domingo, 6 de novembro de 2011

Agora o povo tem de intervir mais decisivamente


imagemCrédito: KKE


- Declaração do CC do KKE

- Socialização dos monopólios

- Desligamento do país da UE

- Cancelamento unilateral da dívida

por KKE

TODOS À PRAÇA SINTAGMA (...)

ALEKA PAPARIGA FALARÁ

O KKE apela aos trabalhadores, aos auto-empregados, aos jovens da Ática para reunirem-se na Praça Sintagma, sexta-feira, 4 de Novembro, às 6:00 da tarde. Apela a uma aliança de modo a que o próprio povo possa intervir mais decisivamente nos desenvolvimentos. Os dilemas da chantagem e da intimidação que são postos pelo governo, os partidos da plutocracia e a UE devem fracassar.

Agora isto deve ser ouvido mais alto:

ABAIXO O GOVERNO E OS PARTIDOS DA PLUTOCRACIA

O POVO PODE IMPEDIR E ACABAR COM OS SACRIFÍCIOS SELVAGENS QUE LHE SÃO IMPOSTOS ATRAVÉS DE NOVOS ACORDOS E DO NOVO MEMORADO PARA OS LUCROS E A PROTECÇÃO DA UE E DA EUROZONA

O povo deve fortalecer as lutas de classe e populares e utilizar as eleições para enfraquecer o PASOK-ND e os outros partidos da plutocracia e da UE. O KKE deve ser fortalecido. Ao mesmo tempo a organização popular nos lugares de trabalho e bairros deve actuar mais decisivamente. Este é o caminho para bloquear o pior que eles estão a trazer, quando a crise na UE e na Eurozona está a aprofundar-se e as contradições inter-imperialistas estão a aguçar-se.

O povo deve agora confiar na justiça da sua causa e fortalecer-se para repelir o pior. Deve abandonar ilusões, apelos ao consenso e à coesão social, as montagens ideológicas, dilemas que são promovidos pelos partidos burgueses.

Uma solução em favor do povo só pode existir com um KKE forte e o povo organizado. Aliança do povo e contra-ataque pelo poder popular, socialização dos monopólios, desligamento do país da UE e cancelamento unilateral da dívida.

Atenas, 01/Novembro/2011

O CC do KKE

O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2011/2011-11-1-kinitopoiisi/

Esta declaração encontra-se em http://resistir.info/ .

Um referendo enviesado visando intimidar o povo grego

- KKE reclama demissão do governo e realização de eleições antecipadas

por KKE

O governo orquestrou ontem uma manobra de chantagem e intimidação ideológica, manifesta e envergonhada, dirigida contra o povo a propósito do acordo sobre a gestão da dívida do Estado, anunciando a realização de um referendo. Ao mesmo tempo, o governo do PASOK pediu um voto de confiança do Parlamento.

O gabinete de imprensa do Comité Central do KKE emitiu a seguinte declaração:

"Demissão do governo, eleições já. Não à chantagem envergonhada e à intimidação ideológica que toma o povo como alvo. A chantagem não passará. O anúncio do primeiro-ministro sobre o referendo significa que um vasto aparelho vai ser montado para forçar o povo, o governo e a UE terão todos os meios à sua disposição, com ameaças e provocações, a fim de submeter a classe operária e as camadas populares, para arrancar um "Sim" ao novo acordo.

O referendo vai ser organizado sob uma nova legislação reaccionária, amalgamando as posições do KKE com as da Nova Democracia (ND – direita) e outros partidos, apesar de serem diametralmente opostas, quando a estratégia do governo é fundamentalmente idêntica à da ND e do LAOS (extrema-direita) e dos seus cúmplices. Precisamos de eleições agora. A classe operária e as camadas populares devem impô-las e acolhe-la por mobilizações de massa em todo o país. Pela sua actividade e o seu voto, elas devem dar um golpe duro no sistema político burguês, abrir o caminho para a inversão desta linha política anti-popular, com o derrube do poder dos monopólios".

Ver também:

  • Papandréou convoque un référendum pour tenter de contenir la révolte du peuple grec

    O original encontra-se em solidarite-internationale-pcf.over-blog.net/...

    Este comunicado encontra-se em http://resistir.info/ .

  • É tempo de demitir-se sr. Papandreu

    por Yanis Varoufakis

    Na semana passada, o Conselho Europeu acordou um conjunto de políticas para tratar da crise do euro. Esperava-se que o novo acordo (daqui em diante mencionado como o Acordo de Outubro) fosse um passo decisivo rumo à resolução de uma crise em fogo lento que ameaçava descarrilar o euro, mergulhar a própria UE num processo de desintegração explícita e, consequentemente, arrastar a economia global para uma nova recessão.

    Os leitores destas páginas saberão que considerei que o Acordo de Outubro foi feito com o material errado (clique aqui, aqui e aqui). Outros (incluindo o presidente Obama) louvaram a Europa por mover-se na direcção certa, reservando suas dúvidas e crítica para o ritmo da Europa ao longo deste "virtuoso" caminho. Peço licença para discordar. O Acordo de Outubro foi catastroficamente mau quanto à direcção que a Europa está a tomar, não apenas devido ao seu ritmo anémico. (Na minha próxima mensagem pretendo resumir todas as razões pelas quais o Acordo de Outubro é ainda pior para a Europa do que para a Grécia). Se eu estiver certo, era o dever dos nossos líderes políticos dizerem em Bruxelas NÃO a este acordo. Cada um deles, o sr. Papandreu inclusive, teve a oportunidade para evitar a sua assinatura, levando portanto a liderança da UE a manter-se em debate até que uma solução decente e factível fosse encontrada; uma solução que resolvesse realmente a crise sistémica do euro.

    O primeiro-ministro grego não utilizou a sua prerrogativa de dizer Não ao Acordo de Outubro dentro do Conselho Europeu. Na verdade, ele retornou à Grécia elogiando-o e apelando ao povo grego a que abraçasse tanto o Acordo como o seu governo, pedindo alvíssaras por uma tarefa difícil bem executada. Logo após, contudo, ele descobriu que o público era hostil e os seus próprios deputados relutantes em permitir-lhe um outro tempo de vida política. Com uma maioria muito magra no Parlamento, ele enfrentava duas opções: demissão ou uma nova eleição. Assim, ele optou pela... terceira opção: Um referendo sobre o Acordo de Outubro a ser convocado depois de os últimos pormenores do mesmo terem sido finalizados.

    Qual foi a lógica para um tal referendo? O primeiro-ministro grego disse que voltar-se para o povo assinala um respeito fundamental pela democracia e uma determinação de tornar o povo participante activo na modelação do futuro da Grécia. Tal sublime idealismo seria maravilhoso em si mesmo. Na verdade, também penso que o referendo pode ser parte de toda democracia que funcione bem. Mas, infelizmente, este referendo está tão distante de tais ideais quanto os estratagemas políticos possam estar. O que realmente aconteceu foi que, após o seu retorno de Bruxelas (onde, repito, co-assinou o Acordo de Outubro), ele percebeu que os seus deputados não estavam impressionados. Dispondo de uma magra maioria no Parlamento (uma maioria de 3, a qual ele próprio reconheceu ser insuficiente durante estes tempos turbulentos), decidiu que era necessário algum movimento pró activo para dar ao seu governo um novo sopro de vida. Em Junho último ele tentara atrair a oposição para o governo. Isto fracassou então e fracassaria outra vez. A alternativa óbvia seria apelar a uma eleição intercalar. Contudo, Papandreu sabe que os eleitores puniriam o seu partido brutalmente, dada a mínima oportunidade. Assim, com uma grande coligação e uma vitória eleitoral excluídas, que alternativa tinha ele? No mínimo, ele queria outro voto de confiança, assegurando uma maioria de pelo menos 4 ou 5 deputados no Parlamento. Quando as suas sondagens mostraram-lhe ser mais provável perder, ao invés de ganhar, o apoio em qualquer novo confronto para um voto de confiança, emergiu a ideia do referendo como uma solução possível: Propondo o referendo aos deputados, eles já se sentiriam mais livres para conceder a Papandreu seu voto de confiança na base de que os deputados já não precisariam mais exprimir a ira do eleitorado no Parlamento uma vez que o próprio povo terá uma oportunidade de fazê-lo directamente!

    Se eu estiver certo, nesta sexta-feira o sr. Papandreu obterá o seu voto de confiança no Parlamento. E então? Como é que ele planeia ultrapassar o fardo do referendo? A sua ideia é de que, até então, a Europa lhe terá dado umas poucas migalhas a mais com as quais dirá aos eleitores gregos: "Aqui está o melhor negócio que pude conseguir da Europa, depois de ter jogado uma mão arriscada. Agora, ou vocês votam "sim" ou saímos juntos da Europa".

    Em suma, ao invés de ser um exercício de democracia participativa, o referendo é uma trama falsificada, estrategicamente condenada ao fracasso, moralmente corrupta e politicamente danosa. Ao contrário do que é sugerido pelos assessores do primeiro-ministro grego, o referendo nunca foi concebido como um meio de fortalecer o poder negocial do sr. Papandreu sobre os seus colegas europeus e o FMI. Tivesse ele desejado opor-se ao Acordo de Outubro, poderia tê-lo feito em Bruxelas. Não, o referendo é um meio de extrair, primeiro, um voto de confiança dos maltratados deputados do seu partido e, em segundo lugar, impor sobre o povo grego um dilema odiosa que identifica consentimento ao terrível Acordo de Outubro com um compromisso contínuo de permanecer na Europa. Ao invés de ser um gesto de concessão à voz dos gregos, este referendo é uma tentativa de amordaçar o eleitorado.

    Minha mensagem para o sr. Papandreu é simples:

    • Você errou sistematicamente sobre todas as grandes questões, desde o momento em que se tornou primeiro-ministro e descobriu o lamentável estado das finanças públicas gregas.
    • Você procurou tratar uma crise de dívida por meio de empréstimos, propondo efectivamente tratar uma bancarrota como se fosse um problema de liquidez.
    • Você nunca teve êxito em defender uma solução sistémica para um problema sistémico, aceitando a noção calamitosa de que isto é uma crise da dívida grega a partir do qual o resto da Europa pode ser, de alguma forma, delimitado por instituições tóxicas como o EFSF.
    • Você aceitou os termos e condições absurdos da nossa troika de prestamistas nenhum presidente de empresa, muito menos um líder político decente, teria contemplado por mais do que uns poucos segundos.
    • Você continuou a mendigar por tais empréstimos e a celebrar todas as vezes que eles eram concedidos ou ligeiramente modificados sob a pressão esmagadora das circunstâncias.
    • Você cercou-se de yes-men cuja maior utilidade para si era serem... yes-men.
    • Você repetidamente anunciou, a um público faminto de boas notícias, que a crise estava "finalmente" resolvida (em Maio de 2010, em Março de 2011, em Julho último, na verdade em toda semana).
    • Agora, num lance desesperado para agarrar-se ao poder, você está a tentar amordaçar o seu povo impondo-lhe uma falsa opção entre (a) um acordo que é mau para a Europa como um todo e (b) permanecer na Europa.
    • Talvez o mais danoso de todos os aspectos da sua ideia de referendo é que isto consolidará na mente colectiva do resto da Europa a falsa impressão que o problema é a Grécia; levando nossos parceiros a permanecerem na negação acerca das raízes na concepção da eurozona dos nossos problemas colectivos.

    Sr. Papandreu, você causou bastantes danos à nação grega; na verdade, à Europa. Já é tempo de desmantelar a sua tenda, empacotá-la e desaparecer graciosamente dentro da noite.

    02/Novembro/2011

    O original encontra-se em http://yanisvaroufakis.eu/2011/11/02/time-to-resign-mr-papandreou/#more-1261

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

    O povo deve provocar um boomerang à chantagem

    por KKE

    O anúncio do governo de um referendo está no centro dos desenvolvimentos políticos na Grécia, com a propaganda dominante a ajudar a plutocracia que procura fazer com que o povo aceite a sua bancarrota e se submeta às medidas anti-povo. Além disso, as contradições e as tensões entre os vários sectores da plutocracia, dos partidos burgueses e do governo são intensificadas diante dos impasses da gestão burguesa da crise capitalista.

    A reunião que teve lugar ontem do lado de fora da Cimeira do G20 assinalou a escalada da guerra e das chantagens. Segundo as declarações dos presidentes da França e da Alemanha, após a reunião com o primeiro-ministro grego, foi discutido separar o referendo do novo contrato de empréstimo enquanto era postulada a questão de o referendo assumir a forma "a Grécia permanecerá ou não na Eurozona".

    À vista destes desenvolvimentos o KKE tomou a seguinte posição através de uma declaração do Gabinete de Imprensa do CC do KKE:

    "O dilema Euro ou dracma é enganoso para o povo. O interesse do povo é o desligamento da UE com poder e economia do povo, a qual cancelará unilateralmente toda a dívida e devolverá ao povo a riqueza que ele produz – a qual os monopólios dele roubam com a assistência do PASOK, da ND e dos partidos burgueses – através da socialização dos meios de produção.

    Neste contexto, o KKE apela à classe trabalhadora e aos estratos populares a que digam NÃO ao referendo; a que exijam a queda do governo e eleições nas quais darão uma forte bofetada no apodrecido sistema político burguês votando pelo KKE.

    Caso o referendo se verifique, o povo deveria nele participar de um modo militante e votar NÃO, o qual será um forte NÃO à política da "UE estrada de sentido único", ao memorando, ao programa de médio prazo, ao contrato de empréstimo, uma exigência de outro caminho de desenvolvimento da sociedade grega. O interesse do povo trabalhador que não concorda com a posição sobre o desligamento da UE mas resiste às bárbaras medidas anti-povo da UE, do governo e da plutocracia é compartilhar esta linha de luta.

    O KKE apela ao povo trabalhador para que não se submeta à chantagem, a que provoque um boomerang aos dilemas do PASOK, da ND e seus sequazes. É imperioso o desenvolvimento mais decisivo do movimento popular em todo lugar de trabalho e bairro, de um objectivo que aponte para a derrubada do poder dos monopólios".

    03/Novembro/2011

    O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2011/2011-11-03-oxi-sto-dillima/

    Esta declaração encontra-se em http://resistir.info/ .

    Hoje, um pequeno comando fez história


    imagemCrédito: PCB


    Milton Pinheiro*

    Hoje, como sempre nos últimos anos, um grupo de militantes históricos da luta armada, familiares, personalidades da esquerda revolucionária e alguns poucos transeuntes, participaram de um ato na Alameda Marighella, em resgate da memória desse grande dirigente comunista. Digo Alameda Marighella, porque um pequeno comando, bem ao estilo do GTA pensado pelo seu comandante, na madrugada de hoje fez uma justa homenagem, colocando novas placas que substituiram o nome da Alameda Casa Branca, nas diversas transversais.

    Era cedo, atravessei a Avenida Paulista e desci pela lateral do Parque Siqueira Campos. Logo na primeira esquina percebi com muita emoção a homenagem simbólica, feita provavelmente por velhos camaradas, na madrugada fria desse histórico 04 de novembro, quando há 42 anos atrás, o aparato fascista da ditadura burgo-militar assassinava, numa emboscada covarde, o comandante de lutas e sonhos.

    O ato em si, mantém o mesmo roteiro. A emoção de todos ao redor de Clara Sharf e do pequeno monumento, que fica ao canto do prédio número 815. As flores vermelhas trazidas por mãos que ainda lutam, são colocadas ao pé do monumento. As conversas prosseguem, o ato ocorre, mas hoje, tivemos um dia diferente; afinal, pela ação de um pequeno comando, estávamos todos na Alameda Carlos Marighella.

    Dias como este nos fazem pensar no nosso papel na história e hoje, lembro-me, da velha camarada Ana Montenegro, primeira mulher exilada pela ditadura militar, dos nossos constantes encontros, na sua casa, ou nos diversos atos de que participávamos. Mas, principalmente das suas lembranças sobre o "mulato baiano", ela que teve sua ficha de filiação ao PCB abonada por Marighella em 02 de julho de 1945, em Salvador.

    Ana Montenegro, que de seu exílio em Berlim recebeu uma trágica notícia, cito aqui a historiadora e poetisa comunista:

    Muito cedo, o telefone soou e um amigo francês me dizia: "Mataram um brasileiro que me parece uma pessoa importante, Carlos...

    ... Carlos...

    Que Carlos?

    Mari ... dela ...

    Marighella?

    Sim, isso mesmo!

    "Desliguei o telefone. Olhei o outono, lá fora, envolvendo as árvores já meio despidas, o rio, o céu. O trem, os apartamentos novos, os velhos prédios marcados pelo tempo e pela guerra, e os pássaros se preparando para a fuga, em busca do calor. Uma paisagem de sombras. Sem contorno. Sem rosto. Sem nariz. Sem boca. Sem olhos. Uma paisagem amortalhada pelo outono. Uma paisagem que não poderia ser pintada pelos impressionistas.

    Naquele dia, um dia de novembro, eu queria enterrá-lo, seguindo a máxima do Evangelho, "deixai que os mortos enterrem os seus mortos", porque eu morria, chegando o outono. Eu queria também ler o poema que acabara de escrever, mas ele não escutaria, porque há mortos que, mesmo mortos, não estão em seus enterros".

    Em seu enterro não havia velas:

    Como acendê-las sem a luz do dia?

    Em seu enterro não havia flores:

    Onde colhê-las, nesta manhã fria?

    Em seu enterro não havia povo:

    Como encontrá-lo, nessa rua vazia?

    Em seu enterro não havia gestos:

    Parada inerte, a minha mão jazia

    Em seu enterro não havia vozes:

    Sob censura, estavam as salmodias.

    Mas luz e flor, e povo e gesto e

    canto

    responderão "presente", chegada a primavera,

    Mesmo que tardia.

    Camarada Marighella, Presente!

    *Milton Pinheiro é membro do Comitê Central do PCB.

    Sem Alfonso Cano as FARC-EP… continuam combatendo

    Do site do PCB

    imagemCrédito: Rosa Blindada


    Marcelo Sepúlveda Araujo

    05 de Novenbro de 2011

    Quando assassinaram Che Guevara a rebeldia latino-americana acabou? Pensam suprimir a dignidade de Nossa América assassinando Alfonso Cano? Esta é «a paz» do genocida Santos? O que dirão os hipócritas “estadistas” que o abraçam sorrindo, em nome do «realismo diplomático»?

    Que Santos não se esqueça….

    Depois da morte de Carlos Fonseca, principal líder e fundador da guerrilha da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), a insurgência da Nicarágua derrotou o vergonhoso regime de Somoza e triunfou a revolução.

    O mesmo aconteceu no Vietnã, com a morte de Ho Chi Minh. Há poucos anos, militares e assessores ianques tiveram que se retirar do sudeste asiático com o rabinho entre as pernas, derrotados e humilhados, quando antes se sentiam amos e senhores do povo vietnamita.

    Em numerosos países e sociedades, o assassinato dos líderes populares não impediu o triunfo da rebeldia organizada, quando esta contou com uma proposta estratégica de poder. É preciso aprender com a História.

    Constitui-se pura ilusão, superficial, ignorante e banal, a crença da classe dominante colombiana (compartilhada por seus mestres gringos do norte) de que a morte de um líder guerrilheiro possa acabar com um processo de luta de massas que permanece ativo, com décadas de confrontação. Estão gravemente equivocados se pensam em submeter a insurgência pela via militar.

    Porém, os relatos auto-legitimadores da classe dominante colombiana (e seus monopólios de informação que funcionam como correias de transmissão em suas operações de guerra psicológica) defendem essa lógica como verdade absoluta. Falam de si mesmos. Olham-se no espelho e se auto-convencem para aplacar seus medos.

    Há poucos dias, uma multidão enorme de milhares e milhares de estudantes rebeldes colombianos tomou de assalto as principais cidades do país, em defesa da educação pública e gratuita. E o fizeram desafiando a polícia e outras forças anti-motim. O mesmo aconteceu com o movimento indígena e popular, que já começa a levantar-se, cada vez mais organizado.

    A oligarquia aburguesada da Colômbia acredita que assassinando Alfonso Cano, principal líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP) vai conseguir calar todo esse movimento popular de massas (de onde é parte a insurgência).

    Que ilusão! Quanta ingenuidade!

    Sabemos bem quem é Santos. Conhecemos seu rosto cínico, lascivo, depravado e anormal, quando se deixou fotografar ao lado de outros cadáveres insurgentes. Só um perverso, um depravado pode festejar a morte dessa maneira e com esse tipo de sorriso. Mesmo a morte de inimigos. Vimos essas fotografias no passado, quando ele era Ministro de Defesa. Nós o conhecemos bem. Bem até demais...

    O que interessa aqui não é a opinião desse perverso, mas sim o estado de espírito dos povos e das massas populares, principalmente da juventude. Do povo colombiano e dos povos de Nossa América. Os povos sabem perfeitamente bem que, mesmo quando morreu Simón Bolívar, a luta, longe de apagar-se, continuou durante dois séculos. O mesmo ocorreu, anteriormente, com Tupác Amaru e Tupác Katari.

    Quando assassinaram José Martí, Cuba continuou lutando até derrotar definitivamente os impérios que a subjugaram. Acabou a luta com a morte de Martí? Ninguém, exceto um ignorante (por mais dinheiro que tenha, continua sendo um ignorante), poderia acreditar que, com o cadáver de Martí, a luta do povo cubano tenha acabado.

    Poderíamos recorrer a cada um de nossos países, cada uma de nossas sociedades, cada uma de nossas histórias, e os exemplos se multiplicariam infinitamente.

    “Triunfar ou servir a outras bandeiras. Até depois de mortos seremos úteis”, previu Julio Antonio Mella, pouco antes de cair assassinado no México. E teve razão. O mesmo acontecerá com o companheiro, camarada e comandante Alfonso Cano, líder da insurgência colombiana. Podem fazer o que quiserem com o cadáver. Com o cadáver de Che Guevara cortaram as mãos e o enterraram num túmulo para indigentes. Assim pensavam terminar com o exemplo do Che! Podem manipular o corpo de Alfonso Cano. No entanto, com o exemplo de Alfonso, não poderão fazer nada.

    E os presidentes da América Latina? Seguirão apertando a mão assassina deste personagem sinistro, deste empresário milionário que, como Ministro de Defesa de Uribe, assassinou milhares de pessoas, jogando-as como se fossem animais em túmulos sem identificação; o maior cemitério de indigentes de todo o continente, superior aos das ditaduras militares do Chile, da Argentina, do Peru ou da Guatemala nos anos 70. Encontraram-se há pouco tempo na Colômbia 2.000 cadáveres, correspondentes aos assassinatos do período de Santos como Ministro da Defesa.

    Seguirão falando da “governabilidade” continental sem ficarem ruborizados? Continuarão entregando revolucionários ao carniceiro Santos, violando todo o direito internacional, com cara de feliz aniversário?

    E os jornalistas? Poderão continuar escrevendo alegremente que na Colômbia existe «democracia»? Não será a hora de rebelar-se contra esse controle militar da informação?

    E os acadêmicos? Por que na hora de escrever e analisar as lutas e “novas experiências” de Nossa América mencionam unicamente Cuba, Venezuela e Bolívia (quando muito acrescentam o Equador)? Por que os acadêmicos se fazem de desentendidos com as lutas populares da Colômbia? Será talvez porque na Colômbia a luta armada continua se desenvolvendo e essa temática não está permitida no núcleo duro dos programas acadêmicos? Talvez analisar a luta armada da Colômbia se torne um obstáculo para o recebimento de bolsas de pesquisa e subsídios? Os acadêmicos começarão a incluir a Colômbia entre os estados que praticam políticas de Estado genocidas ou continuarão fazendo-se de desentendidos?

    Em uma palavra: depois do assassinato do líder insurgente Alfonso Cano, quem poderá se fazer de ingênuo, dizendo que Santos é diferente de Uribe?

    Apelamos aos jornalistas que acreditam sinceramente na liberdade de expressão, aos acadêmicos dignos que não se deixam humilhar, inclusive aos políticos que, mesmo sem compartilhar do projeto da guerrilha, não estão dispostos a se sujarem, apertando a mão sangrenta de Santos.

    Que ninguém se engane. A luta segue. Aqui não se terminou nada.

    Em algum momento se pagarão pelos crimes.

    Anastasio Somoza também se sentia poderoso, soberbo e inexpugnável... Mesmo assim terminou.

    Fonte: http://www.rosa-blindada.info/?p=868

    sábado, 5 de novembro de 2011

    O DESCASO COM A EDUCAÇÃO PÚBLICA É GENERALIZADO

    Matéria da Folha da Manhã on line


    Colégio estadual acaba com turmas faltando apenas um mês para fim do ano letivo

    Professores e pais de alunos estão em polvorosa no Colégio Estadual Julião Nogueira. Faltando somente um mês para o fim do ano letivo, três turmas (902, 801 EJA e 2002) foram extintas, com a alegação de que tinham poucos alunos, com apenas 10 estudantes, em média, por turma.

    Com o fechamento das turmas, os alunos estão sendo obrigados a mudar de turno e até de escola. Alunos que trabalham e estudam e se programaram para fazer ambos em turnos diferentes ficarão impossibilitados de concluir os seus estudos. Os professores também estão tendo que modificar totalmente os seus horários, tendo de procurar outra escola.

    A decisão teria sido tomada pela Regional Norte-Fluminense. É certo que é não é econômico e nem produtivo turmas com baixo número de alunos. Agora, porque tomar tal decisão faltando apenas um mês para acabar o ano letivo? É de uma absoluta falta de respeito com alunos e professores.

    É por estas e outras no ensino público que o estado do Rio tem índices tão ruins na educação.

    Brasil avança uma posição e fica em 84º em novo IDH da ONU


    imagemimagemCrédito: 2.bp.blogspot


    Carta Maior

    Desempenho é inferior à média da América Latina, que coloca à frente Chile, Argentina, Uruguai, Cuba, Venezuela, Equador, Costa Rica, Peru, Trinidad e Tobago...

    Najla Passos

    BRASÍLIA – No primeiro ano do governo Dilma Rousseff, o Brasil ganhou uma posição no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas e atingiu 84ª colocação, entre 187 países. O atual Índice de Desenvolvimento Humano brasileiro (IDH) é categorizado como “elevado”. Os 47 primeiros do ranking, que é liderado pela Noruega, possuem desenvolvimento “muito elevado”.

    Os dados do IDH estão sendo divulgados mundialmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta quarta feira (02), em Copenhague, capital da Dinamarca. Foram distribuídos com antecedência a jornalistas, para que a imprensa tivesse tempo de preparar reportagens. O combinado era que as matérias só fossem publicadas a partir das 9h deste feriadão.

    O ranking 2011 do IDH tem número recorde de países – eram 169 em 2010. Para permitir a comparação entre um ano e outro apesar da ampliação da lista, o Pnud refez o ranking 2010, que pela primeira vez viu o Brasil entrar para o grupo de desenvolvimento “elevado”.

    No ano passado, o Brasil estava em 73º, com IDH de 0,699. Ao incluir os 18 novos países no ranking 2010, com dados relativos ao ano passado, o país pulou para 85º. Daí ter avançado uma posição agora, quando o índice subiu a 0,718. Líder Noruega tem 0,943, seguida de Austrália (0,929) e, empatados, Holanda e Estados Unidos (0,910). Na rabeira, aparecem Burundi (0,316), Níger (0,295) e Congo (0,286).

    O IDH é calculado a partir de dados referentes a saúde, educação e renda. De 2010 para 2011, subiram a expectativa de vida (de 73,1 anos para 73,5 anos) e a renda (de US$ 9,8 mil para US$ 10,1 mil), mas a escolaridade e a expectativa de tempo de estudos, não (permaneceram em 7,2 anos e 13,8 anos, respectivamente).

    Segundo o chefe do grupo de pesquisas do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) do Pnud em Nova York, José Pineda, o equilíbrio entre as três áreas (saúde, educação e renda) é a principal explicação para o desempenho brasileiro no IDH. E demonstraria que o governo estaria acertando em suas políticas pró-crescimento.

    Já o consultor do RDH no Brasil, Rogério Borges, destaca a evolução na expectativa de vida como fato mais positivo. “Este indicador reflete uma série de medidas de impacto na saúde da população, como melhorias no saneamento, queda na mortalidade infantil, materna, nos índices de violência e melhorias de infra-estrutura, com saneamento”, diz.

    Desde 1980, o IDH brasileiro melhorou 31%. Apesar disso, o atual índice está abaixo da média dos vizinhos de América Latina e Caribe - se fosse um país, a região estaria na posição 76.

    Estão à frente do Brasil, em IDH, Chile (44º no ranking), Argentina (45º), Uruguai (48º), Cuba (51º), Bahamas (53º), México (57º), Panamá (58º), Antígua e Barbuda (60º), Trinidad e Tobago (62º), Costa Rica (69º), Venezuela (73º), Jamaica (79º), Peru (80º), e Equador (83º).

    MALDITOS COMUNISTAS!

    Malditos comunistas!

    José Roberto Torero (Carta Maior)

    Acabaram os jogos Pan-Americanos e mais uma vez ficamos atrás de Cuba.

    Mais uma vez!

    Isso não está certo. Este paiseco tem apenas 11 milhões de habitantes e o nosso tem 192 milhões. Só a Grande São Paulo já tem mais gente que aquela ilhota.

    Quanto à renda per capita, também ganhamos fácil. A deles foi de reles 4,1 mil dólares em 2006. A nossa: 10,2 mil dólares.

    Pô, se possuímos 17 vezes mais gente do que eles e nossa renda per capita é quase 2,5 vezes maior, temos que ganhar 40 vezes mais medalhas que aqueles comunas.

    Mas neste Pan eles ganharam 58 ouros e nós, apenas 48.

    Alguma coisa está errada. Como eles podem ganhar do Brasil, o gigante da América do Sul, a sétima maior economia do mundo?

    Já sei! É tudo para fazer propaganda comunista.

    A prova é que, em 1959, ano da revolução, Cuba ficou apenas em oitavo lugar no Pan de Chicago. Doze anos depois, no Pan de Cáli, já estava em segundo lugar. Daí em diante, nunca caiu para terceiro. Nos jogos de Havana, em 1991, conseguiu até ficar em primeiro lugar, ganhando dos EUA por 140 a 130 medalhas de ouro.

    Sim, é para fazer propaganda do comunismo que os cubanos se esforçam tanto no esporte. E também na saúde (eles têm um médico para cada 169 habitantes, enquanto o Brasil tem um para cada 600) e na educação (a taxa de alfabetização deles é de 99,8%). Além disso, o Índice de Desenvolvimento Humano de Cuba é 0,863, enquanto o nosso é 0,813.

    Tudo para fazer propaganda comunista!

    Aliás, eles têm nada menos do que trinta mil propagandistas vermelhos na cultura esportiva. Ou professores de educação física, se você preferir. Isso significa um professor para cada 348 habitantes. E logo haverá mais ainda, porque eles têm oito escolas de Educação Física de nível médio, uma faculdade de cultura física em cada província, um instituto de cultura física a nível nacional e uma Escola Internacional de Educação Física e Desportiva.

    Há tantos e tão bons técnicos em Cuba que o país chega a exportar alguns. Nas Olimpíadas de Sydney, por um exemplo, havia 36 treinadores cubanos em equipes estrangeiras.

    E existem tantos professores porque a Educação Física é matéria obrigatória dentro do sistema nacional de educação.

    Até aí, tudo bem. No Brasil a Educação Física também é obrigatória.

    A questão é que, se um cubano mostrar certo gosto pelo esporte, pode, gratuitamente, ir para uma das 87 Academias Desportivas Estaduais, para uma das 17 Escolas de Iniciação Desportiva Escolar (EIDE), para uma das 14 Escolas Superiores de Aperfeiçoamento Atlético (ESPA), e, finalmente, para um dos três Centros de Alto Rendimento.

    Ou seja, se você tiver aptidão para o esporte, vai poder se desenvolver com total apoio do estado.

    Pô, assim não vale!

    Do jeito que eles fazem, com escolas para todos, professores especializados e centros de excelência gratuitos, é moleza.

    Quero ver é eles ganharem tantas medalhas sendo como nós, um país onde a Educação Física nas escolas é, muitas vezes, apenas o horário do futebol para os meninos e da queimada para as meninas. Quero ver é eles ganharem medalhas com apoio estatal pífio, sem massificar o esporte, sem um aperfeiçoamento crescente e planejado.

    Quero ver é fazer que nem a gente, no improviso. Aí, duvido que eles ganhem de nós. Duvido!

    Malditos comunistas...


    José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É colunista de futebol na Folha de S.Paulo desde 1998. Escreveu também para o Jornal da Tarde e para a revista Placar. Dirigiu alguns curtas-metragens e o longa Como fazer um filme de amor. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.

    Técnicas para a manipulação da opinião pública


    1- A estratégia da diversão
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    Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, graças a um dilúvio contínuo de distrações e informações insignificantes.
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    A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.
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    "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas").
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    2- Criar problemas, depois oferecer soluções
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    Este método também é denominado "problema-reação-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reação do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis de segurança em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise econômica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.
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    3- A estratégia do alongamento
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    Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.
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    4- A estratégia do diferimento
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    Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.
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    Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e econômica foram aceitas pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.
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    5- Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas
    A maior parte da publicidade destinada ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adota um tom infantilizante. Por quê?
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    "Se se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reação tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )
    6- Apelar antes ao emocional do que à reflexão
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    Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, impulsos ou comportamentos...
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    7- Manter o público na ignorância e no disparate
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    Atuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão.
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    "A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )
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    8- Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade
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    Encorajar o público a considerar "natural" o fato de ser idiota, vulgar e inculto...
    9- Substituir a revolta pela culpabilidade
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    Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema econômico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da ação. E sem ação, não há alteração!...
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    10- Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios
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    No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.
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    Extraído de: http://resistir.info/varios/manipulacao.html

    EM DEFESA DA RESISTÊNCIA LÍBIA

    sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    O GOVERNO ROSINHA TENTA NEGAR, MAS OS NÚMEROS SÃO IMPLACÁVEIS



    Temos sido impertinentes ao longo dos anos apontando TODAS as mazelas da Educação do Município de Campos, provocadas evidendentemente pelo DESCASO do governo municipal.

    O governo Rosinha Garotinho insiste em práticas atrasadas já denunciadas por nós a várias instâncias de poder e, que tem contribuído para sucatear a Educação em nosso município.

    O ano de 2010 começou com 12 escolas rurais fechadas. Fizemos atos públicos, denunciamos ao MPE, tentamos dialogar com a SMEC e, nada. As escolas estão fechadas até hoje e a comunidade onde cada uma delas está inserida foi duramente lesada em seus direitos de ter uma escola próxima a residência.

    Mas antes disso, já reivindicávamos a convocação dos concursados de 2008 e a prorrogação do prazo de validade do concurso que se expiraria em 31 de maio de 2010. E nada. O governo Rosinha não cedeu. Enquanto isso a carência de professores nas escolas era crescente e fechar as escolas rurais foi um dos artifícios utilizados para tentar amenizá-la.

    As condições físicas da maior parte das escolas municipais de Campos é pessima. Tentamos mostrar isso ao governo Rosinha em audiência com seus secretários e na tribuna da Câmara. O que foi feito para sanar de vez o problema? NADA.

    Foi necessário cair o teto de uma sala de aula em cima dos alunos em uma das Creches de Guarus
    para representantes do governo tentar justificar o injustificável. Outra casa foi alugada e as crianças acomodadas em outro espaço. Apenas um arremedo de solução. O problema continua lá.

    Ao mesmo tempo, a Escola Municipal de Venda Nova - com situação denunciada ao longo dos últimos seis anos - dava sinais claros que cairia a qualquer momento. Totalmente insalubre. Crianças e professores expostos a uma situação indigna e perigosa. A escola foi demolida recentemente. Os professores e alunos foram abrigados temporariamente por uma Igreja Evangélica local. Até agora a obra de reconstrução da Escola Municipal de Venda Nova não deslanchou. O Pastor - no seu direito - avisou a diretora da escola que não terá como abrigar a escola em sua Igreja no próximo ano.

    Em condições físicas semelhantes as já citadas estão a Creche de Fazendinha, a Escola de Campo Novo, etc,etc...

    Outra coisa inquietante é a terceirização da merenda escolar. Preço elevado, qualidade a desejar. Ontem numa escola de Nova Brasília uma funcionária se feriu na explosão de uma panela de pressão. Foi a segunda vez nesta mesma escola que o fato ocorreu. Na primeira vez, ninguém se feriu, a panela foi trocada pela empresa terceirizada. Ontem, na explosão, a funcionária saiu ferida. A SMEC nada fez e, a empresa terceirizada alegou que a culpa é da funcionária que não sabe usar a panela devidamente. Acidente de trabalho, registra-se.

    Ainda no campo das terceirizações temos a assessoria pedagógica da EXPOENTE e da ALFA E BETO. Materiais caros, de qualidade questionável como já tivemos oportunidade de apontar. Aliás, não só os materiais são caros. O custo destas assessorias é bastante elevado acrescido dos materiais que são descontextualizados. Ou seja, os conteúdos são distantes da realidade local. Nosso aluno sabe o que é um gambá e não faz a menor idéia do que seja um quati. Nem eu.

    Avançando nesta exposição está na hora de falar dos professores e funcionários: os profissionais de educação.

    A categoria da educação tem sido duramente tratada pelo governo Rosinha Garotinho.

    Os professores querem saber onde está sendo aplicado os R$ 100 milhões do FUNDEB. O FUNDEB deve ser destinado à valorização profissional, como acréscimo no salário até o ano de 2020. Pelo que consta a assessoria pedagógica da EXPOENTE, ALFA E BETO e a merenda terceirizada não implicam em valorização profissional. Mas, desconfia-se que é justamente a iniciativa privada que está sendo "valorizada" ou beneficiada em detrimento dos profissionais concursados que se vêem obrigados a usar os materiais destas empresas e estão a ver navios sobre o FUNDEB.

    Em 2009 foi aprovado o Plano de Cargos e Salários dos professores. Foi apresentado e aprovado na Câmara às pressas para que o município não perder verbas federais. Veja bem que, a preocupação não foi com os profissionais. Tanto que, o PCCS deveria ser unificado ou seja, todos os profissionais que trabalham nas escolas deveriam ser inseridos no referido PCCS. Professores, Funcionários administrativos, Pedagogos, Psicopedagogos, Animadores Culturais, Supervisores, Assistentes Sociais, Psicólogos, Fonaudiólogos, etc. O PCCS além de excluir profissionais de educação, tem uma qualidade abaixo da expectativa. Propusemos alterações a fim de melhorá-lo e mesmo estando prontas desde o final de 2010 e até hoje não foram encaminhadas à Câmara de Vereadores para votação.

    No segundo semestre de 2011 muitos professores foram surpreendidos com o remanejamento compulsório. Foram colocados como excedentes nas escolas em que atuavam com turmas para escolher outras escolas onde turmas inteiras estavam sem professores desde o início do ano. Mais uma maquiagem mal feita para tentar dar respostas à carência - a esta altura - gritante de professores.

    Neste mesmo período, salas de leitura e de recursos foram fechadas, juntaram turmas, etc, tudo para criar falso excedente de professores para serem remanejados para outras escolas. Houve o aprofundamento do sucateamento da educação pública nas escolas municipais.

    Apesar de todas as manobras descritas, a carência persistiu então, abriu-se um processo - questionável - de seleção para CONTRATOS DE PROFESSORES para o período de 11 meses. Turmas que ficaram sem professores do início do ano letivo de 2011 até o mês do contrato (mais ou menos em setembro) começaram a ter aulas.

    Professores perseguidos, desvalorizados, desrespeitados em seus direitos, diretores indicados pelo governo municipal, etc, etc.

    Violência no interior das escolas, profissionais vítimas de ameaças, etc,etc.

    Profissionais de educação adoecendo devido as péssimas condições de trabalho aos quais são submetidos, etc, etc.

    Esta é a realidade da Educação de um município que entre os anos de 2008/2012 recebe R$ 4,5 bilhões de royalties de petróleo.

    Um município que apesar dos fartos recursos figura entre o segundo PIOR na educação, com média 3,2 ficando a frente somente de Vitória da Conquista, na Bahia.

    É bom lembrar que no Brasil existem mais de 5 mil municípios.

    Esta nota deve ser atribuída a quem de direito. Não são nossos profissionais de educação nem nossos alunos que fazem jus a esta nota e, sim o governo Rosinha Garotinho e seus comandados. A Expoente, Alfa e Beto, etc.

    Com certeza, a atual gestão municipal para a Educação, deve ser a segunda pior do Brasil senão a pior. Nota 3,2 para eles.

    quinta-feira, 3 de novembro de 2011

    INDICADORES DE UMA RICA MISÉRIA


    DO BLOG DO HERVAL JUNIOR

    Péssimos indicadores na cidade dos royalties

    O que dirão os blogueiros de coleira quando se tem em mãos os seguintes números ?

    Campos dos Goytacazes , com o quinto maior orçamento do país , obteve a penúltima colocação na avaliação do Ideb , nota 3,2 para sua educação pública entre as principais cidades do Brasil .

    Outro indicador não menos importante , o município de Campos caiu de 51º para 56º lugar entre as 81 cidades brasileiras com mais de 300 mil habitantes , no ranking do Ministério das Cidades que avalia a evolução do saneamento .

    Estamos piorando com mais dinheiro.Campos recebe dez vezes mais recursos provenientes dos royalties de petróleo (1,2 bilhão em 2011) do que recebia há dez anos atrás .

    Só mesmo muita incompetência e irresponsabilidade com dinheiro público para chegarmos a esse patamar .

    É VERDADE!!!

    Comentário da blogueira:

    As obras em Campos estão devagar quase parando. Tenho oportunidade de observar a obra de duplicação do final da Av.28 de março a Goytacazes diariamente. É impressionante! Tem dias que apenas dois trabalhadores ocupam o canteiro de obras e, em outros nenhum. Assim, tudo leva a crer que o prazo previsto para entrega da obra está a perder de vista.

    Sabemos que com um orçamento de R$ 4,5 milhões de Royalties o problema não é falta de dinheiro. A pergunta que não quer calar é: porque tão poucos trabalhadores no canteiro de obras?

    Se continuar desse jeito aesta obra e, outras neste mesmo rítmo ficará como herança para o próximo governo municipal.




    DO BLOG ESTOU PROCURANDO ...

    Os moradores do bairro Penha, localizado em Campos, estão sofrendo com a demora das obras. Seria para ser um sofrimento passageiro, porque toda obra tem um transtorno. Mas, quando essa obra demora a terminar, de transtorno passa para pesadelo.
    A Prefeitura de Campos está construindo no bairro Penha, o Bairro Legal. Mas o que era para ser motivo de melhorias na vida da população, virou uma grande dor de cabeça.
    Para a Penha ser um bairro legal, ainda falta muito, a prefeitura diz que trabalho no local, está em ritmo acelerado, mas a equipe do RJ Inter TV flagrou a obra sem ninguém trabalhando.

    Assista aqui

    terça-feira, 1 de novembro de 2011

    E A SAÚDE?

    COMENTÁRIO DA BLOGUEIRA:

    A disposição em oferecer uma estrutura encorpada a Conferência da Saúde em Campos é imcompatível com o que vem acontecedo com o atendimento na área em Campos.

    Faltam médicos, equipamentos de raio X jazem quebrados nos postos de atendimento, faltam medicamentos básicos inclusive do Hospital que deveria ser de excelência, o HFM.

    Então fica a pergunta: qual o motivo de uma Conferência de Saúde apresentável e com custo que daria para consertar aparelhos de Raio X, etc, diante do descaso com a Saúde em Campos?

    6ª Conferência Municipal de Saúde de Campos pelo valor de R$ 78.300.00 mil

    EXTRATO DE CONTRATO
    NÚMERO: 118/2011
    FATO GERADOR: Carta Convite 004/2011.
    OBJETO: Contratação de empresa para prestação de serviços especializados em Logística, Locação de Equipamentos para credenciamento e Registro de Anais, desenvolvimento de site e serviços de
    Gráfica e Decoração para a 6ª Conferência Municipal de Saúde de Campos dos Goytacazes.
    CONTRATADA: WTC RECURSOS HUMANOS LTDA
    VALOR TOTAL: R$ 78.300,00 (setenta e oito mil e trezentos reais)
    FORMA DE PAGAMENTO: 30 dias.
    Campos dos Goytacazes, 26 de outubro de 2011
    Paulo Roberto Hirano
    Secretário Municipal de Saúde
    Id: 1218030

    TODOS QUEREMOS O MELHOR!

    De: Antonio Carlos Mazzeo

    (OU A OPÇÃO DE LULA PELO HOSPITAL SÍRIO-LIBANÊS)

    "Gente é muito bom
    Gente deve ser o bom
    Tem de se cuidar
    De se respeitar o bom
    Está certo dizer que estrelas
    Estão no olhar..."
    Caetano Veloso

    Criou-se uma polêmica em relação ao tratamento de Lula no hospital Sírio Libanês, um dos melhores do país e da América Latina e, é claro, um dos mais caros. Obviamente não estamos aqui, entrando no mérito do direito humano intrínseco do ex-presidente tratar de sua grave doença.

    A questão que se coloca é outra. Melhor dizendo é de fundo, pois política e simbologicamente, a opção de tratamento de Lula em hospital de referência internacional, envolve o problema de milhões de brasileiros que não podem optar pelo melhor. Dai, esta constituir uma questão de alto interesse nacional.
    Mas é preciso dizer que Lula não foi o único a optar por este hospital, basta lembrar de seu vice-presidente, assim como Sarney e tantos outros membros da "elite" política nacional, também foram atendidos nesse nosocômio de fina estampa.

    A pergunta é porque aqueles que tem condições econômicas para pagar um bom plano particular não optam pelo serviço público de saúde? Obviamente não vou responder à essa pergunta emblemática, pois é sabido que cotidianamente milhares de brasileiros morrem nas filas dos hospitais esperando atendimento, em estruturas de saúde abandonadas e precárias, mães em trabalho de parto, doentes crônicos, acidentados, anciãos, crianças, etc, todos pertencentes à classe trabalhadora e pagadores de seus impostos que, infelizmente, não são revertidos em melhoria da estrutura de saúde, de educação, de moradia, de transporte, de infraestrutura urbana, e assim por diante.

    Coloca-se, então, uma pergunta moral e política: até quando o país vai tolerar a saúde, a educação, o transporte e a infraestrutura estratificada e "privilegiante", se todos somos iguais perante à lei e ao direito cidadão?

    Seguramente a resposta não será aquela medíocre e irresponsável que o "sociólogo" Fernando Henrique Cardoso encontrou para defender seu adversário político, quer dizer, para defender o privilégio que é seu também. Não é o "recalque" das pessoas mas sim a indignação!

    Melhor ainda, a indignidade com que a classe que dirige o país trata os trabalhadores, ainda com os resquícios cruéis da senzala, materializados nas escolas sem estruturas, nos professores mal pagos, numa política de saúde que não dá ao trabalhador a chance de sobreviver à doenças mais banais, em que os hospitais se assemelham a açougues.

    Não é de Lula apenas que estamos cobrando a socialização da dignidade, mas do conjunto das políticas sociais atravancadas nas salas dos parlamentares da ordem, em sua maioria, mancomunados com interesses escusos dos empresários da educação, da saúde, da infraestrutura, dos transportes e sabe lá quantos outros interesses ocultos.

    O Brasil é um país rico, mas com um povo pobre. A burguesia, tampouco sua aliada, a socialdemocracia petista, resolveram as questões estruturais do país porque as duas forças políticas aliam-se e fazem parte do projeto de modernização conservadora de vezo capitalista. A socialdemocracia-tardia tenta, de todas as formas, maquiar o problema, inventando o falacioso conceito de "nova classe média" brasileira, mas os dados negam a demagogia do governo do PT e de seus aliados. 28% (aproximadamente 16 milhões) da população brasileira vive abaixo da linha de pobreza, recebendo em média 70,00 R$ por mês. 43% (aproximadamente 80 milhões) vivem na pobreza, recebendo cerca de R$140,00 por mês. No total, temos 96 milhões de brasileiros vivendo na pobreza extrema, em que pesem ai, os programas de bolsa-família, pois com R$140,00 mês ou com o salário mínimo de R$ 545,00 é impossível viver com dignidade.

    De modo que a maioria esmagadora dos brasileiros não pode fazer a opção de qualidade que fez Lula, para seu tratamento de saúde, assim como não pode matricular seus filhos nas melhores escolas. Para que tenhamos uma ideia, um bom plano de saúde que dê direito a hospitais como Sírio-Libanês, São Luís, Albert Einstein e outros de igual qualidade, para uma família média de 4 pessoas, não sai menos que R$1500, mês. Uma escola considerada de qualidade em São Paulo, tem como mensalidade uma média que varia de R$ 1700,00 a R$2.000,00 por mês.

    Com essas distorções perversas não é de se admirar o surgimento das controverisas em relação à opção de Lula por ser tratado de sua enfermidade no hospital Sírio-Libanês. Que me desculpem os amigos, mas não consigo ver de outro modo que não o indignado a estratificação dos direitos básicos das pessoas. Não posso aceitar que para uma minoria sejam dados todos os recuros e todas as estruturas para o acesso à saúde, educação, moradia e transportes e para a maioria a opção do "menos pior", quando isso é possível.

    Há algo de errado nisso tudo, e sabemos suas causas. Cabe-nos agora, a organização das condições objetivas e subjetivas para que todos tenhamos a opção pelo melhor e, aviso, ninguém nos dará isso de mãos beijadas.

    LULA. O CÂNCER, O SUS E O EXEMPLO DE FLORESTAN FERNANDES

    MARCOS BOTELLHO

    .
    Pra todos que estão sendo contra a campanha para que Lula faça seu tratamento no SUS, compartilho mais uma vez um relato da vida do grande homem, intelectual e ex-deputado Florestan Fernandes. Concordo que a campanha para o Lula fazer tratamento no SUS é rasa, mas o exemplo de Florestan é tocante:

    "Uma das passagens mais interessantes da vida do sociólogo foi relatada na audiência pelo assessor p arlamentar Laurez Cerqueira, que trabalhou com Florestan durante seu mandato de deputado (1987-1994). Quase ao fim da vida, já debilitado devido à hepatite C que contraiu em uma transfusão de sangue, o sociólogo teve uma crise e foi, sozinho, a um hospital público para ser atendido. Logo depois, seu filho, o jornalista Florestan Fernandes Jr., o encontrou no hospital, aguardando o atendimento. Como o pai se recusava a sair da fila em que estava, o filho teve de pedir a ajuda de um médico para convencê-lo a ser atendido imediatamente.

    Laurez, autor do livro Florestan Fernandes - Vida e Obra, também contou que, numa fase seguinte, em estado ainda mais grave, o sociólogo recebeu do médico orientação para fazer um transplante de fígado. Quando tomou conhecimento do fato, o então presidente Fernando Henrique Cardoso ligou para o colega de academia, colocando à sua disposição tudo o que fosse necessário, inclusive a possibilidade de realizar a operação em Cleveland (EUA). Florestan recusou a ajuda, argumentando que havia muitas outras pessoas antes dele esperando pela operação. "Só aceito se a oferta for feita a todos", teria dito o ex-deputado. Acabou fazendo a cirurgia no Brasil. “Esse tipo de conduta é fundamental como referência de homem público” afirmou Laurez".

    .

    " EM CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU"

    Trabalhadores de sindicato dos metalúrgicos entram em greve contra a própria entidade

    Publicada no Globo em 29/10/2011 às 10h33m

    Henrique Gomes Batista (henrique.batista@oglobo.com.br)

    RIO - Depois de organizar neste ano cerca de 35 greves e manifestações, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e região, que representa 45 mil trabalhadores, vive uma situação inusitada: entrou em greve. Não, a greve não é dos metalúrgicos, mas sim dos próprios funcionários do sindicato. Parte dos 60 trabalhadores da entidade decidiu cruzar os braços contra o que consideram uma atitude de desrespeito pela diretoria do sindicato: forçar a troca da data-base da categoria de setembro para novembro.

    - Na verdade essa proposta de alteração da data-base apenas foi um estopim para a intransigência do sindicato. Eles não aceitam negociar ou discutir isso, e chegam com este pedido que já foi negado duas vezes em assembleia - afirmou Eliane Mendonça, da comissão dos trabalhadores.

    Ela lembrou que o problema nem é o índice de reajuste proposto, de 10%, mas que são contrários à mudança da data-base por considerar que a situação ficará pior para os trabalhadores. Eliane lembra que, mesmo com a data-base no dia 1º de setembro, as negociações só começaram 56 dias depois. Se mudar para novembro, argumenta, o acordo não sairá antes do ano novo.

    Ela afirmou que estranha a atitude da direção do sindicato - filiado à combativa Central Sindical e Popular ( CSP-Conlutas), entidade ligada ao PSTU - por sua postura. A representante dos trabalhadores diz ainda que os dirigentes da entidade chegaram a contratar novos funcionários para atuar na função dos grevistas, o que é proibido pela Constituição.

    A versão da diretoria do sindicato é outra. Segundo Luiz Carlos Prates, conhecido como Mancha, secretário-geral da entidade, não está ocorrendo uma greve, mas sim um "boicote", que enfraquece as lutas sindicais. Ele afirma que apenas metade dos trabalhadores do sindicato aderiram ao movimento e que não contratou ninguém para as funções, mas que mantém o sindicato funcionando graças á atuação dos próprios dirigentes sindicais:

    - A mudança da data-base é algo relevante, pois setembro também é a data-base dos metalúrgicos e precisamos estar focados. Além disso, em novembro o sindicato possui mais recursos em caixa - diz o dirigente, que espera que tudo acabe logo.

    Essa manifestação ocorre enquanto o sindicato está em plena campanha salarial dos metalúrgicos do setor aeroespacial - a Embraer fica sediada na cidade - e na mesma semana em que a atuação do sindicato foi fundamental para que os vereadores de São José dos Campos voltassem atrás e trocassem um aumento salarial dos próprios salários de 50% para outro de 20%. Na cidade, o comentário geral é que, no caso da greve dentro do sindicato, vale a máxima: "em casa de ferreiro, espeto de pau"

    LOURENÇO CAMELO DE MESQUITA (1926 - 1977)


    Filiação: Maria Aguida de Mesquita e Lourenço Camelo de Mesquita

    Data e local de nascimento: 18/08/1926, Ceará

    Organização política ou atividade: PCB

    Data e local da morte: 30/07/1977, Rio de Janeiro (RJ)

    Este caso refere-se a mais um episódio de suicídio por enforcamento, o último de uma longa série de versões farsantes que os órgãos de

    segurança do regime militar divulgaram tentando encobrir as reais condições da morte de presos políticos. O jornalista Elio Gaspari cuidou

    de contar e informa que o pretenso suicídio de Lourenço foi o 41º suicídio alegado, o 20º enforcamento, o 11º sem vão livre.

    Na cópia da cédula de identidade de Lourenço, anexada aos autos do processo formado na CEMDP, consta apenas Ceará como local de

    nascimento. Viveu 15 anos com Dalva Soares Pereira, com quem teve dois filhos. Na versão militar, ele foi encontrado morto, às 8h20 do

    dia 30/07/1977, na cela nº 1 do pavilhão de presídio da 1ª Companhia de Polícia do Exército, no Rio de Janeiro.

    Já na certidão de óbito está escrito que Lourenço morreu às 12h, tendo como causa mortis asfixia mecânica por enforcamento. O exame

    necroscópico foi firmado por Roberto Blanco dos Santos e Amadeu da Silva Lopes. A versão oficial é de que teria se enforcado, “sendo

    encontrado com um laço no pescoço, formado por uma cueca preta de nylon – tipo zorba, com a outra extremidade presa ao registro da descarga

    do vaso sanitário, no qual o extingo se achava sentado”.

    Seu nome nunca tinha surgido antes em qualquer lista de mortos e desaparecidos políticos. Não constava também do Dossiê dos Mortos

    e Desaparecidos. A CEMDP enviou ofício solicitando informações à Polícia do Exército do Rio de Janeiro a respeito do motivo da prisão de

    Lourenço, mas não obteve resposta. Ao Arquivo do DOPS/RJ foram solicitadas informações, mas nada foi encontrado. Sendo assim, o deputado

    Nilmário Miranda, que examinava o caso por ter pedido vistas do processo após uma primeira manifestação do relator favorável ao

    indeferimento, colheu depoimentos de alguns companheiros de Lourenço, que deixaram clara a motivação política da prisão e os vínculos

    que mantinha com o PCB. Em seu voto, o deputado deu destaque ao depoimento de Berenício Ferreira Pessoa:

    “Berenício declarou que era militante do PCB desde 1958; que morou em Caxias por mais de 30 anos; que esteve preso após o golpe militar por

    cerca de 90 dias, de onde saiu quase morto, acometido por uma crupe.(...);que foi dirigente do PCB e militava no Comitê do Partido na Estação

    Ferroviária Leopoldina. Conheceu Lourenço Camelo de Mesquita por volta de 1960, já como militante do PCB. Lourenço militava no Comitê

    Municipal de Duque de Caxias e ele, Berenício, no Comitê da Leopoldina. Que em 1962 houve um quebra-quebra em Caxias e que os 2 Comitês

    se reuniram conjuntamente para analisar e tomar posição sobre os incidentes. Que a partir de então, 1962, tornou-se amigo do ‘China”; que

    ‘China’ era taxista, que militava entre motoristas de coletivos e entre taxistas. Que ‘China’ era muito conhecido pela sua militância; que em

    1977 já estava morando de novo em Duque e trabalhava como representante de persianas. Neste ano houve greves de condutores rodoviários

    em Duque de Caxias e que o ‘China’ assinou e lançou manifestos na cidade. Certo dia chegou em casa e sua mulher disse-lhe: ‘Cuidado! O

    China foi seqüestrado hoje pela polícia. O próximo é você!’ Depois quando veio a notícia de sua morte, ninguém acreditou em suicídio. Todos

    diziam: ‘mataram o China’, exatamente porque era um veterano comunista, um ativista conhecido”.

    Nilmário Miranda, ao apresentar seu parecer, considerou “a descrição das circunstâncias do ‘suicídio’ grosseira e absolutamente inverossímil”.

    Concluiu que foram falsificadas as circunstâncias de sua morte e que esta se deu sob inteira responsabilidade do Estado.

    =============================================================================================================================

    FICHA

    Lourenço Camelo de Mesquita

    Ficha Pessoal

    Dados Pessoais

    Nome:

    Lourenço Camelo de Mesquita

    Dados da Militância

    Morto ou Desaparecido:

    Morto
    30/7/1977
    Rio de Janeiro RJ Brasil
    1ª Companhia da Polícia do Exército
    Clandestinidade

    Dados da repressão

    Orgãos de repressão

    (envolvido na morte ou desaparecimento)

    Polícia do Exército PE Brasil

    Médico legista:

    (envolvido na morte ou desaparecimento)

    Roberto Blanco dos Santos

    Biografia

    Documentos

    Parte de livro
    Teles, Janaína (org.). Mortos e desaparecidos políticos: reparação ou impunidade? São Paulo: Humanitas - FFLCH/USP, 2000. p.172-176. Lista de nomes dos presos políticos cujas famílias receberam indenização do governo por este ter assumido a responsabilidade pela morte ou desaparecimento dos mesmos.

    DADOS ALARMANTES!!!

    Dengue cresce 550% no Estado

    A subsecretária de Estado de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde, Hellen Miyamoto, afirmou que os registros de casos de dengue no estado, este ano, cresceram 550% em relação a 2010. O anúncio foi feito durante audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), presidida pelo deputado Bruno Correia (PDT), realizada nesta segunda-feira (31/10). De acordo com Miyamoto, o grande aumento se deve a uma série de fatores – o estado já registra mais de 160 mil casos e 133 óbitos. “Os principais fatores para esse grande aumento são o aumento populacional, o abastecimento irregular de água e o significativo aumento de produção de lixo urbano. Temos estimulado todas as prefeituras do estado a trabalharem a mobilização, principalmente agora, no período pré-verão. Precisamos reduzir o número de criadouros de mosquitos”, alertou a subsecretária.

    O presidente da comissão, porém, defende que é preciso se preocupar também com o combate, em vez de somente com a prevenção à doença. “O combate não pode parar por aqui. Pelo que foi apresentado aqui, muito se trabalha para a prevenção e pouco para o combate à dengue. É importante investir na mobilização, mas é primordial investir na qualidade dos agentes de saúde”, explicou. O pedetista também lamentou a ausência dos municípios para o debate. “Das 92 cidades chamadas, apenas São Gonçalo, Resende e Tanguá compareceram à reunião”, queixou-se.

    (Fonte: Ascom/Alerj)