Michael Hudson
Segundo o economista norte-americano, os EUA impulsionaram um modelo econômico que está falido e, com o advento da mais recente crise econômica global, cabe agora aos países que compõem o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) usar sua força conjunta para colocar em marcha um modelo alternativo: “Quando o EUA diz que os países do Bric ainda têm espaço para aumentar suas dívidas, o que quer dizer é que estes países ainda têm minas que podem ser vendidas e ainda têm florestas que podem ser cortadas. Nos próximos anos, o Norte vai fazer o máximo possível para pegar os seus recursos”, disse Hudson, durante seminário promovido pelo CDES em Brasília.
Maurício Thuswohl
Data: 19/09/2010
BRASÍLIA - “No cinema, nós já tínhamos o Michael Moore. Agora, na economia, temos o Michael Hudson”. A brincadeira feita pelo conselheiro Jacy Afonso de Melo revela o impacto causado pela intervenção do economista e professor da Universidade do Missouri na quinta-feira (16), durante sua participação em um seminário internacional promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) em Brasília. Hudson, um ex-economista de Wall Street, mereceu repetidos aplausos dos participantes do seminário ao apresentar, assim como o xará cineasta, um ponto de vista ácido e crítico sobre o modelo econômico de seu país.
Segundo o economista norte-americano, os Estados Unidos impulsionou “um modelo econômico que está falido” e, com o advento da mais recente crise econômica global, cabe agora aos países que compõem o Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) usar sua força conjunta para colocar em marcha um modelo alternativo: “Quando o EUA diz que os países do Bric ainda têm espaço para aumentar suas dívidas, o que quer dizer é que estes países ainda têm minas que podem ser vendidas e ainda têm florestas que podem ser cortadas. Nos próximos anos, o Norte vai fazer o máximo possível para pegar os seus recursos”, disse Hudson, em uma de suas muitas frases de impacto.
Hudson afirmou que o governo norte-americano passou 50 anos obrigando os países em desenvolvimento a contrair empréstimos que, na verdade, tinham como objetivo principal a criação de uma infra-estrutura que facilitasse a exportação de grãos, minério e outras matérias-primas para os EUA: “Mais tarde, em sua fase neoliberal, o governo dos EUA perguntou: por quê vocês, para pagar as dívidas que contraíram conosco, não vendem as estradas e portos que construíram com o dinheiro que emprestamos?”, concluiu.
Instituições como o FMI e o Banco Mundial, na visão de Hudson, foram criadas com o objetivo de fazer com que os países em desenvolvimento dependessem dos EUA. Segundo o economista, a adoção do dólar como moeda de parâmetro para a economia mundial foi, ao lado do que qualificou como “dependência militar”, o principal fator de fortalecimento para a hegemonia norte-americana: “Por isso, os Brics podem criar novas estruturas econômicas que não sejam baseadas no poder militar dos EUA”, disse.
Hudson citou o exemplo da China, “a quem os EUA só deixam gastar sua riqueza para comprar bônus do Tesouro americano”, para afirmar que o Brasil, fortalecido pela travessia sem grandes traumas da crise econômica global, pode seguir outro caminho: “O Brasil pode criar os seus próprios créditos, e vocês não precisam de moeda estrangeira para fazer a economia funcionar”.
Novo sistema financeiro
Além de Michael Hudson, outros palestrantes estrangeiros analisaram a conjuntura econômica mundial. Também norte-americano e pesquisador da Universidade do Missouri, Larry Randall Wray pregou a necessidade de criação de um novo sistema financeiro internacional: “Esse sistema deve ter um mecanismo de pagamento sólido e seguro, promover empréstimos menos longos, adotar um mecanismo de financiamento imobiliário sólido e um ativo de capitais a longo termo”, disse Wray, acrescentando que “esses ajustes não precisam ser feitos necessariamente pelo setor privado”.
Diretor do Observatório Francês de Conjunturas Econômicas (OFCE), Xavier Timbeau defendeu a adoção de programas de renda-mínima pelos países em desenvolvimento: “Precisamos adotar novos indicadores de riqueza que não sejam meramente econômicos. Não digam que para reduzir a pobreza basta aumentar o crescimento da economia” disse o economista francês.
O economista mexicano Julio Boltvinick também sugeriu “uma abordagem crítica sobre o paradigma dominante que reduz o bem-estar humano ao bem-estar econômico” e defendeu a adoção de novos conceitos de bem-estar: “Riqueza por si só gera poder, mas não gera necessariamente bem-estar”. Boltvinick defendeu ainda a criação de um índice de progresso social e a adoção de um indicador de tempo livre como formas de medir a desigualdade social em cada país: “Uma sociedade justa tem um tempo livre igualitário”.
Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16973
terça-feira, 21 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
NÃO VAMOS NOS CALAR. ELEIÇÕES DIRETAS JÁ!
O BLOG PALAVRAS ACESAS REEDITA O POST PUBLICADO ONTEM, DOMINGO (19/09) ÁS 12:53 ASSINADO POR ESTA BLOGUEIRA:
Diante dos sucessivos escândalos envolvendo corrupção e abuso de poder econômico tem sido inevitável à população campista conviver com as sucessivas cassações de mandatos de prefeitos(a) eleitos(a) pelo VOTO POPULAR.
Pela segunda vez, em curto espaço de tempo, temos a possibilidade de eleições suplementares em Campos dos Goytacazes que, diante do afastamento da Prefeita Rosinha Garotinho, devem ser garantidas pelo respeito ao princípio da Democracia.
O Partido Comunista Brasileiro manifestou seu compromisso com a população campista quando, junto com outros partidos, protocolou no TRE solicitação de eleições suplementares em Campos até dezembro do ano corrente a fim de evitar o risco de eleições indiretas.
Para um povo cansado de tantos escândalos de corrupção e abusos de toda sorte(má) a possibilidade de eleições indiretas, ora apontada por decisão do TSE, representaria um verdadeiro ataque ao direito precípuo da escolha de seus governantes. Abrir mão desse direito representaria, sem dúvida, uma derrota imensurável para cada cidadão campista.
Neste sentido, é chegada a hora de uma grande mobilização da população campista para expressar a indignação diante da nefasta possibilidade de eleições indiretas para prefeitura de nosso município.
Não podemos conferir à Câmara de Vereadores de Campos, que há muito dá mostras de não representar os anseios da população campista, haja vista a omissão diante de suas atribuições de fiscalização do poder executivo tanto que, deveria partir desta instância as denúncias dos vários desvios do executivo e não do TRE. Isso prova que tem havido entre Executivo e Legislativo um verdadeiro "acordo de cavalheiros" e "coloio" tanto que os vereadores da Câmara, também eleitos pelo voto popular, têm sido movidos pelos interesses pessoais em detrimento dos anseios populares.
Diante do exposto, como conferir à Câmara o poder de escolha de novo prefeito? Que acordos estariam implícitos em tal eleição indireta? Que novos prejuízos estariam destinados à população campista?
Não vamos nos calar.
ELEIÇÕES DIRETAS JÁ!!!
Diante dos sucessivos escândalos envolvendo corrupção e abuso de poder econômico tem sido inevitável à população campista conviver com as sucessivas cassações de mandatos de prefeitos(a) eleitos(a) pelo VOTO POPULAR.
Pela segunda vez, em curto espaço de tempo, temos a possibilidade de eleições suplementares em Campos dos Goytacazes que, diante do afastamento da Prefeita Rosinha Garotinho, devem ser garantidas pelo respeito ao princípio da Democracia.
O Partido Comunista Brasileiro manifestou seu compromisso com a população campista quando, junto com outros partidos, protocolou no TRE solicitação de eleições suplementares em Campos até dezembro do ano corrente a fim de evitar o risco de eleições indiretas.
Para um povo cansado de tantos escândalos de corrupção e abusos de toda sorte(má) a possibilidade de eleições indiretas, ora apontada por decisão do TSE, representaria um verdadeiro ataque ao direito precípuo da escolha de seus governantes. Abrir mão desse direito representaria, sem dúvida, uma derrota imensurável para cada cidadão campista.
Neste sentido, é chegada a hora de uma grande mobilização da população campista para expressar a indignação diante da nefasta possibilidade de eleições indiretas para prefeitura de nosso município.
Não podemos conferir à Câmara de Vereadores de Campos, que há muito dá mostras de não representar os anseios da população campista, haja vista a omissão diante de suas atribuições de fiscalização do poder executivo tanto que, deveria partir desta instância as denúncias dos vários desvios do executivo e não do TRE. Isso prova que tem havido entre Executivo e Legislativo um verdadeiro "acordo de cavalheiros" e "coloio" tanto que os vereadores da Câmara, também eleitos pelo voto popular, têm sido movidos pelos interesses pessoais em detrimento dos anseios populares.
Diante do exposto, como conferir à Câmara o poder de escolha de novo prefeito? Que acordos estariam implícitos em tal eleição indireta? Que novos prejuízos estariam destinados à população campista?
Não vamos nos calar.
ELEIÇÕES DIRETAS JÁ!!!
DEBATE DOS PRESIDENCIÁVEIS DA ESQUERDA
21/09/2010 - 21HORAS – TERÇA-FEIRA
IVAN PINHEIRO (PCB) – RUI PIMENTA (PCO) – ZÉ MARIA (PSTU)
Assista pela página do Jornal BRASIL DE FATO - www.brasildefato.com.br
IVAN PINHEIRO (PCB) – RUI PIMENTA (PCO) – ZÉ MARIA (PSTU)
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A EDUCAÇÃO MUNICIPAL:PROBLEMAS E SOLUÇÕES
Em entrevista ao Programa de Olho na Cidade o prefeito Nelson Nahim falou da sua disposição em resolver problemas cruciais para os munícipes principalmente nas áreas de saúde e educação.
Diante do descaso que a administração pública vinha sendo tratada pela prefeita Rosinha, que ao invés de solucionar problemas contribuía para a multiplicação das mazelas existentes, com a máquina administrativa travada a serviço de interesses alheios aos anseios populares, não há como negar que a postura do atual prefeito representa algum avanço, muito embora a questão de fundo da gestão municipal seja a mesma.
No que tange a educação municipal o prefeito afirmou que deseja a solução de todos os problemas, tanto que recebeu o SEPE para se interar das reivindicações da categoria, e mostra-se empenhado em não permitir falta de materiais nas escolas, que deverá encaminhar um plano gestor para a eleição direta de diretores de escola, a revisão do plano de cargos e salários,etc.
Gostaria de lembrar ao prefeito Nahim que nada vai mudar na qualidade da educação do município se persistir a carência gritante de professores nas escolas municipais de Campos. Faltam tanto professores como auxiliares de secretaria e a solução para este problema está na convocação dos concursados de 2008.
Atualmente entre escolas e creches são 242 unidades escolares e se fizermos uma média de carência de 5 professores por unidade escolar temos uma carência superior a 1000 profissionais. Como desejar educação de qualidade diante deste quadro caótico?
Para ilustrar, existe em Campos uma escola municipalizada que atende ao primeiro segmento do ensino fundamental(1º ao 5º ano) onde há carência de 8 professores. Como os pais não tem onde deixar os seus filhos estes vão para a escola e passam todo o período em que deveriam estar na sala de aula ociosos, soltos pelo pátio até o horário que deveria ser de término das aulas.
Os professores concursados que atuam no município estão adoecendo devido a sobrecarga e condições precárias no ambiente de trabalho, com turmas superlotadas, diretoras autoritárias e despreparadas que praticam com frequência o assédio moral no interior das unidades escolares.
O prefeito que se mostra aberto para a solução dos problemas na área de educação tem nas suas mãos a possibilidade de resolver definitivamente este impasse já que, investido no cargo executivo é o único que pode fazê-lo.
Para minimizar os problemas da educação o primeiro passo deve ser a convocação dos concursados de 2008. Sem esta medida urgente de nada adiantará outras providências se não tiver material humano suficiente para garantir o funcionamento integral das unidades escolares da rede municípal de Campos.
Diante do descaso que a administração pública vinha sendo tratada pela prefeita Rosinha, que ao invés de solucionar problemas contribuía para a multiplicação das mazelas existentes, com a máquina administrativa travada a serviço de interesses alheios aos anseios populares, não há como negar que a postura do atual prefeito representa algum avanço, muito embora a questão de fundo da gestão municipal seja a mesma.
No que tange a educação municipal o prefeito afirmou que deseja a solução de todos os problemas, tanto que recebeu o SEPE para se interar das reivindicações da categoria, e mostra-se empenhado em não permitir falta de materiais nas escolas, que deverá encaminhar um plano gestor para a eleição direta de diretores de escola, a revisão do plano de cargos e salários,etc.
Gostaria de lembrar ao prefeito Nahim que nada vai mudar na qualidade da educação do município se persistir a carência gritante de professores nas escolas municipais de Campos. Faltam tanto professores como auxiliares de secretaria e a solução para este problema está na convocação dos concursados de 2008.
Atualmente entre escolas e creches são 242 unidades escolares e se fizermos uma média de carência de 5 professores por unidade escolar temos uma carência superior a 1000 profissionais. Como desejar educação de qualidade diante deste quadro caótico?
Para ilustrar, existe em Campos uma escola municipalizada que atende ao primeiro segmento do ensino fundamental(1º ao 5º ano) onde há carência de 8 professores. Como os pais não tem onde deixar os seus filhos estes vão para a escola e passam todo o período em que deveriam estar na sala de aula ociosos, soltos pelo pátio até o horário que deveria ser de término das aulas.
Os professores concursados que atuam no município estão adoecendo devido a sobrecarga e condições precárias no ambiente de trabalho, com turmas superlotadas, diretoras autoritárias e despreparadas que praticam com frequência o assédio moral no interior das unidades escolares.
O prefeito que se mostra aberto para a solução dos problemas na área de educação tem nas suas mãos a possibilidade de resolver definitivamente este impasse já que, investido no cargo executivo é o único que pode fazê-lo.
Para minimizar os problemas da educação o primeiro passo deve ser a convocação dos concursados de 2008. Sem esta medida urgente de nada adiantará outras providências se não tiver material humano suficiente para garantir o funcionamento integral das unidades escolares da rede municípal de Campos.
domingo, 19 de setembro de 2010
OS JORNAIS E O PROLETARIADO
Antonio Gramsci - 1916
É a época da publicidade para as assinaturas. Os diretores e os administradores dos jornais burgueses arrumam as suas vitrines, passam uma mão de tinta pela tabuleta e chamam a atenção do passante (isto é, do leitor) para a sua mercadoria. A mercadoria é aquela folha de quatro ou seis páginas que todas as manhãs ou todas as tardes vai injetar no espírito do leitor os modos de sentir e de julgar os fatos da atualidade política que mais convém aos produtores e vendedores de papel impresso. Estamos dispostos a discorrer, com os operários especialmente, sobre a importância e a gravidade daquele ato aparentemente tão inocente que consiste em escolher o jornal que se pretende assinar?
É uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recorda-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir a classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação. Mas o pior reside nisto: em vez de pedir dinheiro à classe burguesa para o subvencionar a obra de defesa exposta em seu favor, o jornal burguês consegue fazer-se pagar pela própria classe trabalhadora que ele combate sempre. E a classe trabalhadora paga, pontualmente, generosamente. Centenas de milhares de operários contribuem regularmente todos os dias com seu dinheiro para o jornal burguês, aumentando a sua potência. Porquê? Se perguntarem ao primeiro operário que encontrarem no elétrico ou na rua, com a folha burguesa desdobrada à sua frente, ouvirão esta resposta: É porque tenho necessidade de saber o que há de novo. E não lhe passa sequer pela cabeça que as notícias e os ingredientes com as quais são cozinhadas podem ser expostos com uma arte que dirija o seu pensamento e influa no seu espírito em determinado sentido. E, no entanto, ele sabe que tal jornal é conservador, que outro é interesseiro, que o terceiro, o quarto e quinto estão ligados a grupos políticos que têm interesses diametralmente opostos aos seus. Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa com prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve? Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há manifestação? Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos, facciosos, malfeitores.
O governo aprova uma lei? É sempre boa, útil e justa, mesmo se não é verdade. Desenvolve-se uma campanha eleitoral, política ou administrativa? Os candidatos e os programas melhores são sempre os dos partidos burgueses. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disto, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites. É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente para a mão do ardina é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária.
Se os operários se persuadirem desta elementaríssima verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais dos operários, isto é, a imprensa socialista.
Não contribuam com o dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinaturas, feitas por todos os jornais burgueses. Boicotem, boicotem, boicotem!
É a época da publicidade para as assinaturas. Os diretores e os administradores dos jornais burgueses arrumam as suas vitrines, passam uma mão de tinta pela tabuleta e chamam a atenção do passante (isto é, do leitor) para a sua mercadoria. A mercadoria é aquela folha de quatro ou seis páginas que todas as manhãs ou todas as tardes vai injetar no espírito do leitor os modos de sentir e de julgar os fatos da atualidade política que mais convém aos produtores e vendedores de papel impresso. Estamos dispostos a discorrer, com os operários especialmente, sobre a importância e a gravidade daquele ato aparentemente tão inocente que consiste em escolher o jornal que se pretende assinar?
É uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recorda-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir a classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação. Mas o pior reside nisto: em vez de pedir dinheiro à classe burguesa para o subvencionar a obra de defesa exposta em seu favor, o jornal burguês consegue fazer-se pagar pela própria classe trabalhadora que ele combate sempre. E a classe trabalhadora paga, pontualmente, generosamente. Centenas de milhares de operários contribuem regularmente todos os dias com seu dinheiro para o jornal burguês, aumentando a sua potência. Porquê? Se perguntarem ao primeiro operário que encontrarem no elétrico ou na rua, com a folha burguesa desdobrada à sua frente, ouvirão esta resposta: É porque tenho necessidade de saber o que há de novo. E não lhe passa sequer pela cabeça que as notícias e os ingredientes com as quais são cozinhadas podem ser expostos com uma arte que dirija o seu pensamento e influa no seu espírito em determinado sentido. E, no entanto, ele sabe que tal jornal é conservador, que outro é interesseiro, que o terceiro, o quarto e quinto estão ligados a grupos políticos que têm interesses diametralmente opostos aos seus. Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa com prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve? Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há manifestação? Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos, facciosos, malfeitores.
O governo aprova uma lei? É sempre boa, útil e justa, mesmo se não é verdade. Desenvolve-se uma campanha eleitoral, política ou administrativa? Os candidatos e os programas melhores são sempre os dos partidos burgueses. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disto, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites. É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente para a mão do ardina é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária.
Se os operários se persuadirem desta elementaríssima verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais dos operários, isto é, a imprensa socialista.
Não contribuam com o dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinaturas, feitas por todos os jornais burgueses. Boicotem, boicotem, boicotem!
DIRETAS JÁ !!!
Diante dos sucessivos escândalos envolvendo corrupção e abuso de poder econômico tem sido inevitável à população campista conviver com as sucessivas cassações de mandatos de prefeitos(a) eleitos(a) pelo VOTO POPULAR.
Pela segunda vez, em curto espaço de tempo, temos a possibilidade de eleições suplementares em Campos dos Goytacazes que, diante do afastamento da Prefeita Rosinha Garotinho, devem ser garantidas pelo respeito ao princípio da Democracia.
O Partido Comunista Brasileiro manifestou seu compromisso com a população campista quando, junto com outros partidos, protocolou no TRE solicitação de eleições suplementares em Campos até dezembro do ano corrente a fim de evitar o risco de eleições indiretas.
Para um povo cansado de tantos escândalos de corrupção e abusos de toda sorte(má) a possibilidade de eleições indiretas, ora apontada por decisão do TSE, representaria um verdadeiro ataque ao direito precípuo da escolha de seus governantes. Abrir mão desse direito representaria, sem dúvida, uma derrota imensurável para cada cidadão campista.
Neste sentido, é chegada a hora de uma grande mobilização da população campista para expressar a indignação diante da nefasta possibilidade de eleições indiretas para prefeitura de nosso município.
Não podemos conferir à Câmara de Vereadores de Campos, que há muito dá mostras de não representar os anseios da população campista, haja vista a omissão diante de suas atribuições de fiscalização do poder executivo tanto que, deveria partir desta instância as denúncias dos vários desvios do executivo e não do TRE. Isso prova que tem havido entre Executivo e Legislativo um verdadeiro "acordo de cavalheiros" e "coloio" tanto que os vereadores da Câmara, também eleitos pelo voto popular, têm sido movidos pelos interesses pessoais em detrimento dos anseios populares.
Diante do exposto, como conferir à Câmara o poder de escolha de novo prefeito? Que acordos estariam implícitos em tal eleição indireta? Que novos prejuízos estariam destinados à população campista?
Não vamos nos calar.
ELEIÇÕES DIRETAS JÁ!!!
Pela segunda vez, em curto espaço de tempo, temos a possibilidade de eleições suplementares em Campos dos Goytacazes que, diante do afastamento da Prefeita Rosinha Garotinho, devem ser garantidas pelo respeito ao princípio da Democracia.
O Partido Comunista Brasileiro manifestou seu compromisso com a população campista quando, junto com outros partidos, protocolou no TRE solicitação de eleições suplementares em Campos até dezembro do ano corrente a fim de evitar o risco de eleições indiretas.
Para um povo cansado de tantos escândalos de corrupção e abusos de toda sorte(má) a possibilidade de eleições indiretas, ora apontada por decisão do TSE, representaria um verdadeiro ataque ao direito precípuo da escolha de seus governantes. Abrir mão desse direito representaria, sem dúvida, uma derrota imensurável para cada cidadão campista.
Neste sentido, é chegada a hora de uma grande mobilização da população campista para expressar a indignação diante da nefasta possibilidade de eleições indiretas para prefeitura de nosso município.
Não podemos conferir à Câmara de Vereadores de Campos, que há muito dá mostras de não representar os anseios da população campista, haja vista a omissão diante de suas atribuições de fiscalização do poder executivo tanto que, deveria partir desta instância as denúncias dos vários desvios do executivo e não do TRE. Isso prova que tem havido entre Executivo e Legislativo um verdadeiro "acordo de cavalheiros" e "coloio" tanto que os vereadores da Câmara, também eleitos pelo voto popular, têm sido movidos pelos interesses pessoais em detrimento dos anseios populares.
Diante do exposto, como conferir à Câmara o poder de escolha de novo prefeito? Que acordos estariam implícitos em tal eleição indireta? Que novos prejuízos estariam destinados à população campista?
Não vamos nos calar.
ELEIÇÕES DIRETAS JÁ!!!
APENAS 5% DOS BRASILEIROS ENTRE 25 E 64 ANOS CONTINUAM ESTUDANDO
Agência Brasil
BRASÍLIA - Em 2009, apenas 5,7% dos brasileiros entre 25 e 64 anos continuavam buscando a melhoria do seu nível educacional. É o que aponta a Síntese dos Indicadores Sociais de 2009 divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Leia mais: Número de brancos no ensino superior ainda é o dobro do de pretos)
Segundo o instituto, essa proporção é mais alta entre as mulheres: 6,6%. E quanto mais se eleva a idade, menor é a frequência aos estudos. Entre os mais novos (de 25 a 34 anos), o percentual é de 10,2% contra 3,6% na população de 50 a 64 anos.
É também entre os mais velhos que se concentra o maior número de analfabetos: 32,9% desse grupo é maior de 65 anos de idade. A maioria das pessoas que não sabem ler e escrever também é parda (58,8%) e vive no Nordeste (52,2%). Entre os brasileiros que recebem até meio salário mínimo, a taxa chega a 16,4%.
A pesquisa também aponta que 2,1 milhões de pessoas maiores de 15 anos de idade estavam matriculadas em cursos de educação de jovens e adultos, modalidade que se destina àqueles que não frequentaram a escola na idade correta. Nesse grupo, a maioria tem entre 25 e 39 anos (35,8%). Os mais velhos (com 60 anos ou mais) são minoria nessa modalidade de ensino: 6,2%. O levantamento mostra também que, em 2009, 14,8% dos adolescentes de 15 a 17 anos não frequentavam a escola.
BRASÍLIA - Em 2009, apenas 5,7% dos brasileiros entre 25 e 64 anos continuavam buscando a melhoria do seu nível educacional. É o que aponta a Síntese dos Indicadores Sociais de 2009 divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Leia mais: Número de brancos no ensino superior ainda é o dobro do de pretos)
Segundo o instituto, essa proporção é mais alta entre as mulheres: 6,6%. E quanto mais se eleva a idade, menor é a frequência aos estudos. Entre os mais novos (de 25 a 34 anos), o percentual é de 10,2% contra 3,6% na população de 50 a 64 anos.
É também entre os mais velhos que se concentra o maior número de analfabetos: 32,9% desse grupo é maior de 65 anos de idade. A maioria das pessoas que não sabem ler e escrever também é parda (58,8%) e vive no Nordeste (52,2%). Entre os brasileiros que recebem até meio salário mínimo, a taxa chega a 16,4%.
A pesquisa também aponta que 2,1 milhões de pessoas maiores de 15 anos de idade estavam matriculadas em cursos de educação de jovens e adultos, modalidade que se destina àqueles que não frequentaram a escola na idade correta. Nesse grupo, a maioria tem entre 25 e 39 anos (35,8%). Os mais velhos (com 60 anos ou mais) são minoria nessa modalidade de ensino: 6,2%. O levantamento mostra também que, em 2009, 14,8% dos adolescentes de 15 a 17 anos não frequentavam a escola.
NÚMEROS DE BRANCOS NO ENSINO SUPERIOR AINDA É O DOBRO DO DE PRETOS
IBGE
O GLOBO
RIO - Mais negros (pretos e pardos) têm entrado nas universidades, na última década, mas o número de brancos no ensino superior (62,6%) ainda é o dobro dos percentuais de pretos (28,2%) e de pardos (31,8%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Veja também: Apenas 5% dos brasileiros entre 25 e 64 anos continuam estudando)
Em 1999, entre os estudantes de 18 a 24 anos de idade que cursavam universidade, 33,4% eram brancos, 7,5% pretos e 8% pardos. Os dados fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2009 divulgada nesta sexta-feira (17).
Em relação à população com ensino superior concluído, o número de brancos é três vezes maior (15%), apesar de o número de pretos e pardos graduados ter crescido entre 1999 e 2009, passando de 2,3% (tanto para pretos quanto para pardos) para 4,7% e 5,3%, respectivamente.
No geral, os brancos têm mais acesso à educação em todos os níveis. As desigualdades se apresentam desde o analfabetismo, cuja a taxa nacional era de 13,3% em 1999 e passou para 9,7% em 2009. Apesar dos avanços registrados na última década, os pretos e pardos ainda apresentam o dobro da incidência de analfabetismo verificado na população branca: 13,3% dos pretos e 13,4% dos pardos são analfabetos, contra 5,9% dos brancos.
Por fim, os brancos, em média, estudam 8,4 anos, enquanto os negros, 6,7 anos. Embora o indicador tenha melhorado entre pretos e pardos, em 2009, ainda está abaixo da escolaridade dos brancos em 1999, que era de 7 anos.
Na última década, a pesquisa também registrou que a diferença de rendimentos entre os negros e os brancos é de pelo menos 20%. No segmento mais rico da população, a síntese chama atenção para o fato de a proporção de pretos e pardos ser de 1,8% e de 14,2%, respectivamente.
"Trata-se de uma cifra ainda bastante distante da representatividade da população. Pretos e pardos são 6,9% e 44,2% das pessoas no Brasil em 2009, o que corresponde a uma maioria de 51,1% da população" - avalia a pesquisa.
O documento também alerta que a vulnerabilidade das pessoas negras diante dos indicadores requer "atenção para as políticas públicas", pois, famílias de cor preta e parda são maioria entre aquelas com filhos de até 14 anos.
O GLOBO
RIO - Mais negros (pretos e pardos) têm entrado nas universidades, na última década, mas o número de brancos no ensino superior (62,6%) ainda é o dobro dos percentuais de pretos (28,2%) e de pardos (31,8%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Veja também: Apenas 5% dos brasileiros entre 25 e 64 anos continuam estudando)
Em 1999, entre os estudantes de 18 a 24 anos de idade que cursavam universidade, 33,4% eram brancos, 7,5% pretos e 8% pardos. Os dados fazem parte da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2009 divulgada nesta sexta-feira (17).
Em relação à população com ensino superior concluído, o número de brancos é três vezes maior (15%), apesar de o número de pretos e pardos graduados ter crescido entre 1999 e 2009, passando de 2,3% (tanto para pretos quanto para pardos) para 4,7% e 5,3%, respectivamente.
No geral, os brancos têm mais acesso à educação em todos os níveis. As desigualdades se apresentam desde o analfabetismo, cuja a taxa nacional era de 13,3% em 1999 e passou para 9,7% em 2009. Apesar dos avanços registrados na última década, os pretos e pardos ainda apresentam o dobro da incidência de analfabetismo verificado na população branca: 13,3% dos pretos e 13,4% dos pardos são analfabetos, contra 5,9% dos brancos.
Por fim, os brancos, em média, estudam 8,4 anos, enquanto os negros, 6,7 anos. Embora o indicador tenha melhorado entre pretos e pardos, em 2009, ainda está abaixo da escolaridade dos brancos em 1999, que era de 7 anos.
Na última década, a pesquisa também registrou que a diferença de rendimentos entre os negros e os brancos é de pelo menos 20%. No segmento mais rico da população, a síntese chama atenção para o fato de a proporção de pretos e pardos ser de 1,8% e de 14,2%, respectivamente.
"Trata-se de uma cifra ainda bastante distante da representatividade da população. Pretos e pardos são 6,9% e 44,2% das pessoas no Brasil em 2009, o que corresponde a uma maioria de 51,1% da população" - avalia a pesquisa.
O documento também alerta que a vulnerabilidade das pessoas negras diante dos indicadores requer "atenção para as políticas públicas", pois, famílias de cor preta e parda são maioria entre aquelas com filhos de até 14 anos.
ESTUDO:BRASIL ESTÁ ENTRE OS 10 PAÍSES MAIS DESIGUAIS DO MUNDO
Baixa escolaridade
Estudo: Brasil está entre os 10 países mais desiguais do mundo
O GLOBO
BRASÍLIA - Uma Análise publicada pelo economista da FGV Marcelo Côrtes Neri, mostra que desde 1996 há redução do índice de Gini - indicador, que mede a concentração de renda (quanto mais perto de 1, maior a desigualdade) - caiu de 0,6068, naquele ano, para 0,5448, em 2009. A baixa escolaridade da população brasileira mantém o país entre as dez nações mais desiguais do mundo.
- Ainda estamos no top 10 da desigualdade mundial - afirma o economista durante entrevista à Agência Brasil.
Apesar da queda, o índice brasileiro é superior ao de países como os Estados Unidos (em torno de 0,400) e da Índia (0,300); e está próximo ao de nações mais pobres da América Latina e do Caribe e da África Subsaariana.
(...)
O sociólogo e cientista político Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), assinala que "a educação no Brasil é muito ruim" e que há um "excesso de valorização" da escolaridade, o que explica a grande diferença salarial entre quem tem curso superior e quem não tem nenhuma formação. Para ele, o desempenho educacional "não tem melhorado muito" e, portanto, nos próximos dez anos o quadro de desigualdade permanecerá.
Para o gerente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Cimar Azeredo, o Brasil tem "mazelas que não se desfazem de uma década para outra". Ele citou a diferença entre a renda de homens e mulheres, brancos e negros. "O passivo é muito grande. Somos há muito tempo um país desigual."
O estatístico e economista Jorge Abrahão de Castro, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), confirma que o país ainda vive "as sequelas do passado" demonstradas, por exemplo, na última Pnad, que, além da desigualdade perene, indica que um em cada cinco brasileiros com 15 anos ou mais tem menos de quatro anos de estudo.
Estudo: Brasil está entre os 10 países mais desiguais do mundo
O GLOBO
BRASÍLIA - Uma Análise publicada pelo economista da FGV Marcelo Côrtes Neri, mostra que desde 1996 há redução do índice de Gini - indicador, que mede a concentração de renda (quanto mais perto de 1, maior a desigualdade) - caiu de 0,6068, naquele ano, para 0,5448, em 2009. A baixa escolaridade da população brasileira mantém o país entre as dez nações mais desiguais do mundo.
- Ainda estamos no top 10 da desigualdade mundial - afirma o economista durante entrevista à Agência Brasil.
Apesar da queda, o índice brasileiro é superior ao de países como os Estados Unidos (em torno de 0,400) e da Índia (0,300); e está próximo ao de nações mais pobres da América Latina e do Caribe e da África Subsaariana.
(...)
O sociólogo e cientista político Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), assinala que "a educação no Brasil é muito ruim" e que há um "excesso de valorização" da escolaridade, o que explica a grande diferença salarial entre quem tem curso superior e quem não tem nenhuma formação. Para ele, o desempenho educacional "não tem melhorado muito" e, portanto, nos próximos dez anos o quadro de desigualdade permanecerá.
Para o gerente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Cimar Azeredo, o Brasil tem "mazelas que não se desfazem de uma década para outra". Ele citou a diferença entre a renda de homens e mulheres, brancos e negros. "O passivo é muito grande. Somos há muito tempo um país desigual."
O estatístico e economista Jorge Abrahão de Castro, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), confirma que o país ainda vive "as sequelas do passado" demonstradas, por exemplo, na última Pnad, que, além da desigualdade perene, indica que um em cada cinco brasileiros com 15 anos ou mais tem menos de quatro anos de estudo.
CIGANOS SÃO DISCRIMINADOS E VIVEM NA POBREZA
No centro de uma controvérsia continental, ciganos são discriminados em vários países da Europa e vivem na pobreza
Publicada em 18/09/2010 às 20h08m
Graça Magalhães-Ruether - Correspondente O GLOBO
BERLIM - Com a deportação de milhares de ciganos romenos e búlgaros para seus países de origem por ordem do governo francês nas últimas semanas, mais uma vez a atenção do mundo volta-se para a minoria mais desprivilegiada do continente - a maior parte vivendo no Leste Europeu. Mesmo com o ingresso dos países dessa área na União Europeia (UE), os milhões de ciganos de Romênia, Hungria ou Bulgária continuaram a viver em guetos, como ilhas do Terceiro Mundo na rica UE. Alvos da violência neonazista na Hungria, ameaçados na Romênia, os ciganos tornam-se bodes expiatórios também nos seus países de origem.
- Sempre que a situação fica mais difícil, os ciganos voltam a ser perseguidos, como em tantas vezes na História - lamenta Florian Cioaba, de Sibiu, na Romênia, vice-presidente da Associação Mundial dos Ciganos.
Embora a situação geral tenha melhorado na Europa Oriental com o fim do comunismo há 20 anos e ingresso na UE, para a minoria, as mudanças trouxeram retrocesso. Na era comunista, eram integrados ao sistema de produção, embora em profissões simples. Muitos trabalhavam como ajudantes na construção civil. Com a privatização e o fechamento de empresas, foram os primeiros demitidos em consequência da baixa qualificação. E perderam de novo com o ingresso na UE. Com a pressão pelo saneamento das finanças públicas, foram cortadas verbas para minorias pobres, agravando a situação.
Autoproclamado rei dos ciganos, Cioaba, de 57 anos, diz recear o pior. Segundo ele, a ação francesa poderia desencadear "uma reação em cadeia" na Europa. Cioaba teme que mesmo os ciganos da Alemanha ou França, há séculos nesses países, poderiam terminar vítimas de mais discriminação. O medo não é gratuito: uma pesquisa da Comissão Europeia, em 2008, mostrou que 25% dos cidadãos da UE sentiriam desconforto em ter um cigano como vizinho, contra 6% que manifestaram o mesmo em relação a outra minoria. Romani Rose, presidente do Conselho Central dos Ciganos da Alemanha, vê com preocupação o anticiganismo. Segundo ele, a discriminação atinge um nível nunca visto desde a Segunda Guerra, quando o nazismo assassinou 500 mil ciganos.
Publicada em 18/09/2010 às 20h08m
Graça Magalhães-Ruether - Correspondente O GLOBO
BERLIM - Com a deportação de milhares de ciganos romenos e búlgaros para seus países de origem por ordem do governo francês nas últimas semanas, mais uma vez a atenção do mundo volta-se para a minoria mais desprivilegiada do continente - a maior parte vivendo no Leste Europeu. Mesmo com o ingresso dos países dessa área na União Europeia (UE), os milhões de ciganos de Romênia, Hungria ou Bulgária continuaram a viver em guetos, como ilhas do Terceiro Mundo na rica UE. Alvos da violência neonazista na Hungria, ameaçados na Romênia, os ciganos tornam-se bodes expiatórios também nos seus países de origem.
- Sempre que a situação fica mais difícil, os ciganos voltam a ser perseguidos, como em tantas vezes na História - lamenta Florian Cioaba, de Sibiu, na Romênia, vice-presidente da Associação Mundial dos Ciganos.
Embora a situação geral tenha melhorado na Europa Oriental com o fim do comunismo há 20 anos e ingresso na UE, para a minoria, as mudanças trouxeram retrocesso. Na era comunista, eram integrados ao sistema de produção, embora em profissões simples. Muitos trabalhavam como ajudantes na construção civil. Com a privatização e o fechamento de empresas, foram os primeiros demitidos em consequência da baixa qualificação. E perderam de novo com o ingresso na UE. Com a pressão pelo saneamento das finanças públicas, foram cortadas verbas para minorias pobres, agravando a situação.
Autoproclamado rei dos ciganos, Cioaba, de 57 anos, diz recear o pior. Segundo ele, a ação francesa poderia desencadear "uma reação em cadeia" na Europa. Cioaba teme que mesmo os ciganos da Alemanha ou França, há séculos nesses países, poderiam terminar vítimas de mais discriminação. O medo não é gratuito: uma pesquisa da Comissão Europeia, em 2008, mostrou que 25% dos cidadãos da UE sentiriam desconforto em ter um cigano como vizinho, contra 6% que manifestaram o mesmo em relação a outra minoria. Romani Rose, presidente do Conselho Central dos Ciganos da Alemanha, vê com preocupação o anticiganismo. Segundo ele, a discriminação atinge um nível nunca visto desde a Segunda Guerra, quando o nazismo assassinou 500 mil ciganos.
sábado, 18 de setembro de 2010
ELEIÇÃO INDIRETA É "ANTIDEMOCRÁTICA"
Por suzy, em 17-09-2010 - NA CURVA DO RIO
Presidente do PCB, a professora Graciete Santana disse que uma eleição indireta é antidemocrática: “Na conversa que tivemos com o presidente do TRE, ele demonstrou a vontade de realizar as eleições suplementares ainda este ano. Nosso partido encaminhou ofício à Justiça Eleitoral pedindo a realização de eleições, que tem que ser direta. A população de Campos já passou por tanta coisa. Passará por mais isso?”
Presidente do PCB, a professora Graciete Santana disse que uma eleição indireta é antidemocrática: “Na conversa que tivemos com o presidente do TRE, ele demonstrou a vontade de realizar as eleições suplementares ainda este ano. Nosso partido encaminhou ofício à Justiça Eleitoral pedindo a realização de eleições, que tem que ser direta. A população de Campos já passou por tanta coisa. Passará por mais isso?”
DEBATE ENTRE CANDIDATOS A PRESIDENTE NO CAMPO DA ESQUERDA
DEBATE ENTRE CANDIDATOS DE ESQUERDA NESTA TERÇA-FEIRA, DIA 21, ÀS 21 HORAS, PELA INTERNET.
CONFIRMADOS IVAN PINHEIRO (PCB), JOSÉ MARIA (PSTU) E RUI PIMENTA (PCO).
Veja abaixo Nota do jornal Brasil de Fato:
Um esforço do Brasil de Fato para se opor ao caráter anti-democrático do atual processo eleitoral
As eleições – espaço político importante para apresentar projetos para o país e elevar a consciência política da população brasileira – estão cada vez mais despolitizadas e mais dependentes do poder econômico. São vergonhosas e imorais as milionárias cifras gastas para eleger os poderes Executivo e Legislativo em nosso país.
A campanha eleitoral está reduzida à propaganda na televisão, a marketing de pessoas – não de programas – que dependem de esquemas econômicos muito caros. A compra de cabos eleitorais – “militância” paga e material de propaganda sofisticados – se tornou um fato normal. Com isso, tem mais vantagem os candidatos que conseguem maiores arrecadações de recursos, junto a empresas, bancos etc., em mecanismos promíscuos para quem deseja ocupar cargos públicos e administrar volumosos recursos do povo.
Nesse cenário, não há um clima de debates de ideias e de agitação política na sociedade. As campanhas eleitorais estão engessadas, moldadas por uma legislação que impede uma participação popular mais ativa. Limita comícios e atividades de agitação política próprias da natureza do processo.
Com o debate sobre os rumos do país jogado ao ostracismo, a grande ausente do processo eleitoral brasileiro é a política. Política aqui entendida como a disputa de interesses contraditórios acerca dos problemas fundamentais da sociedade. E, numa sociedade de classes, desigual como a brasileira, o desaparecimento do conflito favorece os mais fortes, os dominantes.
A mídia corporativa cumpre um papel fundamental nesta mediocrização das campanhas eleitorais. A cobertura limita-se aos “favoritos” – exatamente aqueles com os orçamentos milionários – e a linha editorial prioriza as trajetórias e características pessoais dos candidatos. Ou seja, projetos para o país jamais são discutidos.
Num esforço para apresentar alternativa ao quadro eleitoral, o Brasil de Fato realizará no dia 21 de setembro, às 21 horas, um debate entre os candidatos à Presidência da República representados em nosso conselho editorial. Foram convidados Dilma Rousseff (PT), Ivan Pinheiro (PCB), José Maria de Almeida (PSTU), Marina Silva (PV), Plínio Arruda Sampaio (PSOL) e Rui Costa Pimenta (PCO).
Seguindo sua característica de ser plural no campo da esquerda, o jornal Brasil de Fato convida também outros veículos de comunicação da imprensa alternativa e popular no sentido de dar amplitude ao debate.
Este debate trata-se de uma atividade unificada de movimentos sociais e partidos de esquerda, aberto a adesão de outros movimentos que entendem a importância de fortalecer a diversidade de vozes dentro de uma sociedade democrática.
O debate terá também um caráter de ato político, com o objetivo de denunciar a falta de democracia do atual processo eleitoral, uma vez que a mídia corporativa adota critérios arbitrários para excluir candidaturas da sua cobertura. Portanto, o debate é na prática, um protesto contra o atual sistema eleitoral e midiático.
Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br
CONFIRMADOS IVAN PINHEIRO (PCB), JOSÉ MARIA (PSTU) E RUI PIMENTA (PCO).
Veja abaixo Nota do jornal Brasil de Fato:
Um esforço do Brasil de Fato para se opor ao caráter anti-democrático do atual processo eleitoral
As eleições – espaço político importante para apresentar projetos para o país e elevar a consciência política da população brasileira – estão cada vez mais despolitizadas e mais dependentes do poder econômico. São vergonhosas e imorais as milionárias cifras gastas para eleger os poderes Executivo e Legislativo em nosso país.
A campanha eleitoral está reduzida à propaganda na televisão, a marketing de pessoas – não de programas – que dependem de esquemas econômicos muito caros. A compra de cabos eleitorais – “militância” paga e material de propaganda sofisticados – se tornou um fato normal. Com isso, tem mais vantagem os candidatos que conseguem maiores arrecadações de recursos, junto a empresas, bancos etc., em mecanismos promíscuos para quem deseja ocupar cargos públicos e administrar volumosos recursos do povo.
Nesse cenário, não há um clima de debates de ideias e de agitação política na sociedade. As campanhas eleitorais estão engessadas, moldadas por uma legislação que impede uma participação popular mais ativa. Limita comícios e atividades de agitação política próprias da natureza do processo.
Com o debate sobre os rumos do país jogado ao ostracismo, a grande ausente do processo eleitoral brasileiro é a política. Política aqui entendida como a disputa de interesses contraditórios acerca dos problemas fundamentais da sociedade. E, numa sociedade de classes, desigual como a brasileira, o desaparecimento do conflito favorece os mais fortes, os dominantes.
A mídia corporativa cumpre um papel fundamental nesta mediocrização das campanhas eleitorais. A cobertura limita-se aos “favoritos” – exatamente aqueles com os orçamentos milionários – e a linha editorial prioriza as trajetórias e características pessoais dos candidatos. Ou seja, projetos para o país jamais são discutidos.
Num esforço para apresentar alternativa ao quadro eleitoral, o Brasil de Fato realizará no dia 21 de setembro, às 21 horas, um debate entre os candidatos à Presidência da República representados em nosso conselho editorial. Foram convidados Dilma Rousseff (PT), Ivan Pinheiro (PCB), José Maria de Almeida (PSTU), Marina Silva (PV), Plínio Arruda Sampaio (PSOL) e Rui Costa Pimenta (PCO).
Seguindo sua característica de ser plural no campo da esquerda, o jornal Brasil de Fato convida também outros veículos de comunicação da imprensa alternativa e popular no sentido de dar amplitude ao debate.
Este debate trata-se de uma atividade unificada de movimentos sociais e partidos de esquerda, aberto a adesão de outros movimentos que entendem a importância de fortalecer a diversidade de vozes dentro de uma sociedade democrática.
O debate terá também um caráter de ato político, com o objetivo de denunciar a falta de democracia do atual processo eleitoral, uma vez que a mídia corporativa adota critérios arbitrários para excluir candidaturas da sua cobertura. Portanto, o debate é na prática, um protesto contra o atual sistema eleitoral e midiático.
Veja a Página do PCB – www.pcb.org.br
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
AS PEDRAS DE BRILHANTES NA ESTRADA DE SÃO BENTO
do blog CAMPOS EM DEBATE de CLÉBER TINOCO
Obras do Estado X Obras do Município
O Município de Campos adjudicou a execução de Obras de Restauração de pavimentação, Drenagem e construção de acostamento na CA-170, compreendendo os serviços de reforço do pavimento, aterro e execução de camada de brita corrida, pavimentação asfáltica com BINDER e CBUQ e retificação do traçado, numa extensão de 3,1Km - Estrada de São Bento, à empresa CONSTRUTORA AVENIDA LTDA, pelo valor total de R$ 11.553.765,77 (onze milhões, quinhentos e cinquenta e três mil, setecentos e sessenta e cinco reais e setenta e sete centavos), conforme DO de 14/09, pág. 3.
Já a Fundação DER contratou a execução de obras de pavimentação de acostamentos, drenagem, iluminação e construção de ciclovia em uma extensão de 5,9km, localizada em trecho da RJ-151, também conhecida como Rodovia União Indústria em Levy Gasparian, pelo valor de R$ 6.085.076,50 (seis milhões, oitenta e cinco mil, setenta e seis reais e cinquenta centavos), conforme extrato contratual publicado no DO de 12/07/2010, pág. 17
Obras do Estado X Obras do Município
O Município de Campos adjudicou a execução de Obras de Restauração de pavimentação, Drenagem e construção de acostamento na CA-170, compreendendo os serviços de reforço do pavimento, aterro e execução de camada de brita corrida, pavimentação asfáltica com BINDER e CBUQ e retificação do traçado, numa extensão de 3,1Km - Estrada de São Bento, à empresa CONSTRUTORA AVENIDA LTDA, pelo valor total de R$ 11.553.765,77 (onze milhões, quinhentos e cinquenta e três mil, setecentos e sessenta e cinco reais e setenta e sete centavos), conforme DO de 14/09, pág. 3.
Já a Fundação DER contratou a execução de obras de pavimentação de acostamentos, drenagem, iluminação e construção de ciclovia em uma extensão de 5,9km, localizada em trecho da RJ-151, também conhecida como Rodovia União Indústria em Levy Gasparian, pelo valor de R$ 6.085.076,50 (seis milhões, oitenta e cinco mil, setenta e seis reais e cinquenta centavos), conforme extrato contratual publicado no DO de 12/07/2010, pág. 17
CONVOCAÇÃO DOS CONCURSADOS DE 2008 DA EDUCAÇÃO JÁ!!!
O BLOG DIGNIDADE denuncia pela enésima vez o descaso com a educação pública do município de Campos a despeito de todas as lutas empreendidas pelo SEPE e pela categoria da educação municipal.
Considerações desta blogueira:
Ninguém é tão ingênuo a ponto de acreditar nas desculpas esfarrapadas de sucessivos governos para não atender reivindicações no sentido de sanar problemas cruciais que afetam a educação e outras áreas da administração pública.
Quanto a educação, sabemos que a LRF recomenda que 25%, no mínimo, do orçamento sejam destinados aos investimentos com a educação, entretanto, não é novidade que os investimentos estão aquém do recomendado daí o caos instalado no setor.
Negar a situação caótica em que se encontra a educação do município de Campos não é algo possível diante da irrefutável prova do IDBEB em que nosso município ficou no 92º lugar no ranking dos municípios. Uma vergonha!
Diante das evidências, não há como a secretária de educação Joilza Rangel e nenhum outro secretário se furtar a reconhecer a triste contribuição que deram para o fracasso escolar em Campos quando cederam às recomendações, da então prefeita Rosinha Garotinho, em não convocar os concursados para suprir as centenas de carências de professores na rede municipal, em promover o fechamento de 20 escolas na área rural do município, como também o fechamento de salas de recursos, salas de informática e bibliotecas para realocar professores na sala de aula a fim de mascarar a falta de professores.
São muitas as mazelas na educação pública municipal. Nada que com boa vontade política da parte do poder executivo não possa ser revertido.
O prefeito Nahim afirmou depois da audiência com os diretores do SEPE que providências serão tomadas nos próximos dias, e que sejam as melhores possíveis.
Neste sentido, páira no ar a esperança de que o prefeito Nahim, a exemplo de outros setores, se sensibilize com os problemas da educação e decida sobre questões que hoje são cruciais, a começar pela convocação dos concursados de 2008 e prorrogação do prazo de validade do mesmo.
Vamos aguardar!
Considerações desta blogueira:
Ninguém é tão ingênuo a ponto de acreditar nas desculpas esfarrapadas de sucessivos governos para não atender reivindicações no sentido de sanar problemas cruciais que afetam a educação e outras áreas da administração pública.
Quanto a educação, sabemos que a LRF recomenda que 25%, no mínimo, do orçamento sejam destinados aos investimentos com a educação, entretanto, não é novidade que os investimentos estão aquém do recomendado daí o caos instalado no setor.
Negar a situação caótica em que se encontra a educação do município de Campos não é algo possível diante da irrefutável prova do IDBEB em que nosso município ficou no 92º lugar no ranking dos municípios. Uma vergonha!
Diante das evidências, não há como a secretária de educação Joilza Rangel e nenhum outro secretário se furtar a reconhecer a triste contribuição que deram para o fracasso escolar em Campos quando cederam às recomendações, da então prefeita Rosinha Garotinho, em não convocar os concursados para suprir as centenas de carências de professores na rede municipal, em promover o fechamento de 20 escolas na área rural do município, como também o fechamento de salas de recursos, salas de informática e bibliotecas para realocar professores na sala de aula a fim de mascarar a falta de professores.
São muitas as mazelas na educação pública municipal. Nada que com boa vontade política da parte do poder executivo não possa ser revertido.
O prefeito Nahim afirmou depois da audiência com os diretores do SEPE que providências serão tomadas nos próximos dias, e que sejam as melhores possíveis.
Neste sentido, páira no ar a esperança de que o prefeito Nahim, a exemplo de outros setores, se sensibilize com os problemas da educação e decida sobre questões que hoje são cruciais, a começar pela convocação dos concursados de 2008 e prorrogação do prazo de validade do mesmo.
Vamos aguardar!
VONTADE POLÍTICA FAZ DIFERENÇA
do Blog DIGNIDADE
Saúde e Educação: Nahim com seus “milagres” desmascara Governo Rosinha
Sabemos que o prefeito interino Nelson Nahim, mesmo fazendo parte do grupo político de seu irmão Garotinho, resolveu mostrar que sua cunhada, a prefeita cassada Rosinha, deixou a população da cidade que diz tanto “amar” padecendo, ao buscar atendimento na área da saúde para defender seus interesses pessoais.
A prefeita cassada Rosinha e os secretários de saúde Paulo Hirano, de administração Fábio Ribeiro, de controle e orçamento Suledil Bernardino, e na época o de governo Edson Batista, hoje o 18º vereador da casa de leis que possui 17 cadeiras, afirmavam que não poderiam homologar e posteriormente convocar os aprovados do concurso do PSF por “N” motivos. Um dos motivos alegados era que a PMCG não teria arrecadação própria para custear mais concursados e os royalties não poderiam ser utilizados para este fim.
Pois bem, em 60 dias o prefeito interino Nelson Nahim parece que operou um “milagre” de aumentar a arrecadação própria do município, sanou os “N” motivos e anuncia a homologação e a convocação dos aprovados no concurso do PSF.
Outra área de CAOS é a educação do município, para não prorrogar o concurso de 2008 e não convocar os aprovados, a prefeita cassada Rosinha junto com a secretária de educação Joilza Rangel, de controle e orçamento Suledil Bernardino, de administração, Fábio Ribeiro, e o então na época o de governo Edson Batista, mesmo sendo publicado no D.O. , inúmeras aposentadorias, exonerações a pedido e falecimento de profissionais que atuavam em salas de aulas, tinham a cara de pau em sustentar a tese que no município não havia vagas reais, após dois anos da última convocação de aprovados, montando um esquema, ao meu ver, criminoso, fechando várias escolas, tirando professores de salas de recursos, dos laboratórios de informática e bibliotecas, transferindo estes profissionais para escolas com déficit de professores, para tentar maquiar a carência da rede, para que o concurso expirasse sem ter que convocar os aprovados.
Com essa atitude, a prefeita cassada Rosinha junto com seus subordinados, prejudicou milhares de alunos da rede municipal, para defender os interesses pessoais.
Não é nenhuma novidade que a intenção dos mesmos, era de terceirizar os cargos na educação.
A enganação do governo Rosinha na educação foi tamanha, que hoje o prefeito interino Nelson Nahim, propõe a patética hipótese de “contratar” os aprovados no concurso de 2008, para suprir a carência de profissionais na rede, tentando amenizar o CAOS que sua cunhada proporcionou na educação do município, até que outro concurso seja realizado.
Cabe ao prefeito interino Nelson Nahim, mostrar o mesmo empenho que está demonstrando com a saúde e tomar a decisão em convocar os concursados, para assumir as vagas reais de forma estatutária, mesmo que para isso tenha que entrar em entendimento com a justiça, já que sua cunhada preferiu que a validade do concurso expirasse. Essa é uma decisão política, que aliviaria quase de imediato parte dos prejuízos educacionais que os alunos do município estão sofrendo.
Nahim após encontrar com diretores do SEPE, declarou que soluções serão apresentadas nos próximos dias.
Quem sabe o prefeito interino opere mais este “milagre” contrariando de vez a prefeita cassada Rosinha Garotinho, que jura “amar esta cidade”.
Vamos aguardar!
Saúde e Educação: Nahim com seus “milagres” desmascara Governo Rosinha
Sabemos que o prefeito interino Nelson Nahim, mesmo fazendo parte do grupo político de seu irmão Garotinho, resolveu mostrar que sua cunhada, a prefeita cassada Rosinha, deixou a população da cidade que diz tanto “amar” padecendo, ao buscar atendimento na área da saúde para defender seus interesses pessoais.
A prefeita cassada Rosinha e os secretários de saúde Paulo Hirano, de administração Fábio Ribeiro, de controle e orçamento Suledil Bernardino, e na época o de governo Edson Batista, hoje o 18º vereador da casa de leis que possui 17 cadeiras, afirmavam que não poderiam homologar e posteriormente convocar os aprovados do concurso do PSF por “N” motivos. Um dos motivos alegados era que a PMCG não teria arrecadação própria para custear mais concursados e os royalties não poderiam ser utilizados para este fim.
Pois bem, em 60 dias o prefeito interino Nelson Nahim parece que operou um “milagre” de aumentar a arrecadação própria do município, sanou os “N” motivos e anuncia a homologação e a convocação dos aprovados no concurso do PSF.
Outra área de CAOS é a educação do município, para não prorrogar o concurso de 2008 e não convocar os aprovados, a prefeita cassada Rosinha junto com a secretária de educação Joilza Rangel, de controle e orçamento Suledil Bernardino, de administração, Fábio Ribeiro, e o então na época o de governo Edson Batista, mesmo sendo publicado no D.O. , inúmeras aposentadorias, exonerações a pedido e falecimento de profissionais que atuavam em salas de aulas, tinham a cara de pau em sustentar a tese que no município não havia vagas reais, após dois anos da última convocação de aprovados, montando um esquema, ao meu ver, criminoso, fechando várias escolas, tirando professores de salas de recursos, dos laboratórios de informática e bibliotecas, transferindo estes profissionais para escolas com déficit de professores, para tentar maquiar a carência da rede, para que o concurso expirasse sem ter que convocar os aprovados.
Com essa atitude, a prefeita cassada Rosinha junto com seus subordinados, prejudicou milhares de alunos da rede municipal, para defender os interesses pessoais.
Não é nenhuma novidade que a intenção dos mesmos, era de terceirizar os cargos na educação.
A enganação do governo Rosinha na educação foi tamanha, que hoje o prefeito interino Nelson Nahim, propõe a patética hipótese de “contratar” os aprovados no concurso de 2008, para suprir a carência de profissionais na rede, tentando amenizar o CAOS que sua cunhada proporcionou na educação do município, até que outro concurso seja realizado.
Cabe ao prefeito interino Nelson Nahim, mostrar o mesmo empenho que está demonstrando com a saúde e tomar a decisão em convocar os concursados, para assumir as vagas reais de forma estatutária, mesmo que para isso tenha que entrar em entendimento com a justiça, já que sua cunhada preferiu que a validade do concurso expirasse. Essa é uma decisão política, que aliviaria quase de imediato parte dos prejuízos educacionais que os alunos do município estão sofrendo.
Nahim após encontrar com diretores do SEPE, declarou que soluções serão apresentadas nos próximos dias.
Quem sabe o prefeito interino opere mais este “milagre” contrariando de vez a prefeita cassada Rosinha Garotinho, que jura “amar esta cidade”.
Vamos aguardar!
NOTA DA COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL DO PCB
A Comissão Política Nacional do PCB vem a público declarar-se contra a reivindicação do candidato Plínio de Arruda Sampaio no sentido de que seja representado por outro membro do PSOL no debate dos candidatos a Presidente pelos partidos de esquerda, via internet, que será realizado neste dia 21 de setembro, às 21 horas, com promoção e mediação do jornal Brasil de Fato, ao qual o próprio presidenciável do PSOL, recentemente, reivindicou publicamente espaço para a sua candidatura, mesmo depois de o jornal lhe ter dedicado uma página, como o fez para os demais candidatos de esquerda
Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a Comissão Organizadora do debate, de que fazem parte representantes do jornal Brasil de Fato e dos partidos que, de imediato, aceitaram participar do debate (PCB, PCO e PSTU), tomou todos os cuidados para buscar garantir a presença do candidato do PSOL: a proposta do debate e do dia para a sua realização foram informados com bastante antecedência, assim como foram verificadas as datas dos debates nacionais de televisão a que Plínio foi convidado e os demais candidatos de esquerda não. Constatou-se que, no dia 21, não haverá debate na TV. Infelizmente, nenhum representante do PSOL, apesar de convidado, apareceu na sede do Brasil de Fato nas diversas reuniões que já se realizaram para organizar o debate entre os candidatos socialistas.
Entretanto, o candidato do PSOL anuncia, em nota encaminhada ao Brasil de Fato, que, no dia do debate entre os presidenciáveis de esquerda, optou por ir a um debate promovido pelo Instituto Ethos, com os presidenciáveis dos outros partidos, de centro e de direita. O instituto é ligado ao empresariado, e tem a pretensão de promover a “ética” no interior do capitalismo. Este evento será durante o dia e em São Paulo, mesmo local do debate na internet, que ocorrerá às 21h. O candidato do PSOL ainda alega compromissos de campanha na véspera e no dia seguinte ao dia 21, como se os outros candidatos também não os tivessem.
A atitude de Plínio de Arruda Sampaio revela uma profunda subestimação pelos demais partidos de esquerda e por seus candidatos a Presidente. Uma atitude que contribui para o isolamento em que a burguesia pretende jogar os partidos revolucionários, como o PCB, o PCO e o PSTU, colocando-os como residuais, desimportantes, "nanicos".
Para o PCB, o debate do dia 21, entre os candidatos da esquerda, é o mais importante evento de toda esta campanha eleitoral rebaixada, manipulada, midiatizada. É muito mais do que um debate; é um gesto histórico da esquerda socialista brasileira para deixar claro que a luta continua para muito além das eleições; é um gesto de unidade, que cria condições para uma verdadeira frente permanente anticapitalista e não meras coligações eleitorais para as quais nos procuram nos anos pares.
A ida ao debate do candidato a Presidente pelo PSOL valorizaria o evento e seria um gesto de solidariedade aos partidos políticos e organizações socialistas, excluídos pela grande mídia e pela burguesia.
Por isso, o PCB não aceita a sua substituição no debate e pede a reflexão de Plínio e do PSOL, para que revejam a escolha por um evento que provavelmente versará sobre a possibilidade de moralizar o capitalismo, com candidatos da ordem (já que PCB, PCO e PSTU jamais serão convidados pelo Instituto Ethos), em detrimento do debate que busca valorizar a unidade de ação das esquerdas no movimento político e nas lutas de massas no Brasil.
Rio, 15 de setembro de 2010
Comissão Política Nacional do PCB
VEJA ABAIXO A NOTA DE PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO:
Nota de Plínio sobre debate do jornal Brasil de Fato
O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio Arruda Sampaio, respondeu a matéria do jornal Folha de São Paulo que acusava o PSOL de "esnobar" debate entre os candidatos de esquerda promovido pelo jornal Brasil de Fato. Abaixo reproduzimos a nota na íntegra.
Esta Folha publicou nota (Eleições 2010, p.9, 12/9) cujo título distorce o que foi informado pela candidatura ao afirmar que "Plínio esnoba debate da esquerda".
Conforme relata o texto, a assessoria da campanha informou que não poderia comparecer ao debate promovido pelo jornal "Brasil de Fato" no próximo dia 21 porque estarei em agendas previamente marcadas. O evento que reunirá as candidaturas da esquerda apresentadas nesta eleição acontece um dia após o debate entre presidenciáveis realizado pelas emissoras afiliadas ao SBT na região Nordeste do país, que será transmitido a partir do Recife. No mesmo dia 21, estou convidado a participar de um encontro entre presidenciáveis promovido pelo Instituto Ethos, em São Paulo, onde também tenho atividades agendadas anteriormente à iniciativa do "Brasil de Fato" no dia 22. E no dia 23 participo do debate promovido pela CNBB, em Brasília. Como fica evidente, diferentemente do que foi publicado por esta Folha, em nenhum momento "esnobei" o encontro promovido no dia 21 por um jornal com o qual tenho as melhores relações. Minha candidatura inclusive estará representada à mesa do debate, caso haja acordo dos demais participantes, por decisão da coordenação de nossa campanha, que considera a iniciativa um importante evento para abrir espaço aos candidatos de esquerda, omitidos cotidianamente pelos monopólios da comunicação no país.
PLÍNIO ARRUDA SAMPAIO, candidato à Presidência pelo PSOL (São Paulo, SP)
Em primeiro lugar, é preciso lembrar que a Comissão Organizadora do debate, de que fazem parte representantes do jornal Brasil de Fato e dos partidos que, de imediato, aceitaram participar do debate (PCB, PCO e PSTU), tomou todos os cuidados para buscar garantir a presença do candidato do PSOL: a proposta do debate e do dia para a sua realização foram informados com bastante antecedência, assim como foram verificadas as datas dos debates nacionais de televisão a que Plínio foi convidado e os demais candidatos de esquerda não. Constatou-se que, no dia 21, não haverá debate na TV. Infelizmente, nenhum representante do PSOL, apesar de convidado, apareceu na sede do Brasil de Fato nas diversas reuniões que já se realizaram para organizar o debate entre os candidatos socialistas.
Entretanto, o candidato do PSOL anuncia, em nota encaminhada ao Brasil de Fato, que, no dia do debate entre os presidenciáveis de esquerda, optou por ir a um debate promovido pelo Instituto Ethos, com os presidenciáveis dos outros partidos, de centro e de direita. O instituto é ligado ao empresariado, e tem a pretensão de promover a “ética” no interior do capitalismo. Este evento será durante o dia e em São Paulo, mesmo local do debate na internet, que ocorrerá às 21h. O candidato do PSOL ainda alega compromissos de campanha na véspera e no dia seguinte ao dia 21, como se os outros candidatos também não os tivessem.
A atitude de Plínio de Arruda Sampaio revela uma profunda subestimação pelos demais partidos de esquerda e por seus candidatos a Presidente. Uma atitude que contribui para o isolamento em que a burguesia pretende jogar os partidos revolucionários, como o PCB, o PCO e o PSTU, colocando-os como residuais, desimportantes, "nanicos".
Para o PCB, o debate do dia 21, entre os candidatos da esquerda, é o mais importante evento de toda esta campanha eleitoral rebaixada, manipulada, midiatizada. É muito mais do que um debate; é um gesto histórico da esquerda socialista brasileira para deixar claro que a luta continua para muito além das eleições; é um gesto de unidade, que cria condições para uma verdadeira frente permanente anticapitalista e não meras coligações eleitorais para as quais nos procuram nos anos pares.
A ida ao debate do candidato a Presidente pelo PSOL valorizaria o evento e seria um gesto de solidariedade aos partidos políticos e organizações socialistas, excluídos pela grande mídia e pela burguesia.
Por isso, o PCB não aceita a sua substituição no debate e pede a reflexão de Plínio e do PSOL, para que revejam a escolha por um evento que provavelmente versará sobre a possibilidade de moralizar o capitalismo, com candidatos da ordem (já que PCB, PCO e PSTU jamais serão convidados pelo Instituto Ethos), em detrimento do debate que busca valorizar a unidade de ação das esquerdas no movimento político e nas lutas de massas no Brasil.
Rio, 15 de setembro de 2010
Comissão Política Nacional do PCB
VEJA ABAIXO A NOTA DE PLINIO DE ARRUDA SAMPAIO:
Nota de Plínio sobre debate do jornal Brasil de Fato
O candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio Arruda Sampaio, respondeu a matéria do jornal Folha de São Paulo que acusava o PSOL de "esnobar" debate entre os candidatos de esquerda promovido pelo jornal Brasil de Fato. Abaixo reproduzimos a nota na íntegra.
Esta Folha publicou nota (Eleições 2010, p.9, 12/9) cujo título distorce o que foi informado pela candidatura ao afirmar que "Plínio esnoba debate da esquerda".
Conforme relata o texto, a assessoria da campanha informou que não poderia comparecer ao debate promovido pelo jornal "Brasil de Fato" no próximo dia 21 porque estarei em agendas previamente marcadas. O evento que reunirá as candidaturas da esquerda apresentadas nesta eleição acontece um dia após o debate entre presidenciáveis realizado pelas emissoras afiliadas ao SBT na região Nordeste do país, que será transmitido a partir do Recife. No mesmo dia 21, estou convidado a participar de um encontro entre presidenciáveis promovido pelo Instituto Ethos, em São Paulo, onde também tenho atividades agendadas anteriormente à iniciativa do "Brasil de Fato" no dia 22. E no dia 23 participo do debate promovido pela CNBB, em Brasília. Como fica evidente, diferentemente do que foi publicado por esta Folha, em nenhum momento "esnobei" o encontro promovido no dia 21 por um jornal com o qual tenho as melhores relações. Minha candidatura inclusive estará representada à mesa do debate, caso haja acordo dos demais participantes, por decisão da coordenação de nossa campanha, que considera a iniciativa um importante evento para abrir espaço aos candidatos de esquerda, omitidos cotidianamente pelos monopólios da comunicação no país.
PLÍNIO ARRUDA SAMPAIO, candidato à Presidência pelo PSOL (São Paulo, SP)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
DIA 21 DE OUTUBRO SERÁ DIA MUNICIPAL DE LUTA PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA
DO BLOG NA LUTA PELA EDUCAÇÃO NÚCLEO CAMPOS...
DIA 21 DE OUTUBRO SERÁ DIA DE PARALISAÇÃO DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPOS
Na assembleia ocorrida hoje na sede do SEPE foram passados os informes sobre a audiência ocorrida ontem (dia 15 de setembro) entre os diretores do SEPE e o Prefeito Nelson Nahim.
Foi reafirmado pela categoria presente que o concurso de 2008 deve ser respeitado e trata-se tão somente de vontade política do prefeito convocar os concursados para suprir as vagas reais, já que a carência é evidente, como também prorrogar o prazo de validade do mesmo.
Diante das informações dadas pelo diretor do SEPE, Amaro Sérgio e outros diretores presentes, a categoria entendeu ser o momento profícuo para uma grande mobilização da categoria a fim de paralisar as atividades no dia 21 de outubro e fazer um grande ato no centro da cidade.
Foi lembrado pelos presentes que, o prefeito Nelson Nahim na condição de vereador assinou um documento com demais vereadores encaminhando a prefeita Rosinha a solicitação de convocação dos concursados e prorrogação do concurso e já que assumiu o poder executivo goza de plenos poderes para colocar em prática o que outrora ele mesmo pleiteou enquanto vereador.
Muito bem lembrado, por sinal.
A categoria aprovou e o SEPE vai tomar todas as providências para a paralisação e grande ato em defesa da educação pública municipal no dia 21 de outubro, com a seguinte pauta:
* convocação dos concursados da educação de 2008
* eleições para diretores de escola
* FUNDEB
*Plano de Cargos e Salários
DIA 21 DE OUTUBRO SERÁ DIA DE PARALISAÇÃO DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPOS
Na assembleia ocorrida hoje na sede do SEPE foram passados os informes sobre a audiência ocorrida ontem (dia 15 de setembro) entre os diretores do SEPE e o Prefeito Nelson Nahim.
Foi reafirmado pela categoria presente que o concurso de 2008 deve ser respeitado e trata-se tão somente de vontade política do prefeito convocar os concursados para suprir as vagas reais, já que a carência é evidente, como também prorrogar o prazo de validade do mesmo.
Diante das informações dadas pelo diretor do SEPE, Amaro Sérgio e outros diretores presentes, a categoria entendeu ser o momento profícuo para uma grande mobilização da categoria a fim de paralisar as atividades no dia 21 de outubro e fazer um grande ato no centro da cidade.
Foi lembrado pelos presentes que, o prefeito Nelson Nahim na condição de vereador assinou um documento com demais vereadores encaminhando a prefeita Rosinha a solicitação de convocação dos concursados e prorrogação do concurso e já que assumiu o poder executivo goza de plenos poderes para colocar em prática o que outrora ele mesmo pleiteou enquanto vereador.
Muito bem lembrado, por sinal.
A categoria aprovou e o SEPE vai tomar todas as providências para a paralisação e grande ato em defesa da educação pública municipal no dia 21 de outubro, com a seguinte pauta:
* convocação dos concursados da educação de 2008
* eleições para diretores de escola
* FUNDEB
*Plano de Cargos e Salários
TSE DECIDE POR NÃO REALIZAR ELEIÇÕES SUPLEMENTARES
DO BLOG DE MARCELO BESSA CABRAL
O TSE acaba de decidir que não permitirá eleições suplementares (renovação das eleições) no segundo semestre dos anos em que se realizarem eleições gerais.
Como as eleições em Valença já estão marcadas para 03 de outubro próximo, temos que aguardar que seja redigida e publicada a respectiva Resolução para que possamos saber sobre eventuais exceções à nova regra.
Aguardemos.
Postado por Marcelo Bessa Cabral
Comentário da blogueira:
Diante da disposição do Presidente do TRE, Nametala Jorge, em realizar eleições suplementares em Campos ainda este ano, esta decisão do TSE cai como um balde de água fria sobre os ânimos daqueles que já estavam pensando nas possíveis alianças para o pleito.
Entretanto considero, mesmo diante das evidências, prematuro pensar que esta decisão é definitiva, afinal há de se considerar que Campos tem um colégio eleitoral de aproximadamente 300 mil eleitores e se destaca no cenário estadual e mesmo o nacional por ser um município produtor de petróleo. Será que o TSE vai preferir assumir o ônus da eleição indireta num município com este perfil?
Será?
Como bem disse o Marcelo Bessa:
"Aguardemos".
O TSE acaba de decidir que não permitirá eleições suplementares (renovação das eleições) no segundo semestre dos anos em que se realizarem eleições gerais.
Como as eleições em Valença já estão marcadas para 03 de outubro próximo, temos que aguardar que seja redigida e publicada a respectiva Resolução para que possamos saber sobre eventuais exceções à nova regra.
Aguardemos.
Postado por Marcelo Bessa Cabral
Comentário da blogueira:
Diante da disposição do Presidente do TRE, Nametala Jorge, em realizar eleições suplementares em Campos ainda este ano, esta decisão do TSE cai como um balde de água fria sobre os ânimos daqueles que já estavam pensando nas possíveis alianças para o pleito.
Entretanto considero, mesmo diante das evidências, prematuro pensar que esta decisão é definitiva, afinal há de se considerar que Campos tem um colégio eleitoral de aproximadamente 300 mil eleitores e se destaca no cenário estadual e mesmo o nacional por ser um município produtor de petróleo. Será que o TSE vai preferir assumir o ônus da eleição indireta num município com este perfil?
Será?
Como bem disse o Marcelo Bessa:
"Aguardemos".
PARALISAÇÃO DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPOS
DO BLOG DIGNIDADE...
Categoria da educação aprova em assembléia paralisação das atividades na rede municipal de Campos
O blog acaba de receber a informação que na tarde de hoje em assembléia realizada na sede do SEPE em Campos, que a categoria da rede municipal decidiu paralisar suas atividades por 24h no dia 21 de outubro.
Blogueiro fala...
Enfim, a categoria da educação da rede municipal resolveu lutar pelos seus direitos.
A categoria desde já tem que se organizar para que este dia 21/10 seja um dia de conquista e não de fracasso, não aceitando e denunciando qualquer tipo de intimidação, assédio moral, etc.. que possam vir a sofrer, por estar lutando por seus direitos.
Reivindicações da categoria:
• Concurso de 2008 da educação de Campos;
• FUNDEB;
• Eleição direta para diretores de escola;
• Plano de cargo e salários (PCCS), contemplando toda categoria da educação.
Entre outras.
Categoria da educação aprova em assembléia paralisação das atividades na rede municipal de Campos
O blog acaba de receber a informação que na tarde de hoje em assembléia realizada na sede do SEPE em Campos, que a categoria da rede municipal decidiu paralisar suas atividades por 24h no dia 21 de outubro.
Blogueiro fala...
Enfim, a categoria da educação da rede municipal resolveu lutar pelos seus direitos.
A categoria desde já tem que se organizar para que este dia 21/10 seja um dia de conquista e não de fracasso, não aceitando e denunciando qualquer tipo de intimidação, assédio moral, etc.. que possam vir a sofrer, por estar lutando por seus direitos.
Reivindicações da categoria:
• Concurso de 2008 da educação de Campos;
• FUNDEB;
• Eleição direta para diretores de escola;
• Plano de cargo e salários (PCCS), contemplando toda categoria da educação.
Entre outras.
DIRETORES DO SEPE EM AUDIÊNCIA COM O PREFEITO NELSON NAHIN
POR AMARO SÉRGIO
COORDENADOR GERAL DO SEPE CAMPOS
Nos reunimos hoje com o prefeito Nelson Nahim, com seu secretário de administração, a secretária de educação e o procurador do município e recolocamos a pauta que apresentamos desde o ano passado e que pouco avançou até então.
1- Concurso- 2008:
A prorrogação da validade do concurso de 2008 negada no período Rosinha Garotinho ainda encontra obstáculo no argumento do secretário de administração que disse se tratar de uma questão técnica, o diretor do SEPE Amaro Sérgio Azevedo contra-argumentou que trata-se de uma decisão política necessária em benefício da educação e propôs ao prefeito que autorizasse uma conversa de nosso advogado Dr. Alexandre e o procurador do município no sentido de trocar informações e buscar uma saída técnica amanhã. O prefeito autorizou.
Uma hipótese apresentada pelo prefeito Nahim foi a de contratar os concursados de 2008 até que outro concurso seja autorizado. Ora isso é diferente do que propomos pois não considera a perspectiva de chamada definitiva dos concursados 2008.
2- Plano de Cargos e Salários(PCCS):
Em reunião no início do ano conseguimos mostrar ao secretário de administração, Dr. Fábio Ribeiro, que o PCCS poderia ser aprimorado e ele concordou com a constituição de uma comissão mista, com a participação de dois diretores do SEPE para debater e executar esta tarefa. A inclusão de funcionários administrativos é uma das alterações necessárias.
A abertura imediata de enquadramento por formação foi reivindicado e a secretária de educação Joilza Rangel concordou em executar isso nos próximos dias. Renato Gonçalves argumentou que tal ato não precisa esperar a formação de uma comissão.
3- FUNDEB:
A antiga reivindicação do SEPE de que o valor pago com recursos do FUNDEB conste no contra-cheques parece prestes a se realizar de acordo com o que nos disse o secretário de administração. É antiga nossa insatisfação com esta velha "caixa-preta".
4- Eleição para diretores de escolas:
Neste ponto o Prefeito disse que irá aguardar o período eleitoral para voltar a abordar este assunto. Disse que com a Secretária de Educação está exigindo qualificação das diretoras como profissionais, etc . O que vemos é uma estagnação nesse ponto.
Esses e outros assuntos serão tratados na Assembleia do SEPE nesta quinta-feira (16/09/10) 17h no Edifício Ninho das Águias, Praça São Salvador.
Nossa mobilização é o nosso motor.
Venceremos!
COORDENADOR GERAL DO SEPE CAMPOS
Nos reunimos hoje com o prefeito Nelson Nahim, com seu secretário de administração, a secretária de educação e o procurador do município e recolocamos a pauta que apresentamos desde o ano passado e que pouco avançou até então.
1- Concurso- 2008:
A prorrogação da validade do concurso de 2008 negada no período Rosinha Garotinho ainda encontra obstáculo no argumento do secretário de administração que disse se tratar de uma questão técnica, o diretor do SEPE Amaro Sérgio Azevedo contra-argumentou que trata-se de uma decisão política necessária em benefício da educação e propôs ao prefeito que autorizasse uma conversa de nosso advogado Dr. Alexandre e o procurador do município no sentido de trocar informações e buscar uma saída técnica amanhã. O prefeito autorizou.
Uma hipótese apresentada pelo prefeito Nahim foi a de contratar os concursados de 2008 até que outro concurso seja autorizado. Ora isso é diferente do que propomos pois não considera a perspectiva de chamada definitiva dos concursados 2008.
2- Plano de Cargos e Salários(PCCS):
Em reunião no início do ano conseguimos mostrar ao secretário de administração, Dr. Fábio Ribeiro, que o PCCS poderia ser aprimorado e ele concordou com a constituição de uma comissão mista, com a participação de dois diretores do SEPE para debater e executar esta tarefa. A inclusão de funcionários administrativos é uma das alterações necessárias.
A abertura imediata de enquadramento por formação foi reivindicado e a secretária de educação Joilza Rangel concordou em executar isso nos próximos dias. Renato Gonçalves argumentou que tal ato não precisa esperar a formação de uma comissão.
3- FUNDEB:
A antiga reivindicação do SEPE de que o valor pago com recursos do FUNDEB conste no contra-cheques parece prestes a se realizar de acordo com o que nos disse o secretário de administração. É antiga nossa insatisfação com esta velha "caixa-preta".
4- Eleição para diretores de escolas:
Neste ponto o Prefeito disse que irá aguardar o período eleitoral para voltar a abordar este assunto. Disse que com a Secretária de Educação está exigindo qualificação das diretoras como profissionais, etc . O que vemos é uma estagnação nesse ponto.
Esses e outros assuntos serão tratados na Assembleia do SEPE nesta quinta-feira (16/09/10) 17h no Edifício Ninho das Águias, Praça São Salvador.
Nossa mobilização é o nosso motor.
Venceremos!
BRASIL DE FATO
Um esforço do Brasil de Fato para denunciar o caráter antidemocrático do atual processo eleitoral.
As eleições – espaço político que poderia ser importante para apresentar projetos para o país e elevar a consciência política da população brasileira – estão cada vez mais despolitizadas e dependentes do poderio econômico. São vergonhosas e imorais as milionárias cifras gastas para eleger os integrantes dos poderes Executivo e Legislativo em nosso país.
A burguesia brasileira reduziu a campanha eleitoral à propaganda na televisão, a marketing de pessoas – não de programas – que dependem de esquemas econômicos muito caros. A compra de cabos eleitorais – “militância” paga e material de propaganda sofisticados – se tornou um fato normal. Com isso, têm mais vantagem os candidatos que conseguem maiores arrecadações de recursos, junto a empresas, bancos etc., em mecanismos no mínimo promíscuos para quem deseja ocupar cargos públicos e administrar volumosos recursos do povo.
Nesse cenário, não há um clima de debates de ideias e de agitação política na sociedade. As campanhas eleitorais estão engessadas, moldadas por uma legislação que impede uma participação popular mais ativa. Limita comícios e atividades de agitação política próprias da natureza do processo.
Com as candidaturas favoritas niveladas por baixo e o debate sobre os rumos do país jogado ao ostracismo, a grande ausente do processo eleitoral brasileiro é a política. Política aqui entendida como a disputa de interesses contraditórios acerca dos problemas fundamentais da sociedade. E, numa sociedade de classes, desigual como a brasileira, o desaparecimento do conflito favorece os mais fortes, os dominantes.
A mídia corporativa cumpre ainda um papel fundamental nesta mediocrização das campanhas eleitorais. A cobertura limita-se aos favoritos – exatamente aqueles com os orçamentos milionários – e a linha editorial prioriza as trajetórias e características pessoais dos candidatos. Ou seja, projetos para o país jamais são discutidos.
As eleições – espaço político que poderia ser importante para apresentar projetos para o país e elevar a consciência política da população brasileira – estão cada vez mais despolitizadas e dependentes do poderio econômico. São vergonhosas e imorais as milionárias cifras gastas para eleger os integrantes dos poderes Executivo e Legislativo em nosso país.
A burguesia brasileira reduziu a campanha eleitoral à propaganda na televisão, a marketing de pessoas – não de programas – que dependem de esquemas econômicos muito caros. A compra de cabos eleitorais – “militância” paga e material de propaganda sofisticados – se tornou um fato normal. Com isso, têm mais vantagem os candidatos que conseguem maiores arrecadações de recursos, junto a empresas, bancos etc., em mecanismos no mínimo promíscuos para quem deseja ocupar cargos públicos e administrar volumosos recursos do povo.
Nesse cenário, não há um clima de debates de ideias e de agitação política na sociedade. As campanhas eleitorais estão engessadas, moldadas por uma legislação que impede uma participação popular mais ativa. Limita comícios e atividades de agitação política próprias da natureza do processo.
Com as candidaturas favoritas niveladas por baixo e o debate sobre os rumos do país jogado ao ostracismo, a grande ausente do processo eleitoral brasileiro é a política. Política aqui entendida como a disputa de interesses contraditórios acerca dos problemas fundamentais da sociedade. E, numa sociedade de classes, desigual como a brasileira, o desaparecimento do conflito favorece os mais fortes, os dominantes.
A mídia corporativa cumpre ainda um papel fundamental nesta mediocrização das campanhas eleitorais. A cobertura limita-se aos favoritos – exatamente aqueles com os orçamentos milionários – e a linha editorial prioriza as trajetórias e características pessoais dos candidatos. Ou seja, projetos para o país jamais são discutidos.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
POLÍTICA E POLITIQUEIRO
POR VALDECY ALVES
A arte é uma das formas de ler o mundo e lê-lo pelo sentimento, de trabalhar a um só tempo com o que é e o que deveria ser, ainda utilizando o belo e sendo eterna, quando capta a realidade de sua forma mais leal e projeta os sonhos mais desejados. Pairando metafisicamente muito além do mito e da razão. Nesse período eleitoral publico uma poesia da minha autoria, do meu livro Embrionária, para que vocês possam refletir e assim auxiliar na melhor escolha, na hora do voto, que é o primeiro passo da cidadania:
POLÍTICA E POLITIQUEIRO
A política é a beleza
O politiqueiro a monstruosidade
A Política é a solda do coletivo
O politiqueiro exemplo de egoísmo extremo
A política é o sonho
O politiqueiro o pesadelo
A política tem o sabor do prazer do amor
O politiqueiro o sabor do amor pago
A política borbulha dos profundos ideais humanos
O politiqueiro é o fruto máximo da mediocridade
A política palmilha as sendas do caráter
O politiqueiro caminha nas veredas do oportunismo
A política busca o bem individual
A partir da felicidade geral
O politiqueiro busca apenas o bem dele, um !
Sacrificando o interesse comum
A política é arauto do futuro
O politiqueiro não vai além do agora
A política vem a cavalo na libertação
O politiqueiro é profeta da escravidão
A política é intenção saudável em toda plenitude
O politiqueiro o tumor maligno da perdição
A política deve ser cultivada
É a semente da utopia
O politiqueiro deve ser extirpado
É o foco da metástase da não esperança !
A arte é uma das formas de ler o mundo e lê-lo pelo sentimento, de trabalhar a um só tempo com o que é e o que deveria ser, ainda utilizando o belo e sendo eterna, quando capta a realidade de sua forma mais leal e projeta os sonhos mais desejados. Pairando metafisicamente muito além do mito e da razão. Nesse período eleitoral publico uma poesia da minha autoria, do meu livro Embrionária, para que vocês possam refletir e assim auxiliar na melhor escolha, na hora do voto, que é o primeiro passo da cidadania:
POLÍTICA E POLITIQUEIRO
A política é a beleza
O politiqueiro a monstruosidade
A Política é a solda do coletivo
O politiqueiro exemplo de egoísmo extremo
A política é o sonho
O politiqueiro o pesadelo
A política tem o sabor do prazer do amor
O politiqueiro o sabor do amor pago
A política borbulha dos profundos ideais humanos
O politiqueiro é o fruto máximo da mediocridade
A política palmilha as sendas do caráter
O politiqueiro caminha nas veredas do oportunismo
A política busca o bem individual
A partir da felicidade geral
O politiqueiro busca apenas o bem dele, um !
Sacrificando o interesse comum
A política é arauto do futuro
O politiqueiro não vai além do agora
A política vem a cavalo na libertação
O politiqueiro é profeta da escravidão
A política é intenção saudável em toda plenitude
O politiqueiro o tumor maligno da perdição
A política deve ser cultivada
É a semente da utopia
O politiqueiro deve ser extirpado
É o foco da metástase da não esperança !
domingo, 12 de setembro de 2010
FIDEL DIZ QUE ESTAVA SENDO IRÔNICO AO AFIRMAR QUE MODELO CUBANO NÃO FUNCIONAVA
DE SÃO PAULO
O ex-ditador cubano Fidel Castro, 84, voltou a causar polêmica nesta sexta-feira ao afirmar que seus comentários sobre o modelo econômico cubano não funcionar foram "mal interpretados" --e voltando atrás em uma declaração que causou furor nesta semana no mundo todo. Fidel disse que suas palavras estão corretas, mas que Goldberg não entendeu a ironia em sua declaração e que ele quis dizer "exatamente o contrário".
Na quarta-feira (8), o jornalista Jeffrey Goldberg escreveu no blog da revista "The Atlantic" que perguntou a Fidel se ainda valeria a pena exportar o modelo comunista cubano para outros países. "O modelo não funciona mais nem para nós", respondeu o ex-ditador, segundo o jornalista.
(...)
Em um certo ponto, ele disse: "Eu continuo achando que Goldberg é um grande jornalista. Ele não inventa frases, ele as transmite e interpreta."
O tom de Fidel não foi bravo, mas sim confuso e um pouco perplexo.
Os comentários do cubano foram feitos hoje durante o lançamento de seu segundo livro sobre a revolução que tirou Fulgencio Batista do poder, em 1959. O livro "A vitória estratégica" foi escrito e publicado em menos de um mês.
CAPITALISMO
"Disse isso sem amargura, nem preocupação. Me divirto agora ao ver como ele [o jornalista que o entrevistou] interpretou ao pé da letra, e como o repórter consultou Julia Sweig, [outra jornalista] que o acompanhou e elaborou a teoria exposta", disse Castro.
Em suas afirmações desta sexta-feira Castro disse ainda que é o sistema capitalista que não funciona.
"Minha ideia, como todo o mundo conhece, é de que é o sistema capitalista que já não serve nem para os Estados Unidos nem para o mundo e que conduz a crises cada vez mais graves, globais e repetidas, das quais não se pode escapar", indicou.
"Como um sistema semelhante poderia servir para um país socialista como Cuba?", questionou.
OUTRO MAL ENTENDIDO
Fidel deu outro exemplo em que sua "ironia" não foi compreendida, quando questionou suas próprias ações durante a crise dos mísseis cubanos em 1962 --incluindo sua recomendação aos líderes soviéticos para usar armas nucleares contra os EUA. Na época, durante a Guerra Fria, o mundo chegou à beira de um conflito nuclear quando a União Soviética teve autorização de Cuba para instalar em seu território uma base com mísseis apontados para os Estados Unidos.
Goldberg escreveu ter revisto o assunto com Fidel e perguntado: "Em certo momento, parecia lógico para você recomendar aos soviéticos que bombardeassem os EUA. O que o senhor recomendou ainda parece lógico agora?" Goldberg disse que a resposta de Fidel o surpreendeu: "Após ter visto o que vi, e sabendo o que sei, não valeu a pena absolutamente."
"É verdade que eu abordei o assunto como [Goldberg] relata", disse Fidel hoje. Mas ele acrescentou que se soubesse da real natureza do líder soviético Nikita Khrushchev, teria pressionado por outro tipo de ação. Segundo Fidel, a resposta dele a Goldberg era "uma óbvia referência à traição do presidente russo, que, saturado com substâncias alcoólicas, deu aos EUA todos os segredos militares mais importantes de seu país".
"Ele não mencionou muitos outros aspectos de nossas conversas", disse Fidel nesta sexta-feira. "Vou respeitar a confidencialidade dos assuntos que discutimos enquanto espero com grande interesse sua matéria completa."
ENCONTRO
No blog, o jornalista conta que, no momento, chegou a duvidar do que ouvia. "Eu não tinha certeza de que escutara corretamente", escreveu.
O encontro com Fidel -- que ocorreu no Aquário Nacional de Cuba-- contou também com a presença de Adela Dworin, presidente da comunidade judaica no país. Goldberg conta que buscou Adela em uma sinagoga e ambos se encontraram com Fidel na porta do aquário. Os três seguiram então até o local onde ocorre o show dos golfinhos.
Durante a visita, Fidel beijou Dworin diante das câmeras, em uma "possível mensagem aos líderes iranianos", disse Goldberg no seu blog.
Segundo o autor, Fidel lhe pareceu "fisicamente frágil, mas mentalmente lúcido e com energia".
"Você gosta de golfinhos?", perguntou Fidel ao jornalista no início do encontro, que retrucou: "Gosto muito".
O ex-ditador teria chamado então Guillermo Garcia, diretor do aquário e disse: "Goldberg, faça perguntas a ele sobre os golfinhos"."Que tipo de perguntas?", teria dito o jornalista. "Você é jornalista, faça boas questões", respondeu Fidel. "Ele não entende muito sobre golfinhos, de qualquer forma. Ele é físico nuclear".
"Por que você cuida do aquário?", perguntou então Goldberg, segundo o blog. "Nós o colocamos aqui para evitar que ele construísse uma bomba nuclear!", brincou Fidel.
"Em Cuba, nós só construímos armas nucleares com fins pacíficos", respondeu Garcia. "Não pensei que estivéssemos no Irã", acrescentou Goldberg.
Fidel apontou então para um pequeno tapete que seus seguranças trazem junto com a cadeira especial que usa e disse: "Veja, é persa!", brincou.
COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O ex-ditador cubano Fidel Castro, 84, voltou a causar polêmica nesta sexta-feira ao afirmar que seus comentários sobre o modelo econômico cubano não funcionar foram "mal interpretados" --e voltando atrás em uma declaração que causou furor nesta semana no mundo todo. Fidel disse que suas palavras estão corretas, mas que Goldberg não entendeu a ironia em sua declaração e que ele quis dizer "exatamente o contrário".
Na quarta-feira (8), o jornalista Jeffrey Goldberg escreveu no blog da revista "The Atlantic" que perguntou a Fidel se ainda valeria a pena exportar o modelo comunista cubano para outros países. "O modelo não funciona mais nem para nós", respondeu o ex-ditador, segundo o jornalista.
(...)
Em um certo ponto, ele disse: "Eu continuo achando que Goldberg é um grande jornalista. Ele não inventa frases, ele as transmite e interpreta."
O tom de Fidel não foi bravo, mas sim confuso e um pouco perplexo.
Os comentários do cubano foram feitos hoje durante o lançamento de seu segundo livro sobre a revolução que tirou Fulgencio Batista do poder, em 1959. O livro "A vitória estratégica" foi escrito e publicado em menos de um mês.
CAPITALISMO
"Disse isso sem amargura, nem preocupação. Me divirto agora ao ver como ele [o jornalista que o entrevistou] interpretou ao pé da letra, e como o repórter consultou Julia Sweig, [outra jornalista] que o acompanhou e elaborou a teoria exposta", disse Castro.
Em suas afirmações desta sexta-feira Castro disse ainda que é o sistema capitalista que não funciona.
"Minha ideia, como todo o mundo conhece, é de que é o sistema capitalista que já não serve nem para os Estados Unidos nem para o mundo e que conduz a crises cada vez mais graves, globais e repetidas, das quais não se pode escapar", indicou.
"Como um sistema semelhante poderia servir para um país socialista como Cuba?", questionou.
OUTRO MAL ENTENDIDO
Fidel deu outro exemplo em que sua "ironia" não foi compreendida, quando questionou suas próprias ações durante a crise dos mísseis cubanos em 1962 --incluindo sua recomendação aos líderes soviéticos para usar armas nucleares contra os EUA. Na época, durante a Guerra Fria, o mundo chegou à beira de um conflito nuclear quando a União Soviética teve autorização de Cuba para instalar em seu território uma base com mísseis apontados para os Estados Unidos.
Goldberg escreveu ter revisto o assunto com Fidel e perguntado: "Em certo momento, parecia lógico para você recomendar aos soviéticos que bombardeassem os EUA. O que o senhor recomendou ainda parece lógico agora?" Goldberg disse que a resposta de Fidel o surpreendeu: "Após ter visto o que vi, e sabendo o que sei, não valeu a pena absolutamente."
"É verdade que eu abordei o assunto como [Goldberg] relata", disse Fidel hoje. Mas ele acrescentou que se soubesse da real natureza do líder soviético Nikita Khrushchev, teria pressionado por outro tipo de ação. Segundo Fidel, a resposta dele a Goldberg era "uma óbvia referência à traição do presidente russo, que, saturado com substâncias alcoólicas, deu aos EUA todos os segredos militares mais importantes de seu país".
"Ele não mencionou muitos outros aspectos de nossas conversas", disse Fidel nesta sexta-feira. "Vou respeitar a confidencialidade dos assuntos que discutimos enquanto espero com grande interesse sua matéria completa."
ENCONTRO
No blog, o jornalista conta que, no momento, chegou a duvidar do que ouvia. "Eu não tinha certeza de que escutara corretamente", escreveu.
O encontro com Fidel -- que ocorreu no Aquário Nacional de Cuba-- contou também com a presença de Adela Dworin, presidente da comunidade judaica no país. Goldberg conta que buscou Adela em uma sinagoga e ambos se encontraram com Fidel na porta do aquário. Os três seguiram então até o local onde ocorre o show dos golfinhos.
Durante a visita, Fidel beijou Dworin diante das câmeras, em uma "possível mensagem aos líderes iranianos", disse Goldberg no seu blog.
Segundo o autor, Fidel lhe pareceu "fisicamente frágil, mas mentalmente lúcido e com energia".
"Você gosta de golfinhos?", perguntou Fidel ao jornalista no início do encontro, que retrucou: "Gosto muito".
O ex-ditador teria chamado então Guillermo Garcia, diretor do aquário e disse: "Goldberg, faça perguntas a ele sobre os golfinhos"."Que tipo de perguntas?", teria dito o jornalista. "Você é jornalista, faça boas questões", respondeu Fidel. "Ele não entende muito sobre golfinhos, de qualquer forma. Ele é físico nuclear".
"Por que você cuida do aquário?", perguntou então Goldberg, segundo o blog. "Nós o colocamos aqui para evitar que ele construísse uma bomba nuclear!", brincou Fidel.
"Em Cuba, nós só construímos armas nucleares com fins pacíficos", respondeu Garcia. "Não pensei que estivéssemos no Irã", acrescentou Goldberg.
Fidel apontou então para um pequeno tapete que seus seguranças trazem junto com a cadeira especial que usa e disse: "Veja, é persa!", brincou.
COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
GUERREIRO MENINO
(um Homem Também Chora)
Fagner
Composição: Gonzaguinha
Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura
Guerreiros são pessoas
São fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem perfeitos
É triste ver este homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama e ama
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E a vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz
Fagner
Composição: Gonzaguinha
Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura
Guerreiros são pessoas
São fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito
Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sonho
Que os tornem perfeitos
É triste ver este homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que traz no peito
Pois ama e ama
Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E a vida é trabalho
E sem o seu trabalho
Um homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz
CAMPOS DOS GOYTACAZES: A GALINHA DOS OVOS DE OURO DO NORTE FLUMINENSE
Dia desses aconteceu uma reunião na SMEC de portas fechadas entre alguns Pedagogos e o Secretário de Educação de Niterói. Embora os professores não tenham sido consultados a notícia já chegou em algumas escolas.
Trata-se de um Kit que deverá ser distribuído para os alunos onde consta livros, e de acordo com fontes seguras, de qualidade duvidosa que em nada contribuiriam para melhorar a qualidade da educação no município.
Pelo visto esta é mais uma "ação entre amigos" já que o secretário de educação de Niterói é "amigo" e ligado ao casal...
Considerando que em Niterói os problemas na educação não são poucos o secretário em questão deve ter sido atraído para cá na promessa de fechar um "bom negócio".
É isso mesmo, Educação para os governos que não a colocam na devida escala de prioridade não passa de "bom negócio", por isso temos em Campos merenda escolar terceirizada, assessoria pedagógica terceirizada da Expoente, terceirização na área administrativa, diretores indicados pelos vereadores e agora o kit da Melhoramentos.
Contudo, Campos dos Goytacazes ficou em último lugar(92º) na classificação do IDEB.
Investimento real na educação do município, zero. Fundeb, não há notícia. Convocação de professores, nada. Carência de professores, em alta. Valorização dos profissionais de educação,nenhuma.
A SMEC não passa da "galinha dos ovos de ouro" para a alegria dos "amigos" e desgraça do povo campista.
Trata-se de um Kit que deverá ser distribuído para os alunos onde consta livros, e de acordo com fontes seguras, de qualidade duvidosa que em nada contribuiriam para melhorar a qualidade da educação no município.
Pelo visto esta é mais uma "ação entre amigos" já que o secretário de educação de Niterói é "amigo" e ligado ao casal...
Considerando que em Niterói os problemas na educação não são poucos o secretário em questão deve ter sido atraído para cá na promessa de fechar um "bom negócio".
É isso mesmo, Educação para os governos que não a colocam na devida escala de prioridade não passa de "bom negócio", por isso temos em Campos merenda escolar terceirizada, assessoria pedagógica terceirizada da Expoente, terceirização na área administrativa, diretores indicados pelos vereadores e agora o kit da Melhoramentos.
Contudo, Campos dos Goytacazes ficou em último lugar(92º) na classificação do IDEB.
Investimento real na educação do município, zero. Fundeb, não há notícia. Convocação de professores, nada. Carência de professores, em alta. Valorização dos profissionais de educação,nenhuma.
A SMEC não passa da "galinha dos ovos de ouro" para a alegria dos "amigos" e desgraça do povo campista.
sábado, 11 de setembro de 2010
SERÁ ESTA MOÇA MAIS UMA VÍTIMA DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER???
A universitária Tatiana Cristina Nunes Guedes, 26 anos,está desaparecida desde a última quarta-feira quando ligou para a mãe Alenilda Nunes Guedes. Na ocasião ela disse que estava saindo do trabalho para ir a universidade. Segundo sua mãe, a filha tinha o hábito de ligar para ela ou para uma irmã diariamente a partir das 21h, depois que saia da faculdade, o que não acontece desde a última quarta-feira.
A falta de informação fez com que, na manhã de ontem, a família de Tatiana se dirigisse a 146ª Delegacia Legal (DL/Guarus) para registrar o desaparecimento. Segundo a mãe da universitária desaparecida, ela tinha medo da filha andar sozinha já que Tatiana vinha sendo agredida pelo ex-marido e com registro denunciando o fato na delegacia.
Lamentável que mesmo diante do anúncio do governo estadual em inaugurar uma Delegacia da Mulher em Campos, situações como estas permaneçam contribuindo para aumentar a estatística da violência contra a mulher em Campos.
Desejo sinceramente que a Tatiana não seja mais um número nesta triste estatística.
A falta de informação fez com que, na manhã de ontem, a família de Tatiana se dirigisse a 146ª Delegacia Legal (DL/Guarus) para registrar o desaparecimento. Segundo a mãe da universitária desaparecida, ela tinha medo da filha andar sozinha já que Tatiana vinha sendo agredida pelo ex-marido e com registro denunciando o fato na delegacia.
Lamentável que mesmo diante do anúncio do governo estadual em inaugurar uma Delegacia da Mulher em Campos, situações como estas permaneçam contribuindo para aumentar a estatística da violência contra a mulher em Campos.
Desejo sinceramente que a Tatiana não seja mais um número nesta triste estatística.
FIDEL DEFENDE O COMUNISMO CUBANO E CORRIGE JORNALISTA CONSERVADOR DOS EUA
Fidel fala ao Congresso
Fidel discursou na Universidade de Havana
Diante da repercussão que ganhou, mundialmente, uma matéria publicada esta semana na revista conservadora norte-americana Atlantic Monthly, pelo jornalista Jeffrey Goldberg, o líder cubano Fidel Castro fez, nesta sexta-feira, um breve comentário no qual frustra os seguidores do capitalismo. Durante uma entrevista, Goldberg perguntou a Fidel se ainda vale apenas tentar exportar o modelo comunista cubano para outros países.
– O modelo cubano não funciona mais nem para nós – teria respondido Fidel.
Sobre o assunto, Fidel corrige o jornalista.
– Claramente, esta questão trazia a teoria implícita de que Cuba estava exportando a revolução. E respondi: ‘O modelo cubano já não funciona nem para nós’. Me divirto agora ao ver como ele interpretou (a declaração) ao pé letra. Ele consultou, por isso, Julia Sweig, analista do Council on Foreign Relations (CFR, na sigla em inglês) que o acompanhava, e desenvolveu a partir daí a teoria apresentada. Mas a realidade é que a minha resposta significava exatamente o oposto do que os dois jornalistas norte-americanos interpretaram como modelo cubano. Minha idéia, como todos sabem, é que o sistema capitalista não funciona, tanto para os Estados Unidos ou do mundo. Trata-se de um modelo que segue de crise em crise, cada vez mais sérias, abrangentes e repetidas, que não pode escapar. Como tal sistema poderia servir para um país socialista como Cuba? – questiona Fidel.
Fidel também tratou de deixar claro o que pensa sobre a luta que se desenvolve no mundo, há décadas, entre árabes e judeus.
– Muitos amigos árabes, ao ouvir que eu me encontrei com Goldberg, preocuparam-se e me enviaram uma mensagem indicando-o como ‘o maior apoiador do sionismo’. De tudo isto, podemos deduzir a grande confusão que existe no mundo. Espero, portanto, que o que eu digo, que o meu pensamento seja útil. As ideias expressas por mim estão contidas (no livro) 333 Reflexões, e destas, as 26 últimos são designadas exclusivamente para os problemas ambientais e ao perigo iminente de um conflito nuclear. Permitam-me adicionar em um breve resumo. Eu sempre condenei o Holocausto.Eu nunca fui um inimigo do povo judeu, que admiro pela sua capacidade de suportar 2 mil anos de dispersão e perseguição. Muitos dos mais brilhantes talentos, Karl Marx e Albert Einstein, eram judeus, pois é uma nação na qual sobrevive o mais inteligente, uma lei natural. Em nosso país, e no mundo, foram perseguidos e difamados.
O líder cubano, no entanto, acrescenta que este “é apenas um fragmento de idéias que eu defendo”.
– Eles (os judeus) não foram os únicos perseguidos e caluniados por suas crenças. Os muçulmanos, por bem mais de 12 séculos, foram atacados e perseguidos pelos cristãos europeus, por causa de suas crenças, assim como os primeiros cristãos na antiga Roma, antes de se tornar a religião oficial do império. A história deve ser aceita e lembrada como ela é, com suas realidades trágicas e guerras ferozes. Falei, portanto, justamente sobre os perigos que a humanidade corre hoje, quando estes se tornaram o maior risco de suicídio para a nossa frágil espécie. Se os EUA se envolverem em uma guerra contra o Irã, embora com de natureza convencional, seria melhor desligar a luz começar a correr. Como poderiam resistir a uma guerra com 1,5 milhão de muçulmanos? – pondera o revolucionário.
Ainda sobre o jornalista Goldberg, Fidel o considera “um grande jornalista, capaz de expor de forma amena e com maestria os pontos de vista mais polêmicos”.
– Ele não inventou nenhuma frase, as transfere e as interpreta – concluiu Fidel.
--
Fidel discursou na Universidade de Havana
Diante da repercussão que ganhou, mundialmente, uma matéria publicada esta semana na revista conservadora norte-americana Atlantic Monthly, pelo jornalista Jeffrey Goldberg, o líder cubano Fidel Castro fez, nesta sexta-feira, um breve comentário no qual frustra os seguidores do capitalismo. Durante uma entrevista, Goldberg perguntou a Fidel se ainda vale apenas tentar exportar o modelo comunista cubano para outros países.
– O modelo cubano não funciona mais nem para nós – teria respondido Fidel.
Sobre o assunto, Fidel corrige o jornalista.
– Claramente, esta questão trazia a teoria implícita de que Cuba estava exportando a revolução. E respondi: ‘O modelo cubano já não funciona nem para nós’. Me divirto agora ao ver como ele interpretou (a declaração) ao pé letra. Ele consultou, por isso, Julia Sweig, analista do Council on Foreign Relations (CFR, na sigla em inglês) que o acompanhava, e desenvolveu a partir daí a teoria apresentada. Mas a realidade é que a minha resposta significava exatamente o oposto do que os dois jornalistas norte-americanos interpretaram como modelo cubano. Minha idéia, como todos sabem, é que o sistema capitalista não funciona, tanto para os Estados Unidos ou do mundo. Trata-se de um modelo que segue de crise em crise, cada vez mais sérias, abrangentes e repetidas, que não pode escapar. Como tal sistema poderia servir para um país socialista como Cuba? – questiona Fidel.
Fidel também tratou de deixar claro o que pensa sobre a luta que se desenvolve no mundo, há décadas, entre árabes e judeus.
– Muitos amigos árabes, ao ouvir que eu me encontrei com Goldberg, preocuparam-se e me enviaram uma mensagem indicando-o como ‘o maior apoiador do sionismo’. De tudo isto, podemos deduzir a grande confusão que existe no mundo. Espero, portanto, que o que eu digo, que o meu pensamento seja útil. As ideias expressas por mim estão contidas (no livro) 333 Reflexões, e destas, as 26 últimos são designadas exclusivamente para os problemas ambientais e ao perigo iminente de um conflito nuclear. Permitam-me adicionar em um breve resumo. Eu sempre condenei o Holocausto.Eu nunca fui um inimigo do povo judeu, que admiro pela sua capacidade de suportar 2 mil anos de dispersão e perseguição. Muitos dos mais brilhantes talentos, Karl Marx e Albert Einstein, eram judeus, pois é uma nação na qual sobrevive o mais inteligente, uma lei natural. Em nosso país, e no mundo, foram perseguidos e difamados.
O líder cubano, no entanto, acrescenta que este “é apenas um fragmento de idéias que eu defendo”.
– Eles (os judeus) não foram os únicos perseguidos e caluniados por suas crenças. Os muçulmanos, por bem mais de 12 séculos, foram atacados e perseguidos pelos cristãos europeus, por causa de suas crenças, assim como os primeiros cristãos na antiga Roma, antes de se tornar a religião oficial do império. A história deve ser aceita e lembrada como ela é, com suas realidades trágicas e guerras ferozes. Falei, portanto, justamente sobre os perigos que a humanidade corre hoje, quando estes se tornaram o maior risco de suicídio para a nossa frágil espécie. Se os EUA se envolverem em uma guerra contra o Irã, embora com de natureza convencional, seria melhor desligar a luz começar a correr. Como poderiam resistir a uma guerra com 1,5 milhão de muçulmanos? – pondera o revolucionário.
Ainda sobre o jornalista Goldberg, Fidel o considera “um grande jornalista, capaz de expor de forma amena e com maestria os pontos de vista mais polêmicos”.
– Ele não inventou nenhuma frase, as transfere e as interpreta – concluiu Fidel.
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
UMA ENTREVISTA DE FIDEL CASTRO
NOTA DO COMITÊ MUNICIPAL DO PCB DE SÃO GONÇALO
Uma entrevista de Fidel Castro ao jornalista Jeffrey Goldberg da revista norte-americana “The Atlantic” obteve imediata e ampla difusão nos EUA e na União Europeia. As declarações do dirigente cubano, deformadas e manipuladas por órgãos de comunicação como «El Pais» e pelas agências noticiosas internacionais, foram recebidas com surpresa e preocupação por partidos e organizações progressistas solidários com a Revolução Cubana.
Nessa entrevista - somente a primeira parte foi publicada no blog de Goldberg – Fidel emite uma opinião que se prestou a interpretações capciosas ao afirmar que «o modelo já não funciona sequer para nós» quando lhe perguntaram se a experiência cubana era aplicável noutros países.
Fidel, obviamente, não pôs em causa a opção revolucionária e socialista de Cuba, mas ao relacionar o mau desempenho da economia, em consequência do bloqueio, com uma intervenção excessiva do Estado na condução do processo, abriu a porta a uma onda de especulações venenosas nos anti-comunistas. O mesmo acorreu por ter assumido uma posição crítica perante o discurso do presidente do Irã sobre o Estado sionista de Israel ao sugerir que «deixe de difamar os judeus».
Como era de esperar essas declarações foram recebidas com agrado de Washington a Berlim e Tóquio, e apareceram com destaque nas primeiras paginas de jornais que sempre demonizaram o líder cubano.
Poucos homens no século XX contribuíram tanto como Fidel Castro, pela palavra e pela acção, para o avanço das lutas revolucionárias no chamado Terceiro Mundo. A resistência da Revolução Cubana ao cerco e agressão imperialista demonstraram que um pequeno povo, hostilizado pela mais poderosa potência mundial, podia construir o seu próprio futuro seguindo o caminho do socialismo. Simultaneamente a solidariedade de Cuba com a luta do povo angolano agredido pela África do Sul racista deixou memória como epopeia que apressou o fim do apartheid. Não há precedente também para o nível da cooperação assumida por dezenas de milhares de cubanos (médicos, enfermeiros, agrónomos, professores, engenheiros, etc.) em países da América Latina, da África e da Ásia.
A participação pessoal de Fidel nessa gesta internacionalista é reconhecida pelos seus próprios inimigos.
Foi uma grave doença que levou Fidel Castro a renunciar à Presidência do Conselho de Estado, transferida para seu irmão, o general Raul Castro. Afastado do Governo, continuou, porem, a ser o primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba. Precisamente por isso, as «Reflexões» que passou a escrever quando o seu estado de saúde melhorou foram sempre amplamente divulgadas em dezenas de países e com frequência alvo de interpretações perversas.
Nas últimas semanas, sublinhando estar plenamente recuperado, apareceu em público, escreveu muitos artigos e concedeu entrevistas sobre temas de actualidade.
Expôs-se excessivamente e a ambiguidade de algumas das polémicas posições que assumiu não está a favorecer a imagem da Revolução Cubana.
Fidel Castro ganhou um lugar definitivo na Historia como herói da humanidade. Mas está, como qualquer ser humano, condicionado pela lei da vida. Mais de uma vez lembrou que as grandes revoluções somente se cumprem quando a transição das gerações se processa harmoniosamente.
Os milhões de amigos da Revolução Cubana, mundo afora, com ela solidários, esperam que a nova geração possa na Ilha dar continuidade à saga dos revolucionários de Moncada e do «Granma», liderada por Fidel.
Está anunciado para data próxima, a fixar, o VI Congresso – o V realizou-se há 13 anos - do Partido Comunista de Cuba. A ele cabe abrir as alamedas do futuro para defesa e continuidade da Revolução. A homenagem que prestará ao continuador de Martí e Bolívar dará força de evidência à certeza de que nos partidos comunistas é o grande colectivo dos militantes que, transcendendo a grandeza dos dirigentes, seres mortais, assegura a permanência do projecto revolucionário e dos seus princípios e valores.
OS EDITORES DE ODIÁRIO.INFO
Jeffrey Goldberg, um fiel propagandista do sionismo, é um dos jornalistas que contribuiu para o embuste das “armas de destruição maciça” no Iraque.
Uma entrevista de Fidel Castro ao jornalista Jeffrey Goldberg da revista norte-americana “The Atlantic” obteve imediata e ampla difusão nos EUA e na União Europeia. As declarações do dirigente cubano, deformadas e manipuladas por órgãos de comunicação como «El Pais» e pelas agências noticiosas internacionais, foram recebidas com surpresa e preocupação por partidos e organizações progressistas solidários com a Revolução Cubana.
Nessa entrevista - somente a primeira parte foi publicada no blog de Goldberg – Fidel emite uma opinião que se prestou a interpretações capciosas ao afirmar que «o modelo já não funciona sequer para nós» quando lhe perguntaram se a experiência cubana era aplicável noutros países.
Fidel, obviamente, não pôs em causa a opção revolucionária e socialista de Cuba, mas ao relacionar o mau desempenho da economia, em consequência do bloqueio, com uma intervenção excessiva do Estado na condução do processo, abriu a porta a uma onda de especulações venenosas nos anti-comunistas. O mesmo acorreu por ter assumido uma posição crítica perante o discurso do presidente do Irã sobre o Estado sionista de Israel ao sugerir que «deixe de difamar os judeus».
Como era de esperar essas declarações foram recebidas com agrado de Washington a Berlim e Tóquio, e apareceram com destaque nas primeiras paginas de jornais que sempre demonizaram o líder cubano.
Poucos homens no século XX contribuíram tanto como Fidel Castro, pela palavra e pela acção, para o avanço das lutas revolucionárias no chamado Terceiro Mundo. A resistência da Revolução Cubana ao cerco e agressão imperialista demonstraram que um pequeno povo, hostilizado pela mais poderosa potência mundial, podia construir o seu próprio futuro seguindo o caminho do socialismo. Simultaneamente a solidariedade de Cuba com a luta do povo angolano agredido pela África do Sul racista deixou memória como epopeia que apressou o fim do apartheid. Não há precedente também para o nível da cooperação assumida por dezenas de milhares de cubanos (médicos, enfermeiros, agrónomos, professores, engenheiros, etc.) em países da América Latina, da África e da Ásia.
A participação pessoal de Fidel nessa gesta internacionalista é reconhecida pelos seus próprios inimigos.
Foi uma grave doença que levou Fidel Castro a renunciar à Presidência do Conselho de Estado, transferida para seu irmão, o general Raul Castro. Afastado do Governo, continuou, porem, a ser o primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba. Precisamente por isso, as «Reflexões» que passou a escrever quando o seu estado de saúde melhorou foram sempre amplamente divulgadas em dezenas de países e com frequência alvo de interpretações perversas.
Nas últimas semanas, sublinhando estar plenamente recuperado, apareceu em público, escreveu muitos artigos e concedeu entrevistas sobre temas de actualidade.
Expôs-se excessivamente e a ambiguidade de algumas das polémicas posições que assumiu não está a favorecer a imagem da Revolução Cubana.
Fidel Castro ganhou um lugar definitivo na Historia como herói da humanidade. Mas está, como qualquer ser humano, condicionado pela lei da vida. Mais de uma vez lembrou que as grandes revoluções somente se cumprem quando a transição das gerações se processa harmoniosamente.
Os milhões de amigos da Revolução Cubana, mundo afora, com ela solidários, esperam que a nova geração possa na Ilha dar continuidade à saga dos revolucionários de Moncada e do «Granma», liderada por Fidel.
Está anunciado para data próxima, a fixar, o VI Congresso – o V realizou-se há 13 anos - do Partido Comunista de Cuba. A ele cabe abrir as alamedas do futuro para defesa e continuidade da Revolução. A homenagem que prestará ao continuador de Martí e Bolívar dará força de evidência à certeza de que nos partidos comunistas é o grande colectivo dos militantes que, transcendendo a grandeza dos dirigentes, seres mortais, assegura a permanência do projecto revolucionário e dos seus princípios e valores.
OS EDITORES DE ODIÁRIO.INFO
Jeffrey Goldberg, um fiel propagandista do sionismo, é um dos jornalistas que contribuiu para o embuste das “armas de destruição maciça” no Iraque.
TODO APOIO A OCUPAÇÃO DO MST EM MACAÉ-RJ
Hoje, sexta feira (10/09), os companheiros do MST que estão acampados na fazenda Bom Jardim na localidade de Córrego do Ouro - Macaé estão convidando para um ato de apoio e solidariedade a luta pela Reforma Agrária e pelo DIREITO DE IR E VIR de mais de 150 pessoas que estão impedidos de entrar e sair da ocupação.
HOJE: 10h e 30min em frente a Fazendo Oratório - Estrada Macaé-Glicério, pouco após Córrego do Ouro
PONTO DE ENCONTRO EM MACAÉ: 9 HORAS EM FRENTE HABBIBS EM MACAÉ
Leia as informações do MST:
Trezentas (300) famílias de trabalhadores rurais sem-terra ocuparam hoje na madrugada (da comemoração da independência do Brasil: 7 de setembro de 2010, dia do Grito dos Excluídos e durante o período do Plebiscito Nacional pelo Limite da Terra) a Fazenda Bom Jardim de 165 hectares situada no distrito Córrego do Ouro em Macaé –RJ.
Este latifúndio foi vistoriado pelo INCRA em 2006 e considerado um latifúndio improdutivo que não cumpria a função social e ambiental. A área de reserva legal não estava gravada no IBAMA e as áreas de proteção permanente também não foram protegidas. No dia 2 de setembro de 2010 foi publicado no Diário Oficial da União o decreto de desapropriação desta área. Esse passo para a desapropriação deve ser concluído, porém os trabalhadores não podem esperar pela morosidade do Governo Federal.
O MST organizou a ocupação da Fazenda Bom Jardim para cobrar do Governo Federal a conclusão da desapropriação. O objetivo do MST é construir um assentamento produtivo em harmonia com o meio-ambiente.
De forma mais urgente solicitamos o apoio às entidades sindicais e populares e aos parlamentares solidários ao processo de Reforma Agrária o DIREITO DE IR E VIR, pois algumas estradas estão privatizadas por fazendas particulares ao entorno da ocupação, o que isola a ocupação e por isso é necessário liberar as estradas de acesso à região para que os trabalhadores possam entrar e sair da ocupação, saindo do atual isolamento.
Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra-RJ
HOJE: 10h e 30min em frente a Fazendo Oratório - Estrada Macaé-Glicério, pouco após Córrego do Ouro
PONTO DE ENCONTRO EM MACAÉ: 9 HORAS EM FRENTE HABBIBS EM MACAÉ
Leia as informações do MST:
Trezentas (300) famílias de trabalhadores rurais sem-terra ocuparam hoje na madrugada (da comemoração da independência do Brasil: 7 de setembro de 2010, dia do Grito dos Excluídos e durante o período do Plebiscito Nacional pelo Limite da Terra) a Fazenda Bom Jardim de 165 hectares situada no distrito Córrego do Ouro em Macaé –RJ.
Este latifúndio foi vistoriado pelo INCRA em 2006 e considerado um latifúndio improdutivo que não cumpria a função social e ambiental. A área de reserva legal não estava gravada no IBAMA e as áreas de proteção permanente também não foram protegidas. No dia 2 de setembro de 2010 foi publicado no Diário Oficial da União o decreto de desapropriação desta área. Esse passo para a desapropriação deve ser concluído, porém os trabalhadores não podem esperar pela morosidade do Governo Federal.
O MST organizou a ocupação da Fazenda Bom Jardim para cobrar do Governo Federal a conclusão da desapropriação. O objetivo do MST é construir um assentamento produtivo em harmonia com o meio-ambiente.
De forma mais urgente solicitamos o apoio às entidades sindicais e populares e aos parlamentares solidários ao processo de Reforma Agrária o DIREITO DE IR E VIR, pois algumas estradas estão privatizadas por fazendas particulares ao entorno da ocupação, o que isola a ocupação e por isso é necessário liberar as estradas de acesso à região para que os trabalhadores possam entrar e sair da ocupação, saindo do atual isolamento.
Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra-RJ
O VOTO DO STÉDILE
Escrito por Antonio Julio de Menezes
Pesquiso o movimento de trabalhadores do campo no Brasil há mais de 25 anos. Mais especificamente, pesquiso o MST há mais de 15 anos. Tenho livros, artigos científicos e artigos na imprensa. Porém, mais do que um pesquisador pretensamente “neutro”, sou um militante. Defendo o socialismo, a reforma agrária, a educação do campo e as lutas dos trabalhadores do campo e da cidade.
Admiro os lutadores desconhecidos e os conhecidos que a história registra ao longo do tempo. Desconhecidos como aqueles que, hoje, ocupam terras pelo direito ao seu trabalho, à sua cultura e à sua dignidade. E conhecidos como João Pedro Stedile e Plínio de Arruda Sampaio, dentre muitos outros, que passam suas vidas na luta por uma vida mais digna para o povo brasileiro e para o povo do campo. Abrem mão de cargos nos governos, privilégios e outras coisas mais para ficar ao lado das lutas populares.
Assim, é neste clima fraternal e companheiro que quero discordar da posição eleitoral do João Pedro Stedile, manifestada em diversos debates e edição do Brasil de Fato de 17/08/2010. Depois de criticar Serra, posição consensual na esquerda, ele diz: “E temos três candidaturas de partidos de esquerda, com companheiros de biografia respeitada de compromisso com o povo, mas que não conseguiram aglutinar forças sociais ao seu redor, e por isso o peso eleitoral será pequeno. Nesse cenário, nós achamos que a vitória da Dilma permitirá um cenário e correlação de forças mais favoráveis a avançarmos em conquistas sociais, inclusive em mudanças na política agrícola e agrária”.
Pergunto: como as três candidaturas de esquerda aglutinariam força e cresceriam se uma das principais lideranças, de um dos principais movimentos sociais do Brasil, já declara, sem nenhum empenho por estas candidaturas, que elas não decolam e vai direto pedir voto na Dilma? Não deveríamos nos empenhar para que estas candidaturas aglutinassem forças e tivessem maior peso eleitoral em vez de sairmos dizendo, sem discussão ou empenho por estas candidaturas, que elas não decolam? Mesmo que não ganhássemos, se os candidatos de esquerda conseguissem um peso eleitoral maior, não teríamos mais forças para o enfrentamento com o capital e o agronegócio?
Em segundo lugar, o seguinte: qual é este cenário favorável em que a vitória de Dilma permitirá uma correlação de forças favorável para a mudança na política agrícola e agrária? Se nos oito anos de governo Lula esta mudança não aconteceu, qual o “milagre” que faria com que a vitória de Dilma propiciasse tais mudanças? Aliás, na entrevista, Stedile diz que “nós achamos”. Nós, no caso, seria o MST? Creio que não foi esta a decisão do Movimento Sem Terra.
Por fim, analiso que o voto em Plínio, no Ivan Pinheiro ou no Zé Maria, comprometidos com as lutas dos trabalhadores, seria uma forma de aglutinar votos para a fragmentada esquerda brasileira. Não venceremos, mas podemos ter uma inserção maior nas lutas se demonstrarmos alguma força e unidade. Mas, para tanto, precisamos apoiar candidatos de esquerda, e não ficar defendendo voto útil que, na maior parte das vezes, se torna inútil. Aliás, útil para quem?
E aí, Stedile, o MST joga um papel fundamental para ajudar a reaglutinar as forças capazes de combater o capital e o agronegócio, pois possui o reconhecimento da esquerda brasileira.
Antonio Julio de Menezes Neto, cientista social, doutor em educação e professor na UFMG.
Blog: http://antoniojuliomenezes.zip.net/
Pesquiso o movimento de trabalhadores do campo no Brasil há mais de 25 anos. Mais especificamente, pesquiso o MST há mais de 15 anos. Tenho livros, artigos científicos e artigos na imprensa. Porém, mais do que um pesquisador pretensamente “neutro”, sou um militante. Defendo o socialismo, a reforma agrária, a educação do campo e as lutas dos trabalhadores do campo e da cidade.
Admiro os lutadores desconhecidos e os conhecidos que a história registra ao longo do tempo. Desconhecidos como aqueles que, hoje, ocupam terras pelo direito ao seu trabalho, à sua cultura e à sua dignidade. E conhecidos como João Pedro Stedile e Plínio de Arruda Sampaio, dentre muitos outros, que passam suas vidas na luta por uma vida mais digna para o povo brasileiro e para o povo do campo. Abrem mão de cargos nos governos, privilégios e outras coisas mais para ficar ao lado das lutas populares.
Assim, é neste clima fraternal e companheiro que quero discordar da posição eleitoral do João Pedro Stedile, manifestada em diversos debates e edição do Brasil de Fato de 17/08/2010. Depois de criticar Serra, posição consensual na esquerda, ele diz: “E temos três candidaturas de partidos de esquerda, com companheiros de biografia respeitada de compromisso com o povo, mas que não conseguiram aglutinar forças sociais ao seu redor, e por isso o peso eleitoral será pequeno. Nesse cenário, nós achamos que a vitória da Dilma permitirá um cenário e correlação de forças mais favoráveis a avançarmos em conquistas sociais, inclusive em mudanças na política agrícola e agrária”.
Pergunto: como as três candidaturas de esquerda aglutinariam força e cresceriam se uma das principais lideranças, de um dos principais movimentos sociais do Brasil, já declara, sem nenhum empenho por estas candidaturas, que elas não decolam e vai direto pedir voto na Dilma? Não deveríamos nos empenhar para que estas candidaturas aglutinassem forças e tivessem maior peso eleitoral em vez de sairmos dizendo, sem discussão ou empenho por estas candidaturas, que elas não decolam? Mesmo que não ganhássemos, se os candidatos de esquerda conseguissem um peso eleitoral maior, não teríamos mais forças para o enfrentamento com o capital e o agronegócio?
Em segundo lugar, o seguinte: qual é este cenário favorável em que a vitória de Dilma permitirá uma correlação de forças favorável para a mudança na política agrícola e agrária? Se nos oito anos de governo Lula esta mudança não aconteceu, qual o “milagre” que faria com que a vitória de Dilma propiciasse tais mudanças? Aliás, na entrevista, Stedile diz que “nós achamos”. Nós, no caso, seria o MST? Creio que não foi esta a decisão do Movimento Sem Terra.
Por fim, analiso que o voto em Plínio, no Ivan Pinheiro ou no Zé Maria, comprometidos com as lutas dos trabalhadores, seria uma forma de aglutinar votos para a fragmentada esquerda brasileira. Não venceremos, mas podemos ter uma inserção maior nas lutas se demonstrarmos alguma força e unidade. Mas, para tanto, precisamos apoiar candidatos de esquerda, e não ficar defendendo voto útil que, na maior parte das vezes, se torna inútil. Aliás, útil para quem?
E aí, Stedile, o MST joga um papel fundamental para ajudar a reaglutinar as forças capazes de combater o capital e o agronegócio, pois possui o reconhecimento da esquerda brasileira.
Antonio Julio de Menezes Neto, cientista social, doutor em educação e professor na UFMG.
Blog: http://antoniojuliomenezes.zip.net/
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
INDÍCIOS DA VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA
No mesmo dia em que comemorava-se o dia da Independência do Brasil corria as urnas do Plebiscito pelo limite da terra e ainda neste dia 7 de setembro, o Norte Fluminense ficou sem mais um latifúndio já que, após decreto do governo federal, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra [MST] ocupou a fazenda Bom Jardim, em Macaé.
Na madrugada de terça-feira 300 trabalhadores rurais chegaram ao local e levantaram acampamento. O latifúndio em questão tem cerca de 1,6 mil hectares de terras totalmente improdutivas - daí o motivo para que o Incra determinasse a desapropriação da fazenda, que pertence a Barbosa Lemos.
O momento agora é da resistência. Os fazendeiros vizinhos fecharam as porteiras de estradas a fim de impedir veículos de integrantes do MST de chegarem ao local.
As pessoas vão até lá a pé e pau-mandados e PMs aparecem para vistoriar a área e intimidar os participantes da ocupação.
Precisamos divulgar esta ocupação e neste momento é importante o apoio e a mobilização dos sindicatos, movimentos sociais e parlamentares que defendem a reforma agrária.
É vergonhoso que Campos e Macaé, de acordo com o próprio MST a partir de dados do Incra, sejam respectivamente a primeira e a segunda cidade em latifúndio do Estado, com o agravante para Campos que lidera ranking nacional de trabalho escravo.
Aos camaradas do MST todo nosso apoio.
REFORMA AGRÁRIA JÁ!!!
Na madrugada de terça-feira 300 trabalhadores rurais chegaram ao local e levantaram acampamento. O latifúndio em questão tem cerca de 1,6 mil hectares de terras totalmente improdutivas - daí o motivo para que o Incra determinasse a desapropriação da fazenda, que pertence a Barbosa Lemos.
O momento agora é da resistência. Os fazendeiros vizinhos fecharam as porteiras de estradas a fim de impedir veículos de integrantes do MST de chegarem ao local.
As pessoas vão até lá a pé e pau-mandados e PMs aparecem para vistoriar a área e intimidar os participantes da ocupação.
Precisamos divulgar esta ocupação e neste momento é importante o apoio e a mobilização dos sindicatos, movimentos sociais e parlamentares que defendem a reforma agrária.
É vergonhoso que Campos e Macaé, de acordo com o próprio MST a partir de dados do Incra, sejam respectivamente a primeira e a segunda cidade em latifúndio do Estado, com o agravante para Campos que lidera ranking nacional de trabalho escravo.
Aos camaradas do MST todo nosso apoio.
REFORMA AGRÁRIA JÁ!!!
PORQUE OS PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DA REDE MUNICIPAL DE CAMPOS NÃO SEGUEM O EXEMPLO DESTE MUNICÍPIO DO CEARÁ???
postagem do blog do Valdecy Alves
PELO DIREITO AO PISO E CARREIRA DIGNA - PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE QUIXERAMOBIM PARAM POR UM DIA E MANIFESTAM-SE!
Em 09/09/2010, quinta-feira, os professores do Município de Quixeramobim, terra de Antonio Conselheiro, que deve estar muito decepcionado com a forma que o Município trata seus mestres, fizeram um dia de paralisação de advertência. À frente do movimento o Sindicato(...).
Parte dos professores saíram, em manifestação, pelas ruas de Quixeramobim, na frente da Secretaria de Educação do Município e na frente da Prefeitura Municipal, onde foram recebidos pela chefe de gabinete, que após telefonar para o prefeito, acertou o próximo dia 15/09/2010, para primeira rodada de negociação. Rádios locais, vários jornalistas e a TV Diário cobriram o fato histórico, que chamou a atenção de toda a população para o salário de fome e a desvalorização dos professores. A sociedade foi solidária aos educadores dos seus filhos.
(...) Eis os principais pontos das reivindicações dos professores, contidos na pauta entregue ao Município:
(...)
II- Prestação de contas aplicação das verbas do FUNDEB a cada dois meses;
(...)
Importante destacar que Quixeramobim, segundo o Anuário do Ceará 2010/2011, página 182, está entre os 23 municípios mais ricos do Ceará e paga um dos piores pisos do Ceará e do Brasil aos seus professores (...) não há prestação de contas do FUNDEB e quantidade de contratados é quase igual ao de concursados.
COMENTÁRIOS DA BLOGUEIRA:
Recentemente no estado do Rio de Janeiro tivemos o exemplo dos profissionais de educação de Petrópolis que fizeram uma grande mobilização e paralisaram suas atividades até que o prefeito atendesse as reivindicações da categoria.
Agora está aí o exemplo do município do Ceará.
O que falta aos professores e funcionários concursados do município de Campos para fazerem o mesmo?
As maiores e melhores conquistas por direitos só foram possíveis através da mobilização e luta dos trabalhadores.
Devemos ir a luta sempre!
PELO DIREITO AO PISO E CARREIRA DIGNA - PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE QUIXERAMOBIM PARAM POR UM DIA E MANIFESTAM-SE!
Em 09/09/2010, quinta-feira, os professores do Município de Quixeramobim, terra de Antonio Conselheiro, que deve estar muito decepcionado com a forma que o Município trata seus mestres, fizeram um dia de paralisação de advertência. À frente do movimento o Sindicato(...).
Parte dos professores saíram, em manifestação, pelas ruas de Quixeramobim, na frente da Secretaria de Educação do Município e na frente da Prefeitura Municipal, onde foram recebidos pela chefe de gabinete, que após telefonar para o prefeito, acertou o próximo dia 15/09/2010, para primeira rodada de negociação. Rádios locais, vários jornalistas e a TV Diário cobriram o fato histórico, que chamou a atenção de toda a população para o salário de fome e a desvalorização dos professores. A sociedade foi solidária aos educadores dos seus filhos.
(...) Eis os principais pontos das reivindicações dos professores, contidos na pauta entregue ao Município:
(...)
II- Prestação de contas aplicação das verbas do FUNDEB a cada dois meses;
(...)
Importante destacar que Quixeramobim, segundo o Anuário do Ceará 2010/2011, página 182, está entre os 23 municípios mais ricos do Ceará e paga um dos piores pisos do Ceará e do Brasil aos seus professores (...) não há prestação de contas do FUNDEB e quantidade de contratados é quase igual ao de concursados.
COMENTÁRIOS DA BLOGUEIRA:
Recentemente no estado do Rio de Janeiro tivemos o exemplo dos profissionais de educação de Petrópolis que fizeram uma grande mobilização e paralisaram suas atividades até que o prefeito atendesse as reivindicações da categoria.
Agora está aí o exemplo do município do Ceará.
O que falta aos professores e funcionários concursados do município de Campos para fazerem o mesmo?
As maiores e melhores conquistas por direitos só foram possíveis através da mobilização e luta dos trabalhadores.
Devemos ir a luta sempre!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
ASSEMBLEIA DA REDE MUNICIPAL
O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) convida a todos para a assembléia a realizar-se no dia 16 de setembro de 2010, às 17h na sua sede, situada no Edifício Ninho das Águias, sala 514, Centro com a seguinte pauta:
• Concurso de 2008 da educação de Campos;
• FUNDEB;
• Eleição direta para diretores de escola;
• Plano de cargo e salários (PCCS).
SUA PRESENÇA É INDISPENSÁVEL
• Concurso de 2008 da educação de Campos;
• FUNDEB;
• Eleição direta para diretores de escola;
• Plano de cargo e salários (PCCS).
SUA PRESENÇA É INDISPENSÁVEL
MAIS UM ATAQUE À MEMÓRIA DE CAMPOS
Vivemos num município onde não há sequer um Museu, para resgatar e guardar a memória de seu povo.
Até bem pouco tempo podíamos contar com o rico acervo do Jornal Monitor Campista que, aos 175 anos presentes no cotidiano do povo campista, guardando e contando sua História foi fechado pelo presidente dos Diários Associados. O acervo que serviu como fonte de pesquisa para tantos estudiosos foi sei lá para onde.
Hoje, fui surpreendida por mais um ataque a um valor de nosso município com a extinção da Rádio Cultura, que há 75 anos tem sua programação voltada para o povo campista, entrando diariamente em suas casas, e que sofrerá mudanças, inclusive de nome, já que pertence ao grupo da TV Record.
Considero este fato lamentável já que haverá prejuízo da programação local que, ficará restrita ao horário entre 7 e 12h. Este evento, tanto quanto ao do Monitor Campista é sinal evidente de que estes empresários detentores de concessão dos meios de comunicação em nosso município não tem nenhum compromisso com a população e a História local.
Enfim, vamos amargar mais uma perda para a nossa memória.
Até bem pouco tempo podíamos contar com o rico acervo do Jornal Monitor Campista que, aos 175 anos presentes no cotidiano do povo campista, guardando e contando sua História foi fechado pelo presidente dos Diários Associados. O acervo que serviu como fonte de pesquisa para tantos estudiosos foi sei lá para onde.
Hoje, fui surpreendida por mais um ataque a um valor de nosso município com a extinção da Rádio Cultura, que há 75 anos tem sua programação voltada para o povo campista, entrando diariamente em suas casas, e que sofrerá mudanças, inclusive de nome, já que pertence ao grupo da TV Record.
Considero este fato lamentável já que haverá prejuízo da programação local que, ficará restrita ao horário entre 7 e 12h. Este evento, tanto quanto ao do Monitor Campista é sinal evidente de que estes empresários detentores de concessão dos meios de comunicação em nosso município não tem nenhum compromisso com a população e a História local.
Enfim, vamos amargar mais uma perda para a nossa memória.
CAMPOS DOS GOYTACAZES E SUA (IN)DEPENDÊNCIA
Assisti ontem os desfiles cívicos em Campos. Como aluna e posteriormente professora participei de muitos, no tempo em que eles aconteciam na Av. Alberto Torres.
Era uma atividade prazerosa, como também foram assistir as regatas durante os festejos do padroeiro da cidade, muitas vezes debaixo de Sol escaldante e outros em dias chuvosos. Sempre apreciei as bandas marciais e as de fanfarra.
Ontem pude observar que alunos de algumas escolas seguravam faixas com slogans "..cidade, meu amor" outras com trechos do Hino de Campos fazendo referência as suas riquezas, antes, a cana-de-açúcar, hoje, o petróleo.
Tudo muito lindo, mas..
De que forma as escolas de Campos estão tratando os festejos ligados a independência?
Não dá para deixar de fazer este debate de maneira franca e fraterna.
Vivemos num município rico de recursos dos royalties entretanto, pobre na mentalidade política considerando as sucessivas cassações de prefeitos nos últimos anos. Num município onde a eleição da maioria dos candidatos se deve aos vultuosos recursos financeiros não poderia ser diferente.
O municipio que teve o pior indíce de desempenho no IDEB usando slogan "minha cidade, meu amor"?
São muitas as contradições existentes por aqui. Continuo esta reflexão em outro momento.
Não sei que (in) dependência podemos comemorar em nosso município.
Era uma atividade prazerosa, como também foram assistir as regatas durante os festejos do padroeiro da cidade, muitas vezes debaixo de Sol escaldante e outros em dias chuvosos. Sempre apreciei as bandas marciais e as de fanfarra.
Ontem pude observar que alunos de algumas escolas seguravam faixas com slogans "..cidade, meu amor" outras com trechos do Hino de Campos fazendo referência as suas riquezas, antes, a cana-de-açúcar, hoje, o petróleo.
Tudo muito lindo, mas..
De que forma as escolas de Campos estão tratando os festejos ligados a independência?
Não dá para deixar de fazer este debate de maneira franca e fraterna.
Vivemos num município rico de recursos dos royalties entretanto, pobre na mentalidade política considerando as sucessivas cassações de prefeitos nos últimos anos. Num município onde a eleição da maioria dos candidatos se deve aos vultuosos recursos financeiros não poderia ser diferente.
O municipio que teve o pior indíce de desempenho no IDEB usando slogan "minha cidade, meu amor"?
São muitas as contradições existentes por aqui. Continuo esta reflexão em outro momento.
Não sei que (in) dependência podemos comemorar em nosso município.
INDEPENDÊNCIA: O DESAFIO DA ATUALIDADE
Ontem, 07 de setembro, comemoração dos 188 anos da Independência do Brasil de Portugal.
Desfiles cívicos, discursos patrióticos, feriado e festa.
Entretanto, devemos resgatar a natureza da dependência existente ainda hoje, já que o investimento em políticas públicas são insuficientes para garantir a emancipação dos trabalhadores que a cada dia se deparam com mais e maiores restrições de seus direitos.
Os investimentos em educação e saúde são insuficientes para garantia da qualidade de vida dos brasileiros cada vez mais dependentes de programas assistencialistas.
Não basta ao Brasil comemorar os seus 188 anos de independência enquanto o neo-liberalismo vigente faz crescer o exército de mão-de-obra ociosa que, além do índice alto de desemprego, contribui para o avanço da precarização dos trabalhadores através das terceirizações em larga escala.
É o estado mínimo sendo aprofundado em detrimento do fortalecimento do Estado que deveria oferecer mais e melhores serviços.
Não é possível comemorar patrioticamente a independência em um país com tanta exclusão social e cultural.
Neste sentido, a Independência do Brasil continua a ser um desafio na atualidade.
Desfiles cívicos, discursos patrióticos, feriado e festa.
Entretanto, devemos resgatar a natureza da dependência existente ainda hoje, já que o investimento em políticas públicas são insuficientes para garantir a emancipação dos trabalhadores que a cada dia se deparam com mais e maiores restrições de seus direitos.
Os investimentos em educação e saúde são insuficientes para garantia da qualidade de vida dos brasileiros cada vez mais dependentes de programas assistencialistas.
Não basta ao Brasil comemorar os seus 188 anos de independência enquanto o neo-liberalismo vigente faz crescer o exército de mão-de-obra ociosa que, além do índice alto de desemprego, contribui para o avanço da precarização dos trabalhadores através das terceirizações em larga escala.
É o estado mínimo sendo aprofundado em detrimento do fortalecimento do Estado que deveria oferecer mais e melhores serviços.
Não é possível comemorar patrioticamente a independência em um país com tanta exclusão social e cultural.
Neste sentido, a Independência do Brasil continua a ser um desafio na atualidade.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
CANDIDATO PRESIDENCIAL LANÇA LIVRO
Ivan Pinheiro, candidato à Presidência da República do Brasil, lança o seu livro
Um olhar comunista, dia 8 de Setembro, às 18 horas.
O evento será realizado no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (Rua Araújo Porto Alegre, 71 - 7º andar - Centro do Rio de Janeiro). A entrada é livre.
Nas eleições presidenciais brasileiras de 3 de Outubro próximo os media corporativos só enfatizam os candidatos do sistema (Serra & Dilma), comprometidos com as classes dominantes. A candidatura do secretário-geral do PCB, uma dos mais combativas, defende a ruptura com a política neoliberal imposta ao povo brasileiro pelo atual governo do sr. Lula e o do seu antecessor F.H. Cardoso.
Um olhar comunista, dia 8 de Setembro, às 18 horas.
O evento será realizado no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (Rua Araújo Porto Alegre, 71 - 7º andar - Centro do Rio de Janeiro). A entrada é livre.
Nas eleições presidenciais brasileiras de 3 de Outubro próximo os media corporativos só enfatizam os candidatos do sistema (Serra & Dilma), comprometidos com as classes dominantes. A candidatura do secretário-geral do PCB, uma dos mais combativas, defende a ruptura com a política neoliberal imposta ao povo brasileiro pelo atual governo do sr. Lula e o do seu antecessor F.H. Cardoso.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
SEPE: PRORROGAÇÃO DO PRAZO DO CONCURSO DE 2008 EM PAUTA
FOLHA ON LINE
A prorrogação do prazo do concurso na área da Educação realizado em 2008 será discutida entre o Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) e o prefeito interino, Nelson Nahim nas próximas semanas. De acordo com o diretor de imprensa do sindicato, Amaro Sérgio, a reunião está marcada para daqui há 15 dias e outros assuntos serão debatidos, como o número de funcionários terceirizados na Educação, inclusão de categorias que ficaram de fora do plano de Cargos e Salários, entre outros problemas. A extensão do prazo do concurso da Educação de 2008 foi solicitado judicialmente em março, depois da prefeitura ter negado o pedido de prorrogação do sindicato.
— Entramos na justiça com o pedido de prorrogação do concurso, pois sabemos que há áreas com funcionários terceirizados e que tinham aprovados neste concurso que não foram convocados. Como houve mudanças na prefeitura, vamos busca um novo entendimento e abrir negociação, pois queremos resolver isso o quanto antes e de forma pacifica — explicou Amaro Sérgio.
A prorrogação do prazo do concurso na área da Educação realizado em 2008 será discutida entre o Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) e o prefeito interino, Nelson Nahim nas próximas semanas. De acordo com o diretor de imprensa do sindicato, Amaro Sérgio, a reunião está marcada para daqui há 15 dias e outros assuntos serão debatidos, como o número de funcionários terceirizados na Educação, inclusão de categorias que ficaram de fora do plano de Cargos e Salários, entre outros problemas. A extensão do prazo do concurso da Educação de 2008 foi solicitado judicialmente em março, depois da prefeitura ter negado o pedido de prorrogação do sindicato.
— Entramos na justiça com o pedido de prorrogação do concurso, pois sabemos que há áreas com funcionários terceirizados e que tinham aprovados neste concurso que não foram convocados. Como houve mudanças na prefeitura, vamos busca um novo entendimento e abrir negociação, pois queremos resolver isso o quanto antes e de forma pacifica — explicou Amaro Sérgio.
AO "ANÔNIMO DA PRORROGAÇÃO"
Gostaria que me enviasse um e-mail com os seus questionamentos ou outro contato para que eu possa esclarecer algumas coisas. Por hora posso lhe adiantar que continua equivocado(a) já que desde o início de 2010 várias denúncias foram encaminhadas ao MPE(6) e a ACP foi protocolada no dia 17 de maio, ou seja, 14 dias antes da data de expiração do concurso de 2008 da educação de Campos que foi em 31 de maio do corrente ano e está sendo devidamente acompanhada pelo corpo jurídico do sindicato da categoria.
sábado, 4 de setembro de 2010
"FUNDEB:PMCG SE MANTÉM CALADA E O MISTÉRIO CONTINUA"
Na condição de diretora licenciada do SEPE/CAMPOS e membro da categoria da educação, embora descompatibilizada momentaneamente de minhas funções em obediência a lei eleitoral, não devo omitir minha posição e afirmo que concordo com os questionamentos da Professora Vera Lúcia e com as considerações e questionamentos do blog DIGNIDADE, transcritos abaixo:
"Lendo o blog do advogado e blogueiro Cláudio Andrade, na postagem: Caso Fundeb: Educadora de Campos envia e-mail ao senador Cristovam Buarque, onde a professora Vera Lúcia cobra das autoridades locais uma explicação quanto aos recursos do fundeb, que é um recurso Federal para que no mínino 60% sejam repassados aos professores e os 40% restantes sejam aplicados na melhoria da qualidade da educação.
Entendam: No mínimo 60% dos valores desses repasses (fundeb) era para ser repassado nos vencimentos dos professores, isso não significa que não poderiam ser os 100%.
Só que em Campos dos Goytacazes, ninguém sabe por onde anda este dinheiro.
Nos contra-cheque dos professores, nenhuma especificação destes recursos e os administradores (PMCG) não conseguem explicar por onde andam os mesmos.
Em primeiro lugar, tenho que parabenizar a professora Vera Lúcia pela iniciativa de enviar o caso as autoridades fora do município para, quem sabe, algo possa ser revertido em prol à mesma e a categoria, pois se depender dos administradores locais os profissionais não irão ver a cor deste dinheiro. Por falar em categoria de educação que é uma das maiores do município, onde sua grande maioria prefere viver na inércia, a espera que os outros resolvam os desrespeito e descaso dos gestores locais. Uma categoria egoísta, representada por um sindicato (SEPE) rachado, inerte, onde dos 17 diretores 3 ou 4 se dispõem em lutar, sem objetivos pessoais.
O MP já deveria ter se pronunciado sobre este assunto (Fundeb) mas não surpreende o silêncio desta instituição, já que nada parece andar nesta cidade.
A secretária de educação Joilza Rangel já foi contestada sobre este assunto, onde a mesma, sem nenhuma novidade, não soube explicar por onde anda o fundeb.
Dizem que o Fundeb é repassado nos salários dos profissionais, mas não sabem explicar qual o valor pago dos cofres da municipalidade aos profissionais e quanto é recurso federal.
Suledil Bernardino com suas tabelinhas (fictícias) de prestações de contas, até o momento não conseguiu elaborar a prestação de contas do FUNDEB. Por que será?
Se elaborou, por que não esclarece à categoria de que forma foi distribuído o recurso?
Por exemplo, se o salário base de um professor é R$ 1024,00, quanto sai dos cofres municipais e quanto é oriundo do Fundeb?
O prefeito interino que prega dar a Cesar o que é de Cesar, já passou da hora de se pronunciar sobre este assunto Fundeb.
Não podemos esquecer a professora e vereadora Odisséia que, além de fazer parte deste governo Nahim/Garotinho, tem seu grupo dentro do SEPE onde seu marido faz parte, sem conseguir nenhum avanço em prol a categoria e muito menos alguma vitória.
A categoria de educação precisa mobilizar-se não só a respeito do FUNBEB, mas também sobre a aberração em alguns pontos do Plano de Cargos e Salários, eleições diretas para diretores de escolas, além da convocação de profissionais através de concurso público.
O caso FUNDEB precisa ter sua caixa preta aberta à categoria e população.
A pergunta que não quer calar:
Onde estão os recursos do FUNDEB?
Porque a PMCG adotou o silêncio ao invés da transparência?
Até quando a politicagem do executivo e legislativo desta cidade prejudicará servidores e a população, em prol de seus interesses?
Uma cidade rica, com Educação pobre e administradores na podridão.
Sem mais!"
"Lendo o blog do advogado e blogueiro Cláudio Andrade, na postagem: Caso Fundeb: Educadora de Campos envia e-mail ao senador Cristovam Buarque, onde a professora Vera Lúcia cobra das autoridades locais uma explicação quanto aos recursos do fundeb, que é um recurso Federal para que no mínino 60% sejam repassados aos professores e os 40% restantes sejam aplicados na melhoria da qualidade da educação.
Entendam: No mínimo 60% dos valores desses repasses (fundeb) era para ser repassado nos vencimentos dos professores, isso não significa que não poderiam ser os 100%.
Só que em Campos dos Goytacazes, ninguém sabe por onde anda este dinheiro.
Nos contra-cheque dos professores, nenhuma especificação destes recursos e os administradores (PMCG) não conseguem explicar por onde andam os mesmos.
Em primeiro lugar, tenho que parabenizar a professora Vera Lúcia pela iniciativa de enviar o caso as autoridades fora do município para, quem sabe, algo possa ser revertido em prol à mesma e a categoria, pois se depender dos administradores locais os profissionais não irão ver a cor deste dinheiro. Por falar em categoria de educação que é uma das maiores do município, onde sua grande maioria prefere viver na inércia, a espera que os outros resolvam os desrespeito e descaso dos gestores locais. Uma categoria egoísta, representada por um sindicato (SEPE) rachado, inerte, onde dos 17 diretores 3 ou 4 se dispõem em lutar, sem objetivos pessoais.
O MP já deveria ter se pronunciado sobre este assunto (Fundeb) mas não surpreende o silêncio desta instituição, já que nada parece andar nesta cidade.
A secretária de educação Joilza Rangel já foi contestada sobre este assunto, onde a mesma, sem nenhuma novidade, não soube explicar por onde anda o fundeb.
Dizem que o Fundeb é repassado nos salários dos profissionais, mas não sabem explicar qual o valor pago dos cofres da municipalidade aos profissionais e quanto é recurso federal.
Suledil Bernardino com suas tabelinhas (fictícias) de prestações de contas, até o momento não conseguiu elaborar a prestação de contas do FUNDEB. Por que será?
Se elaborou, por que não esclarece à categoria de que forma foi distribuído o recurso?
Por exemplo, se o salário base de um professor é R$ 1024,00, quanto sai dos cofres municipais e quanto é oriundo do Fundeb?
O prefeito interino que prega dar a Cesar o que é de Cesar, já passou da hora de se pronunciar sobre este assunto Fundeb.
Não podemos esquecer a professora e vereadora Odisséia que, além de fazer parte deste governo Nahim/Garotinho, tem seu grupo dentro do SEPE onde seu marido faz parte, sem conseguir nenhum avanço em prol a categoria e muito menos alguma vitória.
A categoria de educação precisa mobilizar-se não só a respeito do FUNBEB, mas também sobre a aberração em alguns pontos do Plano de Cargos e Salários, eleições diretas para diretores de escolas, além da convocação de profissionais através de concurso público.
O caso FUNDEB precisa ter sua caixa preta aberta à categoria e população.
A pergunta que não quer calar:
Onde estão os recursos do FUNDEB?
Porque a PMCG adotou o silêncio ao invés da transparência?
Até quando a politicagem do executivo e legislativo desta cidade prejudicará servidores e a população, em prol de seus interesses?
Uma cidade rica, com Educação pobre e administradores na podridão.
Sem mais!"
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
"UM OLHAR COMUNISTA"
"UMA OLHAR COMUNISTA" É O TÍTULO DO LIVRO DE IVAN PINHEIRO COM LANÇAMENTO MARCADO PARA O DIA 08 DE SETEMBRO ÀS 18 HORAS, NO 7º ANDAR DA ABI, SITUADO À RUA ARAÚJO PORTO ALEGRE 71, CENTRO DO RIO DE JANEIRO.
VALE A PENA CONFERIR!
VALE A PENA CONFERIR!
REVOLUCIONÁRIOS DO BRASIL:
REVOLUCIONÁRIOS DO BRASIL:
FOGO NO PAVIO!
FOGO NO PAVIO!
Toda favela tem um pouco de senzala!
Todo camburão lembra um navio negreiro!
Toda ocupação tem um quê de quilombo!
Quero ocupar os latifũndios mentais que a desinformação cultiva
Quero plantar conhecimento em toda mente improdutiva
Quero colher resultados em forma de arte e educação
Minha guerrilha é cultural!
- VIVA A REVOLUÇÃO!
(Por Serginho Poeta)
FOGO NO PAVIO!
FOGO NO PAVIO!
Toda favela tem um pouco de senzala!
Todo camburão lembra um navio negreiro!
Toda ocupação tem um quê de quilombo!
Quero ocupar os latifũndios mentais que a desinformação cultiva
Quero plantar conhecimento em toda mente improdutiva
Quero colher resultados em forma de arte e educação
Minha guerrilha é cultural!
- VIVA A REVOLUÇÃO!
(Por Serginho Poeta)
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
SOBRE O CONCURSO PÚBLICO DE 2008 DA EDUCAÇÃO
Um anônimo enviou dois comentários para esta blogueira a respeito do concurso público de 2008 da educação de Campos.
O ideal é que este anônimo assinasse o seu comentário para que sua identidade pudesse ser revelada. Esta blogueira assina o blog PALAVRAS ACESAS e não compreende o que leva uma pessoa a não assumir sua opinião e posicionamentos frente a quaisquer assuntos.
O anônimo questiona o fato de existir uma ação civil pública tramitando que pretende a prorrogação do concurso público de 2008 e a convocação dos concursados. Ele ou ela, não sei, atribui a mobilização de uma categoria para a defesa de seus direitos uma "ação demagógica" já que a CF prevê que a prorrogação de concurso público é de livre escolha do governo.
Ora senhores! Muitas foram as tentativas de negociação desta categoria com o governo municipal que mostrou-se radical e irredutível. O prazo de validade do concurso expirou sem que nenhum secretário do nefasto governo Rosinha, prefeita hoje cassada, tivesse a sensibilidade de ceder aos apelos da categoria, mesmo diante das provas evidentes e contundentes de vagas reais nas escolas municipais.
Muitas foram as denúncias ao MP e nada. Há por lá um ICP estagnado. Enquanto isso, por mobilização da categoria de concursados, antes do prazo de expiração da validade do referido concurso o sindicato que a representa ajuízou uma ACP.
O anônimo ao invés de apontar como demagógica o clamor da categoria por justiça, deveria envergonhar-se de sua posição de defesa de um governo cujo fracasso salta aos olhos. Um governo municipal responsável pelo fracasso escolar de um município que figura em último lugar na avaliação do IDEB.
Indo mais além, o descaso com a educação pública de qualidade e gratuita é um sintoma de um governo atrasado, que não prioriza a educação.Além disso, este governo truculento mantem diretoras indicadas por vereadores, servindo de cabos eleitorais durante as eleições.
Outra coisa é que este governo municipal descolado do compromisso com a educação pública fechou 20 escolas de zona rural este ano na tentativa de camuflar a carência de professores. A carência existe e é gritante. Uma escola próxima a área central do município apresenta déficit de 08 professores e as crianças tem passado o horário que seria de aula ociosas e soltas no pátio.
A carência de professores em todos os níveis pode ser comprovada. Porque o anônimo não se lembrou de que a CF prevê que lugar de criança é na escola ESTUDANDO?
Outro artifício da SMEC a fim de esconder a carência de professores foi fechando salas de informática, bibliotecas e salas de recursos.
Ora, me poupem destes comentários equivocados. Se você anônimo, encontra-se numa situação de dependência deste governo ou nutre profunda admiração pela prefeita cassada o problema é seu, entretanto, a mobilização da categoria de concursados da educação é legítima e estamos todos na expectativa da vitória de um processo que,inclusive, tem jurisprudência.
O ideal é que este anônimo assinasse o seu comentário para que sua identidade pudesse ser revelada. Esta blogueira assina o blog PALAVRAS ACESAS e não compreende o que leva uma pessoa a não assumir sua opinião e posicionamentos frente a quaisquer assuntos.
O anônimo questiona o fato de existir uma ação civil pública tramitando que pretende a prorrogação do concurso público de 2008 e a convocação dos concursados. Ele ou ela, não sei, atribui a mobilização de uma categoria para a defesa de seus direitos uma "ação demagógica" já que a CF prevê que a prorrogação de concurso público é de livre escolha do governo.
Ora senhores! Muitas foram as tentativas de negociação desta categoria com o governo municipal que mostrou-se radical e irredutível. O prazo de validade do concurso expirou sem que nenhum secretário do nefasto governo Rosinha, prefeita hoje cassada, tivesse a sensibilidade de ceder aos apelos da categoria, mesmo diante das provas evidentes e contundentes de vagas reais nas escolas municipais.
Muitas foram as denúncias ao MP e nada. Há por lá um ICP estagnado. Enquanto isso, por mobilização da categoria de concursados, antes do prazo de expiração da validade do referido concurso o sindicato que a representa ajuízou uma ACP.
O anônimo ao invés de apontar como demagógica o clamor da categoria por justiça, deveria envergonhar-se de sua posição de defesa de um governo cujo fracasso salta aos olhos. Um governo municipal responsável pelo fracasso escolar de um município que figura em último lugar na avaliação do IDEB.
Indo mais além, o descaso com a educação pública de qualidade e gratuita é um sintoma de um governo atrasado, que não prioriza a educação.Além disso, este governo truculento mantem diretoras indicadas por vereadores, servindo de cabos eleitorais durante as eleições.
Outra coisa é que este governo municipal descolado do compromisso com a educação pública fechou 20 escolas de zona rural este ano na tentativa de camuflar a carência de professores. A carência existe e é gritante. Uma escola próxima a área central do município apresenta déficit de 08 professores e as crianças tem passado o horário que seria de aula ociosas e soltas no pátio.
A carência de professores em todos os níveis pode ser comprovada. Porque o anônimo não se lembrou de que a CF prevê que lugar de criança é na escola ESTUDANDO?
Outro artifício da SMEC a fim de esconder a carência de professores foi fechando salas de informática, bibliotecas e salas de recursos.
Ora, me poupem destes comentários equivocados. Se você anônimo, encontra-se numa situação de dependência deste governo ou nutre profunda admiração pela prefeita cassada o problema é seu, entretanto, a mobilização da categoria de concursados da educação é legítima e estamos todos na expectativa da vitória de um processo que,inclusive, tem jurisprudência.
O BLOCO OPERÁRIO CAMPONÊS (BOC): A TENTATIVA DE VIA ELEITORAL DOS COMUNISTAS
Como todos sabem a trajetória do PC do Brasil (PCB) iniciou-se em 1922. Influenciados pela experiência da Revolução Russa de 1917, um pequeno grupo de militantes reuniu-se em Niterói, nos dias 25, 26 e 27 de março, e fundaram o Partido Comunista do Brasil (PCB). Os 9 militantes presentes representavam várias organizações de caráter comunista das cidades de São Paulo, Recife, Porto Alegre, Niterói, Cruzeiro (SP) e do Distrito Federal. Podemos citar a "União Maximalista de Porto Alegre" dirigida por Abílio Nequete e o Grupo Comunista de Recife sob a liderança de Cristiano Cordeiro.
Outra organização que participou das discussões preparatórias e dos trabalhos do congresso de fundação do PCB foi o Grupo Comunista do Rio de Janeiro, que editava a revista "Movimento Communista" importante instrumento para divulgação e mobilização dos grupos comunistas do país. Dirigida pelo jornalista Astrogildo Pereira, a revista em seu primeiro número em janeiro de 1922, conclamava a unidade do proletariado em torno das idéias comunistas, deixando explícitas suas finalidades, "trilhamos o bom caminho e cônscios de nossas responsabilidades, afirmamos nossa fé inquebrantável no triunfo final do comunismo".
O PCB teve como principais desafios em seus primeiros anos de existência os embates com os militantes anarquistas e as perseguições do governo do presidente Arthur Bernardes que, praticamente, durante seus quatro anos de mandato (1923-1927), governou um país em permanente Estado de Sítio.
Assim, ao longo da década de 1920, apesar de toda a insipiência do movimento sindical, das disputas teóricas com os anarquistas e da repressão do governo, o PCB conseguiu estabelecer núcleos organizados em várias cidades do pais, principalmente, nos maiores centros urbanos. No ES as primeiras informações sobre a ação dos comunistas remetem exatamente a esse período. Os relatos são sobre a organização de bases entre os ferroviários na cidade de Cahoeiro de Itapemirim.
Mesmo com todos os problemas enfrentados os comunistas brasileiros conseguiram realizar seu II Congresso Nacional, em maio de 1925, novamente na cidade de Niterói. Nesse fórum partidário foram aprovadas resoluções políticas que apontavam para a necessidade da intensificação dos trabalhos de organização e mobilização entre o operariado.
No campo político o partido avaliava que depois dos dois primeiros levantes tenentistas de 1922 e 1924, o clima de instabilidade e disputas havia estabelecido uma divisão entre as elites do país que apontava para uma encruzilhada sobre o modelo de desenvolvimento nacional: em uma direção os defensores do "industrialismo" - apoiados pelo imperialismo dos EUA - e na outra direção os adeptos do "agrarismo" - apoiado pelo imperialismo inglês. A contradição sobre a chamada "concepção dualista" da sociedade brasileira, tese defendida e elaborada pelo intelectual Otávio Brandão, apontava para uma "terceira revolta" que deveria contar com o PCB pronto para conduzi-lá.
Contudo, com o fim do governo de Arthur Bernardes veio também a suspensão do Estado de Sítio. Isso possibilitou que, a partir de 1927, o PCB pudesse ter uma atuação mais aberta e passasse a realizar, por exemplo, panfletagens e comícios com uma relativa liberdade. Entretanto, após algum tempo a relativa liberdade dos comunistas sofreu um duro golpe, foi apresentado o projeto Aníbal Toledo que, apesar dos protestos e varias manifestações contrarias, contou com ampla maioria no Congresso Nacional e acabou sendo aprovado em agosto daquele mesmo ano.
Também conhecida como "Lei Celerada", a nova legislação repressora previa: a ilegalidade dos partidos de oposição, prisões de dirigentes, expulsão de estrangeiros, proibição de greves, de manifestações de trabalhadores, o fechamento de sindicatos, de organizações e entidades classistas. Novamente considerado ilegal, o PCB precisou buscar alternativas para ampliar seus espaços políticos.
Foi nesse contexto que os dirigentes comunistas intensificaram a experiência da frente de massas, chamada de Bloco Operário. Assim, surgiram em todo país os núcleos do Bloco Operário Camponês (BOC). Em sua primeira experiência eleitoral o BOC obteve uma importante vitória: elegeu dois vereadores na cidade do Rio de Janeiro (Distrito Federal na época).
Um dos vereadores – ou intendentes como eram chamados - outro intendente eleito pelo BOC no DF, foi o camarada Minervino de Oliveira, importante dirigente do partido que chegou a ocupar o posto de Secretário Geral do PCB. Veterano militante, recrutado a partir de sua participação nas greves operárias da década de 1910, Minervino era marmorista e havia entrado para o PCB em seus primeiros anos de fundação.
Aproveitando o momento de crescimento do partido naquele momento ocasionado pela política de frente ampla do BOC a direção do PCB resolveu ousar ainda mais: lançar Minervino de Oliveira candidato à presidência da república pelo BOC nas eleições de 1930. Mesmo com todas as dificuldades e perseguições – Minervino chegou a ser preso pela polícia durante um comício na cidade de Campos- RJ - foram organizados núcleos estaduais e municipais do BOC em quase todos os estados do país, inclusive, no Espírito Santo. Dessa maneira, Minervino de Oliveira foi o primeiro candidato operário que disputou as eleições presidenciais no Brasil.
Esse pleito – mais uma disputa marcada pela corrupção e fraude eleitoral - teve como resultado a vitória do candidato paulista Julio Prestes, que recebeu o apoio do então presidente Washington Luiz. As eleições de 1930 representaram um marco na histórica política brasileira, pois significaram a ruptura da aliança entre as elites de SP e MG. Os políticos mineiros apoiaram o candidato da Aliança Liberal, Getúlio Vargas, que pouco tempo depois liderou um Golpe de Estado, conhecida como "Revolução de 1930", que derrubou o presidente Washington Luiz e deu inicio a chamada Era Vargas.
Apesar de ter sido pontuada por problemas e debilidades o lançamento de um candidato operário ao cargo de presidente da república cumpriu uma importante missão durante aquela complexa e agitada conjuntura política: demonstrar que o partido podia aproveitar os debates eleitorais para organizar os trabalhadores. No momento atual de redefinição da tática eleitoral do PCdoB recordar experiências como do BOC são importantes para relembrar que os comunistas já enfrentaram e superaram obstáculos muito maiores dos que estão postos na atualidade.
NOTAS:
1- Os delegados presentes na fundação do partido eram: Astrogildo Pereira (RJ), José Elias da Silva (RJ), Cristiano Cordeiro (PE), João da Costa Pimenta (SP), Joaquim Barbosa (DF), Luis Peres (DF), Hermogênio Silva (SP), Abílio Nequete (RS) e Manuel Cendon, Para maiores informações sobre a fundação do PCB ver em : DULLES, John W. F. Anarquistas e comunistas no Brasil – 1900 -1935. RJ: Nova Fronteira, 1977.
2- Revista Movimento Communista, I, janeiro de 1922. Apud: PEREIRA, Astrogildo. Construindo o PCB (1922-1924). (ORG). ZAIDAN, Michel. São Paulo:Livraria Editora Ciências Sociais, 1980, pg. 17.
3- A cisão entre anarquistas e comunistas chegou ao extremo das organizações criarem dois sindicatos rivais e de federações de trabalhadores da mesma categoria. DULLES, pg.152, 1977.
4- Como conseqüência das restrições das liberdades democráticas, após sua fundação o PCB teve apenas três meses de funcionamento legal.
5- Em 1925 foi lançado o órgão informativo oficial A Classe Operária, que depois de apenas dez
edições foi fechado pelo governo. A Classe Operária só retornou sua periodicidade pública apenas em 1 de maio de 1928.
6- DULLES, Op. Cit. pg. 225, 1977.
7- Nesse período o jornal A Nação passou a ser o órgão oficial do PCB, com direito a estampar em sua primeira página a foice e o martelo e a palavra de ordem do Manifesto Comunista: "Proletários de todos os países uni-vos".
8- CARONE,Edgard. A República Velha. Evolução Política. 3º ed. Rio de Janeiro: Difel, 1977, pg. 406.
Por Pedro Ernesto Fagundes
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/23147/1/O-Bloco-Operario-Campone...
Outra organização que participou das discussões preparatórias e dos trabalhos do congresso de fundação do PCB foi o Grupo Comunista do Rio de Janeiro, que editava a revista "Movimento Communista" importante instrumento para divulgação e mobilização dos grupos comunistas do país. Dirigida pelo jornalista Astrogildo Pereira, a revista em seu primeiro número em janeiro de 1922, conclamava a unidade do proletariado em torno das idéias comunistas, deixando explícitas suas finalidades, "trilhamos o bom caminho e cônscios de nossas responsabilidades, afirmamos nossa fé inquebrantável no triunfo final do comunismo".
O PCB teve como principais desafios em seus primeiros anos de existência os embates com os militantes anarquistas e as perseguições do governo do presidente Arthur Bernardes que, praticamente, durante seus quatro anos de mandato (1923-1927), governou um país em permanente Estado de Sítio.
Assim, ao longo da década de 1920, apesar de toda a insipiência do movimento sindical, das disputas teóricas com os anarquistas e da repressão do governo, o PCB conseguiu estabelecer núcleos organizados em várias cidades do pais, principalmente, nos maiores centros urbanos. No ES as primeiras informações sobre a ação dos comunistas remetem exatamente a esse período. Os relatos são sobre a organização de bases entre os ferroviários na cidade de Cahoeiro de Itapemirim.
Mesmo com todos os problemas enfrentados os comunistas brasileiros conseguiram realizar seu II Congresso Nacional, em maio de 1925, novamente na cidade de Niterói. Nesse fórum partidário foram aprovadas resoluções políticas que apontavam para a necessidade da intensificação dos trabalhos de organização e mobilização entre o operariado.
No campo político o partido avaliava que depois dos dois primeiros levantes tenentistas de 1922 e 1924, o clima de instabilidade e disputas havia estabelecido uma divisão entre as elites do país que apontava para uma encruzilhada sobre o modelo de desenvolvimento nacional: em uma direção os defensores do "industrialismo" - apoiados pelo imperialismo dos EUA - e na outra direção os adeptos do "agrarismo" - apoiado pelo imperialismo inglês. A contradição sobre a chamada "concepção dualista" da sociedade brasileira, tese defendida e elaborada pelo intelectual Otávio Brandão, apontava para uma "terceira revolta" que deveria contar com o PCB pronto para conduzi-lá.
Contudo, com o fim do governo de Arthur Bernardes veio também a suspensão do Estado de Sítio. Isso possibilitou que, a partir de 1927, o PCB pudesse ter uma atuação mais aberta e passasse a realizar, por exemplo, panfletagens e comícios com uma relativa liberdade. Entretanto, após algum tempo a relativa liberdade dos comunistas sofreu um duro golpe, foi apresentado o projeto Aníbal Toledo que, apesar dos protestos e varias manifestações contrarias, contou com ampla maioria no Congresso Nacional e acabou sendo aprovado em agosto daquele mesmo ano.
Também conhecida como "Lei Celerada", a nova legislação repressora previa: a ilegalidade dos partidos de oposição, prisões de dirigentes, expulsão de estrangeiros, proibição de greves, de manifestações de trabalhadores, o fechamento de sindicatos, de organizações e entidades classistas. Novamente considerado ilegal, o PCB precisou buscar alternativas para ampliar seus espaços políticos.
Foi nesse contexto que os dirigentes comunistas intensificaram a experiência da frente de massas, chamada de Bloco Operário. Assim, surgiram em todo país os núcleos do Bloco Operário Camponês (BOC). Em sua primeira experiência eleitoral o BOC obteve uma importante vitória: elegeu dois vereadores na cidade do Rio de Janeiro (Distrito Federal na época).
Um dos vereadores – ou intendentes como eram chamados - outro intendente eleito pelo BOC no DF, foi o camarada Minervino de Oliveira, importante dirigente do partido que chegou a ocupar o posto de Secretário Geral do PCB. Veterano militante, recrutado a partir de sua participação nas greves operárias da década de 1910, Minervino era marmorista e havia entrado para o PCB em seus primeiros anos de fundação.
Aproveitando o momento de crescimento do partido naquele momento ocasionado pela política de frente ampla do BOC a direção do PCB resolveu ousar ainda mais: lançar Minervino de Oliveira candidato à presidência da república pelo BOC nas eleições de 1930. Mesmo com todas as dificuldades e perseguições – Minervino chegou a ser preso pela polícia durante um comício na cidade de Campos- RJ - foram organizados núcleos estaduais e municipais do BOC em quase todos os estados do país, inclusive, no Espírito Santo. Dessa maneira, Minervino de Oliveira foi o primeiro candidato operário que disputou as eleições presidenciais no Brasil.
Esse pleito – mais uma disputa marcada pela corrupção e fraude eleitoral - teve como resultado a vitória do candidato paulista Julio Prestes, que recebeu o apoio do então presidente Washington Luiz. As eleições de 1930 representaram um marco na histórica política brasileira, pois significaram a ruptura da aliança entre as elites de SP e MG. Os políticos mineiros apoiaram o candidato da Aliança Liberal, Getúlio Vargas, que pouco tempo depois liderou um Golpe de Estado, conhecida como "Revolução de 1930", que derrubou o presidente Washington Luiz e deu inicio a chamada Era Vargas.
Apesar de ter sido pontuada por problemas e debilidades o lançamento de um candidato operário ao cargo de presidente da república cumpriu uma importante missão durante aquela complexa e agitada conjuntura política: demonstrar que o partido podia aproveitar os debates eleitorais para organizar os trabalhadores. No momento atual de redefinição da tática eleitoral do PCdoB recordar experiências como do BOC são importantes para relembrar que os comunistas já enfrentaram e superaram obstáculos muito maiores dos que estão postos na atualidade.
NOTAS:
1- Os delegados presentes na fundação do partido eram: Astrogildo Pereira (RJ), José Elias da Silva (RJ), Cristiano Cordeiro (PE), João da Costa Pimenta (SP), Joaquim Barbosa (DF), Luis Peres (DF), Hermogênio Silva (SP), Abílio Nequete (RS) e Manuel Cendon, Para maiores informações sobre a fundação do PCB ver em : DULLES, John W. F. Anarquistas e comunistas no Brasil – 1900 -1935. RJ: Nova Fronteira, 1977.
2- Revista Movimento Communista, I, janeiro de 1922. Apud: PEREIRA, Astrogildo. Construindo o PCB (1922-1924). (ORG). ZAIDAN, Michel. São Paulo:Livraria Editora Ciências Sociais, 1980, pg. 17.
3- A cisão entre anarquistas e comunistas chegou ao extremo das organizações criarem dois sindicatos rivais e de federações de trabalhadores da mesma categoria. DULLES, pg.152, 1977.
4- Como conseqüência das restrições das liberdades democráticas, após sua fundação o PCB teve apenas três meses de funcionamento legal.
5- Em 1925 foi lançado o órgão informativo oficial A Classe Operária, que depois de apenas dez
edições foi fechado pelo governo. A Classe Operária só retornou sua periodicidade pública apenas em 1 de maio de 1928.
6- DULLES, Op. Cit. pg. 225, 1977.
7- Nesse período o jornal A Nação passou a ser o órgão oficial do PCB, com direito a estampar em sua primeira página a foice e o martelo e a palavra de ordem do Manifesto Comunista: "Proletários de todos os países uni-vos".
8- CARONE,Edgard. A República Velha. Evolução Política. 3º ed. Rio de Janeiro: Difel, 1977, pg. 406.
Por Pedro Ernesto Fagundes
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/23147/1/O-Bloco-Operario-Campone...
DEBATE NO SIND-JUSTIÇA
Camaradas, amigas e amigos do PCB/RJ,
Participem e divulguem o debate com a camarada Graciete Santana, candidata do PCB a Deputada Estadual.
Debate com candidatos a Deputado Estadual:
- Graciete Santana (PCB);
- Patrícia Mafra (PSTU);
- Marcelo Freixo (Psol);
- Paulo Ramos (PDT).
Data: 02 de setembro, quinta-feira, às 18h30min
Local: Sind-Justiça/RJ: Travessa do Paço, 23/13º andar, Castelo, Rio de Janeiro.
Referências: entre o Tribunal de Justiça (Av. Erasmo Braga) e a Assembleia Legislativa (Rua São José), atrás da Igreja de São José (Av. Antônio Carlos) e próximo à Estação das Barcas da Praça XV.
Participem e divulguem o debate com a camarada Graciete Santana, candidata do PCB a Deputada Estadual.
Debate com candidatos a Deputado Estadual:
- Graciete Santana (PCB);
- Patrícia Mafra (PSTU);
- Marcelo Freixo (Psol);
- Paulo Ramos (PDT).
Data: 02 de setembro, quinta-feira, às 18h30min
Local: Sind-Justiça/RJ: Travessa do Paço, 23/13º andar, Castelo, Rio de Janeiro.
Referências: entre o Tribunal de Justiça (Av. Erasmo Braga) e a Assembleia Legislativa (Rua São José), atrás da Igreja de São José (Av. Antônio Carlos) e próximo à Estação das Barcas da Praça XV.
NOVA ELEIÇÃO PODE OCORRER EM NOVEMBRO
MATÉRIA DO FOLHA ON LINE
MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE HOJE(01/09) DO JORNAL FOLHA DA MANHÃ
A professora Graciete Santana, presidente do diretório do PCB em Campos, informou ontem que, de acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Nametala Jorge, a eleição suplementar poderá ocorrer no dia 21 de novembro. Em caso de segundo turno, a data seria 19 de dezembro.
Ela, que participou da reunião na última segunda-feira com o presidente do Tribunal, ao lado de outros representantes de partido, adiantou que a grande missão no momento é evitar que a decisão sobre a eleição fique para 2011. “Se a decisão ficar para o ano que vem teremos uma eleição indireta. Ou seja, a Câmara vai escolher o novo prefeito de Campos. Isso não é nada bom para a democracia”, disse Graciete.
Na última segunda-feira, o presidente do TRE, Nametala Jorge informou que pretende publicar o edital convocando novas eleições em Campos logo após a realização do 1º turno, que acontece em 3 de outubro. De acordo com o presidente do diretório municipal do PT, Eduardo Peixoto, o objetivo é normalizar a situação política em Campos.
— É preciso que a vida política e administrativa do município seja normalizada. Chega de quebra de continuidade. Campos precisa dar uma zerada nessas questões para seguir em frente — destacou o petista. A vereadora Ilsan Viana (PDT), que também participou da reunião no TRE, ressaltou a importância de uma definição em 2010. “O presidente do TRE já percebeu que deixar um novo pleito para depois, além de aumentar o clima de instabilidade, iria ferir um direito dos cidadãos”, frisou Ilsan.
MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO DE HOJE(01/09) DO JORNAL FOLHA DA MANHÃ
A professora Graciete Santana, presidente do diretório do PCB em Campos, informou ontem que, de acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Nametala Jorge, a eleição suplementar poderá ocorrer no dia 21 de novembro. Em caso de segundo turno, a data seria 19 de dezembro.
Ela, que participou da reunião na última segunda-feira com o presidente do Tribunal, ao lado de outros representantes de partido, adiantou que a grande missão no momento é evitar que a decisão sobre a eleição fique para 2011. “Se a decisão ficar para o ano que vem teremos uma eleição indireta. Ou seja, a Câmara vai escolher o novo prefeito de Campos. Isso não é nada bom para a democracia”, disse Graciete.
Na última segunda-feira, o presidente do TRE, Nametala Jorge informou que pretende publicar o edital convocando novas eleições em Campos logo após a realização do 1º turno, que acontece em 3 de outubro. De acordo com o presidente do diretório municipal do PT, Eduardo Peixoto, o objetivo é normalizar a situação política em Campos.
— É preciso que a vida política e administrativa do município seja normalizada. Chega de quebra de continuidade. Campos precisa dar uma zerada nessas questões para seguir em frente — destacou o petista. A vereadora Ilsan Viana (PDT), que também participou da reunião no TRE, ressaltou a importância de uma definição em 2010. “O presidente do TRE já percebeu que deixar um novo pleito para depois, além de aumentar o clima de instabilidade, iria ferir um direito dos cidadãos”, frisou Ilsan.
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