Derrotas à parte, o dia hoje foi marcado por vitórias!
A categoria da rede municipal compareceu a ASSEMBLÉIA e teve uma participação extremamente importante. Não dá para deixar de dizer que isso é fruto de muito trabalho, principalmente do professor Amaro e do meu.
Além dos diretores o Dr. Alexandre, advogado do SEPE/Campos, esteve presente para dar os informes jurídicos e esclarecer as possíveis dúvidas.
Sobre o concurso público o advogado informou que, deu entrada no recurso referente a ação cicil pública que solicita a tutela antecipada para a prorrogação do concurso de 2008. Apesar de todas as evidências de vagas reais na rede municipal o Juiz, Dr. Cláudio França, indeferiu o pedido. Entretanto, como o pedido está fundamentado em jurisprudência reúne todas as possibilidades de ser vitorioso em outra instãncia.
Quanto ao PCCS, conforme as críticas por mim apontadas, com a aquiescência do professor Amaro Ségio, o Dr. Alexandre confirmou que o plano está abaixo do razoável e que necessita de emendas as quais ele se compromete, junto com a direção do SEPE, a formulá-las e encaminhá-las à Câmara para votação e aprovação.
Foi aprovada, também, a compra de novas instalações para o SEPE/Campos, com os recursos do imposto sindical e uma ampla campanha de filiação voltada principalmente para a rede municipal no segundo semestre de 2010.
Valeu, colegas da rede municipal!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
CAMPOS ESTÁ EM FESTA
Diante da apatia reinante no seio da população do município de Campos, cada dia mais desiludida, é evidente a alegria de todos diante da notícia da cassação da prefeita Rosinha Garotinho.
Enfim surge uma luz no fim do túnel!
Finalmente uma chama de esperança reacende no olhar das pessoas. É motivo de festa!
Não trata-se simplesmente de uma ação da oposição, é um sentimento muito maior que devolve o sorriso à rostos abatidos.
Enfim a JUSTIÇA se faz presente para resgatar e devolver a dignidade à população campista. Agora resta aguardar que isto se confirme após o recurso ao qual o casal tem direito. E aí sim, novas possibilidades se tornarão um fato concreto.
Não resta dúvida de que é lamentável que, mais uma vez, Campos esteja passando por mais um processo de cassação, com vistas a eleições extemporâneas. Porém, também é verdade de que do jeito que está, não dá para continuar.
Que a JUSTIÇA se faça!!!
A EDUCAÇÃO, A SAÚDE, O FUNCIONALISMO PÚBLICO EM GERAL E O POVO, AGRADECEM...
Enfim surge uma luz no fim do túnel!
Finalmente uma chama de esperança reacende no olhar das pessoas. É motivo de festa!
Não trata-se simplesmente de uma ação da oposição, é um sentimento muito maior que devolve o sorriso à rostos abatidos.
Enfim a JUSTIÇA se faz presente para resgatar e devolver a dignidade à população campista. Agora resta aguardar que isto se confirme após o recurso ao qual o casal tem direito. E aí sim, novas possibilidades se tornarão um fato concreto.
Não resta dúvida de que é lamentável que, mais uma vez, Campos esteja passando por mais um processo de cassação, com vistas a eleições extemporâneas. Porém, também é verdade de que do jeito que está, não dá para continuar.
Que a JUSTIÇA se faça!!!
A EDUCAÇÃO, A SAÚDE, O FUNCIONALISMO PÚBLICO EM GERAL E O POVO, AGRADECEM...
TRE CASSA A PREFEITA ROSINHA GAROTINHO E DEIXA O CASAL INELEGÍVEL POR TRÊS ANOS
DEU NO URGENTE
Da Assessoria do TRE-RJ
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro cassou o mandato da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosângela Rosinha Garotinho por abuso do poder econômico. Ela foi beneficiada pelas práticas panfletárias da rádio e do jornal O Diário, durante a campanha nas eleições 2008. Como Rosinha Garotinho obteve mais de 50% dos votos, o Tribunal convocou novas eleições para o município. O uso indevido dos meios de comunicação social também levou a Corte a tornar inelegíveis por três anos a prefeita cassada e o pré-candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho, além de três comunicadores da rádio O Diário.
Os políticos ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, com efeito suspensivo. O julgamento chegou a ficar empatado em três votos a três. Coube ao presidente do TRE-RJ, desembargador Nametala Jorge, o voto de desempate. “Os fatos foram inadmissíveis. O pleito eleitoral tem que ter uma lisura absoluta, trata-se de um direito da sociedade”, justificou o desembargador. Os votos vencidos foram do relator do processo, juiz Célio Salim e dos juízes Leonardo Antonelli e Luiz de Mello Serra. Os desembargadores Sérgio Lúcio de Oliveira e Cruz e Raldênio Bonifácio acompanharam o voto divergente do revisor, juiz Luiz Márcio Pereira.
Houve ainda um impasse quanto ao início da contagem do prazo de inelegibilidade. O juiz Luiz Márcio Pereira defendeu a tese de que o prazo deveria contar a partir da decisão, no que foi acompanhado pelo desembargador Nametala Jorge. Mas os desembargadores Sérgio Lúcio de Oliveira e Cruz e Raldênio Bonifácio entenderam que deve prevalecer a Súmula 19 do TSE, com a contagem a partir das eleições em que os fatos ocorreram, ou seja, em 2008. Para resolver o impasse, o juiz Luiz Márcio Pereira adotou o prazo da Súmula.
Da Assessoria do TRE-RJ
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro cassou o mandato da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosângela Rosinha Garotinho por abuso do poder econômico. Ela foi beneficiada pelas práticas panfletárias da rádio e do jornal O Diário, durante a campanha nas eleições 2008. Como Rosinha Garotinho obteve mais de 50% dos votos, o Tribunal convocou novas eleições para o município. O uso indevido dos meios de comunicação social também levou a Corte a tornar inelegíveis por três anos a prefeita cassada e o pré-candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho, além de três comunicadores da rádio O Diário.
Os políticos ainda podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, com efeito suspensivo. O julgamento chegou a ficar empatado em três votos a três. Coube ao presidente do TRE-RJ, desembargador Nametala Jorge, o voto de desempate. “Os fatos foram inadmissíveis. O pleito eleitoral tem que ter uma lisura absoluta, trata-se de um direito da sociedade”, justificou o desembargador. Os votos vencidos foram do relator do processo, juiz Célio Salim e dos juízes Leonardo Antonelli e Luiz de Mello Serra. Os desembargadores Sérgio Lúcio de Oliveira e Cruz e Raldênio Bonifácio acompanharam o voto divergente do revisor, juiz Luiz Márcio Pereira.
Houve ainda um impasse quanto ao início da contagem do prazo de inelegibilidade. O juiz Luiz Márcio Pereira defendeu a tese de que o prazo deveria contar a partir da decisão, no que foi acompanhado pelo desembargador Nametala Jorge. Mas os desembargadores Sérgio Lúcio de Oliveira e Cruz e Raldênio Bonifácio entenderam que deve prevalecer a Súmula 19 do TSE, com a contagem a partir das eleições em que os fatos ocorreram, ou seja, em 2008. Para resolver o impasse, o juiz Luiz Márcio Pereira adotou o prazo da Súmula.
ELEIÇÕES DIRETAS PARA DIRETORES DE ESCOLA, JÁ!!!
Cada dia fica mais evidente que DIRETORA DE ESCOLA INDICADA PELO PREFEITO(A) representa um retrocesso para a educação pública e de qualidade que defendemos. A nossa defesa por ELEIÇÕES DIRETAS ganha força diante da categoria.
Um exemplo disto,além dos muitos casos conhecidos, foi a constatação hoje pela manhã do Professor Amaro Ségio e minha, quando ao visitar escolas municipais para distribuir o Boletim da rede municipal e convocar para a ASSEMBLÉIA da categoria, houve a tentativa da diretora Olívia de nos barrar a entrada na E.M.Cláudia Almeida no Farol de São Thomé, a qual conseguimos apelar e chegar aos professores. Já na E.M. Farol de São Thomé, onde a diretora Cenilda deu ordens aos funcionários de impedir a nossa entrada, com tantos cadeados no portão foi impossível entrar.
O mesmo não ocorreu em outras escolas que visitamos no dia de hoje,onde com tranquilidade fizemos nosso trabalho sindical.
Estas senhoras diretoras agiram como nos tempos da ditadura, quando o governo intervinha nos sindicatos. Será que a ignorância de ambas é tão grande que elas desconhecem que no estado democrático de direito atitudes como estas são absurdas, ou querem ser melhores "cães de guarda" da prefeita(cassada) do que os demais?
Pior ainda foi envolver a SMEC nesta situação inadimissível, pois usaram como argumento de que receberam "recomendações" da mesma. Logo descartamos esta possibilidade diante da boa receptividade nas demais escolas.
Para piorar a situação, recebemos denúncias de que a senhora que nos permitiu a entrada na escola Cláudia Almeida foi duramente constrangida por uma auxiliar de serviços que a diretora colocou como assessora na secretaria da referida unidade.
Ocorrências como estas representam um atraso para a educação do município.
Lamentável!!!
Um exemplo disto,além dos muitos casos conhecidos, foi a constatação hoje pela manhã do Professor Amaro Ségio e minha, quando ao visitar escolas municipais para distribuir o Boletim da rede municipal e convocar para a ASSEMBLÉIA da categoria, houve a tentativa da diretora Olívia de nos barrar a entrada na E.M.Cláudia Almeida no Farol de São Thomé, a qual conseguimos apelar e chegar aos professores. Já na E.M. Farol de São Thomé, onde a diretora Cenilda deu ordens aos funcionários de impedir a nossa entrada, com tantos cadeados no portão foi impossível entrar.
O mesmo não ocorreu em outras escolas que visitamos no dia de hoje,onde com tranquilidade fizemos nosso trabalho sindical.
Estas senhoras diretoras agiram como nos tempos da ditadura, quando o governo intervinha nos sindicatos. Será que a ignorância de ambas é tão grande que elas desconhecem que no estado democrático de direito atitudes como estas são absurdas, ou querem ser melhores "cães de guarda" da prefeita(cassada) do que os demais?
Pior ainda foi envolver a SMEC nesta situação inadimissível, pois usaram como argumento de que receberam "recomendações" da mesma. Logo descartamos esta possibilidade diante da boa receptividade nas demais escolas.
Para piorar a situação, recebemos denúncias de que a senhora que nos permitiu a entrada na escola Cláudia Almeida foi duramente constrangida por uma auxiliar de serviços que a diretora colocou como assessora na secretaria da referida unidade.
Ocorrências como estas representam um atraso para a educação do município.
Lamentável!!!
terça-feira, 25 de maio de 2010
AUDIÊNCIA PÚBLICA
Existe uma grande diferença entre ação e reação. Há pessoas que preferem esperar os acontecimentos para reagir. Isto lembra a prática da Vereadora Odisséia que, o tempo todo parece abrir mão das possibilidades de ação para ficar igual a "gato atrás do rabo"
O SEPE protocolou a solicitação de AUDIÊNCIA PÚBLICA no início do mês de maio,na Comissão de Educação(D.Penha,Kellinho e Odisséia), entretanto foi necessário a ação de cobrança dos Blogs locais para a vereadora manifestar concretamente o compromisso de levar o assunto para a Câmara.
Acorda Vereadora!!!
Abaixo o e-mail enviado pela vereadora à este Blog:
"Entra em pauta amanhã na sessão da Câmara a minha solicitação de realização de uma Audiência Pública da Comissão de Educação.
Entre as muitas questões que merecem discussão aprofundada estão a prorrogação do Concurso de 2008 e convocação dos aprovados.
Outra questão urgente é a discussão sobre o fechamento de escolas e a demissão de funcionários.
A sessão começa às 9 da manhã."
O SEPE protocolou a solicitação de AUDIÊNCIA PÚBLICA no início do mês de maio,na Comissão de Educação(D.Penha,Kellinho e Odisséia), entretanto foi necessário a ação de cobrança dos Blogs locais para a vereadora manifestar concretamente o compromisso de levar o assunto para a Câmara.
Acorda Vereadora!!!
Abaixo o e-mail enviado pela vereadora à este Blog:
"Entra em pauta amanhã na sessão da Câmara a minha solicitação de realização de uma Audiência Pública da Comissão de Educação.
Entre as muitas questões que merecem discussão aprofundada estão a prorrogação do Concurso de 2008 e convocação dos aprovados.
Outra questão urgente é a discussão sobre o fechamento de escolas e a demissão de funcionários.
A sessão começa às 9 da manhã."
BOLETIM DO SEPE/CAMPOS REDE MUNICIPAL
Saiu do forno e já está circulando o Boletim do SEPE, específico para a luta dos profissionais de educação da rede municipal de Campos
Conferir em www.nalutapelaeducacaocampos.blogspot.com
Conferir em www.nalutapelaeducacaocampos.blogspot.com
A NOVELA DA SUCESSÃO
POR Luiz Werneck Vianna
24/05/2010
Em uma democracia de massas, uma sucessão presidencial suspende a marcha ordinária da política, põe sob tela de juízo o script até então estabelecido e se abre às promessas da novidade. Como em uma novela, esse é um momento em que se começa a delinear o esboço de um próximo capítulo a partir da interpretação do que acaba de se viver. Toda história tem um autor, em princípio o senhor da trama que tece, mas todos já ouvimos falar da experiência de escritores que se surpreenderam quando viram personagens, nascidos da sua imaginação, ganharem animação autônoma, passando como que a agir por conta própria.
Quando há um processo de sucessão institucionalizado, mesmo em regimes políticos autoritários, como ocorreu aqui em tempos recentes, a mudança no comando político nunca é trivial – a passagem do bastão nos governos dos generais-presidentes Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo, cada um deles levado ao poder por um círculo homogêneo de eleitores muito restrito, como se sabe, não desconheceu o conflito e a mudança de rumos.
No entanto, a presente sucessão transcorre, ao menos até aqui, de acordo com as estratégias dos dois principais candidatos, a de Serra e a de Dilma, como se o próximo capítulo – inevitavelmente, mais uma vez, sob a égide dos partidos de hegemonia paulista, o PT e o PSDB -, já estivesse comprometido a reprisar, com retoques, os anteriores. Tanto a retórica de Serra quanto a de Dilma apontam para essa direção, os dois reivindicando para si o papel de melhor intérprete para continuar um roteiro supostamente consagrado.
As diferenças se resumiriam a questões operacionais na condução da economia, como, por exemplo, na questão de juros e no grau de relativa autonomia a ser desfrutada pelo Banco Central diante das autoridades governamentais. Serra, como Aécio Neves preconizava, não seria um candidato de oposição, definindo-se como um pós-Lula. Dilma, por sua vez, seria Lula como um outro corpo do Rei, em vigília fiel de quatro anos à espera que seu verdadeiro titular reocupe seu lugar. Nesse jogo de simulações, o que importa, para uma candidatura, é a herança da popularidade de Lula, e, para a outra, não confrontá-la. Não importa que o cenário do mundo esteja mudando à frente de todos, como bem atesta a profundidade da crise da União Europeia, logo em seguida à crise financeira de fins de 2008. Como que indiferente a ele, a pauta dos candidatos segue obedecendo aos cálculos do marketing político.
Mas há algo nesse enredo que não encaixa. Se Dilma pode ser eleita pelo lulismo, não poderá governar com ele, na medida em que ele é atributo intransferível do carisma do seu inventor. Ela terá de governar com o PT e com a coalizão política que a eleger, na qual está o PMDB, com um dos seus cardeais instalado na Vice-Presidência da República. Por outro lado, o bordão nacional-popular não é próprio para a nova inscrição internacional do país e para as aspirações de projetar o capitalismo brasileiro na economia-mundo, que requer uma gramática dominada pelo pragmatismo.
Uma indicação disso está nas abdicaçôes de José Eduardo Dutra presidente do PT, e de Antonio Palocci, um condestável da política econômica, das suas pretensões eleitorais a fim de assumirem posições de comando na campanha eleitoral de Dilma. Caso ela seja eleita, não há outra leitura possível, ambos serão guindados ao seu ministério, além, é claro, do Henrique Meireles. De outra parte, Serra, mesmo que não confronte com o governo atual, para que seja um candidato competitivo, terá de sustentar outro andamento à história em que estamos há 16 anos envolvidos, apresentando alternativas persuasivas que garantam continuidade a ela, em especial em matérias como a da questão social e a do crescimento econômico. Nessa agenda, deve ser incluída a valorização de uma vida civil ativa e autônoma, uma vez que não são compatíveis com a nova democracia política brasileira as tendências que aí estão de estatalização dos movimentos sociais, inclusive dos sindicatos.
A novela que nos tem como seu público obrigatório, a essa altura incapaz de mobilizar paixões, destituída de suspense, com suas reviravoltas e artimanhas nossas velhas conhecidas, não deve passar pelo hiato da Copa do Mundo. Depois dela, cairão as máscaras da dissimulação, e o enredo ficará tenso e cheio de surpresas: é ainda possível manter, na frente agrária, o agronegócio sob a pressão dos movimentos sociais do tipo MST; como compatibilizar, com os dois lados ganhando, os interesses dos chamados ruralistas com um vigoroso movimento ambientalista, hoje identificado com uma candidatura presidencial?
Noutra ponta: o nacional-desenvolvimentismo, com seus imperativos políticos de projeção do poder nacional, pode encontrar lugar em uma economia conduzida pelo eixo Henrique Meirelles-Antonio Palocci? Qual a dialética que poderá sustentar a política externa atual com as necessidades, a essa altura inarredáveis, do país ocupar uma posição entre os grandes do mundo? As demandas pelas reformas trabalhista e previdenciária, desejadas pelo empresariado, como se haverão com a resistência dos sindicatos, hoje, em franco processo de recuperação da sua força de outrora? Lula, no seu tempo, que já não é o de agora, pôde conciliar esses antagonismos. Alguém mais pode?
Luiz Werneck Vianna é professor-pesquisador do Iuperj
24/05/2010
Em uma democracia de massas, uma sucessão presidencial suspende a marcha ordinária da política, põe sob tela de juízo o script até então estabelecido e se abre às promessas da novidade. Como em uma novela, esse é um momento em que se começa a delinear o esboço de um próximo capítulo a partir da interpretação do que acaba de se viver. Toda história tem um autor, em princípio o senhor da trama que tece, mas todos já ouvimos falar da experiência de escritores que se surpreenderam quando viram personagens, nascidos da sua imaginação, ganharem animação autônoma, passando como que a agir por conta própria.
Quando há um processo de sucessão institucionalizado, mesmo em regimes políticos autoritários, como ocorreu aqui em tempos recentes, a mudança no comando político nunca é trivial – a passagem do bastão nos governos dos generais-presidentes Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo, cada um deles levado ao poder por um círculo homogêneo de eleitores muito restrito, como se sabe, não desconheceu o conflito e a mudança de rumos.
No entanto, a presente sucessão transcorre, ao menos até aqui, de acordo com as estratégias dos dois principais candidatos, a de Serra e a de Dilma, como se o próximo capítulo – inevitavelmente, mais uma vez, sob a égide dos partidos de hegemonia paulista, o PT e o PSDB -, já estivesse comprometido a reprisar, com retoques, os anteriores. Tanto a retórica de Serra quanto a de Dilma apontam para essa direção, os dois reivindicando para si o papel de melhor intérprete para continuar um roteiro supostamente consagrado.
As diferenças se resumiriam a questões operacionais na condução da economia, como, por exemplo, na questão de juros e no grau de relativa autonomia a ser desfrutada pelo Banco Central diante das autoridades governamentais. Serra, como Aécio Neves preconizava, não seria um candidato de oposição, definindo-se como um pós-Lula. Dilma, por sua vez, seria Lula como um outro corpo do Rei, em vigília fiel de quatro anos à espera que seu verdadeiro titular reocupe seu lugar. Nesse jogo de simulações, o que importa, para uma candidatura, é a herança da popularidade de Lula, e, para a outra, não confrontá-la. Não importa que o cenário do mundo esteja mudando à frente de todos, como bem atesta a profundidade da crise da União Europeia, logo em seguida à crise financeira de fins de 2008. Como que indiferente a ele, a pauta dos candidatos segue obedecendo aos cálculos do marketing político.
Mas há algo nesse enredo que não encaixa. Se Dilma pode ser eleita pelo lulismo, não poderá governar com ele, na medida em que ele é atributo intransferível do carisma do seu inventor. Ela terá de governar com o PT e com a coalizão política que a eleger, na qual está o PMDB, com um dos seus cardeais instalado na Vice-Presidência da República. Por outro lado, o bordão nacional-popular não é próprio para a nova inscrição internacional do país e para as aspirações de projetar o capitalismo brasileiro na economia-mundo, que requer uma gramática dominada pelo pragmatismo.
Uma indicação disso está nas abdicaçôes de José Eduardo Dutra presidente do PT, e de Antonio Palocci, um condestável da política econômica, das suas pretensões eleitorais a fim de assumirem posições de comando na campanha eleitoral de Dilma. Caso ela seja eleita, não há outra leitura possível, ambos serão guindados ao seu ministério, além, é claro, do Henrique Meireles. De outra parte, Serra, mesmo que não confronte com o governo atual, para que seja um candidato competitivo, terá de sustentar outro andamento à história em que estamos há 16 anos envolvidos, apresentando alternativas persuasivas que garantam continuidade a ela, em especial em matérias como a da questão social e a do crescimento econômico. Nessa agenda, deve ser incluída a valorização de uma vida civil ativa e autônoma, uma vez que não são compatíveis com a nova democracia política brasileira as tendências que aí estão de estatalização dos movimentos sociais, inclusive dos sindicatos.
A novela que nos tem como seu público obrigatório, a essa altura incapaz de mobilizar paixões, destituída de suspense, com suas reviravoltas e artimanhas nossas velhas conhecidas, não deve passar pelo hiato da Copa do Mundo. Depois dela, cairão as máscaras da dissimulação, e o enredo ficará tenso e cheio de surpresas: é ainda possível manter, na frente agrária, o agronegócio sob a pressão dos movimentos sociais do tipo MST; como compatibilizar, com os dois lados ganhando, os interesses dos chamados ruralistas com um vigoroso movimento ambientalista, hoje identificado com uma candidatura presidencial?
Noutra ponta: o nacional-desenvolvimentismo, com seus imperativos políticos de projeção do poder nacional, pode encontrar lugar em uma economia conduzida pelo eixo Henrique Meirelles-Antonio Palocci? Qual a dialética que poderá sustentar a política externa atual com as necessidades, a essa altura inarredáveis, do país ocupar uma posição entre os grandes do mundo? As demandas pelas reformas trabalhista e previdenciária, desejadas pelo empresariado, como se haverão com a resistência dos sindicatos, hoje, em franco processo de recuperação da sua força de outrora? Lula, no seu tempo, que já não é o de agora, pôde conciliar esses antagonismos. Alguém mais pode?
Luiz Werneck Vianna é professor-pesquisador do Iuperj
APOIO AO MANIFESTO PELO FIM DO BLOQUEIO ECONÔMICO A GAZA!
Estimados amigos, debido a las informaciones que llegan desde Israel de que nos bloquearán en alta mar durante semanas, queremos mover este manifiesto y conseguir el mayor numero de adhesiones posibles a ver si conseguimos que la diplomacia consiga dejarnos entrar en la franja de Gaza. Es por lo que os pedimos vuestra firma y que hagáis llegar a vuestras amistades y conocidos el manifiesto buscando su adhesión. Podéis enviarnos vuestro nombre, profesión, organización a la que se pertenece si es que se pertenece a alguna, etc. al mail de la Asociación culturaypaz@culturaypaz.org para que podamos ir sumando adhesiones.
La idea es que a finales de la semana que viene, cuando estemos frente a las costas de Gaza e Israel nos haya cortado el paso, hacer público el manifiesto pidiendo la mediación del gobierno español como presidente de turno de la UE. Cuantas mas firmas y mas conocidas sean mejor, mas repercusión tendrá el manifiesto!
Ciertamente necesitamos vuestro apoyo, sin él todo indica que podríamos llegar a pasarnos hasta tres meses bloqueados en el Mediterráneo unas 600 personas y miles de toneladas de ayuda humanitaria.
Muchas gracias y un fuerte abrazo solidario desde Estambul. Podéis ver el blog http://solidariosengaza.wordpress.com donde hemos colgado algunas crónicas, fotos y vídeos de los últimos diez días en Turquía.
Un saludo.
LOS ABAJO FIRMANTES,
Creemos que la situación de embargo que sufre la franja de Gaza es insostenible por mas tiempo. Una situación que ha llevado en los últimos tres años a mas de un millón y medio de personas a vivir en la mas absoluta precariedad y a merced de los deseos variables de Israel.
Como demuestran los informes de diferentes ONG´s que trabajan sobre el terreno, la sanidad, la educación, la agricultura y cualquier tejido productivo ha quedado completamente devastado. Con este embargo, las mujeres y los niños han quedado desprotegidos sufriendo en primer lugar sus terribles consecuencias. Las violaciónes del derecho internacional, que incluyen violaciones de los derechos humanos, constituyen una dimensión fundamental de la crisis de Gaza. El castigo económico es la más dura consecuencia del bloqueo israelí. Las políticas de empobrecimiento sistemático han hecho que Gaza, donde las principales fuentes de ingresos son la agricultura, la pesca y otras pequeñas industrias, ahora produzca menos de lo que producía hace una década.
La población de Gaza es utilizada como un instrumento de guerra, ya que está sometida al hambre y privaciones constantes en clara violación de la ley internacional. De acuerdo con cifras proporcionadas por IHH, la Fundación para los Derechos Humanos, las Libertades y el Socorro Humanitario, y las autoridades palestinas, la ayuda internacional en el suministro de productos alimenticios y medicamentos sigue siendo necesaria para ayudar al pueblo de Gaza y que pueda vivir una vida digna. Esto significa que se debe poner fin y por completo a la ocupación directa o indirecta de la región, y demuestra la importancia de las organizaciones no gubernamentales de todo el mundo en su apoyo al pueblo de Gaza.
En este sentido queremos manifestar nuestro apoyo sincero y público a la Flotilla por la Libertad de Gaza formada por nueve barcos de diferentes nacionalidades, en los viajan ciudadanos españoles, así como solicitar al gobierno español que garantice la labor humanitaria que vienen a desarrollar en la franja de Gaza los cientos de activistas que acompañan el cargamento de miles de toneladas de ayuda humanitaria que llevan las embarcaciones, haciendo valer el derecho internacional.
La idea es que a finales de la semana que viene, cuando estemos frente a las costas de Gaza e Israel nos haya cortado el paso, hacer público el manifiesto pidiendo la mediación del gobierno español como presidente de turno de la UE. Cuantas mas firmas y mas conocidas sean mejor, mas repercusión tendrá el manifiesto!
Ciertamente necesitamos vuestro apoyo, sin él todo indica que podríamos llegar a pasarnos hasta tres meses bloqueados en el Mediterráneo unas 600 personas y miles de toneladas de ayuda humanitaria.
Muchas gracias y un fuerte abrazo solidario desde Estambul. Podéis ver el blog http://solidariosengaza.wordpress.com donde hemos colgado algunas crónicas, fotos y vídeos de los últimos diez días en Turquía.
Un saludo.
LOS ABAJO FIRMANTES,
Creemos que la situación de embargo que sufre la franja de Gaza es insostenible por mas tiempo. Una situación que ha llevado en los últimos tres años a mas de un millón y medio de personas a vivir en la mas absoluta precariedad y a merced de los deseos variables de Israel.
Como demuestran los informes de diferentes ONG´s que trabajan sobre el terreno, la sanidad, la educación, la agricultura y cualquier tejido productivo ha quedado completamente devastado. Con este embargo, las mujeres y los niños han quedado desprotegidos sufriendo en primer lugar sus terribles consecuencias. Las violaciónes del derecho internacional, que incluyen violaciones de los derechos humanos, constituyen una dimensión fundamental de la crisis de Gaza. El castigo económico es la más dura consecuencia del bloqueo israelí. Las políticas de empobrecimiento sistemático han hecho que Gaza, donde las principales fuentes de ingresos son la agricultura, la pesca y otras pequeñas industrias, ahora produzca menos de lo que producía hace una década.
La población de Gaza es utilizada como un instrumento de guerra, ya que está sometida al hambre y privaciones constantes en clara violación de la ley internacional. De acuerdo con cifras proporcionadas por IHH, la Fundación para los Derechos Humanos, las Libertades y el Socorro Humanitario, y las autoridades palestinas, la ayuda internacional en el suministro de productos alimenticios y medicamentos sigue siendo necesaria para ayudar al pueblo de Gaza y que pueda vivir una vida digna. Esto significa que se debe poner fin y por completo a la ocupación directa o indirecta de la región, y demuestra la importancia de las organizaciones no gubernamentales de todo el mundo en su apoyo al pueblo de Gaza.
En este sentido queremos manifestar nuestro apoyo sincero y público a la Flotilla por la Libertad de Gaza formada por nueve barcos de diferentes nacionalidades, en los viajan ciudadanos españoles, así como solicitar al gobierno español que garantice la labor humanitaria que vienen a desarrollar en la franja de Gaza los cientos de activistas que acompañan el cargamento de miles de toneladas de ayuda humanitaria que llevan las embarcaciones, haciendo valer el derecho internacional.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
EDUCAÇÃO PEDE SOCORRO!
Este é mais um desabafo de uma professora indignada:
Caros amigos,
O Sr. Suledil Bernardino divulgou nessa segunda-feira (24/05) que foram gastos pela prefeitura mais de 20 milhões na educação no nosso município, em construções e reformas de escolas e creches.
Como que isso aconteceu sem convocar nenhum professor? Não sei.
Sinceramente, o que o povo de Campos viu até agora foi o fechamento de mais de 10 escolas municipais. Os professores, através do SEPE, já foram até a Prefeita Rosinha Garotinho pedir explicações, cobrar prorrogação do concurso de 2008 e a convocação de professores, mas nada conseguiram.
Foram até a Câmara, onde foi prometido pela comissão de educação (formada pelo vereador KELLINHO, pela vereadora ODISSEIA e vereadora D PENHA) realização de Audiência Pública para debater estas importantes questões.
MAS QUE NADA! NÃO PASSOU DE PROMESSA!
Estes vereadores nada fizeram nessa questão até o momento. Devem achar essa questão sem relevância. Estão coniventes com a Prefeita Rosinha Garotinho no abandono do ensino público municipal. Também faz pouco tempo que o vereador Marcos Bacellar postou em seu blog diversas fotos de escolas públicas municipais completamente destruídas, abandonadas e fechadas sem nenhuma explicação. Ele também prometeu providências urgentes na educação.
MAS ATÉ AGORA NADA!
Pelo menos, isso tudo está servindo para o povo de Campos conhecer de perto as ações de seus representantes. Estou cansada de tantas promessas e nenhuma atitude.
GENTE, A EDUCAÇÃO PEDE SOCORRO!
Luciana Gomes
Caros amigos,
O Sr. Suledil Bernardino divulgou nessa segunda-feira (24/05) que foram gastos pela prefeitura mais de 20 milhões na educação no nosso município, em construções e reformas de escolas e creches.
Como que isso aconteceu sem convocar nenhum professor? Não sei.
Sinceramente, o que o povo de Campos viu até agora foi o fechamento de mais de 10 escolas municipais. Os professores, através do SEPE, já foram até a Prefeita Rosinha Garotinho pedir explicações, cobrar prorrogação do concurso de 2008 e a convocação de professores, mas nada conseguiram.
Foram até a Câmara, onde foi prometido pela comissão de educação (formada pelo vereador KELLINHO, pela vereadora ODISSEIA e vereadora D PENHA) realização de Audiência Pública para debater estas importantes questões.
MAS QUE NADA! NÃO PASSOU DE PROMESSA!
Estes vereadores nada fizeram nessa questão até o momento. Devem achar essa questão sem relevância. Estão coniventes com a Prefeita Rosinha Garotinho no abandono do ensino público municipal. Também faz pouco tempo que o vereador Marcos Bacellar postou em seu blog diversas fotos de escolas públicas municipais completamente destruídas, abandonadas e fechadas sem nenhuma explicação. Ele também prometeu providências urgentes na educação.
MAS ATÉ AGORA NADA!
Pelo menos, isso tudo está servindo para o povo de Campos conhecer de perto as ações de seus representantes. Estou cansada de tantas promessas e nenhuma atitude.
GENTE, A EDUCAÇÃO PEDE SOCORRO!
Luciana Gomes
AS AMEAÇAS E OS NEGÓCIOS DA CHINA
POR AMARO SÉRGIO AZEVEDO
SEC. DE ORGANIZAÇÃO DO PCB EM CAMPOS E DIRETOR DO SEPE/CAMPOS
A China que vemos hoje está entrelaçada ao mercado dos EUA, um comércio de centenas de bilhões de dólares mais favorável à potência asiática, de modo que induzida por seu capitalismo já está pronta para alterar sua história como vítima dos vários imperialismos nos últimos 120 anos, que a invadiram e exploraram _ Japão e potências européias _ além de esvaziar o socialismo.
Ela já está amaciada para aceitar um ataque dos EUA contra a República Popular da Coréia (RPC) ?
A dúvida é crescente e algo inaceitável há dez ou vinte anos. O fato de manter símbolos comunistas na aparência mas com conteúdo capitalista na economia e na sociedade confundiu muita gente dentro e fora desse fabuloso país que é a China.
As notícias dos últimos dias onde o imperialismo dos EUA sente-se motivado para usar o que pode ser um acidente com um navio de guerra do Sul como pretexto para provocar a RPC, repete o velho hábito de disfarçar crises internas com cínicos chamados patrióticos e derramamento de sangue.
Obama mostra-se um presidente fraco para disciplinar os especuladores de Wall Street, e se refugia nesse tipo de apelação.
SEC. DE ORGANIZAÇÃO DO PCB EM CAMPOS E DIRETOR DO SEPE/CAMPOS
A China que vemos hoje está entrelaçada ao mercado dos EUA, um comércio de centenas de bilhões de dólares mais favorável à potência asiática, de modo que induzida por seu capitalismo já está pronta para alterar sua história como vítima dos vários imperialismos nos últimos 120 anos, que a invadiram e exploraram _ Japão e potências européias _ além de esvaziar o socialismo.
Ela já está amaciada para aceitar um ataque dos EUA contra a República Popular da Coréia (RPC) ?
A dúvida é crescente e algo inaceitável há dez ou vinte anos. O fato de manter símbolos comunistas na aparência mas com conteúdo capitalista na economia e na sociedade confundiu muita gente dentro e fora desse fabuloso país que é a China.
As notícias dos últimos dias onde o imperialismo dos EUA sente-se motivado para usar o que pode ser um acidente com um navio de guerra do Sul como pretexto para provocar a RPC, repete o velho hábito de disfarçar crises internas com cínicos chamados patrióticos e derramamento de sangue.
Obama mostra-se um presidente fraco para disciplinar os especuladores de Wall Street, e se refugia nesse tipo de apelação.
HÁ UMA CRISE POLÍTICA INSTALADA EM CAMPOS
O BLOG DIGNIDADE faz uma avaliação coerente sobre o possível fim do período do "garotismo" em Campos. Melhor do que o fim deste ciclo seria a possibilidade de ruptura com o modelo vigente, com condições dadas para o surgimente de uma terceira via para oxigenar a dinâmica da política local, com propostas que possam representar avanços para a municipalidade.
Entretanto, é certo que para isto se tornar uma realidade será necessário um trabalho persistente, que influencie uma mudança de mentalidade. Não basta promover arremedos de mudança, nem remendar aqui ou ali, a saída para a situação caótica em que vive o povo campista deve ser marcada por uma transformação profunda.
Eis o que pensa Dignidade:
"BAIXA POPULARIDADE (rejeição):
Para Garotinho assumir que sua popularidade não é das melhores, é porque a rejeição é muito maior do que podemos supor.
Vamos voltar à campanha de Rosinha para a prefeitura de Campos, lembrando que Garotinho manteve-se nos bastidores, preferindo praticamente esconder-se para não atrapalhar ou aumentar o grau de rejeição, o que poderia pôr a candidatura de sua esposa em risco. O êxito do grupo político em questão estamos sentindo na pele hoje, dentro do atual contexto político, porém, esse grau exacerbado de rejeição atualmente estende-se à Rosinha, não é mais privilégio de seu marido Garotinho. Supondo Garotinho como prefeito de fato e Rosinha prefeita de direito, pode-se projetar toda a rejeição de Garotinho à Rosinha, num processo de transposição de impopularidade.
O crescente índice de rejeição atribuído à Rosinha deve-se principalmente à característica insensível de lidar com os problemas da população, visto que a arrogância sobrepõe- se às questões que afetam o povo. O governo parece agir com mãos de ferro, não porque querem pôr ordem na casa, como afirmam alguns de seus partícipes, mas porque sobe num pedestal sob o argumento do poder instituído, esquecendo-se que esse “poder” deve-se ao anseio popular por dias melhores. Esquecem-se também, ao massacrar as categorias de trabalhadores, que estes somam muitos números que também contavam com dias melhores, com respeito e valorização que os foram prometidos, mas que futuramente sem esses números o grupo político passa a ter menos peso e menores possibilidades nos momentos eleitorais e em relação às vitorias que tanto almejam.
APOIO PARA 2010 E UMA GRANDE DEBANDADA ATÉ 2012
O apoio recebido pelo referido grupo político assim que assumiu a prefeitura não lhes confere a maioria até o final do mandato, até porque muitos que se aliaram hoje ao governo são os que se apóiam facilmente em quem estiver no poder. Numa possível e não muito distante derrota para o governo do estado, aqueles que os apóiam hoje mas pretendem uma vida política longa abandonarão o barco ao observarem o provável naufrágio, já que a derrota para o governo do estado implicaria na comprovação de um alto grau de impopularidade que pode estender-se a quem insista em continuar no mesmo barco.
O FIEL DA BALANÇA
Analisando as últimas eleições municipais, percebemos que é praticamente impossível termos um candidato eleito em primeiro turno, mesmo sendo um candidato tendo a máquina pública em mãos, somando-se ainda o grande índice de rejeição.
Sabendo que a cidade é dividida, em sua maioria, em dois grupos A e G, é fato que o grupo A permanece votando tanto no primeiro quanto no segundo turno em seu respectivo candidato, e a mesma regra vale para o grupo G. No entanto, há um terceiro grupo, menor, porém, que podemos chamar de fiel da balança. Este procura por uma terceira via que dificilmente consegue estabelecer-se em Campos, em âmbito político, no segundo turno os dois candidatos “eleitos” pelos dois grupos maiores têm a seu favor e contra esse terceiro grupo que enfim define o rumo das eleições.
Nessa hora, a impopularidade é fator preponderante e determinante para que o fiel da balança decida quem governará o município nos próximos quatro anos.
INAUGURAÇÕES DO GOVERNO E A MEMÓRIA DO POVO
É perceptível que uma das táticas de campanha em 2012 será a ampliação do show de inaugurações para, quem sabe, ludibriar o povo, no entanto, difícil é fazer o povo esquecer o tanto de desilusão e sofrimento que este tem vivenciado no cotidiano ao depara-se com a precariedade da oferta de serviços públicos fundamentais.
CONCLUSÕES FINAIS
Na verdade, quem precisa “abrir a cabeça” não é o povo, mas sim o chefe da cúpula para entender que a rejeição que o mesmo vem obtendo em Campos e no estado não é de hoje, mas sim de muitos anos e o exemplo disso foi a sua ausência na campanha de Rosinha. É importante que o ex-governador contente-se com os votos dos que fazem parte do grupo dos “garotistas” e não iluda-se com a pretensão de conquistar novos adeptos ao seu “carisma” de governar."
Entretanto, é certo que para isto se tornar uma realidade será necessário um trabalho persistente, que influencie uma mudança de mentalidade. Não basta promover arremedos de mudança, nem remendar aqui ou ali, a saída para a situação caótica em que vive o povo campista deve ser marcada por uma transformação profunda.
Eis o que pensa Dignidade:
"BAIXA POPULARIDADE (rejeição):
Para Garotinho assumir que sua popularidade não é das melhores, é porque a rejeição é muito maior do que podemos supor.
Vamos voltar à campanha de Rosinha para a prefeitura de Campos, lembrando que Garotinho manteve-se nos bastidores, preferindo praticamente esconder-se para não atrapalhar ou aumentar o grau de rejeição, o que poderia pôr a candidatura de sua esposa em risco. O êxito do grupo político em questão estamos sentindo na pele hoje, dentro do atual contexto político, porém, esse grau exacerbado de rejeição atualmente estende-se à Rosinha, não é mais privilégio de seu marido Garotinho. Supondo Garotinho como prefeito de fato e Rosinha prefeita de direito, pode-se projetar toda a rejeição de Garotinho à Rosinha, num processo de transposição de impopularidade.
O crescente índice de rejeição atribuído à Rosinha deve-se principalmente à característica insensível de lidar com os problemas da população, visto que a arrogância sobrepõe- se às questões que afetam o povo. O governo parece agir com mãos de ferro, não porque querem pôr ordem na casa, como afirmam alguns de seus partícipes, mas porque sobe num pedestal sob o argumento do poder instituído, esquecendo-se que esse “poder” deve-se ao anseio popular por dias melhores. Esquecem-se também, ao massacrar as categorias de trabalhadores, que estes somam muitos números que também contavam com dias melhores, com respeito e valorização que os foram prometidos, mas que futuramente sem esses números o grupo político passa a ter menos peso e menores possibilidades nos momentos eleitorais e em relação às vitorias que tanto almejam.
APOIO PARA 2010 E UMA GRANDE DEBANDADA ATÉ 2012
O apoio recebido pelo referido grupo político assim que assumiu a prefeitura não lhes confere a maioria até o final do mandato, até porque muitos que se aliaram hoje ao governo são os que se apóiam facilmente em quem estiver no poder. Numa possível e não muito distante derrota para o governo do estado, aqueles que os apóiam hoje mas pretendem uma vida política longa abandonarão o barco ao observarem o provável naufrágio, já que a derrota para o governo do estado implicaria na comprovação de um alto grau de impopularidade que pode estender-se a quem insista em continuar no mesmo barco.
O FIEL DA BALANÇA
Analisando as últimas eleições municipais, percebemos que é praticamente impossível termos um candidato eleito em primeiro turno, mesmo sendo um candidato tendo a máquina pública em mãos, somando-se ainda o grande índice de rejeição.
Sabendo que a cidade é dividida, em sua maioria, em dois grupos A e G, é fato que o grupo A permanece votando tanto no primeiro quanto no segundo turno em seu respectivo candidato, e a mesma regra vale para o grupo G. No entanto, há um terceiro grupo, menor, porém, que podemos chamar de fiel da balança. Este procura por uma terceira via que dificilmente consegue estabelecer-se em Campos, em âmbito político, no segundo turno os dois candidatos “eleitos” pelos dois grupos maiores têm a seu favor e contra esse terceiro grupo que enfim define o rumo das eleições.
Nessa hora, a impopularidade é fator preponderante e determinante para que o fiel da balança decida quem governará o município nos próximos quatro anos.
INAUGURAÇÕES DO GOVERNO E A MEMÓRIA DO POVO
É perceptível que uma das táticas de campanha em 2012 será a ampliação do show de inaugurações para, quem sabe, ludibriar o povo, no entanto, difícil é fazer o povo esquecer o tanto de desilusão e sofrimento que este tem vivenciado no cotidiano ao depara-se com a precariedade da oferta de serviços públicos fundamentais.
CONCLUSÕES FINAIS
Na verdade, quem precisa “abrir a cabeça” não é o povo, mas sim o chefe da cúpula para entender que a rejeição que o mesmo vem obtendo em Campos e no estado não é de hoje, mas sim de muitos anos e o exemplo disso foi a sua ausência na campanha de Rosinha. É importante que o ex-governador contente-se com os votos dos que fazem parte do grupo dos “garotistas” e não iluda-se com a pretensão de conquistar novos adeptos ao seu “carisma” de governar."
domingo, 23 de maio de 2010
AUDIÊNCIA PÚBLICA DA EDUCAÇÃO NÃO É TRATADA COMO PRIORIDADE NA CÂMARA DE VEREADORES DE CAMPOS
DO BLOG DIGINIDADE
"A comissão de Educação da câmara municipal de Campos é formada pelos vereadores: D.Penha (PPS) (presidente), Kellinho (PR) e Odisséia (PT), que até o momento não se pronunciaram a respeito do pedido da comissão mista formada pelo SEPE, concursados de 2008 e sociedade civil, para a realização de Audiência Pública para que possa debater sobre a não convocação dos concursados para as vagas reais existentes, os motivos que a Prefeita Rosinha se nega a prorrogar o concurso de 2008 que expira no próximo dia 29, o fechamento de escolas, entre outros assuntos relevantes para Educação."
CONSIDERAÇÕES DA BLOGUEIRA:
DIGNIDADE está com a razão. A impressão é de que todos esforços para convencer os vereadores sobre a urgência da audiência pública na Cãmara, sobre a Educação de Campos, foram em vão. A Comissão de Educação da Câmara até agora não sinalizou com a possibilidade de atender a solicitação do SEPE.
Outro dia, ao encontrar a vereadora Odisséia na II Conferência de controle Social, perguntei se havia alguma definição sobre a solicitação de audiência. A vereadora respondeu que os outros dois integrantes da comissão haviam mudado de idéia e recuado do compromisso assumido com o SEPE em relação a audiência pública.
Insisti com a vereadora sobre a importância da audiência para a categoria da Educação e lembrei da proximidade da expiração do prazo de validade do concurso de 2008. No fim da conversa a mesma se comprometeu a fazer nova tentativa junto à comissão.
Estamos aguardando, com olhar atento e aguçado!
"A comissão de Educação da câmara municipal de Campos é formada pelos vereadores: D.Penha (PPS) (presidente), Kellinho (PR) e Odisséia (PT), que até o momento não se pronunciaram a respeito do pedido da comissão mista formada pelo SEPE, concursados de 2008 e sociedade civil, para a realização de Audiência Pública para que possa debater sobre a não convocação dos concursados para as vagas reais existentes, os motivos que a Prefeita Rosinha se nega a prorrogar o concurso de 2008 que expira no próximo dia 29, o fechamento de escolas, entre outros assuntos relevantes para Educação."
CONSIDERAÇÕES DA BLOGUEIRA:
DIGNIDADE está com a razão. A impressão é de que todos esforços para convencer os vereadores sobre a urgência da audiência pública na Cãmara, sobre a Educação de Campos, foram em vão. A Comissão de Educação da Câmara até agora não sinalizou com a possibilidade de atender a solicitação do SEPE.
Outro dia, ao encontrar a vereadora Odisséia na II Conferência de controle Social, perguntei se havia alguma definição sobre a solicitação de audiência. A vereadora respondeu que os outros dois integrantes da comissão haviam mudado de idéia e recuado do compromisso assumido com o SEPE em relação a audiência pública.
Insisti com a vereadora sobre a importância da audiência para a categoria da Educação e lembrei da proximidade da expiração do prazo de validade do concurso de 2008. No fim da conversa a mesma se comprometeu a fazer nova tentativa junto à comissão.
Estamos aguardando, com olhar atento e aguçado!
O QUE É CAPITALISMO
DO BLOG DO NÚCLEO SÃO GONÇALO
Atílio Borón*
O capitalismo tem legiões de apologistas. Muitos o fazem de boa fé, produto de sua ignorância e pelo fato como dizia Marx, “o sistema é opaco e sua natureza exploradora e predatória não fica evidente, perante os olhos de homens e mulheres do mundo” Outros o defendem porque são seus grandes beneficiários e arregimentam enormes fortunas graças a suas injustiças e iniqüidades. Há também outros (gurus, financistas, opinólogos, jornalistas especializados, acadêmicos bem pensantes e diversos representantes do pensamento único) que conhecem perfeitamente o que o sistema impõe em termos de custos sociais, degradação humana e do meio ambiente, mas como estão muito bem remunerados procuram omitir essas questões em seus relatos. Eles sabem muito bem, que a “batalha de idéias” que foi convocada por Fidel Castro é algo que pode ser perigoso para as ideologias que no intimo defendem e por isso não se empenham em denunciar as mazelas do capitalismo.
Para contraditar a proliferação de versões idílicas sobre o capitalismo e de sua capacidade de promover o bem estar geral examinemos alguns dados obtidos de documentos oficiais das ONU. Eles são sumamente didáticos quando se lê, principalmente em relação à crise atual – indicando que a solução dos problemas do capitalismo se obtém com mais capitalismo; ou que o G20, o FMI, a OMC e o BIRD, arrependidos dos erros do passado – irão efetivamente resolver os grandes problemas que afetam a humanidade. Todas essas instituições são incorrigíveis e irreformáveis e qualquer esperança de mudanças em seus comportamentos não é nada mais do que pura ilusão. Seguem propondo o mesmo, somente que o discurso é diferente e adotando uma estratégia de “relações públicas” desenhada para ocultar suas verdadeiras intenções. Quem tenha dúvidas que constate o que estão propondo para “solucionar” a crise na Grécia: as mesmas receitas que aplicaram e seguem aplicando na América Latina e África desde os anos oitenta do século passado.
Em continuação, podemos citar alguns dados com suas respectivas fontes recentemente sistematizados pelo Programa Internacional de Estudos Comparativos sobre a Pobreza localizado na Universidade de Bergen, Noruega, que fez um grande esforço para, desde uma perspectiva crítica, combater o discurso oficial sobre a pobreza elaborado desde mais de trinta anos pelo Banco Mundial e reproduzido incansavelmente pelos meios de comunicação, autoridades governamentais, acadêmicos e “especialistas” variados.
População mundial: 6,8 bilhões de habitantes em 2009
1,02 bilhão de pessoas são desnutridos crônicos (FAO,2009);
2 bilhões de pessoas não tem acesso a medicamentos (www.fic.nih.gov);
884 milhões de pessoas não têm acesso à água potável (OMS/UNICEF 2008);
925 milhões de pessoas são “sem teto” ou residem em moradias precárias (ONU Habitat 2003);
1,6 bilhões de pessoas não tem acesso à energia elétrica (ONU Habitat, Urban Energy);
2,5 bilhões de pessoas não são beneficiados por sistemas de saneamento, drenagens ou privadas domiciliares (OMS/UNICEF 2008);
774 milhões de adultos são analfabetos ( www.uis.unesco.org );
18 milhões de mortes por ano devido à pobreza, a maioria de crianças menores do que cinco anos de idade (OMS);
218 milhões de crianças entre 5 e 17 anos de idade, trabalham em condições de escravidão com tarefas perigosas ou humilhantes, como soldados da ativa atuando em guerras e/ou conflitos civis, na prostituição infantil, como serventes, em trabalhos insalubres na agricultura, na construção civil ou industria têxtil (OIT: “La eliminación Del trabajo infantil, un objetivo a nuestro alcance” 2006);
Entre 1988 e 2002, os 25% mais pobres da população mundial reduziram sua participação no produto interno bruto mundial (PIB mundial) de 1,16% para 0,92%; enquanto os opulentos 10% mais ricos acrescentaram fortunas em seus bens pessoais passando a dispor de 64% para 71,1% da riqueza mundial. O enriquecimento de uns poucos tem como seu reverso o empobrecimento de muitos;
Somente esses 6,4% de aumento da riqueza dos mais ricos seriam suficientes para duplicar a renda de 70% da população mundial, salvando muitas vidas e reduzindo os sofrimentos dos mais pobres. Entendam bem: tal coisa somente seria obtida se houvesse possibilidade de redistribuir o enriquecimento adicional produzido entre 1988 e 2002 dos 10% mais ricos da população mundial, deixando ainda intactas suas exorbitantes fortunas. Mas nem isso passa a ser aceitável pelas classes dominantes do capitalismo mundial.
CONCLUSÃO
Não se pode combater a pobreza (nem erradicá-la) adotando-se medidas capitalistas. Isso porque o sistema obedece a uma lógica implacável centrada na obtenção do lucro, o que concentra a riqueza e aumenta incessantemente a pobreza e as desigualdades sócio-econômicas a nível mundial.
Depois de cinco séculos de existência é isto e somente isto que o capitalismo tem para oferecer ao mundo! Que esperamos então para mudar o sistema? Se a humanidade tem futuro, esse será claramente socialista! Com o capitalismo, não haverá futuro para ninguém! Nem para os ricos, nem para os pobres! A sentença de Friedrich Engels e também de Rosa Luxemburg: “socialismo ou barbárie” é hoje mais atual do que nunca. Nenhuma sociedade sobrevive quando seu impulso vital reside na busca incessante do lucro e seu motor é a ganância, a usura. Mais cedo ou mais tarde provocará a desintegração da vida social, a destruição do meio ambiente, a decadência política e a crise moral. Todavia estamos ainda em tempo para reverter esse quadro – então vamos à luta!
*Atilio Borón, doutor em Ciência Política pela Harvard University, é professor titular de Filosofia Política da Universidade de Buenos Aires, Argentina, e ex-secretário-executivo do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO).
http://www.atiliobo ron.com
Tradução: Jacob David Blinder
Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.
Atílio Borón*
O capitalismo tem legiões de apologistas. Muitos o fazem de boa fé, produto de sua ignorância e pelo fato como dizia Marx, “o sistema é opaco e sua natureza exploradora e predatória não fica evidente, perante os olhos de homens e mulheres do mundo” Outros o defendem porque são seus grandes beneficiários e arregimentam enormes fortunas graças a suas injustiças e iniqüidades. Há também outros (gurus, financistas, opinólogos, jornalistas especializados, acadêmicos bem pensantes e diversos representantes do pensamento único) que conhecem perfeitamente o que o sistema impõe em termos de custos sociais, degradação humana e do meio ambiente, mas como estão muito bem remunerados procuram omitir essas questões em seus relatos. Eles sabem muito bem, que a “batalha de idéias” que foi convocada por Fidel Castro é algo que pode ser perigoso para as ideologias que no intimo defendem e por isso não se empenham em denunciar as mazelas do capitalismo.
Para contraditar a proliferação de versões idílicas sobre o capitalismo e de sua capacidade de promover o bem estar geral examinemos alguns dados obtidos de documentos oficiais das ONU. Eles são sumamente didáticos quando se lê, principalmente em relação à crise atual – indicando que a solução dos problemas do capitalismo se obtém com mais capitalismo; ou que o G20, o FMI, a OMC e o BIRD, arrependidos dos erros do passado – irão efetivamente resolver os grandes problemas que afetam a humanidade. Todas essas instituições são incorrigíveis e irreformáveis e qualquer esperança de mudanças em seus comportamentos não é nada mais do que pura ilusão. Seguem propondo o mesmo, somente que o discurso é diferente e adotando uma estratégia de “relações públicas” desenhada para ocultar suas verdadeiras intenções. Quem tenha dúvidas que constate o que estão propondo para “solucionar” a crise na Grécia: as mesmas receitas que aplicaram e seguem aplicando na América Latina e África desde os anos oitenta do século passado.
Em continuação, podemos citar alguns dados com suas respectivas fontes recentemente sistematizados pelo Programa Internacional de Estudos Comparativos sobre a Pobreza localizado na Universidade de Bergen, Noruega, que fez um grande esforço para, desde uma perspectiva crítica, combater o discurso oficial sobre a pobreza elaborado desde mais de trinta anos pelo Banco Mundial e reproduzido incansavelmente pelos meios de comunicação, autoridades governamentais, acadêmicos e “especialistas” variados.
População mundial: 6,8 bilhões de habitantes em 2009
1,02 bilhão de pessoas são desnutridos crônicos (FAO,2009);
2 bilhões de pessoas não tem acesso a medicamentos (www.fic.nih.gov);
884 milhões de pessoas não têm acesso à água potável (OMS/UNICEF 2008);
925 milhões de pessoas são “sem teto” ou residem em moradias precárias (ONU Habitat 2003);
1,6 bilhões de pessoas não tem acesso à energia elétrica (ONU Habitat, Urban Energy);
2,5 bilhões de pessoas não são beneficiados por sistemas de saneamento, drenagens ou privadas domiciliares (OMS/UNICEF 2008);
774 milhões de adultos são analfabetos ( www.uis.unesco.org );
18 milhões de mortes por ano devido à pobreza, a maioria de crianças menores do que cinco anos de idade (OMS);
218 milhões de crianças entre 5 e 17 anos de idade, trabalham em condições de escravidão com tarefas perigosas ou humilhantes, como soldados da ativa atuando em guerras e/ou conflitos civis, na prostituição infantil, como serventes, em trabalhos insalubres na agricultura, na construção civil ou industria têxtil (OIT: “La eliminación Del trabajo infantil, un objetivo a nuestro alcance” 2006);
Entre 1988 e 2002, os 25% mais pobres da população mundial reduziram sua participação no produto interno bruto mundial (PIB mundial) de 1,16% para 0,92%; enquanto os opulentos 10% mais ricos acrescentaram fortunas em seus bens pessoais passando a dispor de 64% para 71,1% da riqueza mundial. O enriquecimento de uns poucos tem como seu reverso o empobrecimento de muitos;
Somente esses 6,4% de aumento da riqueza dos mais ricos seriam suficientes para duplicar a renda de 70% da população mundial, salvando muitas vidas e reduzindo os sofrimentos dos mais pobres. Entendam bem: tal coisa somente seria obtida se houvesse possibilidade de redistribuir o enriquecimento adicional produzido entre 1988 e 2002 dos 10% mais ricos da população mundial, deixando ainda intactas suas exorbitantes fortunas. Mas nem isso passa a ser aceitável pelas classes dominantes do capitalismo mundial.
CONCLUSÃO
Não se pode combater a pobreza (nem erradicá-la) adotando-se medidas capitalistas. Isso porque o sistema obedece a uma lógica implacável centrada na obtenção do lucro, o que concentra a riqueza e aumenta incessantemente a pobreza e as desigualdades sócio-econômicas a nível mundial.
Depois de cinco séculos de existência é isto e somente isto que o capitalismo tem para oferecer ao mundo! Que esperamos então para mudar o sistema? Se a humanidade tem futuro, esse será claramente socialista! Com o capitalismo, não haverá futuro para ninguém! Nem para os ricos, nem para os pobres! A sentença de Friedrich Engels e também de Rosa Luxemburg: “socialismo ou barbárie” é hoje mais atual do que nunca. Nenhuma sociedade sobrevive quando seu impulso vital reside na busca incessante do lucro e seu motor é a ganância, a usura. Mais cedo ou mais tarde provocará a desintegração da vida social, a destruição do meio ambiente, a decadência política e a crise moral. Todavia estamos ainda em tempo para reverter esse quadro – então vamos à luta!
*Atilio Borón, doutor em Ciência Política pela Harvard University, é professor titular de Filosofia Política da Universidade de Buenos Aires, Argentina, e ex-secretário-executivo do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO).
http://www.atiliobo ron.com
Tradução: Jacob David Blinder
Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.
GUARDA CIVIL MUNICIPAL DENUNCIA
DO BLOG ESTOU PROCURANDO...
Boa noite, sou guarda civil municipal e como em outras secretarias temos sofrido os mesmos problemas ou até mais, tanto se falou em terceirização do governo passado na guarda municipal e hoje o que estamos vendo é uma verdadeira venda dos nossos postos de serviço. De acordo com o Coordenador de Segurança pública Coronel Pascouto todos os postos (ou quase todos) serão terceirizados por firma de segurança privada (vale lembrar que quase todas as empresas que ganharam a licitação são de Bonsucesso/RJ, talvez coincidência ou naquele município tem bastantes firmas especializadas em segurança privada, coisa que em nossa cidade não tem). Vale salientar que a justificativa para a terceirização é que não se tem efetivo para cobrir todos os postos, porém os postos que estavam descobertos e sendo arrombados ou saqueados permanece sem guardas/ vigias e estão tirando os servidores da guardas dos postos e deixando a disposição do plantão na sede da GCM.
Sabemos que a nossa secretaria é sempre alvo de cabide de emprego por parte dos políticos locais, pois usam essa manobra para conseguir votos, pois sabemos que funcionários não dão votos e terceirizados são votos certos.
Segundo o Coronel a GCM está crescendo muito em relação a viaturas, concordamos, mas não queremos só isso. Queremos ser respeitados para o concurso que fizemos, queremos nossos direitos como servidor, queremos nossas horas devidamente pagas e não do jeito que é feito, lesando o servidor em 40 horas por mês, queremos cursos de qualificação profissional como prometido, queremos trabalhar apenas isto trabalhar e sermos respeitados. Todas essas denúncias já foram feitas no MPE e se transformaram em várias ICP’s sobre os números 345/04- 107/09 – 262/09 e uma ação Civil Pública sobre as terceirizações que estamos aguardando resposta do Promotor Evanes. Infelizmente a justiça é muito lenta com isso favorecendo essas manobras políticas
Boa noite, sou guarda civil municipal e como em outras secretarias temos sofrido os mesmos problemas ou até mais, tanto se falou em terceirização do governo passado na guarda municipal e hoje o que estamos vendo é uma verdadeira venda dos nossos postos de serviço. De acordo com o Coordenador de Segurança pública Coronel Pascouto todos os postos (ou quase todos) serão terceirizados por firma de segurança privada (vale lembrar que quase todas as empresas que ganharam a licitação são de Bonsucesso/RJ, talvez coincidência ou naquele município tem bastantes firmas especializadas em segurança privada, coisa que em nossa cidade não tem). Vale salientar que a justificativa para a terceirização é que não se tem efetivo para cobrir todos os postos, porém os postos que estavam descobertos e sendo arrombados ou saqueados permanece sem guardas/ vigias e estão tirando os servidores da guardas dos postos e deixando a disposição do plantão na sede da GCM.
Sabemos que a nossa secretaria é sempre alvo de cabide de emprego por parte dos políticos locais, pois usam essa manobra para conseguir votos, pois sabemos que funcionários não dão votos e terceirizados são votos certos.
Segundo o Coronel a GCM está crescendo muito em relação a viaturas, concordamos, mas não queremos só isso. Queremos ser respeitados para o concurso que fizemos, queremos nossos direitos como servidor, queremos nossas horas devidamente pagas e não do jeito que é feito, lesando o servidor em 40 horas por mês, queremos cursos de qualificação profissional como prometido, queremos trabalhar apenas isto trabalhar e sermos respeitados. Todas essas denúncias já foram feitas no MPE e se transformaram em várias ICP’s sobre os números 345/04- 107/09 – 262/09 e uma ação Civil Pública sobre as terceirizações que estamos aguardando resposta do Promotor Evanes. Infelizmente a justiça é muito lenta com isso favorecendo essas manobras políticas
O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO
Na quinta-feira (20/05), Dia Nacional de Luta O Petróleo tem que ser nosso, foi realizado um grande ato em defesa do projeto dos movimetnos sociais para o petróleo, com monopólio estatal, uma Petrobras 100% pública e investimento pesado em energias limpas.
Neste dia foi realizado um ato na Cinelândia. Já na sexta-feira(21/05), foi a vez de um ato show,debaixo dos Arcos da Lapa, a partir das 19h, com excelentes apresentações e a preseça de vários representantes dos movimentos sociais e partidos políticos.
O PCB esteve lá e esta blogueira teve a oportunidade de conferir a qualidade do evento.
Neste dia foi realizado um ato na Cinelândia. Já na sexta-feira(21/05), foi a vez de um ato show,debaixo dos Arcos da Lapa, a partir das 19h, com excelentes apresentações e a preseça de vários representantes dos movimentos sociais e partidos políticos.
O PCB esteve lá e esta blogueira teve a oportunidade de conferir a qualidade do evento.
NÃO AO CEPOP
TERÇA-FEIRA DIA 25/05/2010 ÀS 17 HS HAVERÁ UMA AUDIÊNCIA NO MPE COM O PROMOTOR DR. MARCELO LESSA BASTOS.
CONVIDAMOS A TODOS OS INSATISFEITOS COM A OBRA CEPOP QUE COMPAREÇAM. PEDIMOS O EMBARGO DESTA OBRA, COM MANDADO DE SEGURANÇA, COM PEDIDO DE LIMINAR E PEDIDO DE IMEDIATA PARALIZAÇÃO DAS OBRAS, PRESERVANDO OS DIREITOS DE TODOS OS ADQUIRENTES DA VILA DA RAINHA E DOS CONDOMÍNIOS E BAIRROS DO ENTORNO.
ESTAMOS EM BUSCA DE UMA MOBILIZAÇÃO. SÓ DEPENDE DE VOCÊS. LIGUEM PARA NOS ORGANIZARMOS.
P.S. O MPE MUDOU DE ENDEREÇO. AGORA ESTÁ ATRÁS DO FÓRUM NOVO. PORTANTO É IMPORTANTE CHEGARMOS CEDO.
CONVIDAMOS A TODOS OS INSATISFEITOS COM A OBRA CEPOP QUE COMPAREÇAM. PEDIMOS O EMBARGO DESTA OBRA, COM MANDADO DE SEGURANÇA, COM PEDIDO DE LIMINAR E PEDIDO DE IMEDIATA PARALIZAÇÃO DAS OBRAS, PRESERVANDO OS DIREITOS DE TODOS OS ADQUIRENTES DA VILA DA RAINHA E DOS CONDOMÍNIOS E BAIRROS DO ENTORNO.
ESTAMOS EM BUSCA DE UMA MOBILIZAÇÃO. SÓ DEPENDE DE VOCÊS. LIGUEM PARA NOS ORGANIZARMOS.
P.S. O MPE MUDOU DE ENDEREÇO. AGORA ESTÁ ATRÁS DO FÓRUM NOVO. PORTANTO É IMPORTANTE CHEGARMOS CEDO.
A TRUCULÊNCIA DO ATUAL GOVERNO MUNICIPAL DEVE GERAR UMA CRISE SEM PRECEDENTES NA HISTÓRIA DE CAMPOS
É impressionante a velocidade dos piores acontecimentos em nosso municipio. Basta um curto afastamento da Planície Goytacá, a fim de cumprir outras tarefas na militância sindical e/ou partidária, para experimentar a sensação de uma ausência prolongada.
Caramba! Quanta "criatividade" e "vocação" para promover toda sorte de ataques á população sofrida de Campos! A truculência é tão acintosa que a impressão que fica é que nada detém o avanço da perversidade do governo local.
Por mais denúncias comprovadas que haja em setores essenciais como Educação e Saúde, o governo não está nem aí, deseja mesmo é que a população "exploda" de tanto problema.
Ora, senhores! A prática de atribuir as denúncias, vindas das mais variadas fontes, o caráter simplista de oposição é totalmente equivocado. A partir do momento que há comprovação das mesmas, medidas efetivas devem ser tomadas. Será que este governo não percebeu ainda que não é possível insistir em "tapar o Sol com a peneira" ?
É notório que todos os problemas tem sido desencadeados por fatores meramente políticos, no pior sentido do direcionamento do Executivo com falhas profundas. Trata-se de um Executivo movido pela política da "raiva", do "rancor", do "revanchismo", do desejo de perseguir, assemelhando-se a uma déspota, resultando daí a rejeição crescente ao seu governo.
Ou será que alguém crê que deixar um posto médico sem condições de atendimento à população guarda alguma relação com o slogan criado pela prefeitura "CAMPOS, MINHA CIDADE, MEU AMOR"?
O mesmo questionamento dirijo ao tratamento recebido pela Educação em Campos: por ventura o fechamento de 12 escolas municipais localizadas na zona rural, a não convocação dos concursados para preencher vagas reais nas escolas municipais, a recusa veemente em prorrogar o prazo de validade do concurso de 2008 são ações de quem tem compromisso com a municipalidade?
A obra do CEPOP, dentre outras coisas, contrariando os proprietários da VILA DA RAINHA, traduz algum compromisso com os anseios populares?
Perseguir Médicos, Estagiários de Medicina, Enfermeiros, Professores ou quaisquer outras pessoas são ações imbuídas do espírito proposto pelo slogan?
Não há dúvidas de que este governo está "mal das pernas", apesar de ter em seus quadros alguns técnicos sérios e responsáveis. Entretanto, estes técnicos cumprem o papel na sua área específica do conhecimento, sem se envolver com a parte política que é de inteira rsponsabilidade da Prefeita Rosinha Garotinho, que dá sinais claros do seu fracasso.
Penso que se aproxima o dia em que a população de Campos deverá ocupar as ruas para denunciar este governo e exigir soluções rápidas para o caos instalado. Para isto basta a união da força dos trabalhadores, através dos sindicatos da classe, sociedade civil organizada e quem mais desejar se mobilizar para dar um basta nesta situação.
Devemos também exigir celeridade da Justiça quanto as denúncias de tutela coletiva. Que estas saiam das gavetas onde estão para o devidos encaminhamentos, para que caso não atendam aos anseios populares, os devidos recursos possam ser protocolados em outras instâncias. Afinal o mundo não se limita a Campos dos Goytacazes e nem a Justiça local.
Caramba! Quanta "criatividade" e "vocação" para promover toda sorte de ataques á população sofrida de Campos! A truculência é tão acintosa que a impressão que fica é que nada detém o avanço da perversidade do governo local.
Por mais denúncias comprovadas que haja em setores essenciais como Educação e Saúde, o governo não está nem aí, deseja mesmo é que a população "exploda" de tanto problema.
Ora, senhores! A prática de atribuir as denúncias, vindas das mais variadas fontes, o caráter simplista de oposição é totalmente equivocado. A partir do momento que há comprovação das mesmas, medidas efetivas devem ser tomadas. Será que este governo não percebeu ainda que não é possível insistir em "tapar o Sol com a peneira" ?
É notório que todos os problemas tem sido desencadeados por fatores meramente políticos, no pior sentido do direcionamento do Executivo com falhas profundas. Trata-se de um Executivo movido pela política da "raiva", do "rancor", do "revanchismo", do desejo de perseguir, assemelhando-se a uma déspota, resultando daí a rejeição crescente ao seu governo.
Ou será que alguém crê que deixar um posto médico sem condições de atendimento à população guarda alguma relação com o slogan criado pela prefeitura "CAMPOS, MINHA CIDADE, MEU AMOR"?
O mesmo questionamento dirijo ao tratamento recebido pela Educação em Campos: por ventura o fechamento de 12 escolas municipais localizadas na zona rural, a não convocação dos concursados para preencher vagas reais nas escolas municipais, a recusa veemente em prorrogar o prazo de validade do concurso de 2008 são ações de quem tem compromisso com a municipalidade?
A obra do CEPOP, dentre outras coisas, contrariando os proprietários da VILA DA RAINHA, traduz algum compromisso com os anseios populares?
Perseguir Médicos, Estagiários de Medicina, Enfermeiros, Professores ou quaisquer outras pessoas são ações imbuídas do espírito proposto pelo slogan?
Não há dúvidas de que este governo está "mal das pernas", apesar de ter em seus quadros alguns técnicos sérios e responsáveis. Entretanto, estes técnicos cumprem o papel na sua área específica do conhecimento, sem se envolver com a parte política que é de inteira rsponsabilidade da Prefeita Rosinha Garotinho, que dá sinais claros do seu fracasso.
Penso que se aproxima o dia em que a população de Campos deverá ocupar as ruas para denunciar este governo e exigir soluções rápidas para o caos instalado. Para isto basta a união da força dos trabalhadores, através dos sindicatos da classe, sociedade civil organizada e quem mais desejar se mobilizar para dar um basta nesta situação.
Devemos também exigir celeridade da Justiça quanto as denúncias de tutela coletiva. Que estas saiam das gavetas onde estão para o devidos encaminhamentos, para que caso não atendam aos anseios populares, os devidos recursos possam ser protocolados em outras instâncias. Afinal o mundo não se limita a Campos dos Goytacazes e nem a Justiça local.
sábado, 22 de maio de 2010
1º DE MAIO É UM DIA DE LUTA CONTRA A BURGUESIA
Nota Política do PCB
Para os comunistas, o 1º de Maio é um dia de luta e não de festa. Uma luta cuja meta não se resume a conquistas econômicas que atenuem a exploração do trabalho pelo capital, mas que apontem para a sua superação rumo a uma sociedade socialista. Por tais razões, o 1º de Maio para os comunistas tem um caráter de luta contra o capital, a burguesia e o seu Estado. Deve ser independente, portanto, dos patrões e do governo.
Infelizmente no Brasil, nos últimos anos, tem se generalizado uma comemoração de 1º de Maio despolitizada e que passa longe do seu caráter original. Alguns desses atos, principalmente os organizados pelas grandes centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, UGT e NCST), não passam de megaeventos que contam com pop-stars muito bem pagos e que chegam, inclusive, a sortear carros e imóveis. Muitos desses atos contam com patrocínio de empresas que exploram diariamente os trabalhadores.
As comemorações do 1º de Maio desse ano mantiveram a mesma característica, mas com uma diferença: o grosso do financiamento coube a bancos e empresas estatais. A Petrobrás repassou R$ 500 mil, sendo que a CUT e a Força, unidas à CGTB, levaram R$ 200 mil cada uma. Já o BNDES pagou R$ 150 mil à CUT, e a Caixa Econômica Federal repassou R$ 300 mil à CUT e R$ 200 mil à Força-CGTB. Por sua vez, a CTB (central com presença marcante de sindicalistas do PCdoB), junto com a UGT e a NCST, organizaram um 1º de Maio unificado que recebeu R$ 100 mil da Petrobrás. Justamente pelo compromisso que esse tipo de financiamento traz, ou seja, a subserviência das centrais sindicais aos patrões e ao governo, nos atos desse ano pode-se observar a presença de dirigentes do PCdoB, como no ato da CTB junto com a UGT e a NCST, dividindo palanque com políticos oportunistas, anticomunistas e que há poucas semanas haviam organizado manifestações contra o socialismo em Cuba, esquecendo que o internacionalismo proletário é um dever de todo comunista.
Com tanto dinheiro do Estado injetado nessas comemorações, o resultado não poderia ser outro. A marca do 1º de Maio de 2010 organizado pelas grandes centrais foi o de um governismo deslavado. Foram três atos diferentes, mas com um único objetivo: montar três palanques para o governo e sua candidata. Os três atos acima referidos contaram com a presença de Lula e de Dilma Roussef, candidata petista à presidência da República.
O caráter governista e de conciliação entre capital e trabalho que tem marcado as comemorações de 1º de Maio no Brasil, nos últimos anos, reflete o atual estágio da luta de classe e a hegemonia de um tipo de sindicalismo que passou a vicejar entre nós. O sindicalismo classista e combativo que marcou a retomada da luta dos trabalhadores entre as décadas de 1970 e 1980 entrou na década de 1990 em uma situação defensiva. As causas para esse recuo foram a reestruturação produtiva e a aplicação das políticas neoliberais, com ambas levando a um aumento no desemprego e a uma mudança no perfil da classe trabalhadora. O recuo observado nas lutas levou, no caso da CUT, a uma substituição do sindicalismo classista e combativo por um sindicalismo crismado de “propositivo e cidadão”, de caráter abertamente socialdemocrata e que prega a conciliação entre capital e trabalho, cujos exemplos são as câmaras setoriais.
No caso da Força Sindical, desde a sua origem, por ter sido financiada pelo governo Collor e por grandes empresas, sempre cumpriu o papel de propagar entre os trabalhadores o chamado “sindicalismo de resultado”, marcadamente economicista, além de chancelar todas as reformas neoliberais do governo FHC, incluindo a trabalhista. Quanto às outras centrais, não passam de expressões do velho peleguismo, cujo traço marcante, além da conciliação de classe, é o de sempre ficar de bem com o governo de turno.
A perda da perspectiva combativa, por parte dessas centrais sindicais, deve-se também ao constante movimento de cooptação que o governo faz junto ao movimento. Se por um lado se utiliza da repartição do imposto sindical e do reconhecimento das centrais – velhas reivindicações dos trabalhadores – para tornar essas centrais instrumentos governistas de amortecimento da luta de classes, por outro, parte do próprio movimento sindical perdeu a perspectiva da luta a partir das bases dos sindicatos e prefere pressionar, em Brasília, por migalhas aos trabalhadores, o que não deixa de ser outra forma cooptada de ação. Por isso também, o 1° de Maio não tem mais outro sentido, para essas centrais, senão se tornarem atos despolitizados e apenas festivos.
Retomar as comemorações de massa do 1º de Maio independente dos patrões e do governo, passa pela superação do sindicalismo propositivo e governista, atualmente hegemônico, bem como dos anacrônicos pelegos. Uma superação que requer uma luta ao mesmo tempo política e ideológica. Isso exige uma reorganização do movimento sindical classista e combativo em espaços como a Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora), cujo propósito é o de organizar a luta dos trabalhadores contra a exploração a partir dos locais de trabalho. Foi motivada por essa proposta que a Intersindical, com apoio e presença ativa dos comunistas, organizou com outras entidades atos de 1º de Maio como em São Paulo e Campinas, independentes dos patrões e do governo. Esse é o embrião do surgimento de um novo movimento sindical que se mantém com o caráter classista representando, assim, o 1º de Maio que respeita a luta dos trabalhadores contra a exploração, e de todos aqueles que na luta contra a burguesia tombaram defendendo os interesses dos explorados e oprimidos.
Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional
Rio de Janeiro, maio de 2010.
Para os comunistas, o 1º de Maio é um dia de luta e não de festa. Uma luta cuja meta não se resume a conquistas econômicas que atenuem a exploração do trabalho pelo capital, mas que apontem para a sua superação rumo a uma sociedade socialista. Por tais razões, o 1º de Maio para os comunistas tem um caráter de luta contra o capital, a burguesia e o seu Estado. Deve ser independente, portanto, dos patrões e do governo.
Infelizmente no Brasil, nos últimos anos, tem se generalizado uma comemoração de 1º de Maio despolitizada e que passa longe do seu caráter original. Alguns desses atos, principalmente os organizados pelas grandes centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, UGT e NCST), não passam de megaeventos que contam com pop-stars muito bem pagos e que chegam, inclusive, a sortear carros e imóveis. Muitos desses atos contam com patrocínio de empresas que exploram diariamente os trabalhadores.
As comemorações do 1º de Maio desse ano mantiveram a mesma característica, mas com uma diferença: o grosso do financiamento coube a bancos e empresas estatais. A Petrobrás repassou R$ 500 mil, sendo que a CUT e a Força, unidas à CGTB, levaram R$ 200 mil cada uma. Já o BNDES pagou R$ 150 mil à CUT, e a Caixa Econômica Federal repassou R$ 300 mil à CUT e R$ 200 mil à Força-CGTB. Por sua vez, a CTB (central com presença marcante de sindicalistas do PCdoB), junto com a UGT e a NCST, organizaram um 1º de Maio unificado que recebeu R$ 100 mil da Petrobrás. Justamente pelo compromisso que esse tipo de financiamento traz, ou seja, a subserviência das centrais sindicais aos patrões e ao governo, nos atos desse ano pode-se observar a presença de dirigentes do PCdoB, como no ato da CTB junto com a UGT e a NCST, dividindo palanque com políticos oportunistas, anticomunistas e que há poucas semanas haviam organizado manifestações contra o socialismo em Cuba, esquecendo que o internacionalismo proletário é um dever de todo comunista.
Com tanto dinheiro do Estado injetado nessas comemorações, o resultado não poderia ser outro. A marca do 1º de Maio de 2010 organizado pelas grandes centrais foi o de um governismo deslavado. Foram três atos diferentes, mas com um único objetivo: montar três palanques para o governo e sua candidata. Os três atos acima referidos contaram com a presença de Lula e de Dilma Roussef, candidata petista à presidência da República.
O caráter governista e de conciliação entre capital e trabalho que tem marcado as comemorações de 1º de Maio no Brasil, nos últimos anos, reflete o atual estágio da luta de classe e a hegemonia de um tipo de sindicalismo que passou a vicejar entre nós. O sindicalismo classista e combativo que marcou a retomada da luta dos trabalhadores entre as décadas de 1970 e 1980 entrou na década de 1990 em uma situação defensiva. As causas para esse recuo foram a reestruturação produtiva e a aplicação das políticas neoliberais, com ambas levando a um aumento no desemprego e a uma mudança no perfil da classe trabalhadora. O recuo observado nas lutas levou, no caso da CUT, a uma substituição do sindicalismo classista e combativo por um sindicalismo crismado de “propositivo e cidadão”, de caráter abertamente socialdemocrata e que prega a conciliação entre capital e trabalho, cujos exemplos são as câmaras setoriais.
No caso da Força Sindical, desde a sua origem, por ter sido financiada pelo governo Collor e por grandes empresas, sempre cumpriu o papel de propagar entre os trabalhadores o chamado “sindicalismo de resultado”, marcadamente economicista, além de chancelar todas as reformas neoliberais do governo FHC, incluindo a trabalhista. Quanto às outras centrais, não passam de expressões do velho peleguismo, cujo traço marcante, além da conciliação de classe, é o de sempre ficar de bem com o governo de turno.
A perda da perspectiva combativa, por parte dessas centrais sindicais, deve-se também ao constante movimento de cooptação que o governo faz junto ao movimento. Se por um lado se utiliza da repartição do imposto sindical e do reconhecimento das centrais – velhas reivindicações dos trabalhadores – para tornar essas centrais instrumentos governistas de amortecimento da luta de classes, por outro, parte do próprio movimento sindical perdeu a perspectiva da luta a partir das bases dos sindicatos e prefere pressionar, em Brasília, por migalhas aos trabalhadores, o que não deixa de ser outra forma cooptada de ação. Por isso também, o 1° de Maio não tem mais outro sentido, para essas centrais, senão se tornarem atos despolitizados e apenas festivos.
Retomar as comemorações de massa do 1º de Maio independente dos patrões e do governo, passa pela superação do sindicalismo propositivo e governista, atualmente hegemônico, bem como dos anacrônicos pelegos. Uma superação que requer uma luta ao mesmo tempo política e ideológica. Isso exige uma reorganização do movimento sindical classista e combativo em espaços como a Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora), cujo propósito é o de organizar a luta dos trabalhadores contra a exploração a partir dos locais de trabalho. Foi motivada por essa proposta que a Intersindical, com apoio e presença ativa dos comunistas, organizou com outras entidades atos de 1º de Maio como em São Paulo e Campinas, independentes dos patrões e do governo. Esse é o embrião do surgimento de um novo movimento sindical que se mantém com o caráter classista representando, assim, o 1º de Maio que respeita a luta dos trabalhadores contra a exploração, e de todos aqueles que na luta contra a burguesia tombaram defendendo os interesses dos explorados e oprimidos.
Partido Comunista Brasileiro
Comissão Política Nacional
Rio de Janeiro, maio de 2010.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
II CONFERÊNCIA LOCAL DE CONTROLE SOCIAL
DO BLOG URGENTE
Abrir espaços de participação, seduzir a sociedade organizada e fazer o Poder Público honrar os compromissos assumidos. Estes são, em síntese, os desafios identificados durante a II Conferência Local de Controle Social, realizada na noite desta quinta, 20/05/10, na Câmara Municipal de Campos. A conferência, convocada pelo Movimento Nossa Campos (MNC) e pelo Observatório de Controle do Setor Público (OCSP), reuniu representantes da UENF, IFF, Universidade Candido Mendes (Ucam), parlamentares da Câmara e da Assembleia Legislativa e lideranças da sociedade.
Mediada pelo diretor do Observatório, Aurélio Lorenz, a Conferência terá continuidade em data a ser confirmada no mês de junho, provavelmente dia 06. Nesta primeira etapa, tiveram tempo para falar os representantes da UENF - Antônio Teixeira do Amaral Junior, representando o reitor Almy Junior -; a reitora do IFF, Cibele Daher; o presidente da Câmara Municipal, Nelson Nahim (PMDB); o deputado estadual Rodrigo Neves (PT) e a vereadora Odisséia Carvalho (PT).
Como palestrantes convidados, falaram ainda o diretor regional da Firjan, Geraldo Coutinho; a coordenadora do Centro de Pesquisas da Candido Mendes, professora Denise Terra; e o pró-reitor de Relações Institucionais do IFF, professor Roberto Moraes. Debatedores do âmbito da sociedade também tiveram voz, a exemplo do executivo Rony Araujo, da empresa Purac, e Luiz Felipe Muniz. O vereador Jorge Rangel participou da conferência do início ao fim.
A tônica das falas girou em torno da convicção quanto ao caráter finito das receitas do petróleo, independentemente de quanto tempo perdure a exploração na Bacia de Campos. Daí a necessidade urgente de estabelecer formas de controle do uso do dinheiro pela sociedade, incluindo não apenas a discussão de prioridades, mas também o combate à corrupção.
O auditório não chegou a encher, mas cerca de 120 pessoas circularam pela Conferência e registraram presença na lista de assinaturas. Entre elas estiveram 23 alunos da Escola Técnica Estadual João Barcelos Martins, que participaram de uma espécie de aula prática de cidadania no âmbito da disciplina de Geografia. Eles estavam acompanhados da professora Neusa Rebina Barros.
Ancorado pelo sucesso da mobilização nacional em torno do projeto 'Ficha Limpa', aprovado pelo Senado no dia anterior (19/05), o diretor do Observatório, Aurélio Lorenz, disse acreditar 'sinceramente' no êxito deste esforço coletivo de participação popular.
Abrir espaços de participação, seduzir a sociedade organizada e fazer o Poder Público honrar os compromissos assumidos. Estes são, em síntese, os desafios identificados durante a II Conferência Local de Controle Social, realizada na noite desta quinta, 20/05/10, na Câmara Municipal de Campos. A conferência, convocada pelo Movimento Nossa Campos (MNC) e pelo Observatório de Controle do Setor Público (OCSP), reuniu representantes da UENF, IFF, Universidade Candido Mendes (Ucam), parlamentares da Câmara e da Assembleia Legislativa e lideranças da sociedade.
Mediada pelo diretor do Observatório, Aurélio Lorenz, a Conferência terá continuidade em data a ser confirmada no mês de junho, provavelmente dia 06. Nesta primeira etapa, tiveram tempo para falar os representantes da UENF - Antônio Teixeira do Amaral Junior, representando o reitor Almy Junior -; a reitora do IFF, Cibele Daher; o presidente da Câmara Municipal, Nelson Nahim (PMDB); o deputado estadual Rodrigo Neves (PT) e a vereadora Odisséia Carvalho (PT).
Como palestrantes convidados, falaram ainda o diretor regional da Firjan, Geraldo Coutinho; a coordenadora do Centro de Pesquisas da Candido Mendes, professora Denise Terra; e o pró-reitor de Relações Institucionais do IFF, professor Roberto Moraes. Debatedores do âmbito da sociedade também tiveram voz, a exemplo do executivo Rony Araujo, da empresa Purac, e Luiz Felipe Muniz. O vereador Jorge Rangel participou da conferência do início ao fim.
A tônica das falas girou em torno da convicção quanto ao caráter finito das receitas do petróleo, independentemente de quanto tempo perdure a exploração na Bacia de Campos. Daí a necessidade urgente de estabelecer formas de controle do uso do dinheiro pela sociedade, incluindo não apenas a discussão de prioridades, mas também o combate à corrupção.
O auditório não chegou a encher, mas cerca de 120 pessoas circularam pela Conferência e registraram presença na lista de assinaturas. Entre elas estiveram 23 alunos da Escola Técnica Estadual João Barcelos Martins, que participaram de uma espécie de aula prática de cidadania no âmbito da disciplina de Geografia. Eles estavam acompanhados da professora Neusa Rebina Barros.
Ancorado pelo sucesso da mobilização nacional em torno do projeto 'Ficha Limpa', aprovado pelo Senado no dia anterior (19/05), o diretor do Observatório, Aurélio Lorenz, disse acreditar 'sinceramente' no êxito deste esforço coletivo de participação popular.
CONFERÊNCIA SOBRE OS ROYALTIES
Participei hoje na Câmara da Conferência sobre o Controle Social dos Royalties. Foram momentos marcados por muitas informações importantes.
Dentre elas, me chamou a atenção o momento da intervenção da Professora Denise da UCAM, quando esta mostrou o gráfico em que Campos recebe a cada minuto R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais).
Imaginem se os recursos dos royalties fossem investidos em Educação pública, gratuita e de qualidade?
Dentre elas, me chamou a atenção o momento da intervenção da Professora Denise da UCAM, quando esta mostrou o gráfico em que Campos recebe a cada minuto R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais).
Imaginem se os recursos dos royalties fossem investidos em Educação pública, gratuita e de qualidade?
UM BOA DOSE DE BOM SENSO NÃO FAZ MAL A NINGUÉM
A Prefeita Rosinha Garotinho participou nesta quarta-feira do Programa de Olho Na Cidade. Mostrou-se bastante agressiva quando o assunto girou em torno do Vereador Abdu Neme.
Perdeu o bom senso ao dizer "que o vereador Abdu teria engolido a CPI da Saúde".
O tom ficou feio.
Perdeu o bom senso ao dizer "que o vereador Abdu teria engolido a CPI da Saúde".
O tom ficou feio.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
E.M. PEQUENO JORNALEIRO EM CRISE II
Defendemos históricamente a eleição direta para diretores de escola por entendermos que ninguém melhor do que a comunidade escolar (pais, alunos, professores e funcionários) para saber quem melhor corresponderá aos seus anseios.
O episódio ocorrido na E.M. Pequeno Jornaleiro é mais uma prova de que a ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETORES DE ESCOLA é a única maneira de evitar a insatisfação da comunidade escolar, como também que esta esteja sujeita a toda sorte de abusos, dentre eles o ASSÉDIO MORAL.
O relato dos professores da referida escola sobre o que os mesmos têm sofrido com a diretora "amiga da prefeita" é motivo de profunda indignação. Para ilustrar, vou citar algumas das situações vividas por estes profissionais:
* a diretora em questão é "doutorada em assédio moral";
* dirige a escola como "feitora de escravos";
* comete o crime de assédio moral contra professores e funcionários da escola com gestos, condutas abusivas e constrangedoras, humilhação, intimidação, ironia, difamação, ridicularização através de piadas maldosas relacionadas ao sexo,etc.
* sonega informações da Secretaria de Educação dirigidas à professores e funcionários,
* os professores portadores de deficiência visual são constrangidos com piadas de baixo calão, atos obscenos e expostos ao ridículo em público;
* põe em dúvida a sexualidade de professores, atingindo a virilidade dos mesmos;
* exige presentes dos funcionários que prestam serviço à escola;
* exige dos funcionários troca de favores por meio de "folgas", onde funcionários são designados para fazer suas unhas e cabelo, no interior da sala da direção;
* está sendo processada por ameaças com testemunhas à uma funcionária da escola (Artigo 147 do Código Penal), etc,etc,etc.
É ou não estarrecedor?
Para agravar o quadro, a Secretaria de Educação recebeu várias denúncias dos professores da escola e preferiu se omitir até que, não vendo solução decidiu pelo afastamento da referida diretora geral.
Penso que a SMEC está em débito com esta comunidade escolar e a única saída para minimizar o processo de tortura sofrido é acatar a indicação do nome escolhido por eles para assumir a direção da E.M. PEQUENO JORNALEIRO e encerrar esta história com um final feliz.
O episódio ocorrido na E.M. Pequeno Jornaleiro é mais uma prova de que a ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETORES DE ESCOLA é a única maneira de evitar a insatisfação da comunidade escolar, como também que esta esteja sujeita a toda sorte de abusos, dentre eles o ASSÉDIO MORAL.
O relato dos professores da referida escola sobre o que os mesmos têm sofrido com a diretora "amiga da prefeita" é motivo de profunda indignação. Para ilustrar, vou citar algumas das situações vividas por estes profissionais:
* a diretora em questão é "doutorada em assédio moral";
* dirige a escola como "feitora de escravos";
* comete o crime de assédio moral contra professores e funcionários da escola com gestos, condutas abusivas e constrangedoras, humilhação, intimidação, ironia, difamação, ridicularização através de piadas maldosas relacionadas ao sexo,etc.
* sonega informações da Secretaria de Educação dirigidas à professores e funcionários,
* os professores portadores de deficiência visual são constrangidos com piadas de baixo calão, atos obscenos e expostos ao ridículo em público;
* põe em dúvida a sexualidade de professores, atingindo a virilidade dos mesmos;
* exige presentes dos funcionários que prestam serviço à escola;
* exige dos funcionários troca de favores por meio de "folgas", onde funcionários são designados para fazer suas unhas e cabelo, no interior da sala da direção;
* está sendo processada por ameaças com testemunhas à uma funcionária da escola (Artigo 147 do Código Penal), etc,etc,etc.
É ou não estarrecedor?
Para agravar o quadro, a Secretaria de Educação recebeu várias denúncias dos professores da escola e preferiu se omitir até que, não vendo solução decidiu pelo afastamento da referida diretora geral.
Penso que a SMEC está em débito com esta comunidade escolar e a única saída para minimizar o processo de tortura sofrido é acatar a indicação do nome escolhido por eles para assumir a direção da E.M. PEQUENO JORNALEIRO e encerrar esta história com um final feliz.
E. M. PEQUENO JORNALEIRO EM CRISE l
Fui procurada, hoje pela manhã, no SEPE por uma professora da E.M.PEQUENO JORNALEIRO que relatou as situações que tem ocorrido no interior da escola, promovida pela diretora geral, cuja indicação foi feita pela prefeita Rosinha Garotinho.
Os profissionais desta escola têm sido vítimas constantes de ASSÉDIO MORAL por parte da referida diretora, que no momento encontra-se afastada do cargo, entretanto, sem que se conheça os motivos a vice-diretora e a secretária da escola foram exoneradas o que causou insatisfação na comunidade escolar.
Os problemas ocorridos na escola foram criados pela diretora geral e não pelas outras duas, que segundo relato dos professores e funcionários cumpriam dignamente o seu papel na referida escola e são queridas pela comunidade escolar.
Tendo a escola ficado sem dirigentes a SMEC enviou uma equipe interventora para tentar dar continuidade ao trabalho. Esta intervenção será provisória e ficará na unidade até que novos diretores sejam indicados para tomar posse.
O momento mais emocionante na tarde de hoje, foi quando a comunidade escolar, num exemplo de cidadania, comunicou que houve uma eleição direta naquela unidade escolar e eles já têm o nome de quem deve assumir a gestão.
Quanto a nós, do SEPE, só cabe apoiá-los nesta luta e oportunamente voltaremos a este assunto.
Os profissionais desta escola têm sido vítimas constantes de ASSÉDIO MORAL por parte da referida diretora, que no momento encontra-se afastada do cargo, entretanto, sem que se conheça os motivos a vice-diretora e a secretária da escola foram exoneradas o que causou insatisfação na comunidade escolar.
Os problemas ocorridos na escola foram criados pela diretora geral e não pelas outras duas, que segundo relato dos professores e funcionários cumpriam dignamente o seu papel na referida escola e são queridas pela comunidade escolar.
Tendo a escola ficado sem dirigentes a SMEC enviou uma equipe interventora para tentar dar continuidade ao trabalho. Esta intervenção será provisória e ficará na unidade até que novos diretores sejam indicados para tomar posse.
O momento mais emocionante na tarde de hoje, foi quando a comunidade escolar, num exemplo de cidadania, comunicou que houve uma eleição direta naquela unidade escolar e eles já têm o nome de quem deve assumir a gestão.
Quanto a nós, do SEPE, só cabe apoiá-los nesta luta e oportunamente voltaremos a este assunto.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
ASSEMBLEIA DA REDE MUNICIPAL
SEPE/CAMPOS INFORMA:
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação é o legítimo representante dos Educadores (professores, pedagogos, animadores culturais, auxiliares de secretaria, serventes, merendeiras, vigias e outros) da Rede Estadual (RJ) e Municipal (Campos dos Goytacazes). Possui o REGISTRO SINDICAL que lhe confere o direito de representar tal categoria.
ASSEMBLEIA DA REDE MUNICIPAL
Dia 27 de maio, às 17h, no SEPE/Campos
Pauta:
• Prorrogação do concurso com chamada dos aprovados;
• Plano de Cargos;
• Plano Municipal de Educação;
• Imposto Sindical, etc.
Praça São Salvador, 41 – Sala 514 – Centro – Ed. Ninho das Águias –
Tel.: (22) 2735-2406 / 2734-6883 / 8821-0206 / 9837-2687
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação é o legítimo representante dos Educadores (professores, pedagogos, animadores culturais, auxiliares de secretaria, serventes, merendeiras, vigias e outros) da Rede Estadual (RJ) e Municipal (Campos dos Goytacazes). Possui o REGISTRO SINDICAL que lhe confere o direito de representar tal categoria.
ASSEMBLEIA DA REDE MUNICIPAL
Dia 27 de maio, às 17h, no SEPE/Campos
Pauta:
• Prorrogação do concurso com chamada dos aprovados;
• Plano de Cargos;
• Plano Municipal de Educação;
• Imposto Sindical, etc.
Praça São Salvador, 41 – Sala 514 – Centro – Ed. Ninho das Águias –
Tel.: (22) 2735-2406 / 2734-6883 / 8821-0206 / 9837-2687
terça-feira, 18 de maio de 2010
ASSEMBLÉIA DA EDUCAÇÃO DA REDE MUNICIPAL DE CAMPOS
O SEPE está convocando os PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DA EDUCAÇÃO DE CAMPOS para a ASSEMBLÉIA que se realizará no dia 27 de maio de 2010, quinta-feira,às 17 horas, na sede do Sindicato, situado no Edifício Ninho das Águias(Centro), sala 514, com a seguinte pauta:
- CONCURSO DE 2008 DA EDUCAÇÃO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES
- PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS
- IMPOSTO SINDICAL
A ASSEMBLÉIA contará com a presença dos diretores do SEPE e do Advogado Dr. Alexandre Fecher, que estará esclarecendo as dúvidas da categoria da rede municipal.
A presença de todos é fundamental para garantir o sucesso da Assembléia e sobretudo fortalecer a luta da categoria.
Conto com a presença de todos!
Saudações Sindicais
Graciete Santana
Coordenadora do SEPE/Campos
- CONCURSO DE 2008 DA EDUCAÇÃO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES
- PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS
- IMPOSTO SINDICAL
A ASSEMBLÉIA contará com a presença dos diretores do SEPE e do Advogado Dr. Alexandre Fecher, que estará esclarecendo as dúvidas da categoria da rede municipal.
A presença de todos é fundamental para garantir o sucesso da Assembléia e sobretudo fortalecer a luta da categoria.
Conto com a presença de todos!
Saudações Sindicais
Graciete Santana
Coordenadora do SEPE/Campos
AS IDÉIAS DE FIDEL E A REFORMA AGRÁRIA
Angel Fernández Vila (Horacio)
O programa do Moncada, contido na histórica alegação de Fidel A História me Absolverá postulava, entre as medidas mais urgentes a serem tomadas por um governo revolucionário “conceder a propriedade desembargada e intransferível da terra a todos os colonos, subcolonos, rendeiros, posseiros e precaristas que ocupem parcelas de cinco ou menos hectares de terra, indenizando o Estado a seus anteriores proprietários, à base da renda que receberiam por tais parcelas num período de dez anos”.
A fundamentação desta transcendental medida contida no Programa do Moncada foi divulgada e explicada posteriormente pela imprensa e pela rádio clandestinas do Movimento Revolucionário 26 de julho.
Assim, por exemplo, no jornal clandestino Vanguardia Obrera, na edição correspondente a 20 de fevereiro de 1957, na página editorial, sob a manchete “A Reforma Agrária”, explica-se a injusta e absurda situação da posse das terras em Cuba, onde “apenas 1/5 do solo está nas mãos de pequenos proprietários, enquanto 4/5 partes de nossas terras se encontram nas mãos de megacompanhias latifundiárias que não a trabalham”. O editorial concluía: “Temos que reconquistar 4/5 partes do solo cubano para nossos camponeses desapossados”.
No território liberado do Segundo Front Oriental, no jornal Surco eram publicados os preceitos sobre a necessidade de concretizar a reforma agrária, baseados no Programa do Moncada. Os camponeses daquele território liberado, organizado e mobilizado pelo lutador camponês comunista José (Pepe) Ramírez, se preparavam para receber e aplicar a Lei que estava sendo elaborada na Serra Maestra.
Profundamente impressionado pelos avanços revolucionários atingidos no território liberado do Segundo Front, constatados numa visita a esse lugar no mês de outubro de 1958 pelo representante nacional de propaganda do M-26-7, expôs suas impressões em carta endereçada ao companheiro Arnol Rodríguez, dirigente nacional do Movimento 26 de Julho, preso no Castelo do Príncipe. Nesta carta, referindo-se ao trabalho dos camponeses nesse território liberado, o dirigente clandestino do movimento informava:
“Existe uma Comissão de Assuntos Camponeses. Realizou-se um Congresso Camponês em Armas, que foi maravilhoso. Os camponeses estão incentivados e esperançados. Acho que seria um crime e uma falta de consequência revolucionária não acometer com toda a força o problema da reforma agrária, como primeira medida do Governo Revolucionário. Desta vez os camponeses não serão esquecidos! É nossa firme decisão!”.
Em pleno desenvolvimento da luta guerrilheira, na Serra Maestra, em 10 de outubro de 1958 foi assinada pelo comandante Fidel Castro a Lei no. 3 implantando a Reforma Agrária em todo o território liberado pelo Exército Rebelde.
Esta Lei, em seu capítulo I, art. 1º, dispunha: “Concede-se a propriedade da terra que cultivam aos rendeiros, sub-rendeiros, rendeiros, colonos, subcolonos, precaristas e posseiros, caso ocuparem parcelas de cinco ou menos hectares de terra particular ou do Estado, aos quais lhes será expedido o título de propriedade sobre as mesmas, com os requisitos estabelecidos nesta Lei”.
Começa imediatamente a aplicação desta Lei nos territórios liberados da Serra Maestra e do Segundo Front Oriental “Frank País”.
Meses mais tarde, ao ser derrocada a ditadura de Batista e substituída pelo Governo Revolucionário, a Lei de Reforma Agrária foi assinada por Fidel, em 17 de maio de 1959, na Serra Maestra, cumprindo-se assim uma das medidas fundamentais do Programa do Moncada, e entregando à Revolução sua principal arma para a reconquista de nossas terras, a liquidação do latifúndio e a definitiva liberação de nossos camponeses.
Prévio à assinatura e promulgação da Lei de Reforma Agrária, foi criado o Instituto Nacional da Reforma Agrária, (INRA), organismo estatal dirigido por Fidel e encarregado de aplicar, em todo o país, os preceitos e disposições da lei agrária, a fim de liquidar o latifúndio, entregar a terra aos que trabalham nela, organizar a produção agropecuária e florestal cooperativa e, enfim, liberar os camponeses e incorporá-lo ao desenvolvimento das forças produtivas de nossas extensas e ferazes áreas agrícolas, deixando bem claro o caráter agrário de nossa Revolução.
Foram delimitadas no país 26 Zonas de Desenvolvimento Agrário, (ZDA), que enquadradas nas antigas seis províncias que compreendia o território nacional, e subordinadas às correspondentes Direções Provinciais do INRA, constituiriam os dispositivos encarregados da realização das tarefas da reforma agrária em suas respectivas regiões.
Uma vez promulgada a Lei da Reforma Agrária, começou um amplo processo de divulgação do conteúdo e benefícios desta Lei, desenvolvido em todo o país pelo Movimento Revolucionário 26 de Julho. Esta campanha incluiu a coleta de fundos e doação de equipamentos e insumos para ajudar os pequenos camponeses convertidos em proprietários das terras que cultivavam, em virtude da lei revolucionária.
Esta ampla mobilização de nosso povo, e em particular de nossos camponeses, a favor da lei recém-aprovada, teve sua expressão mais bem-sucedida na gigantesca passeata camponesa realizada em Havana, em 26 de julho do “Ano da Libertação”, com a participação de aproximadamente 700 mil camponeses revolucionários procedentes dos locais mais afastados de nosso país, os que foram alojados e atendidos pelas famílias havanesas, num belo abraço, nunca antes visto, entre a cidade e o campo.
A partir desta grande mobilização nacional de apoio à Lei da Reforma Agrária, e já criado o INRA como instituição estatal para aplicá-la, Fidel efetuou durante o segundo semestre de 1959, três reuniões nacionais com seus “comandantes da Reforma Agrária”, como foram chamados os governadores e chefes de Zonas de Desenvolvimento Agrário do INRA.
A finalidade destas reuniões nacionais era ir orientando e alertando os funcionários do INRA sobre o complexo e delicado trabalho que implicava o resgate das terras usurpadas e sua entrega aos camponeses, assim como a organização, nos vastos latifúndios intervindos, de formas cooperativas de utilização e exploração estatal das mesmas. Além disso, Fidel aproveitou estes encontros para definir conceitos e esclarecer dúvidas que surgiam aos governadores e chefes de Zonas durante o desempenho de suas complexas tarefas.
A Primeira Reunião Nacional do INRA efetuou-se em Havana, no dia 4 de agosto de 1959. Nela, Fidel explicou importantes aspectos conceptuais da instrumentação desta decisiva lei da Revolução; de sua fundamentação e alcance; das razões políticas, econômicas e militares que tornavam necessária sua urgente aplicação. Ao longo de suas intervenções e diálogos com os funcionários, o Comandante-em-Chefe foi definindo conceitos e entregando argumentos para o trabalho dos chefes de Zonas de Desenvolvimento Agrícola, tais como:
• Se nos questionassem, quais são os limites das terras do Estado?, lhes respondemos que se estendem desde a Ponta de Maisí até o Cabo de San Antonio, e abrangem as terras compreendidas entre a costa norte e a costa sul da nossa Ilha.
• Se os latifundiários aduzissem sua condição de proprietários históricos de suas terras, vocês devem perguntar-lhe se por acaso são eles ‘siboneyes’ ou descendentes diretos de nossos aborígines.
• Caracterizando os funcionários responsáveis pela liquidação do latifúndio, sentenciou: “Os chefes das Zonas de Desenvolvimento Agrícola representam a máxima autoridade nesse território. A autoridade quase ilimitada que têm, devem saber exercê-la, e exercê-la bem.”
• O INRA é a Revolução feita Organismo, como a Lei da Reforma Agrária é a Revolução feita Lei”, afirmou Fidel naquela histórica reunião.
A Segunda Reunião Nacional do INRA efetuou-se no dia 7 de outubro e nela Fidel abordou aspectos operativos da aplicação da lei e debateu com os chefes provinciais e das zonas de desenvolvimento agrícola as experiências e dificuldades com que os mesmos já se vinham deparando no desenvolvimento da tarefa. Definiu, na marcha, algumas possíveis adeuações da lei que surgiam das experiências daqueles que a estavam implementando. Estabeleceu:
• A Lei da Reforma Agrária a temos feito com um espírito revolucionário, mas a temos aplicado com um critério ainda mais revolucionário. Temos que avançar, rapidamente, até o passo de liberar os rendeiros do pagamento da renda e entregar-lhes o título de propriedade da terra”.
• Na hora de definirmos quantos hectares vamos deixar a um latifundiário, pode ser que tenham o critério de deixar-lhe 1343, como indica a lei se estão bem cultivadas, mas seria melhor deixar-lhe 670. Estejam totalmente certos de que este latifundiário será nosso inimigo, tanto se lhe deixarmos 1342 quanto lhe deixarmos 670”. Na análise deste tema, o chefe do INRA na província de Camaguey expunha “que se deviam deixar só 402 hectares, porque esse pessoal está conspirando e vai conspirar ainda mais contra a Revolução”. A essa ideia, Fidel respondeu: “Deixa-os que conspirem, pois então vamos aprovar uma nova lei confiscando todos os bens dos conspiradores. Se lhes deixarem só 402 hectares vão se sentir com mais direito a conspirar. (*).
• Desenvolvendo seu pensamento de que a Lei da Reforma Agrária constitui também uma necessidade para a defesa do país, Fidel expressa: “Temos também o problema da defesa da Revolução. Esta questão é tão importante, que sem ela todos os planos agrícolas irão por água abaixo. A preparação militar dos camponeses constitui uma tarefa principal do INRA. Deve-se coordenar a defesa militar da República com o INRA”.
• Fidel expressa que se algum Chefe de Zona for acusado pelos latifundiários de “estar fora da lei”, saibam vocês que a partir do momento em que disparamos o primeiro tiro contra o regime estabelecido, ficamos “fora da lei”.
Na Terceira Reunião Nacional do INRA, que teve lugar em 7 de dezembro de 1959 e que coincidiu com o fim daquele combativo, laborioso e definitório segundo semestre do “Ano da Liberação”, nosso Comandante-em-Chefe, em sua condição de presidente do INRA, fez um resumo do trabalho realizado naquele período, assinalando os aspectos críticos, negativos e acertos que se tinham conseguido, bem com as tarefas pendentes, a resolver futuramente. A reunião teve um começo surpreendente, pois ao entrarmos na sala, deparamo-nos com que na presidência não só estavam Fidel e dirigentes nacionais do INRA, como era habitual, mas também presidia a reunião o presidente Osvaldo Dorticós e os membros do Conselho de Ministros do Governo Revolucionário.
Fidel começou a reunião dizendo-nos, em tom grave: “Convidei a esta Terceira Reunião Nacional do INRA o presidente da República e o Conselho de Ministros para que vocês saibam que existe um Governo neste país, pois vocês se converteram em uns “pequenos czares” em suas zonas de desenvolvimento, adotando decisões em questões alheias a suas esferas de trabalho e, noutras ocasiões, agindo de forma não coordenada nem autorizada pelos ministros que têm a ver com as mesmas. Os 26 chefes de Zonas de Desenvolvimento Agrário cumpriram sua missão de banir o latifúndio, mas alguns já se excederam em suas funções e prerrogativas. Conhecemos que sempre o fizeram, no intuito de acelerar o trabalho na zona: que foram pressionados pela urgência que têm as tarefas que lhes encomendaram, ou por outras circunstâncias que fazem mais lento ou que se opõem ao cumprimento das tarefas que desenvolvem, mas se torna imprescindível consultar e coordenar as acções com os ministros correspondentes”.
“Não fazê-lo assim deu lugar a choques desnecessários entre funcionários e tarefas empreendidas por diferentes dispositivos do Governo e no INRA nas Zonas de Desenvolvimento Agrário. Houve ocasiões em que algumas dessas decisões erradas, não consultadas, foram denunciadas pela oposição, que as engrandece e as generaliza aos olhos da opinião pública, como parte de sua luta a morte contra a Revolução”.
Como tema central da Terceira Reunião Nacional do INRA, Fidel expunha a necessidade de aumentar a produção de alimentos, já que com os benefícios da Revolução, se tinha ampliado de forma colossal o nível de vida do povo.
“Seis meses depois da promulgação da Lei da Reforma Agrária, as grandes companhias norte-americanas botaram a boca no trombone e a campanha contrarrevolucionária chegava a seu ponto mais alto. A Revolução Cubana era um acontecimento mundial e a publicidade contra nós era em nível mundial e nós não a podemos contestar, só os anos, o tempo, poderão contestar suas mentiras. Quando os povos se tenham revoltado nos demais países e façam também uma Revolução como esta, é que se poderá contestar cabalmente esta campanha contra Cuba.
“Os imperialistas pensam em invadir Cuba, mas para invadi-la têm que matar quatro milhões de cubanos”.
Com estas empolgantes, valentes e patrióticas palavras, Fidel concluiu a Terceira Reunião Nacional do INRA, analisando criticamente o trabalho realizado e os avanços na implementação da Reforma Agrária, ao findar o “Ano da Liberação”.
(*) Mais adiante, em 3 de outubro de 1963, teve lugar a promulgação da Segunda Lei da Reforma Agrária, já que, como Fidel tinha previsto e anunciado na Terceira Reunião Nacional do INRA, em 1959, a reação da burguesia agrícola e seus aliados no país, e o incremento das agressões a nossa Revolução por parte do governo norte-americano, obrigaram a Revolução a desferir um golpe definitivo a essa burguesia sabotadora e beligerante que ainda retinha e subutilizava aproximadamente 20% da superfície agrícola.
Esta Segunda Lei da Reforma Agrária estabeleceu, finalmente, a nacionalização, a favor do Estado cubano, de todas as fazendas rústicas que ultrapassassem os 67 hectares.
O programa do Moncada, contido na histórica alegação de Fidel A História me Absolverá postulava, entre as medidas mais urgentes a serem tomadas por um governo revolucionário “conceder a propriedade desembargada e intransferível da terra a todos os colonos, subcolonos, rendeiros, posseiros e precaristas que ocupem parcelas de cinco ou menos hectares de terra, indenizando o Estado a seus anteriores proprietários, à base da renda que receberiam por tais parcelas num período de dez anos”.
A fundamentação desta transcendental medida contida no Programa do Moncada foi divulgada e explicada posteriormente pela imprensa e pela rádio clandestinas do Movimento Revolucionário 26 de julho.
Assim, por exemplo, no jornal clandestino Vanguardia Obrera, na edição correspondente a 20 de fevereiro de 1957, na página editorial, sob a manchete “A Reforma Agrária”, explica-se a injusta e absurda situação da posse das terras em Cuba, onde “apenas 1/5 do solo está nas mãos de pequenos proprietários, enquanto 4/5 partes de nossas terras se encontram nas mãos de megacompanhias latifundiárias que não a trabalham”. O editorial concluía: “Temos que reconquistar 4/5 partes do solo cubano para nossos camponeses desapossados”.
No território liberado do Segundo Front Oriental, no jornal Surco eram publicados os preceitos sobre a necessidade de concretizar a reforma agrária, baseados no Programa do Moncada. Os camponeses daquele território liberado, organizado e mobilizado pelo lutador camponês comunista José (Pepe) Ramírez, se preparavam para receber e aplicar a Lei que estava sendo elaborada na Serra Maestra.
Profundamente impressionado pelos avanços revolucionários atingidos no território liberado do Segundo Front, constatados numa visita a esse lugar no mês de outubro de 1958 pelo representante nacional de propaganda do M-26-7, expôs suas impressões em carta endereçada ao companheiro Arnol Rodríguez, dirigente nacional do Movimento 26 de Julho, preso no Castelo do Príncipe. Nesta carta, referindo-se ao trabalho dos camponeses nesse território liberado, o dirigente clandestino do movimento informava:
“Existe uma Comissão de Assuntos Camponeses. Realizou-se um Congresso Camponês em Armas, que foi maravilhoso. Os camponeses estão incentivados e esperançados. Acho que seria um crime e uma falta de consequência revolucionária não acometer com toda a força o problema da reforma agrária, como primeira medida do Governo Revolucionário. Desta vez os camponeses não serão esquecidos! É nossa firme decisão!”.
Em pleno desenvolvimento da luta guerrilheira, na Serra Maestra, em 10 de outubro de 1958 foi assinada pelo comandante Fidel Castro a Lei no. 3 implantando a Reforma Agrária em todo o território liberado pelo Exército Rebelde.
Esta Lei, em seu capítulo I, art. 1º, dispunha: “Concede-se a propriedade da terra que cultivam aos rendeiros, sub-rendeiros, rendeiros, colonos, subcolonos, precaristas e posseiros, caso ocuparem parcelas de cinco ou menos hectares de terra particular ou do Estado, aos quais lhes será expedido o título de propriedade sobre as mesmas, com os requisitos estabelecidos nesta Lei”.
Começa imediatamente a aplicação desta Lei nos territórios liberados da Serra Maestra e do Segundo Front Oriental “Frank País”.
Meses mais tarde, ao ser derrocada a ditadura de Batista e substituída pelo Governo Revolucionário, a Lei de Reforma Agrária foi assinada por Fidel, em 17 de maio de 1959, na Serra Maestra, cumprindo-se assim uma das medidas fundamentais do Programa do Moncada, e entregando à Revolução sua principal arma para a reconquista de nossas terras, a liquidação do latifúndio e a definitiva liberação de nossos camponeses.
Prévio à assinatura e promulgação da Lei de Reforma Agrária, foi criado o Instituto Nacional da Reforma Agrária, (INRA), organismo estatal dirigido por Fidel e encarregado de aplicar, em todo o país, os preceitos e disposições da lei agrária, a fim de liquidar o latifúndio, entregar a terra aos que trabalham nela, organizar a produção agropecuária e florestal cooperativa e, enfim, liberar os camponeses e incorporá-lo ao desenvolvimento das forças produtivas de nossas extensas e ferazes áreas agrícolas, deixando bem claro o caráter agrário de nossa Revolução.
Foram delimitadas no país 26 Zonas de Desenvolvimento Agrário, (ZDA), que enquadradas nas antigas seis províncias que compreendia o território nacional, e subordinadas às correspondentes Direções Provinciais do INRA, constituiriam os dispositivos encarregados da realização das tarefas da reforma agrária em suas respectivas regiões.
Uma vez promulgada a Lei da Reforma Agrária, começou um amplo processo de divulgação do conteúdo e benefícios desta Lei, desenvolvido em todo o país pelo Movimento Revolucionário 26 de Julho. Esta campanha incluiu a coleta de fundos e doação de equipamentos e insumos para ajudar os pequenos camponeses convertidos em proprietários das terras que cultivavam, em virtude da lei revolucionária.
Esta ampla mobilização de nosso povo, e em particular de nossos camponeses, a favor da lei recém-aprovada, teve sua expressão mais bem-sucedida na gigantesca passeata camponesa realizada em Havana, em 26 de julho do “Ano da Libertação”, com a participação de aproximadamente 700 mil camponeses revolucionários procedentes dos locais mais afastados de nosso país, os que foram alojados e atendidos pelas famílias havanesas, num belo abraço, nunca antes visto, entre a cidade e o campo.
A partir desta grande mobilização nacional de apoio à Lei da Reforma Agrária, e já criado o INRA como instituição estatal para aplicá-la, Fidel efetuou durante o segundo semestre de 1959, três reuniões nacionais com seus “comandantes da Reforma Agrária”, como foram chamados os governadores e chefes de Zonas de Desenvolvimento Agrário do INRA.
A finalidade destas reuniões nacionais era ir orientando e alertando os funcionários do INRA sobre o complexo e delicado trabalho que implicava o resgate das terras usurpadas e sua entrega aos camponeses, assim como a organização, nos vastos latifúndios intervindos, de formas cooperativas de utilização e exploração estatal das mesmas. Além disso, Fidel aproveitou estes encontros para definir conceitos e esclarecer dúvidas que surgiam aos governadores e chefes de Zonas durante o desempenho de suas complexas tarefas.
A Primeira Reunião Nacional do INRA efetuou-se em Havana, no dia 4 de agosto de 1959. Nela, Fidel explicou importantes aspectos conceptuais da instrumentação desta decisiva lei da Revolução; de sua fundamentação e alcance; das razões políticas, econômicas e militares que tornavam necessária sua urgente aplicação. Ao longo de suas intervenções e diálogos com os funcionários, o Comandante-em-Chefe foi definindo conceitos e entregando argumentos para o trabalho dos chefes de Zonas de Desenvolvimento Agrícola, tais como:
• Se nos questionassem, quais são os limites das terras do Estado?, lhes respondemos que se estendem desde a Ponta de Maisí até o Cabo de San Antonio, e abrangem as terras compreendidas entre a costa norte e a costa sul da nossa Ilha.
• Se os latifundiários aduzissem sua condição de proprietários históricos de suas terras, vocês devem perguntar-lhe se por acaso são eles ‘siboneyes’ ou descendentes diretos de nossos aborígines.
• Caracterizando os funcionários responsáveis pela liquidação do latifúndio, sentenciou: “Os chefes das Zonas de Desenvolvimento Agrícola representam a máxima autoridade nesse território. A autoridade quase ilimitada que têm, devem saber exercê-la, e exercê-la bem.”
• O INRA é a Revolução feita Organismo, como a Lei da Reforma Agrária é a Revolução feita Lei”, afirmou Fidel naquela histórica reunião.
A Segunda Reunião Nacional do INRA efetuou-se no dia 7 de outubro e nela Fidel abordou aspectos operativos da aplicação da lei e debateu com os chefes provinciais e das zonas de desenvolvimento agrícola as experiências e dificuldades com que os mesmos já se vinham deparando no desenvolvimento da tarefa. Definiu, na marcha, algumas possíveis adeuações da lei que surgiam das experiências daqueles que a estavam implementando. Estabeleceu:
• A Lei da Reforma Agrária a temos feito com um espírito revolucionário, mas a temos aplicado com um critério ainda mais revolucionário. Temos que avançar, rapidamente, até o passo de liberar os rendeiros do pagamento da renda e entregar-lhes o título de propriedade da terra”.
• Na hora de definirmos quantos hectares vamos deixar a um latifundiário, pode ser que tenham o critério de deixar-lhe 1343, como indica a lei se estão bem cultivadas, mas seria melhor deixar-lhe 670. Estejam totalmente certos de que este latifundiário será nosso inimigo, tanto se lhe deixarmos 1342 quanto lhe deixarmos 670”. Na análise deste tema, o chefe do INRA na província de Camaguey expunha “que se deviam deixar só 402 hectares, porque esse pessoal está conspirando e vai conspirar ainda mais contra a Revolução”. A essa ideia, Fidel respondeu: “Deixa-os que conspirem, pois então vamos aprovar uma nova lei confiscando todos os bens dos conspiradores. Se lhes deixarem só 402 hectares vão se sentir com mais direito a conspirar. (*).
• Desenvolvendo seu pensamento de que a Lei da Reforma Agrária constitui também uma necessidade para a defesa do país, Fidel expressa: “Temos também o problema da defesa da Revolução. Esta questão é tão importante, que sem ela todos os planos agrícolas irão por água abaixo. A preparação militar dos camponeses constitui uma tarefa principal do INRA. Deve-se coordenar a defesa militar da República com o INRA”.
• Fidel expressa que se algum Chefe de Zona for acusado pelos latifundiários de “estar fora da lei”, saibam vocês que a partir do momento em que disparamos o primeiro tiro contra o regime estabelecido, ficamos “fora da lei”.
Na Terceira Reunião Nacional do INRA, que teve lugar em 7 de dezembro de 1959 e que coincidiu com o fim daquele combativo, laborioso e definitório segundo semestre do “Ano da Liberação”, nosso Comandante-em-Chefe, em sua condição de presidente do INRA, fez um resumo do trabalho realizado naquele período, assinalando os aspectos críticos, negativos e acertos que se tinham conseguido, bem com as tarefas pendentes, a resolver futuramente. A reunião teve um começo surpreendente, pois ao entrarmos na sala, deparamo-nos com que na presidência não só estavam Fidel e dirigentes nacionais do INRA, como era habitual, mas também presidia a reunião o presidente Osvaldo Dorticós e os membros do Conselho de Ministros do Governo Revolucionário.
Fidel começou a reunião dizendo-nos, em tom grave: “Convidei a esta Terceira Reunião Nacional do INRA o presidente da República e o Conselho de Ministros para que vocês saibam que existe um Governo neste país, pois vocês se converteram em uns “pequenos czares” em suas zonas de desenvolvimento, adotando decisões em questões alheias a suas esferas de trabalho e, noutras ocasiões, agindo de forma não coordenada nem autorizada pelos ministros que têm a ver com as mesmas. Os 26 chefes de Zonas de Desenvolvimento Agrário cumpriram sua missão de banir o latifúndio, mas alguns já se excederam em suas funções e prerrogativas. Conhecemos que sempre o fizeram, no intuito de acelerar o trabalho na zona: que foram pressionados pela urgência que têm as tarefas que lhes encomendaram, ou por outras circunstâncias que fazem mais lento ou que se opõem ao cumprimento das tarefas que desenvolvem, mas se torna imprescindível consultar e coordenar as acções com os ministros correspondentes”.
“Não fazê-lo assim deu lugar a choques desnecessários entre funcionários e tarefas empreendidas por diferentes dispositivos do Governo e no INRA nas Zonas de Desenvolvimento Agrário. Houve ocasiões em que algumas dessas decisões erradas, não consultadas, foram denunciadas pela oposição, que as engrandece e as generaliza aos olhos da opinião pública, como parte de sua luta a morte contra a Revolução”.
Como tema central da Terceira Reunião Nacional do INRA, Fidel expunha a necessidade de aumentar a produção de alimentos, já que com os benefícios da Revolução, se tinha ampliado de forma colossal o nível de vida do povo.
“Seis meses depois da promulgação da Lei da Reforma Agrária, as grandes companhias norte-americanas botaram a boca no trombone e a campanha contrarrevolucionária chegava a seu ponto mais alto. A Revolução Cubana era um acontecimento mundial e a publicidade contra nós era em nível mundial e nós não a podemos contestar, só os anos, o tempo, poderão contestar suas mentiras. Quando os povos se tenham revoltado nos demais países e façam também uma Revolução como esta, é que se poderá contestar cabalmente esta campanha contra Cuba.
“Os imperialistas pensam em invadir Cuba, mas para invadi-la têm que matar quatro milhões de cubanos”.
Com estas empolgantes, valentes e patrióticas palavras, Fidel concluiu a Terceira Reunião Nacional do INRA, analisando criticamente o trabalho realizado e os avanços na implementação da Reforma Agrária, ao findar o “Ano da Liberação”.
(*) Mais adiante, em 3 de outubro de 1963, teve lugar a promulgação da Segunda Lei da Reforma Agrária, já que, como Fidel tinha previsto e anunciado na Terceira Reunião Nacional do INRA, em 1959, a reação da burguesia agrícola e seus aliados no país, e o incremento das agressões a nossa Revolução por parte do governo norte-americano, obrigaram a Revolução a desferir um golpe definitivo a essa burguesia sabotadora e beligerante que ainda retinha e subutilizava aproximadamente 20% da superfície agrícola.
Esta Segunda Lei da Reforma Agrária estabeleceu, finalmente, a nacionalização, a favor do Estado cubano, de todas as fazendas rústicas que ultrapassassem os 67 hectares.
TIRO NO PÉ
DIGNIDADE conseguiu mais uma vez dar o tom na sua crítica sobre o episódio lamentável ocorrido na tarde de ontem em frente à Câmara de Vereadores.
Diz o ditado popular que "a emenda, na maioria das vezes, é pior do que o soneto" e o Vereador tentar defender os atores daquela situação inexplicável é simplesmente optar por dar um "tiro no próprio pé".
Francamente, vereador!!!
"O vereador Albertinho (PP) que, entre os nobres edis de Campos, se não estivesse tão alinhado a este lamentável governo Rosinha Garotinho, poderia ser um dos vereadores considerados mais atuantes da câmara.
O nobre edil, com esta nota oficial, em tentar defender os “manifestantes” (baderneiros) que ontem estiveram com trio elétrico e foguetórios em frente à câmara, onde se discutia um assunto mais que relevante para nossa cidade (abuso sexual de crianças e adolescentes) mostra o reflexo da má repercussão na infeliz baderna promovida por uma juventude de um partido ligado ao governo municipal.
O fato em questão não é o direito de expressão ou o uso da manifestação como exercício da cidadania, a questão é o momento em que esse direito foi usado, um momento em que se deveria discutir um assunto que assola e afeta diretamente à sociedade, que envolve vidas e o direito à dignidade de crianças e adolescentes, mas parece que tudo isso foi minimizado diante de uma manifestação que mais parece ter tido um cunho pessoal, político partidário, do que propriamente de legitimação da cidadania.
Para relembrar, esta tal juventude ligada aos politiqueiros, o chefe da cúpula antigamente repudiava em seus programas de rádio, a atitude semelhante promovida pela juventude de um partido ligado ao ex-administrador desta cidade. Onde se usava trio elétrico para criticar este grupo que hoje está no poder. Só que esta juventude que ontem fez a tal baderna em frente à câmara, deveria lembrar o que o chefe da cúpula repudiava antes de estar no poder.
Pelo visto, mudam as figurinhas mas a cartilha é a mesma.
Após esta Nota do vereador Albertinho em defender as manifestações como legitimo exercício da cidadania de um estado democrático de direito, espero que o nobre edil levante esta bandeira sem cessar para que a população possa exercer o direito de manifestação como legitimo exercícios da cidadania de um estado democrático de direito dentro da câmara que é a casa do povo, que utiliza de um regimento interno da época da ditadura, onde o cidadão que se manifestar será retirado pelos seguranças da casa.
Como representante do povo e da democracia, nobre edil, estaremos aguardando ansiosamente sua luta para derrubar este regimento que impede o direito de exercemos a cidadania em nossa casa."
Postado por DIGNIDADE às 5/18/2010 12:02:00
Diz o ditado popular que "a emenda, na maioria das vezes, é pior do que o soneto" e o Vereador tentar defender os atores daquela situação inexplicável é simplesmente optar por dar um "tiro no próprio pé".
Francamente, vereador!!!
"O vereador Albertinho (PP) que, entre os nobres edis de Campos, se não estivesse tão alinhado a este lamentável governo Rosinha Garotinho, poderia ser um dos vereadores considerados mais atuantes da câmara.
O nobre edil, com esta nota oficial, em tentar defender os “manifestantes” (baderneiros) que ontem estiveram com trio elétrico e foguetórios em frente à câmara, onde se discutia um assunto mais que relevante para nossa cidade (abuso sexual de crianças e adolescentes) mostra o reflexo da má repercussão na infeliz baderna promovida por uma juventude de um partido ligado ao governo municipal.
O fato em questão não é o direito de expressão ou o uso da manifestação como exercício da cidadania, a questão é o momento em que esse direito foi usado, um momento em que se deveria discutir um assunto que assola e afeta diretamente à sociedade, que envolve vidas e o direito à dignidade de crianças e adolescentes, mas parece que tudo isso foi minimizado diante de uma manifestação que mais parece ter tido um cunho pessoal, político partidário, do que propriamente de legitimação da cidadania.
Para relembrar, esta tal juventude ligada aos politiqueiros, o chefe da cúpula antigamente repudiava em seus programas de rádio, a atitude semelhante promovida pela juventude de um partido ligado ao ex-administrador desta cidade. Onde se usava trio elétrico para criticar este grupo que hoje está no poder. Só que esta juventude que ontem fez a tal baderna em frente à câmara, deveria lembrar o que o chefe da cúpula repudiava antes de estar no poder.
Pelo visto, mudam as figurinhas mas a cartilha é a mesma.
Após esta Nota do vereador Albertinho em defender as manifestações como legitimo exercício da cidadania de um estado democrático de direito, espero que o nobre edil levante esta bandeira sem cessar para que a população possa exercer o direito de manifestação como legitimo exercícios da cidadania de um estado democrático de direito dentro da câmara que é a casa do povo, que utiliza de um regimento interno da época da ditadura, onde o cidadão que se manifestar será retirado pelos seguranças da casa.
Como representante do povo e da democracia, nobre edil, estaremos aguardando ansiosamente sua luta para derrubar este regimento que impede o direito de exercemos a cidadania em nossa casa."
Postado por DIGNIDADE às 5/18/2010 12:02:00
À TODOS OS COLEGAS DA REDE PÚBLICA ESTADUAL
Caros(as) Colegas
No dia 25 de maio, será o DIA DO PROTOCOLO, a partir das 10 horas, na COORDENADORIA NF I .
Vamos abrir processos exigindo:
- REAJUSTE DE 48%
- CUMPRIMENTO DA LEI DO PLANO DE CARREIRA DOS FUNCIONÁRIOS
- VALE TRANSPORTE
- INCORPORAÇÃO IMEDIATA DO NOVA ESCOLA
IMPORTANTE:
TRAGA CÓPIA DO CONTRACHEQUE E COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA PARA ANEXAR AO PROTOCOLO.
Espero por vocês lá!
Saudações Sindicais
Graciete Santana
Coordenadora Geral do SEPE/Campos
cel.(22) 8819 17 23 e (22) 9937 6057
No dia 25 de maio, será o DIA DO PROTOCOLO, a partir das 10 horas, na COORDENADORIA NF I .
Vamos abrir processos exigindo:
- REAJUSTE DE 48%
- CUMPRIMENTO DA LEI DO PLANO DE CARREIRA DOS FUNCIONÁRIOS
- VALE TRANSPORTE
- INCORPORAÇÃO IMEDIATA DO NOVA ESCOLA
IMPORTANTE:
TRAGA CÓPIA DO CONTRACHEQUE E COMPROVANTE DE RESIDÊNCIA PARA ANEXAR AO PROTOCOLO.
Espero por vocês lá!
Saudações Sindicais
Graciete Santana
Coordenadora Geral do SEPE/Campos
cel.(22) 8819 17 23 e (22) 9937 6057
segunda-feira, 17 de maio de 2010
AOS CONCURSADOS DE 2008 DA EDUCAÇÃO DE CAMPOS
Continuamos intransigentes na luta pela convocação dos concursados e prorrogação do prazo de validade do concurso de 2008, pois não há dúvidas quanto ao grande número de vagas reais existentes na rede municipal.
Nosso aparente silêncio é justamente devido as novas providências tomadas por nós a fim de caminharmos rumo a vitória.
Não resta dúvida de que precisamos fazer o exercício da paciência.
Estaremos convocando os concursados para uma ASSEMBLÉIA o mais breve possível, talvez ainda esta semana, para passarmos todas as informações das ações efetuadas até aqui.
Avisaremos à todos pelos contatos que temos de telefones e e-mails.
Até breve!
Venceremos!
Graciete
Nosso aparente silêncio é justamente devido as novas providências tomadas por nós a fim de caminharmos rumo a vitória.
Não resta dúvida de que precisamos fazer o exercício da paciência.
Estaremos convocando os concursados para uma ASSEMBLÉIA o mais breve possível, talvez ainda esta semana, para passarmos todas as informações das ações efetuadas até aqui.
Avisaremos à todos pelos contatos que temos de telefones e e-mails.
Até breve!
Venceremos!
Graciete
AREIA MOVEDIÇA
Nos tempos de criança costumava assistir a um filme na TV, do qual não lembro o nome, em que havia um terreno de areia movediça, onde vez ou outra caía alguém acindentalmente. Quando se tratava de um "mocinho", sempre aparecia um para salvá-lo, ao contrário, se fosse malfeitor acabava sendo tragado pela areia movediça.
Isso me faz lembrar a trajetória do "casal Garotinho". Caíu em desgraça diante da opinião pública, rejeição em alta e todas as tentativas de recuperação da popularidade tem sido frustradas. Não há campanha midiática que dê conta de tirá-los do atoleiro em que se meteram.
Estão afundando a olhos vistos, diante da opinião pública, simplesmente porque não tiveram a humildade para fazer uma autocrítica honesta a fim de promover avanços em pontos cruciais da administração pública, tais como Educação e Saúde.
Não adianta. Façam o que fizerem a culpa recaí sobre ELA (Rosinha Garotinho).
Quanto mais se debatem mais afundam no terreno movediço criado por eles mesmos.
Isso me faz lembrar a trajetória do "casal Garotinho". Caíu em desgraça diante da opinião pública, rejeição em alta e todas as tentativas de recuperação da popularidade tem sido frustradas. Não há campanha midiática que dê conta de tirá-los do atoleiro em que se meteram.
Estão afundando a olhos vistos, diante da opinião pública, simplesmente porque não tiveram a humildade para fazer uma autocrítica honesta a fim de promover avanços em pontos cruciais da administração pública, tais como Educação e Saúde.
Não adianta. Façam o que fizerem a culpa recaí sobre ELA (Rosinha Garotinho).
Quanto mais se debatem mais afundam no terreno movediço criado por eles mesmos.
ROSINHA GAROTINHO CRIMINALIZA TRABALHADORES
Ao ler no Blog do SIMEC "O DESABAFO DE UMA MÉDICA" imediatamente me identifiquei com seu "desabafo" e compartilho deste mesmo sentimento há algum tempo.
Lembro-me bem que à época das eleições municipais, num debate na TV, fui a primeira candidata sorteada para escolher a quem iria direcionar a primeira pergunta.
A pergunta que não quis calar naquele momento foi direcionada a ELA, Prefeita Rosinha Garotinho:
-Se eleita for qual será sua relação com a Educação e com os profissionais de Educação?
Ela, prontamente respondeu que seria boa, blá,blá,blá...
Imediatamente retruquei que não era essa a impressão que os Profissionais de Educação da rede estadual tinham dela, já que quando esteve à frente do Governo do Estado tratou o funcionalismo com truculência. Nunca recebeu os Professores para uma audiência sequer, ao contrário a recepção em frente do Palácio Guanabara era a base do splay de pimenta, gás lacrimogênio, cacetete e cães ferozes.
Não tenho a menor dúvida de que, naquele momento tentei dar minha contribuição à todos funcionários públicos da rede municipal, para que não se iludissem com o "canto da sereia". Afinal eu vivi os momentos de terror promovidos pela então Governadora Rosinha Garotinho.
Então, cara Doutora, estamos diante do óbvio. A Prefeita Rosinha Garotinho criminaliza os trabalhadores da Saúde, da Educação e o funcionalismo público em geral. Ela tem seu olhar voltado somente para a precarização da mão-de-obra dos trabalhadores através das terceirizações e só. Motivo? Não posso afirmar que se deve a algum trauma. A lógica da política do "casal" tem vagado por caminhos obscuros e sombrios.
É preciso urgente encontrar uma luz no fim do túnel!
Quanto a nós trabalhadores, o melhor caminho é a mobilização da categoria da Saúde e da Educação para enfrentarmos as adversidades e exigir respeito e valorização profissional.
DESABAFO DA MÉDICA:
"Disseram-me na época da eleição, não vote nela, o casal odeia médico. Sim, sou médico, sim, é muito pior do que todos nós imaginávamos. Senhora prefeita, não somos criminosos, não nos trate como tal. Somos profissionais essenciais na área da saúde, nos dedicamos a salvar vidas, investimos muito tempo e dinheiro no nosso aprendizado para praticar o bem ao próximo. São seis longos anos de faculdade em horário integral, seguidos de dois, três, quatro, às vezes cinco anos de especialização. São cursos e dedicação extrema em estudo para ingressar numa concorrida vaga de residência médica. É uma vida inteira de reciclagens, onde temos que nos virar para arranjar tempo para congressos, cursos de atualização, pós-graduação, mestrado, doutorado. É entrega! NOSSO TRABALHO TEM VALOR!
Não sei se trata-se de algum trauma passado ou algum grande problema pessoal, ou se é apenas uma tática política ."
Lembro-me bem que à época das eleições municipais, num debate na TV, fui a primeira candidata sorteada para escolher a quem iria direcionar a primeira pergunta.
A pergunta que não quis calar naquele momento foi direcionada a ELA, Prefeita Rosinha Garotinho:
-Se eleita for qual será sua relação com a Educação e com os profissionais de Educação?
Ela, prontamente respondeu que seria boa, blá,blá,blá...
Imediatamente retruquei que não era essa a impressão que os Profissionais de Educação da rede estadual tinham dela, já que quando esteve à frente do Governo do Estado tratou o funcionalismo com truculência. Nunca recebeu os Professores para uma audiência sequer, ao contrário a recepção em frente do Palácio Guanabara era a base do splay de pimenta, gás lacrimogênio, cacetete e cães ferozes.
Não tenho a menor dúvida de que, naquele momento tentei dar minha contribuição à todos funcionários públicos da rede municipal, para que não se iludissem com o "canto da sereia". Afinal eu vivi os momentos de terror promovidos pela então Governadora Rosinha Garotinho.
Então, cara Doutora, estamos diante do óbvio. A Prefeita Rosinha Garotinho criminaliza os trabalhadores da Saúde, da Educação e o funcionalismo público em geral. Ela tem seu olhar voltado somente para a precarização da mão-de-obra dos trabalhadores através das terceirizações e só. Motivo? Não posso afirmar que se deve a algum trauma. A lógica da política do "casal" tem vagado por caminhos obscuros e sombrios.
É preciso urgente encontrar uma luz no fim do túnel!
Quanto a nós trabalhadores, o melhor caminho é a mobilização da categoria da Saúde e da Educação para enfrentarmos as adversidades e exigir respeito e valorização profissional.
DESABAFO DA MÉDICA:
"Disseram-me na época da eleição, não vote nela, o casal odeia médico. Sim, sou médico, sim, é muito pior do que todos nós imaginávamos. Senhora prefeita, não somos criminosos, não nos trate como tal. Somos profissionais essenciais na área da saúde, nos dedicamos a salvar vidas, investimos muito tempo e dinheiro no nosso aprendizado para praticar o bem ao próximo. São seis longos anos de faculdade em horário integral, seguidos de dois, três, quatro, às vezes cinco anos de especialização. São cursos e dedicação extrema em estudo para ingressar numa concorrida vaga de residência médica. É uma vida inteira de reciclagens, onde temos que nos virar para arranjar tempo para congressos, cursos de atualização, pós-graduação, mestrado, doutorado. É entrega! NOSSO TRABALHO TEM VALOR!
Não sei se trata-se de algum trauma passado ou algum grande problema pessoal, ou se é apenas uma tática política ."
"SHOW" DE ESCÂNDALOS
Em Campos dos Goytacazes se apresentam, a cada dia, situações mais bizarras e absurdas.
É um verdadeiro "show" de escândalos!
É Secretário de Saúde que "dá diagnóstico" de loucura para a população. É vereador sendo acusado de "passar" trote telefônico por cumprir seu papel fiscalizador e constatar a falência da Saúde em Campos,etc.
Sendo estas situações de extrema gravidade, este governo não economiza nos atos de truculência e sandices.
Temos uma Câmara retógrada, atrasada, onde a democracia sequer se instalou. Haja vista que "na casa do povo" o povo não tem voz, portanto não pode se manifestar sob pena de serem retirados do recinto. Um horror!
Calar uma Audiência Pública, com um tema relevante e atual como Abuso Sexual e Pedofilia é o cúmulo do absurdo. É indigno para quaisquer seres humanos, ainda mais usar a juventude organizada para fins tão sórdidos. Esta manifestação é mais um escândalo que assola nosso município e os responsáveis devem ser punidos.
Existe nisto um agravante que por si só, consiste em abuso que é o de disvirtuar uma juventude que ainda não possui a personalidade formada. Isto poderá levá-los ao desvio de caráter. Isto é grave!
Minhas divergências políticas com a vereadora Odisséia sempre foram explícitas, portanto não tenho a intenção de defendê-la, só que não posso me calar diante do que, ao que parece, a vereadora está sendo usada como "bode expiatório" para encobrir não sei o quê. Isto representa uma desonra para nosso município e seus municípes.
Não podiam ter escolhido momento pior para ações como estas. Fica nítido que "alguém" quis impedir a audiência pública sobre Abuso Sexual. Resta saber porquê.
É um verdadeiro "show" de escândalos!
É Secretário de Saúde que "dá diagnóstico" de loucura para a população. É vereador sendo acusado de "passar" trote telefônico por cumprir seu papel fiscalizador e constatar a falência da Saúde em Campos,etc.
Sendo estas situações de extrema gravidade, este governo não economiza nos atos de truculência e sandices.
Temos uma Câmara retógrada, atrasada, onde a democracia sequer se instalou. Haja vista que "na casa do povo" o povo não tem voz, portanto não pode se manifestar sob pena de serem retirados do recinto. Um horror!
Calar uma Audiência Pública, com um tema relevante e atual como Abuso Sexual e Pedofilia é o cúmulo do absurdo. É indigno para quaisquer seres humanos, ainda mais usar a juventude organizada para fins tão sórdidos. Esta manifestação é mais um escândalo que assola nosso município e os responsáveis devem ser punidos.
Existe nisto um agravante que por si só, consiste em abuso que é o de disvirtuar uma juventude que ainda não possui a personalidade formada. Isto poderá levá-los ao desvio de caráter. Isto é grave!
Minhas divergências políticas com a vereadora Odisséia sempre foram explícitas, portanto não tenho a intenção de defendê-la, só que não posso me calar diante do que, ao que parece, a vereadora está sendo usada como "bode expiatório" para encobrir não sei o quê. Isto representa uma desonra para nosso município e seus municípes.
Não podiam ter escolhido momento pior para ações como estas. Fica nítido que "alguém" quis impedir a audiência pública sobre Abuso Sexual. Resta saber porquê.
PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DEVEM SE RECUSAR A REALIZAR TAREFAS QUE NÃO TENHAM A VER COM O TRABALHO DOCENTE
Sobre as notas na conexão professor
Diante da exigência da SEEDUC de que os professores lancem as notas via internet e por falta de orientações claras sobre a realização da tarefa, divresas direções de escola estão exigindo que professores utilizem lan house , caso haja algum problema com o laptop ou a conexão, e que utilizem seu horário de recreio, de almoço, de planejamento ou fim de semana para isso.
A falta de concurso para funcionários administrativos, que prejudica o trabalho das secretarias das escolas, fica evidente nesse momento. A tarefa de lançamento de notas no sistema pertence às secretarias e, já que não há pessoal suficiente, a SEEDUC repassa o trabalho para os professores.
Além de não ser parte do trabalho do professor o lançamento das notas no sistema e sim da secretaria da escola, a sobrecarga de trabalho fica evidente. A utilização do horário livre é trabalho não remunerado e o horário de planejamento já não é suficiente para as atuais tarefas, que consistem em preparar aulas, corrigir exercícios e provas e preenchimento de fichas e diários .A utiliização do horário de aulas seria um prejuízo ainda maior para os alunos que já amargam a falta de professores , funcionários e condições precarias das escolas.
O SEPE/RJ orienta os profissionais da educação a não utilizarem os horários livres , de planejamento ou de aulas para tal tarefa.
A SEEDUC deve definir o horário a ser utilizado para tal tarefa, ou se pagará hora-extra.
Segunda -feira, dia 17 de maio, teremos audiência com a SEEDUC e colocaremos a questão.
Diante da exigência da SEEDUC de que os professores lancem as notas via internet e por falta de orientações claras sobre a realização da tarefa, divresas direções de escola estão exigindo que professores utilizem lan house , caso haja algum problema com o laptop ou a conexão, e que utilizem seu horário de recreio, de almoço, de planejamento ou fim de semana para isso.
A falta de concurso para funcionários administrativos, que prejudica o trabalho das secretarias das escolas, fica evidente nesse momento. A tarefa de lançamento de notas no sistema pertence às secretarias e, já que não há pessoal suficiente, a SEEDUC repassa o trabalho para os professores.
Além de não ser parte do trabalho do professor o lançamento das notas no sistema e sim da secretaria da escola, a sobrecarga de trabalho fica evidente. A utilização do horário livre é trabalho não remunerado e o horário de planejamento já não é suficiente para as atuais tarefas, que consistem em preparar aulas, corrigir exercícios e provas e preenchimento de fichas e diários .A utiliização do horário de aulas seria um prejuízo ainda maior para os alunos que já amargam a falta de professores , funcionários e condições precarias das escolas.
O SEPE/RJ orienta os profissionais da educação a não utilizarem os horários livres , de planejamento ou de aulas para tal tarefa.
A SEEDUC deve definir o horário a ser utilizado para tal tarefa, ou se pagará hora-extra.
Segunda -feira, dia 17 de maio, teremos audiência com a SEEDUC e colocaremos a questão.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
O PCB E AS ELEIÇÕES 2010
A cada ano eleitoral vemos repetir o modelo da democracia burguesa, onde sobram promessas que não se cumprem, um exécito de cabos eleitorais pagos disputando espaço em cada esquina movimentada , campanhas milionárias, um amplo sistema de alianças, ou seja, uma verdadeira sopa de letrinhas, em sua maioria composta por siglas partidárias distantes de representar qualquer anseio popular, que limitam a sua atuação ao período eleitoral, funcionando como partidos de aluguel.
Além disso nos deparamos, a cada eleição, com as lamentáveis denúncias de compras de votos, consistindo num verdadeiro vício político que tem contaminado o processo eleitoral burguês.
Outra coisa comum é a preocupação com os nomes dos candidatos. Mal termina uma eleição e os nomes que concorrerão na próxima já começam a ser apresentados, fazendo com que este modelo eleitoral se assemelhe a "uma fábrica de candidatos", criando os personalismos, que com o decorrer do tempo parecem mais figuras de histórias em quadrinhos.
Esta blogueira tem sido abordada com frequência com a indagação sobre quem serão os candidatos do PCB nas eleições de 2010, ao que com tranquilidade respondo:
- O PCB participará das eleições de 2010, com candidaturas próprias, quanto aos nomes, estes serão discutidos em fórum específico. No momento a militância do PCB tem se reunido para debater e construir o PROGRAMA DE GOVERNO que será apresentado pelos candidatos, independente de nomes, à população.
Teremos candidaturas próprias para PRESIDENTE DA REPÚBLICA, SENADORES, GOVERNADORES e DEPUTADOS ESTADUAIS E FEDERAIS.
Como o Programa Nacional do Partido está em fase final de construção, houve o lançamento do nome de IVAN PINHEIRO como pré-candidato à PRESIDENCIA DA REPÚBLICA. Quanto aos demais nomes serão definidos na Convenção Eleitoral do PCB, já que até o final deste mês estará concluído os demais PROGRAMAS DE GOVERNO. A Convenção indicará o nome dos candidatos do PCB e deverá confirmar a candidatura de IVAN PINHEIRO à Presidência da República.
Além disso nos deparamos, a cada eleição, com as lamentáveis denúncias de compras de votos, consistindo num verdadeiro vício político que tem contaminado o processo eleitoral burguês.
Outra coisa comum é a preocupação com os nomes dos candidatos. Mal termina uma eleição e os nomes que concorrerão na próxima já começam a ser apresentados, fazendo com que este modelo eleitoral se assemelhe a "uma fábrica de candidatos", criando os personalismos, que com o decorrer do tempo parecem mais figuras de histórias em quadrinhos.
Esta blogueira tem sido abordada com frequência com a indagação sobre quem serão os candidatos do PCB nas eleições de 2010, ao que com tranquilidade respondo:
- O PCB participará das eleições de 2010, com candidaturas próprias, quanto aos nomes, estes serão discutidos em fórum específico. No momento a militância do PCB tem se reunido para debater e construir o PROGRAMA DE GOVERNO que será apresentado pelos candidatos, independente de nomes, à população.
Teremos candidaturas próprias para PRESIDENTE DA REPÚBLICA, SENADORES, GOVERNADORES e DEPUTADOS ESTADUAIS E FEDERAIS.
Como o Programa Nacional do Partido está em fase final de construção, houve o lançamento do nome de IVAN PINHEIRO como pré-candidato à PRESIDENCIA DA REPÚBLICA. Quanto aos demais nomes serão definidos na Convenção Eleitoral do PCB, já que até o final deste mês estará concluído os demais PROGRAMAS DE GOVERNO. A Convenção indicará o nome dos candidatos do PCB e deverá confirmar a candidatura de IVAN PINHEIRO à Presidência da República.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
13 DE MAIO
"LIBERDADE! LIBERDADE!
ABRE AS ASAS SOBRE NÓS
E QUE A VOZ DA IGUALDADE
SEJA SEMPRE A NOSSA VOZ(...)"
SAMBA ENREDO DA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE NO CENTENÁRIO DA ABOLIÇÃO, 1989
ABRE AS ASAS SOBRE NÓS
E QUE A VOZ DA IGUALDADE
SEJA SEMPRE A NOSSA VOZ(...)"
SAMBA ENREDO DA IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE NO CENTENÁRIO DA ABOLIÇÃO, 1989
O POVO DA GRÉCIA LUTA PELA HUMANIDADE
por Miguel Urbano Rodrigues
As gigantescas manifestações de protesto do povo grego contra a política do Governo do Partido Socialista e as medidas impostas ao país pela União Europeia e o FMI iluminam nestes dias a amplitude e complexidade de uma crise sem precedentes.
A grande maioria da Humanidade não tomou ainda consciência de que o seu futuro é inseparável da luta de classes em desenvolvimento na terra que foi berço da civilização europeia e do conceito de democracia política.
Um sistema mediático controlado pelo imperialismo insiste em apresentar os acontecimentos da Grécia como episódio de uma crise financeira mundial prestes a ser superada.
Trata-se de uma inverdade. A Humanidade enfrenta uma crise global e estrutural do capitalismo que se agrava a cada semana nas frentes económica, financeira, cultural, energética, ambiental, militar, social e politica.
http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/
As gigantescas manifestações de protesto do povo grego contra a política do Governo do Partido Socialista e as medidas impostas ao país pela União Europeia e o FMI iluminam nestes dias a amplitude e complexidade de uma crise sem precedentes.
A grande maioria da Humanidade não tomou ainda consciência de que o seu futuro é inseparável da luta de classes em desenvolvimento na terra que foi berço da civilização europeia e do conceito de democracia política.
Um sistema mediático controlado pelo imperialismo insiste em apresentar os acontecimentos da Grécia como episódio de uma crise financeira mundial prestes a ser superada.
Trata-se de uma inverdade. A Humanidade enfrenta uma crise global e estrutural do capitalismo que se agrava a cada semana nas frentes económica, financeira, cultural, energética, ambiental, militar, social e politica.
http://pcbsaogoncalo.blogspot.com/
FINALMENTE....
Depois de um processo seletivo, que ocorreu em três fases, o Advogado aprovado para atender o Núcleo/Campos e região será incorporado ao quadro de funcionários do SEPE/RJ.
Foram dias dificeis estes sem o atendimento jurídico à categoria, entretanto, pudemos contar neste período com a boa vontade do corpo jurídico do SEPE/RJ para encaminhar os assuntos mais urgentes.
À estes nossos agradecimentos!
Nossas boas vindas ao Dr. Alexandre!
Foram dias dificeis estes sem o atendimento jurídico à categoria, entretanto, pudemos contar neste período com a boa vontade do corpo jurídico do SEPE/RJ para encaminhar os assuntos mais urgentes.
À estes nossos agradecimentos!
Nossas boas vindas ao Dr. Alexandre!
PEC DA ANIMAÇÃO CULTURAL AGORA É LEI
Foi publicada ontem no D.O. da ALERJ a Lei que cria o cargo de Animador Cultural na rede pública estadual.
Finalmente a luta que durou aproximadamente 15 anos foi vitoriosa graças a determinação do Dep. Estadual Marcelo Freixo juntamente com o Dep. Gilberto Palmares, que elaboraram a PEC aprovada na ALERJ, por unanimidade, nos dois turnos.
A luta dos trabalhadores não é fácil, entretanto, as mobilizações constantes da categoria, liderada pelo SEPE, exigiu de todos coragem e sobretudo persistência.
A vitória da Animação Cultural comprova isto, como também a luta vitoriosa pela inclusão dos professores de 40 horas no Plano de Cargos e Salários do Magistério Público Estadual.
Sabemos que isso é só o começo, pois devemos persistir na luta pelo decongelamento do Plano de Cargos e Salários dos Funcionários Administrativos, incorporação do restante do Nova Escola dentro do mandato de Sérgio Cabral, conforme promessa de campanha e reposição salarial de 48% para a categoria da Educação.
Só há vitória se houver luta, sempre!!!
Finalmente a luta que durou aproximadamente 15 anos foi vitoriosa graças a determinação do Dep. Estadual Marcelo Freixo juntamente com o Dep. Gilberto Palmares, que elaboraram a PEC aprovada na ALERJ, por unanimidade, nos dois turnos.
A luta dos trabalhadores não é fácil, entretanto, as mobilizações constantes da categoria, liderada pelo SEPE, exigiu de todos coragem e sobretudo persistência.
A vitória da Animação Cultural comprova isto, como também a luta vitoriosa pela inclusão dos professores de 40 horas no Plano de Cargos e Salários do Magistério Público Estadual.
Sabemos que isso é só o começo, pois devemos persistir na luta pelo decongelamento do Plano de Cargos e Salários dos Funcionários Administrativos, incorporação do restante do Nova Escola dentro do mandato de Sérgio Cabral, conforme promessa de campanha e reposição salarial de 48% para a categoria da Educação.
Só há vitória se houver luta, sempre!!!
SERVIDORA MUNICIPAL DE CAMPOS
POR SERVIDORA MUNICIPAL DE CAMPOS
"Caros blogueiros,
Gostaria de agradecer ao apoio e ressaltar a utilidade da rede blog diante de muitos acontecimentos.
Hoje, por volta das 13 horas, o senhor Benilson, diretor do PREVICAMPOS, entrou em contato comigo, depois do incidente de ontem em que senti-me profundamente desrespeitada por um médico dentro do instituto.
O diretor colocou-se à disposição para ouvir meu relato, após ter ouvido o médico e a funcionária (que fora também desrespeitada na situação de ontem, pelo menos na minha opinião e na opinião de muitos presentes). O diretor ressaltou que a prefeita Rosinha não interfere nas licenças médicas emitidas e validadas pelo PREVICAMPOS, uma vez que a responsabilidade é do médico que assina.
Enfatizou também que como diretor está à disposição para esclarecimentos e também para receber reclamações, caso o fato se repita.
Gostaria também de deixar claro que a funcionária que ontem foi constrangida não foi a mesma que recebeu o atestado médico para o agendamento da perícia médica, assim como quero registrar que o atestado nunca foi negado e nunca fui informada sobre a necessidade de código da doença quando o pedido de licença médica é de 15 dias.
Espero que isso nunca mais ocorra, nem comigo, nem com nenhum outro servidor, pois quando se procura o PREVICAMPOS, em geral, o funcionário está acometido de alguma debilidade e necessita, mais do que nunca, de compreensão!
Mais uma vez, obrigada!
CONSIDERAÇÕES DA BLOGUEIRA:
Sem dúvida a retratação do Diretor da PREVICAMPOS é importante, entretanto, melhor seria se fossem tomadas as medidas necessárias para evitar que situações como esta ocorram.
Logo após a divulgação do lamentável deslize, ontem com a servidora municipal, esta blogueira recebeu denúncias de que o fato é recorrente.
Não faz muito tempo que o perito em questão cometeu o mesmo despautério com outra grávida avaliada como gravidez de risco pela sua obstreta, pois a mesma se encontrava na quarta(4ª) gestação, sendo que nas três(3) primeiras foi vítima de aborto. Mesmo assim, de forma truculenta, o perito a destratou e não aceitou o atestado médico.
Aproveito para solicitar, através do Blog Palavras Acesas, ao diretor do PREVICAMPOS que seja enérgico na solução deste problema. Isto não deve continuar acontecendo.
"Caros blogueiros,
Gostaria de agradecer ao apoio e ressaltar a utilidade da rede blog diante de muitos acontecimentos.
Hoje, por volta das 13 horas, o senhor Benilson, diretor do PREVICAMPOS, entrou em contato comigo, depois do incidente de ontem em que senti-me profundamente desrespeitada por um médico dentro do instituto.
O diretor colocou-se à disposição para ouvir meu relato, após ter ouvido o médico e a funcionária (que fora também desrespeitada na situação de ontem, pelo menos na minha opinião e na opinião de muitos presentes). O diretor ressaltou que a prefeita Rosinha não interfere nas licenças médicas emitidas e validadas pelo PREVICAMPOS, uma vez que a responsabilidade é do médico que assina.
Enfatizou também que como diretor está à disposição para esclarecimentos e também para receber reclamações, caso o fato se repita.
Gostaria também de deixar claro que a funcionária que ontem foi constrangida não foi a mesma que recebeu o atestado médico para o agendamento da perícia médica, assim como quero registrar que o atestado nunca foi negado e nunca fui informada sobre a necessidade de código da doença quando o pedido de licença médica é de 15 dias.
Espero que isso nunca mais ocorra, nem comigo, nem com nenhum outro servidor, pois quando se procura o PREVICAMPOS, em geral, o funcionário está acometido de alguma debilidade e necessita, mais do que nunca, de compreensão!
Mais uma vez, obrigada!
CONSIDERAÇÕES DA BLOGUEIRA:
Sem dúvida a retratação do Diretor da PREVICAMPOS é importante, entretanto, melhor seria se fossem tomadas as medidas necessárias para evitar que situações como esta ocorram.
Logo após a divulgação do lamentável deslize, ontem com a servidora municipal, esta blogueira recebeu denúncias de que o fato é recorrente.
Não faz muito tempo que o perito em questão cometeu o mesmo despautério com outra grávida avaliada como gravidez de risco pela sua obstreta, pois a mesma se encontrava na quarta(4ª) gestação, sendo que nas três(3) primeiras foi vítima de aborto. Mesmo assim, de forma truculenta, o perito a destratou e não aceitou o atestado médico.
Aproveito para solicitar, através do Blog Palavras Acesas, ao diretor do PREVICAMPOS que seja enérgico na solução deste problema. Isto não deve continuar acontecendo.
JOGADORES DE GAZA DISPUTAM COPA DO MUNDO SIMBÓLICA
Impossibilitados de sair do território devido ao cerco israelense, os amantes da bola na Faixa de Gaza decidiram criar um mundial próprio, a um mês do oficial. Até as seleções são as mesmas
A máxima de que o futebol desconhece fronteiras parece estar sendo comprovada no Oriente Médio. Isso porque, enquanto os amantes de futebol no mundo inteiro aguardam com ansiedade a próxima Copa, que será realizada a partir de 11 de junho, na África do Sul, os palestinos da Faixa de Gaza decidiram organizar seu próprio “mundial”.
Impossibilitados de deixar o território devido ao cerco israelense, os entusiastas da bola locais formaram – como forma de protesto e demonstração de amor pelo futebol – um evento similar ao Mundial da FIFA, inclusive com seleções internacionais. Estados Unidos, Itália, França, dentre outras equipes, integradas por palestinos e funcionários de organizações humanitárias, disputam a sonhada taça desde a última segunda-feira (3/5). O vencedor será conhecido no dia 15.
Seleções da Palestina e Itália participam de partida inaugural na Cidade de Gaza
A Copa do Mundo de Gaza é uma invenção do norte-americano Patrick McGann e do palestino Ashraf Mohammed Hamad. McGann viajou a Gaza pela primeira vez há um ano, liderando a Jumpstart International, organização não-governamental que constrói escolas e ensina cartografia a estudantes locais. A Jumpstart não atua mais no território, mas o voluntário decidiu permanecer. "O cerco israelense me fez querer ficar," contou ao IPS (Inter Press Service News Agency).
A ideia de realizar o torneio surgiu quando McGann e Hamad, que trabalha na Universidade de Ciências Aplicadas em Gaza, começaram a jogar futebol juntos no campus da escola, atraindo outras pessoas e formando pequenos campeonatos.
"O futebol é muito importante em Gaza e Ashraf me perguntou o que poderíamos fazer para promover algo maior... Nos ocorreu que o futebol poderia se tornar um veículo para a conquista de diversos objetivos, como ajudar os jovens a desenvolverem habilidades para a busca pela paz e a construírem orgulho próprio por meio de suas conquistas, além de reunir as pessoas – estrangeiros e palestinos, palestinos de diferentes opiniões políticas etc."
Mantendo o espírito de diversidade, como também a celebração dos talentos locais, McGann conseguiu apoio tanto de fora – uma judia portorriquenha que trabalha em uma organização criada por McGrann criou o logo usado no Mundial – quanto local, com fundos doados pelo Banco da Palestina, PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Pepsi Co.
O troféu, criado por Hamad, foi feito a partir dos destroços deixados pela invasão israelense à Faixa de Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009. Futebol sob cerco
"É impossível jogar futebol de verdade em Gaza. Não podemos sair para jogar com outros times”, disse ao IPS Ahmed Abu Lefa, de 24 anos, enquanto esperava para entrar em campo pela seleção da Palestina, contra a Itália.
"Espero que a presença da imprensa mostre o que está acontecendo a outros países," afirmou o jovem, que trabalha como engenheiro civil, porém, sonha ser jogador profissional. "Espero que todas as pessoas ao redor do mundo vejam que somos como elas. Jogamos pela alegria do esporte. Mas somos incapazes de conquistar mais por causa do cerco que nos aprisiona", explicou Abu Lefa.
A seleção da “Itália” saiu vitoriosa na disputa, após ganhar do time da Palestina por 1 a 0.
Opera Mundi
A máxima de que o futebol desconhece fronteiras parece estar sendo comprovada no Oriente Médio. Isso porque, enquanto os amantes de futebol no mundo inteiro aguardam com ansiedade a próxima Copa, que será realizada a partir de 11 de junho, na África do Sul, os palestinos da Faixa de Gaza decidiram organizar seu próprio “mundial”.
Impossibilitados de deixar o território devido ao cerco israelense, os entusiastas da bola locais formaram – como forma de protesto e demonstração de amor pelo futebol – um evento similar ao Mundial da FIFA, inclusive com seleções internacionais. Estados Unidos, Itália, França, dentre outras equipes, integradas por palestinos e funcionários de organizações humanitárias, disputam a sonhada taça desde a última segunda-feira (3/5). O vencedor será conhecido no dia 15.
Seleções da Palestina e Itália participam de partida inaugural na Cidade de Gaza
A Copa do Mundo de Gaza é uma invenção do norte-americano Patrick McGann e do palestino Ashraf Mohammed Hamad. McGann viajou a Gaza pela primeira vez há um ano, liderando a Jumpstart International, organização não-governamental que constrói escolas e ensina cartografia a estudantes locais. A Jumpstart não atua mais no território, mas o voluntário decidiu permanecer. "O cerco israelense me fez querer ficar," contou ao IPS (Inter Press Service News Agency).
A ideia de realizar o torneio surgiu quando McGann e Hamad, que trabalha na Universidade de Ciências Aplicadas em Gaza, começaram a jogar futebol juntos no campus da escola, atraindo outras pessoas e formando pequenos campeonatos.
"O futebol é muito importante em Gaza e Ashraf me perguntou o que poderíamos fazer para promover algo maior... Nos ocorreu que o futebol poderia se tornar um veículo para a conquista de diversos objetivos, como ajudar os jovens a desenvolverem habilidades para a busca pela paz e a construírem orgulho próprio por meio de suas conquistas, além de reunir as pessoas – estrangeiros e palestinos, palestinos de diferentes opiniões políticas etc."
Mantendo o espírito de diversidade, como também a celebração dos talentos locais, McGann conseguiu apoio tanto de fora – uma judia portorriquenha que trabalha em uma organização criada por McGrann criou o logo usado no Mundial – quanto local, com fundos doados pelo Banco da Palestina, PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Pepsi Co.
O troféu, criado por Hamad, foi feito a partir dos destroços deixados pela invasão israelense à Faixa de Gaza entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009. Futebol sob cerco
"É impossível jogar futebol de verdade em Gaza. Não podemos sair para jogar com outros times”, disse ao IPS Ahmed Abu Lefa, de 24 anos, enquanto esperava para entrar em campo pela seleção da Palestina, contra a Itália.
"Espero que a presença da imprensa mostre o que está acontecendo a outros países," afirmou o jovem, que trabalha como engenheiro civil, porém, sonha ser jogador profissional. "Espero que todas as pessoas ao redor do mundo vejam que somos como elas. Jogamos pela alegria do esporte. Mas somos incapazes de conquistar mais por causa do cerco que nos aprisiona", explicou Abu Lefa.
A seleção da “Itália” saiu vitoriosa na disputa, após ganhar do time da Palestina por 1 a 0.
Opera Mundi
quarta-feira, 12 de maio de 2010
ESCOLA NACIONAL DE QUADROS
Partido Comunista Brasileiro – PCB
Comitê Central: Rua da Lapa, 180 – Grupo 801 – Centro -. Rio de Janeiro. RJ - CEP: 20.021-180
Tel/Fax.: (21) 2262-0855 / 2509-3843
COMITÊ CENTRAL
Aos camaradas do CC e dos Comitês Regionais do PCB
A Secretaria Nacional de Formação Política do Partido Comunista Brasileiro promoverá, na última semana de julho, em local a ser confirmado (provavelmente, no Rio de Janeiro), a primeira edição do Curso Nacional de Formação da Escola de Quadros do PCB.
Para a constituição da primeira turma da Escola Nacional de Quadros do PCB, os CR’s deverão indicar de dois a três nomes de militantes dos Estados, cujo perfil deve ser o de militantes orgânicos com certa experiência no Partido, mas que necessitem aprofundar o seu conhecimento teórico. Atenção: não devem ser escolhidos camaradas recém ingressos no Partido. Para este público, estamos elaborando uma proposta de Curso Nacional Básico de Formação, com ênfase nos textos clássicos do marxismo.
Da relação apresentada pelos CR’s, a Comissão Política Nacional do CC selecionará os nomes para compor uma turma de 20 a 30 militantes que participarão do Curso e se transformarão em monitores para o desenvolvimento posterior de cursos e para fortalecer o trabalho de formação política nos estados.
O projeto do Curso Nacional de Formação da Escola de Quadros do PCB, elaborado pelo camarada Mauro Iasi, prevê que sejam ministradas aulas abordando os seguintes temas:
1) Introdução ao Pensamento de Marx;
2) A questão do método: Materialismo Dialético;
3) A Crítica da Economia Política;
4) O desenvolvimento do capitalismo no Brasil;
5) História do PCB e suas formulações estratégicas;
6) Bases teóricas das formulações estratégicas e táticas do XIV Congresso.
A princípio, os professores desta primeira turma da Escola de Quadros do PCB serão os camaradas Mauro Iasi, José Paulo Netto, Eduardo Serra e Ricardo Costa, que hoje compõem o núcleo central da Secretaria Nacional de Formação, o Núcleo da Fundação Dinarco Reis, além de ser mais econômico o seu aproveitamento, pensando na redução de custos para o deslocamento de professores ao local do curso (Rio), o que não impedirá, obviamente, a participação de outros membros da Comissão Nacional de Formação Política ou da CPN do Comitê Central, que desejem fazer parte do projeto.
Ricardo Costa –
pela Secretaria Nacional de Formação Política do PCB
Comitê Central: Rua da Lapa, 180 – Grupo 801 – Centro -. Rio de Janeiro. RJ - CEP: 20.021-180
Tel/Fax.: (21) 2262-0855 / 2509-3843
COMITÊ CENTRAL
Aos camaradas do CC e dos Comitês Regionais do PCB
A Secretaria Nacional de Formação Política do Partido Comunista Brasileiro promoverá, na última semana de julho, em local a ser confirmado (provavelmente, no Rio de Janeiro), a primeira edição do Curso Nacional de Formação da Escola de Quadros do PCB.
Para a constituição da primeira turma da Escola Nacional de Quadros do PCB, os CR’s deverão indicar de dois a três nomes de militantes dos Estados, cujo perfil deve ser o de militantes orgânicos com certa experiência no Partido, mas que necessitem aprofundar o seu conhecimento teórico. Atenção: não devem ser escolhidos camaradas recém ingressos no Partido. Para este público, estamos elaborando uma proposta de Curso Nacional Básico de Formação, com ênfase nos textos clássicos do marxismo.
Da relação apresentada pelos CR’s, a Comissão Política Nacional do CC selecionará os nomes para compor uma turma de 20 a 30 militantes que participarão do Curso e se transformarão em monitores para o desenvolvimento posterior de cursos e para fortalecer o trabalho de formação política nos estados.
O projeto do Curso Nacional de Formação da Escola de Quadros do PCB, elaborado pelo camarada Mauro Iasi, prevê que sejam ministradas aulas abordando os seguintes temas:
1) Introdução ao Pensamento de Marx;
2) A questão do método: Materialismo Dialético;
3) A Crítica da Economia Política;
4) O desenvolvimento do capitalismo no Brasil;
5) História do PCB e suas formulações estratégicas;
6) Bases teóricas das formulações estratégicas e táticas do XIV Congresso.
A princípio, os professores desta primeira turma da Escola de Quadros do PCB serão os camaradas Mauro Iasi, José Paulo Netto, Eduardo Serra e Ricardo Costa, que hoje compõem o núcleo central da Secretaria Nacional de Formação, o Núcleo da Fundação Dinarco Reis, além de ser mais econômico o seu aproveitamento, pensando na redução de custos para o deslocamento de professores ao local do curso (Rio), o que não impedirá, obviamente, a participação de outros membros da Comissão Nacional de Formação Política ou da CPN do Comitê Central, que desejem fazer parte do projeto.
Ricardo Costa –
pela Secretaria Nacional de Formação Política do PCB
PERITO DA PREVICAMPOS DESACATA SERVIDOR MUNICIPAL
Realmente a Saúde de Campos está de ponta-a-cabeça!
Uma servidora municipal, grávida de sete(7) meses procurou a PREVICAMPOS para entregar o atestado médico de 15 dias de afastamento do trabalho. O que ela não contava era com a reação abrupta do médico que a atendeu na perícia médica.
Sem dúvida deve ser algum abnegado do governo Rosinha Garotinho que segue à risca as orientações da mesma para constranger, destratar e intimidar as pessoas que necessitam de licença médica, haja vista que, esta prática é recorrente.
A Prefeita quando foi Governadora do Estado costumava tratar servidor público pior do que tratava a bandidagem. Foi dela a iniciativa em proibir na rede pública estadual atestados médicos oriundos da rede privada ou de Planos de Saúde.
Não bastasse os problemas na área de Saúde do nosso município, agora mais esse!!!
Uma servidora municipal, grávida de sete(7) meses procurou a PREVICAMPOS para entregar o atestado médico de 15 dias de afastamento do trabalho. O que ela não contava era com a reação abrupta do médico que a atendeu na perícia médica.
Sem dúvida deve ser algum abnegado do governo Rosinha Garotinho que segue à risca as orientações da mesma para constranger, destratar e intimidar as pessoas que necessitam de licença médica, haja vista que, esta prática é recorrente.
A Prefeita quando foi Governadora do Estado costumava tratar servidor público pior do que tratava a bandidagem. Foi dela a iniciativa em proibir na rede pública estadual atestados médicos oriundos da rede privada ou de Planos de Saúde.
Não bastasse os problemas na área de Saúde do nosso município, agora mais esse!!!
I JORNADA DE SAÚDE MENTAL
No dia 18 de Maio Dia da Luta Antimanicomial
A Liga Espírita de Campos Convida para a I Jornada de Saúde Mental .
Temas:
-Saúde e Doença : uma vivência psiquiátrica;
-Saúde Mental e Família;
-A clínica no ambulatório: uma proposta de escuta e inclusão social;
-Os diferentes contextos de atuação do psicólogo no âmbito da saúde mental;
-Apresentação dos pacientes do CAPS Dr. João Batista Araújo Gomes;
-Os desafios e possibilidades dos novos dispositivos de atenção em saúde mental;
E, ainda , no encerramento haverá a exibição do Documentário Brasileiro “Estamira” de Marcos Prado.
I Jornada de Saúde Mental .
Dia 18 de maio das 8 às 18 horas.
Público Alvo: profissionais da saúde, e, o público em geral.
Local de inscrição na Liga Espírita, até o dia 18
Maiores Informações com Aline , na Liga Espírita: 27 37 15 70
A Liga Espírita de Campos Convida para a I Jornada de Saúde Mental .
Temas:
-Saúde e Doença : uma vivência psiquiátrica;
-Saúde Mental e Família;
-A clínica no ambulatório: uma proposta de escuta e inclusão social;
-Os diferentes contextos de atuação do psicólogo no âmbito da saúde mental;
-Apresentação dos pacientes do CAPS Dr. João Batista Araújo Gomes;
-Os desafios e possibilidades dos novos dispositivos de atenção em saúde mental;
E, ainda , no encerramento haverá a exibição do Documentário Brasileiro “Estamira” de Marcos Prado.
I Jornada de Saúde Mental .
Dia 18 de maio das 8 às 18 horas.
Público Alvo: profissionais da saúde, e, o público em geral.
Local de inscrição na Liga Espírita, até o dia 18
Maiores Informações com Aline , na Liga Espírita: 27 37 15 70
RIR FAZ BEM...
Dois velhinhos, depois de encherem a cara, decidem ir a uma
zonade baixo meretrício.
A Cafetina olha bem para os dois e chama a sua gerente:
- Vá aos dois primeiros quartos e coloque uma boneca de inflar
em cada cama.
Esses dois estão tão velhos e bêbados que não vão notar a
diferença. Não vou gastar minhas meninas com esses dois.
A gerente cumpre as ordens e os dois vão para os seus
respectivos 'quartos e 'fazem os seus deveres de casa'.
Já no trajeto de volta para casa, um dos velhinhos diz:
- Acho que a mulher que estava comigo estava morta!
- Morta? diz o outro. Porque você acha isso?
- É que ela não se moveu e não falou nada enquanto eu fazia
amor com ela.
- Podia ter sido pior, diz o outro. Eu acho que a minha era uma
bruxa!
- Uma bruxa!!! Por que cargas d'água você acha isso?
- Bem, é que eu estava nas preliminares e dei uma mordida na
bunda dela. Aí ela peidou na minha cara, saiu voando pela janela e
ainda por cima levou a minha dentadura!!!
zonade baixo meretrício.
A Cafetina olha bem para os dois e chama a sua gerente:
- Vá aos dois primeiros quartos e coloque uma boneca de inflar
em cada cama.
Esses dois estão tão velhos e bêbados que não vão notar a
diferença. Não vou gastar minhas meninas com esses dois.
A gerente cumpre as ordens e os dois vão para os seus
respectivos 'quartos e 'fazem os seus deveres de casa'.
Já no trajeto de volta para casa, um dos velhinhos diz:
- Acho que a mulher que estava comigo estava morta!
- Morta? diz o outro. Porque você acha isso?
- É que ela não se moveu e não falou nada enquanto eu fazia
amor com ela.
- Podia ter sido pior, diz o outro. Eu acho que a minha era uma
bruxa!
- Uma bruxa!!! Por que cargas d'água você acha isso?
- Bem, é que eu estava nas preliminares e dei uma mordida na
bunda dela. Aí ela peidou na minha cara, saiu voando pela janela e
ainda por cima levou a minha dentadura!!!
UM ACORDO EM QUE A DITADURA RESOLVEU TUDO
Anistia é um ato pelo qual os governos resolvem perdoar generosamente as injustiças que eles mesmos cometeram.” - (Barão de Itararé).
Maria Inês Nassif
Era o dia 22 de agosto de 1979. No plenário da Câmara, onde o Congresso se reuniria mais tarde para examinar a proposta de anistia do governo do general João Figueiredo – famoso por ter pedido para ser esquecido, depois de ter deixado o governo, e ter sido obedecido – 800 soldados à paisana ocuparam quase todos os 1200 lugares das galerias. Os manifestantes que ainda tentavam mudanças no projeto de anistia do governo – que perdoou só os crimes de sangue cometidos pelos próprios militares – ganharam os lugares de volta quase aos gritos. Às 14 horas, os soldados bateram em retirada. As cadeiras no plenário para assistir ao espetáculo de imposição militar dos termos da anistia – que era mais auto-anistia do que qualquer outra coisa – talvez tenha sido a única conquista efetiva dos movimentos que se mobilizavam para restituir os direitos políticos dos adversários da ditadura. Desde o envio do projeto ao Congresso, em 27 de junho, até sua aprovação, 56 dias depois, imperou o ato de vontade dos militares, acatado pelos civis que formavam, no parlamento, uma maioria destituída de coragem e vontade. Em tese de doutorado defendida em 2003 no Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), intitulada “Dimensões Fundacionais da Luta pela Anistia”, Heloísa Amélia Greco reconstitui, passo a passo, a aprovação da lei.
O texto do projeto do governo foi enviado ao Congresso sem que ninguém da oposição consentida, o MDB, pelo menos oficialmente, tenha sido consultado. Na cerimônia convocada por Figueiredo, no Palácio do Planalto, para oficializar o envio do projeto, estavam presentes todos os ministros e toda a bancada de deputados e senadores do partido do governo, a Arena.
O MDB boicotou a cerimônia para marcar uma posição contra um projeto que excluía setores importantes da oposição à ditadura de seus benefícios. A Comissão Mista do Congresso Nacional que analisou a proposta foi escolhida a dedo. Dos 23 integrantes, 13 eram incondicionalmente fiéis ao governo. O presidente da Comissão, o arenista Teotônio Vilela, dissidente e partidário de uma anistia ampla, somente exerceria o seu voto no caso de empate, o que jamais aconteceu. O relator, Ernâni Satyro, seguiu à risca o roteiro traçado para ele. As emendas aceitas em seu substitutivo foram definidas no Ministério da Justiça, em reuniões com o ministro Petrônio Portela, o líder da maioria no Senado, Jarbas Passarinho, o líder da maioria na Câmara, Nelson Marchezan e o presidente do partido, José Sarney. Todas as votações da comissão cravavam um inevitável placar de 13 a 9. Por maioria governista, entenda-se um Congresso plenamente constituído pelo Pacote de Abril do governo anterior, do presidente-general Ernesto Geisel. O pacote, baixado por força do AI-5, em 1974, criou os senadores biônicos (o terço do Senado escolhido indiretamente por colegiados estaduais) e redefiniu a composição da Câmara de forma a dar mais peso ao eleitorado do Norte e do Nordeste, regiões onde a Arena mantinha prestígio por meio de lideranças tradicionais de caráter patrimonialista. Produziu seus resultados na eleição de 1978. Em 1979, a Arena tinha 231 deputados, contra 189 do MDB; no Senado, eram 41 senadores arenistas – destes, 22 eram biônicos – e 26 pemedebistas. O projeto do governo, aprovado pelo Congresso em 22 de agosto, foi uma obra solitária do governo militar, referendada por uma maioria parlamentar bovina, totalmente submissa ao poder. Mesmo o voto final do MDB ao substitutivo de Satyro não pode ser colocado na conta da concordância, ou da negociação – foi apenas o voto naquilo que sobrou.
O substitutivo do MDB foi rejeitado no plenário, mesmo com a ajuda de 12 parlamentares arenistas; a emenda do deputado Djalma Matinho (Arena-RN), vista como uma opção menos pior que o projeto do governo, também foi rejeitada, mesmo com a ajuda de 14 dissidentes. O MDB entendeu que antes o substitutivo de Satyro do que nada – ainda assim, com a abstenção de 12 de seus 26 senadores e o voto contrário de 29 dos 189 deputados, que preferiram marcar posição contra a anistia limitada dos militares. A anistia de agosto, aprovada pelo Congresso, perdoou torturadores. Beneficiou também os adversários do regime que pegaram em armas mas não tiveram sentença transitada em julgado. Os presos políticos condenados por luta armada, no entanto, cumpriram penas – depois reduzidas -, mas não foram anistiados.
A ditadura designava os adversários que optaram pela luta armada como “criminosos de sangue”. Não consta que tenham considerado da mesma forma os que torturaram e mataram a mando do Estado. A anistia foi essa. Na última hora, na promulgação da lei, o general Figueiredo vetou a expressão “e outros diplomas legais” – passaram a ser anistiados só os punidos por atos institucionais. O veto a quatro palavras excluiu do benefício os militares, os sindicalistas e os estudantes punidos por sanções administrativas, pelo decreto 477 e por outras determinações legais impostas pela ditadura. Este é, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF) em decisão proferida na semana passada, o “acordo histórico” feito pela sociedade brasileira: de um lado, a sociedade civil mobilizada em comitês que pleiteavam anistia ampla, derrotada; de outro, baionetas e maiorias forjadas por atos institucionais e Pacote de Abril. A autora da tese de doutorado cita, a propósito, uma frase do jornalista Aparício Torelly, o Barão de Itararé: “Anistia é um ato pelo qual os governos resolvem perdoar generosamente as injustiças e os crimes que eles mesmos cometeram”. Foi isso.
O Brasil vai sentar no banco dos réus da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos por conta dos crimes cometidos pela ditadura. A OEA pode condenar o país a anular a sua lei de anistia, a exemplo do que já fez com o Chile e o Peru, para punir os que torturaram e mataram. O STF que explique direitinho para a OEA esse complicado pacto em que a ditadura resolveu tudo sozinha.
Maria Inês Nassif
Era o dia 22 de agosto de 1979. No plenário da Câmara, onde o Congresso se reuniria mais tarde para examinar a proposta de anistia do governo do general João Figueiredo – famoso por ter pedido para ser esquecido, depois de ter deixado o governo, e ter sido obedecido – 800 soldados à paisana ocuparam quase todos os 1200 lugares das galerias. Os manifestantes que ainda tentavam mudanças no projeto de anistia do governo – que perdoou só os crimes de sangue cometidos pelos próprios militares – ganharam os lugares de volta quase aos gritos. Às 14 horas, os soldados bateram em retirada. As cadeiras no plenário para assistir ao espetáculo de imposição militar dos termos da anistia – que era mais auto-anistia do que qualquer outra coisa – talvez tenha sido a única conquista efetiva dos movimentos que se mobilizavam para restituir os direitos políticos dos adversários da ditadura. Desde o envio do projeto ao Congresso, em 27 de junho, até sua aprovação, 56 dias depois, imperou o ato de vontade dos militares, acatado pelos civis que formavam, no parlamento, uma maioria destituída de coragem e vontade. Em tese de doutorado defendida em 2003 no Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), intitulada “Dimensões Fundacionais da Luta pela Anistia”, Heloísa Amélia Greco reconstitui, passo a passo, a aprovação da lei.
O texto do projeto do governo foi enviado ao Congresso sem que ninguém da oposição consentida, o MDB, pelo menos oficialmente, tenha sido consultado. Na cerimônia convocada por Figueiredo, no Palácio do Planalto, para oficializar o envio do projeto, estavam presentes todos os ministros e toda a bancada de deputados e senadores do partido do governo, a Arena.
O MDB boicotou a cerimônia para marcar uma posição contra um projeto que excluía setores importantes da oposição à ditadura de seus benefícios. A Comissão Mista do Congresso Nacional que analisou a proposta foi escolhida a dedo. Dos 23 integrantes, 13 eram incondicionalmente fiéis ao governo. O presidente da Comissão, o arenista Teotônio Vilela, dissidente e partidário de uma anistia ampla, somente exerceria o seu voto no caso de empate, o que jamais aconteceu. O relator, Ernâni Satyro, seguiu à risca o roteiro traçado para ele. As emendas aceitas em seu substitutivo foram definidas no Ministério da Justiça, em reuniões com o ministro Petrônio Portela, o líder da maioria no Senado, Jarbas Passarinho, o líder da maioria na Câmara, Nelson Marchezan e o presidente do partido, José Sarney. Todas as votações da comissão cravavam um inevitável placar de 13 a 9. Por maioria governista, entenda-se um Congresso plenamente constituído pelo Pacote de Abril do governo anterior, do presidente-general Ernesto Geisel. O pacote, baixado por força do AI-5, em 1974, criou os senadores biônicos (o terço do Senado escolhido indiretamente por colegiados estaduais) e redefiniu a composição da Câmara de forma a dar mais peso ao eleitorado do Norte e do Nordeste, regiões onde a Arena mantinha prestígio por meio de lideranças tradicionais de caráter patrimonialista. Produziu seus resultados na eleição de 1978. Em 1979, a Arena tinha 231 deputados, contra 189 do MDB; no Senado, eram 41 senadores arenistas – destes, 22 eram biônicos – e 26 pemedebistas. O projeto do governo, aprovado pelo Congresso em 22 de agosto, foi uma obra solitária do governo militar, referendada por uma maioria parlamentar bovina, totalmente submissa ao poder. Mesmo o voto final do MDB ao substitutivo de Satyro não pode ser colocado na conta da concordância, ou da negociação – foi apenas o voto naquilo que sobrou.
O substitutivo do MDB foi rejeitado no plenário, mesmo com a ajuda de 12 parlamentares arenistas; a emenda do deputado Djalma Matinho (Arena-RN), vista como uma opção menos pior que o projeto do governo, também foi rejeitada, mesmo com a ajuda de 14 dissidentes. O MDB entendeu que antes o substitutivo de Satyro do que nada – ainda assim, com a abstenção de 12 de seus 26 senadores e o voto contrário de 29 dos 189 deputados, que preferiram marcar posição contra a anistia limitada dos militares. A anistia de agosto, aprovada pelo Congresso, perdoou torturadores. Beneficiou também os adversários do regime que pegaram em armas mas não tiveram sentença transitada em julgado. Os presos políticos condenados por luta armada, no entanto, cumpriram penas – depois reduzidas -, mas não foram anistiados.
A ditadura designava os adversários que optaram pela luta armada como “criminosos de sangue”. Não consta que tenham considerado da mesma forma os que torturaram e mataram a mando do Estado. A anistia foi essa. Na última hora, na promulgação da lei, o general Figueiredo vetou a expressão “e outros diplomas legais” – passaram a ser anistiados só os punidos por atos institucionais. O veto a quatro palavras excluiu do benefício os militares, os sindicalistas e os estudantes punidos por sanções administrativas, pelo decreto 477 e por outras determinações legais impostas pela ditadura. Este é, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF) em decisão proferida na semana passada, o “acordo histórico” feito pela sociedade brasileira: de um lado, a sociedade civil mobilizada em comitês que pleiteavam anistia ampla, derrotada; de outro, baionetas e maiorias forjadas por atos institucionais e Pacote de Abril. A autora da tese de doutorado cita, a propósito, uma frase do jornalista Aparício Torelly, o Barão de Itararé: “Anistia é um ato pelo qual os governos resolvem perdoar generosamente as injustiças e os crimes que eles mesmos cometeram”. Foi isso.
O Brasil vai sentar no banco dos réus da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos por conta dos crimes cometidos pela ditadura. A OEA pode condenar o país a anular a sua lei de anistia, a exemplo do que já fez com o Chile e o Peru, para punir os que torturaram e mataram. O STF que explique direitinho para a OEA esse complicado pacto em que a ditadura resolveu tudo sozinha.
Assinar:
Postagens (Atom)