sábado, 16 de abril de 2011

O QUE SE ESCONDE POR TRÁS DO "ALFA E BETO" ?

















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Alfabetização infantil deve ter prioridade, diz José Jorge

O senador José Jorge (PFL-PE) sugeriu que o governo eleja efetivamente a alfabetização das crianças na rede pública de ensino como a sua principal prioridade na área educacional. Ele disse que o Brasil não vem conseguindo alfabetizar adequadamente a maioria dos alunos das escolas públicas e que o PFL resolveu desenvolver um programa, envolvendo prefeitos e governadores do partido, para que os alunos sejam realmente alfabetizados até o final do primeiro ano do ensino fundamental.

Os resultados do Sistema de Avaliação de Ensino Básico (Saeb) do Ministério da Educação mostram, conforme o senador, que entre 60% e 80% dos alunos não atingem os níveis mínimos estabelecidos pelo MEC até o final da quarta série. Em aparte, o senador Cristovam Buarque (PT-DF), ex-ministro da Educação, apoiou a iniciativa e precisou os resultados do Saeb, indicando que 52% das crianças brasileiras chegam à 4ª série sem saber ler efetivamente.

O programa do PFL, intitulado ALFA E BETO concebido pelo professor João Batista Araújo e Oliveira, educador há mais de 40 anos e que já foi secretário-executivo do MEC, começou a ser implementado no ano passado em 13 municípios administrados pelo partido, tendo sido incorporado este ano às redes estaduais da Bahia e de Sergipe.
JORNAL DO SENADO

Edição de segunda-feira, 17 de maio de 2004

A LIT- Liga Internacional dos Trabalhadores- volta à carga contra Cuba em recente documento, causando novamente frisson entre as correntes socialistas

Joycemar Tejo

Para quem acompanha os debates entre as forças de esquerda, não há novidade em sua posição: consideram a Ilha uma ditadura capitalista. Um diagnóstico mais desalentador que o da própria mídia de direita. Afinal, ao menos a família Marinho ainda considera Cuba uma "ditadura comunista".

O cerne da questão aqui, que tem a atenção dos revolucionários desde a NEP soviética (NEP, coisa nenhuma; desde Marx, por exemplo, digamos, na "Crítica ao Programa de Gotha", quando o barbudo fala da nova sociedade, a socialista, "ainda carregada das marcas da velha sociedade, de cujo seio proveio") é o seguinte: até que ponto uma economia socialista pode agregar (levar consigo, seria mais exato) elementos de capitalismo, sem que deixe de ser socialista?
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Uma coisa é evidente. Não há escalas de 1 a 10, sendo 1 capitalismo "puro" e 10 socialismo "puro". Esse termômetro, que sem sombra de dúvidas facilitaria muito a tarefa revolucionária, ainda não foi inventado. O que se pode é, concretamente (isto é, de forma não-binária, atenta às mediações), observar dada experiência histórica e, com base em suas características, dar um diagnóstico mais ou menos exato (o "mais ou menos exato" e as aspas em "puro", no início do parágrafo, não são acidentais; é preciso muito cuidado com conceitos fechados, "eternos", visto que "nada dura eternamente e que o movimento, a troca, a evolução conflitual são a lei de tudo o que existe" (2)).
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Elementos de sistemas de produção diversos podem coexistir perfeitamente, sem que o principal seja descaracterizado. Pierre Villar dá como exemplo os financistas da Roma antiga e os mercadores de Veneza (ah, Shakespeare...) que, se eram uma realidade, por outro lado não eram os agentes principais da produção social de suas épocas- logo, seria impróprio falar em um capitalismo romano ou veneziano (3). O ponto nodal é esse: atentem que eu falei em "elementos" lá atrás. Temos o sistema dominante e elementos, resquícios, fragmentos, de outros- não estamos falando em sistemas híbridos, mistos, e nem poderíamos. Os diferentes sistemas de produção estão em contradição, e cedo ou tarde um será devorado. Em nível global, é fácil verificar que em um mundo hegemonicamente capitalista é evidente que a experiência socialista isolada será presa fácil (daí a premência da revolução permanente em seu aspecto horizontal, o de expansão).
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Retornemos a Cuba. Trotsky diz que "a sociedade comunista não pode suceder imediatamente à sociedade burguesa", dado o peso da herança material e cultural do passado (4). O período transicional é mais ou menos longo, conforme não o sonho ou o desejo dos revolucionários, mas as relações de base concretas. Grant, em polêmica com Cliff -que sustentava o caráter de capitalismo de Estado da URSS, em oposição ao diagnóstico trotskyano do Estado Operário degenerado- destaca que em tal período transicional categorias econômicas peculiares ao capitalismo continuarão a existir; algumas leis capitalistas irão ser aplicadas, outras revogadas (5).
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Nesse sentido, as medidas de teor capitalista tomadas em Cuba a partir do "período especial" (isto é, do soçobro da URSS em diante) estão dentro de vicissitudes inerentes ao período transicional, mormente se falando de um país isolado e materialmente desguarnecido. São, destarte, necessárias para garantir a própria existência do socialismo na Ilha. É claro que há uma contradição palpável neste argumento: o de recorrer ao capitalismo para salvar o socialismo. Por isso eu ter insistido acima, para que não deixemos brecha a nenhum oportunismo: elementos, apenas elementos. Nada mais que isso, sob pena da descaracterização da experiência. Desta forma, as medidas capitalistas em voga na Ilha podem levar Cuba, cedo ou tarde, à restauração da economia de mercado, caso adotem um ritmo vertiginoso como uma triste Perestroika caribenha; mas onde há uma possibilidade, a Liga Internacional dos Trabalhadores vê um fato consumado- daí o erro de diagnóstico.
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Sim, é contraditório usar do capitalismo, mesmo que pontualmente, para se resguardar a revolução socialista. Mas de fato, já disse Trotsky, o desenvolvimento da humanidade é muito contraditório, mas não iremos por isso renunciar ao passo à frente com receio do meio passo atrás(6). Com todas as contradições, Cuba segue. Aliás, é extraordinário que uma pequena ilha sobreviva ao cerco ianque por tanto tempo. É que, quando o extraordinário se torna cotidiano, é a revolução.
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Notas:
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(1) "Llamamos a rodear de solidaridad a los trabajadores y al pueblo cubano" - http://bit.ly/gpdu9X
(2) Jean Kessler, em introdução à "Miséria da filosofia" de Marx.
(3) Apud Théo Araújo Santiago, "Capitalismo: transições".
(4) Leon Trotsky, "A revolução traída". Ainda sobre a questão econômica (especificamente na URSS), ver o capítulo "O desenvolvimento econômico e os ziguezagues da direção", da mesma obra.
(5) Ted Grant, "Against the theory of State Capitalism"- http://bit.ly/hptEbH
(6) Leon Trotsky, "Dictatorship and revolution", de 23/ 10/ 37.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

CHARGE DE LATUFF SOBRE VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

FONTE: SEPE/RJ

Por Que Matou?

Matou porque não bebia,
Matou porque não fumava,
Matou porque não traía,
Matou porque não jogava.

Matou porque viu a mãe,
Matou porque viu a luz,
Matou porque viu o cão,
Matou porque viu a cruz.

Matou porque era o próprio,
Matou porque era o cujo,
Matou porque era o máximo,
Matou porque era tudo.

Matou porque deu manchete,
Matou porque deu polícia,
Matou porque deu comício,
Matou porque deu notícia.

Matou porque não tinha um gosto,
Matou porque não tinha um vício,
Matou porque não tinha amante,
Matou porque não tinha ofício.

Matou porque tinha um ódio,
Matou porque tinha um medo,
Matou porque tinha um fato,
Matou porque tinha um dedo.

Matou porque impossível,
Matou porque impotente,
Matou porque inaudível,
Matou porque infelizmente....
Matou porque a dor é tanta,
Matou porque a dor é surda,
Matou porque a dor não para,
Matou porque a dor não muda.

Matou porque era claro,
Matou porque era nítido,
Matou porque era óbvio,
Matou porque tava escrito.

Matou porque era a hora,
Matou porque era o dia,
Matou porque era o tempo,
Matou porque mataria.

Matou porque não sorria,
Matou porque não sonhava,
Matou porque não mentia,
Matou porque não matava.

Matou porque era fraco,
Matou porque era pouco,
Matou porque tava frio,
E matou...... porque tava morto.
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Linguagem humana tem origem na África, afirma pesquisa

REINALDO JOSÉ LOPES

GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

O continente africano, além de berço da espécie humana, também teria sido o local em que um idioma de verdade, com gramática e vocabulário complexos, foi falado pela primeira vez na história.

A ideia está sendo defendida em um novo estudo, que analisou mais de 500 línguas de todas as partes do mundo em busca do caminho que a "invenção" da linguagem teria seguido planeta afora.

Segundo o trabalho, publicado nesta semana na revista americana "Science", a variedade de fonemas --a menor unidade sonora, que permite a diferenciação entre as palavras-- altera-se conforme a localização geográfica.

A maior quantidade de fonemas se concentra no seria o "marco zero" das línguas, o centro-sul da África.

Conforme os idiomas vão se afastando dessa aparente fonte comum, eles vão ficando empobrecidos em fonemas --com menos tipos de vogais, consoantes e tons (variantes "musicais" das sílabas, comuns em línguas como o chinês, por exemplo).

quinta-feira, 14 de abril de 2011

SALVE OS VIGILANTES!!!

Luta digna de aplausos e, que deve servir de exemplo a ser seguido pelos demais trabalhadores é, sem dúvida, a dos vigilantes.

Para eles todo sucesso à esta luta que já é vitoriosa pela capacidade de mobilização da categoria.
Veja nota do Blog do Noel:
Na tarde desta quarta-feira, dia 13 de abril, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região realizou audiência de conciliação entre o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp) e sindicatos que representam os vigilantes, em greve desde o mês passado.

A paralisação atinge cidades do interior do Estado do Rio de Janeiro – entre elas, Campos e Macaé – e recentemente chegou à capital, afetando sobretudo as agências bancárias.

Durante a sessão, os representantes dos empregados reivindicaram um ganho real de 10% sobre o piso salarial da categoria. Já o sindicato patronal ofereceu aumento de 1,5%, além de correção inflacionária.

Em virtude do impasse, o desembargador Carlos Alberto Araújo Drummond, vice-presidente do TRT/RJ no exercício da Presidência da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), designou nova audiência para o dia 18/4, às 13 horas, conclamando as partes a continuarem o debate.




Trabalhadores compareceram ao prédio-sede do TRT/RJ para acompanhar a audiência. O encontro ocorreu na Sala de Sessões da Sedic.

Com o objetivo de evitar danos à sociedade, o desembargador recomendou também que os representantes dos trabalhadores intercedam para manter vigilantes nas agências bancárias.

O presidente em exercício da Sedic e a procuradora Deborah da Silva Felix, representante do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro, solicitaram ainda que o sindicato patronal examine a possibilidade de reduzir o desconto de 20% existente sobre o vale-alimentação pago aos vigilantes.

PALAVRAS DO MINISTRO DE EDUCAÇÃO

site G1


"O que acha do projeto de lei que prevê a instalação de raio-X nas escolas?
Não considero que esse seja o caminho. A cada trauma deste, nós vamos dobrar a aposta nesses mecanismos e esses mecanismos não são a solução. Eu sou francamente a favor do desarmamento da população. Acho que esse é um caminho muito mais promissor do que qualquer outro. A quantidade de armas em circulação é uma coisa inaceitável. A quantidade de crimes cometidos com armas de fogo deveria fazer o país refletir mais uma vez sobre a questão do desarmamento. Já houve debate no passado recente, mas à luz dos acontecimentos, do aumento da criminalidade, é o caso de recolocar esse assunto na ordem do dia. É por aí que nós vamos construir uma sociedade de paz e não nos armando, tentando nos proteger com meios tecnológicos que são ineficazes.

Muitos profissionais da educação falam da necessidade da presença de orientadores educacionais, assistentes sociais e psicólogos nas escolas. Como o MEC pode contribuir para que isso ocorra?
Na verdade, o MEC forma cada vez mais profissionais nas universidades. Todas as matrículas em todos os cursos no país estão em expansão, inclusive desses profissionais. Depende muito mais da organização da rede do que propriamente do Ministério da Educação, em ter serviços de acompanhamento deste tipo."

DETECTORES DE METAL NA PORTA DAS ESCOLAS

Foi aprovado um projeto de lei pela Câmara de Vereadores de Campos que prevê a instalação de detectores de metal na entrada nas escolas entretanto, o autor do projeto aprovado deveria atentar para o fato de que isso não suficiente, nem aconselhável para evitar o problema de violência nas unidades escolares do município.

Tal medida já foi posta em prática - sem sucesso - na cidade de São Paulo. Hoje os detectores instalados estão desativados devido aos transtornos causados à entrada dos alunos em suas respectivas escolas.

Além disso, é preciso estar atento ao fato de que as escolas necessitam com urgência de profissionais concursados para trabalhar. Onde faltam professores, inspetores de alunos, merendeiras, auxiliar de serviços gerais e porteiros, etc não será a instalação de detectores a garantir coisa alguma.

O Ministro de Educação já se posicionou em relação ao tema e se coloca contra quaisquer medidas neste sentido.

Cabe ao governo municipal de Campos tomar medidas urgentes, já apontadas aqui para garantir uma educação pública, gratuita, de qualidade e, com segurança.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

PRIVATIZAÇÃO NA REDE MUNICIPAL

Foi apresentado ao Conselho Municipal de Educação o panorama da distorção idade série dos alunos do 1º segmento do ensino fundamental (2010) da rede municipal de Campos.

O trabalho realizado pela equipe do departamento multiprofissional da SMEC foi excelente entretanto, a contratação de uma instituição de Belo Horizonte para a correção do fluxo escolar é algo com o qual não temos acordo. Significa terceirizar a assessoria pedagógica em detrimento da capacidade de profissionais do município para construção de um planejamento próprio.

Quando muito, poderia a SMEC recorrer à instituições de ensino superior em Campos para auxiliar nesta questão, já que aqui temos a FAFIC, UENF e IFF.

O custo de cada alun0 na contratação do Instituto Alfa Beta,de Belo Horizonte, será de R$ 140,00. O número de alunos a serem atendidos será de 8478, somando um total de R$ 11.869, 200,00.

Enquanto isso, não há valorização profissiomal para os 385 professores que participarão diretamente com os alunos inseridos neste programa, nem para os demais que convivem diariamente com problemas de violência nas escolas.

Mais um dos absurdos da SMEC.

DIRETORES DE ESCOLAS

Na reunião do Conselho Municipal de Educação de Campos foram apresentadas as DIRETRIZES NORTEADORAS DOS GESTORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES cujos critérios para ser um gestor (Diretor e Vice Diretor) são:

* ter curso superior - licenciatura, preferencialmente em Pedagogia
* terno mínimo 03 anos de experiência em função no magistério na rede municipal
*ter disponibilidade de horário de 8 horas diárias
* ter perfil de liderança

Depois disso, vem as muitas atribuições do gestor que, se não contar com todos os profissionais de educação devidamente concursados não terá condições para desempenhá-las.

Tudo estaria muito bem se, o esforço da equipe que preparou as diretrizes para os diretores municipais, fosse para garantir a ELEIÇÃO DIRETA. Foi feito apenas "um plano emergencial" para indicação de diretores desprezando, assim, o Plano Municipal de Educação aprovado no final do ano de 2009 no qual consta que as eleições para diretores devem acontecer até 2011.

Esta aí a tentativa de, mais uma vez, rasgar a lei municipal e ir contra o que defendem os profissionais de educação. Querem manter as indicações políticas com nova roupagem,
subestimando a capacidade dos profissionais de educação em se contrapôr veementemente ao engodo que desejam impôr.

ELEIÇÕES DIRETAS, JÁ!!!

É HOJE!

Hoje, às 17hs, haverá uma assembleia da rede municipal de Campos na sede do SEPE onde os profissionais de educação estarão discutindo a violência nas escolas.

O SEPE se situa no Ed. Ninho das Águias, sala 514.

terça-feira, 12 de abril de 2011

A SAÍDA PARA OS PROBLEMAS DA EDUCAÇÃO EM CAMPOS

Ao que tudo indica, a Educação da rede municipal de Campos chegou ao fundo do poço. Ou será que o governo municipal prefere esperar por uma tragédia como a de Realengo para tomar as providências necessárias?

O SEPE vem apontando há anos para o caos que hoje se apresenta. Preferem colocar nossas reivindicações no lugar comum de mera oposição.

Quando fazemos oposição a quaisquer governos fazemos em prol da garantia dos direitos da população e a fazemos no campo partidário.

Quanto ao SEPE , trata-se de sindicato combativo que luta pelos direitos da categoria da educação e pela qualidade da educação pública sobre todos os aspectos. Sabemos o que precisa ser feito e lutamos por isso há anos.

Para começo de conversa, a carência de professores na rede é algo com o qual não devemos conviver mais. Os concursados da educação de 2008 estão na expectativa de serem convocados presos a um fio de esperança na ação civil pública que o SEPE protocolou antes do término do prazo de validade do concurso. Basta que o governo municipal - na figura da Srª Prefeita Rosinha Garotinho - faça um aceno neste sentido.

Depois, temos a reivindicação de concurso para inspetores de alunos, vigias, porteiros, merendeiras e auxiliar de serviços gerais. Estes profissionais mediante concurso passariam a incorporar as atribuições de profissionais de educação e, o professor deixará de ser este sujeito solitário sobre o qual recaem todas as mazelas da sociedade.

Temos ainda mais uma ferramente indispensável para contribuir para a superação dos problemas sociais que invadem nossas escolas. Bastaria aumentar o número de técnicos que atuam nas escolas tais como Psicopedagogos, Assistentes Sociais e Psicólogos. Hoje o número de profissionais nestas áreas é insuficiente para atender todas as escolas. Emergencialmente poderia ser feito um levantamento na rede municipal sobre a presença destes profissionais e disponibilizar aos interessados a possibilidade de se incorporar a equipe interdisciplinar. Em outro momento, caso seja necessário, se realizaria concurso para suprir a carência neste setor.

Por último, agentes da Guarda Municipal devem ser reconduzidos ao lugar que antes ocupavam dentro de todas as unidades escolares.

Sendo assim, está claro que saída para resolver questões inadiáveis na educação do nosso município há. Falta apenas sensibilidade e boa vontade por parte do poder público em tomar as medidas cabíveis.

ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA DA REDE MUNICIPAL

O SEPE convoca - por solicitação dos professores da rede municipal - uma ASSEMBLEIA EXTRAORDINÁRIA, no dia 13 de abril, 17 hs, em sua sede situada no Edifício Ninho das Águias, sala 514.

Pauta: Reivindicações da categoria e violência no interior das escolas.

Ajudem na divulgação. A presença do maior número possível de profissionais de educação é de suma importância.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

PÂNICO EM ESCOLA MUNICIPAL

Folha da Manhã online



Ameaças de aluno causam pânico em escola municipal de Campos





Na manhã desta segunda-feira, o desespero tomou conta de cerca de 200 estudantes, professores e pais de alunos da Escola Municipal Fernando Andrade, no Parque Guarus, em Campos. Um adolescente de 13 alunos, aluno da escola, ameaçou estar armado e matar a diretora, que teria impedido a sua entrada sem a presença dos responsáveis. O aluno estava suspenso por ter agredido, há um mês, uma colega de turma de 10 anos. O caso gerou registro de ocorrência e desde então, o menor estaria sendo acompanhado pelo Ministério Público e pelo Conselho tutelar. A secretária municipal de Educação Joilza Rangel esteve no local e pediu reforço de guardas municipais na segurança da escola.



Professores acionaram a Polícia Militar, que encontrou o menor próximo a sua residência, na Avenida Beira Lago, no Parque Guarus, ele correu quando percebeu a presença de policiais, mas foi alcançado e conduzido para a 146ª Delegacia de Polícia (Guarus), onde teria confessado a ameaça, mas teria negado estar armado. O adolescente foi encaminhado pela autoridade policial à Promotoria da Infância e Juventude para medidas cabíveis.

"O BAILE DE MÁSCARAS" DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

A violência no interior das escolas - tanto municipais como estaduais - é algo recorrente. O dia de hoje foi marcado por mais uma cena de violência, desta vez na E.M. Fernando Andrade, onde pela manhã um aluno tentou entrar na escola portando uma arma.

Diante da ameaça professores, funcionários e alunos sentiram-se vulneráveis com a situação que causou medo e insegurança. Uma funcionária desmaiou e precisou de atendimento médico.

Segundo relato dos profissionais da escola, esta não teria sido a primeira vez que isto aconteceu. O mesmo aluno agrediu e causou ferimentos numa colega de turma e ameaçou arremessar uma carteira na professora.

Na E.M.Marlene Henriques Alves os professores sofrem - há mais de um ano - com agressões verbais por parte de alunos que esvaziam os pneus de carros das mesmas e afirmam que numa próxima vez elas serão o alvo da destruição. Com palavras de baixo calão, ameaçam diariamente os professores.

Duas escolas, duas histórias de violência em meio a muitas outras que convivem com a mesma realidade.

Professores adoecem e muitos têm desistido da profissão.

Nas mais variadas situações de violência nas escolas o governo se limita a esconder a situação, evitando a publicização dos tristes acontecimentos e, pouco ou nada fazem para resolver o problema.

É um verdadeiro "baile de máscaras" a educação pública, onde o professor solitário recebe toda a carga das mazelas sociais - acarretadas pela ausência do Estado - sem ter a quem reclamar e, muito menos quem os proteja de tanta violência.

O SEPE tem denunciado esta situação há algum tempo. É preciso abrir concurso público específico para inspetores de alunos, vigias, porteiros, auxiliar de serviços gerais e merendeiras. Estes profissionais devidamente preparados para lidar com alunos tem condições de identificar problemas de conduta ou qualquer ameaça antes que esta chegue a termo, diminuindo assim, tanto a violência no interior das escolas como a sobrecarga dos professores.

Professores, pais e alunos devem estar mobilzados junto com o SEPE para discutir a situação e juntos procurarem uma saída. O governo deve ser chamado à responsabilidade para que cumpra seu papel quanto a segurança nas escolas.





domingo, 10 de abril de 2011

LITERATURA MARXISTA

MARX (Karl Heinrich Marx)
  • A Companhia das Índias Orientais: sua história e as conseqüências de sua atividade – [BAIXAR]
    • A Dominação Britânica na India – [BAIXAR]
    • A Guerra Anglo-Persa – [BAIXAR]
    • A Guerra Contra a Pérsia – [BAIXAR]
    • A Ideologia Alemã – [BAIXAR]
    • A Revolução na China e na Europa – [BAIXAR]
    • Capital: A Critique of Political Economy – Volume I – [BAIXAR]
    • Capital: A Critique of Political Economy – Volume II – [BAIXAR]
    • Capital: A Critique of Political Economy – Volume III – [BAIXAR]
    • Carta a Annenkov – [LER]
    • Carta a Wilhelm Bracke – [BAIXAR]
    • Comentários Marginais ao Programa do Partido Operário Alemão – [BAIXAR]
    • Crítica ao Programa de Gotha – [BAIXAR]
    • Crítica da Filosofia do Direito de Hegel – [BAIXAR]
    • Deslocamentos do Centro de Gravidade Mundial – [BAIXAR]
    • Glosas Críticas Marginais ao Artigo “O Rei da Prússia e a Reforma Social. De um Prussiano” – [BAIXAR]
    • Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel – [LER]
    • Manifesto Comunista – [BAIXAR]
    • Manuscritos Econômicos de Marx de 1861 a 1863 – [BAIXAR]
    • Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas – [BAIXAR]
    • O Capital – Parte I – Capítulo 1: A Mercadoria – [BAIXAR]
    • O Capital – Parte III – Capítulo 7: Processo de Trabalho e Processo de Produção de Mais-Valia – [BAIXAR]
    • O Dezoito de Brumário de Louis Bonaparte – [BAIXAR]
    • O Dezoito de Brumário de Luis Bonaparte – [BAIXAR]
    • O Tratado Persa – [BAIXAR]
    • Os Resultados Eventuais da Dominação Britânica na India – [BAIXAR]
    • Para uma Crítica da Economia Política – [BAIXAR]
    • Salário, Preço e Lucro – [BAIXAR]
    • Sobre a Comuna – [BAIXAR]
    • Teses sobre Feuerbach – [BAIXAR]
    • Teses sobre Feuerbach – [BAIXAR]
    • The Eighteenth Brumaire of Louis Bonaparte – [BAIXAR]
    • Uma Contribuição para a Crítica da Economia Política – [BAIXAR]
  • ENGELS (Friedrich Engels)
    • A Pérsia e a China – [BAIXAR]
    • Anti-Dühring – [BAIXAR]
    • Anti-Dühring – [BAIXAR]
    • Carta a Augusto Bebel – [BAIXAR]
    • Carta a Karl Kautsky – [BAIXAR]
    • Dialéctica de la Naturaleza – [BAIXAR]
    • Del Socialismo Utópico al Socialismo Cientifico – [BAIXAR]
    • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Cientifico – [BAIXAR]
    • Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico – [BAIXAR]
    • Manifesto Comunista – [BAIXAR]
    • Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas – [BAIXAR]
    • Prefácio à Edição de 1895 da Crítica do Programa de Gotha – [BAIXAR]
    • Principios del Comunismo – [BAIXAR]
    • Sobre a Autoridade – [BAIXAR]
    • Sobre a Comuna – [BAIXAR]
    • Sobre o Papel do Trabalho na Transformação do Macaco em Homem – [BAIXAR]
    • Um Salário Justo Para Umha Jornada de Trabalho Justa – [BAIXAR]
  • LÊNIN (Vladimir Ilitch Ulianov, Lênin)
    • A Respeito do Problema das Nacionalidades ou sobre a “Autonomizaçom” – [BAIXAR]
    • A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky – [LER]
    • As Três Fontes e as Três Partes Constitutivas do Marxismo – [BAIXAR]
    • Carta a Um Camarada – [BAIXAR]
    • Esquerdismo: Doença Infantil do Comunismo – [BAIXAR]
    • Friederich Engels – [BAIXAR]
    • Karl Marx: Breve Esboço Biográfico Seguido de uma Exposição do Marxismo – [BAIXAR]
    • O Estado – [BAIXAR]
    • O Estado e a Revolução – [BAIXAR]
    • O Imperialismo, Etapa Superior do Capitalismo – [BAIXAR]
    • O Oportunismo e a Falência da II Internacional – [BAIXAR]
    • Para a Memória da Comuna – [BAIXAR]
    • Por onde começar? – [BAIXAR]
    • Que Fazer? – [BAIXAR]
    • Teses de Abril – [BAIXAR]
    • Um Passo em Frente Dois Passos Atrás – [BAIXAR]
    • Karl Marx – [BAIXAR]
    • A falência da II Internacional – [BAIXAR]
    • Uma Grande Iniciativa – [BAIXAR]
    • Mais obras de Vladimir Ilitch Lenine – marxists.org – [ACESSE]
    • Biblioteca PCB – [ACESSE]
    • Organização Regional de Lisboa do PCP – [ACESSE]
    • Marxist.org – [ACESSE]
    • Domínio Público – [ACESSE]
    • The Online Library of Liberty – [ACESSE]
    BOA PESQUISA .

    FONTE:http://unidadeclassistama.wordpress.com/biblioteca/
    .

sábado, 9 de abril de 2011

...VENENO DO AGRONEGÓCIO CONTAMINAM ALIMENTOS E MEIO AMBIENTE

cabecalho.jpg

AGROTÓXICOS, VENENO DO AGRONEGÓCIO, CONTAMINAM ALIMENTOS E MEIO AMBIENTE

O casamento do capital financeiro com o latifúndio gerou o que chamam de "moderno" agronegócio. A lógica de exploração da terra - grandes extensões, monocultura, produção basicamente de grãos para exportação, mecanização e pagamento de baixos salários - necessita ainda de um ingrediente venenoso: mais de um bilhão de litros de agrotóxicos despejados na lavoura no Brasil, só em 2009. Isso significa que cada brasileiro consome cerca de 5,2 litros de venenos por ano, dissolvidos nos alimentos e na água contaminados. O impacto desses produtos sobre a saúde humana, tanto de quem os maneja diretamente (trabalhadores rurais), como das comunidades e dos consumidores, é grande, inclusive com registros de inúmeros casos de problemas neurológicos, má formação fetal, câncer e até mortes.

Em 2009, o Brasil se tornou o maior consumidor do produto no mundo. O uso exagerado de agrotóxicos é o retrato do agronegócio: apesar de todo seu dito "avanço tecnólogico", não conseguiu criar um modelo de produção e técnicas agrícolas que garantam a produção de alimentos saudáveis para a população. Porque esse não é o interesse do agronegócio.

O agronegócio expulsa os camponeses do campo, destrói a terra, enche suas grandes extensões de máquinas e venenos, paga mal seus poucos trabalhadores e para quê? Para vender soja e cana para outros países. Correm para aprovar transgênicos - mesmo que seus potenciais danos à saúde ainda não tenham sido comprovados - querem de qualquer jeito flexibilzar o Código Florestal, para poderem desmatar mais sem ter que prestar contas por isso. Enfim, querem fazer do Brasil uma grande colônia de exploração, um quintal das transnacionais.

Por isso estamos nos somando a mais de 20 de entidades da sociedade civil brasileira, movimentos sociais, entidades ambientalistas e grupos de pesquisadores na "Campanha Permanente contra o Uso dos Agrotóxicos e pela Vida".

A campanha pretende abrir um debate com a população sobre os impactos dos venenos na saúde dos trabalhadores, das comunidades rurais e dos consumidores nas cidades, a contaminação dos solos e das águas e denunciar a falta de fiscalização do uso, consumo e venda de agrotóxicos,

A campanha prevê a realização de atividades em todo o país. Em Brasília, mais de 3 mil pessoas fizeram um ato no dia 7 para denunciar a responsabilidade do agronegócio pelo uso abusivo de agrotóxicos no país.

Participe dessa campanha para acabar com os agrotóxicos!

ALTRUÍSMO BURGUÊS

Altruísmo burguês

Para Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê

De Jonathan Constantino


Daremos o pão

………..a paz

………..a pinga

.Em troca de teu silêncio.

Daremos o teu salário

em dia (ou atrasado)

talvez um teto

………um meio de locomoção

………uma forma de lazer

Queremos apenas tua força de trabalho

e a riqueza que ela é capaz de gerar.

Teremos ainda

(sempre à disposição)

…………o pau

…………a pedra

…………as grades

Se por ventura supores

que podes reclamar.

A TRAGÉDIA DE REALENGO E A "AMERICANIZAÇÃO" DA VIOLÊNCIA

Antes de ficar marcado pela horrível tragédia em que Wellington Menezes de Oliveira matou doze crianças e feriu outras doze e depois foi baleado por um policial na Escola Municipal Tasso de Silveira, o bairro do Realengo no Rio havia sido imortalizado na célebre canção de Gilberto Gil
.
“Aquele abraço”:
“O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
O Rio de Janeiro fevereiro e março
Alô, alô Realengo, aquele abraço..
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Esquerda Marxista - [Daniel Feldmann] "Mas todo o drama é que o sonho americano não existe sem a sua contraface de pesadelo: uma sociedade que, a despeito de sua vitalidade e de suas virtudes, tem claros sinais de paranoia e senilidade, frutos dos valores capitalistas..."
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Depois da chacina é inevitável que os versos de Gil soem um tanto datados e contraditórios. Em “Aquele Abraço”, o cantor celebrava a alegria, a simpatia e o caráter amistoso do povo brasileiro, em especial do povo carioca. “Aquele abraço” é uma espécie de hino que exemplifica aquilo que o historiador Sérgio Buarque de Holanda caracterizava como o “homem cordial” brasileiro em seu livro Raízes do Brasil. Nosso “homem cordial” teria valores e atitudes opostas à da cultura anglo-saxônica protestante, marcada pela impessoalidade e distanciamento nas relações humanas. Já o brasileiro, segundo Sérgio Buarque, seria caracterizado pela “lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, que representam, com efeito, um traço definido do caráter brasileiro (...)”
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FOTO O DIA
Seria um erro supor que o “homem cordial” brasileiro seria sempre alguém pacífico e pacato. Como ressalta o próprio historiador: “Seria engano supor que estas virtudes podem significar `boas maneiras`, civilidade. São antes de tudo expressões legítimas de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante.” Ou seja, “cordialidade” implica em “agir com coração”, o que pode significar bondade mas também raiva e ódio.
Todavia, sob nenhuma hipótese, a idéia de “homem cordial” é compatível com o massacre do Realengo, brutalmente frio e totalmente impessoal. É necessário, portanto, uma reflexão adequada. A que ponto chegamos? Como o Realengo de Gil se transformou em 7 de abril de 2011 no Realengo de Wellington?
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Numa primeira aproximação, poderíamos dizer que Wellington seria um produto de uma “americanização” da violência. Afinal, é dos EUA que sempre recebemos notícias de assassinos e psicopatas que invadem escolas e metralham indiscriminadamente estudantes, como nos mostra o ótimo documentário Tiros em Columbine do diretor Michael Moore.
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Tal abordagem não deixa de ter seu apelo. Afinal, se incorporamos as mercadorias e a cultura de massa dos EUA, porque também não incorporaríamos suas neuroses e traumas? Todavia, isso ainda não é suficiente para explicar a tragédia do Realengo. Pois o que precisamos urgentemente entender é porque a sociedade brasileira, ela mesma teve de passar por tal tragédia.
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Leon Trotsky enfatizou em sua vasta e rica obra o caráter desigual e combinado do capitalismo. Ao mesmo tempo em que o capitalismo reproduz um padrão técnico universal de acumulação do capital, ele convive com formas mais arcaicas de produção, como temos visto na história de países de passado colonial como o nosso. Poderíamos ainda acrescentar que o desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo no plano dos valores suscita uma universalização de certos padrões (consumismo, competição, individualismo, etc), ao mesmo tempo em que consegue até certo ponto conviver com padrões culturais específicos dos diferentes países (como caso brasileiro, a “cordialidade”).
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Pode-se dizer ainda que nosso país, nas últimas décadas, incorporou profundamente tais valores negativos do capitalismo, ao mesmo tempo em que não alcançamos as condições materiais que poderiam generalizar um dado padrão de vida e de consumo tal qual existe nos países desenvolvidos. Isto, somado à difusão praticamente universal da televisão no Brasil, traz como resultado o fato de que vivemos numa sociedade que é diariamente bombardeada pela propaganda daquilo que não pode possuir e iludida com aquilo que não pode ser. Bombardeio esse que com certeza tem um eco mais forte na nossa juventude. Daí a nossa violência urbana, certamente uma das maiores do mundo, que não se explica apenas pela pobreza de grande parte população, posto que países mais pobres que o nosso tem um índice de violência muito menor.
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“Sim, ganhar dinheiro, ficar rico enfim” como diz o rap dos Racionais. Consumir, competir, ser alguém. Nossa “americanização” tem como pano de fundo um país subdesenvolvido onde muitas das mínimas condições de dignidade (educação, saúde, moradia, empregos decentes, etc...) ainda estão ausentes para enorme parcela do povo. Como se já não bastasse a exclusão que nosso próprio capitalismo produz, nossa juventude tem incorporado recentemente outro “americanismo”, o bullying. Jovens que por qualquer motivo não se enquadram no perfil do “vencedor” (são feios, gordos, homossexuais, estranhos, etc...) sofrem agressões de grupos no bairro ou na escola.
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O governador do Rio, Sérgio Cabral, se apressou em dizer que a tragédia do Realengo era fruto da atitude de um “monstro”, de um “animal”. Certo, quem poderá negar a monstruosidade e animalidade da morte covarde de crianças? Entretanto, reconhecer a inegável insanidade e maldade de Wellington, não responde por si só a questão mais importante: porque que nossa sociedade tem criado Wellingtons? Para Cabral, trata-se apenas de isolar os “animais” e “monstros”, como se casos como o de Wellington fossem meros raios em céu azul e não produtos de algo muito mais profundo e preocupante. Pensarmos a tragédia do Realengo sem indagarmos os rumos que a sociedade vem tomando é - além de inútil - uma atitude leviana.
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Quem era Wellington? Pouco sabemos, além do fato de que era filho adotivo e depois órfão dos pais, "portador de HIV, (?)" desprezado na escola, depois desempregado, e que recentemente teria aderido a seitas religiosas. Se é verdade que sua extrema violência e loucura é um caso único e inusitado, por outro lado, quem pode negar que Wellington também era o retrato de uma juventude sem perspectiva, em parte apologeta e em parte vítima da “americanização” e dos “bullying”, uma juventude embrutecida pela frustração pessoal do capitalismo ultracompetitivo desse século 21?
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Por fim, uma última reflexão sobre o Brasil contemporâneo. É fato que durante o governo do PT houve uma melhoria nas condições de vida de boa parte do povo brasileiro. Não entraremos no mérito da questão aqui, mas é fato que a eleição de Dilma expressa o apoio do povo contra o elitismo do PSDB e a favor de um sentimento geral de que o PT representa melhor os anseios do povo mais pobre e dos trabalhadores em geral.
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Ao mesmo tempo, o próprio Lula se gaba de ter promovido no Brasil “um choque de capitalismo”. Ele mesmo afirmou recentemente que, a despeito de suas origens socialistas, seu governo foi o mais capitalista da história brasileira. Ele tem razão, mas ao mesmo tempo, não tirou a nosso ver as conclusões do que realmente está em jogo.
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Pois, se é verdade que hoje certos padrões de consumo, antes inacessíveis, fazem parte da vida do brasileiro médio, e se também é verdade que a pobreza diminuiu, o que sem dúvida é positivo, por outro lado, nosso “choque de capitalismo” também tende a reproduzir consigo todos os efeitos perniciosos de um sistema que estimula o consumismo, a exploração, a alienação, a ausência de valores sociais, a competição e o individualismo, ainda mais quando pensamos na fase atual de um capitalismo cada vez mais desregulado, incontrolável e voraz.
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FOTO O DIA
Desse ponto de vista, tem razão o historiador britânico Perry Anderson que em texto recente afirmou que os governos do PT até certo ponto têm sido responsáveis pela tentativa de se reproduzir aqui o “sonho americano”. Não é à toa, aliás, as referências do governo ao crescimento de uma classe média de massas brasileira, tal como a dos norte-americanos.
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Mas todo o drama é que o sonho americano não existe sem a sua contraface de pesadelo: uma sociedade que, a despeito de sua vitalidade e de suas virtudes, tem claros sinais de paranoia e senilidade, frutos dos valores capitalistas que já mencionamos. Wellington, ironicamente até em seu nome, pode ser nosso elo trágico com tal pesadelo americano. E o resgate do melhor de nossa cordialidade, exige que pensemos num outro sistema econômico que permita o florescimento de outros valores, mais solidários, humanos e elevados: o socialismo.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

FUPO EM DEFESA DO SUS II

Na noite de ontem a Frente de Unidade Popular realizou seminário pelo DIA MUNDIAL DA SAÚDE na UFF, tendo como público alvo estudantes universitários do curso de Serviço Social, Psicologia, Ciências Sociais, Geografia e outros.

A programação incluiu a apresentação do filme SIKO SOS SAÚDE seguido de debate que - pela riqueza do tema - ocorrerá num próximo momento.

O filme fala do atendimento na área de Saúde em vários países, começando pelos EUA e terminando em CUBA. Trata da privatização do SUS e do incentivo aos planos de saúde cujo mote se resume na alta lucratividade em detrimento do compromisso com a vida humana.

No filme, a experiência de vários pacientes de países ditos desenvolvidos é mostrada com uma realidade chocante até que, muitos destes vão buscar atendimento em Cuba onde o ser humano está acima dos interesses mercantilistas. Lá são tratados e recebem a medicação com custo infinitamente menor do que em seus países de origem.

Além de mostrar a lógica impetrada pelos planos de saúde que visam apenas ganhar muito dinheiro, negando inclusive incluir pessoas com histórico que possam comprometer seus objetivos, o filme mostra claramente a diferença de valorização do ser humano no sistema em que estão inseridos. De um lado o capitalismo selvagem de outro, o socialismo que humaniza as relações.

Esta - infelizmente - é uma realidade que já vivemos no Brasil. O SUS sendo sucateado e desmontado a cada dia para justificar a privatização. Os planos de saúde já está sendo incorporado ao cotidiano das pessoas que tem recursos médios e, a população pobre está sendo a cada dia entregue a própria sorte.

Vale lembrar o caráter excludente dos planos de saúde - tanto no Brasil como nos EUA - onde às pessoas portadoras de doenças pré-existentes não tem direito de inclusão nos mesmos e, muitos procedimentos não tem cobertura do plano, forçando o usuário a pagar pelo procedimento "extra", normalmente com custo elevado.

Será que é isso que o povo brasileiro merece?

Precisamos fazer - todos - esta reflexão e nos mobilizar para o enfrentamento diante das evidências, exigindo que o Estado cumpra o papel de oferecer um SUS de qualidade para todos brasileiros pois isso implica em valorização e respeito a vida humana.

FUPO EM DEFESA DO SUS I

Ontem à tarde a FUPO se fez presente mais uma vez no calçadão, que tem sido palco de muitas lutas dos trabalhadores e do povo campista.

Com a faixa FUPO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SUS, a manifestação foi direcionada à área de Saúde e, o ponto alto foi a intereção das pessoas que apresentaram denúncias sobre o péssimo atendimento em Campos onde as imensas filas diante dos hospitais da cidade estão sendo mascaradas pela promessa de solução do problema através dos postinhos de saúde nos bairros.

É grande a indignação da população que, em busca de atendimento médico ficam com suas requisições para serem autorizadas durante meses sem que isso se torne realidade e, isso só acontece através da indicação de vereadores da base do governo que usam a dor alheia para tentar tirar proveito eleitoreiro.

Tratando-se de exames de média e alta complexidade a situação é ainda pior. Tem gente esperando há 6 meses para que sejam autorizados e nada até agora. E quando na melhor das hipóteses conseguem a consulta e a realização dos exames para diagnosticar o problema não há remédios para o tratamento da doença.

Trocando em miúdos, a Saúde em Campos está na UTI. A secretaria de saúde apesar de contar com a verba de 600 milhões não garante o atendimento à população. A pergunta que não quer calar é: onde vai parar este dinheiro?

É uma vergonha! O povo deve se mobilizar para denunciar este descaso com a Saúde em Campos.

A Frente de Unidade Popular tem cumprido seu papel em trazer à luz do conhecimento geral a situação de caos na área de Saúde e em outras de interesse popular. Cabe-nos agora denunciar aos órgãos competentes para que investiguem a situação para que medidas cabíveis sejam tomadas pois o povo campista merece respeito.

PRIVATIZAR FAZ MAL À SAÚDE!

Camaradas, amigos e amigas do Partidão,


PRIVATIZAR FAZ MAL À SAÚDE!

PELO CONTROLE POPULAR DA SAÚDE PÚBLICA ESTATAL!


O PT e os partidos aliados que compõem sua base governista (PMDB, PCdoB entre outros) que estavam com LULA e, hoje, com DILMA, assim como a oposição de direita do PSDB e DEM, conseguiram afinar seus discursos para atacar e destruir os serviços públicos. Na verdade, esses partidos são os principais responsáveis pelo abandono, descaso e entrega dos serviços públicos e seu patrimônio para empresas e grupos privados.

O dinheiro público que deveria ser investido diretamente na saúde está sendo sugado por entidades, ditas sem fins lucrativos, denominadas como Organizações Sociais (OS), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), Fundações Estatais de Direito Privado e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, cuja natureza é a mesma: mascarar o processo de privatização e precarização dos serviços públicos que estão em curso no país. Essas organizações possuem engenhosa estrutura jurídica e empresarial que lhes garantem, inclusive, não prestar contas de seus gastos aos tribunais de contas e de dispensar licitações, tornando os serviços públicos um grande balcão de negócios, que beneficia os esquemas de financiamento de campanhas e as máfias da saúde. Isso já ocorre no Estado do Rio de Janeiro com o governo SÉRGIO CABRAL (PMDB, PT, PCdoB entre outros) e em boa parte das prefeituras que buscam, com a privatização, se livrar da responsabilidade de gerir e custear a saúde e demais serviços públicos para a população. Os ataques contra o SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS) não param por aqui: na Cidade de São Paulo, por exemplo, vigora desde o início do ano uma lei que reserva 25% dos leitos e serviços para os planos de saúde privados.

PARA OS USUÁRIOS E TRABALHADORES DO SUS, A PRIVATIZAÇÃO SÓ TRAZ PERDAS!

O acordo firmado pelo governo com essas organizações considera o que for conveniente e lucrativo para ambos, contra as necessidades do povo, sem garantias da prestação dos serviços de saúde para quem mais precisa das diferentes modalidades de atendimento. O objetivo é o lucro e a piora na qualidade dos serviços, com metas de atendimento com a redução do tempo das consultas.

Com os trabalhadores de saúde terceirizados, há constantes mudanças e falta de profissionais, o que prejudica a continuidade dos tratamentos dos pacientes. Além disso, esses trabalhadores são desrespeitados com baixos salários e desrespeito às leis trabalhistas, além do assédio moral e da pressão que sofrem para não denunciar as irregularidades que passaram a ocorrer nas unidades, após as privatizações.

Desrespeitar direitos sociais e tratar os serviços públicos como mercadoria é próprio do sistema capitalista. A saúde e o bem-estar dos trabalhadores jamais serão prioridades para os governos serviçais do capital. Somente com forte pressão popular nas ruas é que deteremos esse perverso modelo de privatização e conquistaremos a qualidade dos serviços públicos que, para a classe trabalhadora, é uma questão de sobrevivência.

O PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB) se une aos movimentos e entidades populares que constroem nos Estados, importantes instrumentos de luta como os FÓRUNS POPULARES DE SAÚDE e a combativa FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE.

O PCB é contra qualquer forma de privatização e luta para que as empresas e os serviços públicos sejam estatais para que os próprios trabalhadores exerçam, de fato, seu controle e atendam suas necessidades. Isso exige uma unidade de ação para a defesa do SUS e para que se desenhe, no horizonte a construção de uma FRENTE ANTI-CAPITALISTA E ANTIIMPERIALISTA visando à superação do sistema capitalista e a CONSTRUÇÃO DO SOCIALISMO.

Abaixo as privatizações!

Em defesa do SUS e pela saúde plena para todos!

Pela estatização de todos os serviços públicos, com controle popular!

AVANCEMOS RUMO AO SOCIALISMO!

PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO - PCB/RJ

Rio de Janeiro, abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

DIA MUNDIAL DA SAÚDE

A data de 07 de abril é o DIA MUNDIAL DA SAÚDE e, deve ser um dia voltado ao debate sobre o que tem sido oferecido ao povo por meio do SUS e a quantas andam o atendimento à saúde do povo campista. O que temos é uma crescente privatização no Sistema de Saúde onde, além dos Planos de Saúde que, inclusive são ofertados pelo governo municipal aos servidores públicos - sendo um indício que o SUS em Campos está sucateado - os hospitais e clínicas que deveriam buscar o fortalecimeto do SUS, cobrando das autoridades competentes o cumprimento de seu papel, preferem promover a privatização disfarçada de consulta social, voltado para os menos favorecido que, apesar de valores mais baixos nada mais é do que um atendimento particular e nesta linha seguem os exames que auxiliam diagnóstico de doenças. De outro lado temos as instituições privadas responsáveis pela formação dos profissionais da área de Saúde impregnados pela lógica privativista que não admitem o debate contra a privatização do SUS. Imbuídos da necessidade de estabelecer um debate com os profissionaos da área de Saúde e a população sobre este tema ligado a vida humana é que a FUPO (Frente de Unidade Popular) estará promovendo dia 07 de abril um ato público às 16h no calçadão e à noite (19h) um Seminário na UFF direcionados a todos que desejarem participar desta importante discussão.

terça-feira, 5 de abril de 2011

A LÓGICA E O ATOLEIRO


Mauro Santayana

A eclosão da inteligência na Grécia do século V parece ter consumido quase toda a possibilidade de raciocinar da espécie humana. Sendo assim, sempre nos valemos da experiência intelectual daquele tempo, que os árabes guardaram e devolveram à Europa. Não é difícil encontrar períodos de eclipse da lógica e da ética no curso da História.

Em nossos dias, personalidades políticas, maiores ou menores, dizem coisas que só podemos atribuir à carência intelectual ou a debochado insulto à ética, quando não à convergência das duas situações. A propósito da Líbia, repete-se a velha tática dos dominadores de perverter as palavras, de torcer a semântica, para fazer do certo, errado; e do errado, certo.

O governo de Kadafi fez o que todo governo - de direita ou de esquerda, ditatorial ou democrático - ameaçado faz: reagiu com as forças de que dispunha. A reação era na medida da sublevação: no início, de natureza apenas policial. Com a escalada da rebelião armada, aparentemente justa, contra o governo unipessoal e arbitrário de Kadafi, a violência da repressão também cresceu.

Os americanos, franceses e ingleses decidiram pedir ao Conselho de Segurança autorização para arrasar Kadafi. O Conselho, com a abstenção dos Bric e da Alemanha, autorizou medidas limitadas à zona de exclusão aérea. Os bombardeios, segundo denúncias respeitáveis, têm sido indiscriminados, tal como ocorreu no Iraque, durante muitos anos, e têm matado mulheres, crianças e idosos indefesos.

Intelectuais destacados, mas também simples pessoas do povo, mostram indignação contra essa agressão à lógica da linguagem. A fim de evitar que os civis sejam metralhados, bombardeiam-se as cidades; contra as metralhadoras de Kadafi, disparam-se os mísseis Tomahawk, ao custo de 600.000 dólares cada um. Ao massacre se dá o nome de “proteção”. Essa distorção do sentido dos vocábulos é apontada por observadores no mundo inteiro.

Le Monde publicou ontem um “pequeno dicionário”, para entender essa linguagem dissimuladora, produzido pelo site Acrimed. Não se fala em “guerra”, mas em “resposta”, como se a Líbia houvesse agredido algum dos “aliados” e as operações tivessem caráter defensivo, e não ofensivo; usa-se o termo francês “frapper”, para os ataques, quando frapper significa mais tocar, do que golpear (“frapper” uma bola em jogo de futebol, “frapper” à porta); outro termo usado é o de “frappes non ciblées”, para dissimular os bombardeios ao azar, ou seja, sem alvos definidos, ou seja, para disseminar o terror.

Outra distorção é a de chamar “kadafistas” às tropas do governo de Trípoli, em lugar de designá-las como simplesmente tropas leais, em contraponto às tropas rebeladas. O secretário geral da OTAN, Andrés Rasmussen, disse que a resolução da ONU prevê o embargo de armas, e que o dever da Aliança é proteger os civis, não de armá-los, como querem Obama, Hillary Clinton, Sarkozy e Cameron.

O presidente dos Estados Unidos começa a enfrentar a oposição do Congresso, pelo açodamento com que determinou a ação militar contra a Líbia, sem autorização parlamentar. Mesmo que a operação houvesse sido consentida pelo Conselho de Segurança da ONU, o emprego de armas e tropas necessitava da ratificação prévia do Congresso. Obama violou a Constituição (art.8, n. 11) e, em tese, se tornou passível de um processo de impeachment.

A derrota de Sarkozy na França é um claro recado do inconformismo dos franceses. Na Inglaterra, com as manifestações de protesto, os cidadãos não admitem que haja cortes nos gastos sociais, enquanto se financiam operações de guerra. O Marrocos, que está para a França como Israel para os Estados Unidos, apóia os bombardeios. Os saarauis são os seus palestinos.

Sem a ajuda da ética, essa companheira inseparável da lógica, Obama e seus aliados começam a patinar no atoleiro.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

SINDICALISMO E FÉ

Tem duas coisas que guardam entre si relação bem distintas: a luta sindical e, a fé num ser superior. Vivemos num Estado laico onde ter fé - ou não - é assunto de foro íntimo em que nenhum dos setores devem interferir no outro. No aspecto da luta por direitos dos trabalhadores se não tiver mobilização e luta dificilmente se consegue alcançar os objetivos desejados. Deus ajuda entretanto, se não houver atitude fica difícil Dele ajudar, ou seja, cabe aos trabalhadores organizados em seus sindicatos e associações fazerem a sua parte. Senão fica parecendo que a luta legítima da classe deve ficar "a gosto" de Deus e, silenciosos e subservientes aos patrões e aos governos vamos superar as mazelas impostas pela exploração do homem pelo homem. Se tem algo de que Deus não gosta, essa é uma delas. Será que existem sindicalistas pelegos ao ponto de pregar o conformismo...ah, não. Isso seria um absurdo e, com certeza é. Não sei de onde tirei tais elocubrações. Deve ser o cansaço da lida diária...

domingo, 3 de abril de 2011

A GREVE DOS VIGILANTES II

Por acaso ouvi num programa de rádio local o locutor tecendo comentários sobre a greve dos vigilantes. Ao mesmo tempo em que este reconhecia a greve como instrumento legítimo de luta dos trabalhadores e um direito Constitucional, criticou a manutenção da mesma por tempo indeterminado por causar transtornos ao funcionamento dos bancos. No tom em que o locutor desenvolvia sua linha de raciocínio dava a impressão de estar culpando os trabalhadores pelo desconforto dos banco fechados já que, é vedado aos bancos o funcionamento sem a presença dos vigilantes. Ora senhores! Se tem algum culpado nesta história não são os trabalhadores. Nem neste, nem em nenhum outro movimento de greve. A SOCIEDADE DEVE COBRAR DOS PÉSSIMOS PATRÕES que tem buscado mecanismos cada vez mais sofisticados para negar ou retirar direitos dos trabalhadores. Tanto os PATRÕES da iniciativa privada quanto os GESTORES PÚBLICOS que precarizam a mão -de- obra promovendo a falta de condições dignas de trabalho e baixos salários devem ser chamados à responsabilidade e, serem cobrados pela ausência dos serviços. Os funcionários são apenas uma das vítimas do sistema capitalista que tem encurralado os trabalhadores, obrigando-os a se mobilizarem para a greve. Todo apoio a greve dos vigilantes!

A CREVE DOS VIGILANTES

A greve dos vigilantes iniciada em Campos no dia 23 de março é ação de vanguarda que está influenciando trabalhadores de outros municípios a medida que, os trabalhadores do setor em Friburgo, Volta Redonda, etc, já estão se mobilizando para aderir ao movimento. Outras categorias deveriam se espelhar na categoria de vigilantes para sairem da confortável posição do 'não tenho nada com isso', inclusive os profissionais de educação. Tenho recebido e-mails e alguns comentários no blog sobre a necessidade de mobilização e paralisação da educação entretanto, é necessário que todos estejam imbuídos deste mesmo espírito de luta, que é legitíma em sua essência em defesa de nossos direitos contra o descaso dos governos. Nesta luta quanto mais somarmos mais teremos condições de conquistas. Engana-se quem pensa que o SEPE - ou quaisquer outros sindicatos - sem a categoria possa ser capaz de reverter o quadro caótico em que a EDUCAÇÃO PÚBLICA se encontra. Os vigilantes e os bancários tem demonstrado uma capacidade de adesão aos movimentos de greve de modo invejável. Os petroleiros em suas greves sempre conseguiram avanços quanto a pauta de reivindicações. Fica aqui a dica para que outros trabalhadores aprendam com os bons exemplos.

sábado, 2 de abril de 2011

A FUPO PROMOVE ATO PÚBLICO E SEMINÁRIO NO DIA MUNDIAL DA SAÚDE


A Frente de Unidade Popular (FUPO) convida toda a população de Campos e região para participar no dia 07 de Abril (Dia Mundial da Saúde) do lançamento do Fórum contra a privatização do Sistema Único de Saúde no município.


Será realizada dois eventos, o primeiro um ato público neste dia com a participação dos movimentos sociais, usuários, sindicatos, servidores, estudantes da área da saúde, profissionais da saúde e a população Campista no calçadão ás 16:00 horas.


As 19:00 horas, será realizado um seminário e lançamento do fórum de combate a privatização do SUS em Campos dos Goytacazes no auditório da UFF(Universidade Federal Fluminense)


A solução está na gestão pública e no controle democrático do SUS, verbas suficientes, transparência na aplicação dos recursos, combate à corrupção, realização de concursos públicos, PCCS, melhora das condições de trabalho e capacitação permanente dos profissionais, compra de medicamentos equipamentos que ofereçam condições dignas de atendimento.



A privatização não resolverá o problema da saúde, ao contrário, vai piorar ainda mais, pois é uma porta de entrada para a corrupção e mau uso dos recursos públicos.


No dia mundial da saúde, todos


para a rua contra a privatização!!!

O SUCESSO DA MARCHA...

Dia 31 de março foi um marco para a EDUCAÇÃO PÚBLICA no Rio de Janeiro. A marcha do FEDEP que reuniu representações da creche a universidade contou com a presença de pelo menos 5 mil pessoas que, tomaram a Av. Rio Branco e ocuparam a Cinelândia - palco de manifestações históricas. Professores e estudantes com faixas e palavras de ordem, acompanhados por trio eletrico chamaram a atenção da sociedade sobre a falta de investimento a crescente privatização da educação pública. O governo Cabral e o plano de metas do secretário de educação do estado - economista - Wilson Risolia foram duramente criticados pelos manifestantes. Na Cinelândia, o trio elétrico ficou estacionado e teve início uma grande assembleia que aprovou para o dia 12 de abril paralisação de 24 h na rede estadual e assembleia no Clube Municipal - Tijuca - às 14h. "Quem sabe faz a hora não espera acontecer..."