-me bem do papel importante do inspetor de alunos. Sempre foram estes profissionais que monitoravam os alunos mais afoitos e adotavam os procedimentos necessários à manutenção da disciplina no âmbito do espaço escolar. Inclusive davam suporte ao professor quando este se deparava com a indisciplina dentro da sala de aula.

Quem da minha época de IEPAM não se lembra das presenças marcantes de Dona Romélia, Dona Ilma,Lenalda, Teresa, Srº.Amilar , Srº.João, etc ? Estes e outros percorriam os corredores, o pátio, e tinha também inspetores responsáveis pela disciplina nos banheiros. Neste mesmo período, era assim também no Liceu.

Hoje a figura do inspetor de alunos é quase inexistente porque a SEEDUC , nos últimos anos, tem adotado uma política de acabar com a presença dos funcionários administrativos no interior das escolas. Concursos públicos para atender este setor já não são realizados há muitos anos. Os poucos estatutários que ainda trabalham na rede estão próximos da aposentadoria sobrecarregados de trabalho e sendo substituídos precariamente por funcionários terceirizados em número insuficiente.

E aí está o resultado desta falta de sensibilidade da SEEDUC. Os diretores de escolas no afã de preencher esta lacuna buscam na instalação de câmeras a tentativa de obter um controle mínimo no cotidiano da escola e hoje experimentam o dissabor da exposição do Liceu a nível nacional.

Qualquer acontecimento dentro do espaço escolar é a escola e quem responde por ela os primeiros a serem imediatamente responsabilizados. Cabe ao gestor garantir além da aprendizagem aos alunos a sua integridade física e segurança. Como dá conta disso sem material humano suficiente para acompanhar estes alunos?

A educação não se faz "com cuspe e giz", com climatização, com conexão professor, com distribuição de laptops à custa dos salários rebaixados dos professores, distante de políticas relevantes que garantam qualidade para o corpo docente e discente . Nem tão somente com professores e diretores de escola. São igualmente indispensáveis as presenças dos INSPETORES DE ALUNOS, MERENDEIRAS, COORDENADORES DE TURNO, AUXILIARES DE SERVIÇOS GERAIS, VIGIAS, ASSISTENTES SOCIAIS E PSICÓLOGOS concursados para ocupar os postos de trabalho.

Não concordo com a instalação de câmeras, penso que elas devem ser retiradas, entretanto, NENHUM dos profissionais de educação do LICEU DE HUMANIDADE DE CAMPOS devem ser criminalizados mas, cabe sim à sociedade se mobilizar para exigir do estado e da SEEDUC que cumpram o seu papel.

terça-feira, 13 de julho de 2010

A MENTIRA NA HISTÓRIA E A COMPREENSÃO DA CRISE

por Miguel Urbano Rodrigues

O capitalismo atravessa uma crise estrutural para a qual não encontra soluções.

Para que os povos se mobilizem na luta contra o sistema que os oprime e ameaça já a própria continuidade da vida na Terra, é indispensável a compreensão do funcionamento da monstruosa engrenagem que deforma o real, impondo à humanidade uma Historia deformada , forjada pelo capitalismo para lhe servir os interesses.

Essa compreensão é extraordinariamente dificultada pela maquina de desinformação mediática controlada pelas grandes transnacionais. Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação; mas em época alguma esteve tão desinformada. Nesta era da informação instantânea , as forças do capital estão conscientes de que a transformação da mentira em verdade é cada vez mais imprescindível à sobrevivência do capitalismo.

A LÓGICA DAS CRISES

No esforço para enganar e confundir os povos, a primeira mentira é inseparável da afirmação categórica , difundida através de um bombardeamento mediático, de que nos EUA irrompera uma grave crise ,definida como financeira, resultante de especulações fraudulentas no imobiliário. Obama e os sacerdotes de Wall Street reconheceram a cumplicidade da banca e das seguradoras quando surgiram falências em cadeia, mas garantiram que o tsunami financeiro seria superado através de medidas adequadas. Trataram de ocultar que se estava perante uma crise profunda do capitalismo, de âmbito mundial.

A simulação da surpresa fez parte do jogo.

O Presidente dos EUA e os senhores da finança mentiram conscientemente.

As grandes crises mundiais raramente são previstas e anunciadas com antecedência. Mas quando se produzem não surpreendem. Inserem-se na lógica da Historia.

Isso aconteceu ,por exemplo, após a II Guerra Mundial. A Aliança que fora decisiva para a derrota do III Reich não poderia prolongar-se . Era incompatível com as ambições e o projecto de dominação do capitalismo.
A dimensão da vitoria ,ao eliminar a Alemanha como grande potencia militar e económica, gerou uma situação potencialmente conflitiva.

A partilha dessa dramática herança foi feita, numa atmosfera de aparente cordialidade, nas Conferencias de Teerão e Yalta. Mas, quando os canhões deixaram de disparar, Washington e Londres logo se entenderam para criar tensões incompatíveis com o respeito dos compromissos assumidos.
A Guerra Fria foi uma criação dos EUA e do Reino Unido. Derrotado um inimigo ,o fascismo , o imperialismo precisava de inventar outro. A tarefa não exigiu muita imaginação. Os slogans que nas duas décadas anteriores apresentavam o comunismo como ameaça letal à democracia foram rapidamente retomados.

Como os povos estavam sedentos de paz, uma gigantesca campanha de falsificação da História foi desencadeada para persuadir no Ocidente centenas de milhões de pessoas de que a União Soviética configurava um perigo para a humanidade democrática. Essa ofensiva contribuiu decisivamente para dissipar as esperanças geradas pelas Nações Unidas e o discurso humanista sobre uma paz perpétua.

A chamada Guerra Fria nasceu dessa mentira. O famoso discurso de Fulton, quando Churchill carimbou a expressão Cortina de Ferro para caracterizar a imaginaria ameaça soviética, foi previamente discutido com a Casa Branca. O medo da «barbárie russa» abriu o caminho à Doutrina Truman e à NATO.

Não foi a URSS quem tomou a iniciativa de romper os acordos assinados pelos vencedores da guerra.

Cabe recordar que, somente após o afastamento dos comunistas dos governos da França e da Itália , os ministros anticomunistas deixaram de integrar governos de países do Leste europeu.

É também significativo que os historiadores norte-americanos e ingleses –com raríssimas excepções omitam que a implantação de regimes alinhados com a União Soviética se concretizou na Europa sem recurso à força armada enquanto na Grécia – pais situado na zona de influencia inglesa - o exercito de ocupação britânico desencadeou uma violenta repressão quando os trabalhadores revolucionários estavam prestes a tomar o poder. Foram então abatidos milhares de comunistas gregos para garantir a sobrevivência de uma monarquia apodrecida ,mas os media ocidentais ignoraram esses massacres. O tema era incomodo.

O tão comentado plano russo de «conquista e dominação mundiais» não passa de um mito forjado em Washington e Londres para criar o alarme e o medo propícios à criação da NATO como «aliança defensiva» capaz de se opor «à subversão comunista».E a arma atómica passou a ser usada como instrumento de chantagem.

Na realidade, a URSS , a quem a guerra custara mais de 20 milhões de mortos(a maioria homens de menos de 30 anos) , precisava desesperadamente de paz para se reconstruir. As hordas nazis tinham devastado as zonas mais desenvolvidas e industrializadas do pais. Como poderia desejar a guerra e promover o «expansionismo comunista» uma sociedade nessas condições?

A agressividade vinha toda dos EUA que tinham sido enriquecidos por uma guerra que não atingiu o seu território e na qual as suas forças armadas sofreram perdas muito inferiores às do seu aliado britânico.

A Grã Bretanha, cujo império principiava a desfazer-se , ligou, porem, o seu destino ao colosso americano. Os elogios ao aliado russo , antes frequentes, foram substituídos por insultos e calunias. Aos jovens de hoje parece quase inacreditável que Churchill, o inventor da Cortina de Ferro, meses antes do final da guerra, tenha afirmado « não conheço outro governo que cumpra os seus compromissos (…) mais solidamente do que o governo soviético russo. Recuso-me absolutamente a travar aqui uma discussão sobre a boa fé russa» (Citado por Isaac Deutscher em Ironias da História ,pag 184, Civilização Brasileira ,Rio de Janeiro 1968).

Assim falava o primeiro ministro do Reino Unido pouco antes de transformar o aliado que tanto admirava em ogre que ameaçava o mundo…

MESMA HIPOCRISIA
NUMA CRISE MUITO DIFERENTE

Desagregada a União Soviética e implantado o capitalismo na Rússia , o imperialismo sentiu a necessidade de reinventar inimigos para justificar novas guerras . E eles foram rapidamente fabricados. Surgiu assim «o eixo do mal ». Pequenos países como Cuba, o Iraque e a Coreia do Norte , metamorfoseados em potencias agressoras , foram apresentados como «ameaça à segurança» dos EUA e dos seus aliados. Um homem, Osama Bin Laden, foi guindado a «inimigo numero um» dos EUA. O Afeganistão ,onde supostamente se encontrava, foi invadido, vandalizado e ocupado. Bin Laden ,aliás, não foi sequer localizado. Permanece vivo, em lugar desconhecido. Mas a sua organização, a fantasmática Al Qaeda, é responsabilizada como a fonte do terrorismo mundial.

Seguiu-se o Iraque. Durante meses , a maquina mediática dos EUA inundou o mundo com noticias sobre «as armas de extinção massiva» que Sadam Hussein teria acumulado para agredir a humanidade. O secretario de Estado Colin Powell declarou perante o Conselho de Segurança da ONU que Washington tinha provas da existência desse arsenal de terror. O britânico Tony Blair garantiu que também dispunha dessas provas.

O Iraque foi invadido, destruído, saqueado e, tal como o Afeganistão, permanece ocupado. Mas Bush e Blair acabaram por reconhecer que, afinal, as tais armas de extinção massiva não existiam.

Entretanto, o complexo militar industrial dos EUA agigantou-se. O Orçamento de Defesa do país é o maior da Historia.

Agora chegou a vez do Irão. O berço de uma das mais importantes civilizações criadas pela Humanidade é a mais recente ameaça à «segurança dos EUA». A Agencia Internacional de Segurança Atómica não conseguiu encontrar qualquer prova de que o país esteja a utilizar as suas instalações nucleares com o objectivo de produzir armas atómicas. Com o aval do Brasil e da Turquia ,o governo de Ahmanidejah comprometeu-se a que o seu urânio seja enriquecido no exterior com fins pacíficos. Mas Washington acaba de impor, através do Conselho de Segurança da ONU, novas sanções a Teerão . Mais: o presidente dos EUA ameaçou já utilizar armas atómicas tácticas contra o país se ele não se submeter a todas as suas exigências.

Isto acontece quando Obama se viu forçado a demitir o comandante chefe norte-americano no Afeganistão na sequencia de uma entrevista na qual o general Mc Chrystal – alias um criminoso de guerra – (v.artigo de John Catalinotto em odiario.info, 12.7.2010)criticou duramente o Presidente e esboçou um panorama desastroso da politica da Casa Branca na Região.

ENTRE A FARSA E A TRAGÉDIA

Diariamente, os grandes media norte-americanos repetem que a crise foi praticamente superada nos EUA graças às medidas tomadas pela Administração Obama. É outra grande mentira. A taxa de desemprego mantém-se inalterada e a situação de dezenas de milhões de famílias é critica.

É suficiente ler os artigos sobre o tema de Prémios Nobel da Economia, alias empenhados na salvação do capitalismo – Joseph Stiglitz e Paul Krugman, por exemplo- para se compreender que a situação, longe de melhorar, pode eventualmente agravar-se.

Não é a taxa do PIB que lhe define o rumo, porque a crise ,global,é do sistema e não apenas financeira.

Os discursos do Presidente contribuem para confundir os cidadãos em vez de os esclarecer. Persistem contradições entre a Casa Branca e a finança . Mas elas resultam de os senhores de Wall Street e os chairman das grandes transnacionais considerarem insuficientes as medidas da Administração que os beneficiaram . Pretendem voltar a ter as mãos totalmente livres.

A retórica presidencial não pode esconder que a estratégia de Obama visou no fundamental salvar e não punir os responsáveis por uma crise que adquiriu rapidamente proporções mundiais.

As empresas acumulam novamente lucros fabulosos enquanto os trabalhadores apertam o cinto. A desigualdade social aumenta e os banqueiros, driblando decisões do Congresso, continuam a atribuir-se prémios principescos.

O grande capital resiste alias, com o apoio firme do Partido Republicano, a todas as medidas de carácter social ,na maioria tímidas -como a reforma do sistema de saúde - que a Administração adopta (ver artigo de John Bellamy Forster,odiario.info,13.7.2º10).

É cada vez mais transparente que estamos perante uma crise do capitalismo ,sem solução previsível, embora a esmagadora maioria da humanidade não tenho tomado consciência dessa realidade.

A tentação de ampliar a escalada militar na Ásia como saída «salvadora» é muito forte, mas no próprio Pentágono generais influentes temem as consequências de um ataque ao Irão. A invasão terrestre está excluída e o bombardeamento com armas convencionais de alvos estratégicos não produziria outro efeito que não fosse uma gigantesca vaga de antiamericanisno no mundo muçulmano.

O recurso a armas nucleares tácticas é a opção de uma minoria. Essa hipótese tem sido admitida por destacadas personalidades internacionais, mas não se me afigura que possa concretizar-se.

Não obstante a vassalagem dos governos da União Europeia e do Japão , os povos condenariam massivamente uma repetição do genocídio de Hiroshima. Seria o prólogo de uma tragedia cujo desfecho poderia ser a extinção da humanidade.

Retomo assim a afirmação do inicio , tema desta reflexão. A mentira na História dificulta extraordinariamente a compreensão da crise de civilização que o homem enfrenta.

Serpa, Julho de 2010

DIA DE ROCK NO MPBar


Recado de Patrícia Bueno:
Oi, pessoal!
Roqueiros se encontram hoje, a partir das 21h, no MPBar, em homenagem ao Dia Mundial do Rock!
Aguardamos vocês.
O endereço vocês já sabem: Alonso Coelho da Silva, 34. Esquina com Major Euclides Maciel.
Até lá!

RESPEITO AOS MÉDICOS !!!

O prefeito Nelson Nahin, durante sua entevista no Programa de Olho na Cidade, incorreu numa falha grave ao dizer:

A minha ordem é " médico que não quer trabalhar manda para casa".

Onde estava o prefeito, hoje em exercício, quando recentemente a prefeita cassada teve a infelicidade de iniciar uma perseguição aos médicos e estagiários de medicina?

Todos sabemos com os médicos sofrem com as péssimas condições de trabalho nos Hospitais e Postos de Saúde do município de Campos. Fatos recentes tiveram a intenção de criminalizar os médicos e agentes de saúde pela deficiência e falta de investimentos na área.

O prefeito ao mesmo tempo em que admite o caos na saúde em outro ataca os médicos. Afirmar que "existe médico que não quer trabalhar" é ASSÉDIO MORAL e sobretudo desrespeito ao trabalhador, o que é inadmissível!

EDUCAÇÃO: SIM!!!

Em determinado ponto da entrevista no Programa De Olho na Cidade, hoje pela manhã, o prefeito Nelson Nahin afirmou que " não é de competência da Prefeitura a responsabilidade com o ensino superior de Campos. Quem já possui bolsa não será prejudicado, entretanto, tudo que é de graça perde o valor. O beneficiário tem que dar a contrapartida, logo depois de dois anos há necessidade de devolução em dois anos."

Ora prefeito, a educação é responsabilidade do município sim! Educação não é um jogo de pingue pong, com a bola sendo lançada de um lado para outro.

O município de Campos investe pouco em educação daí o resultado vergonhoso no IDEB. Campos foi o último colocado no ranking do municípios. Um absurdo! Não foi por falta de denúncias do descaso com a educação do nosso município.

Quanto ao investimento no ensino superior o município deve universalizar o acesso dos jovens na Universidade Pública, para tanto dever traçar políticas para garantir este acesso para muito além da oferta de bolsas destinadas à rede privada.

Já é tardia a hora do município de Campos ter uma UNIVERSIDADE PÚBLICA MUNICIPAL, criando vagas para atender a demanda reprimida em cursos que não são ofertados pelas instituições existentes.

O prefeito em exercício ao falar sobre educação deve adotar a postura de respeito que o tema merece.

"ENCONTREI DADOS ANORMAIS NA SAÚDE"

DO BLOG DE CLÁUDIO ANDRADE

NAHIM DIZ: "ENCONTREI DADOS ANORMAIS NA SAÚDE"

O Prefeito interino Nelson Nahim foi entrevistado hoje no Programa de "Olho na cidade". Leiam os melhores momentos.



"Quem não quizer fazer o que eu determinar, melhor que "pegue o boné e saia".


SAÚDE

HGG

O tema mais discutido foi a saúde. Nelson disse que não existem problemas sérios no HGG e sim questões judiciais que impedem acertos. Disse ele: "impossível termos tão poucos pediatras". Estive com o diretor do hospital e disse: " se vira Otávio". A minha ordem é " médico que não quer trabalhar manda para casa".



"se vira Otávio Cabral"

" médico que não quer trabalhar manda para casa"


HFM

Existe um problema de leitos no Hospital Ferreira Machado. A população não pode ficar 'rodando' dentro de ambulâncias sem ter onde ser atendido. Quero dizer que não posso contratar médicos, pois há questões jurídicas que me impedem.

PSF

O problema do PSF é jurídico. "O concurso público não deveria ter sido feito de forma atabalhoada. O certame não deveria ter sido realizado sem que houvesse a certeza de uma dotação orçamentária prévia. "

"uns recebem vinte reais para pagar os médicos e repassam apenas oito, pois o restante investem em obras"

REPASSE DOS HOSPITAIS CONVENIADOS

Quero dizer que a "Emergência em Casa" será estendida para o distrito de Travessão". Outra questão séria que foi abordada por Nahim, refere-se aos repasses da Prefeitura para os hospitais conveniados. Nahim disse que soube que alguns desses estabelecimentos de saúde não pagam os médicos como deviam.

Disse ele: "uns recebem vinte reais para pagar os médicos e repassam apenas oito, pois o restante investem em obras". Quero conversar com os profissionais de saúde para saber qual o real motivo de tanta má vontade.

ORDENS PARA PAULO HIRANO

O Prefeito interino deixou bem claro a sua preocupação com a área de Saúde. Em determinado momento da entrevista ele disse" falei para Hirano que não pode faltar remédio. A população não pode esperar mais de sete dias para ser contemplada".

AVISO AOS SECRETÁRIOS

O Prefeito interino foi muito direto, quando foi questionado acerca de sua relação com os secretários. Disse ele: "Quem não fizer o que eu determinar "pegue o boné e saia". "Niguém vai permanecer por questões políticas e sim por competência".

BOLSAS DE ESTUDOS

O vereador e Prefeito interino Nelson Nahim relatou que não é de competência da Prefeitura a responsabilidade com o ensino superior de Campos. Quem já possui bolsa não será prejudicado, entretanto, tudo que é de graça perde o valor. O beneficiário tem que dar a contrapartida, logo depois de dois anos há necessidade de devolução em dois anos.

CÂMERAS DE SEGURANÇA

Nelson Nahim disse que está revendo a questão das Câmeras e que irá conersar com Ranulfo Vodigal na semana próxima, entretanto fez um revelação inusitada: "eu soube que a Prefeitura não pagou a última empresa".