A Lei de Acesso à Informação desclassificou documentos que mostram que a USAID (Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional) modificou contratos e investiu mais de 2,3 bilhões de dólares para propaganda contra o governo cubano desde 1999.
Segundo os contratos da agência com a organização CubaNet – site com sede em Miami de oposição ao governo cubano e um dos parceiros da USAID – os Estados Unidos bancaram jornalistas na ilha que defendiam posições contrárias a Havana.
De 1999 a 2010 houve um aumento da verba direcionada aos críticos do governo cubano. Os valores subiram de 98 mil dólares para 20 milhões.
O CubaNet, um dos principais parceiros da agência norte-americana, surgiu em 1994, e usa a internet para criticar o governo cubano. Em parceria com a NED (sigla em inglês para Fundação Nacional para a Democracia), organização privada que se diz a serviço da democracia nas Américas, o USAID financia declaradamente o CubaNet afirmando “apoiar um programa para expansão de um site de jornalistas independentes em Cuba”, segundo o contrato.
Além disso, os documentos prevêem o controle da USAID sobre as contratações de funcionários, sobre o plano de trabalho e exige um relatório trimestral de progresso e atividades realizadas. O site diz ser em sua própria página uma “organização apartidária, dedicada a promover a imprensa livre em Cuba, impulsionar o setor independente a desenvolver um sociedade civil e informar ao mundo a realidade do país”.
Algumas leis norte-americanas vetam o envio de dólares para Cuba, proíbe a divulgação de propagandas financiadas pelo governo e a utilização destas informações nos meios de comunicação do país.
Em um documento datado de 19 de abril de 2005, fica explícito que o site não limita seu trabalho ao território cubano: “o CubaNet continua publicando reportagens e promovendo sua disseminação nos meios de comunicação de massa nos EUA e na imprensa internacional”, diz um dos relatórios.
O mesmo arquivo mostra que foi autorizado o envio de “fundos privados” que não pertenciam a USAID para a ilha naquele ano. Diante da restrição do Departamento do Tesouro de Washington, o documento afirma que os “fundos privados” foram escondidos dentro da autorização embutidas a agência estadunidense para financiar o site.
Alguns documentos estão disponíveis abaixo:
Contrato original entre USAID e CubaNet:
http://centrodealerta.org/documentos_desclasificados/usaid_contract-_cubanet_199.pdf
Modificação do contrato USAID-CubaNet em 2005:
http://centrodealerta.org/documentos_desclasificados/usaid-cubanet_modification_.pdf
Modificação do contrato USAID-CubaNet em 2007:
http://centrodealerta.org/documentos_desclasificados/usaid-cubanet_2007_addendum.pdf
Opera Mundi
domingo, 6 de junho de 2010
SONHO E REALIDADE NA AMÉRICA DO SUL*
ANTONIO JOSÉ FERREIRA SIMÕES**
UMA DÉCADA se passou desde que o Brasil tomou a iniciativa de convocar, em Brasília, a 1ª Reunião de Presidentes da América do Sul, realizada no ano 2000. Quase oito anos depois, em maio de 2008, o presidente Lula recebeu os chefes de Estado da região para a assinatura do tratado que fundou a União Sul-Americana de Nações (Unasul).
Para quem hoje observa a intensidade da agenda regional, é difícil imaginar que, até há pouco, os líderes do continente jamais tivessem se reunido. Dez anos atrás, a articulação da América do Sul não passava de um sonho. Hoje, é uma realidade concreta.
As estatísticas comprovam o sucesso da integração sul-americana. Desde o ano 2000, o comércio total do Brasil com a região passou de US$ 22 bilhões para US$ 63 bilhões. Em 2002, nossas exportações para os vizinhos somaram US$ 7,5 bilhões.
Em 2008, alcançaram 38,4 bilhões: um aumento de 412%. Em 2009, o índice de bens industrializados nas exportações brasileiras para a região alcançou cerca de 90% -vendemos, na nossa vizinhança, bens de alto valor agregado. Essas mercadorias geram renda e empregos com carteira assinada para milhões de brasileiros.
A presença das empresas brasileiras na América do Sul é crescente e tem transformado a infraestrutura de países vizinhos, com a construção de estradas, aeroportos, hidrelétricas, petroquímicas. Para apoiar esse esforço, o Brasil financia parte dos projetos, sobretudo por meio do BNDES.
O total de financiamentos em 2009 chegou a US$ 8 bilhões para a América do Sul. Cerca de US$ 3,1 bilhões referem-se a projetos em execução ou já concluídos, e outros US$ 4,9 bilhões, a projetos já aprovados.
São obras que ajudam a economia brasileira e contribuem para o desenvolvimento dos países da região. Os investimentos diretos das empresas brasileiras também têm crescido.
Na Argentina, por exemplo, o estoque total é estimado em US$ 8 bilhões. A América do Sul é o espaço primordial para a transnacionalização das empresas brasileiras.
Nem ingenuidade nem ideologia explicam a vertente sul-americana da política externa brasileira. Por ser o Brasil a maior e mais diversificada economia da região, é inevitável que o país exerça o papel de propulsor da integração. Solidariedade não é sinônimo de ingenuidade.
Porque queremos abrir mercados na América do Sul, interessa-nos que nossos vizinhos também sejam cada dia mais prósperos.
O Brasil deseja que a prosperidade e a justiça social se espalhem pela América do Sul. A política solidária não é incompatível com a busca de nossos legítimos interesses.
Um Brasil que contribui para a prosperidade continental reforça suas credenciais como fator de estabilidade e progresso no mundo. Junto com isso, avançam a democracia e um sistema econômico aberto.
Será preciso, porém, reforçar a consciência de nossos interesses comuns de longo prazo. Se franceses e alemães tivessem optado, no final da 2ª Guerra Mundial, pelos ganhos de curto prazo, perdendo-se na mesquinhez da contabilidade das reparações e no exercício das recriminações, teria sido possível construir o edifício que é hoje a União Europeia?
A política externa brasileira para a América do Sul não se pauta apenas por uma visão pragmática de viabilização de negócios e investimentos mas também está imbuída de uma visão política, estratégica, social e cultural de longo prazo.
Aqui, idealismo e realismo se combinam: o primeiro nos inspira a buscar um futuro melhor; o segundo nos estimula a colocar as mãos à obra.
* Nota do Secretariado Nacional do PCB: Este artigo é escrito por um importante diplomata de carreira brasileiro, especializado em América Latina. Com conhecimento de causa e franqueza, o autor ajuda a compreender a análise do PCB sobre a política externa do governo brasileiro.
** ANTONIO JOSÉ FERREIRA SIMÕES é subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Foi embaixador do Brasil em Caracas (2008-2010), diretor do Departamento de Energia (2006-2008) e secretário de Planejamento Diplomático (2005-2006) do MRE.
UMA DÉCADA se passou desde que o Brasil tomou a iniciativa de convocar, em Brasília, a 1ª Reunião de Presidentes da América do Sul, realizada no ano 2000. Quase oito anos depois, em maio de 2008, o presidente Lula recebeu os chefes de Estado da região para a assinatura do tratado que fundou a União Sul-Americana de Nações (Unasul).
Para quem hoje observa a intensidade da agenda regional, é difícil imaginar que, até há pouco, os líderes do continente jamais tivessem se reunido. Dez anos atrás, a articulação da América do Sul não passava de um sonho. Hoje, é uma realidade concreta.
As estatísticas comprovam o sucesso da integração sul-americana. Desde o ano 2000, o comércio total do Brasil com a região passou de US$ 22 bilhões para US$ 63 bilhões. Em 2002, nossas exportações para os vizinhos somaram US$ 7,5 bilhões.
Em 2008, alcançaram 38,4 bilhões: um aumento de 412%. Em 2009, o índice de bens industrializados nas exportações brasileiras para a região alcançou cerca de 90% -vendemos, na nossa vizinhança, bens de alto valor agregado. Essas mercadorias geram renda e empregos com carteira assinada para milhões de brasileiros.
A presença das empresas brasileiras na América do Sul é crescente e tem transformado a infraestrutura de países vizinhos, com a construção de estradas, aeroportos, hidrelétricas, petroquímicas. Para apoiar esse esforço, o Brasil financia parte dos projetos, sobretudo por meio do BNDES.
O total de financiamentos em 2009 chegou a US$ 8 bilhões para a América do Sul. Cerca de US$ 3,1 bilhões referem-se a projetos em execução ou já concluídos, e outros US$ 4,9 bilhões, a projetos já aprovados.
São obras que ajudam a economia brasileira e contribuem para o desenvolvimento dos países da região. Os investimentos diretos das empresas brasileiras também têm crescido.
Na Argentina, por exemplo, o estoque total é estimado em US$ 8 bilhões. A América do Sul é o espaço primordial para a transnacionalização das empresas brasileiras.
Nem ingenuidade nem ideologia explicam a vertente sul-americana da política externa brasileira. Por ser o Brasil a maior e mais diversificada economia da região, é inevitável que o país exerça o papel de propulsor da integração. Solidariedade não é sinônimo de ingenuidade.
Porque queremos abrir mercados na América do Sul, interessa-nos que nossos vizinhos também sejam cada dia mais prósperos.
O Brasil deseja que a prosperidade e a justiça social se espalhem pela América do Sul. A política solidária não é incompatível com a busca de nossos legítimos interesses.
Um Brasil que contribui para a prosperidade continental reforça suas credenciais como fator de estabilidade e progresso no mundo. Junto com isso, avançam a democracia e um sistema econômico aberto.
Será preciso, porém, reforçar a consciência de nossos interesses comuns de longo prazo. Se franceses e alemães tivessem optado, no final da 2ª Guerra Mundial, pelos ganhos de curto prazo, perdendo-se na mesquinhez da contabilidade das reparações e no exercício das recriminações, teria sido possível construir o edifício que é hoje a União Europeia?
A política externa brasileira para a América do Sul não se pauta apenas por uma visão pragmática de viabilização de negócios e investimentos mas também está imbuída de uma visão política, estratégica, social e cultural de longo prazo.
Aqui, idealismo e realismo se combinam: o primeiro nos inspira a buscar um futuro melhor; o segundo nos estimula a colocar as mãos à obra.
* Nota do Secretariado Nacional do PCB: Este artigo é escrito por um importante diplomata de carreira brasileiro, especializado em América Latina. Com conhecimento de causa e franqueza, o autor ajuda a compreender a análise do PCB sobre a política externa do governo brasileiro.
** ANTONIO JOSÉ FERREIRA SIMÕES é subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Foi embaixador do Brasil em Caracas (2008-2010), diretor do Departamento de Energia (2006-2008) e secretário de Planejamento Diplomático (2005-2006) do MRE.
A ARTE NEGRA DA "ADMINISTRAÇÃO DE NOTÍCIAS"
"Os mestres do ilusionismo, que concebem a propaganda negra e arranjam falsos pretextos para a chicana política e para guerras e atrocidades, tais como o Iraque e o assalto israelense à flotilha da paz de Gaza"
por John Pilger
. Como começam as guerras? Com um "ilusionista mestre", segundo Ralph McGehee, um dos pioneiros da CIA em "propaganda negra", hoje conhecida como "administração de notícias". Em 1983, ele descreveu-me como a CIA havia forjado um "incidente" que se tornou a "prova conclusiva da agressão do Vietname do Norte". Isto seguia-se a uma afirmação, também forjada, de que navios com torpedos haviam atacado um vaso de guerra americano no Golfo de Tonquim em Agosto de 1964.
"A CIA", disse ele, "carregou um junco, um junco norte-vietnamita, com armas comunistas – a Agência mantém arsenais comunistas nos Estados Unidos e por todo o mundo. Eles rebocaram este junco ao longo da costa do Vietname central. Então dispararam sobre ele e fizeram aparentar que tinha havido um incêndio, e levaram isto à imprensa americana. Com base nesta evidência, duas equipes de Marines aterraram em Danang e uma semana depois disso a força aérea americana começou o bombardeio regular do Vietname do Norte". Uma invasão que ia custar três milhões de vida estava a iniciar.
Os israelenses têm jogado este jogo assassino desde 1948. O massacre de activistas da paz em águas internacionais a 31 de Maio foi uma "pirueta" para o público israelense durante a semana passada, preparando-o para ainda mais assassínios por parte do seu governo, com a flotilha desarmada de trabalhadores humanitários a serem descritos como terroristas ou enganados por terroristas. A BBC ficou tão intimidada que relatou a atrocidade basicamente como um "potencial desastre de relações públicas para Israel", a perspectiva dos assassinos, e uma desgraça para o jornalismo.
Um ilusionismo semelhante preocupa actualmente os governos asiáticos. Em 20 de Maio a Coreia do Sul anunciou que tinha "prova esmagadora" de que um dos seus navios de guerra, o Cheonan, fora afundado em Março por um torpedo disparado por um submarino norte-coreano com a perda de 46 marinheiros. Os Estados Unidos mantêm 28 mil soldados na Coreia do Sul, onde o sentimento popular há muito apoia uma distensão com Pyongyang.
A 26 de Maio, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, foi a Seul e afirmou que a "comunidade internacional deve responder" ao "ultraje da Coreia do Norte". Ela viajou a seguir ao Japão, onde a nova "ameaça" da Coreia Norte convenientemente eclipsou a breve política externa independente do primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama, eleito no ano passado com a popular oposição à ocupação militar permanente do Japão pelos Estados Unidos. A "prova esmagadora" é uma hélice de torpedo que "tem estado a corroer-se durante pelo menos vários meses", informou o Korea Times. Em Abril, o director da inteligência nacional da Coreia do Sul, Won See-hoon, disse a um comité parlamentar que não havia prova ligando o afundamento do Cheonan à Coreia do Norte. O ministro da Defesa concordou. O chefe de operações militares da marinha da Coreia do Sul disse: "Nenhum vaso de guerra norte coreano foi detectado nas águas em que o acidente se verificou". A referência a "acidente" sugere que o navio abalroou um recife e partiu-se em dois.
Para os media americanos, a culpa da Coreia da Norte é indubitável, assim como não havia dúvida da culpa do Vietname do Norte, nem de que Saddam Hussein dispunha de armas de destruição em massa, nem de que Israel pode aterrorizar com impunidade. Contudo, ao contrário do Vietname e do Iraque, a Coreia do Norte tem armas nucleares, as quais ajudam a explicar porque não foi atacada, ainda não: uma lição saudável para outros países, tais como o Irão, actualmente no centro das atenções.
Na Grã-Bretanha, temos os nossos próprios ilusionistas mestres. Imagine alguém no estado apanhado a beneficiar-se de £40 mil [€45,4 mil] de dinheiro dos contribuintes numa fraude com uma segunda casa. Seguir-se-ia quase certamente uma sentença de prisão. David Laws, secretário chefe do Tesouro, fez o mesmo e é assim descrito:
"Sempre admirei a sua inteligência, seu sentido do dever público e sua integridade pessoal" (Nick Clegg, vice-primeiro-ministro). "O sr. é um homem bom e honrado. Estou certo de que foi sempre motivado pelo desejo de proteger a sua privacidade ao invés de qualquer outra coisa". (David Cameron, primeiro-ministro). Laws é "um homem de nobreza bastante excepcional" (Julian Grover, Guardian ). Uma "mente brilhante" (BBC).
O Clube Oxbridge e seus membros associados à política e aos media tentaram ligar o "erro de julgamento" e a "ingenuidade" de Laws ao seu "direito à privacidade" como gay, uma irrelevância. A "mente brilhante" é um rico banqueiro de investimento cultivado em Cambridge e corrector de ouro dedicdo à nobre tarefa de cortar os serviços públicos da maior parte das pessoas pobres e honestas.
Agora imagine outro responsável público, um dos grandes criminosos e mentirosos de guerra. Este responsável "articulou" a invasão ilegal de um país indefeso que resultou na morte de pelo menos um milhão de pessoas e o despojamento de muitos mais: com efeito, o esmagamento de uma sociedade humana. Se isto fosse nos Balcãs na África, ele muito provavelmente teria sido processado pelo Tribunal Penal Internacional.
Mas o crime compensa para os membros do clube. Em sintonia com o caso Laws, esta verdade foi demonstrada pela contínua celebração de Alastair Campbell, cujas frequentes aparições nos media proporcionam uma emoção indirecta para a intelligensia liberal. Para o Guardian, Campbell é "obstinado, por vezes mal direccionado, mas sem medo de pressionar onde outros podiam ter hesitado". O interesse imediato do Guardian é a publicação "exclusiva" dos diários "politicamente explosivos" e "não censurados" de Campbell. Aqui está uma amostra: "Sábado 14 de Maio. Telefonei a Peter [Mandelson] e perguntei porque ele não respondeu aos meus telefonemas de ontem. 'Você sabe porque'. "Não, não sei'. Ele disse que estava em brasa com a minha entrevista ao Newsnight".
Numa entrevista promocional ao Guardian, Campbell dispensou deste incesto datado, referindo-se assim ao banho de sangue de que foi o principal apologista: "Fez-nos o Iraque perder apoio em 2005?", perguntou retoricamente. "Sem dúvida..." Portanto, uma tragédia criminosa de escala igual à do genocídio de Rwanda foi minimizada como uma "perda" para o New Labour: um ilusionista mestre de notável brutalidade.
O original encontra-se em http://www.johnpilger.com/page.asp?partid=578
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
por John Pilger
. Como começam as guerras? Com um "ilusionista mestre", segundo Ralph McGehee, um dos pioneiros da CIA em "propaganda negra", hoje conhecida como "administração de notícias". Em 1983, ele descreveu-me como a CIA havia forjado um "incidente" que se tornou a "prova conclusiva da agressão do Vietname do Norte". Isto seguia-se a uma afirmação, também forjada, de que navios com torpedos haviam atacado um vaso de guerra americano no Golfo de Tonquim em Agosto de 1964.
"A CIA", disse ele, "carregou um junco, um junco norte-vietnamita, com armas comunistas – a Agência mantém arsenais comunistas nos Estados Unidos e por todo o mundo. Eles rebocaram este junco ao longo da costa do Vietname central. Então dispararam sobre ele e fizeram aparentar que tinha havido um incêndio, e levaram isto à imprensa americana. Com base nesta evidência, duas equipes de Marines aterraram em Danang e uma semana depois disso a força aérea americana começou o bombardeio regular do Vietname do Norte". Uma invasão que ia custar três milhões de vida estava a iniciar.
Os israelenses têm jogado este jogo assassino desde 1948. O massacre de activistas da paz em águas internacionais a 31 de Maio foi uma "pirueta" para o público israelense durante a semana passada, preparando-o para ainda mais assassínios por parte do seu governo, com a flotilha desarmada de trabalhadores humanitários a serem descritos como terroristas ou enganados por terroristas. A BBC ficou tão intimidada que relatou a atrocidade basicamente como um "potencial desastre de relações públicas para Israel", a perspectiva dos assassinos, e uma desgraça para o jornalismo.
Um ilusionismo semelhante preocupa actualmente os governos asiáticos. Em 20 de Maio a Coreia do Sul anunciou que tinha "prova esmagadora" de que um dos seus navios de guerra, o Cheonan, fora afundado em Março por um torpedo disparado por um submarino norte-coreano com a perda de 46 marinheiros. Os Estados Unidos mantêm 28 mil soldados na Coreia do Sul, onde o sentimento popular há muito apoia uma distensão com Pyongyang.
A 26 de Maio, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, foi a Seul e afirmou que a "comunidade internacional deve responder" ao "ultraje da Coreia do Norte". Ela viajou a seguir ao Japão, onde a nova "ameaça" da Coreia Norte convenientemente eclipsou a breve política externa independente do primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama, eleito no ano passado com a popular oposição à ocupação militar permanente do Japão pelos Estados Unidos. A "prova esmagadora" é uma hélice de torpedo que "tem estado a corroer-se durante pelo menos vários meses", informou o Korea Times. Em Abril, o director da inteligência nacional da Coreia do Sul, Won See-hoon, disse a um comité parlamentar que não havia prova ligando o afundamento do Cheonan à Coreia do Norte. O ministro da Defesa concordou. O chefe de operações militares da marinha da Coreia do Sul disse: "Nenhum vaso de guerra norte coreano foi detectado nas águas em que o acidente se verificou". A referência a "acidente" sugere que o navio abalroou um recife e partiu-se em dois.
Para os media americanos, a culpa da Coreia da Norte é indubitável, assim como não havia dúvida da culpa do Vietname do Norte, nem de que Saddam Hussein dispunha de armas de destruição em massa, nem de que Israel pode aterrorizar com impunidade. Contudo, ao contrário do Vietname e do Iraque, a Coreia do Norte tem armas nucleares, as quais ajudam a explicar porque não foi atacada, ainda não: uma lição saudável para outros países, tais como o Irão, actualmente no centro das atenções.
Na Grã-Bretanha, temos os nossos próprios ilusionistas mestres. Imagine alguém no estado apanhado a beneficiar-se de £40 mil [€45,4 mil] de dinheiro dos contribuintes numa fraude com uma segunda casa. Seguir-se-ia quase certamente uma sentença de prisão. David Laws, secretário chefe do Tesouro, fez o mesmo e é assim descrito:
"Sempre admirei a sua inteligência, seu sentido do dever público e sua integridade pessoal" (Nick Clegg, vice-primeiro-ministro). "O sr. é um homem bom e honrado. Estou certo de que foi sempre motivado pelo desejo de proteger a sua privacidade ao invés de qualquer outra coisa". (David Cameron, primeiro-ministro). Laws é "um homem de nobreza bastante excepcional" (Julian Grover, Guardian ). Uma "mente brilhante" (BBC).
O Clube Oxbridge e seus membros associados à política e aos media tentaram ligar o "erro de julgamento" e a "ingenuidade" de Laws ao seu "direito à privacidade" como gay, uma irrelevância. A "mente brilhante" é um rico banqueiro de investimento cultivado em Cambridge e corrector de ouro dedicdo à nobre tarefa de cortar os serviços públicos da maior parte das pessoas pobres e honestas.
Agora imagine outro responsável público, um dos grandes criminosos e mentirosos de guerra. Este responsável "articulou" a invasão ilegal de um país indefeso que resultou na morte de pelo menos um milhão de pessoas e o despojamento de muitos mais: com efeito, o esmagamento de uma sociedade humana. Se isto fosse nos Balcãs na África, ele muito provavelmente teria sido processado pelo Tribunal Penal Internacional.
Mas o crime compensa para os membros do clube. Em sintonia com o caso Laws, esta verdade foi demonstrada pela contínua celebração de Alastair Campbell, cujas frequentes aparições nos media proporcionam uma emoção indirecta para a intelligensia liberal. Para o Guardian, Campbell é "obstinado, por vezes mal direccionado, mas sem medo de pressionar onde outros podiam ter hesitado". O interesse imediato do Guardian é a publicação "exclusiva" dos diários "politicamente explosivos" e "não censurados" de Campbell. Aqui está uma amostra: "Sábado 14 de Maio. Telefonei a Peter [Mandelson] e perguntei porque ele não respondeu aos meus telefonemas de ontem. 'Você sabe porque'. "Não, não sei'. Ele disse que estava em brasa com a minha entrevista ao Newsnight".
Numa entrevista promocional ao Guardian, Campbell dispensou deste incesto datado, referindo-se assim ao banho de sangue de que foi o principal apologista: "Fez-nos o Iraque perder apoio em 2005?", perguntou retoricamente. "Sem dúvida..." Portanto, uma tragédia criminosa de escala igual à do genocídio de Rwanda foi minimizada como uma "perda" para o New Labour: um ilusionista mestre de notável brutalidade.
O original encontra-se em http://www.johnpilger.com/page.asp?partid=578
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
POR QUE SER CONTRA A LEI DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS?
Trata-se de uma Lei que legaliza a terceirização da gestão de serviços e bens coletivos para entidades privadas, mediante o repasse de patrimônio, bens, serviços, servidores e recursos públicos. Consubstancia-se a entrega do que é público na área do ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, meio ambiente, cultura e saúde, para o setor privado, subsidiando-o com recursos públicos. As instituições do Estado são extintas mediante a absorção de suas atividades por OSs. Isto significa uma forte ameaça aos direitos sociais historicamente conquistados.
As Organizações Sociais podem contratar funcionários sem concurso público, adquirir bens e serviços sem processo licitatório. São submetidas, apenas por amostragem, ao controle externo do Tribunal de Contas do Estado. Desconsidera o Controle Social. A dispensa de licitação garantida às OSs para compra de material e cessão de prédios é ilegal e abre precedentes para o desvio do erário público, a exemplo do que já vem sendo investigado pelo Ministério Público da Bahia, São Paulo e Pernambuco, estados em que esse tipo de gestão já foi instalado.
Pela Inconstitucionalidade da Lei que cria as Organizações Sociais Já!
Defendemos gestão e serviços públicos de QUALIDADE
Defendemos o investimento de recursos públicos no setor público
Defendemos o Controle Social
Defendemos concursos públicos e a carreira pública no Serviço Público
Somos contrários à precarização do trabalho
As Organizações Sociais podem contratar funcionários sem concurso público, adquirir bens e serviços sem processo licitatório. São submetidas, apenas por amostragem, ao controle externo do Tribunal de Contas do Estado. Desconsidera o Controle Social. A dispensa de licitação garantida às OSs para compra de material e cessão de prédios é ilegal e abre precedentes para o desvio do erário público, a exemplo do que já vem sendo investigado pelo Ministério Público da Bahia, São Paulo e Pernambuco, estados em que esse tipo de gestão já foi instalado.
Pela Inconstitucionalidade da Lei que cria as Organizações Sociais Já!
Defendemos gestão e serviços públicos de QUALIDADE
Defendemos o investimento de recursos públicos no setor público
Defendemos o Controle Social
Defendemos concursos públicos e a carreira pública no Serviço Público
Somos contrários à precarização do trabalho
ATUALIDADE DO PAPEL HISTÓRICO DA CLASSE TRABALHADORA
Marcos Domich
Desde a expansão da onda liberal que se fala e se tem insistido muito na crise do movimento operário e sindical, na perda da sua centralidade social e sobretudo do que se denomina o papel de vanguarda da classe operária. Ao impor tudo isto como um facto definitivo e irrefutável – principalmente com a ajuda de um poderoso aparelho mediático – os monopólios, a burguesia mundial, em suma o imperialismo, utilizaram esta situação para impor o seu modelo económico e social sem oposição.
O desaparecimento do campo socialista e sobretudo a dissolução contrarevolucionária da União Soviética reforçaram esta ideia. A publicação de obras como as de Francis Fukuyama (funcionário do aparelho estatal estadunidense), sobre «o fim da história» e a eternidade do sistema capitalista, criaram toda uma «base teórica» que, por outro lado, reforçou o que já tinha acontecido em círculos da «fina» intelectualidade da esquerda europeia que, a partir de posições revisionistas, reforçou esta base teórica. A intelectualidade latino-americana de esquerda – da «falsa esquerda» como acaba de a estigmatizar com precisão o Comandante Tomás Borge – menos criativa e mais imitadora, fez o seu próprio trabalho, incluindo na Bolívia, como é óbvio.
A produção teórica de qualquer das alas ou correntes da esquerda ou da direita das ciências sociais, que não é um mero jogo de especulação intelectual, serve para a prática social, para que as classes e as suas representações políticas imponham os seus modelos económicos e sociais. Isto caiu, naturalmente como sopa no mel às transnacionais e às classes possidentes. Estas, com a ideia imposta do fracasso do socialismo, do «estalinismo», etc., aplicaram o neoliberalismo e procederam ao desmantelamento e ao saque dos patrimónios nacionais. Sob a consigna da liberdade do mercado, destruíram os aparelhos produtivos nacionais e converteram tudo em mercadoria, até a água.
Tudo era «livre»; para a classe operária, para os trabalhadores em geral, inventou-se a livre contratação que significou a destruição dos seus instrumentos de luta, particularmente dos sindicatos e o submetimento a um sistema de exploração semelhante aos tempos de emergência do capitalismo. As leis de protecção do trabalho, o sistema de segurança social e muitas outras conquistas dos trabalhadores foram violentadas de forma clara. Até a mais histórica das conquistas dos trabalhadores: a jornada de oito horas, desapareceu. Na prática, anulou-se «legal» ou ilegalmente o que se conhece como conquistas sociais dos trabalhadores. Sob a consigna de que tudo isto se fazia em parlamentos democráticos de levanta-a-mão, sancionaram-se novas disposições que legalizaram estas realidades sociais cruéis para os trabalhadores.
Utilizámos muitas palavras para descrever estes arquiconhecidos factos, mas era necessário recordá-los para explicar o que se passa no nosso país e sobretudo o que ocorre no movimento operário e sindical em particular. O que é que se passa com a COB [Central Operária Boliviana], com os sindicatos, nesta conjuntura histórica por que passa a Bolívia? Começamos, de forma ex professa, com uma referência ao quadro internacional, porque o que se passou na Bolívia passou-se em todo o mundo. Isto sucedeu a mouros e a cristãos. Os trabalhadores, independentemente da cor da sua pele, idioma ou crença religiosa, sofreram todos por igual; todos os que vivem numa sociedade capitalista. Os matizes ou as peculiaridades das regiões, os povos ou intensidade da exploração, têm de ser levados em conta na hora da acção, mas não contradizem as regularidades do capitalismo, neste caso global. Enfatizamos isto porque não faltam obtusos que afirmam, por exemplo, que o sindicalismo é um mal-agradecido «invento europeu». E há também que fixar bem um facto: se o capitalismo internacional e o imperialismo campeiam no planeta, não se deve ignorar que há países que vivem uma situação distinta. A situação na Bolívia não é a mesma da Colômbia ou do Chile ou do Peru; particularmente não é a mesma a situação dos trabalhadores.
É um facto irrecusável que houve uma crise no movimento operário e sindical boliviano. Esta crise ainda continua a perturbar a acção dos trabalhadores e ainda não encontrou o caminho para a sua superação. Vejamos as duas faces desta crise. Uma é criada pelo próprio capitalismo. A destruição de postos de trabalho (a «deslocalização»), o virtual aniquilamento de destacamentos operários como o dos mineiros da COMIBOL [Corporação Mineira da Bolívia], na prática uma desproletarização do país. Tinha-se anulado o portador da ideologia de vanguarda, o que estava bastante seguro da sua missão histórica, formulada na Tese Socialista da COB em 1970. É certo que houve depois um processo de reproletarização como escreveu Garcia Linera [Vice-presidente da Bolívia]; alargaram-se as fileiras dos trabalhadores; não desapareceu o proletariado. Mas este tem agora as características de todo o proletariado recente, jovem: é mais classe em si do que classe para si.
A outra faceta é a da mentalidade, da consciência social dos trabalhadores e que de alguma forma é a dominante nas suas organizações naturais. Em toda a sociedade predomina a ideologia da classe dominante. Os trabalhadores bolivianos não escapam a esta regularidade que actua na sociedade capitalista. Isto leva ao desenvolvimento de uma luta incansável pela sua superação: recuperar a memória histórica dos trabalhadores, recordar as suas tradições e glórias, pois estas, sim, existiram.
Uma peculiaridade do movimento laboral e sindical boliviano é que também sofre algumas doenças que perturbam o adequado lançamento das lutas: o radicalismo que acredita que tudo se pode fazer de imediato e que, de facto, na conjuntura actual da Bolívia, é possível satisfazer plenamente todas as legítimas aspirações dos trabalhadores. Para isso recorrem a métodos, acções e a formulações e consignas que são francamente irracionais, carentes de sentido da realidade e de lógica elementar. Uma verdadeira «doença infantil», e infelizmente, por esta via coincidente com os propósitos e planos do imperialismo, da reacção nativa. São-lhes funcionais. Apagaram da sua memória histórica (se acaso a tiveram) o que se passou com os governos progressistas ou democráticos. Dizem que querem o socialismo, mas acreditam, por ventura, que se se desestabiliza ou se derruba o actual governo virá o socialismo?
A história tem, no entanto, a sua coerência e os trabalhadores não são alheios a ela. Esperamos que se imponha o pensamento avançado, que coincide com a sua verdadeira consciência de classe, com o seu real papel revolucionário.
* Marcos Domich, Professor da Universidade de La Paz, é amigo e colaborador de odiario.info.
Tradução de José Paulo Gascão
Desde a expansão da onda liberal que se fala e se tem insistido muito na crise do movimento operário e sindical, na perda da sua centralidade social e sobretudo do que se denomina o papel de vanguarda da classe operária. Ao impor tudo isto como um facto definitivo e irrefutável – principalmente com a ajuda de um poderoso aparelho mediático – os monopólios, a burguesia mundial, em suma o imperialismo, utilizaram esta situação para impor o seu modelo económico e social sem oposição.
O desaparecimento do campo socialista e sobretudo a dissolução contrarevolucionária da União Soviética reforçaram esta ideia. A publicação de obras como as de Francis Fukuyama (funcionário do aparelho estatal estadunidense), sobre «o fim da história» e a eternidade do sistema capitalista, criaram toda uma «base teórica» que, por outro lado, reforçou o que já tinha acontecido em círculos da «fina» intelectualidade da esquerda europeia que, a partir de posições revisionistas, reforçou esta base teórica. A intelectualidade latino-americana de esquerda – da «falsa esquerda» como acaba de a estigmatizar com precisão o Comandante Tomás Borge – menos criativa e mais imitadora, fez o seu próprio trabalho, incluindo na Bolívia, como é óbvio.
A produção teórica de qualquer das alas ou correntes da esquerda ou da direita das ciências sociais, que não é um mero jogo de especulação intelectual, serve para a prática social, para que as classes e as suas representações políticas imponham os seus modelos económicos e sociais. Isto caiu, naturalmente como sopa no mel às transnacionais e às classes possidentes. Estas, com a ideia imposta do fracasso do socialismo, do «estalinismo», etc., aplicaram o neoliberalismo e procederam ao desmantelamento e ao saque dos patrimónios nacionais. Sob a consigna da liberdade do mercado, destruíram os aparelhos produtivos nacionais e converteram tudo em mercadoria, até a água.
Tudo era «livre»; para a classe operária, para os trabalhadores em geral, inventou-se a livre contratação que significou a destruição dos seus instrumentos de luta, particularmente dos sindicatos e o submetimento a um sistema de exploração semelhante aos tempos de emergência do capitalismo. As leis de protecção do trabalho, o sistema de segurança social e muitas outras conquistas dos trabalhadores foram violentadas de forma clara. Até a mais histórica das conquistas dos trabalhadores: a jornada de oito horas, desapareceu. Na prática, anulou-se «legal» ou ilegalmente o que se conhece como conquistas sociais dos trabalhadores. Sob a consigna de que tudo isto se fazia em parlamentos democráticos de levanta-a-mão, sancionaram-se novas disposições que legalizaram estas realidades sociais cruéis para os trabalhadores.
Utilizámos muitas palavras para descrever estes arquiconhecidos factos, mas era necessário recordá-los para explicar o que se passa no nosso país e sobretudo o que ocorre no movimento operário e sindical em particular. O que é que se passa com a COB [Central Operária Boliviana], com os sindicatos, nesta conjuntura histórica por que passa a Bolívia? Começamos, de forma ex professa, com uma referência ao quadro internacional, porque o que se passou na Bolívia passou-se em todo o mundo. Isto sucedeu a mouros e a cristãos. Os trabalhadores, independentemente da cor da sua pele, idioma ou crença religiosa, sofreram todos por igual; todos os que vivem numa sociedade capitalista. Os matizes ou as peculiaridades das regiões, os povos ou intensidade da exploração, têm de ser levados em conta na hora da acção, mas não contradizem as regularidades do capitalismo, neste caso global. Enfatizamos isto porque não faltam obtusos que afirmam, por exemplo, que o sindicalismo é um mal-agradecido «invento europeu». E há também que fixar bem um facto: se o capitalismo internacional e o imperialismo campeiam no planeta, não se deve ignorar que há países que vivem uma situação distinta. A situação na Bolívia não é a mesma da Colômbia ou do Chile ou do Peru; particularmente não é a mesma a situação dos trabalhadores.
É um facto irrecusável que houve uma crise no movimento operário e sindical boliviano. Esta crise ainda continua a perturbar a acção dos trabalhadores e ainda não encontrou o caminho para a sua superação. Vejamos as duas faces desta crise. Uma é criada pelo próprio capitalismo. A destruição de postos de trabalho (a «deslocalização»), o virtual aniquilamento de destacamentos operários como o dos mineiros da COMIBOL [Corporação Mineira da Bolívia], na prática uma desproletarização do país. Tinha-se anulado o portador da ideologia de vanguarda, o que estava bastante seguro da sua missão histórica, formulada na Tese Socialista da COB em 1970. É certo que houve depois um processo de reproletarização como escreveu Garcia Linera [Vice-presidente da Bolívia]; alargaram-se as fileiras dos trabalhadores; não desapareceu o proletariado. Mas este tem agora as características de todo o proletariado recente, jovem: é mais classe em si do que classe para si.
A outra faceta é a da mentalidade, da consciência social dos trabalhadores e que de alguma forma é a dominante nas suas organizações naturais. Em toda a sociedade predomina a ideologia da classe dominante. Os trabalhadores bolivianos não escapam a esta regularidade que actua na sociedade capitalista. Isto leva ao desenvolvimento de uma luta incansável pela sua superação: recuperar a memória histórica dos trabalhadores, recordar as suas tradições e glórias, pois estas, sim, existiram.
Uma peculiaridade do movimento laboral e sindical boliviano é que também sofre algumas doenças que perturbam o adequado lançamento das lutas: o radicalismo que acredita que tudo se pode fazer de imediato e que, de facto, na conjuntura actual da Bolívia, é possível satisfazer plenamente todas as legítimas aspirações dos trabalhadores. Para isso recorrem a métodos, acções e a formulações e consignas que são francamente irracionais, carentes de sentido da realidade e de lógica elementar. Uma verdadeira «doença infantil», e infelizmente, por esta via coincidente com os propósitos e planos do imperialismo, da reacção nativa. São-lhes funcionais. Apagaram da sua memória histórica (se acaso a tiveram) o que se passou com os governos progressistas ou democráticos. Dizem que querem o socialismo, mas acreditam, por ventura, que se se desestabiliza ou se derruba o actual governo virá o socialismo?
A história tem, no entanto, a sua coerência e os trabalhadores não são alheios a ela. Esperamos que se imponha o pensamento avançado, que coincide com a sua verdadeira consciência de classe, com o seu real papel revolucionário.
* Marcos Domich, Professor da Universidade de La Paz, é amigo e colaborador de odiario.info.
Tradução de José Paulo Gascão
O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO
EMANUEL CANCELLA
Os partidos políticos, as centrais sindicais, os movimentos sociais e a mídia precisam se manifestar e se posicionar para garantir que a riqueza obtida com a exploração do petróleo na camada do pré-sal fique, de fato, no Brasil. A omissão agora, no momento em que está tramitando no Senado o marco regulatório, é crime. Vale registrar que a nova lei do Lula já foi totalmente modificada no Congresso Nacional e, por sinal, para pior, muito pior.
As emendas apresentadas são extremamente nocivas. A pergunta que se faz hoje é: você quer entregar o petróleo para quem, para as multinacionais ou quer fazer com que o Brasil enriqueça com a sua exploração? Não existe um terceiro lado. Chegou a hora de marcar posição e ir para as ruas. Muita gente só tem olhos para a eleição, principalmente a disputa pela presidência.
É verdade que alguns partidos, centrais e movimentos sociais apoiaram o projeto dos movimentos sociais, que propõe uma Petrobrás 100% estatal e pública, a volta do monopólio, o fim dos leilões da ANP e a revisão dos já realizados. Isso é um avanço, mas é pouco frente aos interesses de grupos internacionais, representados no Brasil por políticos entreguistas.
Há pouco tempo, o governador Sérgio Cabral puxou um movimento em defesa dos royalties chamado “Covardia contra o RIO” e que movimentou o Rio e o Brasil, tendo repercutido até no Congresso Nacional.
Foi uma resposta à emenda do deputado gaúcho Ibsen Pinheiro, que propôs distribuir os royalties para todos os estados e municípios brasileiros, discriminando, porém, os estados e municípios produtores.
Agora, que a ameaça é a dos gringos levarem o nosso petróleo, ninguém fala nada! Nós, da Campanha o Petróleo Tem que Ser nosso! achamos que eleição é muito importante, porque vai decidir o destino do país nos próximos quatro anos. Mas sabemos que tratar do tema petróleo hoje significa discutir o Brasil para os próximos cinqüenta anos.
Já podemos imaginar o Brasil sanando todos os nossos problemas sociais, principalmente os da nossa população pobre, acabando com a miséria de nosso povo sem que para isso seja necessário pedir um centavo emprestado a organismos financeiros internacionais. Tudo com dinheiro do petróleo, principalmente do pré-sal. Aliás, os políticos dizem defender prioritariamente os mais necessitados, parafraseando Jesus Cristo, que fez, de fato, a opção pelos pobres.
Lula representa como ninguém o Brasil lá fora, mas quando chega a hora de defender nossos próprios interesses, a história é outra. No marco regulatório do petróleo, por exemplo, apesar de superar a lei entreguista de FHC, o governo só garante aos brasileiros 30% das reservas do pré-sal. Os outros 70% vão ser abocanhados, melhor dizendo, surrupiados pelas multinacionais.
Como diz o ator Paulo Betti em nosso filme da campanha do petróleo: “achamos um tesouro em nosso quintal e vamos entregar…” Acreditamos que a sociedade vá se levantar contra esse entreguismo. Isso porque, na década de 50, quando não existia televisão, internet e nem havia certeza da existência de petróleo no Brasil, o povo foi às ruas e organizou o maior movimento cívico que esse país já vivenciou.
O movimento “O petróleo é nosso!” foi responsável pela criação da Petrobrás e estabeleceu o monopólio estatal do petróleo. A Petrobrás fez a sua parte. Entre tantos êxitos desenvolveu tecnologia inexistente no mundo e descobriu o pré-sal. Será que toda essa luta de nosso povo seria para depois entregar, de mão beijada, o nosso petróleo aos gringos? Muito estranho o silêncio, principalmente dos partidos políticos, das centrais sindicais e dos movimentos sociais.
Grande parte da mídia sempre agiu assim, contra os interesses nacionais e, portanto, não é de estranhar sua omissão hoje. Só para refrescar a memória: a imprensa nacional aliou-se à ditadura militar, foi a principal articuladora da candidatura Collor, que se revelou um grande farsante e escondeu o quanto pode o movimento das Diretas Já! Parece que o Brasil, em detrimento de nosso povo, assumiu definitivamente a condição de quintal do mundo. Daqui já levaram todas nossas riquezas naturais, o petróleo é só mais uma. Vamos continuar a ser o país do futuro!
Fonte : Agência Petroleira de Notícias
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Postado por PCB - COMITÊ SÃO GONÇALO às 23:59 0 comentários
REDUÇÃO DA JORNADA PARA 40 HORAS: SEM LUTA E ORGANIZAÇÃO NÃO HAVERÁ CONQUISTA
A luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais é uma bandeira histórica dos trabalhadores brasileiros. Em 30 de junho de 2009 ela ganhou novo capítulo ao ser aprovada em uma comissão especial da Câmara dos Deputados, por unanimidade, a PEC 231-A de 1995, que propunha a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. A aprovação foi muito comemorada pelo movimento sindical governista, que prometia fazer o diabo para que a emenda fosse encaminhada com urgência para votação.
Faz-se necessário esclarecer, todavia, que a comissão presidida pelo deputado Vicentinho (PT/SP), ex-presidente da CUT, em cuja gestão se fortaleceu no interior da central a concepção de sindicalismo propositivo e cidadão, analisou três PEC’s que versavam sobre o tema da redução da jornada de trabalho. A PEC aprovada pela comissão foi a 231-A, em tese menos agressiva aos interesses dos patrões, rejeitando-se outras duas de conteúdo mais avançado para os trabalhadores. Uma delas era a PEC 271 de 1995, de autoria do deputado Eduardo Jorge, à época do PT/SP, que propunha a redução da jornada diária de 8 horas para 6 horas e da jornada semanal de 44 horas para 30 horas semanais, à razão de 1 hora semanal a menos a cada ano. A PEC 271 frisava que essa redução não implicaria em redução salarial. A outra PEC rejeitada foi a 393 de 2001, de autoria do então deputado Inácio Arruda (PC do B/CE), que além de reduzir a jornada para 40 horas a partir de 1º de janeiro de 2002 e para 35 horas a partir de 1º de janeiro de 2004, estabelecia novos percentuais para o adicional de hora-extra, sendo de 100% nos dias de semana e de 200% nos domingos e feriados.
A lógica que orientou a comissão a encaminhar para o plenário da Câmara a PEC 231-A, foi a de que aprovando uma proposta em tese menos agressiva aos interesses patronais, descartando outras duas mais favoráveis aos trabalhadores, a resistência da burguesia seria menor, facilitando sua aprovação pelo Congresso. Porém, se passou exatamente o contrário. Mesmo com a comissão especial aprovando a PEC 231-A, as organizações patronais reagiram, demonstrando sua intolerância com a aprovação de qualquer direito em favor dos trabalhadores que possa significar uma redução em seus lucros. Brandiram ameaças de que a redução da jornada para 40 horas aumentaria o desemprego, ao elevar os custos das empresas. Diante da pressão patronal o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), sem pretender ofender os interesses da classe que representa, mas também premido pelos dirigentes sindicais e de olho nas eleições, apresentou uma saída intermediária. A jornada não mais seria reduzida para 40 horas semanais, mas sofreria uma redução paulatina, para 43 em 2011 e 42 em 2012. A proposta de Temer não acaba com as horas-extras, tampouco eleva o adicional para a mesma.
As grandes centrais sindicais, especialmente CUT e Força Sindical, diante do impasse e da reação patronal, recuaram e desistiram da aprovação integral da PEC 231-A, sinalizando que aceitam negociar a jornada para 42 horas semanais proposta por Temer. As causas mais profundas desse recuo estão no sindicalismo praticado por essas centrais. Este sindicalismo, crismado de propositivo, troca a luta e a organização dos trabalhadores a partir dos locais de trabalho, por um sindicalismo cuja marca é a institucionalização de suas ações. A pressão organizada dos trabalhadores a partir da base é desviada para o âmbito dos espaços institucionais, para a negociação de migalhas na Câmara dos Deputados, arena de luta onde a classe dominante leva larga vantagem numérica e política, pois se trata de um aparelho de Estado aberto à representação de todas as classes sociais, em especial das diferentes frações da burguesia. O sindicalismo propositivo, ao se institucionalizar, reproduz entre os trabalhadores uma cultura de passividade política, na qual deixam de serem os protagonistas da sua história para se transformarem em meros espectadores de uma trama cujo desenlace cabe aos profissionais da política.
A institucionalização da luta pela redução da jornada para 40 horas seguiu o mesmo roteiro e acabou por cair nessa esparrela. As grandes centrais e seus porta-vozes na Câmara dos Deputados, especialmente Vicentinho (PT/SP) e Paulinho (PDT/SP), que exibiam disposição em lutar até o fim pela aprovação da redução para 40 horas, recuaram e decidiram apoiar a proposta intermediária feita por Temer. As causas para esse recuo podem ser explicadas pela ilusão que as grandes centrais e seus porta-vozes nutriram e semearam, em achar que ao aprovar a PEC 231-A na comissão especial, a votação no Congresso seria barbada. No mínimo subestimaram a resistência dos patrões. O exemplo dessa resistência e da pressão patronal contra a aprovação da redução da jornada para 40 horas, resultou na proposta dita intermediária apresentada por Temer.
As grandes centrais e os seus porta-vozes também foram deixados de mãos abanando pelo governo Lula, cuja governabilidade, ao ser garantida por um arco de aliança com partidos claramente burgueses, especialmente o PMDB, tem como regra não infringir certas condições tacitamente estabelecidas. A principal delas é a de não apoiar projetos favoráveis aos interesses dos trabalhadores. Até mesmo Dilma Roussef, a candidata petista à presidência apoiada pelas grandes centrais, ao ser perguntada se apoiava a redução da jornada para 40 horas, declarou que, “Eu não posso apoiar nem não apoiar porque não acho que seja uma matéria governamental”. Diante desse quadro, e sem condições políticas para deslocar o eixo da luta pela redução da jornada para 40 horas para a mobilização de massa, os dirigentes das grandes centrais foram tangidos a topar a proposta de Michel Temer de redução gradual da jornada até o limite de 42 horas e negociá-la no Congresso.
Contudo, é importante lembrar que a proposta de Michel Temer não passa de uma... proposta. Seu objetivo seria o de criar as condições para uma negociação capaz de produzir uma proposta de consenso a ser levada à votação na Câmara. Porém, isso não significa que ela será aceita pelos patrões. Declarações de dirigentes de entidades patronais indicam que os capitalistas não aceitam qualquer redução da jornada de trabalho, demonstrando que a atual lógica do capitalismo, pautada pela precarização e consequente acentuação dos níveis de exploração dos trabalhadores, não admite a ampliação de direitos. No limite, os porta-vozes da classe patronal deixaram claro que só aceitam a redução da jornada, se esta vier acompanhada de uma redução concomitante nos salários ou se receberem em contrapartida uma redução na alíquota de contribuição ao INSS. Como a proposta de Temer servirá de base para uma negociação, ela pode ser ainda mais piorada.
Uma das principais bandeiras de luta dos trabalhadores brasileiros, a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução dos salários, ao seguir o caminho da institucionalização, chocou-se com uma oposição organizada da classe patronal. Isso obrigou as grandes centrais e o sindicalismo governista a aceitar uma negociação que pode desfigurar e rebaixar a proposta original da PEC 231-A. Esse fato demonstra que a luta dos trabalhadores para avançar em suas conquistas, mesmo em um regime democrático-burguês, não será alcançada nos sinistros corredores do Congresso. Ela não pode estar à mercê de uma institucionalização que torna as conquistas dependentes de uma correlação de forças e de um jogo parlamentar que os trabalhadores não dominam. Tampouco as mobilizações podem ficar presas a uma lógica na qual elas não são o fator principal, mas servem de mero arrimo ao jogo institucional. As conquistas dos trabalhadores serão sempre fruto de sua luta e organização.
Renato Nucci Junior (Membro do Comitê Central do PCB)
Os partidos políticos, as centrais sindicais, os movimentos sociais e a mídia precisam se manifestar e se posicionar para garantir que a riqueza obtida com a exploração do petróleo na camada do pré-sal fique, de fato, no Brasil. A omissão agora, no momento em que está tramitando no Senado o marco regulatório, é crime. Vale registrar que a nova lei do Lula já foi totalmente modificada no Congresso Nacional e, por sinal, para pior, muito pior.
As emendas apresentadas são extremamente nocivas. A pergunta que se faz hoje é: você quer entregar o petróleo para quem, para as multinacionais ou quer fazer com que o Brasil enriqueça com a sua exploração? Não existe um terceiro lado. Chegou a hora de marcar posição e ir para as ruas. Muita gente só tem olhos para a eleição, principalmente a disputa pela presidência.
É verdade que alguns partidos, centrais e movimentos sociais apoiaram o projeto dos movimentos sociais, que propõe uma Petrobrás 100% estatal e pública, a volta do monopólio, o fim dos leilões da ANP e a revisão dos já realizados. Isso é um avanço, mas é pouco frente aos interesses de grupos internacionais, representados no Brasil por políticos entreguistas.
Há pouco tempo, o governador Sérgio Cabral puxou um movimento em defesa dos royalties chamado “Covardia contra o RIO” e que movimentou o Rio e o Brasil, tendo repercutido até no Congresso Nacional.
Foi uma resposta à emenda do deputado gaúcho Ibsen Pinheiro, que propôs distribuir os royalties para todos os estados e municípios brasileiros, discriminando, porém, os estados e municípios produtores.
Agora, que a ameaça é a dos gringos levarem o nosso petróleo, ninguém fala nada! Nós, da Campanha o Petróleo Tem que Ser nosso! achamos que eleição é muito importante, porque vai decidir o destino do país nos próximos quatro anos. Mas sabemos que tratar do tema petróleo hoje significa discutir o Brasil para os próximos cinqüenta anos.
Já podemos imaginar o Brasil sanando todos os nossos problemas sociais, principalmente os da nossa população pobre, acabando com a miséria de nosso povo sem que para isso seja necessário pedir um centavo emprestado a organismos financeiros internacionais. Tudo com dinheiro do petróleo, principalmente do pré-sal. Aliás, os políticos dizem defender prioritariamente os mais necessitados, parafraseando Jesus Cristo, que fez, de fato, a opção pelos pobres.
Lula representa como ninguém o Brasil lá fora, mas quando chega a hora de defender nossos próprios interesses, a história é outra. No marco regulatório do petróleo, por exemplo, apesar de superar a lei entreguista de FHC, o governo só garante aos brasileiros 30% das reservas do pré-sal. Os outros 70% vão ser abocanhados, melhor dizendo, surrupiados pelas multinacionais.
Como diz o ator Paulo Betti em nosso filme da campanha do petróleo: “achamos um tesouro em nosso quintal e vamos entregar…” Acreditamos que a sociedade vá se levantar contra esse entreguismo. Isso porque, na década de 50, quando não existia televisão, internet e nem havia certeza da existência de petróleo no Brasil, o povo foi às ruas e organizou o maior movimento cívico que esse país já vivenciou.
O movimento “O petróleo é nosso!” foi responsável pela criação da Petrobrás e estabeleceu o monopólio estatal do petróleo. A Petrobrás fez a sua parte. Entre tantos êxitos desenvolveu tecnologia inexistente no mundo e descobriu o pré-sal. Será que toda essa luta de nosso povo seria para depois entregar, de mão beijada, o nosso petróleo aos gringos? Muito estranho o silêncio, principalmente dos partidos políticos, das centrais sindicais e dos movimentos sociais.
Grande parte da mídia sempre agiu assim, contra os interesses nacionais e, portanto, não é de estranhar sua omissão hoje. Só para refrescar a memória: a imprensa nacional aliou-se à ditadura militar, foi a principal articuladora da candidatura Collor, que se revelou um grande farsante e escondeu o quanto pode o movimento das Diretas Já! Parece que o Brasil, em detrimento de nosso povo, assumiu definitivamente a condição de quintal do mundo. Daqui já levaram todas nossas riquezas naturais, o petróleo é só mais uma. Vamos continuar a ser o país do futuro!
Fonte : Agência Petroleira de Notícias
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REDUÇÃO DA JORNADA PARA 40 HORAS: SEM LUTA E ORGANIZAÇÃO NÃO HAVERÁ CONQUISTA
A luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais é uma bandeira histórica dos trabalhadores brasileiros. Em 30 de junho de 2009 ela ganhou novo capítulo ao ser aprovada em uma comissão especial da Câmara dos Deputados, por unanimidade, a PEC 231-A de 1995, que propunha a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. A aprovação foi muito comemorada pelo movimento sindical governista, que prometia fazer o diabo para que a emenda fosse encaminhada com urgência para votação.
Faz-se necessário esclarecer, todavia, que a comissão presidida pelo deputado Vicentinho (PT/SP), ex-presidente da CUT, em cuja gestão se fortaleceu no interior da central a concepção de sindicalismo propositivo e cidadão, analisou três PEC’s que versavam sobre o tema da redução da jornada de trabalho. A PEC aprovada pela comissão foi a 231-A, em tese menos agressiva aos interesses dos patrões, rejeitando-se outras duas de conteúdo mais avançado para os trabalhadores. Uma delas era a PEC 271 de 1995, de autoria do deputado Eduardo Jorge, à época do PT/SP, que propunha a redução da jornada diária de 8 horas para 6 horas e da jornada semanal de 44 horas para 30 horas semanais, à razão de 1 hora semanal a menos a cada ano. A PEC 271 frisava que essa redução não implicaria em redução salarial. A outra PEC rejeitada foi a 393 de 2001, de autoria do então deputado Inácio Arruda (PC do B/CE), que além de reduzir a jornada para 40 horas a partir de 1º de janeiro de 2002 e para 35 horas a partir de 1º de janeiro de 2004, estabelecia novos percentuais para o adicional de hora-extra, sendo de 100% nos dias de semana e de 200% nos domingos e feriados.
A lógica que orientou a comissão a encaminhar para o plenário da Câmara a PEC 231-A, foi a de que aprovando uma proposta em tese menos agressiva aos interesses patronais, descartando outras duas mais favoráveis aos trabalhadores, a resistência da burguesia seria menor, facilitando sua aprovação pelo Congresso. Porém, se passou exatamente o contrário. Mesmo com a comissão especial aprovando a PEC 231-A, as organizações patronais reagiram, demonstrando sua intolerância com a aprovação de qualquer direito em favor dos trabalhadores que possa significar uma redução em seus lucros. Brandiram ameaças de que a redução da jornada para 40 horas aumentaria o desemprego, ao elevar os custos das empresas. Diante da pressão patronal o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), sem pretender ofender os interesses da classe que representa, mas também premido pelos dirigentes sindicais e de olho nas eleições, apresentou uma saída intermediária. A jornada não mais seria reduzida para 40 horas semanais, mas sofreria uma redução paulatina, para 43 em 2011 e 42 em 2012. A proposta de Temer não acaba com as horas-extras, tampouco eleva o adicional para a mesma.
As grandes centrais sindicais, especialmente CUT e Força Sindical, diante do impasse e da reação patronal, recuaram e desistiram da aprovação integral da PEC 231-A, sinalizando que aceitam negociar a jornada para 42 horas semanais proposta por Temer. As causas mais profundas desse recuo estão no sindicalismo praticado por essas centrais. Este sindicalismo, crismado de propositivo, troca a luta e a organização dos trabalhadores a partir dos locais de trabalho, por um sindicalismo cuja marca é a institucionalização de suas ações. A pressão organizada dos trabalhadores a partir da base é desviada para o âmbito dos espaços institucionais, para a negociação de migalhas na Câmara dos Deputados, arena de luta onde a classe dominante leva larga vantagem numérica e política, pois se trata de um aparelho de Estado aberto à representação de todas as classes sociais, em especial das diferentes frações da burguesia. O sindicalismo propositivo, ao se institucionalizar, reproduz entre os trabalhadores uma cultura de passividade política, na qual deixam de serem os protagonistas da sua história para se transformarem em meros espectadores de uma trama cujo desenlace cabe aos profissionais da política.
A institucionalização da luta pela redução da jornada para 40 horas seguiu o mesmo roteiro e acabou por cair nessa esparrela. As grandes centrais e seus porta-vozes na Câmara dos Deputados, especialmente Vicentinho (PT/SP) e Paulinho (PDT/SP), que exibiam disposição em lutar até o fim pela aprovação da redução para 40 horas, recuaram e decidiram apoiar a proposta intermediária feita por Temer. As causas para esse recuo podem ser explicadas pela ilusão que as grandes centrais e seus porta-vozes nutriram e semearam, em achar que ao aprovar a PEC 231-A na comissão especial, a votação no Congresso seria barbada. No mínimo subestimaram a resistência dos patrões. O exemplo dessa resistência e da pressão patronal contra a aprovação da redução da jornada para 40 horas, resultou na proposta dita intermediária apresentada por Temer.
As grandes centrais e os seus porta-vozes também foram deixados de mãos abanando pelo governo Lula, cuja governabilidade, ao ser garantida por um arco de aliança com partidos claramente burgueses, especialmente o PMDB, tem como regra não infringir certas condições tacitamente estabelecidas. A principal delas é a de não apoiar projetos favoráveis aos interesses dos trabalhadores. Até mesmo Dilma Roussef, a candidata petista à presidência apoiada pelas grandes centrais, ao ser perguntada se apoiava a redução da jornada para 40 horas, declarou que, “Eu não posso apoiar nem não apoiar porque não acho que seja uma matéria governamental”. Diante desse quadro, e sem condições políticas para deslocar o eixo da luta pela redução da jornada para 40 horas para a mobilização de massa, os dirigentes das grandes centrais foram tangidos a topar a proposta de Michel Temer de redução gradual da jornada até o limite de 42 horas e negociá-la no Congresso.
Contudo, é importante lembrar que a proposta de Michel Temer não passa de uma... proposta. Seu objetivo seria o de criar as condições para uma negociação capaz de produzir uma proposta de consenso a ser levada à votação na Câmara. Porém, isso não significa que ela será aceita pelos patrões. Declarações de dirigentes de entidades patronais indicam que os capitalistas não aceitam qualquer redução da jornada de trabalho, demonstrando que a atual lógica do capitalismo, pautada pela precarização e consequente acentuação dos níveis de exploração dos trabalhadores, não admite a ampliação de direitos. No limite, os porta-vozes da classe patronal deixaram claro que só aceitam a redução da jornada, se esta vier acompanhada de uma redução concomitante nos salários ou se receberem em contrapartida uma redução na alíquota de contribuição ao INSS. Como a proposta de Temer servirá de base para uma negociação, ela pode ser ainda mais piorada.
Uma das principais bandeiras de luta dos trabalhadores brasileiros, a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução dos salários, ao seguir o caminho da institucionalização, chocou-se com uma oposição organizada da classe patronal. Isso obrigou as grandes centrais e o sindicalismo governista a aceitar uma negociação que pode desfigurar e rebaixar a proposta original da PEC 231-A. Esse fato demonstra que a luta dos trabalhadores para avançar em suas conquistas, mesmo em um regime democrático-burguês, não será alcançada nos sinistros corredores do Congresso. Ela não pode estar à mercê de uma institucionalização que torna as conquistas dependentes de uma correlação de forças e de um jogo parlamentar que os trabalhadores não dominam. Tampouco as mobilizações podem ficar presas a uma lógica na qual elas não são o fator principal, mas servem de mero arrimo ao jogo institucional. As conquistas dos trabalhadores serão sempre fruto de sua luta e organização.
Renato Nucci Junior (Membro do Comitê Central do PCB)
A HISTÓRIA DE LIGATCHOV: UM CONTO PARA O NOSSO TEMPO
por Roger Keeran [*]
Um mistério central do colapso da União Soviética foi a razão porque o Comité Central do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) permitiu mais ou menos passivamente que Mikhail Gorbachev e aqueles que o rodeavam diluísse a ideologia marxista-leninista, enfraquecesse o Partido Comunista e finalmente desmantelasse o próprio socialismo.
Este mistério foi perfeitamente simbolizado na vida de Iegor Ligatchov, o vice-líder do PCUS nos primeiros tempos de Gorbachev e um marxista-leninista cabal que apoiou as suas primeiras reformas, particularmente aquelas destinadas a promover abertura, livre discussão e tecnologia moderna, mas que se opôs totalmente à direcção final da perestroika — a marginalização do PCUS, o estilhaçamento da União Soviética e a viragem rumo ao capitalismo.
As memória de Ligatchov. Escritas no princípio da década de 1990, as memórias de Ligatchov constituem uma leitura penosa. Elas estão cheias de tristeza e de lamentos quanto ao que aconteceu ao partido e ao socialismo e, com o "coração pesado", de "quão infelizmente profético" ele foi.
Contudo, estas recordações são destituídas de qualquer percepção de porque se verificou o colapso do socialismo ou do que ele e outros comunistas com ideias afins poderiam ter feito a fim de mudar o rumo das coisas, de como poderiam ter actuado de forma diferente.
A obtusidade de Ligatchov lança uma luz considerável sobre o mistério da apatia do Comité Central. No próprio momento em que Gorbachev estava a minar o Partido Comunista, inclusive o seu papel de liderança e o seu centralismo democrático, Ligatchov estava cegado pela sua própria deferência para com o líder do Partido e neutralizado pelo seu compromisso para com o centralismo democrático.
Uma anedota ligeiramente patética foi relatada pelo próprio Ligatchov. Enquanto ainda membro do Politburo, Ligatchov disse que "previa o curso trágico dos acontecimentos e não podia permanecer silencioso". Então, o que fez ele? Escreveu uma carta a Gorbachev pormenorizando as suas críticas e preocupações. Gorbachev "arquivou" a sua carta e recusou-se a enviá-la ao Comité Central. Ligatchov disse que a recusa de Gorbachev a circular a carta era "algo tão inacreditável e espantoso... que ainda não posso entender". A parte realmente inacreditável e espantosa desta história é que Ligatchov pensasse que o único meio de se opor a políticas que estavam a conduzir o partido e o país ao desastre era apelar ao autor daquelas políticas.
A coisa patética nesta história é que o respeito de Ligatchov pelo líder do Partido Comunista e pelo centralismo democrático do partido era tão forte que realmente facilitou a destruição do PCUS por Gorbachev. Além disso, a sua deferência era tão forte que anos depois acreditava que ao escrever a Gorbachev "fiz tudo o que podia para impedir a desgraça". O PCEUA
Hoje, o PCEUA atravessa uma transformação de muitos modos paralela ao que aconteceu na União Soviética vinte anos atrás. "Novo pensamento", nova tecnologia e "reestruturação" são a última moda. A liderança do Partido está rapidamente a desembaraçar-se de "ideias velhas" e do vocabulário respectivo – marxismo-leninismo, ditadura do proletariado, papel da vanguarda, acção política independente, luta de classe, racismo, imperialismo, internacionalismo.
Segundo os nossos dirigentes, luta de classe não é uma ideia "utilizável" e "ao plus comunista" deveria ser "dado um enterro decente". No mês passado, os dirigentes do Partido não apoiaram a manifestação anti-guerra em Washington, D.C. Na semana passada, não apoiaram o comício do Primeiro de Maio pelos direitos dos trabalhadores/imigrantes em Foley Square, em Manhattan. Ontem, não apoiaram a marcha pelo desarmamento e a manifestação junto à ONU.
Entretanto, os líderes do Partido abandonaram o trabalho de massa independente quanto às mulheres, ao racismo e à paz e ao invés disso passeiam em fileira cerrada atrás do Partido Democrata e da AFL-CIO. A liderança cessou de imprimir edições do jornal e da revista teórica, encerrou a livraria, fechou o Reference Center for Marxist Studies, abandonou os arquivos e a biblioteca e aluga cada vez mais espaço na sede do partido a empresas comerciais.
A julgar pela dimensão da última convenção cinco anos atrás em Chicago (cerca de 500 delegados e convidados) e a próxima convenção em Nova York (cerca de 200 delegados e convidados), estas novas ideias e políticas resultaram em pessoas a votarem com os seus pés e estes pés não estão a pisar um caminho rumo à nossa porta. A militância está a cair e os membros estão a enfraquecer-se. Para aqueles de nós que nos orgulhamos de entender algo acerca do movimento da história, o resultado final destes desenvolvimentos deveria ser claro.
A menos que a passividade de camaradas dirigentes mude nas próximas semanas, é provável que nos próximos anos alguns acabem a resmungar as palavras de Ligatchov, "inacreditável", "espantoso", "ainda não posso entender". Se eles disserem, também, "fiz tudo o que podia para impedir a desgraça", serão simplesmente tão patéticos e errados como ele foi.
03/Maio/2010
[*] Autor, com Thomas Kenny, de O Socialismo Traído. Por trás do colapso da União Soviética , Editorial Avante, Lisboa, 2008, 283 pgs. ISBN 978-972-550-336-2
Um mistério central do colapso da União Soviética foi a razão porque o Comité Central do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) permitiu mais ou menos passivamente que Mikhail Gorbachev e aqueles que o rodeavam diluísse a ideologia marxista-leninista, enfraquecesse o Partido Comunista e finalmente desmantelasse o próprio socialismo.
Este mistério foi perfeitamente simbolizado na vida de Iegor Ligatchov, o vice-líder do PCUS nos primeiros tempos de Gorbachev e um marxista-leninista cabal que apoiou as suas primeiras reformas, particularmente aquelas destinadas a promover abertura, livre discussão e tecnologia moderna, mas que se opôs totalmente à direcção final da perestroika — a marginalização do PCUS, o estilhaçamento da União Soviética e a viragem rumo ao capitalismo.
As memória de Ligatchov. Escritas no princípio da década de 1990, as memórias de Ligatchov constituem uma leitura penosa. Elas estão cheias de tristeza e de lamentos quanto ao que aconteceu ao partido e ao socialismo e, com o "coração pesado", de "quão infelizmente profético" ele foi.
Contudo, estas recordações são destituídas de qualquer percepção de porque se verificou o colapso do socialismo ou do que ele e outros comunistas com ideias afins poderiam ter feito a fim de mudar o rumo das coisas, de como poderiam ter actuado de forma diferente.
A obtusidade de Ligatchov lança uma luz considerável sobre o mistério da apatia do Comité Central. No próprio momento em que Gorbachev estava a minar o Partido Comunista, inclusive o seu papel de liderança e o seu centralismo democrático, Ligatchov estava cegado pela sua própria deferência para com o líder do Partido e neutralizado pelo seu compromisso para com o centralismo democrático.
Uma anedota ligeiramente patética foi relatada pelo próprio Ligatchov. Enquanto ainda membro do Politburo, Ligatchov disse que "previa o curso trágico dos acontecimentos e não podia permanecer silencioso". Então, o que fez ele? Escreveu uma carta a Gorbachev pormenorizando as suas críticas e preocupações. Gorbachev "arquivou" a sua carta e recusou-se a enviá-la ao Comité Central. Ligatchov disse que a recusa de Gorbachev a circular a carta era "algo tão inacreditável e espantoso... que ainda não posso entender". A parte realmente inacreditável e espantosa desta história é que Ligatchov pensasse que o único meio de se opor a políticas que estavam a conduzir o partido e o país ao desastre era apelar ao autor daquelas políticas.
A coisa patética nesta história é que o respeito de Ligatchov pelo líder do Partido Comunista e pelo centralismo democrático do partido era tão forte que realmente facilitou a destruição do PCUS por Gorbachev. Além disso, a sua deferência era tão forte que anos depois acreditava que ao escrever a Gorbachev "fiz tudo o que podia para impedir a desgraça". O PCEUA
Hoje, o PCEUA atravessa uma transformação de muitos modos paralela ao que aconteceu na União Soviética vinte anos atrás. "Novo pensamento", nova tecnologia e "reestruturação" são a última moda. A liderança do Partido está rapidamente a desembaraçar-se de "ideias velhas" e do vocabulário respectivo – marxismo-leninismo, ditadura do proletariado, papel da vanguarda, acção política independente, luta de classe, racismo, imperialismo, internacionalismo.
Segundo os nossos dirigentes, luta de classe não é uma ideia "utilizável" e "ao plus comunista" deveria ser "dado um enterro decente". No mês passado, os dirigentes do Partido não apoiaram a manifestação anti-guerra em Washington, D.C. Na semana passada, não apoiaram o comício do Primeiro de Maio pelos direitos dos trabalhadores/imigrantes em Foley Square, em Manhattan. Ontem, não apoiaram a marcha pelo desarmamento e a manifestação junto à ONU.
Entretanto, os líderes do Partido abandonaram o trabalho de massa independente quanto às mulheres, ao racismo e à paz e ao invés disso passeiam em fileira cerrada atrás do Partido Democrata e da AFL-CIO. A liderança cessou de imprimir edições do jornal e da revista teórica, encerrou a livraria, fechou o Reference Center for Marxist Studies, abandonou os arquivos e a biblioteca e aluga cada vez mais espaço na sede do partido a empresas comerciais.
A julgar pela dimensão da última convenção cinco anos atrás em Chicago (cerca de 500 delegados e convidados) e a próxima convenção em Nova York (cerca de 200 delegados e convidados), estas novas ideias e políticas resultaram em pessoas a votarem com os seus pés e estes pés não estão a pisar um caminho rumo à nossa porta. A militância está a cair e os membros estão a enfraquecer-se. Para aqueles de nós que nos orgulhamos de entender algo acerca do movimento da história, o resultado final destes desenvolvimentos deveria ser claro.
A menos que a passividade de camaradas dirigentes mude nas próximas semanas, é provável que nos próximos anos alguns acabem a resmungar as palavras de Ligatchov, "inacreditável", "espantoso", "ainda não posso entender". Se eles disserem, também, "fiz tudo o que podia para impedir a desgraça", serão simplesmente tão patéticos e errados como ele foi.
03/Maio/2010
[*] Autor, com Thomas Kenny, de O Socialismo Traído. Por trás do colapso da União Soviética , Editorial Avante, Lisboa, 2008, 283 pgs. ISBN 978-972-550-336-2
A NOVA INFÂMIA DO ESTADO NAZI-SIONISTA
O assassinato de 19 inocentes que iam levar socorro à população sitiada de Gaza é mais um crime do estado nazi-sionista.
O regime do apartheid imposto pelo estado judeu ao martirizado povo palestino é um crime continuado no tempo.
A impunidade com que o estado judeu comete as suas infâmias só acontece devido ao beneplácito dos governos ocidentais.
Os crimes destes judeus hitlerianos verificam-se porque contam com o apoio do imperialismo americano e do sub-imperialismo europeu.
É um dever dos cidadãos dignos do mundo todo levantar um brado de protesto contra tais atentados de lesa humanidade.
O regime do apartheid imposto pelo estado judeu ao martirizado povo palestino é um crime continuado no tempo.
A impunidade com que o estado judeu comete as suas infâmias só acontece devido ao beneplácito dos governos ocidentais.
Os crimes destes judeus hitlerianos verificam-se porque contam com o apoio do imperialismo americano e do sub-imperialismo europeu.
É um dever dos cidadãos dignos do mundo todo levantar um brado de protesto contra tais atentados de lesa humanidade.
"VERGONHA, TRÊS VEZES VERGONHA"
de Sílvio Tendler ao governo israelense
“Srs. que me envergonham:
Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente Médio.
As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vêm tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina, cada vez mais insuportável.
Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos.
Vergonha, três vezes vergonha!
Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz, e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.
Considero o atual governo de Israel e todos seus membros, sem exceção, merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones por estarem conduzindo todo um país para o suicídio coletivo.
A continuar com essa política genocida nem os bons sobreviverão; e Israel perecerá sob o desprezo de todo o mundo..
O Sr. Lieberman [Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel] que trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.
Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente ao que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.
Abaixo o fascismo!
Paz já!
Silvio Tendler
Cineasta
“Srs. que me envergonham:
Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente Médio.
As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vêm tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina, cada vez mais insuportável.
Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos.
Vergonha, três vezes vergonha!
Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz, e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.
Considero o atual governo de Israel e todos seus membros, sem exceção, merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones por estarem conduzindo todo um país para o suicídio coletivo.
A continuar com essa política genocida nem os bons sobreviverão; e Israel perecerá sob o desprezo de todo o mundo..
O Sr. Lieberman [Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel] que trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.
Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente ao que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.
Abaixo o fascismo!
Paz já!
Silvio Tendler
Cineasta
ISRAEL:ESTADO PIRATA
Camaradas
O Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino condena veementemente os ataques do estado nazi-sionista de Israel aos barcos de ação humanitária que tinham como propósito levar água, alimentos e remédios aos palestinos que estão sitiados em Gaza.
A Faixa de Gaza tem 350 Km2 e 1 milhão e 500 mil habitantes que sobrevivem sitiados pelo estado nazi-sionista de Israel e sob o olhar omisso e silencioso do mundo.
Mas a natureza agressiva do estado de Israel acabou por evidenciá-lo mais uma vez, agora como piratas de águas internacionais, atacando navios de ajuda humanitária, devidamente identificados com suas bandeiras e autorizados a levar a solidariedade ao heróico povo palestino que, bravamente, resiste há 62 as espoliações agressivas do estado nazi-sionista de Israel.
Aos mártires palestinos e aos mártires solidários que estavam a bordo destes navios humanitários repetimos o que os nossos irmãos palestinos falam ao acordar e ao dormir: "seu sangue não foi derramado em vão, ele é o adubo da Palestina Livre!"
Causa Palestina, causa da humanidade!
Viva a Palestina Livre sobre seu Solo Pátrio, sobre seus 27 mil Km2!
Viva a solidariedade internacionalista!
Veja todas as notícias, reportagens, vídeos e moções de apoio ao Povo Palestino no nosso blog
http://www.somostodospalestinos.blogspot.com/
Palestina livre!
Viva a Intifada! Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
www.vivapalestina.com.br
www.palestinalivre.org
O Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino condena veementemente os ataques do estado nazi-sionista de Israel aos barcos de ação humanitária que tinham como propósito levar água, alimentos e remédios aos palestinos que estão sitiados em Gaza.
A Faixa de Gaza tem 350 Km2 e 1 milhão e 500 mil habitantes que sobrevivem sitiados pelo estado nazi-sionista de Israel e sob o olhar omisso e silencioso do mundo.
Mas a natureza agressiva do estado de Israel acabou por evidenciá-lo mais uma vez, agora como piratas de águas internacionais, atacando navios de ajuda humanitária, devidamente identificados com suas bandeiras e autorizados a levar a solidariedade ao heróico povo palestino que, bravamente, resiste há 62 as espoliações agressivas do estado nazi-sionista de Israel.
Aos mártires palestinos e aos mártires solidários que estavam a bordo destes navios humanitários repetimos o que os nossos irmãos palestinos falam ao acordar e ao dormir: "seu sangue não foi derramado em vão, ele é o adubo da Palestina Livre!"
Causa Palestina, causa da humanidade!
Viva a Palestina Livre sobre seu Solo Pátrio, sobre seus 27 mil Km2!
Viva a solidariedade internacionalista!
Veja todas as notícias, reportagens, vídeos e moções de apoio ao Povo Palestino no nosso blog
http://www.somostodospalestinos.blogspot.com/
Palestina livre!
Viva a Intifada! Resitência até a vitória!
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"
www.vivapalestina.com.br
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O IMPÉRIO E A DROGA
REFLEXÕES DE FIDEL CASTRO
Quando fui preso no México pela Polícia Federal de Segurança, que por azar considerou suspeitos alguns movimentos nossos, apesar de terem sido feitos com muito cuidado, para evitar o golpe da mão assassina de Batista — mesmo como fez Machado no México, quando em 10 de janeiro de 1929 seus agentes assassinaram Julio Antonio Mella na capital desse país —, ela imaginou que se tratava de uma das organizações de contrabandistas que atuavam ilegalmente na fronteira desse país pobre em suas trocas comerciais com a poderosa potência vizinha, industrializada e rica.
No México, praticamente nem existia o problema da droga, que se desatou mais tarde, de forma esmagadora, com sua enorme carga de danos não só para esse país, mas também para o resto do continente.
Os países da América Central e do Sul investem muita energia na luta contra a invasão da cultura da folha da coca, dedicada à produção de cocaína, substância obtida através de componentes químicos muito agressivos e que resulta muito daninha, tanto para a saúde quanto para a mente humana.
Os governos revolucionários, especialmente os da República Bolivariana da Venezuela e da Bolívia põem todo seu empenho em travar seu avanço, como Cuba fez oportunamente.
Evo Morales já tinha proclamado o direito de seu povo a consumir chá de coca, um excelente cozimento tradicional da cultura milenar aimara-quíchua. Proibir-lhes isso é como dizer aos ingleses para não consumirem chá, costume sadio importado pelo Reino Unido da Ásia, conquistada e colonizada por ele durante centenas de anos.
“Coca não é cocaína”, foi o lema de Evo.
Chama a atenção que o ópio, substância extraída da papoula tal como a morfina, fruto da conquista e do colonialismo estrangeiro em países como o Afeganistão, e que faz imenso dano se for consumido de maneira direta, tenha sido utilizado pelos colonialistas ingleses como moeda que outro país de cultura milenar, como a China, devia aceitar obrigatoriamente em forma de pagamento pelos sofisticados produtos que a Europa recebia da China e que até essa altura pagava com moedas de prata. Costuma colocar-se como exemplo daquela injustiça nas primeiras décadas do século XIX que “um operário chinês que virava dependente, gastava dois terços de seu salário em ópio e deixava a família na miséria”.
Em 1839, o ópio já estava ao alcance dos operários e camponeses chineses. A Rainha Vitória I, do Reino Unido, impôs nesse mesmo ano a Primeira Guerra do Ópio.
Comerciantes ingleses e norte-americanos, apoiados fortemente pela Coroa inglesa, viram a possibilidade de importantes intercâmbios e a obtenção de lucros. Nessa altura, muitas das grandes fortunas dos Estados Unidos da América foram adquiridas graças ao fruto daquele narcotráfico.
Torna-se necessário pedir à grande potência, que conta com o apoio de mil bases militares e sete frotas acompanhadas de porta-aviões nucleares e milhares de aviões de combate, com as quais oprime o mundo, que nos explique como conseguirá resolver o problema da droga.
Fidel Castro Ruz
30 de maio de 2010
Quando fui preso no México pela Polícia Federal de Segurança, que por azar considerou suspeitos alguns movimentos nossos, apesar de terem sido feitos com muito cuidado, para evitar o golpe da mão assassina de Batista — mesmo como fez Machado no México, quando em 10 de janeiro de 1929 seus agentes assassinaram Julio Antonio Mella na capital desse país —, ela imaginou que se tratava de uma das organizações de contrabandistas que atuavam ilegalmente na fronteira desse país pobre em suas trocas comerciais com a poderosa potência vizinha, industrializada e rica.
No México, praticamente nem existia o problema da droga, que se desatou mais tarde, de forma esmagadora, com sua enorme carga de danos não só para esse país, mas também para o resto do continente.
Os países da América Central e do Sul investem muita energia na luta contra a invasão da cultura da folha da coca, dedicada à produção de cocaína, substância obtida através de componentes químicos muito agressivos e que resulta muito daninha, tanto para a saúde quanto para a mente humana.
Os governos revolucionários, especialmente os da República Bolivariana da Venezuela e da Bolívia põem todo seu empenho em travar seu avanço, como Cuba fez oportunamente.
Evo Morales já tinha proclamado o direito de seu povo a consumir chá de coca, um excelente cozimento tradicional da cultura milenar aimara-quíchua. Proibir-lhes isso é como dizer aos ingleses para não consumirem chá, costume sadio importado pelo Reino Unido da Ásia, conquistada e colonizada por ele durante centenas de anos.
“Coca não é cocaína”, foi o lema de Evo.
Chama a atenção que o ópio, substância extraída da papoula tal como a morfina, fruto da conquista e do colonialismo estrangeiro em países como o Afeganistão, e que faz imenso dano se for consumido de maneira direta, tenha sido utilizado pelos colonialistas ingleses como moeda que outro país de cultura milenar, como a China, devia aceitar obrigatoriamente em forma de pagamento pelos sofisticados produtos que a Europa recebia da China e que até essa altura pagava com moedas de prata. Costuma colocar-se como exemplo daquela injustiça nas primeiras décadas do século XIX que “um operário chinês que virava dependente, gastava dois terços de seu salário em ópio e deixava a família na miséria”.
Em 1839, o ópio já estava ao alcance dos operários e camponeses chineses. A Rainha Vitória I, do Reino Unido, impôs nesse mesmo ano a Primeira Guerra do Ópio.
Comerciantes ingleses e norte-americanos, apoiados fortemente pela Coroa inglesa, viram a possibilidade de importantes intercâmbios e a obtenção de lucros. Nessa altura, muitas das grandes fortunas dos Estados Unidos da América foram adquiridas graças ao fruto daquele narcotráfico.
Torna-se necessário pedir à grande potência, que conta com o apoio de mil bases militares e sete frotas acompanhadas de porta-aviões nucleares e milhares de aviões de combate, com as quais oprime o mundo, que nos explique como conseguirá resolver o problema da droga.
Fidel Castro Ruz
30 de maio de 2010
O IMPÉRIO E A GUERRA
POR FIDEL CASTRO
Há dois dias, em breves palavras, expressei que o imperialismo não podia resolver o problema gravíssimo do consumo de entorpecentes que açoita a população mundial. Hoje desejo fazer referência a outro tema que em minha opinião é de grande transcendência.
O atual perigo de que a Coréia do Norte seja atacada pelos Estados Unidos da América, a partir do recente incidente acontecido nas águas desse país, talvez possa ser evitado se o Presidente da República Popular da China decide usar o direito de veto, prerrogativa que esse país jamais gosta de pôr em prática nos acordos que são discutidos no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Existe um segundo e mais grave problema para o qual os Estados Unidos da América não têm possível resposta: o conflito criado a respeito do Irã. Algo que era evidente desde que o Presidente Barack Obama discursou no dia 4 de junho de 2009 na Universidade Islâmica de Al-Azhar, no Cairo.
Em uma Reflexão que escrevi nessa altura, quatro dias depois, quando tive acesso a uma cópia oficial do discurso, usei numerosas citas para fazer a análise da importância do mesmo. Indicarei algumas delas.
“Reunimo-nos num momento de tensão entre os Estados Unidos da América e os muçulmanos ao redor do mundo”
“... o colonialismo negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos,... a Guerra Fria utilizava freqüentemente os países de maioria muçulmana como agentes, sem levar em conta suas próprias aspirações”. Impressionavam realmente esse e outros raciocínios expressos por um Presidente afro-norte-americano, que pareciam verdades evidentes como as que aparecem na Declaração de Filadélfia, no dia 4 de julho de 1776.
“Vim aqui na procura de um novo começo para os Estados Unidos da América e para os muçulmanos que se encontram por todo o mundo, que tenha como base os interesses e o respeito mútuos...”
“Como nos diz o Sagrado Alcorão, ‘sejam conscientes de Deus e falem sempre a verdade’.”
“.. é parte de minha responsabilidade como presidente dos Estados Unidos da América combater os estereótipos negativos do Islã onde quer que apareçam.”
Continuou dessa maneira desfiando temas escabrosos do universo de contradições insolúveis que envolvem a política dos Estados Unidos da América.
“No meio da Guerra Fria, os Estados Unidos da América desempenharam um papel na derrubada de um governo iraniano eleito democraticamente.”
“Desde a Revolução Islâmica, o Irã tem desempenhado um papel em seqüestros e atos de violência contra militares e civis estadunidenses.”
“Os estreitos vínculos dos Estados Unidos da América com Israel são muito conhecidos. Este vínculo é inquebrantável.”
“Muitos aguardam em acampamentos para refugiados na Ribeira Ocidental, Gaza e terras vizinhas, por uma vida de paz e segurança que nunca puderam viver.”
Hoje sabemos que sobre a população de Gaza cai freqüentemente uma chuva de fósforo vivo e outros componentes desumanos e cruéis, lançados sobre a Faixa, com fúria verdadeiramente nazi-fascista. Contudo, as asseverações de Obama pareciam vibrantes e por vezes sinceras, ao tempo que as repetia uma e outra vez, andando às pressas pelo mundo, onde quer que na hora programada chegasse o avião número um da Força Aérea dos Estados Unidos da América.
Ontem 31 de maio, a comunidade internacional ficou comovida com o assalto, em águas internacionais a dezenas de milhas da costa de Gaza, de quase uma centena de soldados das forças especiais do Israel, que descenderam de helicópteros em horas da madrugada, disparando freneticamente contra centenas de pessoas pacíficas de diversas nacionalidades, causando-lhes — segundo informações de imprensa — não menos de 20 mortos e dezenas de feridos. Entre as pessoas atacadas, que transportavam mercadorias para os palestinos sitiados em sua própria Pátria, havia cidadãos norte-americanos.
Quando Obama falou na Universidade Islâmica de Al-Azhar da “derrubada de um governo iraniano eleito democraticamente” e imediatamente acrescentou que “Desde a Revolução Islâmica, o Irã tem desempenhado um papel em seqüestros e atos de violência contra militares e civis...”, referia-se ao movimento revolucionário promovido pelo Aiatolá Ruhollah Jomeini, que desde Paris, sem armas, venceu as Forças Armadas do mais poderoso soldado com que os Estados Unidos da América contavam no sul da Ásia. Era muito difícil que a potência mais poderosa do mundo resistisse à tentação de instalar ali uma de suas bases militares, no Sul da URSS.
Há mais de cinco décadas, os Estados Unidos da América, tinham esmagado outra Revolução absolutamente democrática, quando derrocaram o governo iraniano de Mohammad Mossadegh. Ele foi eleito Primeiro-Ministro do Irã em 24 de abril de 1951. O senado aprovou a nacionalização do petróleo, que tinha sido sua bandeira de luta, no dia 1 de maio desse mesmo ano. “Nossos longos anos de negociações com países estrangeiros — declarou — nesta altura ainda não deram resultado”.
É óbvio que fazia referência às grandes potências capitalistas, que controlam a economia mundial. O Irã tomou posse das instalações perante a intransigência da British Petroleum, que nessa altura chamava-se Anglo-Iranian Oil Company.
O país não tinha possibilidades de formar técnicos. A Grã-Bretanha tinha retirado seu pessoal qualificado, e respondido com bloqueios de peças e mercados. Enviou ao país sua frota de guerra em disposição de combate. Como resultado, a produção petroleira do Irã diminuiu de 241,4 milhões de barris em 1952, para 10,6 em 1953. Nessas favoráveis condições a CIA organizou o golpe de Estado que derrocou Mossadegh, até sua morte acontecida três anos depois. A monarquia foi restabelecida e um poderoso aliado dos Estados Unidos da América ocupou o poder no Irã.
Os Estados Unidos da América não têm feito nenhuma outra coisa com os outros países que não seja isso; desde que foi criada essa nação nos solos mais ricos do planeta, nunca respeitou os direitos dos povoadores indígenas que ali viveram durante milênios e dos negros que foram importados como escravos pelos colonizadores ingleses.
Estou certo, contudo, de que milhões de norte-americanos inteligentes e honestos compreendem estas verdades.
O Presidente Obama pode proferir centenas de discursos, tentando conciliar contradições que são inconciliáveis em detrimento da verdade, sonhar com a magia de suas frases bem articuladas, enquanto faz concessões a personalidades e grupos carentes totalmente de ética, e desenhar mundos de fantasias que só têm cabimento em sua cabeça e que assessores sem escrúpulo, conhecendo suas tendências, semeiam em sua mente.
Duas perguntas obrigadas. Poderia Obama desfrutar das emoções de uma segunda eleição presidencial sem que o Pentágono ou o Estado de Israel, que em seu comportamento não acata de maneira nenhuma as decisões dos Estados Unidos da América, usem suas armas nucleares no Irã? Como será a vida em nosso planeta depois disso?
Fidel Castro Ruz
1 de Junho de 2010
Há dois dias, em breves palavras, expressei que o imperialismo não podia resolver o problema gravíssimo do consumo de entorpecentes que açoita a população mundial. Hoje desejo fazer referência a outro tema que em minha opinião é de grande transcendência.
O atual perigo de que a Coréia do Norte seja atacada pelos Estados Unidos da América, a partir do recente incidente acontecido nas águas desse país, talvez possa ser evitado se o Presidente da República Popular da China decide usar o direito de veto, prerrogativa que esse país jamais gosta de pôr em prática nos acordos que são discutidos no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Existe um segundo e mais grave problema para o qual os Estados Unidos da América não têm possível resposta: o conflito criado a respeito do Irã. Algo que era evidente desde que o Presidente Barack Obama discursou no dia 4 de junho de 2009 na Universidade Islâmica de Al-Azhar, no Cairo.
Em uma Reflexão que escrevi nessa altura, quatro dias depois, quando tive acesso a uma cópia oficial do discurso, usei numerosas citas para fazer a análise da importância do mesmo. Indicarei algumas delas.
“Reunimo-nos num momento de tensão entre os Estados Unidos da América e os muçulmanos ao redor do mundo”
“... o colonialismo negou direitos e oportunidades a muitos muçulmanos,... a Guerra Fria utilizava freqüentemente os países de maioria muçulmana como agentes, sem levar em conta suas próprias aspirações”. Impressionavam realmente esse e outros raciocínios expressos por um Presidente afro-norte-americano, que pareciam verdades evidentes como as que aparecem na Declaração de Filadélfia, no dia 4 de julho de 1776.
“Vim aqui na procura de um novo começo para os Estados Unidos da América e para os muçulmanos que se encontram por todo o mundo, que tenha como base os interesses e o respeito mútuos...”
“Como nos diz o Sagrado Alcorão, ‘sejam conscientes de Deus e falem sempre a verdade’.”
“.. é parte de minha responsabilidade como presidente dos Estados Unidos da América combater os estereótipos negativos do Islã onde quer que apareçam.”
Continuou dessa maneira desfiando temas escabrosos do universo de contradições insolúveis que envolvem a política dos Estados Unidos da América.
“No meio da Guerra Fria, os Estados Unidos da América desempenharam um papel na derrubada de um governo iraniano eleito democraticamente.”
“Desde a Revolução Islâmica, o Irã tem desempenhado um papel em seqüestros e atos de violência contra militares e civis estadunidenses.”
“Os estreitos vínculos dos Estados Unidos da América com Israel são muito conhecidos. Este vínculo é inquebrantável.”
“Muitos aguardam em acampamentos para refugiados na Ribeira Ocidental, Gaza e terras vizinhas, por uma vida de paz e segurança que nunca puderam viver.”
Hoje sabemos que sobre a população de Gaza cai freqüentemente uma chuva de fósforo vivo e outros componentes desumanos e cruéis, lançados sobre a Faixa, com fúria verdadeiramente nazi-fascista. Contudo, as asseverações de Obama pareciam vibrantes e por vezes sinceras, ao tempo que as repetia uma e outra vez, andando às pressas pelo mundo, onde quer que na hora programada chegasse o avião número um da Força Aérea dos Estados Unidos da América.
Ontem 31 de maio, a comunidade internacional ficou comovida com o assalto, em águas internacionais a dezenas de milhas da costa de Gaza, de quase uma centena de soldados das forças especiais do Israel, que descenderam de helicópteros em horas da madrugada, disparando freneticamente contra centenas de pessoas pacíficas de diversas nacionalidades, causando-lhes — segundo informações de imprensa — não menos de 20 mortos e dezenas de feridos. Entre as pessoas atacadas, que transportavam mercadorias para os palestinos sitiados em sua própria Pátria, havia cidadãos norte-americanos.
Quando Obama falou na Universidade Islâmica de Al-Azhar da “derrubada de um governo iraniano eleito democraticamente” e imediatamente acrescentou que “Desde a Revolução Islâmica, o Irã tem desempenhado um papel em seqüestros e atos de violência contra militares e civis...”, referia-se ao movimento revolucionário promovido pelo Aiatolá Ruhollah Jomeini, que desde Paris, sem armas, venceu as Forças Armadas do mais poderoso soldado com que os Estados Unidos da América contavam no sul da Ásia. Era muito difícil que a potência mais poderosa do mundo resistisse à tentação de instalar ali uma de suas bases militares, no Sul da URSS.
Há mais de cinco décadas, os Estados Unidos da América, tinham esmagado outra Revolução absolutamente democrática, quando derrocaram o governo iraniano de Mohammad Mossadegh. Ele foi eleito Primeiro-Ministro do Irã em 24 de abril de 1951. O senado aprovou a nacionalização do petróleo, que tinha sido sua bandeira de luta, no dia 1 de maio desse mesmo ano. “Nossos longos anos de negociações com países estrangeiros — declarou — nesta altura ainda não deram resultado”.
É óbvio que fazia referência às grandes potências capitalistas, que controlam a economia mundial. O Irã tomou posse das instalações perante a intransigência da British Petroleum, que nessa altura chamava-se Anglo-Iranian Oil Company.
O país não tinha possibilidades de formar técnicos. A Grã-Bretanha tinha retirado seu pessoal qualificado, e respondido com bloqueios de peças e mercados. Enviou ao país sua frota de guerra em disposição de combate. Como resultado, a produção petroleira do Irã diminuiu de 241,4 milhões de barris em 1952, para 10,6 em 1953. Nessas favoráveis condições a CIA organizou o golpe de Estado que derrocou Mossadegh, até sua morte acontecida três anos depois. A monarquia foi restabelecida e um poderoso aliado dos Estados Unidos da América ocupou o poder no Irã.
Os Estados Unidos da América não têm feito nenhuma outra coisa com os outros países que não seja isso; desde que foi criada essa nação nos solos mais ricos do planeta, nunca respeitou os direitos dos povoadores indígenas que ali viveram durante milênios e dos negros que foram importados como escravos pelos colonizadores ingleses.
Estou certo, contudo, de que milhões de norte-americanos inteligentes e honestos compreendem estas verdades.
O Presidente Obama pode proferir centenas de discursos, tentando conciliar contradições que são inconciliáveis em detrimento da verdade, sonhar com a magia de suas frases bem articuladas, enquanto faz concessões a personalidades e grupos carentes totalmente de ética, e desenhar mundos de fantasias que só têm cabimento em sua cabeça e que assessores sem escrúpulo, conhecendo suas tendências, semeiam em sua mente.
Duas perguntas obrigadas. Poderia Obama desfrutar das emoções de uma segunda eleição presidencial sem que o Pentágono ou o Estado de Israel, que em seu comportamento não acata de maneira nenhuma as decisões dos Estados Unidos da América, usem suas armas nucleares no Irã? Como será a vida em nosso planeta depois disso?
Fidel Castro Ruz
1 de Junho de 2010
A CRISE É DO CAPITAL, MAS QUEM PAGA A CONTA SÃO OS TRABALHADORES
Esta análise é de um militante do PCB paulista:
"Uma grave crise se abate sobre a União Européia. A incapacidade de alguns dos países que a integram em honrar seu compromisso com o pagamento dos títulos públicos, sendo a Grécia sua primeira e mais notória vítima, levou as nações mais poderosas da UE (Alemanha à frente), a lançar um pacote de ajuda financeira aos países em dificuldade. O pacote não tem outro objetivo senão o de emprestar dinheiro aos países em dificuldades, para garantir que os ativos em risco de inadimplência, sejam resgatados. A soma de recursos mobilizados pode chegar à impressionante cifra de 1 trilhão de euros. Tudo para garantir que os detentores de títulos da dívida pública, em sua maioria banqueiros alemães e especuladores financeiros de todo o mundo, não vejam seu precioso dinheirinho se esfumar.
A conta dessa farra será paga pelos trabalhadores europeus. É que para ter acesso ao pacote de ajuda internacional, os países em dificuldade terão de aplicar medidas fiscais e econômicas duríssimas, com o fito de gerar um superávit capaz de pagar pelos empréstimos recebidos. O famigerado FMI, cujas receitas de ajuste econômico causam recessão econômica e atacam os interesses dos trabalhadores, cobrou dos países europeus “reformas urgentes”. Estas não passam de uma precarização do mercado de trabalho e o “saneamento” das contas públicas pelo corte de direitos e desmonte dos serviços públicos.A intenção é uma só: retirar direitos, cortar salários e reduzir o investimento público, visando garantir os lucros dos credores da dívida pública dos países europeus.
Na Grécia, o Congresso, dominado pelos social-democratas do PASOK, aprovou um corte de 20% nas aposentadorias e pensões, redução de 25% no salário dos funcionários públicos, aumento na idade da aposentadoria, diminuição do investimento nos serviços públicos, ataques às leis de proteção ao trabalho e privatização. Na Espanha, o governo socialista de José Rodríguez Zapatero anunciou um corte de 5% no salário dos funcionários públicos, congelamento no valor das aposentadorias e eliminação de uma ajuda de 2,5 mil euros que as mães recebem ao ter um filho. Outro socialista, o português José Sócrates, primeiro-ministro do governo lusitano, decidiu por cortar 5% dos salários dos funcionários públicos, além de elevar a alíquota de alguns impostos. Na Inglaterra, o novo governo anunciou corte de 7,2 bilhões de euros do orçamento, além de suspender por um ano a contratação de novos funcionários públicos. Na Alemanha o seguro desemprego será cortado em 50% e as idades para aposentadoria aumentarão de 60 para 65 anos no caso das mulheres e de 65 para 70 no caso dos homens. Na Itália, o governo neofascista de Berlusconi propõe o corte nos salários e na contratação de novos funcionários públicos, além de bloquear novos pedidos de aposentadorias. Na França, Nicolas Sarkozy quer elevar a idade para a aposentadoria mínima e o corte de benefícios extras para famílias com mais de três filhos.
Como vemos, serão os trabalhadores europeus que pagarão, com ataques aos seus direitos e até mesmo com redução salarial, a conta da crise do capital. Porém, não será nada fácil para a burguesia européia e mundial, artífices desses ataques, cobrar essa fatura. Os trabalhadores têm demonstrado disposição para resistir às investidas perpetradas pelas grandes potências capitalistas e seus governos. Na Grécia, em poucos meses, os trabalhadores já protagonizaram nove greves gerais com ampla adesão de massa. Em 29 de maio, em Lisboa, uma grande manifestação reuniu cerca de 300 mil pessoas e em outros países europeus o proletariado já principia algumas mobilizações para lutar contra as medidas de ajuste.
A reação dos trabalhadores europeus sinaliza um giro à esquerda por parte de uma classe operária com forte tradição de luta. Porém, a imposição de uma derrota à burguesia e ao seu plano de ajuste dependerá da capacidade da classe operária do Velho Continente em superar a influência ainda exercida pela ideologia e pela política social-democrata. Esta se constitui em um aparelho ideológico de Estado cuja função, na opinião de Poulantzas, é a de “inculcar a ideologia burguesa no interior da classe operária”. Um dos aspectos dessa ideologia é o de institucionalizar as lutas, encaminhando-as sempre para uma saída negociada e conciliatória entre capital e trabalho. Quiçá os termos draconianos do ajuste imposto pela burguesia européia, com apoio de governos social-democratas (casos de Portugal, Grécia e Espanha) e contando com a conivência de alguns partidos socialistas e suas centrais sindicais, levem a uma diminuição em sua base de massa. Mas para tanto, cabe aos comunistas e partidos operários uma tarefa de importância capital: ser, a exemplo dos comunistas gregos, o elemento mais ativo e decidido na organização das lutas que se anunciam e, ao mesmo tempo, através delas, ser capaz de apresentar uma saída anticapitalista e antiimperialista que pavimente o caminho para uma outra sociedade."
"Uma grave crise se abate sobre a União Européia. A incapacidade de alguns dos países que a integram em honrar seu compromisso com o pagamento dos títulos públicos, sendo a Grécia sua primeira e mais notória vítima, levou as nações mais poderosas da UE (Alemanha à frente), a lançar um pacote de ajuda financeira aos países em dificuldade. O pacote não tem outro objetivo senão o de emprestar dinheiro aos países em dificuldades, para garantir que os ativos em risco de inadimplência, sejam resgatados. A soma de recursos mobilizados pode chegar à impressionante cifra de 1 trilhão de euros. Tudo para garantir que os detentores de títulos da dívida pública, em sua maioria banqueiros alemães e especuladores financeiros de todo o mundo, não vejam seu precioso dinheirinho se esfumar.
A conta dessa farra será paga pelos trabalhadores europeus. É que para ter acesso ao pacote de ajuda internacional, os países em dificuldade terão de aplicar medidas fiscais e econômicas duríssimas, com o fito de gerar um superávit capaz de pagar pelos empréstimos recebidos. O famigerado FMI, cujas receitas de ajuste econômico causam recessão econômica e atacam os interesses dos trabalhadores, cobrou dos países europeus “reformas urgentes”. Estas não passam de uma precarização do mercado de trabalho e o “saneamento” das contas públicas pelo corte de direitos e desmonte dos serviços públicos.A intenção é uma só: retirar direitos, cortar salários e reduzir o investimento público, visando garantir os lucros dos credores da dívida pública dos países europeus.
Na Grécia, o Congresso, dominado pelos social-democratas do PASOK, aprovou um corte de 20% nas aposentadorias e pensões, redução de 25% no salário dos funcionários públicos, aumento na idade da aposentadoria, diminuição do investimento nos serviços públicos, ataques às leis de proteção ao trabalho e privatização. Na Espanha, o governo socialista de José Rodríguez Zapatero anunciou um corte de 5% no salário dos funcionários públicos, congelamento no valor das aposentadorias e eliminação de uma ajuda de 2,5 mil euros que as mães recebem ao ter um filho. Outro socialista, o português José Sócrates, primeiro-ministro do governo lusitano, decidiu por cortar 5% dos salários dos funcionários públicos, além de elevar a alíquota de alguns impostos. Na Inglaterra, o novo governo anunciou corte de 7,2 bilhões de euros do orçamento, além de suspender por um ano a contratação de novos funcionários públicos. Na Alemanha o seguro desemprego será cortado em 50% e as idades para aposentadoria aumentarão de 60 para 65 anos no caso das mulheres e de 65 para 70 no caso dos homens. Na Itália, o governo neofascista de Berlusconi propõe o corte nos salários e na contratação de novos funcionários públicos, além de bloquear novos pedidos de aposentadorias. Na França, Nicolas Sarkozy quer elevar a idade para a aposentadoria mínima e o corte de benefícios extras para famílias com mais de três filhos.
Como vemos, serão os trabalhadores europeus que pagarão, com ataques aos seus direitos e até mesmo com redução salarial, a conta da crise do capital. Porém, não será nada fácil para a burguesia européia e mundial, artífices desses ataques, cobrar essa fatura. Os trabalhadores têm demonstrado disposição para resistir às investidas perpetradas pelas grandes potências capitalistas e seus governos. Na Grécia, em poucos meses, os trabalhadores já protagonizaram nove greves gerais com ampla adesão de massa. Em 29 de maio, em Lisboa, uma grande manifestação reuniu cerca de 300 mil pessoas e em outros países europeus o proletariado já principia algumas mobilizações para lutar contra as medidas de ajuste.
A reação dos trabalhadores europeus sinaliza um giro à esquerda por parte de uma classe operária com forte tradição de luta. Porém, a imposição de uma derrota à burguesia e ao seu plano de ajuste dependerá da capacidade da classe operária do Velho Continente em superar a influência ainda exercida pela ideologia e pela política social-democrata. Esta se constitui em um aparelho ideológico de Estado cuja função, na opinião de Poulantzas, é a de “inculcar a ideologia burguesa no interior da classe operária”. Um dos aspectos dessa ideologia é o de institucionalizar as lutas, encaminhando-as sempre para uma saída negociada e conciliatória entre capital e trabalho. Quiçá os termos draconianos do ajuste imposto pela burguesia européia, com apoio de governos social-democratas (casos de Portugal, Grécia e Espanha) e contando com a conivência de alguns partidos socialistas e suas centrais sindicais, levem a uma diminuição em sua base de massa. Mas para tanto, cabe aos comunistas e partidos operários uma tarefa de importância capital: ser, a exemplo dos comunistas gregos, o elemento mais ativo e decidido na organização das lutas que se anunciam e, ao mesmo tempo, através delas, ser capaz de apresentar uma saída anticapitalista e antiimperialista que pavimente o caminho para uma outra sociedade."
POSIÇÃO DE ALDO REBELO É DURAMENTE CRITICADA ll
Mensagem indignada à Aldo Rebelo
Aldo Rebelo
Que patético, que vergonha e o quão sórdida e traidora representa a posição sua e do seu partido.
Pensei que voce fosse comunista,(pelo menos você se diz), que estivesse do lado dos direitos humanos, em especial daqueles que morreram e deram suas vidas neste pais, muitos através desse Partido seu o PCdoB, como é o caso dos meus irmãos que morreram defendendo essa bandeira. Mas vejo que você está contra eles ou a memória do que eles representaram, pois quem apoia a impunidade dos carrascos que os trucidaram se coloca contra eles também.
Patética e covarde a sua posição não acha?
Você consegue dormir a noite? Você realmente acha que o STF expressou a vontade nacional? Você acha que a vontade nacional é pela prevalência da impunidade e da consagração da tortura?
E pensar que o PCdo B sempre discursou, exaltando a luta da guerrilha do Araguaia , o heroismo, etc mas que vemos hoje que tudo isso nunca passou de um lema propagandistico e que é usado ainda hoje pelo seu Partido. No entanto a politica do PCdoB é essa, a da traição da mémoria desses que lutaram e deram suas vidas.
Estou com nojo. Muito nojo mesmo.
Lembra-se do congresso da UNE la em Piracicaba que você foi eleito presidente da UNE. Tinha um discurso firme, radical, cheguei até votar em você naquela ocasião. Bem mais tarde, por volta de 1992 não me recordo a data encontrei você na casa de um amigo em Presidente Prudente que era do PCdo B e que fez questão de me convidar a um churrasco pois você estaria presente.
Mas que vergonha ! O que você virou ? Espero não ouvir mais esses discursos triunfalistas do seu Partido em relação a qualquer morto e desaparecido politico, como forma de propaganda de seu Partido. Ainda me verás virar bicho numa ocasião destas, e ainda ouvirão o que não estão preparados para ouvir.
Espero que você não se reeleja nesta próxima eleição, a cada mandato você se destrói enquanto pessoa e prejudica também a verdadeira democracia que almejamos.
Clóvis Petit de Oliveira irmão de Maria Lucia, Lucio e Jaime Petit da Silva mortos na Guerrilha do Araguaia
Aldo Rebelo
Que patético, que vergonha e o quão sórdida e traidora representa a posição sua e do seu partido.
Pensei que voce fosse comunista,(pelo menos você se diz), que estivesse do lado dos direitos humanos, em especial daqueles que morreram e deram suas vidas neste pais, muitos através desse Partido seu o PCdoB, como é o caso dos meus irmãos que morreram defendendo essa bandeira. Mas vejo que você está contra eles ou a memória do que eles representaram, pois quem apoia a impunidade dos carrascos que os trucidaram se coloca contra eles também.
Patética e covarde a sua posição não acha?
Você consegue dormir a noite? Você realmente acha que o STF expressou a vontade nacional? Você acha que a vontade nacional é pela prevalência da impunidade e da consagração da tortura?
E pensar que o PCdo B sempre discursou, exaltando a luta da guerrilha do Araguaia , o heroismo, etc mas que vemos hoje que tudo isso nunca passou de um lema propagandistico e que é usado ainda hoje pelo seu Partido. No entanto a politica do PCdoB é essa, a da traição da mémoria desses que lutaram e deram suas vidas.
Estou com nojo. Muito nojo mesmo.
Lembra-se do congresso da UNE la em Piracicaba que você foi eleito presidente da UNE. Tinha um discurso firme, radical, cheguei até votar em você naquela ocasião. Bem mais tarde, por volta de 1992 não me recordo a data encontrei você na casa de um amigo em Presidente Prudente que era do PCdo B e que fez questão de me convidar a um churrasco pois você estaria presente.
Mas que vergonha ! O que você virou ? Espero não ouvir mais esses discursos triunfalistas do seu Partido em relação a qualquer morto e desaparecido politico, como forma de propaganda de seu Partido. Ainda me verás virar bicho numa ocasião destas, e ainda ouvirão o que não estão preparados para ouvir.
Espero que você não se reeleja nesta próxima eleição, a cada mandato você se destrói enquanto pessoa e prejudica também a verdadeira democracia que almejamos.
Clóvis Petit de Oliveira irmão de Maria Lucia, Lucio e Jaime Petit da Silva mortos na Guerrilha do Araguaia
POSICÃO DE ALDO REBELO É DURAMENTE CRITICADA l
Esta blogueira tem recebido muitos comentários sobre a posição de Aldo Rebelo frente a decisão do STF em não alterar a Lei da Anistia.
01/05/10 – Folha de São Paulo
Militares recebem com alívio decisão do STF
Jobim avalia que mexer na anistia é reabrir feridas sem ganhar nada em troca; Aldo Rebelo, do PC do B, também elogia medida
Para o ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, decisão tomada pela corte é "lamentável': "o país tem que aprender a punir a tortura"
ELIANE CANTANHÊDE
Apesar das reações negativas, a decisão do Supremo Tribunal Federal a favor de não alterar a Lei da Anistia foi recebida com alívio por oficiais das Forças Armadas e elogiada até pelo deputado Aldo Rebelo, que é do PC do B (Partido Comunista do Brasil) e a considerou correta.
O ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), no entanto, considerou "lamentável" o fato de o Supremo ter decidido anteontem, por 7 votos a 2, que não cabe revisão da lei, editada em 1979, para permitir punição de agentes do Estado que tenham praticado tortura no regime militar (1964-1985).
Na avaliação militar, a decisão do Supremo e a nova redação da Comissão da Verdade, do 3º PNDH (Plano Nacional de Direitos Humanos), enterram a discussão sobre a revisão da Lei da Anistia. O novo texto foi sugerido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e prevê investigação dos dois lados, o dos torturadores e o das organizações de esquerda.
Conforme a Folha apurou, a avaliação de Jobim, que chefia hoje Marinha, Exército e Aeronáutica, é que mexer na anistia seria reabrir velhas feridas sem ganhar nada em troca. Para ele, a lei foi resultado de um acordo que interessava tanto aos governo militares, responsabilizados por torturas, como às organizações de esquerda, acusadas de sequestros e de usar bombas para reagir ao regime. Para Rebelo, o Supremo "interpretou a vontade nacional, que é a vontade da conciliação, da construção do futuro".
Já Vannuchi lamentou não ter sido criada no Brasil a cultura de contestar judicialmente os militares acusados de torturar opositores da ditadura, ao contrário do que ocorreu na Argentina e no Chile. Ele disse, porém, que foi positivo os ministros citarem a importância de abrir os arquivos do período. A pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), em visita a Santos evitou comentar a decisão, dizendo que "não cabe mais discussão a respeito".
Em novembro de 2008, ela afirmou que os crimes de tortura cometidos durante a ditadura eram "imprescritíveis". Ontem, ao ser questionada sobre as divergências entre ministérios em relação ao tema, só disse que o parecer oficial do governo foi o da Advocacia-Geral da União, que recomendou a manutenção da lei. "Eu não sou a favor de revanchismo de nenhuma forma [...] É fundamental que o Brasil lembre e nunca mais caiamos numa ditadura", disse Dilma.
Colaboraram ANA FLOR, enviada especial a Santos, e a Sucursal de Brasíl
01/05/10 – Folha de São Paulo
Militares recebem com alívio decisão do STF
Jobim avalia que mexer na anistia é reabrir feridas sem ganhar nada em troca; Aldo Rebelo, do PC do B, também elogia medida
Para o ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, decisão tomada pela corte é "lamentável': "o país tem que aprender a punir a tortura"
ELIANE CANTANHÊDE
Apesar das reações negativas, a decisão do Supremo Tribunal Federal a favor de não alterar a Lei da Anistia foi recebida com alívio por oficiais das Forças Armadas e elogiada até pelo deputado Aldo Rebelo, que é do PC do B (Partido Comunista do Brasil) e a considerou correta.
O ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), no entanto, considerou "lamentável" o fato de o Supremo ter decidido anteontem, por 7 votos a 2, que não cabe revisão da lei, editada em 1979, para permitir punição de agentes do Estado que tenham praticado tortura no regime militar (1964-1985).
Na avaliação militar, a decisão do Supremo e a nova redação da Comissão da Verdade, do 3º PNDH (Plano Nacional de Direitos Humanos), enterram a discussão sobre a revisão da Lei da Anistia. O novo texto foi sugerido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e prevê investigação dos dois lados, o dos torturadores e o das organizações de esquerda.
Conforme a Folha apurou, a avaliação de Jobim, que chefia hoje Marinha, Exército e Aeronáutica, é que mexer na anistia seria reabrir velhas feridas sem ganhar nada em troca. Para ele, a lei foi resultado de um acordo que interessava tanto aos governo militares, responsabilizados por torturas, como às organizações de esquerda, acusadas de sequestros e de usar bombas para reagir ao regime. Para Rebelo, o Supremo "interpretou a vontade nacional, que é a vontade da conciliação, da construção do futuro".
Já Vannuchi lamentou não ter sido criada no Brasil a cultura de contestar judicialmente os militares acusados de torturar opositores da ditadura, ao contrário do que ocorreu na Argentina e no Chile. Ele disse, porém, que foi positivo os ministros citarem a importância de abrir os arquivos do período. A pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), em visita a Santos evitou comentar a decisão, dizendo que "não cabe mais discussão a respeito".
Em novembro de 2008, ela afirmou que os crimes de tortura cometidos durante a ditadura eram "imprescritíveis". Ontem, ao ser questionada sobre as divergências entre ministérios em relação ao tema, só disse que o parecer oficial do governo foi o da Advocacia-Geral da União, que recomendou a manutenção da lei. "Eu não sou a favor de revanchismo de nenhuma forma [...] É fundamental que o Brasil lembre e nunca mais caiamos numa ditadura", disse Dilma.
Colaboraram ANA FLOR, enviada especial a Santos, e a Sucursal de Brasíl
sábado, 5 de junho de 2010
VERGONHA!!!
ATÉ QUANDO VAI DURAR ESTE DESCASO COM A SAÚDE?
ISTO É UM ESCÁRNIO!!!
TRECHO DE PUBLICAÇÃO DO BLOG ESTOU PROCURANDO...
"No Hospital Geral de Guarus a situação também é critíca e os médicos deverão aderir ao movimento(paralisação no HFM). Hoje o HGG precisou solicitar que as demais unidades não encaminhassem mais pacientes . Não há condições de atendimento diante do excesso de pacientes e falta de estrutura mínima para realização do trabalho."
O QUE É ISTO, MINHA GENTE???
VERGONHA!!!
ISTO É UM ESCÁRNIO!!!
TRECHO DE PUBLICAÇÃO DO BLOG ESTOU PROCURANDO...
"No Hospital Geral de Guarus a situação também é critíca e os médicos deverão aderir ao movimento(paralisação no HFM). Hoje o HGG precisou solicitar que as demais unidades não encaminhassem mais pacientes . Não há condições de atendimento diante do excesso de pacientes e falta de estrutura mínima para realização do trabalho."
O QUE É ISTO, MINHA GENTE???
VERGONHA!!!
POR FALAR EM DITADURA ll
O negócio é sério. Reviver situações típicas do período da ditadura é no mínimo uma anomalia.
Outros episódios bizarros aconteceram nesta semana.
O primeiro foi no dia 01 de junho, em frente a Câmara, quando esta blogueira estava distribuindo boletins do SEPE e uma vigilante disse que não era permitido
panfletagens naquele local, próximo a entrada da Câmara nem no seu interior.
Simplesmente ignorei o que ouvi e continuei panfletando.
No mesmo dia, à tarde, em pleno Largo da Imprensa, distribuindo as cartilhas da campanha pela Petrobrás 100% estatal e pública, dois fiscais da postura tentaram impedir que um militante da UJC panfletasse as cartilhas. Pena que já havia acabado o material e esta blogueira só teve conhecimento disso depois do ocorrido.
Onde é que nós estamos minha gente?
Outros episódios bizarros aconteceram nesta semana.
O primeiro foi no dia 01 de junho, em frente a Câmara, quando esta blogueira estava distribuindo boletins do SEPE e uma vigilante disse que não era permitido
panfletagens naquele local, próximo a entrada da Câmara nem no seu interior.
Simplesmente ignorei o que ouvi e continuei panfletando.
No mesmo dia, à tarde, em pleno Largo da Imprensa, distribuindo as cartilhas da campanha pela Petrobrás 100% estatal e pública, dois fiscais da postura tentaram impedir que um militante da UJC panfletasse as cartilhas. Pena que já havia acabado o material e esta blogueira só teve conhecimento disso depois do ocorrido.
Onde é que nós estamos minha gente?
POR FALAR EM DITADURA, LEMBREI!!!
Não é que situações inusitadas estão mesmo acontecendo em Campos?
Dia desses uma amiga me confidenciou que depois das notícias do TRE sobre a cassação da Prefeita e da inelegibilidade de outros tantos, na SMEC teve início a operação "desmancha bolinho".
Que é isso? Pasmem!
Simplesmente é a proibição de duas ou mais pessoas pararem para conversar nos corredores da SMEC, na tentativa de "abafar o caso".
Fala sério!!!
Dia desses uma amiga me confidenciou que depois das notícias do TRE sobre a cassação da Prefeita e da inelegibilidade de outros tantos, na SMEC teve início a operação "desmancha bolinho".
Que é isso? Pasmem!
Simplesmente é a proibição de duas ou mais pessoas pararem para conversar nos corredores da SMEC, na tentativa de "abafar o caso".
Fala sério!!!
DICA IMPERDÍVEL!!! VALE CONFERIR!!!
Oi, amigos!
Eu, meu sócio Lolô e a rapaziada nota dez do grupo Ébano convidamos para uma roda de samba aqui em nosso bar. Tá de bobeira na tarde deste sábado? Então vem pra cá (Alonso Coelho da Silva com Major Euclides Maciel, 34 - Flamboyant). Vamos curtir sucessos de nossos grandes mestres, a partir das 14h. Formado por três incansáveis defensores do samba de raiz, Tico Floriano, Ed e Dudu, o Ébano passeia pelo repertório de Paulinho da Viola, Zé Ketti, Cartola, com parada obrigatória em obras primas de campistas ilustres: Wilson Batista, Roberto Ribeiro, Délcio Carvalho e muitos outros. A seleção é de primeira. Nós garantimos.
Esperamos vocês!
Patrícia Bueno Nunes
Eu, meu sócio Lolô e a rapaziada nota dez do grupo Ébano convidamos para uma roda de samba aqui em nosso bar. Tá de bobeira na tarde deste sábado? Então vem pra cá (Alonso Coelho da Silva com Major Euclides Maciel, 34 - Flamboyant). Vamos curtir sucessos de nossos grandes mestres, a partir das 14h. Formado por três incansáveis defensores do samba de raiz, Tico Floriano, Ed e Dudu, o Ébano passeia pelo repertório de Paulinho da Viola, Zé Ketti, Cartola, com parada obrigatória em obras primas de campistas ilustres: Wilson Batista, Roberto Ribeiro, Délcio Carvalho e muitos outros. A seleção é de primeira. Nós garantimos.
Esperamos vocês!
Patrícia Bueno Nunes
O POVO DEVE TER VOZ
Não é esta a primeira vez que me reporto a este assunto. Trata-se dos resquícios do período da ditadura que sobrevive no interior da Câmara Municipal de Campos.
Por diversas vezes, em sessões da Câmara, pude observar que o povo não tem voz à medida que está impedido de qualquer manifestação. De acordo com o Presidente da Câmara, vereador Nelson Nahin, isto está previsto no regimento interno da casa.
Entretanto, numa demonstração de bom senso, este regimento carece de alterações para se adequar ao momento vigente. Ou, pelo menos, que este regimento "caduco" não fosse obedecido à risca, calando a voz dos cidadãos.
Sonho com o dia em que os cidadãos deste município possam se manifestar na plenária, com palavras de ordem, faixas, cartazes. É óbvio que o único limite para tal seria não perder de vista o decoro e a manifestação pacífica.
O que não deve continuar é a ameaça eminente de retirar da plenária qualquer cidadão que manifeste tanto satisfação como o contrário. É possível que o direito de expressão possa refletir positivamente na qualidade dos debates durante as sessões da Câmara, que na maioria das vezes assemelha-se a um espetáculo de mal gosto.
Por diversas vezes, em sessões da Câmara, pude observar que o povo não tem voz à medida que está impedido de qualquer manifestação. De acordo com o Presidente da Câmara, vereador Nelson Nahin, isto está previsto no regimento interno da casa.
Entretanto, numa demonstração de bom senso, este regimento carece de alterações para se adequar ao momento vigente. Ou, pelo menos, que este regimento "caduco" não fosse obedecido à risca, calando a voz dos cidadãos.
Sonho com o dia em que os cidadãos deste município possam se manifestar na plenária, com palavras de ordem, faixas, cartazes. É óbvio que o único limite para tal seria não perder de vista o decoro e a manifestação pacífica.
O que não deve continuar é a ameaça eminente de retirar da plenária qualquer cidadão que manifeste tanto satisfação como o contrário. É possível que o direito de expressão possa refletir positivamente na qualidade dos debates durante as sessões da Câmara, que na maioria das vezes assemelha-se a um espetáculo de mal gosto.
POSSIBILIDADE DE AVANÇO NA CÂMARA DE VEREADORES DE CAMPOS
Dia desses li uma matéria na Folha da Manhã que tratava do posicionamento de dois vereadores, cada qual líderes na câmara de seus respectivos partidos políticos, em relação aos colegas que tem posições contrárias as suas. Ou seja, os líderes são do grupo de oposição ao governo Rosinha enquanto que estes em questão pertencem a base aliada do governo.
Complicado, não é?
A atitude dos líderes dos dois partidos é mais do que necessária. Uma relação dúbia entre vereadores de um mesmo partido político, deve no mínimo causar estranheza nos eleitores, sem falar na incoerência que isso deixa transparecer.
Não há dúvida de que um alinhamento político entre os pares deve representar um avanço dentro da conjuntura que se apresenta.
Complicado, não é?
A atitude dos líderes dos dois partidos é mais do que necessária. Uma relação dúbia entre vereadores de um mesmo partido político, deve no mínimo causar estranheza nos eleitores, sem falar na incoerência que isso deixa transparecer.
Não há dúvida de que um alinhamento político entre os pares deve representar um avanço dentro da conjuntura que se apresenta.
VIVA O CENTRALISMO DEMOCRÁTICO!!!
Um dos príncipios do Partido Comunista Brasileiro é o da UNIDADE. Isto significa dizer que a unidade é mantida tanto no campo ideológico como na ação, numa mesma escala de valor.
Nada se revela mais democrático do que esta prática já que, o debate ocorre em todas as instâncias do partido, onde cada militante expressa livremente o seu pensamento, entretanto, prevalece a decisão da maioria em relação ao que foi discutido. Aí entra o centralismo democrático, onde a minoria acata de modo consciente e disciplinado as posições aprovadas pela maioria.
Esta prática do PCB serve para fortalecer as bases do partido que pensam e agem coletivamente.
Ocorre que, nos demais partidos isto não acontece já que, a maioria destes são partidos que admitem várias tendências, onde cada qual representa uma determinada corrente de pensamento e, internamente, vivem uma constante e acirrada disputa.
Estas divisões dentro de um mesmo partido político, com aquiescência da demoracia burguesa, tem servido mais para comprometer a credibilidade destes do qualquer outra coisa.
Portanto no centralismo democrático , pautado num amplo debate, há coerência entre linha ideológica e ação sendo por este motivo valorizado e respeitado pelos comunistas.
Nada se revela mais democrático do que esta prática já que, o debate ocorre em todas as instâncias do partido, onde cada militante expressa livremente o seu pensamento, entretanto, prevalece a decisão da maioria em relação ao que foi discutido. Aí entra o centralismo democrático, onde a minoria acata de modo consciente e disciplinado as posições aprovadas pela maioria.
Esta prática do PCB serve para fortalecer as bases do partido que pensam e agem coletivamente.
Ocorre que, nos demais partidos isto não acontece já que, a maioria destes são partidos que admitem várias tendências, onde cada qual representa uma determinada corrente de pensamento e, internamente, vivem uma constante e acirrada disputa.
Estas divisões dentro de um mesmo partido político, com aquiescência da demoracia burguesa, tem servido mais para comprometer a credibilidade destes do qualquer outra coisa.
Portanto no centralismo democrático , pautado num amplo debate, há coerência entre linha ideológica e ação sendo por este motivo valorizado e respeitado pelos comunistas.
MÉDICOS DO FERREIRA MACHADO COM INDICATIVO DE GREVE
DO BLOG DO SIMEC
Médicos do Ferreira Machado divulgam documento reivindicatório e dão prazo até as 19 hs da próxima quinta feira, dia 10/06/10 .
Ao presidente da Fundação Barcelos Martins
Aos gestores da saúde de Campos dos Goytacazes e do Hospital Ferreira Machado
Nós, médicos do Hospital Ferreira Machado, INDIGNADOS, não conseguimos entender o porquê da assistência à saúde, em todos os níveis, em nossa cidade, anda tão precária que acaba sobrando e prejudicando o funcionamento normal do HFM, obrigando-o, sempre, a resolver todas as mazelas da saúde (ponto final), abarrotando-o de gente e de trabalho insano, prejuízo inegável da qualidade e da boa convivência entre todos (médicos, pacientes, demais profissionais, administradores, etc.). Não se consegue em saúde, em outras profissões talvez... realizar um trabalho digno e contínuo, a quem quer que seja, quando constantemente deparamos com falta de matéria prima, medicamentos, órteses e próteses, fios de sutura, gaze, esparadrapo, seringas, agulhas, etc. Coisas estas que, diuturnamente, estão com sua demanda reprimida, o que faz com que não possamos conviver com a programação de compras, as licitações, os pagamentos e as entregas destes materiais sempre atrasados e fora de propósito, ficando nós e os pacientes, que deles necessitam, à mercê do descaso de quem compra e entrega. Isto não mais será sequer entendido quanto mais aceito, num grande hospital de urgência e emergência. Não pode existir trabalho escravo na saúde, pois ela é o ponto primordial de uma boa existência e, é por isto e para isto, que aqui estamos reivindicando em estado de pré-greve, tudo o que abaixo reiteramos, conclamando à(s) direção(ões) a zelar e lutar pela dignidade e operacionalidade desta classe que, sem dúvida, é quem decide os rumos do bem-estar de toda a população de um lugar, seja ele grande ou pequeno, capital ou município.
Vamos lá:
1- Planos de cargos e salários, já. É inadmissível que profissionais do gabarito que aqui existem, concursados, que trabalham com resolutividade em nível terciário, muitos com longa bagagem de conhecimento e serviços prestados à emergência, percebam no final de cada mês, em seus proventos, quantia igual a de um recém-formado, a quem sempre ajuda, ensina e socorre, tendo por base sua experiência profissional, adquirida em longas e intermináveis jornadas, nos muitos anos de uma abnegada profissão. Não se esqueçam: trabalhar em boas condições é imprescindível, como também o é, obter-se remuneração digna que permite educar e prover seus filhos. Isto também é luta de classe.
2- Rever e reaparelhar o Centro Cirúrgico, para que as cirurgias complexas possam ser realizadas e finalizadas com tranquilidade pelos profissionais gabaritados que aqui existem, sem que haja mais stress do que o momento já impõe. Não venham somar à falta de material e mão de obra.
3- Voltar a servir as refeições dos médicos em um local apropriado (anexo ao quarto), com gabarito e quantidade diária necessária para um profissional que não tem hora, na maioria das vezes, de se dirigir a um refeitório superlotado, tímido e mal cuidado.
4- Retorno do quarto dos médicos no setor de emergência, com melhores condições de higiene e acomodação (geladeira, ar condicionado, televisão, computador, etc.).
5- Inaugurar e manter o serviço de recuperação pós-anestésico, em condições ideais, para, se ou quando necessário, oferecer suporte a qualquer paciente em tempo integral, até que se providencie sua vaga em UTI. Este é um hospital de EMERGÊNCIA. Não podemos, e nem devemos, partir para a "escolha de Sofia".
6- Todo andar (serviço) deve ter uma sala com material de ressuscitação cárdio pulmonar (mal súbito) para ser usado toda vez que seja necessário dar suporte prioritário de vida a um paciente, até que sua vaga na UTI aconteça.
7- Aumento de todo pessoal médico, pois este Hospital, pelo acordo feito nas cúpulas políticas, tem que se programar para oferecer atendimento a uma população de mais ou menos um milhão de pessoas, distribuídas pelos municípios vizinhos, pois ele é o primeiro lugar a ser procurado em função da sua resolutividade ímpar. Até quando ele irá suportar? Salvem-no enquanto é tempo. A cidade de Campos e os médicos agradecem! Urgentemente, necessitamos de quatro clínicos gerais (dois nas UPGs), dois cirurgiões vasculares, quatro pediatras, etc., por plantão de vinte e quatro horas.
8- Um médico com todo o gabarito exigido para funcionar na EMERGÊNCIA, leia-se, SALVAR VIDAS, deverá ter no mínimo um piso salarial I mensal compatível com o de qualquer procurador, R$7.500,00 (sete mil e quinhentos reais), por vinte e quatro horas semanais.
9- Eliminar, de uma vez, qualquer intervenção (atendimento) no corredor. Isto é desumano e ineficiente, sem contar com o constrangimento impingido a todos: médicos, pacientes, etc.
10- A figura do médico e de seu trabalho, de antemão, não o capacita a funcionar como outro empregado qualquer, pois ele não pode parar um atendimento (cirúrgico ou não), porque findou o seu horário de trabalho. Por isto, e por outros critérios de formação e obrigação, solicitamos o ponto em folha (retorno). Abaixo o digital para grupamento médico.
11- O acesso à UTI, em pacientes graves, deve ser sempre prioritário, evitando-se sempre que as UPGs possam funcionar como UTI. Para que isso não ocorra, deve-se utilizar a rede de saúde disponível, com melhor critério possível, regulamentando¬-se a entrada, a procura e a aceitação de pacientes ambulatoriais no Hospital, direcionando e cobrando resolutividade na rede desta cidade. Os postos e hospitais têm que funcionar a todo vapor, pois isto ocorrendo, ainda teremos tempo de salvar o HFM.
12- Por fim, solicitamos em nome da medicina do futuro em nossa cidade, o retorno, aí sim, supervisionado e com tutoramento dos médicos que aqui trabalham (melhor hospital de emergência de uma imensa região) dos internos dos 5º e 6º anos, como forma de aprendizado, propondo, como não poderia deixar de ser, uma formação com responsabilidade, ficando a parte financeira a cargo do gestor e por que não, dividindo, parte de seu custo com a Faculdade de Medicina, pois, como sabemos, o curso de Medicina necessita do trato direto com a prática in loco, sem o qual os futuros médicos não serão confiáveis, acarretando sérios danos à população futura. Pensem: seus filhos e netos serão atendidos por eles.
Certos de que as reivindicações fazem parte de um cuidado democrático na luta em prol de uma medicina de qualidade, sustentado no mais puro sentimento de saúde e igualdade para todos, despedimo-nos acreditando que muita luz cairá sobre a cabeça de todo aquele que se encontra em cargos públicos responsáveis por decisões importantes e futuristas. Aguardemos...
Assinamos:
Médicos do Hospital Ferreira Machado
Médicos do Ferreira Machado divulgam documento reivindicatório e dão prazo até as 19 hs da próxima quinta feira, dia 10/06/10 .
Ao presidente da Fundação Barcelos Martins
Aos gestores da saúde de Campos dos Goytacazes e do Hospital Ferreira Machado
Nós, médicos do Hospital Ferreira Machado, INDIGNADOS, não conseguimos entender o porquê da assistência à saúde, em todos os níveis, em nossa cidade, anda tão precária que acaba sobrando e prejudicando o funcionamento normal do HFM, obrigando-o, sempre, a resolver todas as mazelas da saúde (ponto final), abarrotando-o de gente e de trabalho insano, prejuízo inegável da qualidade e da boa convivência entre todos (médicos, pacientes, demais profissionais, administradores, etc.). Não se consegue em saúde, em outras profissões talvez... realizar um trabalho digno e contínuo, a quem quer que seja, quando constantemente deparamos com falta de matéria prima, medicamentos, órteses e próteses, fios de sutura, gaze, esparadrapo, seringas, agulhas, etc. Coisas estas que, diuturnamente, estão com sua demanda reprimida, o que faz com que não possamos conviver com a programação de compras, as licitações, os pagamentos e as entregas destes materiais sempre atrasados e fora de propósito, ficando nós e os pacientes, que deles necessitam, à mercê do descaso de quem compra e entrega. Isto não mais será sequer entendido quanto mais aceito, num grande hospital de urgência e emergência. Não pode existir trabalho escravo na saúde, pois ela é o ponto primordial de uma boa existência e, é por isto e para isto, que aqui estamos reivindicando em estado de pré-greve, tudo o que abaixo reiteramos, conclamando à(s) direção(ões) a zelar e lutar pela dignidade e operacionalidade desta classe que, sem dúvida, é quem decide os rumos do bem-estar de toda a população de um lugar, seja ele grande ou pequeno, capital ou município.
Vamos lá:
1- Planos de cargos e salários, já. É inadmissível que profissionais do gabarito que aqui existem, concursados, que trabalham com resolutividade em nível terciário, muitos com longa bagagem de conhecimento e serviços prestados à emergência, percebam no final de cada mês, em seus proventos, quantia igual a de um recém-formado, a quem sempre ajuda, ensina e socorre, tendo por base sua experiência profissional, adquirida em longas e intermináveis jornadas, nos muitos anos de uma abnegada profissão. Não se esqueçam: trabalhar em boas condições é imprescindível, como também o é, obter-se remuneração digna que permite educar e prover seus filhos. Isto também é luta de classe.
2- Rever e reaparelhar o Centro Cirúrgico, para que as cirurgias complexas possam ser realizadas e finalizadas com tranquilidade pelos profissionais gabaritados que aqui existem, sem que haja mais stress do que o momento já impõe. Não venham somar à falta de material e mão de obra.
3- Voltar a servir as refeições dos médicos em um local apropriado (anexo ao quarto), com gabarito e quantidade diária necessária para um profissional que não tem hora, na maioria das vezes, de se dirigir a um refeitório superlotado, tímido e mal cuidado.
4- Retorno do quarto dos médicos no setor de emergência, com melhores condições de higiene e acomodação (geladeira, ar condicionado, televisão, computador, etc.).
5- Inaugurar e manter o serviço de recuperação pós-anestésico, em condições ideais, para, se ou quando necessário, oferecer suporte a qualquer paciente em tempo integral, até que se providencie sua vaga em UTI. Este é um hospital de EMERGÊNCIA. Não podemos, e nem devemos, partir para a "escolha de Sofia".
6- Todo andar (serviço) deve ter uma sala com material de ressuscitação cárdio pulmonar (mal súbito) para ser usado toda vez que seja necessário dar suporte prioritário de vida a um paciente, até que sua vaga na UTI aconteça.
7- Aumento de todo pessoal médico, pois este Hospital, pelo acordo feito nas cúpulas políticas, tem que se programar para oferecer atendimento a uma população de mais ou menos um milhão de pessoas, distribuídas pelos municípios vizinhos, pois ele é o primeiro lugar a ser procurado em função da sua resolutividade ímpar. Até quando ele irá suportar? Salvem-no enquanto é tempo. A cidade de Campos e os médicos agradecem! Urgentemente, necessitamos de quatro clínicos gerais (dois nas UPGs), dois cirurgiões vasculares, quatro pediatras, etc., por plantão de vinte e quatro horas.
8- Um médico com todo o gabarito exigido para funcionar na EMERGÊNCIA, leia-se, SALVAR VIDAS, deverá ter no mínimo um piso salarial I mensal compatível com o de qualquer procurador, R$7.500,00 (sete mil e quinhentos reais), por vinte e quatro horas semanais.
9- Eliminar, de uma vez, qualquer intervenção (atendimento) no corredor. Isto é desumano e ineficiente, sem contar com o constrangimento impingido a todos: médicos, pacientes, etc.
10- A figura do médico e de seu trabalho, de antemão, não o capacita a funcionar como outro empregado qualquer, pois ele não pode parar um atendimento (cirúrgico ou não), porque findou o seu horário de trabalho. Por isto, e por outros critérios de formação e obrigação, solicitamos o ponto em folha (retorno). Abaixo o digital para grupamento médico.
11- O acesso à UTI, em pacientes graves, deve ser sempre prioritário, evitando-se sempre que as UPGs possam funcionar como UTI. Para que isso não ocorra, deve-se utilizar a rede de saúde disponível, com melhor critério possível, regulamentando¬-se a entrada, a procura e a aceitação de pacientes ambulatoriais no Hospital, direcionando e cobrando resolutividade na rede desta cidade. Os postos e hospitais têm que funcionar a todo vapor, pois isto ocorrendo, ainda teremos tempo de salvar o HFM.
12- Por fim, solicitamos em nome da medicina do futuro em nossa cidade, o retorno, aí sim, supervisionado e com tutoramento dos médicos que aqui trabalham (melhor hospital de emergência de uma imensa região) dos internos dos 5º e 6º anos, como forma de aprendizado, propondo, como não poderia deixar de ser, uma formação com responsabilidade, ficando a parte financeira a cargo do gestor e por que não, dividindo, parte de seu custo com a Faculdade de Medicina, pois, como sabemos, o curso de Medicina necessita do trato direto com a prática in loco, sem o qual os futuros médicos não serão confiáveis, acarretando sérios danos à população futura. Pensem: seus filhos e netos serão atendidos por eles.
Certos de que as reivindicações fazem parte de um cuidado democrático na luta em prol de uma medicina de qualidade, sustentado no mais puro sentimento de saúde e igualdade para todos, despedimo-nos acreditando que muita luz cairá sobre a cabeça de todo aquele que se encontra em cargos públicos responsáveis por decisões importantes e futuristas. Aguardemos...
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Médicos do Hospital Ferreira Machado
OS ATIVISTAS A BORDO DO RACHEL CORRIE MANTÊM SUA INTENÇÃO DE CHEGAR ATÉ GAZA
O “Rachel Corrie”, o barco que fazia parte da flotilha solidária com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e que teve viagem atrasada, mantém sua intenção de chegar a este território costeiro, em que pese o violento ataque levado a cabo ontem pela armada israelense contra outros barcos em que morreram nove ativistas.
O barco, em que viajam quatro irlandeses, entre eles a prêmio Nobel da Paz Mairead Corrigan Maguire, navega com umas 48 horas de atraso com respeito ao resto da flotilha , já que teve que permanecer no Chipre por problemas logísticos. Porém, desde o movimento irlandês de solidariedade com a Palestina que organizou o barco, espera-se que chegue amanhã às águas de Gaza.
Um dos irlandeses a bordo, Derek Graham, explicou que o barco leva material educativo, materiais de construção e alguns jogos. “Tudo que há a bordo foi inspecionado na Irlanda”, assegurou à imprensa irlandesa. “Gostaríamos de ter o caminho livre” para chegar até Gaza, assinalou.
Por sua parte, em declarações à televisão pública RTE, Maguire assegurou que “nenhum” de seus barcos leva armas, “mas meramente ajuda humanitária”. A Nobel da Paz defendeu a missão “para assegurar ao povo de Gaza que o mundo se preocupa” com eles. “Seu porto está fechado durante quarenta anos (...), 1,5 milhão de pessoas, uma população como a da Irlanda do Norte, permanece separada do mundo por este cerco ilegal e desumano em Gaza”, recordou.
“Pode-se imaginar se isso ocorresse aos 1,5 milhão de pessoas na Irlanda do Norte, o mundo estaria gritando para que isto parasse”, sublinhou Maguire, que incidiu que em Gaza há carência de medicamentos.
Por outra parte, sete cidadãos irlandeses foram detidos durante a ação de ontem, se bem que uma das ativistas já foi deportada para a Irlanda. O ministro de relações exteriores irlandês, Michael Martin, tem se mostrado muito crítico com a atuação israelense e tem pedido a libertação de seus concidadãos.
“Temos pedido a libertação incondicional dos cidadãos irlandeses detidos atualmente em Ashdod”, assinalou o ministro à imprensa, sublinhando que “não entraram ilegalmente em Israel, foram pegos em águas internacionais e levados a Ashdod”.
Um alto responsável da marinha israelense advertiu, em declarações ao jornal ‘Jerusalem Post’, que suas forças serão mais agressivas em futuras ocasiões ante os barcos que tentem romper o bloqueio a Gaza.
FONTES:
http://www.europapress.es/epsocial/...
http://www.freegaza.org/
http://translate.googleusercontent....
Autor:
equipe europazapatista.org
O barco, em que viajam quatro irlandeses, entre eles a prêmio Nobel da Paz Mairead Corrigan Maguire, navega com umas 48 horas de atraso com respeito ao resto da flotilha , já que teve que permanecer no Chipre por problemas logísticos. Porém, desde o movimento irlandês de solidariedade com a Palestina que organizou o barco, espera-se que chegue amanhã às águas de Gaza.
Um dos irlandeses a bordo, Derek Graham, explicou que o barco leva material educativo, materiais de construção e alguns jogos. “Tudo que há a bordo foi inspecionado na Irlanda”, assegurou à imprensa irlandesa. “Gostaríamos de ter o caminho livre” para chegar até Gaza, assinalou.
Por sua parte, em declarações à televisão pública RTE, Maguire assegurou que “nenhum” de seus barcos leva armas, “mas meramente ajuda humanitária”. A Nobel da Paz defendeu a missão “para assegurar ao povo de Gaza que o mundo se preocupa” com eles. “Seu porto está fechado durante quarenta anos (...), 1,5 milhão de pessoas, uma população como a da Irlanda do Norte, permanece separada do mundo por este cerco ilegal e desumano em Gaza”, recordou.
“Pode-se imaginar se isso ocorresse aos 1,5 milhão de pessoas na Irlanda do Norte, o mundo estaria gritando para que isto parasse”, sublinhou Maguire, que incidiu que em Gaza há carência de medicamentos.
Por outra parte, sete cidadãos irlandeses foram detidos durante a ação de ontem, se bem que uma das ativistas já foi deportada para a Irlanda. O ministro de relações exteriores irlandês, Michael Martin, tem se mostrado muito crítico com a atuação israelense e tem pedido a libertação de seus concidadãos.
“Temos pedido a libertação incondicional dos cidadãos irlandeses detidos atualmente em Ashdod”, assinalou o ministro à imprensa, sublinhando que “não entraram ilegalmente em Israel, foram pegos em águas internacionais e levados a Ashdod”.
Um alto responsável da marinha israelense advertiu, em declarações ao jornal ‘Jerusalem Post’, que suas forças serão mais agressivas em futuras ocasiões ante os barcos que tentem romper o bloqueio a Gaza.
FONTES:
http://www.europapress.es/epsocial/...
http://www.freegaza.org/
http://translate.googleusercontent....
Autor:
equipe europazapatista.org
terça-feira, 1 de junho de 2010
CRIMES AMBIENTAIS E TRABALHISTAS
PELO COMITÊ POPULAR PELA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO NO NF
Prezados,
Esta não é uma denúncia de trabalho análogo a escravo mas uma breve filmagem dos CRIMES AMBIENTAIS E SOCIAIS/TRABALHISTAS QUE ANDAM ACONTECENDO PELOS CAMPOS DOS GOYTACAZES.
Hoje pela manhã (29/5), ao avistar fumaça nos aproximamos e encontramos um canavial sendo queimado e alguns trabalhadores terminavam sua tarefa: cortar cana em meio à fumaça e fogo. (fotos em anexo)
Apesar do risco que corríamos, pois a área estava cercada por "fiscais", foi possível identicar que são migrantes, oriundos da Bahia e Alagoas, que trabalham para a usina Paraíso, que estão com carteira assinada, equipamentos de segurança e uniforme, que residem no km 13 e em Travessão, em casebres e não mais em alojamentos, que pagam seu aluguel e sua alimentação.
Apesar da legalidade das aparentes condições, quando se investiga um pouco mais é possível constatar: após o corte da cana o trabalhador não sabia quanto ia receber pelo metro (em Campos os trabalhadores não têm idéia de como se faz a conversão de metros para tonelada). Como se contasse um segredo, quando estavam se retirando um trabalhador disse que não sabiam o preço da cana dos últimos cinco dias trabalhados. Perguntados se conhecem algum trabalho que não se sabe o preço pago pela força de trabalho, eles se calaram.
Uma das fotos aparece o fogo na cana que se encontra cortada. Estranhando o fato perguntamos o motivo e um trabalahdor respondeu que ela não estava boa para ser embarcada, ainda tinha palha. (A liberação de CO2 para facilitar o embarque e armazenamento, que são mecanizados é justificado, mas a dificuldade do trabalhador cortar cana com palha não é levado em conta. Não estamos aqui fazendo defesa da queima mas registrando que mais uma vez o que menos importa é o trabalhador).
Perguntamos aos órgãos do Estado responsáveis por regular e fiscalizar os processos de trabalho: vocês conhecem alguma profissão que o salário é combinado após a realização do serviço? Como se não bastasse a super exploração que o trabalho por produtividade requer, especialemte na cana, os trabalhadores ficam a mercê da avaliação dos empregadores. Expostos a roubos de medição, pesagem e critérios "subjetivos" do valor da cana que está atrelado ao pagamento do valor da força de trabalho.
Diante dos fatos solicitamos que o MTE/DRT/RJ e o MPT invistam com o rigor devido na fiscalização da safra 2010 haja vista as condições de trabalho permanecerem submetendo os trabalhadores rurais a uma super exploração.
Em tempo, solicitamos que este filme/fotos não seja divulgado, especialmente para os empregadores a fim de que os trabalhadores não sofram represálias. Identificando o ônibus eles (empregadores) têm como chegar a esta "turma" e esse não é nosso objetivo. A prática das usinas de não fornecer o preço nas primeiras horas de trabalho é uma constante. Esse filme foi realizado por volta das 10:30h da manha e quase todo o canavial já havia sido cortado, portanto o TAC deve indicar que o preço seja dado, no máximo, após uma hora de trabalho.
* Num dos vídeos o trabalhador declara que trabalahou 1 ano e 8 meses pra Santa Cruz (grupo J. Pessoa e não recebeu a rescisão e FGTS: Não recebi nem um centavo).
* Devido ao tamanho do filme não foi possível enviá-lo anexado. Pensaremos em outra alternativa. Seguem fotos.
Acreditando que os crimes ambientais e trabalhistas em nossa região não passarão impunes, reiteramos protestos de estima e consideração.
Campos dos Goytacazes, 29 de maio de 2010. (Sábado)
Cordialmente,
Comitê Popular de Erradicação do Trabalho Escravo/NF
Prezados,
Esta não é uma denúncia de trabalho análogo a escravo mas uma breve filmagem dos CRIMES AMBIENTAIS E SOCIAIS/TRABALHISTAS QUE ANDAM ACONTECENDO PELOS CAMPOS DOS GOYTACAZES.
Hoje pela manhã (29/5), ao avistar fumaça nos aproximamos e encontramos um canavial sendo queimado e alguns trabalhadores terminavam sua tarefa: cortar cana em meio à fumaça e fogo. (fotos em anexo)
Apesar do risco que corríamos, pois a área estava cercada por "fiscais", foi possível identicar que são migrantes, oriundos da Bahia e Alagoas, que trabalham para a usina Paraíso, que estão com carteira assinada, equipamentos de segurança e uniforme, que residem no km 13 e em Travessão, em casebres e não mais em alojamentos, que pagam seu aluguel e sua alimentação.
Apesar da legalidade das aparentes condições, quando se investiga um pouco mais é possível constatar: após o corte da cana o trabalhador não sabia quanto ia receber pelo metro (em Campos os trabalhadores não têm idéia de como se faz a conversão de metros para tonelada). Como se contasse um segredo, quando estavam se retirando um trabalhador disse que não sabiam o preço da cana dos últimos cinco dias trabalhados. Perguntados se conhecem algum trabalho que não se sabe o preço pago pela força de trabalho, eles se calaram.
Uma das fotos aparece o fogo na cana que se encontra cortada. Estranhando o fato perguntamos o motivo e um trabalahdor respondeu que ela não estava boa para ser embarcada, ainda tinha palha. (A liberação de CO2 para facilitar o embarque e armazenamento, que são mecanizados é justificado, mas a dificuldade do trabalhador cortar cana com palha não é levado em conta. Não estamos aqui fazendo defesa da queima mas registrando que mais uma vez o que menos importa é o trabalhador).
Perguntamos aos órgãos do Estado responsáveis por regular e fiscalizar os processos de trabalho: vocês conhecem alguma profissão que o salário é combinado após a realização do serviço? Como se não bastasse a super exploração que o trabalho por produtividade requer, especialemte na cana, os trabalhadores ficam a mercê da avaliação dos empregadores. Expostos a roubos de medição, pesagem e critérios "subjetivos" do valor da cana que está atrelado ao pagamento do valor da força de trabalho.
Diante dos fatos solicitamos que o MTE/DRT/RJ e o MPT invistam com o rigor devido na fiscalização da safra 2010 haja vista as condições de trabalho permanecerem submetendo os trabalhadores rurais a uma super exploração.
Em tempo, solicitamos que este filme/fotos não seja divulgado, especialmente para os empregadores a fim de que os trabalhadores não sofram represálias. Identificando o ônibus eles (empregadores) têm como chegar a esta "turma" e esse não é nosso objetivo. A prática das usinas de não fornecer o preço nas primeiras horas de trabalho é uma constante. Esse filme foi realizado por volta das 10:30h da manha e quase todo o canavial já havia sido cortado, portanto o TAC deve indicar que o preço seja dado, no máximo, após uma hora de trabalho.
* Num dos vídeos o trabalhador declara que trabalahou 1 ano e 8 meses pra Santa Cruz (grupo J. Pessoa e não recebeu a rescisão e FGTS: Não recebi nem um centavo).
* Devido ao tamanho do filme não foi possível enviá-lo anexado. Pensaremos em outra alternativa. Seguem fotos.
Acreditando que os crimes ambientais e trabalhistas em nossa região não passarão impunes, reiteramos protestos de estima e consideração.
Campos dos Goytacazes, 29 de maio de 2010. (Sábado)
Cordialmente,
Comitê Popular de Erradicação do Trabalho Escravo/NF
CURIOSO...
Achei interessante a fala do vereador Rogério Mattoso ao se dirigir ao atual Presidente da Câmara, vereador Nelson Nahin, como Prefeito que substituirá a prefeita cassada Rosinha Garotinho.
E mais curioso ainda foi a aquiescência de Nelson Nahin diante desta afirmação.
Será que há concenso entre a base aliada da prefeita cassada de que este será o desfecho da atual decisão do TRE???
E mais curioso ainda foi a aquiescência de Nelson Nahin diante desta afirmação.
Será que há concenso entre a base aliada da prefeita cassada de que este será o desfecho da atual decisão do TRE???
DA BANCOCRACIA NA EUROPA
Já ninguém duvida a partir de agora: são os pobres que vão pagar a conta vertiginosa da crise financeira. Conta tanto mais salgada pelo facto de a dita crise estar longe de terminada. Os ricos, os verdadeiros, estão desde já abrigados graças ao oportuno salvamento dos bancos que gerem os seus haveres sumarentos. O teatro europeu da crise é particularmente edificante sob todos os aspectos. Se bem que a crise do euro não seja senão o prolongamento da crise mais ampla das finanças mundializadas, ela revela-nos que a solidariedade das nações e dos povos europeus com que nos enchem as orelhas há cinquenta anos não era desde há muito senão uma palavra. Não é a Grécia que ameaça o euro para o euro fez a Grécia cair tão baixo que talvez não se recupere. Já é tempo de declarar algumas verdades, de convencermo-nos definitivamente que os economistas de conivência e os dirigentes políticos optaram piedosamente pelo campo dos bem-nascidos e dos bandidos.
Dos bem-nascidos? Diz-se que possivelmente os 850 maiores miliardários do mundo são mais ricos que a África com os seus 850 milhões de habitantes. Dos bandidos? Maurice Allais, Prémio Nobel de Ciências Económicas 1988, escreveu um dia que "na sua essência, a criação monetária ex nihilo que os bancos praticam é semelhante, não hesito em dizê-lo, para que as pessoas compreendam bem o que está em jogo aqui, à fabricação de moeda por falsários, tão justamente reprimida pela lei". Números vertiginosos? Enquanto o New Deal de Roosevelt em 1933 representava hoje 50 mil milhões de dólares, e o Plano Marshall 100 mil milhões de dólares, o plano europeu adoptado a 10 de Maio último atinge por si 750 mil milhões de euros e contudo não representa senão pouco mais de 10% da dívida bruto da zona euro, de 7000 mil milhões de euros.
E a vertigem acentua-se quando ao alçar voo dos números acrescenta-se a soberba incerteza do devir da economia europeia. Sobre a soma de 750 mil milhões de euros, em que a intervenção do FMI é considerada como complementar à intervenção europeia, mais da metade, ou seja, 440 mil milhões, são considerados como "mobilizáveis", isto é, eles pura e simplesmente não existem hoje. O plano de salvamento da Espanha, o único que foi estimado pelo Natixis [NT] , exigiria entre 400 e 500 mil milhões de euros. Assim, se se acrescentar a Itália e a Irlanda... O medo ainda aumenta quando se sabe que não são mais os produtores de riquezas materiais, capazes de alimentar, alojar, melhorar a existência das populações, mas sim os especuladores, através dos bancos e dos seus produtos financeiros cada vez mais arriscados, que dirigem a economia. Eles vampirizam a economia real no seu tudo – e doravante também os recursos públicos dos Estados. Esta reversão delirante dos papeis conduz forçosamente à espoliação dos povos, pelo desemprego, pela miséria, pelos recuos civilizacionais...
A crise não é tão pouco uma crise do défice orçamental da Grécia, mas exactamente uma crise dos bancos europeus. Assim, a operação de salvamento da Grécia não lhe é destinada, mas aproveita aos bancos europeus. Trata-se de um verdadeiro assalto, ao crédito da especulação e ao débito da dívida pública, que foi perpetrado. Assiste-se estupefacto a uma permutação de credor; os contribuintes europeus substituem-se aos banqueiros e recuperam assim a sua posição. O resto da Europa para emprestar para "salvar" os bancos que emprestaram à Grécia que não pode reembolsar! O economista irlandês David McWilliams nota até que ponto passámos da democracia à "bancocracia". Por intermédio do Estado, com efeito, as riquezas são transferidas dos "não-iniciados", o povo, para os "iniciados" do sistema bancário. Ele acrescenta que não nos devemos enganar: isto que foi apresentado como o salvamento de um Estado fazendo apelo ao suposto sentimento de solidariedade europeia, não nada menos que uma transferência directa de dinheiro do bolso dos cidadãos para o dos credores estrangeiros de bancos franceses e alemães. Aqui está a receita da divisão e da instabilidade.
O Prémio Nobel Joseph Stiglitz diz a propósito da crise financeira de 2008-2009 nos Estados Unidos que os bancos conseguiram mutualizar as suas perdas com os contribuintes mas que privatizam os seus benefícios em proveito único dos seus accionistas. A Europa ajuda hoje a fazer o mesmo. O Estado pura e simplesmente não está mais no seu papel de defensor do bem comum pertencente a todos os cidadãos. Ao voar (!) em socorro dos rufiões e dos ricaços, o Estado tornou-se privado. Chegou o reino tirânico das novas feudalidades.
[NT] Natixis: banco francês constituído em 2006 pela fusão dos grupos bancários cooperativos Groupe Banque Populaire e Groupe Caisse d'Epargne. Ver
Banco privado publica "Uma leitura marxista da crise"(sic).
O original encontra-se em http://www.legrandsoir.info/De-la-bancocratie-en-Europe.html
Dos bem-nascidos? Diz-se que possivelmente os 850 maiores miliardários do mundo são mais ricos que a África com os seus 850 milhões de habitantes. Dos bandidos? Maurice Allais, Prémio Nobel de Ciências Económicas 1988, escreveu um dia que "na sua essência, a criação monetária ex nihilo que os bancos praticam é semelhante, não hesito em dizê-lo, para que as pessoas compreendam bem o que está em jogo aqui, à fabricação de moeda por falsários, tão justamente reprimida pela lei". Números vertiginosos? Enquanto o New Deal de Roosevelt em 1933 representava hoje 50 mil milhões de dólares, e o Plano Marshall 100 mil milhões de dólares, o plano europeu adoptado a 10 de Maio último atinge por si 750 mil milhões de euros e contudo não representa senão pouco mais de 10% da dívida bruto da zona euro, de 7000 mil milhões de euros.
E a vertigem acentua-se quando ao alçar voo dos números acrescenta-se a soberba incerteza do devir da economia europeia. Sobre a soma de 750 mil milhões de euros, em que a intervenção do FMI é considerada como complementar à intervenção europeia, mais da metade, ou seja, 440 mil milhões, são considerados como "mobilizáveis", isto é, eles pura e simplesmente não existem hoje. O plano de salvamento da Espanha, o único que foi estimado pelo Natixis [NT] , exigiria entre 400 e 500 mil milhões de euros. Assim, se se acrescentar a Itália e a Irlanda... O medo ainda aumenta quando se sabe que não são mais os produtores de riquezas materiais, capazes de alimentar, alojar, melhorar a existência das populações, mas sim os especuladores, através dos bancos e dos seus produtos financeiros cada vez mais arriscados, que dirigem a economia. Eles vampirizam a economia real no seu tudo – e doravante também os recursos públicos dos Estados. Esta reversão delirante dos papeis conduz forçosamente à espoliação dos povos, pelo desemprego, pela miséria, pelos recuos civilizacionais...
A crise não é tão pouco uma crise do défice orçamental da Grécia, mas exactamente uma crise dos bancos europeus. Assim, a operação de salvamento da Grécia não lhe é destinada, mas aproveita aos bancos europeus. Trata-se de um verdadeiro assalto, ao crédito da especulação e ao débito da dívida pública, que foi perpetrado. Assiste-se estupefacto a uma permutação de credor; os contribuintes europeus substituem-se aos banqueiros e recuperam assim a sua posição. O resto da Europa para emprestar para "salvar" os bancos que emprestaram à Grécia que não pode reembolsar! O economista irlandês David McWilliams nota até que ponto passámos da democracia à "bancocracia". Por intermédio do Estado, com efeito, as riquezas são transferidas dos "não-iniciados", o povo, para os "iniciados" do sistema bancário. Ele acrescenta que não nos devemos enganar: isto que foi apresentado como o salvamento de um Estado fazendo apelo ao suposto sentimento de solidariedade europeia, não nada menos que uma transferência directa de dinheiro do bolso dos cidadãos para o dos credores estrangeiros de bancos franceses e alemães. Aqui está a receita da divisão e da instabilidade.
O Prémio Nobel Joseph Stiglitz diz a propósito da crise financeira de 2008-2009 nos Estados Unidos que os bancos conseguiram mutualizar as suas perdas com os contribuintes mas que privatizam os seus benefícios em proveito único dos seus accionistas. A Europa ajuda hoje a fazer o mesmo. O Estado pura e simplesmente não está mais no seu papel de defensor do bem comum pertencente a todos os cidadãos. Ao voar (!) em socorro dos rufiões e dos ricaços, o Estado tornou-se privado. Chegou o reino tirânico das novas feudalidades.
[NT] Natixis: banco francês constituído em 2006 pela fusão dos grupos bancários cooperativos Groupe Banque Populaire e Groupe Caisse d'Epargne. Ver
Banco privado publica "Uma leitura marxista da crise"(sic).
O original encontra-se em http://www.legrandsoir.info/De-la-bancocratie-en-Europe.html
PORQUE VOU PARA GAZA
por Iara Lee
Em alguns dias eu serei a única brasileira a embarcar num navio que integra a GAZA FREEDOM FLOTILLA. A recente decisão do governo Israelense de impedir a entrada do acadêmico internacionalmente reconhecido Noam Chomsky aos Territórios Ocupados da Palestina sugere que também seremos barrados. Não obstante, partiremos com a intenção de entregar comida, água, suprimentos médicos e materiais de construção às comunidades de Gaza.
Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora Presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza.
O cerco à Faixa de Gaza pelo governo Israelense tem origem em 2005, e vem sendo rigorosamente mantido desde a ofensiva militar Israelense de 2008-09, que deixou mais de 1.400 mortos e 14.000 lares destruídos. Israel argumenta que suas ações militares intensificadas ocorreram em resposta ao disparo de foguetes ordenado pelo governo Hamas cuja legitimidade não reconhece. Porém, segundo organizações internacionais de direitos humanos como Human Rights Watch, a reação militar israelense tem sido extremamente desproporcional.
O cerco não visa militantes palestinos, mas infringe as normas internacionais ao condenar todos pelas ações de alguns. Uma reportagem publicada por Amnesty International, Oxfam, Save the Children, e CARE relatou, “A crise humanitária [em Gaza] é resultado direto da contínua punição de homens, mulheres e crianças inocentes e é ilegal sob a lei internacional.”
Como resultado do cerco, civis em Gaza, inclusive crianças e outros inocentes que se encontram no meio do conflito, não têm água limpa para beber, já que as autoridades não podem consertar usinas de tratamento destruídas pelos israelenses. Ataques aéreos que danaram infraestruturas civis básicas, junto com a redução da importação, deixaram a população em Gaza sem comida e remédio que precisam para uma sobrevivência saudável.
Nós que enfrentamos esta viagem estamos, é claro, preocupados com nossa segurança também. Anteriormente, alguns barcos que tentaram trazer abastecimentos a Gaza foram violentamente assediados pelas forças israelenses. Dia 30 de dezembro de 2008 o navio ‘Dignity’ carregava cirurgiões voluntários e três toneladas de suprimentos médicos quando foi atacado sem aviso prévio por um navio israelense que o atacou três vezes a aproximadamente 90 milhas da costa de Gaza. Passageiros e tripulantes ficaram aterrorizados, enquanto seu navio enchia fazia água e tropas israelenses ameaçavam com novos disparos.
Todavia eu me envolvo porque creio que ações resolutamente não violentas, que chamam atenção ao bloqueio, são indispensáveis esclarecer o público sobre o que está de fato ocorrendo. Simplesmente não há justificativa para impedir que cargas de ajuda humanitária alcancem um povo em crise.
Com a partida dos nossos navios, o senador Eduardo Matarazzo Suplicy mandou uma carta de apoio aos palestinos para o governo de Israel. “Eu me considero um amigo de Israel e simpatizante do povo judeu” escreveu, acrescentando: “mas por este meio, e também no Senado, expresso minha simpatía a este movimento completamente pacífico…Os oito navios do Free Gaza Movement (Movimento Gaza Livre) levará comida, roupas, materiais de construção e a solidariedade de povos de várias nações, para que os palestinos possam reconstruir suas casas e criar um futuro novo, justo e unido.”
Seguindo este exemplo, funcionários públicos e outros civis devem exigir que sejam abertos canais humanitários a Gaza, que as pessoas recebam comida e suprimentos médicos, e que Israel faça um maior esforço para proteger inocentes. Enquanto eu esteja motivada a ponto de me integrar à viagem humanitária, reconheço que muitos não têm condições de fazer o mesmo. Felizmente, é possível colaborar sem ter que embarcar em um navio. Nós todos simplesmente temos que aumentar nossas vozes em protesto contra esta vergonhosa violação dos direitos humanos.
Em alguns dias eu serei a única brasileira a embarcar num navio que integra a GAZA FREEDOM FLOTILLA. A recente decisão do governo Israelense de impedir a entrada do acadêmico internacionalmente reconhecido Noam Chomsky aos Territórios Ocupados da Palestina sugere que também seremos barrados. Não obstante, partiremos com a intenção de entregar comida, água, suprimentos médicos e materiais de construção às comunidades de Gaza.
Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora Presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza.
O cerco à Faixa de Gaza pelo governo Israelense tem origem em 2005, e vem sendo rigorosamente mantido desde a ofensiva militar Israelense de 2008-09, que deixou mais de 1.400 mortos e 14.000 lares destruídos. Israel argumenta que suas ações militares intensificadas ocorreram em resposta ao disparo de foguetes ordenado pelo governo Hamas cuja legitimidade não reconhece. Porém, segundo organizações internacionais de direitos humanos como Human Rights Watch, a reação militar israelense tem sido extremamente desproporcional.
O cerco não visa militantes palestinos, mas infringe as normas internacionais ao condenar todos pelas ações de alguns. Uma reportagem publicada por Amnesty International, Oxfam, Save the Children, e CARE relatou, “A crise humanitária [em Gaza] é resultado direto da contínua punição de homens, mulheres e crianças inocentes e é ilegal sob a lei internacional.”
Como resultado do cerco, civis em Gaza, inclusive crianças e outros inocentes que se encontram no meio do conflito, não têm água limpa para beber, já que as autoridades não podem consertar usinas de tratamento destruídas pelos israelenses. Ataques aéreos que danaram infraestruturas civis básicas, junto com a redução da importação, deixaram a população em Gaza sem comida e remédio que precisam para uma sobrevivência saudável.
Nós que enfrentamos esta viagem estamos, é claro, preocupados com nossa segurança também. Anteriormente, alguns barcos que tentaram trazer abastecimentos a Gaza foram violentamente assediados pelas forças israelenses. Dia 30 de dezembro de 2008 o navio ‘Dignity’ carregava cirurgiões voluntários e três toneladas de suprimentos médicos quando foi atacado sem aviso prévio por um navio israelense que o atacou três vezes a aproximadamente 90 milhas da costa de Gaza. Passageiros e tripulantes ficaram aterrorizados, enquanto seu navio enchia fazia água e tropas israelenses ameaçavam com novos disparos.
Todavia eu me envolvo porque creio que ações resolutamente não violentas, que chamam atenção ao bloqueio, são indispensáveis esclarecer o público sobre o que está de fato ocorrendo. Simplesmente não há justificativa para impedir que cargas de ajuda humanitária alcancem um povo em crise.
Com a partida dos nossos navios, o senador Eduardo Matarazzo Suplicy mandou uma carta de apoio aos palestinos para o governo de Israel. “Eu me considero um amigo de Israel e simpatizante do povo judeu” escreveu, acrescentando: “mas por este meio, e também no Senado, expresso minha simpatía a este movimento completamente pacífico…Os oito navios do Free Gaza Movement (Movimento Gaza Livre) levará comida, roupas, materiais de construção e a solidariedade de povos de várias nações, para que os palestinos possam reconstruir suas casas e criar um futuro novo, justo e unido.”
Seguindo este exemplo, funcionários públicos e outros civis devem exigir que sejam abertos canais humanitários a Gaza, que as pessoas recebam comida e suprimentos médicos, e que Israel faça um maior esforço para proteger inocentes. Enquanto eu esteja motivada a ponto de me integrar à viagem humanitária, reconheço que muitos não têm condições de fazer o mesmo. Felizmente, é possível colaborar sem ter que embarcar em um navio. Nós todos simplesmente temos que aumentar nossas vozes em protesto contra esta vergonhosa violação dos direitos humanos.
REPÚDIO INDIGNADO A MAIS UMA COVARDE E DESUMANA AGRESSÃO SIONISTA
(Nota Política do PCB)
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifesta seu repúdio e indignação diante do covarde ataque cometido por agentes do Estado terrorista de Israel, que agiram como verdadeiros piratas modernos contra a flotilha humanitária que levava remédios e suprimentos para a população bloqueada da Faixa de Gaza.
Trata-se de uma ação desumana e bárbara contra civis pacifistas, desarmados, realizada em águas internacionais, com o uso de barcos de guerra, forças especiais, helicópteros e armas pesadas. Foram assassinados cruelmente mais de 15 pacifistas e cerca de cinco dezenas ficaram feridos.
Este escandaloso massacre realizado pelos piratas israelenses faz parte da ofensiva sionista para calar todas as forças progressistas do mundo que clamam por uma paz justa na região e pela formação do Estado Palestino, livre e soberano. Além de uma violação ao direito internacional, esta agressão demonstra claramente para o mundo os métodos brutais com que o governo israelense trata não só os palestinos, mas todos os povos que se opõem à sua política de opressão na região. A impunidade de Israel é garantida por sua aliança com o imperialismo, sobretudo o norte-americano.
O Partido Comunista Brasileiro, coerente com sua ação internacionalista em defesa da liberdade dos povos, envia suas condolências às famílias dos pacifistas assassinados nessa ação selvagem, ao mesmo tempo em que manifesta sua profunda admiração por todos os pacifistas da Frotilha da Liberdade que, mesmo arriscando a própria vida, tiveram a coragem de expor ao mundo as atrocidades do bloqueio israelense por terra, mar e ar ao povo palestino na Faixa de Gaza.
Diante dessa barbaridade que envergonha o mundo, o Partido Comunista Brasileiro soma-se às forças progressistas que vêm emprestando irrestrita solidariedade ao povo palestino e dirige-se ao governo brasileiro no sentido de que rompa imediatamente todas as relações comerciais com Israel, expulse seu embaixador do Brasil e realize uma ação firme na ONU contra mais essa barbaridade cometida pelas forças sionistas.
Secretariado Nacional do PCB
31 de maio de 2010.
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifesta seu repúdio e indignação diante do covarde ataque cometido por agentes do Estado terrorista de Israel, que agiram como verdadeiros piratas modernos contra a flotilha humanitária que levava remédios e suprimentos para a população bloqueada da Faixa de Gaza.
Trata-se de uma ação desumana e bárbara contra civis pacifistas, desarmados, realizada em águas internacionais, com o uso de barcos de guerra, forças especiais, helicópteros e armas pesadas. Foram assassinados cruelmente mais de 15 pacifistas e cerca de cinco dezenas ficaram feridos.
Este escandaloso massacre realizado pelos piratas israelenses faz parte da ofensiva sionista para calar todas as forças progressistas do mundo que clamam por uma paz justa na região e pela formação do Estado Palestino, livre e soberano. Além de uma violação ao direito internacional, esta agressão demonstra claramente para o mundo os métodos brutais com que o governo israelense trata não só os palestinos, mas todos os povos que se opõem à sua política de opressão na região. A impunidade de Israel é garantida por sua aliança com o imperialismo, sobretudo o norte-americano.
O Partido Comunista Brasileiro, coerente com sua ação internacionalista em defesa da liberdade dos povos, envia suas condolências às famílias dos pacifistas assassinados nessa ação selvagem, ao mesmo tempo em que manifesta sua profunda admiração por todos os pacifistas da Frotilha da Liberdade que, mesmo arriscando a própria vida, tiveram a coragem de expor ao mundo as atrocidades do bloqueio israelense por terra, mar e ar ao povo palestino na Faixa de Gaza.
Diante dessa barbaridade que envergonha o mundo, o Partido Comunista Brasileiro soma-se às forças progressistas que vêm emprestando irrestrita solidariedade ao povo palestino e dirige-se ao governo brasileiro no sentido de que rompa imediatamente todas as relações comerciais com Israel, expulse seu embaixador do Brasil e realize uma ação firme na ONU contra mais essa barbaridade cometida pelas forças sionistas.
Secretariado Nacional do PCB
31 de maio de 2010.
DELEGAÇÃO DO PCB VISITA CUBA E VENEZUELA
Na segunda quinzena de maio, esteve na Venezuela e em Cuba uma delegação do Comitê Central do PCB, composta por Ivan Pinheiro e Ricardo Costa, ambos da Comissão Política Nacional do Partido.
Na Venezuela, os camaradas se reuniram com o Burô Político do PCV (Partido Comunista de Venezuela), quando passaram em revista a conjuntura internacional e em especial da América Latina. Estabeleceram-se acordos com vistas ao estreitamento das relações bilaterais entre os dois Partidos em diversos temas e para o fortalecimento e a unidade do movimento comunista internacional, nos marcos do internacionalismo proletário.
Em Caracas, o Secretário Geral do PCB, Ivan Pinheiro, deu uma concorrida entrevista coletiva para jornais e emissoras de rádio e televisão.
Ainda na Venezuela, a delegação do PCB manteve reunião com a direção do MCB (Movimento Continental Bolivariano), organização latino-americana criada em dezembro de 2009, da qual o PCB é fundador. O MCB tem como objetivo articular as organizações políticas e sociais revolucionárias da América Latina. Os dirigentes do MCB informaram que Ivan Pinheiro, Secretário Geral do PCB, foi integrado à Presidência Coletiva do movimento, cuja sede é em Caracas. Reafirmou-se o compromisso do PCB de divulgar no Brasil as iniciativas do MCB e de participar ativamente das lutas antiimperialistas na América Latina.
Já em Cuba, a delegação do PCB cumpriu uma agenda de cinco dias, na qual se destacaram reuniões, na sede nacional do PCC, com diversas áreas de relações internacionais do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, numa intensa troca de pontos de vista sobre a conjuntura mundial. A delegação do PCB, em todos os momentos, expressou a solidariedade militante do Partido à Revolução Socialista Cubana, diante da continuidade do cruel bloqueio a Cuba e da ofensiva midiática, política e econômica que lhe move o imperialismo. Estreitaram-se os laços de amizade e colaboração entre os dois Partidos.
A delegação do PCB foi recebida na Assembléia Nacional de Cuba, pelo Deputado que preside a Comissão de Relações Internacionais, onde conheceu com detalhes a verdadeira democracia direta e popular existente na Ilha Rebelde. Um dia da agenda foi dedicado a uma visita a Santa Clara, onde uma delegação do Comitê Provincial (estadual) do PCC levou nossos camaradas a conhecerem o Memorial de Chê Guevara e outros locais marcantes da vitória revolucionária no final dos anos cinquenta.
Outro ponto alto da estada em Havana foi a visita que a delegação do PCB fez à ELAM (Escola Latino Americana de Medicina), onde jovens do mundo inteiro estudam, a maioria de países periféricos e emergentes, indicados por partidos e movimentos sociais solidários a Cuba. O país do Caribe tem uma enorme tradição na formação de médicos que, além de competentes, invariavelmente seguem pela vida inspirados pelo internacionalismo proletário. Os delegados do PCB fizeram uma palestra sobre as resoluções do XIV Congresso Nacional do PCB para uma grande platéia de estudantes de toda a América Latina. A base de jovens comunistas do PCB, lá organizados como UJC (União da Juventude Comunista) é um exemplo de organização e militância política na instituição, mantendo uma publicação mensal (Avante) e promovendo diversas atividades.
Dentro em breve, divulgaremos um texto que está sendo elaborado pelo camarada Ricardo Costa, tratando da situação atual de Cuba frente ao bloqueio e à ofensiva imperialista, as possibilidades e o alcance das mudanças em debate na Ilha e, principalmente, a democracia cubana, ampla, participativa e protagônica. Todos os informes da delegação do PCB, com base nos diversificados contatos realizados, indicam que o povo cubano honrará mais uma vez sua histórica tradição de superar dificuldades e que serão mantidas e ampliadas todas as grandes conquistas da Revolução Cubana, que se transformaram em direitos constitucionais: emprego, igualdade de oportunidades, saúde e educação gratuitas e de qualidade para todos.
O saldo da viagem foi altamente positivo e houve um grande consenso em todos os contatos mantidos: o aprofundamento da crise sistêmica do capitalismo exige de todos os revolucionários o reforço da luta e da unidade de ação, mos marcos do internacionalismo proletário.
Secretariado Nacional do PCB
Junho de 2010
Na Venezuela, os camaradas se reuniram com o Burô Político do PCV (Partido Comunista de Venezuela), quando passaram em revista a conjuntura internacional e em especial da América Latina. Estabeleceram-se acordos com vistas ao estreitamento das relações bilaterais entre os dois Partidos em diversos temas e para o fortalecimento e a unidade do movimento comunista internacional, nos marcos do internacionalismo proletário.
Em Caracas, o Secretário Geral do PCB, Ivan Pinheiro, deu uma concorrida entrevista coletiva para jornais e emissoras de rádio e televisão.
Ainda na Venezuela, a delegação do PCB manteve reunião com a direção do MCB (Movimento Continental Bolivariano), organização latino-americana criada em dezembro de 2009, da qual o PCB é fundador. O MCB tem como objetivo articular as organizações políticas e sociais revolucionárias da América Latina. Os dirigentes do MCB informaram que Ivan Pinheiro, Secretário Geral do PCB, foi integrado à Presidência Coletiva do movimento, cuja sede é em Caracas. Reafirmou-se o compromisso do PCB de divulgar no Brasil as iniciativas do MCB e de participar ativamente das lutas antiimperialistas na América Latina.
Já em Cuba, a delegação do PCB cumpriu uma agenda de cinco dias, na qual se destacaram reuniões, na sede nacional do PCC, com diversas áreas de relações internacionais do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, numa intensa troca de pontos de vista sobre a conjuntura mundial. A delegação do PCB, em todos os momentos, expressou a solidariedade militante do Partido à Revolução Socialista Cubana, diante da continuidade do cruel bloqueio a Cuba e da ofensiva midiática, política e econômica que lhe move o imperialismo. Estreitaram-se os laços de amizade e colaboração entre os dois Partidos.
A delegação do PCB foi recebida na Assembléia Nacional de Cuba, pelo Deputado que preside a Comissão de Relações Internacionais, onde conheceu com detalhes a verdadeira democracia direta e popular existente na Ilha Rebelde. Um dia da agenda foi dedicado a uma visita a Santa Clara, onde uma delegação do Comitê Provincial (estadual) do PCC levou nossos camaradas a conhecerem o Memorial de Chê Guevara e outros locais marcantes da vitória revolucionária no final dos anos cinquenta.
Outro ponto alto da estada em Havana foi a visita que a delegação do PCB fez à ELAM (Escola Latino Americana de Medicina), onde jovens do mundo inteiro estudam, a maioria de países periféricos e emergentes, indicados por partidos e movimentos sociais solidários a Cuba. O país do Caribe tem uma enorme tradição na formação de médicos que, além de competentes, invariavelmente seguem pela vida inspirados pelo internacionalismo proletário. Os delegados do PCB fizeram uma palestra sobre as resoluções do XIV Congresso Nacional do PCB para uma grande platéia de estudantes de toda a América Latina. A base de jovens comunistas do PCB, lá organizados como UJC (União da Juventude Comunista) é um exemplo de organização e militância política na instituição, mantendo uma publicação mensal (Avante) e promovendo diversas atividades.
Dentro em breve, divulgaremos um texto que está sendo elaborado pelo camarada Ricardo Costa, tratando da situação atual de Cuba frente ao bloqueio e à ofensiva imperialista, as possibilidades e o alcance das mudanças em debate na Ilha e, principalmente, a democracia cubana, ampla, participativa e protagônica. Todos os informes da delegação do PCB, com base nos diversificados contatos realizados, indicam que o povo cubano honrará mais uma vez sua histórica tradição de superar dificuldades e que serão mantidas e ampliadas todas as grandes conquistas da Revolução Cubana, que se transformaram em direitos constitucionais: emprego, igualdade de oportunidades, saúde e educação gratuitas e de qualidade para todos.
O saldo da viagem foi altamente positivo e houve um grande consenso em todos os contatos mantidos: o aprofundamento da crise sistêmica do capitalismo exige de todos os revolucionários o reforço da luta e da unidade de ação, mos marcos do internacionalismo proletário.
Secretariado Nacional do PCB
Junho de 2010
HOJE, A SESSÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPOS FOI "QUENTE"
Estive hoje pela manhã na Câmara de Vereadores de Campos e logo percebi o "calor" que circulava nos ânimos das pessoas presentes. Fui na expectativa de ver aprovada a audiência pública da educação, o que mais uma vez foi frustrada por uma pauta que priorizou outros assuntos, alguns relevantes como o caso da isonomia salarial dos vigilantes com a guarda municipal, outros menores como a defesa da prefeita cassada.
Enfim, com a plenária lotada de vigilantes e debaixo de um clima de contrariedade da oposição, mais uma vez a educação, a saúde, etc. ficaram para depois. Uma lástima!
Entretanto, nem tudo foi perdido porque aproveitei o momento para panfletar o Boletim do SEPE/Campos que trata exclusivamente da educação da rede municipal. O Boletim traz denúncias do fechamento das escolas, fala da necessidade de eleições para diretores de escola, do plano de cargos e salários rebaixado,etc.
Agora, o momento é esperar para ver se a solicitação de audiência pública se confirma na sessão de amanhã.
Enfim, com a plenária lotada de vigilantes e debaixo de um clima de contrariedade da oposição, mais uma vez a educação, a saúde, etc. ficaram para depois. Uma lástima!
Entretanto, nem tudo foi perdido porque aproveitei o momento para panfletar o Boletim do SEPE/Campos que trata exclusivamente da educação da rede municipal. O Boletim traz denúncias do fechamento das escolas, fala da necessidade de eleições para diretores de escola, do plano de cargos e salários rebaixado,etc.
Agora, o momento é esperar para ver se a solicitação de audiência pública se confirma na sessão de amanhã.
APOIO AOS FUNCIONÁRIOS DA RECORD/CAMPOS
"Na sessão da Câmara Municipal de Campos, na manhã de hoje, o vereador Vieira Reis (PRB) disse que os dois profissionais da Rede Record que colocaram no ar a gravação de Anthony Garotinho, teriam sido demitidos. Segundo ele, a matéria teria ido ao ar sem autorização do escalão superior da emissora."(DO BLOG ESTOU PROCURANDO...)
Se for verdadeira a declaração do referido vereador estamos diante de mais um absurdo. Por instantes imaginei que, a Record teria liberado a gravação em retaliação a citação do nome de Crivella no áudio. Ao que parece, foi um ledo engano.
Lamentável que profissionais que dignificam a sua profissão sejam punidos. É por aí que começa as distorções da mal fadada sociedade capitalista. Persegue e pune trabalhadores.
Sou solidária a causa dos possíveis funcionários demitidos da Record/Campos e aproveito para parabenizá-los pelo altruísmo e compromisso com a verdade.
Se for verdadeira a declaração do referido vereador estamos diante de mais um absurdo. Por instantes imaginei que, a Record teria liberado a gravação em retaliação a citação do nome de Crivella no áudio. Ao que parece, foi um ledo engano.
Lamentável que profissionais que dignificam a sua profissão sejam punidos. É por aí que começa as distorções da mal fadada sociedade capitalista. Persegue e pune trabalhadores.
Sou solidária a causa dos possíveis funcionários demitidos da Record/Campos e aproveito para parabenizá-los pelo altruísmo e compromisso com a verdade.
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