<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834</id><updated>2012-01-27T18:25:05.047-02:00</updated><category term='http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6315608516439427834#'/><category term='não é imediatamente desa'/><category term='que'/><category term='.'/><title type='text'>Palavras Acesas</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2092</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-3373949289383045051</id><published>2012-01-27T18:23:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T18:25:05.060-02:00</updated><title type='text'>Solidáriedade à ocupação do Pinheirinho</title><content type='html'>&lt;h3 class="details"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="msg-body inner  undoreset" role="main" style=""&gt;&lt;div id="yiv1492358972"&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;b&gt; - [Carlos  Latuff]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto é um desabafo. Não pretendo que seja uma  análise  aprofundada. Outros artigos estão sendo escritos com esse  propósito, por  gente bem mais capacitada que eu. Expresso aqui a  revolta que contamina  meu coração desde domingo passado, quando acordei  com a notícia de que  os milhares de moradores do Pinheirinho, em São  José dos Campos, estavam  sendo desalojados.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;div class="yiv1492358972separator" style="clear:both;text-align:center;"&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://3.bp.blogspot.com/-5FrnbjeN3XE/TyMEWATJjrI/AAAAAAAABF8/g8Di_mEqqL8/s1600/direitos+humanos.jpg" style="clear:left;float:left;margin-bottom:1em;margin-right:1em;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-5FrnbjeN3XE/TyMEWATJjrI/AAAAAAAABF8/g8Di_mEqqL8/s400/direitos+humanos.jpg" border="0" width="342" height="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Estive  lá na semana passada, numa visita de solidariedade  àquelas pessoas que  estavam na iminência de serem despejadas de um  terreno que ocupavam  desde 2004. A juíza Márcia Faria Mathey Loureiro,  da 6ª Vara Cível de  São José dos Campos, assinou a reintegração de posse  (pomposo termo  jurídico para despejo) em favor do senhor Naji Robert  Nahas, notório  especulador cujo nome aparece nas manchetes de jornal  associado a  crimes como lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e  evasão de  divisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram muitos os esforços para tentar deter o despejo, de advogados  que  se voluntariaram a ajudar os moradores do Pinheirinho, até   sindicalistas, militantes de partidos de esquerda, movimento dos   sem-teto, dos sem-terra, parlamentares, artistas como o rapper Emicida.   Formou-se uma verdadeira rede de apoio, como há muito eu não via. Fiz   questão de visitar o Pinheirinho porque queria fazer mais por aqueles   moradores do que simplesmente desenhar charges. Fiz questão tambem de   registrar imagens da ocupação, sempre mostrada pela imprensa como um   acampamento de rebeldes que armados de paus e pedras se recusavam a   acatar pacificamente uma ordem judicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que encontrei não foi surpresa. Estive em visita a ocupações  urbanas e  rurais por algumas vezes na vida. Os moradores do Pinheirinho  me  lembravam os camponeses que conheci em Rondônia e no Paraguai.  Aqueles  olhares, os sorrisos de boas vindas e os pés descalços, gente  humilde,  de poucos recursos mas de muita coragem, que precisa de terra  pra  viver, e não para a especulação imobiliária. No Pinheirinho conheci  uma  família que saiu do interior da Bahia, onde sobreviviam do que   conseguiam achar num lixão, e que construíram uma vida nova a custa de   muito trabalho. O pai catando materiais recicláveis, a mãe vendendo   secos e molhados em casa e a filha fazendo fraldas descartáveis. Tenho   até hoje o papelzinho com o preço das fraldas. Conheci também o seu   Jaime, um paranaense que veio com a família, e que me mostrou orgulhoso a   horta que cuidou com tanto carinho, incluindo os pés de café que  trouxe  do Paraná. Visitei a Pamela e sua filhinha de 30 dias, e vi seu   quintal, todo decorado pelo seu companheiro com brinquedos coloridos.&lt;br /&gt;Vi  crianças jogando bola, brincando no chão de terra enlameado depois  da  chuva, vi a jovem mãe levando seu filho no carrinho, tentando  desviar  das poças de lama. Com um celular ia compartilhando estas  imagens com os  internautas. Queria que todos vissem de que se tratava  de gente, de  carne, osso e alma, e não apenas figuras sem nome no  noticiário da TV.  Por esse exercício de humanidade não passam os que  usam suas canetas de  ouro para assinar ordens de despejo, nem tão pouco  os policiais que as  cumprem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum a gente imaginar que por trás dessas decisões judiciais  estejam  figuras engravatadas que tem prazer em desalojar famílias  pobres, que  acham graça, riem, fazem piada, como vilões de filmes ou  histórias em  quadrinhos. Cheguei a conclusão de que não é bem assim. O  despejo dos  9000 residentes daquele terreno foi uma ação burocrática,  desprovida de  sentimento. Fora os policiais militares, esses sim, que  tem prazer em  seu ofício brutal, os burocratas sequer tem contato com as  vidas que  destroem. As famílias do Pinheirinho são apenas obstáculos a  serem  removidos. Quando faço charges associando tais ações ao nazismo é   porque identifico nelas a mesma ausência de humanidade. Penso em Adolf   Eichmann e a tranquilidade com que descrevia o processo pelo qual   deportou milhares para campos de concentração. Aquilo era para ele tão   somente um ato administrativo. Nem a juíza Márcia Faria, nem Naji Nahas,   nem o prefeito de São José dos Campos Eduardo Cury ou o governador de   São Paulo Geraldo Alckmin se dispuseram a visitar a ocupação, já que   seus moradores não são ninguém, não são nada além de um estorvo, um   obstáculo ao império da ordem e da indústria imobiliária. Milhares de   almas jogadas na rua, sem qualquer remorso ou compaixão, em favor de   alguem que, diferente dos moradores do Pinheirinho, não precisa   trabalhar para viver, sustenta-se através da falcatrua, da corrupção,   das amizades influentes. Os moradores ficaram sem lar, mas os que os   despejaram, voltaram para o conforto de suas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai se lembrar daquela gente quando, no terreno onde antes havia  o  Pinheirinho, for construído um mega shopping center? Quem sabe o novo   empreeendimento seja batizado como "Pinheirinho Mall" ou talvez a   palavra Pinheirinho nem seja mais usada pela administração municipal, na   tentativa de apagar de vez a memória do que antes foi uma ocupação.  Mas  como diz o ditado popular, "quem bate esquece, quem apanha lembra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23810:texto-de-carlos-latuff-pinheirinho-quem-apanha-lembra&amp;amp;catid=242:repressom-e-direitos-humanos&amp;amp;Itemid=156"&gt;Diário Liberdade &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-3373949289383045051?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/3373949289383045051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/solidariedade-ocupacao-do-pinheirinho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3373949289383045051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3373949289383045051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/solidariedade-ocupacao-do-pinheirinho.html' title='Solidáriedade à ocupação do Pinheirinho'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-5FrnbjeN3XE/TyMEWATJjrI/AAAAAAAABF8/g8Di_mEqqL8/s72-c/direitos+humanos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-1243128311538938878</id><published>2012-01-27T18:12:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T18:12:55.085-02:00</updated><title type='text'>Um outro mundo é possível... e necessário: O Socialismo!!!</title><content type='html'>&lt;div class="headline"&gt;                                         &lt;span class="icon email"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=section&amp;amp;id=5&amp;amp;Itemid=18"&gt;Juventude           &lt;/a&gt;                 -          &lt;/span&gt;                         &lt;a href="http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=category&amp;amp;id=27:ujc&amp;amp;Itemid=59"&gt;          UJC           &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="articleinfo"&gt;&lt;span&gt;         &lt;/span&gt;             &lt;/p&gt;             &lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://ujc.org.br/images/pnafleto.jpg" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://ujc.org.br/" target="_blank"&gt;UJC&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;    &lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;“Na luta de classes&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;todas as armas são boas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;pedras&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;noites&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;poemas”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Paulo Leminski&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A União da Juventude Comunista (UJC),  Juventude do Partido Comunista Brasileiro (PCB) saúda os participantes  do Fórum Social Mundial Temático 2012 e propõe debates necessários na  construção de mudanças estruturais na sociedade vigente.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez, o Brasil se torna centro  de diversos movimentos, entidades e partidos do campo popular de todo o  mundo. Estudantes, trabalhadores urbanos e do campo, sem terras,  indígenas, negros, mulheres, dentre outros, se unem em um grande evento  mundial para denunciar as mazelas produzidas por aqueles que detêm o  poder econômico e político.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vivemos uma conjuntura de crise do  capitalismo, porém já há algum tempo o FSM - Fórum Social Mundial deixou  de lado sua artilharia contra o modo de produção vigente, ao propor  como solução para os crescentes problemas sociais, econômicos e  ambientais que afligem a humanidade, um pacto por um capitalismo mais  humanizado e sustentável. O capitalismo, para nós Comunistas, hoje,  entra em choque com as demandas mais básicas para as necessidades  humanas como moradia, saúde, educação, ou seja, é impossível humanizar o  capitalismo!!!&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A estrutura atual do Fórum Social  Mundial é descentralizada, mas quem “dá as cartas” são as ONGs e os  grupos social-democratas que dirigem os espaços de organização e debate  do Fórum, negando a importância de partidos e organizações  revolucionárias, assim como de espaços deliberativos que confrontem a  ordem. Entre avisos e faixas de que “Outro Mundo é Possível", não se  permite dizer o nome deste outro mundo, nem tão pouco falar em superação  do capitalismo, mas falar em igualdade, distribuição mais justa,  protagonismo, tudo isso se ouve aos montes. Da Fundação Ford até o  Instituto Luis Eduardo Magalhães, a ABRINQ e a ABONG todos estão  comprometidos com a integração de culturas, a defesa da Amazônia e com  um futuro melhor. Mas que futuro é esse? Com certeza o outro mundo  possível e necessário para os trabalhadores não é o mesmo destas  organizações e sujeitos que vivem da exploração do trabalho.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Porém, mesmo no clima de dispersão  montado por sua organização, o Fórum pode ser válido na articulação de  organizações, entidades e pessoas inseridas na luta popular  anticapitalista. Para nós comunistas, as lutas pelas necessidades  básicas para os trabalhadores como a luta contra as privatizações da  saúde e educação, pelo direito a moradia, ao transporte público e  barato, pela soberania e paz entre os povos, são lutas que entram em  choque com a própria necessidade de expansão dos lucros e interesses dos  capitalistas. Por isso, propomos que neste Fórum consigamos articular  experiências e lutas concretas que possibilitem edificarmos uma frente  política e unitária anticapitalista e anti-imperialista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No campo da saúde, precisamos fortalecer  a unidade de luta e proposição da frente nacional contra a privatização  da saúde. Lutar contra a privatização da saúde também representa  colocar na ordem do dia a luta por um SUS público, estatal e de alta  qualidade. Para a educação, em particular nas universidades, nós da UJC  destacamos a necessidade de durante o FSM pensar um projeto de  universidade alternativo ao projeto do capital. O projeto hegemônico  para a universidade brasileira é global e dinâmico, é nossa tarefa  questioná-lo e contrapô-lo, o que exige que trabalhemos não somente a  partir de ações pontuais e reativas a seus avanços, mas principalmente a  partir da formulação de um projeto alternativo igualmente global. Desta  forma, a discussão em torno de uma educação e universidade popular se  revela muito mais do que uma oposição às reformas universitárias atuais,  visto que se insere na reflexão ativa sobre um outro projeto de  sociedade, a ser protagonizado por todos os setores explorados e  oprimidos pela sociabilidade vigente.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O chamado à luta popular é uma tarefa  árdua e deve ser tratada de maneira criativa valorizando experiências  locais ligadas a um projeto global de superação do capitalismo. É neste  sentido que convidamos as organizações, entidades e indivíduos a  realizar e apoiar atividades paralelas que evidenciem o caráter  predatório do capitalismo em crise, a luta anti-capitalista dos povos,  na Grécia, em toda Europa e no Oriente, e também a lógica elitista do  governo brasileiro de Dilma (PT), que se coloca a serviço da classe  dominante, quando beneficia setores do agronegócio, da especulação  financeira e do empresariado em detrimento dos trabalhadores.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;E não nos furtamos de chamar a atenção  de que a humanidade pode caminhar para dois rumos opostos: o Socialismo  ou a Barbárie! Por isso afirmamos que um outro mundo é possível... e  necessário: o mundo socialista!!!&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;União da Juventude Comunista&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-1243128311538938878?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/1243128311538938878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/um-outro-mundo-e-possivel-e-necessario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/1243128311538938878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/1243128311538938878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/um-outro-mundo-e-possivel-e-necessario.html' title='Um outro mundo é possível... e necessário: O Socialismo!!!'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-4430729704188521019</id><published>2012-01-27T18:04:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T18:11:02.350-02:00</updated><title type='text'>“A paz virá pela pressão das lutas sociais”</title><content type='html'>&lt;div class="headline"&gt;          &lt;h1 class="title"&gt;           – Entrevista com Carlos Lozano Guillén       &lt;/h1&gt;                               &lt;span class="icon email"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://pcb.org.br/portal/images/stories/carlitoslozano2.jpg" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://pcb.org.br//" target="_blank"&gt;PCB&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p&gt;Por Ana Carolina Ramos e Silva&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Carlos Lozano Guillén é uma das  principais referências sobre o conflito armado na Colômbia. É diretor do  periódico Voz, órgão do Partido Comunista Colombiano e membro do Comitê  Executivo Central do Partido. É autor de diversos livros tais como: Las  huellas de la esperanza (1997), ¿Cómo hacer la paz? Reflexiones desde  una posición de izquierda (1999), Reportajes desde el Caguán (2001), El  marxismo: ideología en construcción (2004), Medios, sociedad y conflicto  (2005), Guerra o paz en Colombia: 50 años de un conflicto sin solución  (2006).&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Com a morte de Alfonso Cano,  comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do  Povo (FARC-EP), em 4 de novembro de 2011, ainda há espaço para diálogo  entre a guerrilha e o Estado?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Evidentemente, a morte de Alfonso  Cano é um golpe para a paz na Colômbia e de alguma maneira aumenta,  diria eu, a desconfiança da guerrilha em relação ao governo, pois ao  mesmo tempo em que vinha enviando mensagens às FARC-EP para ver se era  possível abrir um cenário de diálogo e de paz, o governo estava  preparando o operativo para matar Alfonso Cano. Então claro, em uma  guerra, em um conflito, em um enfrentamento e em uma confrontação armada  permanente como há na Colômbia, qualquer coisa pode acontecer. Mas, de  todas as maneiras, não faz muito sentido que o governo, ao mesmo tempo  em que enviava mensagens com supostos convites para dialogar, estivesse  preparando um golpe tão forte às FARC-EP como no caso de Alfonso Cano.  Desse ponto de vista, me parece que há um aumento da desconfiança, o que  afeta a possibilidade de diálogo, ainda que isso não elimine a  possibilidade de abrir um espaço de negociação. Creio que em um conflito  tão degradado como o que existe na Colômbia, os atos atrozes em meio à  guerra, por piores que sejam, não podem implicar no abandono da  possibilidade do diálogo e da negociação, se é que realmente tanto as  FARC-EP como o Estado estão interessados em uma solução política e  pacífica do conflito.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Qual seria o ponto de partida para se avançar no processo de solução do conflito armado colombiano?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Creio que hoje, numa situação de  aumento da confrontação, da desconfiança recíproca e da dificuldade de  uma eventual aproximação entre as duas partes, o processo de paz e o  diálogo deveriam ser iniciados por uma trégua bilateral, com a suspensão  do confronto, ou seja, um cessar fogo de tal maneira que um diálogo se  faça em condições propícias de paz e não em meio aos atos de conflito.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Esta situação de cessar fogo foi  possível na Colômbia, por exemplo, com os acordos de paz de La Uribe em  1982, no entanto a paz ainda não foi alcançada. Por quê?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em La Uribe, houve um cessar fogo, uma  trégua que durou um ano, ou mais de um ano, mas na prática este processo  não funcionou porque apesar da trégua, o governo de alguma maneira não  impediu a ação dos grupos paramilitares que começaram a exterminar a  esquerda e, sobretudo, a União Patriótica, que era um projeto político  da guerrilha em um processo de paz exitoso. Seria esse o cenário  político da guerrilha. O paramilitarismo o liquidou, o destruiu, com a  cumplicidade do governo, ou pelo menos com seu silencio impune, além da  cumplicidade demonstrada pelos altos mandos militares e pela  inteligência militar que participou deste extermínio. Então é evidente  que essa parte da história também repercute negativamente no que tange à  desconfiança da guerrilha a um eventual processo de trégua, de cessar  fogo. Mas, se nos ativermos à realidade de hoje, ou seja, aos atos  atrozes cometidos em meio ao conflito, se faz necessária uma medida que  diminua sua intensidade. Nisso podia ajudar um cessar fogo, uma trégua,  com mecanismos de construção, de suporte, de ajuda, sobretudo da  comunidade internacional, para que essa trégua não se converta em uma  forma a mais de atuação de grupos irregulares com a cumplicidade do  Estado para conspirarem contra o processo de paz.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Em El Salvador e na Guatemala, por  exemplo, a comunidade internacional reconheceu a existência de um  conflito armado e os guerrilheiros como atores políticos. Como isso  poderia ajudar no caso colombiano? Porque o estado colombiano não  reconhece a guerrilha nem tampouco os guerrilheiros como atores  políticos?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: O governo colombiano se nega a  reconhecer o caráter político da guerrilha, dando- lhe tratamento de  grupo terrorista. Mesmo que o governo do presidente Santos tenha  reconhecido o conflito, há uma forte contradição, porque Santos  reconhece o conflito, o qual tem por consequência uma natureza política,  econômica e social, mas não reconhece o caráter político da guerrilha.  Isto é algo absurdo, não tem lógica. Mas, para poder estimular a saída  política ao conflito colombiano nas condições em que se encontra  atualmente, é necessária a geração de um cenário de diálogo em que se  reconheça o caráter político da guerrilha, pois o estatuto de  beligerância adotado pelo governo não deve ser condição para um processo  de diálogo de fato. Assim, ao sentar-se em uma mesa de negociação com a  guerrilha se reconhece seu caráter político e seu status de ator  político. Então digamos que cada momento no processo de paz tem seu afã,  sua característica e deve começar assim, a qualquer momento o Estado, o  governo terá que reconhecer esse caráter político, caso queira chegar a  acordos exitosos de paz.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: O fato de não reconhecê-los como atores políticos implica que o Estado tem toda a legitimidade para matar os guerrilheiros?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Claro, para não cumprir com o  Direito Internacional Humanitário, esse é o problema. O fato do governo  não reconhecer o caráter político da guerrilha é muito complexo, porque  não há um princípio de distinção entre combatentes e não combatentes. Em  um processo de negociação há muitos amigos da guerrilha que não são  militantes ou membros da guerrilha, mas buscam ajudar e estimular a  saída política ao conflito. Como estabelecer essa diferença entre quem é  combatente e quem não é se não há um reconhecimento político? Se o  governo, sob o pretexto de que está lidando com terroristas, não  respeita e não acata o Direito Internacional Humanitário? Quando se  parte desse critério, todos os que são simpatizantes ou amigos desse  grupo guerrilheiro são tidos como terroristas, até os que estão  desarmados. Isso não contribui para o processo de paz. Aqui é importante  frisar que o governo afirma que somente se sentará em uma mesa de  negociação com a guerrilha se esta der mostras de compromisso e sinais  muito evidentes de que quer a paz. Até aí tudo bem, mas o problema é que  o Estado, o governo não mostra a mesma disposição, pois um primeiro  passo nesse sentido seria o de reconhecer o caráter político da  guerrilha, respeitar o Direito Internacional Humanitário, não tratar os  guerrilheiros como delinquentes comuns, como terroristas ou  narcotraficantes. Essa é a linguagem que o Estado utiliza para  qualificar a guerrilha. Assim, se realmente querem uma saída política,  pacífica e democrática ao conflito, tanto a guerrilha como o Estado  devem dar sinais de vontade e de compromisso com a paz, o que não pode  vir apenas de uma parte, mas de ambas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Ao longo do conflito, as FARC-EP  libertaram unilateralmente cerca de 300 presos políticos e inclusive  iriam libertar os militares e policiais mortos recentemente após uma  tentativa fracassada do exército colombiano de libertá-los. Pode-se  dizer que a guerrilha tem demonstrado sua vontade política de realizar  um intercâmbio humanitário. Por que o Estado ainda se nega a realizar  este intercâmbio?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Isso é o que se exige do governo. A  guerrilha tem dado mostras suficientes de disposição para facilitar  acordos humanitários. Libertou unilateralmente a grande maioria de  pessoas que estavam em seu poder. Alguns poucos foram libertados por  meio de operações militares que não produziram a morte dos retidos.  Neste caso o governo não dá espaço para que se concretizem esses acordos  humanitários. Isso é o que reivindicamos. Como disse a prefeita de  Bogotá, Clara López Obregón, é inacreditável que no Oriente Médio,  Israel e Palestina, inimigos em permanente confrontação, cheguem a  acordos humanitários para libertar os capturados de um e outro lado. Por  exemplo, a última libertação foi de um soldado de Israel por mil e cem  presos políticos da Palestina. Algo, inclusive, desproporcional e isso  no caso de Palestina e Israel, dois inimigos declarados. Por que na  Colômbia, ao contrário, isso não ocorre? O atual governo não quer nenhum  tipo de negociação, precisamente por uma razão, porque a oligarquia  colombiana, ou seja, o poder dominante na Colômbia, realmente não está  interessada em uma negociação que traga mudanças ao país. Um processo de  democratização da vida nacional é condição fundamental para que haja  paz na Colômbia. No entanto, esta mesma oligarquia não está disposta a  isso, ao contrário, acredita que o país está bem, pois uma democracia  precária que sacrifica as condições de vida da população é o que permite  à oligarquia colombiana governar da forma violenta como está  governando, o que favorece a manutenção de um poder político e econômico  muito forte em detrimento da melhoria das condições sociais do país.  Então o programa do governo, do Estado, não é a negociação, mas a  chamada “paz dos sepulcros”, a pax romana, a submissão da guerrilha. Por  isso a ideia do governo e das oligarquias sempre foi atacar com força a  guerrilha e debilitá-la pela via militar para levá-la a uma mesa de  negociação, mas para negociar a rendição e não as causas que originaram o  conflito. Esse foi o modelo que fracassou, por isso o conflito se  prolonga de maneira indefinida, pois o governo não aceita outra coisa.  Neste ano, o presidente Santos disse muitas vezes: “ou se rendem ou os  matamos”. A rendição é a entrega, é levá-los a uma mesa de negociação e  dizer-lhes: “venham, negociamos a entrega e oferecemos algumas condições  para que o rigor da lei não recaia tão fortemente sobre vocês”. Por  exemplo, em lugar de quarenta anos de cárcere podem ser dez ou algo  assim, como se a guerrilha existisse na Colômbia como fenômeno  delinquencial. Essa é uma forma reduzida, limitada de ver o conflito  colombiano. A oligarquia e o governo crêem que esta é a solução e por  isso fracassaram e seguirão fracassando enquanto essa for a estratégia  de governo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Nesse sentido, qual o papel dos  meios de comunicação na Colômbia para que as pessoas pensem que a  guerrilha é um fenômeno delinquencial? É provável que a maioria da  população colombiana apóie os governos de Uribe e Santos por essa razão.  Uribe, por exemplo, terminou seu primeiro mandato com 70% de aprovação.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Sim, o papel dos grandes meios de  comunicação é muito negativo. Os meios de comunicação na Colômbia estão  estreitamente ligados aos fatores de poder, aos poderes fáticos. Os  meios de comunicação pertencem aos grupos econômicos. Os donos da  indústria, do comércio, dos serviços, dos principais meios da economia  nacional, são ao mesmo tempo os donos dos meios de comunicação. É uma  grande oligarquia que domina toda a superestrutura de poder tendo por  base os grandes meios de comunicação. Os que não pertencem a esses  grupos pertencem ao monopólio das comunicações transnacionais, sobretudo  grupos espanhóis e mexicanos, que investiram bastante na Colômbia. A  missão deles, dos grandes meios de comunicação, é criar opinião pública.  Alfonso Cano dizia que não apenas na Colômbia, mas no mundo, não há  opinião pública, ela é fabricada pelos meios de comunicação, por meio de  pesquisas de opinião e de todas essas estratégias de marketing  publicitário e social. Este tem sido um papel nefasto dos meios de  comunicação. Agora, depois da situação que se sucedeu pelos lamentáveis  fatos em que morreram os policiais e os militares que estavam no poder  das FARC-EP e que iam ser libertados, os grandes meios de comunicação,  entre outras coisas, estimularam uma situação de ódio, de guerra, de  confrontação muito forte, ao ponto em que estão organizando uma marcha  para 6 de dezembro que se acreditava que era uma marcha pelo diálogo, de  rechaço ao sequestro, mas a converteram em uma marcha de ódio contra as  FARC-EP, a qual vai gerar um estado de histeria coletiva para alimentar  e estimular a guerra, em um momento em que o governo está destinando  mais recursos à ela - acaba de autorizar 7.2 bilhões de pesos  colombianos para operações militares. Então o papel dos meios de  comunicação tem sido o de criar um estado de ânimo muito adverso para um  país com ambiente viciado em ameaça, ódio e retaliação por meio de  grupos que manipulam esses meios de comunicação. Abre-se então espaço  para que pessoas realmente muito desonestas escrevam ameaçando e  insultando aqueles que não pensam como eles. Assim, esses meios de  comunicação prestam pouco serviço à democracia, ao pluralismo, à  confrontação livre das idéias. Ao contrário, tratam de criar uma  unanimidade ao redor da elite governante para que perpetuem o poder que  há na Colômbia sob o domínio da oligarquia e dos mais poderosos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Como o senhor mencionou, o governo  tem muitos gastos com operações militares. Isso tem interferido nas  políticas de Estado em relação à saúde, educação etc?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: A Colômbia está gastando com a  guerra mais de 30% do orçamento nacional e de tempos em tempos aumenta  esse valor, como acabou de fazer por meio da remessa de dinheiro que o  governo direcionou para a Força Pública: 7.2 bilhões de pesos adicionais  ao que estava previsto no orçamento para a criação de novos batalhões,  compra de mais armamentos e tecnologia para trabalhos de inteligência.  Assim, é paradoxal que esse gasto excessivo, cujo dado mais recente  aponta que equivale a 8% do PIB, seja superior ao gasto com saúde e  educação juntos. O anúncio deste investimento ocorre justamente em um  momento difícil do ponto de vista social para o país, em meio a um  protesto estudantil contrário à privatização da educação, em que os  estudantes de maneira massiva estão exigindo que o Estado colombiano  destine os recursos necessários para que a Universidade Pública possa  funcionar como uma Universidade de portas abertas para os setores de  menor renda no país. Então, como entender isso? Como entender que o  governo diga que não há recursos diante de uma crise tão forte na saúde  pública, a qual ameaça a prestação de serviços aos setores mais  necessitados e vulneráveis do país? Como se entrega tamanha quantidade  de dinheiro à guerra, para matar outros colombianos? Evidentemente, esse  alto orçamento da guerra está afetando o investimento no social, e  entre outras coisas, se converteu em um problema de governo, pois na  medida em que não somente a saúde e a educação, mas também outros planos  sociais do governo comecem a colapsar, porque não há orçamento para  atendê-los, será necessário congelar todo o gasto com a guerra para se  empregar recursos para a satisfação das necessidades sociais do país.  Esta será a maneira de impedir uma explosão social, um colapso social,  um protesto social. Isso é muito importante frisar, porque nós da  esquerda dizemos sempre que a paz vai terminar se impondo pela pressão  das lutas sociais, da luta popular. Na medida em que o povo colombiano  veja, registre com clareza que os vultosos gastos com a guerra impedem  os investimentos na área social, nesse momento, a guerra começará a ser  detestada pelos colombianos e outro caminho irá se impor.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com a aprovação do Tratado de Livre  Comércio (TLC) produtos norte-americanos chegarão e por meio do famoso  dumping, com o respaldo de parte do governo dos EUA, haverá uma  concorrência desleal com os produtos colombianos. Desta forma, os  setores da oligarquia colombiana terão que recorrer aos subsídios do  Estado colombiano para poderem sobreviver frente a esta arremetida. Na  medida em que a oligarquia colombiana necessitar de respaldo aos seus  produtos para poder competir com os produtos norte-americanos a situação  vai se complicar, pois o governo colombiano nada poderá fazer, porque  não tem recursos devido aos grandes gastos com a guerra. Não podemos nos  esquecer que o processo de paz durante o governo do presidente Andrés  Pastrana em 1998 foi respaldado por setores da oligarquia que  enfrentavam graves problemas econômicos em meio a uma crise financeira  muito forte no país. A oligarquia entendeu que se não recorresse ao  caminho da paz dialogada o governo teria que investir muitos dos  recursos que eles necessitavam como classe oligárquica dominante, na  guerra. Assim, o sistema financeiro se recapitalizou graças ao dinheiro  empregado pelo governo de Andrés Pastrana. Portanto, estas crises  sociais às vezes ajudam desta forma. Eu não sou amigo de entender as  crises sociais como fator para que haja consciência de lutas sociais,  mas nesses casos jogam um papel positivo na medida em que a crise social  faz os setores populares entenderem e também a própria oligarquia que é  melhor seguir o caminho da paz dialogada do que persistir em uma guerra  que prolonga de maneira indefinida a confrontação e a recessão  econômica.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: O jornalista Joaquín Pérez Becerra  foi preso na Venezuela e extraditado para a Colômbia. Neste caso, qual  tem sido a posição do presidente Chávez e do governo venezuelano em  relação ao conflito armado na Colômbia e às FARC-EP?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Eu sempre digo que é compreensível  que o governo venezuelano e o governo colombiano façam um esforço para  melhorar suas relações e para terem boas relações de amizade e  cooperação. Colômbia e Venezuela não são somente países irmãos, como se  diz retoricamente, são dois países fronteiriços, com uma extensa  fronteira e com áreas comuns inclusive, o que requer que ambos trabalhem  harmonicamente, de maneira unitária na solução de problemas que nos  afetam. Uma boa relação comercial entre os dois países barateia os  custos para ambos em matéria de exportação e importação, na medida em  que a Venezuela pode satisfazer necessidades dos colombianos e a  Colômbia pode satisfazer necessidades dos venezuelanos. Não me oponho  que haja uma boa relação. O problema é que neste momento há opiniões  contraditórias do ponto de vista dos projetos programáticos da revolução  bolivariana e dos projetos programáticos do governo colombiano.  Enquanto a Colômbia favorece os interesses do imperialismo  norte-americano, das transnacionais e é defensora da política  neoliberal, a Venezuela vai na contramão disso, está contra o  neoliberalismo, contra a dependência aos EUA. Desse ponto de vista há  diversas formas de enxergar as coisas. O problema é quando a Venezuela,  seguramente para manter esta colaboração na diversidade, vai além disso,  perseguindo revolucionários colombianos, capturando-os para entregá-los  ao governo da Colômbia. A Venezuela sabe muito bem, e o presidente  Chávez também, que essas pessoas que são entregues ao governo colombiano  podem terminar extraditadas aos EUA ou podem também serem assassinadas  pela repressão. Aí está o problema. Deve haver um limite, uma fronteira  que não deve ser ultrapassada. Uma coisa são as boas relações e outra  coisa é simplesmente auspiciar o terrorismo do Estado colombiano e os  desaforos de poder que há na Colômbia. Por que, por exemplo, a Colômbia  não entrega à Venezuela os esquálidos que vivem no país e que  participaram do golpe militar contra Chávez, como é o caso de Pedro  Carmon, criminoso que foi processado na Venezuela? No entanto, a  Venezuela nunca reclamou à Colômbia que lhe entregasse Pedro Carmon.  Essa é a desvantagem. O presidente Chávez tem que ter esse equilíbrio na  relação. Uma coisa é a relação comercial, como fizeram agora, em que  haverá um gasoduto e que vão intercambiar petróleo e trabalhar  conjuntamente. Isso é compreensível, ninguém pode se opor, porque é  parte dos interesses comuns entre os dois países. Entendendo a  necessidade da boa relação com Venezuela, o presidente Santos muito  habilmente melhorou e reconstruiu sua relação com este país: vinculou-se  à UNASUL, um projeto de integração latino-americana do qual a Colômbia  não compartilha, porque a UNASUL não segue o modelo neoliberal. No  entanto, a Colômbia se inseriu na UNASUL a tal ponto, que sua  secretária-geral é a colombiana María Emma Mejía. Mas, tudo o que a  Colômbia faz vai contra a unidade da UNASUL. A Colômbia negou à  Palestina o direito de pertencer às Nações Unidas, direito respaldado  por todos os demais países da UNASUL. A Colômbia apoiou a agressão na  Líbia, algo que não foi aprovado pela UNASUL. No entanto, a Colômbia se  faz presente na secretaria-geral da UNASUL! Esses são os pontos  incoerentes. Uma coisa são as relações que deve haver, de boa  vizinhança, de boa cooperação, intercâmbio fluído com outros países, mas  outra coisa é dar uma instância à Colômbia que ela não tem. Às vezes o  presidente Chávez se emociona muito e diz que Santos é seu melhor amigo e  o elogia. Isso são coisas desnecessárias, meio teatrais, que não vêm ao  caso e, pior ainda, quando para ganhar confiança entregam  revolucionários. Isso não podemos aceitar!&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Quantos presos políticos existem na Colômbia atualmente? São os grandes desconhecidos do conflito armado?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Os dados são de 7.500 presos  políticos, dos quais a maioria são presos civis, não são combatentes da  guerrilha. A maioria deles são dirigentes sindicais, populares,  camponeses de organizações agrárias e, há pouco tempo relativamente, li  em um documento das FARC-EP que eles reconhecem a existência de mais 880  guerrilheiros presos. Claro, imagino que descartaram os guerrilheiros  que aceitaram a desmobilização. Suponho que somados os prisioneiros  ligados à guerrilha e os que aceitaram a desmobilização o número total  chegue a 2000. De onde então vem essa cifra de 7.500? Dos presos civis,  dos presos das organizações populares.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Quais são as condições dos cárceres? Os presos são torturados? Sabe-se o que ocorre realmente com os presos políticos?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Digamos que não há tortura como  houve no passado, quando aplicavam choques elétricos ou coisas parecidas  nos presos políticos. Pode-se dizer que isso não ocorre, ou, se ocorre,  são em casos excepcionais. Mas hoje, as condições de cativeiro são  desumanas, a alimentação é deficiente, os recursos médicos não existem,  enfim, há uma série de situações que produzem, inclusive, vários  protestos no sistema carcerário em vários cárceres do país. Assim,  poderíamos dizer que as condições dos cárceres na Colômbia evidentemente  violam os Direitos Humanos e isso foi reconhecido pela Defensoria do  Povo e pelas Nações Unidas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Há analistas que acentuam diferenças entre Santos e Uribe. Concorda com esta opinião?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Essas diferenças são formais,  existem as diferenças entre Uribe e Santos. De um lado, Uribe em sua  soberba, em sua maneira autoritária, quer que Santos atue como ele  atuava, ou seja, que Santos insulte a todos, que mande executar qualquer  tipo de arbitrariedade como Uribe fazia. No entanto, Santos tem um  estilo diferente. Essa é a mudança, mas de forma e não de fundo. A  política de Uribe é a mesma política de Santos. Santos o disse  inclusive, por isso não enfrentou tão fortemente a Uribe. Santos mantém  sua contradição, mas trata de levá-la bem, porque ambos têm uma mesma  política, estão comprometidos com o mesmo processo de acumulação  capitalista. Ambos aplicam o modelo neoliberal. No entanto, em algumas  coisas Santos é pior que Uribe. Em matéria neoliberal, por exemplo,  Uribe por mais neoliberal que fosse, jamais se atreveu a propor a  privatização da Universidade Pública e Santos a está propondo. Então no  fundo é o mesmo. Agora o que ocorre e que é importante assinalar é que a  base de apoio fundamental de Uribe é diferente da de Santos. A base de  apoio a Uribe abrange toda a política oligárquica e a favor dos grandes  interesses, mas o círculo que lhe é mais próximo é o círculo mafioso da  oligarquia, uma oligarquia degenerada. Nós do periódico Voz utilizamos  uma vez um termo que escandalizou os economistas marxistas do país,  porque dizíamos que quem apoiava Uribe era uma lumpen-burguesia, e os  economistas marxistas discordavam, pois para eles existe  lumpen-proletariado, mas não uma lumpen-burguesia. Nós mantivemos esta  expressão porque o marxismo afortunadamente não é dogmático, é criativo.  Então nós mantivemos a ideia de que há sim uma lumpen-burguesia, mas no  fundo é mais que um termo, é a burguesia mafiosa, uma burguesia  degenerada. Ao contrário de Uribe, o núcleo mais próximo de Santos é  tradicional, aristocrático, incluindo a oligarquia, por isso é um  governo mais de centro. Os ministros de Uribe, por exemplo, viviam  brigando com os opositores, eram grosseiros com todos. Já os ministros  de Santos são mais decentes, mais tolerantes. Mas no fim é o mesmo. São  mudanças de forma, não de conteúdo. Então eu não acredito muito nessas  diferenças, que entre outras coisas estão servindo de justificativa para  que pessoas supostamente de esquerda, ou de centro-esquerda, ingressem  no governo. Santos, com seu projeto de Unidade Nacional, tenta manter ao  seu redor todo o movimento político e social para não haver oposição. A  estratégia é a mesma de Uribe, a diferença é que Uribe o fazia pela  força. Dizia: “ou todos comigo, ou todos contra mim. Ou todos comigo, ou  os que não estão comigo estão com o terrorismo”. Essa era mais ou menos  a ideia de Uribe e quem não estava com ele era perseguido e preso. Isso  aconteceu comigo e com tantos outros companheiros e dirigentes no país,  inclusive pessoas muito respeitáveis, como Carlos Gaviria. Santos não,  ele não faz isso a não ser pela via política. Busca cooptar o movimento  sindical, o movimento popular, a oposição, isso é o que chama de Unidade  Nacional. Por isso o Polo Democrático Alternativo (PDA) se dividiu,  porque havia um setor, ou há um setor, que quer chegar ao governo a  qualquer preço. Então essas são as diferenças, mas no fundo é a mesma  política de unanimidade, a mesma política antidemocrática de silenciar a  oposição. O que Uribe queria fazer pela força, Santos o faz de maneira  elegante, delicada.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: E a situação do paramilitarismo hoje, como está?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Na Colômbia se utiliza uma  expressão: “están vivitos y coleando”. É uma expressão coloquial. Bom,  os paramilitares estão aí, nunca acabaram. Uribe inventou o conto de que  acabaram para justificar o processo de legitimação do paramilitarismo,  que foi um fracasso, pois quando os paramilitares começaram a confessar  seus crimes, os mandaram para os EUA extraditados. Mas há  paramilitarismo em todas as partes, há toda uma rede de narcotraficantes  que estão aí e seguem dando ordens do cárcere. Por exemplo, a família  Mancuso a partir dos EUA. Há também a família de Macaco que controla  todo o complexo cafeeiro colombiano. Hoje a situação do paramilitarismo  no país é ainda mais delicada. Antes, o paramilitarismo era uma força  nacional organizada, tinha um centro nacional de direção; hoje não, hoje  estão regionalizados, não há uma unidade nacional do paramilitarismo.  Os grupos criminosos funcionam uns aqui, outros acolá. Cada um à sua  maneira, mas com os mesmos métodos de antes. Como nunca, permeiam a  política, como nas eleições locais de 30 de outubro de 2011: nove  governadores dos 32 departamentos foram eleitos por pressão do  paramilitarismo. Isso quer dizer que há 9 governadores da parapolítica  na Colômbia, além de deputados, vereadores e prefeitos. O  paramilitarismo é uma realidade, o governo não pode negá-la. O atual  governo quer nos inserir em um debate sem sentido, dizendo que isso que  ocorre não é paramilitarismo, mas apenas grupos criminosos comuns, que  levam um nome elegante, uma sigla elegante, BACRIM (Bandas Criminales).  Porém, são paramilitares, assim como todos os capturados que de uma ou  outra maneira vêm do processo anterior das autodefesas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Ainda existem as Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC)?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Não com esse nome, mas essas BACRIM, esses grupos criminosos em geral saíram daí. São uma forma de mutação das autodefesas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;AC: Há diferenças de interpretação sobre  solução do conflito armado na Colômbia entre o Polo Democrático  Alternativo (PDA) e o Partido Comunista Colombiano?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;CL: Este tema ainda é polêmico. No Polo,  digamos que os setores que não compartilham a ideia da solução política  do conflito se foram, aliás, o principal deles, Gustavo Petro, já saiu.  Porém, ainda segue a polêmica entre os que ficaram, mesmo que todos  compartilhem o ideário de unidade. O ideário de unidade se sintetiza em  torno de dois temas: 1) o Polo não aceita o uso das armas como parte da  ação política. Nós não defendemos o uso das armas na política. A  existência do movimento guerrilheiro na Colômbia tem suas razões. Não  existe simplesmente porque querem participar da política com armas, mas  há razões políticas, econômicas e sociais para a sua existência. Sobre  esse aspecto há consenso entre os que ficaram. O segundo aspecto que  todos compartilhamos é que a solução do conflito é política e pacífica,  não por meio da guerra. Isto é o que está vigente hoje no Polo e as  forças que nele ficaram mais ou menos se identificam com essa ideia. É  evidente que há diferentes leituras, pois há companheiros no Polo que  pensam como Santos, ou seja, que a essa altura há de se concluir que as  FARC e o ELN se desmobilizem e para eles esta é a solução pacífica. Para  nós não, tem que ocorrer um processo de negociação e de mudanças. Esse  ponto é parte da polêmica que há na esquerda e que seguramente irá  permanecer, mas o Polo, em geral, mantém uma ideia muito clara de  respaldo ao que está no ideário da unidade desde o começo, o que Petro  desconheceu assim como outros setores que procuraram o Polo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; font-size:10px;"&gt;(Resumo desta entrevista foi publicada no jornal Brasil de Fato)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-4430729704188521019?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/4430729704188521019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/paz-vira-pela-pressao-das-lutas-sociais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/4430729704188521019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/4430729704188521019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/paz-vira-pela-pressao-das-lutas-sociais.html' title='“A paz virá pela pressão das lutas sociais”'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-1498145111616054962</id><published>2012-01-27T17:58:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T17:58:37.726-02:00</updated><title type='text'>R$ 2,4 milhões do Ministério do Esporte desaparecem de conta de ONG ligada ao PC do B</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;UOL Esportes&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Polícia Federal está investigando o  sumiço de R$ 2,4 milhões de verbas do programa Pintando a Cidadania, do  Ministério do Esporte, repassados à ONG "Instituto Cidade", de Juiz de  Fora (MG), para a produção de materiais esportivos, como bolas, camisas e  redes de vôlei. A ONG mineira terceirizou os serviços contratando uma  cooperativa local para produzir os materiais.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais de um ano após o início do  contrato, em 3 de dezembro de 2010, porém, a ONG, que recebeu 100% da  verba (R$ 2,409.522,44 milhões), produziu apenas 10% do material, e  encerrou a produção depois disso. O próprio Ministério do Esporte, de  acordo com documentos internos a que o UOL teve acesso – já encaminhados  à Polícia Federal –, reconhece os indícios de desvio de recursos  públicos e favorecimento a pessoas ligadas ao PC do B (Partido Comunista  do Brasil) no uso das verbas cedidas à ONG. O partido comanda o  Ministério do Esporte desde 2003.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Atualmente, as atividades do Instituto  Cidade estão paralisadas. A reportagem esteve em Juiz de Fora e  encontrou uma fábrica de material esportiva vazia. Um funcionário  informou que tinha dispensado os mais de 40 trabalhadores, já que não  havia dinheiro para produzir qualquer material ou efetuar pagamentos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No dia 10 de novembro de 2011, cumprindo  mandado da Justiça, a Polícia Federal apreendeu computadores e  documentos na sede da ONG e em mais três endereços em Juiz de Fora,  entre eles na casa do presidente da entidade, José Augusto da Silva.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Segundo o delegado federal Ronaldo  Guilherme Campos, à frente das investigações, o que é possível afirmar  até agora "é a existência de forte indício de que algo de irregular  aconteceu". Ele precisará de "mais quatro ou cinco meses" para concluir  as investigações, e diz que aguarda a quebra do sigilo bancário dos  envolvidos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O principal deles é José Augusto da  Silva, presidente do Instituto Cidade e ex-cabo eleitoral de Wadson  Ribeiro (PC do B), que está na suplência do partido para a Câmara dos  Deputados. Wadson, ex-presidente da UNE (1999-2001), ocupou a Secretaria  Nacional de Esporte Educacional da pasta até o final de 2011. O  programa Pintando a Cidadania está vinculado a essa secretaria. Em  novembro, Wadson deixou o Ministério, pouco depois da saída do então  ministro Orlando Silva, no bojo de pesadas denúncias de corrupção na  pasta.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Orlando e Wadson, com Ricardo Cappelli –  que preside a comissão técnica da Lei de Incentivo ao Esporte –  formavam o triunvirato de ex-presidentes da União Nacional dos  Estudantes com cargos de destaques no Ministério do Esporte, a partir de  2006. Do trio, apenas Cappelli permanece no cargo, na pasta agora sob o  comando do ministro Aldo Rebelo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No dia 23 de novembro do ano passado,  José Augusto Silva foi convocado pelo Ministério do Esporte para "tratar  de assuntos relevantes e urgentes, inerentes ao desenvolvimento das  ações previstas no plano de aplicação do convênio", de acordo com  documento que o UOL teve acesso. A José Silva foi também solicitada a  apresentação de "extrato atualizado da movimentação bancária da conta  exclusiva do convênio". Em vão. Ele alegou que com a apreensão dos  documentos pela Polícia Federal não poderia atender ao solicitado pelo  Ministério.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Pagamentos irregulares&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;As explicações do presidente do  Instituto Cidade não convenceram. No dia 9 de janeiro deste ano, um  relatório interno do Ministério do Esporte que integra volumoso processo  – tudo já enviado à Polícia Federal – , adianta que "há indícios de  malversação do dinheiro público" na ONG Instituto Cidade, e que a mesma  "não se esforça em elucidar as denúncias feitas".&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Pagamentos ilegais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O mesmo relatório do ministério denuncia  "pagamentos com recursos públicos de vales-transporte, previstos no  plano de aplicação aos cooperados (que produziriam o material  esportivo), a integrantes do PC do B que atuam em escritório regional do  partido político em Juiz de Fora. Os partidários são acusados de não  guardarem relação ou vínculo com as metas do convênio. Do processo  consta uma lista com os “nomes dos militantes do partido que receberam  os benefícios, ou seja de maneira ilegal".&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O UOL teve acesso à lista de pessoas que  receberiam o benefício. 15 delas seriam  filiadas ao PC do B. Apesar  desses indícios de graves irregularidades, o convênio do ministério com o  Instituto Cidade ainda não foi rescindido. Segundo levantamento junto  ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o Instituto  Cidade foi contemplado com R$ 7 milhões do Ministério do Esporte, entre  2006 e 2011.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A coordenadora da cooperativa –  constituída de pessoas carentes de Juiz de Fora para atender aos pedidos  de produção de material esportivo –, Sandra Rodrigues Costa, relatou a  funcionários do Ministério do Esporte que o presidente do Instituto  Cidade, José Augusto da Silva, teria convocado uma reunião com os  coordenadores do projeto no fim de 2011 para informar que as atividades  seriam interrompidas por falta de recursos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nos relatos, cujas gravações foram  ouvidas pelo UOL, Sandra informa que José Augusto da Silva deu um aviso  claro: "Apenas teremos recursos disponíveis até  dezembro (de 2011).  Alertem os funcionários (da Cooperativa)  que após não teremos mais  dinheiro para executar as metas do convênio".&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sandra teria, então, perguntado o que  foi feito dos R$ 2,9 milhões (na verdade, o repasse oficial foi de R$  2,4 milhões, segundo o Siafi) que deveriam ser usados na produção do  material. A resposta: "Eu assumo que desviei os recursos do convênio do  Ministério do Esporte para outros projetos do Instituto Cidade". Para  quais projetos o dinheiro teria sido desviado, Silva não informou.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O balanço do convênio é o seguinte, segundo o Ministério do Esporte:&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;8.000 bolas encomendadas: Nenhuma foi produzida&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;26.000 camisetas produzidas, ou 43% do contratado&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;4.900 bonés entregues, apenas 8% do previsto no contrato&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Redes: foram produzidas 200 redes de futsal e outras 200 de vôlei, ou apenas 20% do total contratado&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Bandeiras: nenhum material chegou à  fábrica; nada foi produzido&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O UOL tentou entrar em contato com José  Augusto da Silva por dois dias em Juiz de Fora, mas não obteve resposta.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-1498145111616054962?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/1498145111616054962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/r-24-milhoes-do-ministerio-do-esporte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/1498145111616054962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/1498145111616054962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/r-24-milhoes-do-ministerio-do-esporte.html' title='R$ 2,4 milhões do Ministério do Esporte desaparecem de conta de ONG ligada ao PC do B'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-8693668413323631708</id><published>2012-01-27T17:56:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T17:56:58.323-02:00</updated><title type='text'>Refugiados denunciam maus-tratos em fábrica da Sadia</title><content type='html'>&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#fff" width="170"&gt;&lt;img src="http://pcb.org.br/portal/images/stories/olhovivo.png" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;    &lt;p&gt;&lt;em&gt;BBC Brasil&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ameaçado de morte pelo Talebã  por se  recusar a pagar propinas ao grupo, Mahmoud (nome fictício) achou por bem  abandonar sua cidade, na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pagou US$ 5 mil dólares a uma gangue de  tráfico humano, que prometeu lhe enviar a um país do outro lado do mundo  do qual sabia muito pouco, mas onde, segundo o grupo, poderia solicitar  refúgio e reiniciar sua vida em paz: o Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Algumas semanas depois, já em território  brasileiro, ele diz ter sido vítima de uma rede de exploração de  trabalhadores estrangeiros em frigoríficos nacionais.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando completou quatro meses de  trabalho e começava a se adaptar à nova vida, Mahmoud foi transferido de  Estado por seu empregador. Dormia sempre em alojamentos apinhados de  estrangeiros, que se revezavam nas poucas camas disponíveis.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nas fábricas, executava uma única  tarefa: com uma faca afiada, degolava cerca de 75 frangos por minuto  pelo método halal, selo requerido pelos países de maioria islâmica que  importam a carne brasileira. "Não dava nem para enxugar o suor", ele  conta, referindo-se à alta velocidade com que tinha de executar os  cortes na linha de abate. Pelo trabalho, recebia cerca de R$ 700  mensais.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Segundo a Secretaria de Comércio  Exterior a exportação de frango halal para países muçulmanos rendeu  cerca de R$ 5 bilhões ao Brasil em 2011.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Certo dia, como um colega se adoentou,  Mahmoud foi escalado para trabalhar por dois turnos seguidos. Ao se  queixar ao supervisor, foi insultado e demitido. No dia seguinte, outro  estrangeiro já ocupara seu lugar.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sem um tostão, hoje aguarda pela  definição do seu pedido de refúgio ao Conare (Comitê Nacional para os  Refugiados, órgão vinculado ao Ministério da Justiça), faz as refeições  em centros religiosos e procura outro emprego.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;"Disseram que no Brasil eu encontraria paz, mas virei um escravo e, hoje, vivo como um mendigo."&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A BBC Brasil contatou, além de Mahmoud,  outros dois trabalhadores que se disseram vítimas das mesmas condições  de trabalho em frigoríficos brasileiros.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os dois últimos integram um grupo de 25  estrangeiros que trabalham na fábrica da Sadia (hoje parte da BR Foods,  maior empresa alimentícia brasileira e uma das maiores do mundo) em  Samambaia, no Distrito Federal. Quase todos moram em duas casas cedidas  pela CDIAL Halal, empresa terceirizada pela Sadia para o abate dos  frangos pelo método halal.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como não há armários nem geladeira na  casa, roupas e a comida são armazenadas no chão ou sobre o estrado de  uma cama, improvisado como mesa.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A BBC Brasil obteve fotos do interior de  uma das residências. Nos quartos, habitados por até oito pessoas,  colchões empilhados durante o dia são esticados no chão à  noite, para  compensar a falta de camas. Como não há armários nem geladeira na casa,  as roupas e a comida são armazenadas no chão ou sobre o estrado de uma  cama, improvisado como mesa.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;As refeições são feitas no chão do quarto, em cima de um pedaço de papelão. Na cozinha, o fogão acumula crostas de gordura.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Todos os trabalhadores são muçulmanos,  já que o abate halal requer que os animais tenham suas gargantas  cortadas manualmente por seguidores do islã. Eles devem pronunciar a  frase "Em nome de Deus, Deus é maior!" (Bismillah Allahu Akbar, em  árabe) antes de cada degola. O gesto deve cortar a traqueia, esôfago,  artérias e a veia jugular, para apressar o sangramento e poupar o animal  de maior sofrimento.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Segundo a Câmara de Comércio  Árabe-Brasileira, há apenas três empresas no Brasil que fornecem o  certificado halal, dentre as quais a CDIAL Halal – braço do grupo  religioso CDIAL (Centro de Divulgação do Islã para a América Latina,  baseado em São Bernardo do Campo).&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A CDIAL Halal, que presta serviços para  quase todas as empresas brasileiras que exportam carne para os países  islâmicos, diz empregar cerca de 350 funcionários no abate halal, 90%  dos quais provêm de países africanos ou asiáticos como Senegal, Somália,  Bangladesh, Paquistão, Iraque e Afeganistão.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Boa parte dos oriundos de áreas em  conflito obtêm status de refugiado no Brasil, o que lhes permite  trabalhar legalmente. Os outros se estabelecem como imigrantes e, ao  conseguir trabalho no abate halal, atividade para a qual há pouca mão de  obra brasileira disponível, têm o caminho para sua regularização  encurtado.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Condições análogas à escravidão&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para o procurador do Ministério Público  do Trabalho (MPT) Ricardo Nino Ballarini, as condições relatadas pelos  trabalhadores em Samambaia são análogas à escravidão.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;"A empresa se vale da situação  vulnerável deles no país, o que permite caracterizar condição análoga à  de escravo. Ao transferi-los constantemente de Estado, impede que criem  raízes, que estabeleçam relações pessoais e denunciem os abusos à  polícia", afirma.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ballarini diz que a situação se  assemelha à descrita por estrangeiros que executam o abate halal em duas  fábricas da Sadia no Paraná, onde a CDIAL Halal também é responsável  pela atividade.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;As condições laborais nas duas fábricas,  nos municípios de Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, são objeto de duas  ações movidas pelo procurador. Ele diz que, em ambas as unidades, os  funcionários estrangeiros enfrentavam jornadas de até 15 horas diárias,  não recebiam hora extra e eram privados de benefícios dados aos  trabalhadores da Sadia, como participação nos lucros e plano de saúde.  Além disso, afirma que muitos trabalhavam sem carteira assinada.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ballarini conta que os trabalhadores,  que costumam chegar ao Brasil com vistos de turista, são geralmente  arregimentados para o serviço em mesquitas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já a CDIAL Halal afirmou em nota que  todos os seus funcionários encontram-se em situação legal no país e  procuram a empresa por livre vontade. A companhia diz que o abate se dá  conforme normas adequadas de segurança, que todos os funcionários têm  carteira assinada e executam jornada de até oito horas (intercaladas  entre uma hora trabalhada e uma de descanso), registrada por relógio de  ponto biométrico.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A empresa afirma ainda que horas extras  são devidamente registradas e pagas, e que todos os funcionários são  amparados por acordos coletivos firmados com sindicatos da classe.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quanto às transferências dos  trabalhadores, a CDIAL Halal afirma que alguns contratos de trabalho  contam com cláusula que prevê essas ações. Nesses casos, a empresa diz  arcar com os custos da mudança.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Rede nacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Segundo o procurador Ballarini, os casos  de Samambaia e das fábricas paranaenses indicam que pode haver uma rede  nacional de exploração de trabalho no abate halal. A BBC Brasil apurou  que o tema também é objeto de uma investigação do MPT em Campinas (SP). O  Ministério do Trabalho, por sua vez, afirmou que apurará as denúncias  de abusos em Samambaia e que prepara uma nova regulamentação para o  trabalho em frigoríficos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A denúncia contra a fábrica da Sadia em  Dois Vizinhos foi julgada procedente, e a BR Foods (Sadia) e a CDIAL  Halal foram condenadas a pagar R$ 5 milhões ao FAT (Fundo de Amparo ao  Trabalhador), como forma de reparar os danos causados aos trabalhadores.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;As empresas recorreram, e o tribunal de  segunda instância baixou o valor da indenização para R$ 1 milhão, embora  tenha mantido a decisão da corte anterior. Agora, a empresa deve  recorrer outra vez.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já a ação movida contra a fábrica da Sadia em Francisco Beltrão foi julgada improcedente, e o MPT recorreu.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Terceirização&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Além de condenar as condições de  trabalho no abate halal, Ballarini considera ilegal a terceirização da  atividade, efetuada pela BR Foods em todas as suas fábricas que exportam  para países islâmicos. Ele argumenta que uma companhia só pode  terceirizar uma de suas atividades-meio (no caso da Sadia, o abate de  animais) se não houver subordinação entre os terceirizados e a empresa  principal.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No entanto, diz que o abate halal se  dá inteiramente na linha de montagem da Sadia, com participação de  funcionários da companhia em todos os processos que não a degola.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;"Ao terceirizar, a empresa economiza  dinheiro. Foi o que Sadia fez", diz. "Nada impede que a Sadia contrate  os empregados, ainda que adeptos do islã. Só a supervisão e a  certificação deveriam ser feitas pela entidade competente".&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já a BR Foods (Sadia) afirmou em nota  que a terceirização do abate halal atende à exigência dos mercados  islâmicos. "De acordo com tais exigências, o trabalho deve ser executado  por funcionários muçulmanos que sejam vinculados a uma entidade  certificada pelas autoridades daqueles países. Portanto, a contratação  terceirizada é uma necessidade."&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A empresa afirma, no entanto, que os  funcionários terceirizados cumprem uma jornada de trabalho equivalente  à dos trabalhadores da empresa e estão sujeitos às mesmas condições que  os outros funcionários da unidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A BR Foods não se pronunciou sobre as  condições dos dormitórios dos funcionários terceirizados. CDIAL Halal,  por sua vez, afirmou que "não tem qualquer obrigação de tutelar o  domicílio de seus empregados, tampouco seus hábitos de higiene pessoal".&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A empresa diz que a concessão de  residência visa apenas facilitar os entraves burocráticos que os  empregados encontram para alugar uma residência. Ainda assim, a empresa  diz adotar "uma série de medidas para orientar e auxiliar seus  empregados no âmbito doméstico, inclusive disponibilizando uma faxineira  para limpeza das casas uma vez por semana."&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-8693668413323631708?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/8693668413323631708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/refugiados-denunciam-maus-tratos-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8693668413323631708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8693668413323631708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/refugiados-denunciam-maus-tratos-em.html' title='Refugiados denunciam maus-tratos em fábrica da Sadia'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-8478481188516225726</id><published>2012-01-27T17:49:00.000-02:00</published><updated>2012-01-27T17:50:21.238-02:00</updated><title type='text'>Previdência Social e Fundo de Pensão: mais um golpe do capital</title><content type='html'>&lt;div class="headline"&gt;                                         &lt;span class="icon email"&gt;      &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;SITE DO PCB&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://pcb.org.br/portal/images/stories/sofia-manzano2012.jpg" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://pcb.org.br//" target="_blank"&gt;PCB&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sofia Manzano&lt;sup&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A previdência social surgiu da  iniciativa e luta dos trabalhadores por todo o mundo para garantir uma  renda quando já não pudessem mais trabalhar. Na Inglaterra, país da  primeira revolução industrial e berço do capitalismo, no século XIX, os  trabalhadores eram obrigados a trabalhar sob contratos que determinavam  não só jornadas de trabalho de até 18 horas por dia, como recebiam  salários diários ínfimos, quase insuficientes para a alimentação (pobre e  miúda) diária. Se faltassem ao trabalho por qualquer motivo, não  recebiam nada. Qualquer dia de repouso, ou ainda dias “guardados” por  questões religiosas, não eram remunerados. Se acometido de alguma doença  ou acidente de trabalho, não tinham como sobreviver, já que não  recebiam nada. Ou seja, as condições a que foram submetidos os primeiros  trabalhadores das primeiras indústrias capitalistas eram tão precárias e  sub-humanas que levaram o próprio governo inglês a instituir fiscais  para relatar essa situação. Mas os trabalhadores não ficaram parados,  esperando a morte pelo predador capital. Organizaram-se em ligas e  lutaram em greves, revoltas e revoluções para mudar esta situação. Estas  lutas, desde as revoluções de 1848, até as revoluções socialistas  vitoriosas do século XX, fizeram avançar significativamente os “direitos  sociais” dos trabalhadores.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com relação à previdência social não foi  diferente. Se os trabalhadores não tinham direito nem a descanso  remunerado, quem diria direito à aposentadoria depois de uma vida  inteira de trabalho. Por isso, os próprios trabalhadores, através de  suas ligas e sindicatos instituíram sociedades de ajuda mútua. As caixas  formadas por essas sociedades mutualistas eram constituídas com a  contribuição dos próprios trabalhadores e os recursos eram usados para  remuneração dos colegas em caso de adoecer, auxílio funeral, auxílio às  famílias cujo trabalhador morresse, enfim, com os poucos recursos que  conseguiam juntar, os trabalhadores começaram a formar um fundo de ajuda  cujo conteúdo de solidariedade de classe era explícito.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No final do século XIX e início do  século XX, muitos fundos previdenciários dos trabalhadores contavam com  montante de recursos significativo, o que despertou a cobiça dos  capitalistas por estes recursos. Além disso, a capitulação reformista  dos partidos sociais democratas e trabalhistas na gestão de governos de  vários países favoreceu a transformação dos fundos de ajuda mútua dos  trabalhadores nos sistemas previdenciários administrados pelo Estado.  Claro que os trabalhadores não entregariam seus recursos ao Estado sem  qualquer reação, portanto, houve um processo de cooptação, política e  administrativa, para que as caixas de previdência se tornassem públicas e  sob a administração do Estado. O acordo envolvia a contribuição  patronal e do Estado (em vários países) e a administração tripartite. Ou  seja, os trabalhadores aceitaram transferir seus fundos para a  administração do Estado desde que os patrões também contribuíssem e que  seus sindicatos tivessem participação na administração do uso desses  recursos. Formaram-se assim, a maior parte dos sistemas previdenciários.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A principal característica desses  sistemas previdenciários, chamados de sistema de repartição, é que ele  promove a solidariedade intergeracional entre os trabalhadores, ou seja,  os trabalhadores que estão trabalhando hoje e, portanto, contribuem com  a previdência, estão financiando a aposentadoria daqueles que  trabalharam no passado. Vale dizer, cada trabalhador está financiando a  aposentadoria de seus pais, avós. Além disso, esse sistema conta com a  contribuição patronal e, em caso de servidores públicos, o Estado, como  empregador, deve contribuir com sua parte ao sistema.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Este breve transcurso histórico tem por  objetivo lembrar que os sistemas previdenciários, como de resto, todos  os “direitos” sociais, civis e políticos, são resultado de lutas  concretas dos trabalhadores. Não são dádivas advindas de um “Espírito  Absoluto” abstrato que “faz leis” como se elas seguissem um cronograma  “científico puro e abstrato” sem relação alguma com a realidade concreta  que as gera. Porém, o objetivo deste artigo é apresentar os problemas e  as conseqüências das transformações recentes nos sistemas  previdenciários em fundos de pensão. Mais especificamente, o projeto do  governo federal brasileiro em criar o fundo de pensão dos servidores  públicos federais – Funpresp.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os fundos de pensão, ao contrário dos  sistemas previdenciários, não apresentam nem a solidariedade  intergeracional, muito menos a responsabilidade pública em garantir a  aposentadoria dos trabalhadores. Um fundo de pensão (que na maioria dos  casos é privado), constitui um fundo formado com recursos de  contribuições dos trabalhadores. Cada trabalhador tem uma conta neste  fundo e, de acordo com sua contribuição e o rendimento que este fundo  gera, no final da vida, quando se aposentar, o trabalhador poderá  receber, em parcelas calculadas de acordo com sua expectativa de vida,  os recursos de sua conta. Alguns fundos contam com a contribuição  patronal, outros não.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Além da individualização que os fundos  de pensão representam, solapando ainda mais a solidariedade entre os  trabalhadores, os fundos de pensão representam montantes de recursos  providenciais para o processo de acumulação do capital.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desde o aparecimento dos fundos de  pensão, seus recursos passaram a ser investidos – como qualquer capital  acumulado privadamente – em atividades presumidamente lucrativas ou  rentáveis, a fim de gerar os rendimentos necessários para que o  trabalhador, no final de sua vida, receba a aposentadoria. Percebe-se,  desta forma, que os fundos de pensão podem ser considerados mais um  mecanismo de acumulação primitiva de capital. Vale dizer, os recursos  originais dos fundos de pensão são formados com a contribuição dos  trabalhadores, portanto parte de seus salários. Porém, sua utilização se  dá como capital. Assim, os trabalhadores estão contribuindo ainda mais –  além da mais-valia que produzem ao trabalharem – para a acumulação de  capital, ao fornecerem um acúmulo de recursos para investimentos  capitalistas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como os sistemas de fundo de pensão,  baseados no individualismo das contas, competem por rendimentos  crescentes, os gestores dos fundos – sejam eles representantes dos  sindicatos ou profissionais especificamente contratados para essa função  – arriscam cada vez mais nas aplicações dos recursos dos fundos de  pensão. Na quebra do sistema financeiro norteamericano em 2007/2008,  milhões de aposentados daquele país viram suas aposentadorias  reduzirem-se consideravelmente devido às perdas que seus fundos sofreram  decorrente da especulação desenfreada em que estavam metidos. Aqui no  Brasil é de amplo conhecimento a participação dos fundos de pensão dos  trabalhadores da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica  Federal, entre outras grandes empresas estatais, nos maiores negócios  capitalistas, inclusive no financiamento das privatizações de serviços e  empresas públicas. Neste ano, espera-se que estes fundos, mais uma vez,  participem com seus recursos na privatização dos aeroportos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;É também de notório conhecimento que os  fundos de pensão, por todo o mundo, constituem um dos principais pilares  no processo de financeirização e especulação financeira. Assim, além de  financiar o processo alavancado de acumulação capitalista, os fundos de  pensão arcam com os riscos das crises e dos ciclos do processo de  acumulação capitalista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Percebe-se, portanto que, enquanto os  sistemas previdenciários de repartição solidificam a solidariedade entre  os trabalhadores, os fundos de pensão são solidários com o capital e  intensificam o individualismo entre os trabalhadores.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Reforma da previdência e criação do Funpresp&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A proposta do governo federal brasileiro  em criar o Funpresp, fundo de pensão dos servidores públicos federais,  encaixa-se na lógica de avançar na financeirização capitalista e  precariza ainda mais as condições de remuneração e vida dos  trabalhadores  do serviço público brasileiro. Todas as vezes em que as  forças conservadoras e de direita, aliadas aos meios de comunicação de  massas, hoje articulados pelo governo petista e sua coalizão, querem  avançar sobre os direitos sociais e econômicos dos trabalhadores,  conquistados em lutas passadas, inventam histórias para convencer  trabalhadores e a população em geral da necessidade vital dessas  reformas “para o bem de todos”, ou seja, leia-se, do capital. Neste  atual governo, não é diferente.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Todos os jornais, na mesma semana em que  divulgam a aprovação da lei orçamentária para 2012, com destaque aos R$  653 bilhões de reais para rolagem e financiamento da dívida pública e  dos juros, preenchem suas páginas com matérias e notícias sobre a  necessidade da criação do Funpresp. O argumento mais usado – e devo  lembrar, sempre apresentado quando o assunto é reforma previdenciária - é  a necessidade de conter ou acabar com o seu “déficit”. Esse argumento é  uma falácia. A previdência não tem déficit, nem a previdência pública,  nem a previdência privada. O que ocorre é que os governos, desde  Fernando Henrique Cardoso, passando pelo Governo Lula e agora na gestão  de Dilma Roussef, não cumprem a Constituição Federal de 1988 que  determina a separação dos orçamentos, fiscal e da seguridade social.  Estes governos utilizam, através da Desvinculação das Receitas da União –  a DRU, recursos tributários que foram criados desde 1988 para financiar  a previdência e a seguridade social, para fazerem superávit primário e  pagar juros da dívida pública. Ou seja, na prática, o governo funciona  como um mecanismo de concentração da renda, pois tributa os  trabalhadores para transferir recursos que deveriam servir às  aposentadorias, para a parcela mais rica da população que mantém  aplicações em títulos públicos. No ano passado, 2011, o superávit  primário foi de R$ 93 bilhões, superando a meta para o ano que era de R$  81,8 bilhões. Enquanto isso, os jornais divulgam falaciosamente que o  déficit da previdência do setor público foi de R$ 55 bilhões, calculados  da seguinte forma: o governo pagou aos servidores inativos R$ 80  bilhões e recebeu dos servidores R$ 25 bilhões de contribuições (onde  está a parcela correspondente à contribuição “patronal” do Estado?). Por  outro lado, no setor privado, a previdência teve superávit de R$ 20,8  bilhões referentes aos trabalhadores urbanos e um déficit de R$ 36,5  bilhões dos trabalhadores rurais (onde estão os recursos da COFINS, da  CSL e outras contribuições criadas em 1988 para financiar justamente a  aposentadoria rural? No superávit primário).&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A aprovação do Funpresp é dada como  certa pelo governo apesar da resistência formal das centrais sindicais,  principalmente a CUT que representa a maior parte dos funcionários  públicos. Digo resistência formal pois como o Funpresp não atinge os  atuais servidores públicos federais que continuarão no regime atual, o  governo e as forças conservadoras contam com a falta de solidariedade  reinante na sociedade para a aprovação do projeto. Resta aos futuros  servidores, que ainda não têm consciência da precarização das condições  de trabalho que os aguarda, expressar seu descontentamento.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, todos os trabalhadores,  devem se mobilizar e resistir a estas reformas. Não só por que serão  afetados em sua condição de vida, como também contarão com futuros  servidores mal remunerados, precarizados e desmotivados no setor  público.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cabe, neste momento, ao conjunto dos  trabalhadores brasileiros, tanto do setor público como do setor privado,  bem como aos jovens que se preparam para o mercado de trabalho, a luta  contra esse projeto da burguesia capitaneado pelo governo Dilma, no  sentido de impedir mais essa medida que só beneficia o capital,  principalmente financeiro e especulativo, em detrimento do serviço  público e das condições de vida dos trabalhadores. O momento é de  retomar a solidariedade entre os trabalhadores, na defesa e na luta de  seus interesses, contra os interesses do capital.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;1. Sofia Manzano é economista, professora universitária e membro do CC do PCB.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-8478481188516225726?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/8478481188516225726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/previdencia-social-e-fundo-de-pensao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8478481188516225726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8478481188516225726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/previdencia-social-e-fundo-de-pensao.html' title='Previdência Social e Fundo de Pensão: mais um golpe do capital'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-3228181671209778385</id><published>2012-01-27T17:47:00.001-02:00</published><updated>2012-01-27T17:48:29.069-02:00</updated><title type='text'>Fidel Castro: A fruta que não caiu</title><content type='html'>&lt;p class="articleinfo"&gt;                    &lt;span class="created"&gt;     27 Janeiro 2012   &lt;/span&gt;           &lt;br /&gt;&lt;span&gt;SITE DO PCB&lt;br /&gt;         &lt;/span&gt;             &lt;/p&gt;             &lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-2vcNxqyF-9Q/ThJ5ZAFr1iI/AAAAAAAADMI/Rl4avkC17lg/s1600/fidelvivinhovivinho.jpg" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://convencao2009.blogspot.com/2012/01/fidel-castro-fruta-que-nao-caiu.html" target="_blank"&gt;Solidários&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p&gt;Fidel Castro Ruz&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cuba se viu forçada a lutar por sua  existência frente a uma potência expansionista, situada a poucas milhas  de suas costas, que proclamava a anexação de nossa ilha, cujo único  destino era cair em seu seio como fruta madura. Estávamos condenados a  não existir como nação.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na gloriosa legião de patriotas que  durante a segunda metade do século 19 lutou contra o repugnante  colonialismo imposto pela Espanha ao longo de 300 anos, José Martí foi  quem com mais clareza percebeu tão dramático destino. Assim fez constar  nas últimas linhas que escreveu quando, às vésperas do duro combate  previsto contra uma aguerrida e bem apetrechada coluna espanhola,  declarou que o objetivo fundamental de suas lutas era: “… impedir a  tempo com a independência de Cuba que os Estados Unidos se estendam  pelas Antilhas e caiam, com mais essa força, sobre nossas terras da  América. Tudo quanto fiz até hoje, e farei, é para isso.”&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sem compreender esta profunda verdade, hoje não se poderia ser nem patriota, nem revolucionário. &lt;a name="more"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os meios de informação massiva, o  monopólio de muitos recursos técnicos, e os enormes fundos destinados a  enganar e embrutecer as massas, constituem sem dúvida obstáculos  consideráveis, mas não invencíveis.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cuba demonstrou que - a partir de sua  condição de fábrica colonial ianque, unida ao analfabetismo e à pobreza  generalizada de seu povo -, era possível enfrentar o país que ameaçava  com a absorção definitiva da nação cubana. Ninguém pode sequer afirmar  que existia uma burguesia nacional oposta ao império, tão próxima a ele  se desenvolveu que inclusive pouco depois do triunfo enviou 14 mil  crianças sem proteção alguma aos Estados Unidos, embora tal ação  estivesse associada à pérfida mentira de que seria suprimido o Pátrio  Poder, que a história registrou como operação Peter Pan e foi  qualificada como a maior manobra de manipulação de crianças com fins  políticos de que se tem noticia no hemisfério ocidental.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O território nacional foi invadido,  apenas dois anos depois do triunfo revolucionário, por forças  mercenárias, -integradas por antigos soldados batistianos e filhos de  laifundiários e burgueses - armadas e escoltadas pelos Estados Unidos  com barcos de sua frota naval, incluídos porta-aviões com tripulações  prontas para entrar em ação, que acompanharam os invasores até nossa  ilha. A derrota e a captura da quase totalidade dos mercenários em menos  de 72 horas e a destruição de seus aviões que operavam a partir de  bases na Nicarágua e seus meios de transporte naval, constituiu uma  derrota humilhante para o império e seus aliados latino-americanos que  subestimaram a capacidade de luta do povo cubano.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A URSS frente à interrupção do  fornecimento de petróleo por parte dos Estados Unidos, a ulterior  suspensão total da cota histórica de açúcar no mercado desse país, e a  proibição do comécio criado ao longo de mais de cem anos, respondeu a  cada uma dessas medidas fornecendo combustível, adquirindo nosso açúcar,  comerciando com nosso país e finalmente fornecendo as armas que Cuba  não podia adquirir em outros mercados.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A ideia de uma campanha sistemática de  ataques piratas organizados pela CIA, as sabotagens e as ações militares  de bandos criados e armadas por ele, antes e depois do ataque  mercenário, que culminariam em uma invasão militar dos Estados Unidos em  Cuba, deram origem aos acontecimentos que levaram o mundo à beira de  uma guerra nuclear total, da qual nenhuma de suas partes e nem a própria  humanidade teria podido sobreviver.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aqueles acontecimentos sem dúvida  custaram o cargo a Nikita Kruchov, que subestimou o adversário,  desconsiderou critérios que lhe foram informados e não consultou para  sua decisão final conosco, que estávamos na primeira linha. O que podia  ser uma importante vitória moral se converteu assim em um custoso revés  político para a URSS. Durante muitos anos as piores malfeitorias  continuaram sendo realizadas contra Cuba e não poucas, como o criminoso  bloqueio, são cometidas ainda.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Kruchov teve gestos extraordinários com  nosso país. Naquela ocasião critiquei sem vacilação o acordo inconsulto  com os Estados Unidos, mas seria ingrato e injusto deixar de reconhecer  sua extraordinária solidaridade em momentos difíceis e decisivos para  nosso povo em sua histórica batalha pela independência e a revolução  frente ao poderoso império dos Estados Unidos. Compreendo que a situação  era sumamente tensa e ele não desejava perder um minuto quando tomou a  decisão de retirar os projéteis e os ianques se comprometeram, muito  secretamente, a renunciar à invasão.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apesar das décadas transcorridas que já somam meio século, a fruta cubana não caiu em mãos ianques.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;As notícias que na atualidade chegam da  Espanha, França, Iraque, Afeganistão, Paquistão, Irã, Síria, Inglaterra,  as Malvinas e outros numerosos pontos do planeta, são sérias, e todas  auguram um desastre político e econômico pela insensatez dos Estados  Unidos e seus aliados.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Limitar-me-ei a uns poucos temas. Devo  assinalar segundo todos contam, que a escolha de um candidato  republicano para aspirar à presidência desse globalizado e abrangente  império, é por sua vez, - digo isso seriamente - a maior competição de  idiotices e ignorância que jamais se escutou. Como tenho coisas a fazer,  não posso dedicar tempo a ese assunto. De resto, sabia que seria assim.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;São mais ilustrativas algumas  informações que desejo analisar, porque mostram o incrível cinismo que a  decadência do Ocidente gera. Uma delas, com pasmosa tranquilidade, fala  de um preso político cubano que, segundo se afirma, morreu depois de  greve de fome que durou 50 dias. Um jornalista do Granma, Juventud  Rebelde, noticiario radiofônico ou qualquer outro órgão revolucionário,  pode equivocar-se em qualquer apreciação sobre qualquer tema, mas jamais  fabrica uma notícia ou inventa uma mentira.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na nota do Granma se afirma que não  houve tal greve de fome; era um recluso por delito comum, condenado a  quatro anos por agressão que provocou lesões no rosto de sua esposa; que  a próopria sogra solicitou a intervenção das autoridades; os familiares  mais ligados estiveram a par de todos os procedimentos que foram  empregados em seu atendimento médico e estavam agradecidos pelo esforço  dos especialistas médicos que o atenderam. Foi assistido, afirma a nota,  no melhor hospital da região oriental como se faz com todos os  cidadãos. Morreu por causa de falência múltipla de órgãos secundária  associada a um processo respiratório séptico severo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O paciente tinha recebido todas as  atenções que se aplicam em um país que possui um dos melhores serviços  médicos do mundo, os quais são feitos gratuitamente, apesar do bloqueio  imposto pelo imperialismo a nossa Pátria. É simplesmente um dever que se  cumpre em um país onde a Revolução tem o orgulho de ter respeitado  sempre, durante mais de 50 anos, os princípios que lhe deram sua  invencível força.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas seria realmente bom que o governo  espanhol, dadas as suas excelentes relações com Washington, viaje aos  Estados Unidos e se informe do que ocorre nas prisões ianques, a conduta  desapiedada que aplica aos milhões de presos, a política que se pratica  com a cadeira elétrica e os horrores que se cometem com os detentos nas  prisões e os que protestam nas ruas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na segunda-feira, 23 de janeiro, um duro  editorial do Granma intitulado “As verdades de Cuba” em uma página  inteira desse órgão, explicou detalhadamente a insólita falta de  vergonha da campanha mentirosa desencadeada contra nossa por alguns  governos “tradicionalmente comprometidos com a subversão contra Cuba”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nosso povo conhece bem as normas que têm  regido a conduta impecável de nossa Revolução desde o primeiro combate e  jamais manchada ao longo de mais de meio século. Sabe também que não  poderá ser jamais pressionado nem chantageado pelos inimigos. Nossas  leis e normas serão cumpridas indefectivelmente.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;É bom dizer com toda a clareza e  franqueza. O governo espanhol e a União Europeia em ruínas, mergulhada  em uma profunda crise econômica, devem saber a que se ater. Produz  lástima ler em agências de notícias as declarações de ambas quando  utilizam suas descaradas mentiras para atacar Cuba. Ocupem-se primeiro  de salvar o euro se puderem, resolvam o desemprego crônico de que em  número crescente padecem os jovens, e respondam aos indignados sobre os  quais a polícía arremete e golpeia constantemente.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não ignoramos que agora na Espanha  governam os admiradores de Franco, que enviou membros da Divisão Azul  junto às SS e as SA nazistas para matar soviéticos. Quase 50 mil deles  participaram na cruenta agressão. Na operação mais cruel e dolorosa  daquela guerra: o cerco de Leningrado, onde morreram um milhão de  cidadãos russos, a Divisão Azul fazia parte das forças que trataram de  estrangular a heróica cidade. O povo russo não perdoará nunca aquele  horrendo crime.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A direita fascista de Aznar, Rajoy e  outros servidores do império deve conhecer algo das 16 mil baixas que  tiveram seus antecessores da Divisão Azul e as Cruzes de Ferro com as  quais Hitler premiou os oficiais e soldados dessa divisão. Nada há de  estranho no que faz hoje a polícia gestapo com os homens e mulheres que  demandam direito ao trabalho e ao pão no país com mais desemprego da  Europa.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por que mentem tão descaradamente os meios de informação de massa do império?&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os que manejam esses meios se empenham  em enganar e embrutecer o mundo com suas grosseiras mentiras, pensando  talvez que constitui o recurso principal para manter o sistema global de  dominação e saque imposto e de modo particular as vítimas próximas à  sede da metrópole, os quase seiscentos milhões de latino-americanos e  caribenhos que vivem neste hemisfério.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A república irmã da Venezuela se  converteu no objetivo fundamental dessa política. A razão é óbvia. Sem a  Venezuela, o império teria imposto o Tratado de Livre Comércio a todos  os povos do continente que nele habitam desde o sul dos Estados Unidos,  onde se encontram as maiores reservas de terra, água doce e minerais do  planeta, assim como grandes recursos energéticos que, administrados com  espírito solidário para os demais povos do mundo, constituem recursos  que não podem nem devem cair em mãos das transnacionais que impõem um  sistema suicida e infame.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Basta, por ejemplo, olhar o mapa para  compreender o criminoso despojo que significou para a Argentina  arrebatar-lhe um pedaço de seu território no extremo sul do continente.  Ali os britânicos empregaram seu decadente aparato militar para  assassinar bisonhos recrutas argentinos vestidos com roupas de verão  quando já estavam em pleno inverno. Os Estados Unidos e seu aliado  Augusto Pinochet deram à Inglaterra um desavergonhado apoio. Agora, na  véspera das Olimpíadas de Londres, seu primeiro-ministro David Cameron  também proclama, como fez Margaret Thatcher, seu direito a usar os  submarinos nucleares para matar argentinos. O governo desse país  desconhece que o mundo está mudando, e o desprezo de nosso hemisfério e  da maioria dos povos aos opressores aumenta a cada dia.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O caso das Malvinas não é único. Alguém  por acaso sabe como terminará o conflito no Afeganistão? Há poucos dias  soldados norte-americanos ultrajavam os cadáveres de combatentes  afegãos, assassinados pelos bombardeiros sem pilotos da Otan.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há três dias uma agência europeia  publicou que “o presidente afegão Hamid Karzai, deu seu aval a uma  negociação de paz com os talibãs, sublinhando que esta questão deve ser  resolvida pelos cidadãos de seu país”, logo acrescentando: “…o processo  de paz e reconciliação pertence à nação afegã e nenhum país ou  organização estrangeira pode tirar esse direito dos afegãos.”&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por sua parte, uma informação publicada  por nossa imprensa comunicava desde Paris que “a França suspendeu hoje  todas as suas operações de formação e ajuda ao combate no Afeganistão e  ameaçou antecipar a retirada de suas tropas, logo que um soldado afegão  deu um ultimato a quatro militares franceses no vale Taghab, da  província de Kapisa [...] Sarkozy deu instruções ao ministro da Defesa  Gérard Longuet para trasladar-se imediatamente a Cabul, e vislumbrou a  possibilidade de uma retirada antecipada do contingente.”&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desaparecida a URSS e o Campo  Socialista, o governo dos Estados Unidos concebia que Cuba não podia  sustentar-se. George W. Bush já tinha preparado um governo  contrarrevolucionáio para presidir nosso país. No mesmo que Bush iniciou  sua guerra criminosa contra o Iraqe, solicitei às autoridades de nosso  país o fim da tolerância que se aplicava aos chefetes  contrarrevolucionários que naqueles dias demandavam histericamente a  invasão de Cuba. Na realidade, sua atitude constituia um ato de traição à  Pátria.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Bush e suas atitudes estúpidas imperaram  durante 8 anos e a Revolução Cubana perdurou já mais de meio século. A  fruta madura não caiu no seio do império. Cuba não será uma força a mais  com a qual o império se estenda sobre os povos da América. O sangue de  Martí não terá sido derramado em vão.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Amanhã publicarei outra Reflexão que complementa esta.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Fidel Castro Ruz&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;2r de janeiro de 2012&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Extraído de: http://convencao2009.blogspot.com/2012/01/fidel-castro-fruta-que-nao-caiu.html&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-3228181671209778385?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/3228181671209778385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/fidel-castro-fruta-que-nao-caiu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3228181671209778385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3228181671209778385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/fidel-castro-fruta-que-nao-caiu.html' title='Fidel Castro: A fruta que não caiu'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2vcNxqyF-9Q/ThJ5ZAFr1iI/AAAAAAAADMI/Rl4avkC17lg/s72-c/fidelvivinhovivinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-6905787818698004141</id><published>2012-01-26T22:39:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T22:40:04.243-02:00</updated><title type='text'>As verdades de Cuba</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;NOS últimos dias, &lt;b&gt;a mídia e representantes de alguns governos tradicionalmente comprometidos com a subversão contra Cuba&lt;/b&gt;,  desataram uma nova campanha de acusações, aproveitando  inescrupulosamente um fato lamentável: o falecimento de um preso comum  que, talvez, só no caso de Cuba, se converte em notícia de repercussão  internacional.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="nofollow" href="http://2.bp.blogspot.com/-Eh8BaiMtkGo/Tx6hnfG2MQI/AAAAAAAABFs/EAtMWc830mw/s1600/cartel-triunfo-revolucion.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-Eh8BaiMtkGo/Tx6hnfG2MQI/AAAAAAAABFs/EAtMWc830mw/s400/cartel-triunfo-revolucion.jpg" border="0" width="400" height="288" /&gt;&lt;/a&gt;O  método empregado é o mesmo de sempre, que pretende impor-se  infrutiferamente, mediante a repetição, com o objetivo de satanizar  Cuba, neste caso, a partir da manipulação deliberada de um acontecimento  totalmente inusual em nosso país, diferentemente de outros.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O denominado &lt;b&gt;"preso político"&lt;/b&gt;  cumpria uma sanção de quatro anos de prisão, após um processo justo,  durante o qual esteve em liberdade e de um julgamento conforme ao  direito, por ter golpeado de forma brutal e publicamente sua esposa,  agredir os policiais e resistir violentamente a detenção.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esta  pessoa morreu em decorrência de uma falha múltipla dos órgãos,  associada a um processo respiratório séptico severo, apesar de haver  recebido todo o atendimento médico necessário, incluídos os medicamentos  e o tratamento especializado, na sala de cuidados intensivos do  principal hospital de Santiago de Cuba.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Por  que algumas autoridades espanholas e da União Europeia se apressaram a  condenar Cuba, sem tentarem, sequer, obter informação acerca do tema? &lt;b&gt;Por que sempre e com antecedência, lançam mão da mentira, quando se trata de Cuba?&lt;/b&gt;  Por que, além de mentirem, censuram a verdade? Por que à voz e à  verdade de Cuba se nega, sem nenhum dissimulo, o mais mínimo espaço na  mídia internacional?&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Age-se  com grande cinismo e dupla moral. Que qualificativo eles dariam à  brutalidade policial, vista recentemente na Espanha e na maior parte da  "culta e civilizada Europa", contra o movimento dos "indignados"?&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quem se preocupou pela dramática situação de amontoamento nos cárceres espanhóis, &lt;b&gt;que albergam uma população penal &lt;u&gt;&lt;i&gt;imigrante&lt;/i&gt;&lt;/u&gt; muito alta,&lt;/b&gt;  que ultrapassa 35% do total de réus no país, segundo o último relatório  disponível do sindicato das prisões ACAIP, com data de 3 de abril de  2010? &lt;b&gt;Quem se preocupou por investigar o falecimento, em julho de  2011, no centro penitenciário de Teruel, em Espanha, de Tohuami  Hamdaoui, um preso comum de origem marroquina, que morreu após uma greve  de fome voluntária que durou vários meses?&lt;/b&gt; Quem explicou que o detento tinha declarado sua inocência?&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Por  acaso perdeu a memória e a noção da realidade o porta-voz chileno que  nos calunia, quando afirma que o defunto era um dissidente político que  se manteve 50 dias em greve de fome? Ele deve conservar lembranças de  seus dias de líder estudantil, vinculado aos militares golpistas de  Pinochet, que massacraram o povo e estenderam os desaparecimentos e a  tortura a todo o Cone Sul, mediante o "Plano Condor", &lt;b&gt;mas não se  conhece nenhuma declaração dele acerca da brutal repressão contra os  estudantes que se manifestam pacificamente em defesa do direito humano  ao ensino universal e gratuito.&lt;/b&gt; Será que ele faz parte dos que  quiseram rebatizar, nos livros escolares, a ditadura como regime  militar? Ele terá dito alguma coisa acerca da repressiva e arbitrária  Lei Antiterrorista, aplicada aos mapuches em greve de fome?&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não  podia faltar nesta campanha o governo dos Estados Unidos, principal  instigador de qualquer esforço cujo objetivo seja desacreditar Cuba, com  o único propósito de justificar sua política de hostilidade, &lt;b&gt;subversão e bloqueio econômico, político e midiático contra o povo cubano.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Impressiona  a hipocrisia dos porta-vozes dos Estados Unidos, país que detém um  péssimo recorde em matéria de direitos humanos, tanto dentro de seu  território como no mundo. O Conselho dos Direitos Humanos das Nações  Unidas reconheceu que nesse país ocorrem, diariamente, graves violações  dos direitos da mulher, tráfico de pessoas, discriminação racial e  contra minorias étnicas, condições desumanas nas prisões, desamparo dos  detentos, um padrão racial diferenciado e frequentes erros judiciais na  imposição da pena de morte, a execução de menores e enfermos mentais, os  abusos do sistema de detenção migratório, as mortes na militarizada  fronteira sul, os atos atrozes contra a dignidade humana e o assassinato  de vítimas inocentes da população civil, por parte de efetivos do  exército estadunidense no Iraque, Afeganistão, Paquistão e outros  países, &lt;b&gt;e as detenções arbitrárias e torturas perpetuadas no ilegal  centro de detenção da base naval de Guantánamo que usurpa nosso  território.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mal  se conhece no mundo que, em novembro de 2011, nos Estados Unidos, três  pessoas morreram em meio de uma greve de fome em massa de prisioneiros  na Califórnia. Segundo os depoimentos dos presos das celas contíguas, os  guardas não lhes ofereceram nenhum atendimento e, inclusive, de forma  deliberada, fizeram ouvidos moucos de seus brados de auxílio, na  contramão de sua prática abusiva de submeter os grevistas a alimentação  forçada.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Semanas  antes, havia sido executado o afro-americano Troy Davis, apesar da  copiosa evidência que demonstrava o erro judicial, sem que a Casa Branca  nem o Departamento de Estado nada fizessem.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nos  Estados Unidos, 90 prisioneiros já foram executados desde janeiro de  2010 até a atualidade, enquanto mais 3.222 réus esperam a execução no  corredor da morte. &lt;b&gt;Seu governo, aliás, reprime assiduamente e com brutalidade aqueles que se atrevem a denunciar a injustiça do sistema.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Este  novo ataque contra nosso país tem uma franca intenção política, que  nada tem a ver com uma legítima preocupação pela vida das cubanas e  cubanos. Fustiga-se com a cumplicidade de empórios  financeiro-midiáticos, como o grupo Prisa e o que administra a CNN em  espanhol, com o melhor estilo da máfia de Miami. Acusa-se de maneira  irracional o governo de Cuba, que é culpado, sem sequer ter investigado,  de forma mínima, a realidade dos fatos. &lt;b&gt;Condena-se primeiro e julga-se, por acaso, depois.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Neste  caso, é evidente que nem as autoridades, que se referiram com imediatez  e torpeza a este fato, nem o aparelho a serviço da agressão midiática  contra Cuba, se deram ao trabalho de confirmarem a informação. Pouco  importa a verdade se o que se pretende é fabricar artificialmente e  vender uma imagem falsa de supostas violações flagrantes e sistemáticas  das liberdades em Cuba, &lt;b&gt;que um dia qualquer justifique uma intervenção, com o objetivo de &lt;i&gt;"proteger cubanos civis indefesos"&lt;/i&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Torna-se  evidente a intenção de impor uma matriz de opinião diabólica,  encaminhada a mostrar uma deterioração sensível da situação dos direitos  humanos em Cuba, construir uma suposta "oposição vitimizada que morre  nos cárceres" onde, inclusive, lhe é negado o direito aos serviços de  saúde.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O  mundo todo conhece a vocação humanista de nossos médicos e pessoal da  saúde, que no escatima esforços nem os escassos recursos com que conta o  país — em boa medida devido ao criminoso bloqueio que sofre nosso povo  há mais de 50 anos — &lt;b&gt;para salvar vidas e melhorar o estado de saúde de seu povo e de muitos outros, em todos os recantos da Terra.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Cuba conta com o respeito e a admiração dos povos e de muitos governos que reconhecem sua obra social na Ilha e no mundo.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Os fatos falam mais do que as palavras. As campanhas anticubanas não farão fraquejar a Revolução cubana e seu povo, &lt;b&gt;que continuará aperfeiçoando seu socialismo.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A  verdade de Cuba é a do país onde o ser humano é o mais valioso: uma  esperança de vida ao nascer de 77,9 anos, em média; uma cobertura de  saúde gratuita para todo seu povo; um índice de mortalidade infantil de  4,9 em cada mil nascidos vivos, &lt;b&gt;estatística que supera os padrões norte-americanos e é a mais baixa no continente,&lt;/b&gt;  levemente inferior à do Canadá; toda a população alfabetizada e com  pleno acesso a todos os níveis do ensino, de maneira gratuita; 96% de  participação nas eleições gerais de 2008, um processo democrático de  discussão das Diretrizes econômicas e sociais, prévio ao 6º Congresso do  Partido.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A  verdade de Cuba é a do país que levou suas universidades e escolas aos  centros penitenciários, nos quais os réus foram oportuna e  imparcialmente julgados, &lt;b&gt;recebem salário igual por seu trabalho e  dispõem de elevados níveis de atendimento médico, sem distinção de raça,  sexo, credo nem origem social.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;b&gt;Mais uma vez, ficará demonstrado que a mentira, apesar de ser muitas vezes repetida, não necessariamente se converte em verdade&lt;/b&gt;, porque "um princípio justo, do fundo de uma gruta, pode mais do que um exército". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;grifo meu (PK)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Fonte: &lt;a rel="nofollow" href="http://www.granma.cu/portugues/cuba-p/23ener-EDITORIAL.html" target="_blank"&gt;http://www.granma.cu/portugues/cuba-p/23ener-EDITORIAL.html&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-6905787818698004141?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/6905787818698004141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/as-verdades-de-cuba.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/6905787818698004141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/6905787818698004141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/as-verdades-de-cuba.html' title='As verdades de Cuba'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Eh8BaiMtkGo/Tx6hnfG2MQI/AAAAAAAABFs/EAtMWc830mw/s72-c/cartel-triunfo-revolucion.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-8421270437001404494</id><published>2012-01-26T20:46:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T20:47:13.755-02:00</updated><title type='text'>Emprego, Capitalismo e Luta necessária</title><content type='html'>&lt;div id="crosscol-wrapper" style="text-align:center"&gt; &lt;div class="crosscol section" id="crosscol"&gt;&lt;div class="widget Image" id="Image5"&gt; &lt;div class="widget-content"&gt; &lt;a href="http://csunidadeclassista.blogspot.com/"&gt; &lt;img style="visibility: visible;" alt="" id="Image5_img" src="http://4.bp.blogspot.com/_CTyVupy_6NQ/S74DANNTzFI/AAAAAAAABPo/dB_Tr4qFa_M/S742/LOGO_UCbitela.jpg" width="660" height="370" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="widget-item-control"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="5445824840785473411"&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;div class="post-header"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;table style="width: 200px;" align="left" border="0"&gt;&lt;tbody&gt; &lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://www.odiario.info/" target="_blank"&gt;ODiario.info&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FLahtERCsmI/TyHM35JmNTI/AAAAAAAAB5o/RmrDHB0Awh4/s1600/Fred_Goldstein_01.jpg" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-FLahtERCsmI/TyHM35JmNTI/AAAAAAAAB5o/RmrDHB0Awh4/s1600/Fred_Goldstein_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;Fred Goldstein&lt;/blockquote&gt;Nos  EUA, quatro anos depois do início oficial da actual crise em Dezembro  de 2007, os dados do desemprego são uma amarga recordação de que o  capitalismo se encontra num beco sem saída.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até agora tivemos quatro anos de  desemprego massivo; os despejos por execução hipotecária de milhões de  atingidos, a pobreza e a fome estão a aumentar para níveis até agora  desconhecidos. Para os que têm emprego os baixos salários propagam-se  como uma praga. É toda uma geração de jovens que está excluída do  mercado laboral ou obrigada a aceitar empregos de miséria. Estudos  recentes mostram que os EUA, em vez da «terra das oportunidades» são  para a maioria a terra da pobreza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É  por isso que causa tanta indignação que a mídia a serviço do grande  capital tenha convertido um grão de areia numa montanha, com o seu  entusiasmo, os dados do emprego de dezembro passado. Havendo de 25 a 30  milhões de trabalhadores desempregados ou subempregados, os 200.000  empregos que supostamente foram criados em dezembro e a queda da taxa  oficial de desemprego de 8,6% para 8,5%, equivale a um minúsculo grão de  areia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estes dados referem que,  segundo os próprios dados do governo, há 13,1 milhões de desempregados,  8,1 milhões com empregos a tempo parcial que precisavam de trabalhar a  tempo completo e outros 2,3 milhões que «perderam» já toda a esperança.  Este último número está dramaticamente subestimado no relatório, já que  exclui milhões de cidadãos que não procuraram emprego no último ano ou  que não fizeram parte da força laboral porque não há trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os  porta-vozes do capitalismo nos EUA estão atolados no exercício cínico  de «dizer bem da economia». No entanto, todos eles sabem que este  pequeno incremento dos números do emprego está inflacionado em pelo  menos 42.000, que corresponde aos efémeros postos de trabalho de  entregas durante as férias de Natal, o que deixa o número líquido de  postos de trabalho criados em 160.000.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se  se considerar que durante o mês de dezembro eram necessários entre  125.000 e 150.000 postos de trabalho adicionais, só para absorver os  jovens que chegaram ao mercado de trabalho, o resultado líquido dos  dados oficiais de emprego diminui entre 10.000 e 35.000 postos de  trabalho. Se a economia capitalista continuasse a criar empregos a este  ritmo seriam necessárias muitas décadas para dar trabalho a tempo  completo aos 25 a 30 milhões de desempregados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grão de areia, se existe, é ainda menor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ocupar Wall Street: «Já, basta!»&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mês  após mês, ano após ano, os trabalhadores esperaram uma retomada no  emprego que ponha de novo milhões a trabalhar com salários dignos,  lucros e segurança social. Mas isso não acontece. A verdade é que no  entretanto as coisas pioraram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O  mérito de se ter decidido não esperar mais deve-se ao movimento Ocupar  Wall Street que, desde 17 de Setembro, desmascarou os ricos e os  poderosos de todo o país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Face à  repressão policial, o movimento encontrou formas de continuar. A sua  mensagem de luta está a chegar a amplas camadas da população, incluindo o  movimento laboral, as comunidades, os estudantes e os trabalhadores em  geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os meios de comunicação  capitalistas, depois da cobertura inicial do movimento, trataram de  evitar que a mensagem de resistência se estendesse, exercendo uma  censura quase total sobre as centenas de atividades que se realizam por  todo o país. Ocupar Wall Street conta com o apoio passivo e a simpatia  de milhões de pessoas. A classe dominante quer reduzir esse apoio e  evitar e sua propagação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A classe dominante teme a propagação do marxismo revolucionário&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A classe dominante também teme que parte do movimento Ocupar Wall Street se encante pela ideologia marxista revolucionária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Actualmente,  Ocupar Wall Street dirige as suas acções contra as instituições  capitalistas mais poderosas: os bancos e os políticos que os resgatam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também  dirigiu as suas acções contra as companhias hipotecárias realojando  muitas pessoas nas suas casas, depois de terem sido desalojadas.  Manifestou-se contra as grandes corporações industriais, tratando-as  como exploradoras, contaminadoras e mercadoras da morte, já que fazem  parte do complexo militar-industrial. Acusou o complexo  prisional-industrial e a polícia de utilizarem políticas racistas.  Expressou a sua solidariedade com os trabalhadores imigrantes. Parte  deste movimento recusou os dois partidos capitalistas, o Democrata e o  Republicano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O marxismo tem uma  visão conjunta de todas as instituições e os males contra que luta  Ocupar Wall Street. O seu ponto de vista científico vincula todas estas  instituições ao sistema da propriedade privada. O marxismo demonstrou  que a classe capitalista criou um sistema global de produção e  distribuição baseado num complexo processo de trabalho socializado que  implica centenas de milhões de trabalhadores em cada continente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O  marxismo mostra como um pequeno grupo de multimilionários trata as  imensas forças produtivas globais como uma coisa privada. A obscena  desigualdade, a extraordinária riqueza desse 1% (note-se que «o 1%» é  uma outra forma de descrever a classe dominante) reproduz-se uma e outra  vez, através do processo de exploração capitalista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;* Membro do Secretariado do CC do Partido Worker’s World&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Este texto foi publicado no jornal norte-americano Workers World (&lt;a href="http://www.workers.org/" target="_blank"&gt;http://www.workers.org/&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Tradução de José Paulo Gascão&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.odiario.info/?p=2351" target="_blank"&gt;http://www.odiario.info/?p=2351&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-8421270437001404494?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/8421270437001404494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/emprego-capitalismo-e-luta-necessaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8421270437001404494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8421270437001404494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/emprego-capitalismo-e-luta-necessaria.html' title='Emprego, Capitalismo e Luta necessária'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CTyVupy_6NQ/S74DANNTzFI/AAAAAAAABPo/dB_Tr4qFa_M/s72-c/LOGO_UCbitela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-655562019729165239</id><published>2012-01-25T23:20:00.001-02:00</published><updated>2012-01-25T23:32:06.683-02:00</updated><title type='text'>VEJA O LOCAL DO DESABAMENTO DOS PRÉDIOS NO RIO</title><content type='html'>. &lt;div class="foto componente_materia midia-largura-300"&gt;  &lt;img alt="Mapa de área do desaabamento (Foto: Arte/G1)" src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/01/25/infodesabamento2.jpg" title="Mapa de área do desaabamento (Foto: Arte/G1)" width="300" height="468" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-655562019729165239?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/655562019729165239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/veja-o-local-do-desbamento-dos-predios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/655562019729165239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/655562019729165239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/veja-o-local-do-desbamento-dos-predios.html' title='VEJA O LOCAL DO DESABAMENTO DOS PRÉDIOS NO RIO'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-2658424455306772053</id><published>2012-01-25T22:57:00.001-02:00</published><updated>2012-01-25T23:11:58.017-02:00</updated><title type='text'>Dois prédios desabam no Centro do Rio</title><content type='html'>Atualizado em                   &lt;abbr class="updated"&gt;25/01/2012 22h52&lt;/abbr&gt;                                           &lt;div class="materia-titulo"&gt;                                 &lt;h2&gt;Segundo testemunhas, um terceiro prédio também pode ter desabado.&lt;br /&gt;Defesa Civil diz que desabamento deixou 11 vitimas, entre mortos e feridos.&lt;/h2&gt;              &lt;/div&gt;             &lt;div class="materia-assinatura-linha"&gt;             &lt;/div&gt;             &lt;div class="materia-assinatura-letra"&gt;                                                            &lt;div class="materia-assinatura"&gt;                         &lt;p class="vcard author"&gt;                                                                                            &lt;span class="adr"&gt;                                     &lt;span class="locality"&gt;Do G1 RJ, com informações da Globo News&lt;/span&gt;                                 &lt;/span&gt;                                                      &lt;/p&gt;                     &lt;/div&gt;                               &lt;/div&gt;                                 &lt;div class="compartilhamento-materia"&gt;           &lt;div class="fb-like fb_edge_widget_with_comment fb_iframe_widget" action="recommend" send="false" layout="button_count" faces="false"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;          &lt;div class="listar-comentarios-topo botao-listar-comentarios glbComentarios-botao-topo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;                                                     &lt;div class="video componente_materia on" id="1784209" style="width:320px;height:220px;"&gt;   &lt;div id="gmcembed_wrapper_0" style="margin: 0pt auto; clear: both; background: none repeat scroll 0% 0% black; width: 320px; height: 240px;"&gt;&lt;div style="width: 320px; height: 240px;" class="wm-poster-wrapper"&gt;&lt;div style="cursor: pointer;" class="wm-poster-inner-wrapper"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O desabamento total de pelo menos um prédio provocou destruição na  região da Rua Treze de Maio, no Centro do Rio de Janeiro, na noite desta  quarta-feira (25). De acordo com a empresária Zilene Bernardino, que  trabalha no local, caíram um prédio de dez andares na Rua Manuel de  Carvalho, esquina com Treze de Maio, e outro de 21 andares na própria  Treze de Maio. Um terceiro prédio, de menores proporções, também pode  ter desabado, segundo testemunhas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;  A Defesa Civil Estadual informou que o desabamento deixou 11 vítimas,  entre mortos e feridos, um deles retirado do meio dos escombros.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;  Segundo a Secretária Municipal de Saúde duas pessoas deram entrada no  Hospital Souza Aguiar: uma mulher de 30 anos, com ferimento na cabeça, e  um homem de 37 anos, com trauma abdominal.&lt;/p&gt; &lt;div class="foto componente_materia midia-largura-300"&gt;  &lt;img alt="Queda de prédio na Cinelândia (Foto: Rafael Andrade/VC no G1)" src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/01/25/quedacinelandia2.jpg" title="Queda de prédio na Cinelândia (Foto: Rafael Andrade/VC no G1)" width="300" height="400" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Multidão se aglomera diante do escombros&lt;br /&gt;(Foto: Rafael Andrade/VC no G1)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;  Uma moradora de um prédio vizinho relatou que três andares de um dos  prédios passavam por reforma. "De repente, ouvimos um grande barulho e  começou a voar tudo", contou a argentina Devora Galavardo, que mora há  seis meses em frente ao prédio que desabou.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;  Amigos e parentes cercam o local em busca de informações sobre pessoas  que trabalham na região, enquanto a Guarda Municipal impede a  aproximação, pelo temor de dano estrutural às construções vizinhas.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;  De acordo com a assessoria do Corpo de Bombeiros, há 60 homens da  corporação no local do desabamento atuando no trabalho de socorro. Há  bombeiros dos quartéis da Barra da Tijuca, de São Cristóvão e do Centro.  Há 14 viaturas entre ambulâncias, caminhões de água e de escada  magirus. O prefeito Eduardo Paes está no local.&lt;/p&gt; &lt;div class="foto componente_materia midia-largura-620"&gt;  &lt;img alt="Prédio desaba no Centro do Rio (Foto: Marcelo Piu/Agência O Globo)" src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/01/25/rio97517vale.jpg" title="Prédio desaba no Centro do Rio (Foto: Marcelo Piu/Agência O Globo)" width="620" height="465" /&gt;&lt;strong&gt;Prédio desaba no Centro do Rio (Foto: Marcelo Piu/Agência O Globo)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;   &lt;/p&gt; &lt;div class="video componente_materia" id="1783993" style="width:320px;height:220px;"&gt;   &lt;div id="gmcembed_wrapper_1" style="margin: 0pt auto; clear: both; background: none repeat scroll 0% 0% black; width: 320px; height: 240px;"&gt;&lt;div style="width: 320px; height: 240px;" class="wm-poster-wrapper"&gt;&lt;div style="cursor: pointer;" class="wm-poster-inner-wrapper"&gt;&lt;img style="width: 320px; height: 240px; margin-left: 0px; margin-top: 0px; visibility: visible;" src="http://s02.video.glbimg.com/x240/1783993.jpg" class="wm-poster-image" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;De acordo com informações do Centro de Operações da prefeitura, a  Avenida Almirante Barroso, entre a Rua Senador Dantas e Avenida Rio  Branco, está interditada em ambos os sentidos. No twitter do Centro de  Operações, a prefeitura faz um alerta: "Atenção motoristas! Evite a  região da Cinelândia, Carioca e Rio Branco para não atrapalhar os  trabalhos dos Bombeiros e Defesa Civil".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;  Segundo o Metrô Rio, as estações da Presidente Vargas, Uruguaiana,  Carioca e Cinelândia foram fechadas. Com isso, a Linha 1 vai de Ipanema  até a Glória e Linha 2, até Central. O Centro de Operações Rio informou  ainda que as linhas de ônibus 180 e 184, que passam pelo metrô do Largo  do Machado até a Central, estão sendo reforçadas por conta do fechamento  de quatro estações do metrô.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;  A Light desligou a luz nos arredores para evitar incêndios. Vinte viaturas da polícia foram acionadas para isolar a área.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-2658424455306772053?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/2658424455306772053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/dois-predios-desabam-no-centro-do-rio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/2658424455306772053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/2658424455306772053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/dois-predios-desabam-no-centro-do-rio.html' title='Dois prédios desabam no Centro do Rio'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-332651542214482985</id><published>2012-01-25T22:15:00.002-02:00</published><updated>2012-01-25T22:19:31.540-02:00</updated><title type='text'>LAMENTÁVEL!!!</title><content type='html'>O desabamento do prédio de 19 andares no centro do Rio de Janeiro deixa 11 vítimas até o momento.  Bombeiros continuam as buscas por mais vítimas entre os escombros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-332651542214482985?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/332651542214482985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/lamentavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/332651542214482985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/332651542214482985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/lamentavel.html' title='LAMENTÁVEL!!!'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-4021306862685838904</id><published>2012-01-25T21:35:00.003-02:00</published><updated>2012-01-25T22:22:36.847-02:00</updated><title type='text'>Prédio desaba e causa destruição no Centro do Rio</title><content type='html'>&lt;div class="materia-cabecalho"&gt;                                                 &lt;p&gt;                   &lt;abbr class="published"&gt;Portal do G1&lt;br /&gt;&lt;/abbr&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;abbr class="published"&gt;25/01/2012 20h54&lt;/abbr&gt;                   - Atualizado em                   &lt;abbr class="updated"&gt;25/01/2012 21h30&lt;/abbr&gt;                &lt;/p&gt;             &lt;/div&gt;              &lt;div class="materia-titulo"&gt;                 &lt;h1 class="entry-title"&gt;Prédio desaba parcialmente no Centro do Rio, diz prefeitura&lt;/h1&gt;                &lt;h2&gt;Segundo Defesa Civil, há informações de vítimas.&lt;br /&gt;Prédio fica na Rua Treze de Maio.&lt;/h2&gt;              &lt;/div&gt;             &lt;div class="materia-assinatura-linha"&gt;             &lt;/div&gt;             &lt;div class="materia-conteudo entry-content" id="materia-letra"&gt;                 &lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="video componente_materia" id="1784209" style="width:320px;height:220px;"&gt;   &lt;div id="gmcembed_wrapper_0" style="margin: 0pt auto; clear: both; background: none repeat scroll 0% 0% black; width: 320px; height: 240px;"&gt;&lt;div style="width: 320px; height: 240px;" class="wm-poster-wrapper"&gt;&lt;div style="cursor: pointer;" class="wm-poster-inner-wrapper"&gt;&lt;img style="width: 320px; height: 240px; margin-left: 0px; margin-top: 0px; visibility: visible;" src="http://s02.video.glbimg.com/x240/1784209.jpg" class="wm-poster-image" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um prédio desabou parcialmente na noite desta quarta-feira (25), na Rua Treze de Maio, no Centro do &lt;a class="premium-tip" href="http://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/cidade/rio-de-janeiro.html"&gt;Rio de Janeiro&lt;/a&gt;  . De acordo com informações do Centro de Operações da prefeitura, a  Avenida Almirante Barroso, entre a Rua Senador Dantas e Avenida Rio  Branco, está interditada em ambos os sentidos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;  Segundo a Defesa Civil, há informações sobre vítimas, mas ainda não há  confirmação do número de pessoas atingidas. O prédio ao lado foi  atingido pelos escombros. A Light desligou a luz nos arredores para  evitar incêndios. Vinte viaturas da polícia foram acionadas para isolar a  área.&lt;/p&gt; &lt;div class="video componente_materia" id="1783993" style="width:320px;height:220px;"&gt;   &lt;div id="gmcembed_wrapper_1" style="margin: 0pt auto; clear: both; background: none repeat scroll 0% 0% black; width: 320px; height: 240px;"&gt;&lt;div style="width: 320px; height: 240px;" class="wm-poster-wrapper"&gt;&lt;div style="cursor: pointer;" class="wm-poster-inner-wrapper"&gt;&lt;img style="width: 320px; height: 240px; margin-left: 0px; margin-top: 0px; visibility: visible;" src="http://s02.video.glbimg.com/x240/1783993.jpg" class="wm-poster-image" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Equipes da prefeitura, do Quartel Central do Corpo de Bombeiros, da  Guarda Municipal e da Polícia Militar estão no local, que está isolado.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;  Muitos carros estacionados próximos ao prédio ficaram cobertos de escombros. Imagens mostram muita poeira no local.&lt;/p&gt; &lt;div class="foto componente_materia midia-largura-620"&gt;  &lt;img alt="Prédio desaba e causa destruição no Centro do Rio (Foto: Reprodução TV Globo)" src="http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/01/25/frame2_620x465.jpg" title="Prédio desaba e causa destruição no Centro do Rio (Foto: Reprodução TV Globo)" width="620" height="465" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prédio desaba e causa destruição no Centro do Rio (Foto: Reprodução TV Globo)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;             &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-4021306862685838904?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/4021306862685838904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/portal-do-g1-25012012-20h54-atualizado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/4021306862685838904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/4021306862685838904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/portal-do-g1-25012012-20h54-atualizado.html' title='Prédio desaba e causa destruição no Centro do Rio'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-7398001738591095036</id><published>2012-01-24T18:34:00.001-02:00</published><updated>2012-01-24T18:36:08.901-02:00</updated><title type='text'>A esquerda mundial após 2011</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr"&gt; &lt;h1 class="yiv1579959856entry-title" style="border-top-width:0px;border-right-width:0px;border-bottom-width:0px;border-left-width:0px;border-color:initial;font-size:24px;font-family:Georgia, Times, serif;vertical-align:baseline;color:rgb(30, 27, 26);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div class="yiv1579959856entry-info"   style="border-width: 0px 0px 1px; vertical-align: baseline; color: rgb(255, 255, 255);font-family:Georgia, Times, serif;font-size:11px;"&gt;&lt;span class="yiv1579959856entry-author" style="border-top-width:0px;border-right-width:0px;border-bottom-width:0px;border-left-width:0px;border-font-weight:700;font-style:inherit;vertical-align:baseline;font-family:inherit;font-size:130%;"  &gt;BY &lt;address class="yiv1579959856author yiv1579959856vcard" style="border-top-width:0px;border-right-width:0px;border-bottom-width:0px;border-left-width:0px;border-color:initial;font-weight:inherit;font-style:normal;font-family:inherit;vertical-align:baseline;"&gt;ADMIN&lt;/address&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; –  03/01/2012 OUTRAS PALAVRAS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1579959856entry-info" style="border-width: 0px 0px 1px; font-size: 11px; font-family: Georgia,Times,serif; vertical-align: baseline; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.outraspalavras.net/files/2012/01/120103-EsquerdaB.jpg" style="border-width: 0px; font-style: inherit; font-family: inherit; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;img class="yiv1579959856aligncenter yiv1579959856size-full yiv1579959856wp-image-9103" title="120103-EsquerdaB" src="http://www.outraspalavras.net/files/2012/01/120103-EsquerdaB.jpg" alt="" style="border-color:initial;font-style:inherit;font-family:inherit;vertical-align:baseline;border-top-style:solid;border-right-style:solid;border-bottom-style:solid;border-left-style:solid;" width="381" height="191" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em style="border-top-width:0px;border-right-width:0px;border-bottom-width:0px;border-left-width:0px;border-color:initial;font-family:inherit;vertical-align:baseline;"&gt;Wallerstein  propõe: as múltiplas correntes que desejam superar capitalismo precisam  construir certos acordos, para não desperdiçar enormes esperanças  surgidas no ano&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por &lt;strong style="font-weight:bold;"&gt;Immanuel Wallerstein&lt;/strong&gt; | Tradução: &lt;strong style="font-weight:bold;"&gt;Daniela Frabasile&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por  qualquer ângulo, 2011 foi um bom ano para a esquerda mundial – seja  qual for a abrangência da definição de cada um sobre a esquerda mundial.  A razão fundamental foi a condição econômica negativa, que atinge a  maior parte do mundo. O desemprego, que era alto, cresceu ainda mais. A  maioria dos governos enfrentou grandes dívidas e receita reduzida. A  resposta deles foi tentar impor medidas de austeridade contra suas  populações, ao mesmo tempo em que tentavam proteger os bancos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O  resultado disso foi uma revolta global daquilo que o movimento Occuppy  Wall Street chama de “os 99%”. Os alvos eram a excessiva polarização da  riqueza, os governos corruptos, e a natureza essencialmente  antidemocrática desses governos — tenham eles sistemas multipartidários  ou não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O  Occuppy Wall Street, a Primavera Árabe e os Indignados não alcançaram  tudo o que esperavam. Mas sim conseguiram alterar o discurso mundial,  levando-o para longe dos mantras ideológicos do neoliberalismo — para  temas como desigualdade, injustiça e descolonização. Pela primeira vez  em muito tempo, pessoas comuns passaram a discutir a natureza do sistema  no qual vivem. Já não o vêem como natural ou inevitável…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A  questão para a esquerda mundial, agora, é como avançar e converter o  sucesso do discurso inicial em transformação política. O problema pode  ser exposto de maneira muito simples. Ainda que exista, em termos  econômicos, um abismo claro e crescente entre um grupo muito pequeno (o  1%) e outro muito grande (os 99%), a divisão política não segue o mesmo  padrão. Em todo o mundo, as forças do centro-direita ainda comandam  aproximadamente metade da população mundial, ou pelo menos daqueles que  são politicamente ativos de alguma forma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Portanto,  para transformar o mundo, a esquerda mundial precisará de um grau de  unidade política que ainda não tem. Há profundos desacordos tanto sobre a  objetivos de longo prazo quanto sobre táticas a curto prazo. Não é que  esses problemas não estejam sendo debatidos. Ao contrário, são  discutidos acaloradamente, e pouco progresso tem sido feito para superar  essas divisões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essas  discordâncias são antigas. Isso não as torna fáceis de resolver.  Existem duas grandes divisões. A primeira é em relação a eleições. Não  existem duas, mas três posições a respeito. Existe um grupo que suspeita  profundamente de eleições, argumentando que participar delas não é  apenas politicamente ineficaz, mas reforça a legitimidade do sistema  mundial existente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os  outros acham que é crucial participar de processos eleitorais. Mas esse  grupo está dividido em dois. Por um lado, existem aqueles que afirmam  ser pragmáticos. Eles querem trabalhar de dentro – dentro dos maiores  partidos de centro-esquerda quando existe um sistema multipartidário  funcional, ou dentro do partido único quando a alternância parlamentar  não é permitida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E  existem, é claro, os que condenam essa política de escolher o mal  menor. Eles insistem que não existe diferença significativa entre os  principais partidos e são a favor de votar em algum que esteja  “genuinamente” na esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todos  estamos familiarizados com esse debate e já ouvimos os argumentos  várias vezes. No entanto, está claro, pelo menos para mim, que se não  houver algum acordo entre esses três grupos em relação às táticas  eleitorais, a esquerda mundial não tem muita chance de prevalecer a  curto ou a longo prazo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acredito  que exista uma forma de reconciliação. Ela consiste em fazer uma  distinção entre as táticas de curto prazo e as estratégias a longo  prazo. Concordo totalmente com aqueles que argumentam que obter poder  estatal é irrelevante para as transformações de longo prazo do sistema  mundial – e possivelmente as prejudica. Como uma estratégia de  transformação, foi tentada diversas vezes e falhou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Isso  não significa que participar nas eleições seja uma perda de tempo. É  preciso considerar que uma grande parte dos 99% está sofrendo no curto  prazo. Esse sofrimento é sua preocupação principal. Tentam sobreviver, e  ajudar suas famílias e amigos a sobreviver. Se pensarmos nos governos  não como agente potencial de transformação social, mas como estruturas  que podem afetar o sofrimento a curto prazo, por meio de decisões  políticas imediatas, então a esquerda mundial se verá obrigada a fazer o  que puder para conquistar medidas capazes de minimizar a dor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agir  para minimizar a dor exige participação eleitoral. E o debate entre os  que propõem o menor mal e os que propõem apoiar partidos genuinamente de  esquerda? Isso torna-se uma decisão de tática local, que varia  enormemente de acordo com vários fatores: o tamanho do país, estrutura  política formal, demografia, posição geopolítica, história política. Não  há uma resposta padrão. E a resposta para 2012 também não irá  necessariamente servir para 2014 ou 2016. Não é, pelo menos para mim, um  debate de princípios. Diz respeito, muito mais, à situação tática de  cada país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O  segundo debate fundamental presente na esquerda é entre o  desenvolvimentismo e o que pode ser chamado de prioridade na mudança da  civilização. Podemos observar esse debate em muitas partes do mundo. Ele  está presente na América Latina, nos debates fervorosos entre os  governos de esquerda e os movimentos indígenas – por exemplo na Bolívia,  no Equador, na Venezuela. Também pode ser acompanhado na América do  Norte e na Europa, nos debates entre ambientalistas/verdes e os  sindicatos, que priorizam manutenção dos empregos já existentes e a  expansão da oferta de emprego.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por  um lado, a opção desenvolvimentista, apoiada por governos de esquerda  ou por sindicatos, sustenta que sem crescimento econômico, não é  possível enfrentar as desigualdades econômicos do mundo de hoje – tanto  as que existem dentro de cada país quanto as internacionais. Esse grupo  acusa o oponente de apoiar, pelo menos objetivamente e talvez  subjetivamente, os interesses das forças de direita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os  que apoiam a opção anti-desenvolvimentista dizem que o foco em  crescimento econômico está errado em dois aspectos. É uma política que  leva adiante as piores características do sistema capitalista. E é uma  política que causa danos irreparáveis – sociais e ambientais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essa  divisão parece ainda mais apaixonada, se é que é possível, que a  divergência sobre a participação eleitoral. A única forma de resolver  isso é com compromissos, diferentes em cada caso. Para fazer com que  isso seja possível, cada grupo precisam acreditar na boa fé e nas  credenciais de esquerda do outro. Isso não será fácil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essas  diferenças poderão ser superadas nos próximos cinco ou dez anos? Não  tenho certeza. Mas se não forem, não acredito que a esquerda mundial  possa ganhar, nos próximos vinte ou quarenta anos, a batalha  fundamental. Nela se definirá que tipo de sistema sucederá o  capitalismo, quando este sistema entrar definitivamente em colapso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong style="font-weight:bold;"&gt;Leia também:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&amp;gt; &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.outraspalavras.net/2011/10/14/o-tempo-em-que-podemos-mudar-o-mundo/" style="border-width: 0px; font-style: inherit; font-family: inherit; vertical-align: baseline;"&gt;O tempo em que podemos mudar o mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Immanuel  Wallerstein, provocador: capitalismo está condenado: resta saber quê  irá substituí-lo. Transição não será apocalíptica: dependerá das  escolhas que fizermos agora&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="border-width: 0px; font-size: 12px; vertical-align: baseline; text-transform: none;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&amp;gt; &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.outraspalavras.net/?s=%22immanuel+wallerstein%22" style="border-width: 0px; font-style: inherit; font-family: inherit; vertical-align: baseline;"&gt;Mais textos&lt;/a&gt; de &lt;strong style="font-weight:bold;"&gt;Wallerstein&lt;/strong&gt; em &lt;em style="border-top-width:0px;border-right-width:0px;border-bottom-width:0px;border-left-width:0px;border-color:initial;font-family:inherit;vertical-align:baseline;"&gt;Outras Palavras&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-7398001738591095036?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/7398001738591095036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/esquerda-mundial-apos-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/7398001738591095036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/7398001738591095036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/esquerda-mundial-apos-2011.html' title='A esquerda mundial após 2011'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-3206132730318018272</id><published>2012-01-24T18:18:00.001-02:00</published><updated>2012-01-24T18:20:59.923-02:00</updated><title type='text'>CIRCULAR A TODOS OS MILITANTES, SIMPATIZANTES E AMIGOS DO PCB</title><content type='html'>&lt;!--[if !mso]&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-bidi-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;div align="center"&gt;  &lt;table class="MsoNormalTable" style="border-collapse:collapse;mso-table-layout-alt:fixed;mso-padding-alt:  0cm 0cm 0cm 0cm" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="728"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style="mso-yfti-irow:0;mso-yfti-firstrow:yes;page-break-inside:avoid"&gt;   &lt;td style="width:51.5pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm" valign="top" width="69"&gt;   &lt;p class="MsoHeader"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-no-proof:yes"&gt;&lt;img src="file:///C:/Users/graciete/AppData/Local/Temp/msohtmlclip1/01/clip_image002.jpg" alt="imagemgrande" width="65" height="65" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="width:494.85pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm" valign="bottom" width="660"&gt;   &lt;p class="MsoHeader"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:21.5pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Partido   Comunista Brasileiro – PCB&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:1;page-break-inside:avoid"&gt;   &lt;td colspan="2" style="width:546.35pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm" valign="top" width="728"&gt;   &lt;p class="MsoHeader" style="text-align:center;tab-stops:center 282.3pt right 550.35pt" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;Comitê Central: Rua da Lapa, 180 – Grupo 801 – Centro -.   Rio de Janeiro. RJ - CEP: 20.021-180&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoHeader" style="text-align:center;tab-stops:center 282.3pt right 550.35pt" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;Tel/Fax.:   (21) 2262-0855 / 2509-3843&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style="mso-yfti-irow:2;mso-yfti-lastrow:yes;page-break-inside:avoid"&gt;   &lt;td colspan="2" style="width:546.35pt;padding:0cm 0cm 0cm 0cm" valign="top" width="728"&gt;   &lt;p class="MsoHeader" style="tab-stops:right 550.35pt"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;Home Page: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;&lt;a href="http://www.pcb.org.br/"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;www.pcb.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="MsoHyperlinkFollowed"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;   font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-fareast-font-family:Calibri;mso-bidi-font-family:   &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                      &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;                                                                     &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;   mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;e-mail:pcb@pcb.org.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoHeader" style="margin-top:12.0pt;margin-right:0cm; margin-bottom:12.0pt;margin-left:0cm;text-align:center;tab-stops:139.0pt center 220.95pt 240.95pt right 441.9pt" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;COMITÊ CENTRAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;CIRCULAR A TODOS OS MILITANTES, SIMPATIZANTES E AMIGOS DO PCB&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:center" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:11.5pt;line-height:115%"&gt;90 ANOS DO PCB!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;Em 25 de março de 2012, o PCB estará comemorando 90 anos de uma extraordinária história, de alegrias e tristezas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;Em função de vários períodos de clandestinidade, da repressão de ditaduras e da ação de oportunistas, dispomos em nossos arquivos de poucos documentos (livros, fotografias, áudios, vídeos, objetos e outros registros políticos, históricos e literários) que retratem a intensa vida do PCB nestes 90 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;Carecemos também de depoimentos escritos ou gravados, com narrativas sobre aspectos diversos da vida partidária, curiosidades, histórias inéditas, alegres ou tristes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;O Secretariado Nacional do PCB está encarregado de centralizar a recepção de todo este material espalhado pelo país. O material pode ser enviado ao PCB pessoalmente, por via postal ou eletrônica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;Com a tecnologia hoje disponível, você não precisa se desfazer do seu acervo pessoal, que certamente tanto lhe orgulha. Fotos e documentos podem ser escaneados e enviados por via eletrônica. Se o doador não tiver conhecimentos tecnológicos ou recursos materiais para a reprodução e remessa de sua contribuição, providenciaremos formas de ajudá-lo, inclusive com a interação de camaradas do PCB em sua região.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;Todo este material será divulgado nos sítios eletrônicos do PCB e da Fundação Dinarco Reis, ligada ao Partido. Muitas das doações serão aproveitadas para publicações e outras iniciativas comemorativas dos 90 anos. Os doadores só serão identificados, se desejarem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;REPRODUZA POR TODOS OS MEIOS POSSÍVEIS ESTA CIRCULAR.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;POR TODOS OS RINCÕES DO BRASIL HÁ MILHARES DE COMUNISTAS, AMIGOS E FAMILIARES DE MILITANTES DO PCB QUE PODEM NOS AJUDAR.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt;VEJAM AS FORMAS DE ENTREGA DO MATERIAL:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt"&gt;Por via postal:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt"&gt;- PCB – Partido Comunista Brasileiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt"&gt;Rua da Lapa, 180 – grupo 801 – Lapa (Rio de Janeiro) – CEP 20.021-180.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt"&gt;Por telefone:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt"&gt;- PCB: 021-2262-0855 (secretária eletrônica)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt"&gt;Por via eletrônica:&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:normal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt"&gt;&lt;a href="mailto:pcb@pcb.org.br"&gt;pcb@pcb.org.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="font-size:13.5pt;line-height:115%"&gt;(Secretariado Nacional do PCB), janeiro de 2012&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;line-height:115%"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-3206132730318018272?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/3206132730318018272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/circular-todos-os-militantes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3206132730318018272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3206132730318018272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/circular-todos-os-militantes.html' title='CIRCULAR A TODOS OS MILITANTES, SIMPATIZANTES E AMIGOS DO PCB'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-2453532930143649719</id><published>2012-01-24T16:29:00.000-02:00</published><updated>2012-01-24T16:30:25.074-02:00</updated><title type='text'>Estados Unidos começam a ocupação da Líbia, com o envio de 12 mil mariners</title><content type='html'>&lt;div class="headline"&gt;          &lt;h1 class="title"&gt;site do PCB&lt;br /&gt;                &lt;/h1&gt;                               &lt;span class="icon email"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://www.aporrea.org/imagenes/2012/01/marines_ndice_p.jpg" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://www.aporrea.org/imagenes/2012/01/marines_ndice_p.jpg" target="_blank"&gt;Aporrea&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p&gt;&lt;em&gt;Autor: Aporrea.org / Agencia Venezolana de Noticias (AVN) &lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os Estados Unidos enviaram 12 mil  soldados para a Líbia na primeira fase de mobilizações para ocupação da  nação norte - africana. De acordo com o diário árabe Asharq Alawsat, as  tropas chegarão a Brega, sob a suposta premissa de gerar "estabilidade" e  "segurança".&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sem embargo, se espera que as tropas  tomem o controle dos principais poços de petróleo e demais portos  estratégicos, como resenhou a agência PressTV.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Brega, cidade portuária, está localizada  no oriente da Líbia, e conta com um dos cinco terminais de petróleo da  região, além de ser uma importante refinaria.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A chegada da marinha estadunidense  coincide com a explosão de uma bomba de "fabricação caseira" na sede do  auto-proclamado Conselho Nacional de Transição (CNT), localizado na  cidade de Benghazi, ao noroeste, depois que pelo menos 200 pessoas  protestaram diante de seus escritórios denunciando a falta de  transparência.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Responsáveis do CNT asseguraram que  "reforçaram as medidas de segurança" e que investigam quem foram os  responsáveis pelo ataque.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Posicionamento estadunidense&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No dia 20 de outubro, o então presidente  líbio, Muammar Gaddafi, foi capturado pelas forças da Organização do  Atlântico Norte (OTAN) e entregue a mercenários rebeldes que o  executaram. Dois dias antes, a Secretária de Estado dos EUA havia feito  uma visita a Trípoli para reunir-se com o CNT.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A OTAN vinha realizando um forte  bombardeio ao país norte - africano, logo após a aprovação da Resolução  1973 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que só se  referiam a criar uma zona de segurança aérea, o que ocasionou uma forte  crítica ao redor do mundo, incluídas as potências Rússia e China,  porque os mísseis ocasionaram a morte de mais de 50 mil pessoas, na  maior parte deles, civis.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Além disso, organizações de direitos  humanos denunciaram os crimes de guerra e violações contra civis líbios  por parte das tropas da OTAN e seus mercenários.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dez dias depois da morte de Gaddafi, o  CNT designou Abdel-Rahim al-Kib como primeiro-ministro líbio. Al-Kib  lecionou em universidades estadunidenses e dirigiu o Instituto do  Petróleo dos Emirados Árabes Unidos antes de unir-se ao CNT, em meados  de 2011.&lt;/p&gt; Algumas de suas pesquisas em engenharia elétrica foram financiadas pelo Departamento de Energia dos EUA&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-2453532930143649719?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/2453532930143649719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/estados-unidos-comecam-ocupacao-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/2453532930143649719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/2453532930143649719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/estados-unidos-comecam-ocupacao-da.html' title='Estados Unidos começam a ocupação da Líbia, com o envio de 12 mil mariners'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-69196949790002033</id><published>2012-01-24T13:29:00.006-02:00</published><updated>2012-01-24T16:25:36.708-02:00</updated><title type='text'>PINHEIRINHO E 5% DISTRITO DE SÃO JOÃO DA BARRA! VÍTIMAS DE ALKIMIN E CABRAL</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;span&gt;Enquanto os moradores de Pinheirinho, em São José dos Campos(SP) sofrem com a truculência da PM de Alkimin na invasão do local, que defende os interesses do empresário Nahas, no quinto distrito de São João da Barra, no norte fluminense, a situação é bem parecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que - até o momento - em São João da Barra não houve mortes na expulsão dos moradores de suas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A PM de Cabral tem atuado na reintegração em "área" de Eike Batista tanto quanto a de Alkimin em "área" de Nahas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A desapropriação no 5% distrito e São João da Barra foi feita a revelia dos moradores e cerca de 50 PMs e seguranças particulares agiram para retirar 08 moradores da área desapropriada por órgão do Governo do Estado do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div id="yiv1945777394"&gt;&lt;div   style="font-family:verdana, helvetica, sans-serif;font-size:14px;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os  imóveis na região foram desapropriados pela Codin para a construção de  um distrito industrial e do porto do Açu, do grupo EBX, do "riquinho"   Eike Batista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A LLX conseguiu uma  liminar para reintegração de posse que começou a ser cumprida às 5h e  terminou às 11h30. Diante do protesto dos moradores, estes sofreram ameaças de  prisão caso não saíssem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div   style="font-family:verdana, helvetica, sans-serif;font-size:14px;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Das oito  pessoas  que foram retiradas da casa, uma afirmou que a polícia usou violência:"Bateram o pé na porta e  tiraram todo mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É facil observar que estes fatos tem se tornado recorrentes. O uso da força policial como repressão em vários contextos de luta popular. Temos casos recentes ocorridos na USP com a repressão e criminalização de estudantes universitários, o caso de Pinheirinho e em São João da Barra, no norte fluminense, neste e em outros episódios de resistência dos moradores do quinto distrito, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo visto o alvo comum para Alkimin e Cabral é a classe trabalhadora e seus filhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-69196949790002033?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/69196949790002033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/pinheirinho-e-5-distrito-de-sao-joao-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/69196949790002033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/69196949790002033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/pinheirinho-e-5-distrito-de-sao-joao-da.html' title='PINHEIRINHO E 5% DISTRITO DE SÃO JOÃO DA BARRA! VÍTIMAS DE ALKIMIN E CABRAL'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-344531173559035858</id><published>2012-01-24T10:33:00.003-02:00</published><updated>2012-01-24T12:19:14.674-02:00</updated><title type='text'>TRANSPORTE PÚBLICO NÃO É MERCADORIA!</title><content type='html'>TRANSPORTE PÚBLICO NÃO É MERCADORIA!&lt;br /&gt;                                             NOTA POLÍTICA DO PCB/CAMPOS&lt;br /&gt;&lt;div class="conteudoGeral"&gt;&lt;h3 style="text-align: justify;"&gt;Hoje, terça -feira - a população campista amanheceu sem  transporte coletivo devido a paralisação do serviço desde a zero hora, após assembleia da categoria realizada ontem, segunda -feira.&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;/div&gt;A categoria decidiu pela paralisação em razão do atraso no  salário dos trabalhadores, que deveria ser feito no dia 5. Não há   definição de quanto tempo  durará  a paralisação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paralisação é legítima devido a mais um ataque aos direitos dos trabalhadores do transporte público . Os  trabalhadores do setor  -motoristas e cobradores- são  explorados à  exaustão, sem condições  dignas de trabalho, em um regime  de  semiescravidão imposto pelas  empresas do ramo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Campos as empresas de ônibus são subsidiadas pela governo municipal que repassam valores vultuosos a cada empresa inserida no projeto populista do cartão cidadão. Esse engodo beneficia os empresáros do setor sem trazer benefício efetivo para a população já que a situação do transporte urbano na cidade é  precária: são veículos de   péssimas condições que trafegam pela cidade, péssimo atendimento nos  distritos, impondo isolamento a população local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda a imposição do  “motorista júnior”, que   desempenha ao mesmo  tempo a função de motorista  e trocador, sobrecarregando  o empregado e  trazendo risco para o  trânsito. Isso é uma mostra  da  exploração ao  qual são submetidos os  trabalhadores do  setor.  Os empresários do  setor, ao mesmo tempo  em que oferecem serviços de péssima qualidade á  população  exploram ao  máximo a saúde física e mental de seus   empregados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegação  dos empresários para o atraso dos salários dos trabalhadores do transporte público em Campos é justamente a falta do repasse do subsidio pela prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos trabalhadores do setor, isso prejudica setores da classe trabalhadora que  diariamente fazem uso desse  meio de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "As empresas de ônibus prestam o serviço  de  transporte coletivo sob a forma de concessão, pois é público e,   inclusive, a Constituição brasileira caracteriza tal serviço como de   caráter essencial (art. 30, V). Contudo, o que se observa é o   enriquecimento abusivo dos magnatas do setor, às custas da classe   trabalhadora, que é a usuária tradicional de um transporte que, como se   vê, de  público tem muito pouco. " PCB/RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O transporte público, justamente por ser público,  não pode ser  gerenciado sob a ótica da economia de mercado. O valor repassado pela prefeitura de Campos a iniciativa privada que, por sua  natureza  busca apenas maximizar seus lucros em detrimento do usuário, deveria ser investido em transporte público de qualidade.  Defendemos a ESTATIZAÇÃO dos meios de transporte, sob o  controle dos  trabalhadores, como única forma corrigir as mazelas do  setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;b&gt;Transporte Público não é mercadoria&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;- &lt;b&gt;Pela Estatização dos meios de transportes públicos, sob controle dos trabalhadores&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Campos dos Goytacazes, janeiro de 2012&lt;br /&gt;Partido Comunista Brasileiro&lt;br /&gt;Comitê Municipal de Campos dos Goytacazes – PCB/Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-344531173559035858?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/344531173559035858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/transporte-publico-nao-e-mercadoria_24.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/344531173559035858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/344531173559035858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/transporte-publico-nao-e-mercadoria_24.html' title='TRANSPORTE PÚBLICO NÃO É MERCADORIA!'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-6941286091403329054</id><published>2012-01-23T19:33:00.002-02:00</published><updated>2012-01-23T20:38:18.311-02:00</updated><title type='text'>CAMPOS DOS GOYTACAZES E SUAS CONTRADIÇÕES</title><content type='html'>&lt;h1 class="post-title entry-title"&gt;                   &lt;br /&gt;                                &lt;/h1&gt;                                                                 &lt;div class="post-meta clearfix"&gt;                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             &lt;/div&gt; Dados oficiais dão conta de que Campos dos Goytacazes é uma das cidades que mais contribuem com o crescimento do PIB  industrial do Brasil. A pesquisa que foi divulgada pelo IBGE mostra que por conta da crise financeira mundial, em 2009, o PIB de  Campos representou 0,6% do PIB nacional, contra 1% do PIB do país, em  2008. &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apesar do volume de  dinheiro que Campos recebe com os royalties do petróleo, não apareceu sequer, entre as 100 no ranking de cidades citadas por um levantamento de dados feito  pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que comparou  informações sobre educação, saúde, renda e emprego (geração e salários  médios de empregos formais) de todos os municípios do país.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A população campista conhece a realidade local e o resultado da pesquisa serve mais para comprovar o descaso da gestão municipal com setores prioritários, a despeito dos milhões gastos com propaganda do governo Rosinha. Educação, Saúde,renda e emprego foram os setores que forneceram dados para a pesquisa e, são estes que sofrem mais ataques trazendo prejuízo aos direitos do cidadão campista.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Durante o verão a prefeitura de Campos - em todos os governos - praticamente se transporta para a única praia campista, Farol de São Thomé. Atentem que é só no verão. O restante do ano a população (25 mil habitantes) fica abandonada e entregue a própria sorte. Entretanto, é durante a estação de veraneio, que concentra cerca de 200 mil pessoas nos finais de semana o alvo para as propagandas do governo municipal.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nos mega shows - e em quaisquer eventos - o nome da Prefeita Rosinha é citado repetidamente. Além disso, as propagandas do governo são transmitidas em telões. É clara a intenção de fazer "lavagem cerebral" no público presente. É mostrada uma realidade bem distante da que convivemos. No telão tudo é lindo e maravilhoso. Uma máscara para as contradições existentes.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Educação, a Saúde, transportes, emprego, etc, são apresentados como se fossem os melhores do país e, ao contrário, estão aquém de quaisquer expectativas.  Além da constação diária sobre a realidade local, várias pesquisas comprovam isso.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Campos é o segundo pior dentre os municípios brasileiros em Educação. Creches e escolas funcionando em  casas alugadas em péssimas condições de funcionamento, algumas quase caindo. Faltam professores. Diretores indicados por vereadores,etc.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; Faltam médicos, não há PSF, faltam medicamentos para a população. Transporte público subsidiado pela prefeitura que não atende as necessidades da população. Faltam empregos. Terceirização e precarização de trabalhadores. Obras em "operação tartaruga". &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Daí, a necessidade de propaganda ostensiva de um governo que não respeita a população campista o que deveria ser proibido, principalmente em ano eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-6941286091403329054?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/6941286091403329054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/campos-dos-goytacazes-e-suas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/6941286091403329054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/6941286091403329054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/campos-dos-goytacazes-e-suas.html' title='CAMPOS DOS GOYTACAZES E SUAS CONTRADIÇÕES'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-4683861449699884925</id><published>2012-01-23T19:02:00.001-02:00</published><updated>2012-01-23T19:02:50.314-02:00</updated><title type='text'>Governo barra haitianos e cria precedente perigoso</title><content type='html'>&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://gazetaweb.globo.com/Fotos/Noticias/060112mi2.jpg" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://gazetaweb.globo.com/Fotos/Noticias/060112mi2.jpg" target="_blank"&gt;gazetaweb&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p&gt;Gilberto Maringoni&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Envoltas em grave crise econômica, o  ódio ao imigrante tem servido como elemento catártico para a satisfação  de populações premidas pelo desemprego e pela falta de perspectiva.  Partidos conservadores, auxiliados pela mídia, não se cansam de apontar o  estrangeiro como concorrente na disputa pelos cada vez mais escassos  postos de trabalho.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O governo da filha do imigrante búlgaro  Pedro Rousseff, aqui chegado para tentar a vida no final dos anos 1930,  acaba de determinar restrições à vinda de imigrantes ao Brasil.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na última sexta-feira, o Conselho  Nacional de Imigração, órgão vinculado ao Ministério do Trabalho,  determinou que impedirá a entrada anual de mais de 1,2 mil haitianos que  venham ao país em busca de melhor sorte. Trata-se de uma versão  perversa da política de cotas raciais, defendida por varios setores da  sociedade brasileira para possibilitar a afrodescendentes o acesso a  universidade e a cargos públicos. Agora são cotas para tolher e não para  facilitar.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Pressões históricas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Embora tenham ocorrido pressões contra a  chegada de chineses no século XIX e de judeus nos anos do Estado Novo,  nunca antes na história deste país houve uma determinação oficial que  impusesse barreiras a estrangeiros, nem mesmo durante a ditadura  militar.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A iniciativa ocorre depois de matérias  alarmistas na imprensa, dando conta de um pretenso descontrole na  chegada de haitianos através da fronteira do Acre com o Peru. Segundo  tais reportagens, os ilegais seriam ligados a traficantes internacionais  de drogas. No entanto, nenhuma prova consistente foi apresentada a  respeito.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como os haitianos que buscam trabalho no  Brasil são todos negros e pobres, o governo acaba por introduzir, mesmo  que involuntariamente, dois ingredientes perigosos na vida nacional: a  xenofobia e o racismo. Tais características têm se destacado como  essenciais da acelerada marcha à direita de países da Europa Ocidental,  como Itália, Espanha, Itália e Inglaterra. Envoltos em uma gravíssima  crise econômica, o ódio ao imigrante sem dinheiro e geralmente de pele  escura – com perseguições, queimas de moradias, prisões e deportações –  tem servido como elemento catártico para a satisfação de populações  premidas pelo desemprego e pela falta de perspectiva. Partidos  conservadores, auxiliados pela mídia, não se cansam de apontar o  estrangeiro como concorrente na disputa pelos cada vez mais escass os  postos de trabalho.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nada disso ocorre ou ocorreu no Brasil.  Ao contrário. Embora a situação dos imigrantes nunca tenha sido rósea em  nosso país, as decisões oficiais desde o final do século XIX foram a de  se incentivar a chegada de forasteiros para o trabalho, tanto na  indústria quanto na agricultura.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;É bem verdade que a primeira onda de  imigração européia, ocorrida a partir dos anos finais da escravidão,  tinha como propósito não apenas substituir o braço escravo, mas  “embranquecer” o país, como pregavam teóricos como Silvio Romero e Nina  Rodrigues.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Humanitarismo comovente&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A diretriz governamental, que contou com  o empenho do Itamaraty e do Ministério da Justiça por sua aprovação,  evidencia o total fracasso da controversa missão de paz da ONU, a  Minustah, capitaneada pelo Brasil, que ocupou militarmente o paìs  caribenho desde 2004. A justificativa governamental feita à época era de  auxiliar na reconstrução do país mais pobre da América Latina, em uma  iniciativa essencialmente humanitária.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vale a pena examinar que humanitarismo é esse.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em 15 de agosto de 2008, o jornal Valor  Econômico, em materia intitulada “Missão de paz abre oportunidades para  empresas brasileiras no Haiti”, noticiava o seguinte:&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;"O Brasil é um reconhecido  colaborador do processo de resgatar o Haiti. O país tem o direito de  pleitear um tratamento preferencial", disse ao Valor Josué Gomes da  Silva, presidente da Coteminas e filho do vice-presidente José Alencar. O  empresário já esteve pessoalmente no Haiti e conversou com produtores  locais em busca de parceiros. (...)   Apesar da confusão institucional, o  Haiti tem vantagens importantes para oferecer para uma empresa têxtil:  proximidade e acesso diferenciado ao maior mercado do mundo, os EUA, e  mão-de-obra barata. Uma costureira na capital Porto Príncipe recebe US$  0,50 por hora. É uma remuneração inferior aos US$ 3,27 pagos no Brasil e  muito abaixo dos US$ 16,92 dos EUA, conforme a consultoria Werner. O  valor é inferior até aos US$ 0,85 pagos no litoral da China e perde  apenas para os US$ 0,46 do Vietnã e os US$ 0,28 de Bangladesh.   O plano  da Coteminas é exportar o tecido do Brasil, confeccionar a roupa no  Haiti, e vender com tarifa zero para os Estados Unidos, amparada pelo  acordo de livre comércio”.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como a Coteminas, outras empresas brasileiras se dirigiram para o Haiti em busca de bons negócios.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Veja bem&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O plano, aparentemente não esta dando  certo e agora os haitianos buscam refúgio junto ao país que lhes  prometeu vida melhor, com direito a tropas, jogos de futebol e belos  discursos no pacote. O governo deste pais solidário diz que não é bem  assim.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O governo federal tem um ministério  denominado Secretaria Especial de Politicas de Igualdade Racial. Até  agora o órgão não se pronunciou sobre o tema. A Secretaria Especial de  Direitos Humanos da Presidência da Republica tampouco tomou alguma  atitude.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Lembrar é bom&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para terminar, vale uma lembranca. Há  poucas semanas, voltou ao Brasil o padre italiano Vito Miracapillo. Ele  foi expulso do Brasil em 1981, durante a ditadura, com base na  famigerada lei dos Estrangeiros, promulgada em 1980. A &lt;a href="http://www.leidireto.com.br/lei-6815.html" target="_blank"&gt;norma legal&lt;/a&gt;  envergonhou o país, ao possibilitar a expulsão de qualquer não  brasileiro “considerado nocivo à ordem pública ou aos interesses  nacionais”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Seria bom o governo não dar continuidade  a essa história por outras vias. Especialmente quando os estrangeiros  em questão encontram-se do lado mais fraco da sociedade.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Gilberto Maringoni, jornalista e  cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e  autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos  tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-4683861449699884925?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/4683861449699884925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/governo-barra-haitianos-e-cria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/4683861449699884925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/4683861449699884925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/governo-barra-haitianos-e-cria.html' title='Governo barra haitianos e cria precedente perigoso'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-5779023982852151886</id><published>2012-01-23T18:58:00.001-02:00</published><updated>2012-01-23T19:00:09.717-02:00</updated><title type='text'>93º aniversario do assassinato de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht</title><content type='html'>&lt;span class="icon email"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;site do PCB&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://www.revistacontratiempo.com.ar/rosa_luxemburgo.JPG" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://www.revistacontratiempo.com.ar/rosa_luxemburgo.JPG" target="_blank"&gt;Contratiempo&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p&gt;Caracas, 16 de janeiro de 2012, Tribuna Popular TP/Agencias&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Há 3 anos, David Arrabali publicava na  ALAINET uma nota para recordar um novo aniversário do assassinato de  Rosa Luxemburgo. Hoje, quando se cumprem 93 anos de tão bárbaro e  covarde crime, queremos reproduzir essa nota para prestar homenagem a  uma das mais extraordinárias figuras do movimento comunista  internacional e do pensamento marxista do século vinte.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;E, de passagem, recordar também seu  inseparável companheiro de luta e cofundador do Partido Comunista  alemão, Karl Liebknecht, um heroico intelectual e militante assassinado  de forma selvagem na mesma operação em que os paramilitares da  socialdemocracia alemã mataram a revolucionária polaca. Há um dado  adicional que, como latino-americanos, nos faz parentes do luto de Rosa:  seu cadáver desapareceu durante o nazismo, desejoso de eliminar  qualquer vestígio de suas ideias e de suas práticas políticas. O que  fizeram as ditaduras da região já o havia feito Hitler na Alemanha. E  com Rosa ocorreu o mesmo que sucedeu com o cadáver de Che, mas com pior  sorte: se o do revolucionário argentino-cubano pôde finalmente ser  recuperado e transladado ao seu mausoléu em Santa Clara, não ocorreu o  mesmo com o de Rosa que nunca pôde ser reencontrado. Sua tumba está  vazia, não alberga nenhum resto mortal.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;A imprensa alemã informou há dois anos  que, em 2007, na coleção anatômica do Hospital Universitário Charité de  Berlim, se havia descoberto um misterioso cadáver, decapitado e com suas  manos e pés amputados que supostamente seria o da desaparecida. Não  obstante, todos os estudos realizados até hoje impedem de afirmar com  segurança que o mesmo foi o de Rosa Luxemburgo. De toda maneira, Rosa  logrou derrotar seus verdugos e seus cúmplices: suas ideias são imortais  e suas lutas seguem sendo nossas lutas. Daí esta pequena homenagem em  sua memória.&lt;/p&gt; &lt;h3 style="text-align: justify; "&gt;&lt;strong&gt;“Seus assassinos odiavam tudo o  que esta mulher havia representado na Alemanha durante duas décadas: a  firme crença na ideia do socialismo, o feminismo, o antimilitarismo e a  oposição à guerra.”&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3 style="text-align: justify; "&gt;&lt;strong&gt;“Há 93 anos, na noite de 15 de  janeiro de 1919, em Berlim, Rosa Luxemburgo foi presa: uma mulher  indefesa com cabelos grisalhos, abatida e exausta. Uma mulher mais  velha, que aparentava muito mais dos 48 anos que tinha.”&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Um dos soldados que a rodeavam lhe  obrigou a seguir sob empurrões e a multidão zombeteira e cheia de ódio  que se amontoava no vestíbulo do Hotel Eden lhe saudou com insultos. Ela  levantou sua cabeça diante da multidão e olhou com seus olhos negros e  orgulhosos os soldados e os hóspedes do hotel que faziam gozação dela. E  aqueles homens em seus uniformes desiguais, soldados da nova unidade de  tropas de assalto, se sentiram ofendidos pela olhar desdenhoso e quase  compassivo de Rosa Luxemburgo, “a rosa vermelha”, “a judia”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Insultaram-lhe: “Rosinha, aí vem a puta  velha”. Eles odiavam tudo o que esta mulher havia representado na  Alemanha durante duas décadas: a firme crença na ideia do socialismo, o  feminismo, o antimilitarismo e a oposição à guerra, que eles haviam  perdido em novembro de 1918. Nos dias prévios, os soldados haviam  esmagado o levante de trabalhadores em Berlim. Agora eles eram os amos. E  Rosa lhes havia desafiado em seu último artigo:&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;“‘A Ordem reina em Berlim!’ Estúpidos  sequazes! Vossa ‘Ordem’ está construída na arena. Amanhã a revolução se  ‘levantará ela mesma com um estrondo’ e anunciará com uma fanfarra, para  o vosso terror: EU FUI, EU SOU, EU SEREI!”&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;A empurraram e a golpearam. Rosa se  levantou. Então quase haviam alcançado a porta traseira do hotel. Lá  fora esperava um carro cheio de soldados, que, segundo haviam  comunicado, a conduziriam à prisão. Mas um dos soldados se dirigiu até  ela levantando sua arma e golpeou sua cabeça com a culatra. Ela caiu no  chão. O soldado lhe deu um segundo golpe na têmpora. O homem se chamava  Runge. O rosto de Rosa Luxemburgo jorrava sangue. Runge obedecia ordens  quando golpeou Rosa Luxemburgo. Pouco antes ele havia derrubado Karl  Liebknecht com a culatra de seu fuzil. Também a ele haviam arrastado  pelo vestíbulo do Hotel Eden.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Os soldados levantaram o corpo de Rosa.  O sangue brotava de sua boca e de seu nariz. A levaram ao veículo.  Sentaram Rosa entre os dois soldados no assento de trás. Há pouco o  carro havia partido quando dispararam um tiro à queima-roupa. Pôde-se  ouvir no hotel.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Na noite de 15 de janeiro de 1919, os  homens do corpo de assalto assassinaram Rosa Luxemburgo. De uma ponte  lançaram seu cadáver no canal. No dia seguinte toda Berlim já sabia que a  mulher que nos últimos vinte anos havia desafiado todos os poderosos e  que havia cativado aqueles que assistiram inúmeras assembleias, estava  morta. Enquanto se buscava seu cadáver, um Bertold Brecht de 21 anos  escrevia:&lt;/p&gt; &lt;ul style="text-align: justify; "&gt;&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;“A Rosa vermelha agora também desapareceu.&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul style="text-align: justify; "&gt;&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;Donde se encontra é desconhecido.&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul style="text-align: justify; "&gt;&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;Porque ela aos pobres a verdade há dito.&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul style="text-align: justify; "&gt;&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;Os ricos do mundo a extinguiram.”&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Poucos meses depois, em 31 de maio, se  encontrou o corpo de uma mulher junto a uma eclusa do canal. Se podia  reconhecer as luvas de Rosa Luxemburgo, parte de seu vestido, um  pingente de ouro. Mas o rosto era irreconhecível, já que o corpo há  tempo que estava decomposto. Foi identificada e a enterraram em 13 de  junho.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Em 1962, 43 anos depois de sua morte, o  Governo Federal alemão declarou que seu assassinato havia sido uma  “execução de acordo com a lei marcial”. Há somente doze anos que uma  investigação oficial concluiu que as tropas de assalto, que haviam  recebido ordens e dinheiro dos governantes socialdemocratas, foram os  autores materiais de sua morte e de Karl Liebknecht. Rosa Luxemburgo foi  assassinada pelas tropas de assalto a serviço da socialdemocracia.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;strong&gt;Junto dela morreu seu camarada Karl Liebknecht&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Havia nascido em 5 de março de 1871.  Muita gente segue a tradição da Alemanha oriental de assistir a  manifestação para recordá-la, demonstram seu respeito depositando cravos  vermelhos no monumento dedicado à “Rosa Vermelha” e aos socialistas e  comunistas que trabalharam por um mundo melhor. “Que extraordinário é o  tempo que vivemos”, escrevia Rosa Luxemburgo em 1906. “Extraordinário  tempo que propõe problemas enormes e estimula o pensamento, que suscita a  crítica, a ironia e a profundidade, que desperta paixões e, diante de  tudo, um tempo frutífero, prenho”. Rosa Luxemburgo viveu e morreu em um  tempo de transição, como o nosso, nele que o velho mundo desmoronava e  outro surgia dos escombros da guerra.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Seus companheiros intentaram construir o  socialismo, seus assassinos e inimigos ajudaram Adolf Hitler a subir ao  poder. Hoje, quando o capitalismo demonstra mais uma vez que a guerra  não é um acidente, senão uma parte irrenunciável de sua estratégia,  quando os partidos e organizações “tradicionais” se vêem obrigados a  questionar suas formas de atuar diante o abandono das massas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Quando a esquerda transformadora advoga  exclusivamente pelo parlamentarismo como via para a mudança social;  quando nos encontramos diante de uma enorme crise do modelo de  democracia representativa e os argumentos políticos se reduzem ao “voto  útil”. Hoje, dizemos, Rosa Luxemburgo se converte em referencial  indispensável nos grandes debates da esquerda. Não é senão a sua voz a  que se escuta sob o lema, aparentemente novo: “Outro mundo é possível”.  Ela o formulou com um pouco mais de urgência: “Socialismo ou barbárie”.  Seu pensamento, seu compromisso e sua transbordante humanidade nos  servem de referência em nossa luta para que este novo século não seja  também o da barbárie.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;strong&gt;Marcham pelas ruas de Berlim para comemorar o 93º aniversário do assassinato de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;strong&gt;(VIDEO) 93º aniversario do assassinato de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;&lt;a href="http://youtu.be/4TIFw0uiH0k" target="_blank"&gt;http://youtu.be/4TIFw0uiH0k&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;       &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Mais de 20 mil pessoas marcharam pelas  ruas de Berlim para comemorar o 93º aniversário do assassinato de Rosa  Luxemburgo e Karl Liebknecht. O protesto se converteu numa tradição para  a esquerda alemã e também conta com a participação de imigrantes  provenientes de outros países. teleSUR.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; "&gt;Traduzido por Rodrigo Jurucê Mattos Gonçalves (Partido Comunista Brasileiro – PCB)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-5779023982852151886?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/5779023982852151886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/93-aniversario-do-assassinato-de-rosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/5779023982852151886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/5779023982852151886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/93-aniversario-do-assassinato-de-rosa.html' title='93º aniversario do assassinato de Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-7808265529381494712</id><published>2012-01-23T18:47:00.001-02:00</published><updated>2012-01-23T18:49:09.803-02:00</updated><title type='text'>Pela primeira vez uma mulher presidirá a maior estatal do país</title><content type='html'>&lt;h2 class="contentheading"&gt;&lt;p&gt;Fonte: Agência Patrícia Galvão&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;/h2&gt;        &lt;div class="article-tools"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="article-content"&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;A atual diretora de  Gás e Energia da Petrobras (PETR4), Maria das Graças Silva Foster, foi  indicada pelo presidente do Conselho de Administração da estatal, Guido  Mantega, para ser a nova presidente da companhia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Segundo comunicado divulgado pela empresa nesta segunda-feira  (23), o Conselho da companhia apreciará a indicação em reunião no  próximo dia 9 de fevereiro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A diretora, mais conhecida como Graça Foster, é próxima da presidente  Dilma Rousseff, tendo sido cotada para assumir o cargo de  ministra-chefe da Casa Civil.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;"O presidente do Conselho de Administração da Petrobras, sr. Guido  Mantega, já manifestou que vai encaminhar como proposta a ser apreciada  na próxima reunião do mesmo... a indicação da atual Diretora de Gás e  Energia, Maria das Graças Silva Foster, para presidir a Petrobras",  afirmou o comunicado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-7808265529381494712?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/7808265529381494712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/pela-primeira-vez-uma-mulher-presidira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/7808265529381494712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/7808265529381494712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/pela-primeira-vez-uma-mulher-presidira.html' title='Pela primeira vez uma mulher presidirá a maior estatal do país'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-2667836675761509532</id><published>2012-01-23T18:12:00.001-02:00</published><updated>2012-01-23T18:12:54.086-02:00</updated><title type='text'>Eike corre atrás de espaço para superporto</title><content type='html'>&lt;h3 style="FONT-FAMILY:Arial;COLOR:rgb(85,85,85);FONT-SIZE:14px;FONT-WEIGHT:normal;"&gt;Para legalizar empreendimento, até áreas sem documentação estão sendo compradas&lt;/h3&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(51,51,51);FONT-SIZE:12px;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="FONT-FAMILY:Arial;COLOR:rgb(146,146,146);FONT-SIZE:10px;" class="yiv814993328bb-md-noticia-fecha"&gt;22 de janeiro de 2012 | 3h 09&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;div style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;FONT-SIZE:11px;" class="yiv814993328bb-md-noticia-autor"&gt;SERGIO TORRES, ENVIADO ESPECIAL, SÃO JOÃO DA BARRA - O Estado de S.Paulo&lt;/div&gt; &lt;div class="yiv814993328corpo"&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;Na  tentativa de acelerar a desapropriação das terras do futuro Superporto  do Açu, em São João da Barra (cidade litorânea no norte fluminense), a  LLX, empresa de logística do megaempresário Eike Batista, decidiu  comprar todos os terrenos possíveis numa área de 70 quilômetros  quadrados destinada ao parque industrial do empreendimento.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;Até  mesmo as terras cujos supostos proprietários não conseguem comprovar a  posse por meio de documentos estão na mira de Eike, incomodado com o  impasse criado na região a partir do momento em que anunciou, há quase  seis anos, a intenção de construir o porto e um estaleiro.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;O  bilionário comprou, inicialmente, 100 quilômetros quadrados em um  trecho ermo do Açu, no litoral de São João da Barra. Ao requerer do  governo do Estado do Rio o licenciamento ambiental, teve de aceitar a  contrapartida de manter preservada metade da área, coberta por vegetação  de restinga. Assim, passou a ter apenas 50% do espaço inicialmente  planejado. O resto das terras que adquiriu virou área de preservação,  intocável.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;Além  do porto projetado para exportação de minério de ferro e apoio à  atividade petrolífera na vizinha Bacia de Campos, em desenvolvimento nos  próximas décadas por causa de descoberta do pré-sal, Eike vislumbrava  para a região um complexo industrial de porte inédito no Brasil.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;O  estaleiro fabricaria embarcações em grande escala para a exploração  offshore. Duas siderúrgicas transformariam o minério em aço quase ao  lado do porto, facilitando as exportações. O maior mineroduto do mundo  percorreria os 520 km entre o superporto e Conceição do Mato Dentro,  cidade mineira em que a Anglo American (um dos maiores conglomerados  mineradores do planeta) explora uma importante jazida de ferro.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;Indústrias do setor metalomecânico, como o automobilístico, se instalariam no complexo.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;Só  que, com a restrição ambiental, o megaempresário argumentou com o  governador Sérgio Cabral (PMDB) que não teria como concretizar o que  planejara. O governador decidiu então desapropriar, numa primeira fase,  uma área de 23 quilômetros quadrados, vizinha às terras de Eike. Numa  etapa posterior, mais 47 quilômetros quadrados.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;Foi  quando os problemas surgiram. Nas terras da fase 1, a Companhia de  Desenvolvimento do Estado do Rio (Codin)mapeou 151 propriedades rurais.  Dessas, só 16 eram habitadas permanentemente; 60 desenvolviam algum tipo  de lavoura; as outras 91 eram pastagens naturais, em terreno arenoso e  de capim de baixa qualidade.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;Os  16 proprietários residentes foram indenizados e reassentados na Vila da  Terra, construída pela LLX em área vizinha ao futuro complexo  industrial. A empresa de Eike já adquiriu 67 das 151 propriedades,  nenhuma delas com a posse comprovada por documentos oficiais.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;A  aquisição pela iniciativa privada foi o modo encontrado para tentar  resolver o problema. Por lei, o Estado não pode indenizar o proprietário  que não comprovar ser o dono do terreno desapropriado. "Se fizer isso, o  secretário vai em cana", disse o secretário de Desenvolvimento  Econômico, Júlio Bueno.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;O  grupo ítalo-argentino Terniun, que já comprou a área na qual pretende  construir uma siderúrgica no Açu, também começa a negociar com os  proprietários. A informação de que, por causa do impasse das  desapropriações, a siderúrgica corre o risco de não servir para o local  foi rechaçada pelo secretário. "Não há risco da Terniun não se instalar.  Todo mundo vai ter juízo. São US$ 5 bilhões de investimentos, 4.000  empregos."&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;Na  prática, as companhias passam a ser as posseiras, com a expectativa de,  mais adiante, encontrar-se uma solução para o problema fundiário.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;"Nessa  região nunca houve a preocupação de o dono ter o documento de posse. É  tudo feito na base da conversa, passa de pai para filho, as pessoas  vendem parte do terreno e não registram. Com a compra pelas empresas, o  problema passa a ser delas, que têm o maior interesse em resolver a  questão", diz Marisa Souza, coordenadora da Codin em São João da Barra.&lt;/div&gt; &lt;div style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);COLOR:rgb(70,70,70);FONT-SIZE:16px;"&gt;As  negociações com os 250 proprietários da segunda fase das  desapropriações começaram no fim de 2011. Há 80 famílias residentes nos  47 quilômetros quadrados. Elas terão direito a reassentamento em casa  nova com aparelhos eletrônicos e mobílias, área de plantio e indenização  de R$ 100 mil por alqueire (ante R$ 14,6 mil em 2005, antes do início  do empreendimento). As negociações esbarram em um movimento que contesta  os valores pagos e a quantidade de beneficiados.&lt;/div&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,eike-corre-atras-de-espaco-para-superporto-,825759,0.htm"&gt;http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,eike-corre-atras-de-espaco-para-superporto-,825759,0.htm&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-2667836675761509532?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/2667836675761509532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/eike-corre-atras-de-espaco-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/2667836675761509532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/2667836675761509532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/eike-corre-atras-de-espaco-para.html' title='Eike corre atrás de espaço para superporto'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-2059007539983423561</id><published>2012-01-23T17:53:00.001-02:00</published><updated>2012-01-23T17:54:44.274-02:00</updated><title type='text'>50 POLICIAIS CONTRA DUAS FAMÍLIAS. ESSE É O MODELO DE DESENVOLVIMENTO DE EIKE E CABRAL PARA O AÇU</title><content type='html'>&lt;div id="yiv1758160805post-body-6152661911551851915" class="yiv1758160805post-body yiv1758160805entry-content"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:yellow;FONT-SIZE:large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:yellow;FONT-SIZE:large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN:center;" class="yiv1758160805separator"&gt;&lt;a rel="nofollow" style="COLOR:rgb(102,255,210);TEXT-DECORATION:none;" target="_blank" href="http://3.bp.blogspot.com/-EZ-7m15HC7I/TxheL424J7I/AAAAAAAACzE/14sbW5B7jNw/s1600/resizeAdaptive+%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM-STYLE:none;BORDER-RIGHT-STYLE:none;BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);BORDER-TOP-STYLE:none;BORDER-LEFT-STYLE:none;" src="http://3.bp.blogspot.com/-EZ-7m15HC7I/TxheL424J7I/AAAAAAAACzE/14sbW5B7jNw/s400/resizeAdaptive+%25281%2529.jpg" border="0" width="400" height="400" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:yellow;FONT-SIZE:large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:rgb(159,197,232);"&gt;A leitura da matéria abaixo publicada pelo site URURAU (&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:yellow;"&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://ururau.com.br/"&gt;ururau.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:rgb(159,197,232);"&gt;)  dá conta do uso de um impressionante aparato para retirar duas famílias  de suas residências. A leitura da matéria permite identificar que  apesar da advogada das famílias interessadas estar no local e questionar  o conteúdo do processo que permitiu a desapropriação, os direitos das  famílias foram completamente ignorados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:rgb(159,197,232);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:rgb(159,197,232);"&gt;Mas  o mais interessante mesmo é que um impressionante aparato que envolveu  50 POLICIAIS MILITARES foi usado para remover as famílias, sem que a  proprietária saiba quando e por quanto será ressarcida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:rgb(159,197,232);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:rgb(159,197,232);"&gt;Para que não reste nenhuma dúvida, o URURAU apresenta uma excelente cobertura fotográfica deste evento vergonhoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:rgb(159,197,232);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:rgb(159,197,232);"&gt;E  depois ainda vem o cara-de-pau do Secretário Júlio Bueno que apenas 18  famílias foram afetadas pelas desapropriações. Das duas uma: ou o  secretário não sabe contar ou é um grande cínico. Bom, pensando bem,  pode bem ser as duas coisas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;COLOR:rgb(159,197,232);"&gt;Mas,  uma pergunta que não quer calar: a PM do Rio de Janeiro não tem nada  mais para fazer do que servir como braço armado do Grupo EBX? Se o Rio  de Janeiro não fosse um dos principais centros do narcotráfico no  Brasil, eu até poderia entender tanta polícia para tão poucas famílias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="TEXT-ALIGN:justify;FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="COLOR:orange;FONT-SIZE:large;"&gt;&lt;b&gt;PM e oficiais de Justiça atuam em desapropriação de terra no Açu&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;Fotos: Carlos Grevi&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;img style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);" src="http://www.ururau.com.br/thumbsmaterias.php?img=fotos/../fotos_noticias/19-01-2012_4d5797c2b7d8d3d" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="COLOR:yellow;"&gt;Família resistiu a sair, mas deixou ao imóvel depois de muita discussão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;Cinquenta Policiais Militares, oficiais  de justiça, bombeiros e conselheiros tutelares participaram de uma  desapropriação de terra no loteamento Costa Mar, localizado no 5º  distrito de São João da Barra, na manhã desta quinta-feira (19/01). A  reintegração de posse foi emitida pela juíza da 1ª Vara de São João da  Barra, Luciana Cesário de Mello Morais, no dia 12 de janeiro.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;Segundo as oficiais de Justiça que  estavam no local segundo um registro de ocorrência do dia 11 de  dezembro, o imóvel estaria desabitado e os moradores retornaram para o  local depois que ele foi vistoriado para emissão da posse.&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:center;" class="yiv1758160805separator"&gt;&lt;a rel="nofollow" style="COLOR:rgb(102,255,210);TEXT-DECORATION:none;" target="_blank" href="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/19-01-2012_f37748ddecdf171"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM-STYLE:none;BORDER-RIGHT-STYLE:none;BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);BORDER-TOP-STYLE:none;BORDER-LEFT-STYLE:none;" src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/19-01-2012_f37748ddecdf171" border="0" width="400" height="266" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;No terreno possui duas casas e  atualmente moram sete pessoas, entre elas três crianças menores de três  anos. Segundo a dona do imóvel, Maura Xavier Ribeiro, a propriedade era  de seu pai, ela tem o costume de passar alguns meses do ano no local,  mas atualmente reside em uma casa na localidade de Água Preta. A dona de  casa também informou que não recebeu nenhum documento que pedisse para  que ela saísse.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;“Não vou entregar minha casa só quando me pagarem”, disse.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;A Polícia Militar participou do  contingente para a retirada da família, segundo o sub comandante do 8º  Batalhão da Polícia Militar (BPM), Major João Carlos Alves, a força  policial só seria usada se necessário.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;“A PM veio dar o apoio ao judiciário,  para que a família saia da casa. Existe a ordem da juíza e ela tem que  ser cumprida. Esperamos que seja de forma pacifica”, ressaltou.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:center;" class="yiv1758160805separator"&gt;&lt;a rel="nofollow" style="COLOR:rgb(102,255,210);TEXT-DECORATION:none;" target="_blank" href="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/19-01-2012_d4197b69f528543"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM-STYLE:none;BORDER-RIGHT-STYLE:none;BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);BORDER-TOP-STYLE:none;BORDER-LEFT-STYLE:none;" src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/19-01-2012_d4197b69f528543" border="0" width="400" height="266" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;Como na casa haviam três crianças uma  equipe do Conselho Tutelar esteve no local, ficou decidido entre eles  que um parente viria buscar os menores. Um menor de 16 anos que saiu  para encontrar com os familiares e foi impedido de retornar ao imóvel e  foi detido pelos militares. O jovem também passou mal e foi atendido na  ambulância do Corpo de Bombeiros.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt;Foi  determinado um tempo para que a família saísse do imóvel, passada duas  horas os oficiais entraram na propriedade e determinaram a retirada de  todos os imóveis da casa e as duas mulheres que ainda resistiam em  continuar, dona Maura e a filha Maraína. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;Alguns integrantes da família saíram do local e começou a retirada dos objetos.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;A advogada da família, Ana Rodrigues,  também foi chamada ao local e alegou que houve uma fraude processual no  caso. Segundo a advogada no auto de emissão de posse existem declarações  falsas por parte dos oficiais de justiça.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY:Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:center;" class="yiv1758160805separator"&gt;&lt;a rel="nofollow" style="COLOR:rgb(102,255,210);TEXT-DECORATION:none;" target="_blank" href="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/19-01-2012_de877cf16f17c85"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM-STYLE:none;BORDER-RIGHT-STYLE:none;BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);BORDER-TOP-STYLE:none;BORDER-LEFT-STYLE:none;" src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/19-01-2012_de877cf16f17c85" border="0" width="400" height="266" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;“Está ilegal aqui existem construções  que não constam no documento, que foi emitido no dia dois de novembro,  não só neste como em outros autos. Embora existam uma ordem judicial há  sonegação de informações, elas violam o Artigo 299 do Código Penal. Tem  que ser anulado ou retificado, para recolocar os imóveis que realmente  existem. Fazer um outro documento”, informou.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:center;" class="yiv1758160805separator"&gt;&lt;a rel="nofollow" style="COLOR:rgb(102,255,210);TEXT-DECORATION:none;" target="_blank" href="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/19-01-2012_fdc6f1c6840c31f"&gt;&lt;img style="BORDER-BOTTOM-STYLE:none;BORDER-RIGHT-STYLE:none;BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);BORDER-TOP-STYLE:none;BORDER-LEFT-STYLE:none;" src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/19-01-2012_fdc6f1c6840c31f" border="0" width="400" height="266" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;Os oficias de Justiça que estavam no  local responderam a questão apontada pela advogada. Elas informaram que  os erros serão corrigidos, e que uma equipe esteve no local filmou e  tirou foto de todas as propriedades. As oficiais também questionaram que  a advogada teve acesso a toda a documentação, e que se ela quisesse  poderia ter entrado com um recurso para cassar a decisão judicial. A  decisão foi tomada através das provas e por conta disso a diligência  iria continuar.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;Foram mais de três horas de negociação  entre a família, polícia oficiais de Justiça a dona do imóvel Maura e a  filha Maraína deixaram o local.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;img style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);" src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/19-01-2012_704c79016fe2376" width="400" height="266" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;Os objetos foram retirados, assim como  um cachorro que estava na propriedade. Tudo será encaminhado para um  depósito na Fazenda Papagaio e as casas serão demolidas.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;img style="BACKGROUND-COLOR:rgb(255,255,255);" src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/19-01-2012_4abd29a025d79c8" width="400" height="266" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:rgb(182,215,168);"&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;"&gt;RESPOSTA CODIN&lt;/div&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN:justify;COLOR:rgb(182,215,168);"&gt;A resposta sobre  o caso já foi solicitada a assessoria de imprensa da Companhia  Industrial de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (Codin).&lt;/div&gt;&lt;span style="COLOR:yellow;FONT-SIZE:x-large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira mais imagens (&lt;a rel="nofollow" style="COLOR:rgb(102,255,210);TEXT-DECORATION:none;" target="_blank" href="http://ururau.com.br/bancoururau/album.php?id=70"&gt;AQUI&lt;/a&gt; )&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="COLOR:rgb(136,170,169);BORDER-TOP:rgb(119,153,152) 1px dashed;" class="yiv1758160805post-footer"&gt; &lt;div class="yiv1758160805post-footer-line yiv1758160805post-footer-line-1"&gt;&lt;span class="yiv1758160805post-author yiv1758160805vcard"&gt;Postado por &lt;span class="yiv1758160805fn"&gt;&lt;a rel="nofollow" style="COLOR:rgb(102,255,210);TEXT-DECORATION:none;" title="author profile" target="_blank" href="profile/04117644570755358737"&gt;Marcos Pedlowski &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-2059007539983423561?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/2059007539983423561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/50-policiais-contra-duas-familias-esse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/2059007539983423561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/2059007539983423561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/50-policiais-contra-duas-familias-esse.html' title='50 POLICIAIS CONTRA DUAS FAMÍLIAS. ESSE É O MODELO DE DESENVOLVIMENTO DE EIKE E CABRAL PARA O AÇU'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EZ-7m15HC7I/TxheL424J7I/AAAAAAAACzE/14sbW5B7jNw/s72-c/resizeAdaptive+%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-3233976785567166447</id><published>2012-01-23T17:45:00.000-02:00</published><updated>2012-01-23T17:46:18.828-02:00</updated><title type='text'>Repúdio à invasão de Pinheirinho Pela polícia de Alckmin</title><content type='html'>&lt;div style="text-align:center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Repúdio à invasão de Pinheirinho&lt;br /&gt;Pela polícia de Alckmin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  Nota política do PCB de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão Política Regional do  Partido Comunista Brasileiro de São Paulo manifesta seu repúdio à  truculenta e selvagem invasão de Pinheirinho, comunidade de sem teto  composta por cerca de 1.600 famílias na cidade de São José dos Campos,  em São Paulo. Num verdadeiro ato de guerra, cerca de 2 mil policiais,  com viaturas, cassetetes, bombas de efeito moral, cães farejadores, gás  lacrimogêneo e gás de pimenta, orientados por helicópteros que  sobrevoavam  ameaçadoramente a região, invadiram a comunidade, ferindo  vários moradores, prendendo outros, derrubando residências e batendo em  mulheres e crianças; inclusive houve registro de arma de fogo contra os  moradores; alguns ficaram feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sem teto ocuparam essa área, de propriedade de uma empresa falida  do mega especulador Naji Nahas, há cerca de oito anos e lá construíram  suas casas e viviam com suas famílias. Os moradores já estavam  providenciando a regularização da área quando os proprietários pediram a  reintegração de posse. A justiça estadual, mais uma vez demonstrando  seu caráter de classe, autorizou a desocupação. Há alguns dias atrás, em  função da mobilização popular e da participação de parlamentes de  esquerda, chegou-se a um acordo no qual os moradores teriam quinze dias  para negociar a regularização do terreno, mas inesperadamente hoje pela  manhã (dia 22/1) foram surpreendidos pela invasão policial.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se evidentemente de mais um episódio de  criminalização dos movimentos sociais pelo governo Alckmin, que vem  realizando uma verdadeira escalada conservadora. Primeiro, foi a invasão  da USP pela polícia militar; depois veio a repressão na Cracolândia,  num típico ato de higienização do centro de São Paulo, e agora a invasão  da comunidade de Pinheirinho. Esses atos demonstram claramente o  caráter truculento, antipopular e antidemocrático desse governo do PSDB,  que governa o Estado há mais de 20 anos. Ressalte-se ainda que o  prefeito de São José Campos, onde se encontra o acampamento, também é do  PSDB.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Comunista Brasileiro, coerente com sua  posição de classe, tão logo tomou conhecimento da invasão de  Pinheirinho, enviou vários militantes para a região, de forma a dar  solidariedade ativo à luta popular, inclusive militantes e dirigentes do  Partido estão nesse momento junto ao movimento popular colaborando com o  processo de resistência.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo apoio à luta dos moradores de Pinheirinho&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Todo apoio à resistência popular.&lt;span class="yiv574064901HOEnZb"&gt;&lt;span style="color:#888888;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color:#888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Veja a Página do PCB – &lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.pcb.org.br/"&gt;www.pcb.org.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-3233976785567166447?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/3233976785567166447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/repudio-invasao-de-pinheirinho-pela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3233976785567166447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3233976785567166447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/repudio-invasao-de-pinheirinho-pela.html' title='Repúdio à invasão de Pinheirinho Pela polícia de Alckmin'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-3806246269151804618</id><published>2012-01-22T21:47:00.000-02:00</published><updated>2012-01-22T21:48:26.755-02:00</updated><title type='text'>A importância da avaliação crítica sobre o contributo da construção do Socialismo no século XX para o fortalecimento do Movimento Sindical e um efecti</title><content type='html'>&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://www.odiario.info/b2-img/Aleka_Papariga_antepithesi.jpg" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://www.odiario.info/b2-img/Aleka_Papariga_antepithesi.jpg" target="_blank"&gt;ODiario.info&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aleka Papariga*&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;““Os comunistas gregos, com uma  experiência acumulada de 92 anos de luta contínua, não têm o direito de  esquecer que a burguesia apoia todos os desvios políticos e ideológicos  dos princípios e leis do movimento revolucionário, da teoria do  socialismo científico. O ataque da burguesia centra-se na questão da  “democracia socialista” e é particularmente intolerante face ao período  em que foram construídas as bases do regime socialista na URSS,  precisamente porque foi o período que determinou a vitória do  socialismo.”&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando tornámos público o objectivo de,  no nosso XVIII Congresso, para além da análise ao trabalho desenvolvido,  debater o nosso ponto de vista sobre a importância da construção do  socialismo, vários amigos do Partido questionaram a oportunidade de tal  debate nas actuais condições, opinando que talvez esta discussão não  fosse a primordial, num momento em que começam a ser visíveis, na cena  internacional, os sinais da crise do sistema capitalista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não é necessário, é claro, lembrar a  reacção da imprensa burguesa ou os amargos e irónicos comentários de  conhecidos jornalistas, incomodados com a nossa decisão de abordar este  assunto, sabendo eles, de antemão, porque a tomamos. Do seu ponto de  vista, compreende-se tal reacção; já que, com o seu instinto arguto,  entendem o que pode fortalecer e dinamizar o movimento revolucionário.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A partir do momento em que constatámos  de que a infame perestroika não era mais do que o início da  contra-revolução e a derrota temporária do sistema socialista,  concluímos ter a obrigação de perceber o porquê, respondendo a nós  próprios e a todos os progressistas que, naturalmente, se questionavam  sobre o que tinha acontecido. Até porque, não esperávamos um  desenvolvimento tão trágico; não o previmos e, infelizmente, não tivemos  a capacidade de reagir ainda antes da retirada da bandeira vermelha do  Kremlin.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;É claro que o nosso Partido não estava  no poder e não teve qualquer responsabilidade directa na construção do  socialismo. No entanto, a decisão de considerarmos o nosso Partido como  parte do problema foi correcta. Além disso, a tempestade  contra-revolucionária afectou todos os partidos comunistas, provocou  crises internacionais, cisões, mudanças radicais em alguns partidos,  confusão e até questões existenciais noutros.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Durante o primeiro período que  determinou o caminho do socialismo na URSS, de 1989 a 1991, o Partido  Comunista Grego enfrentou uma profunda crise ideológica, política e  organizacional, de que resultou uma cisão, com um número significativo  de membros do Comité Central, liderados pelo secretário-geral, a  abandonar o Partido.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que eles de facto defendiam era a  condenação histórica do movimento revolucionário e do caminho da  construção do socialismo; e transformar o Partido num partido de  esquerda oportunista, ofuscado numa aliança de esquerda, que se  limitaria a algumas reformas, mantendo o sistema vigente.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A crise trouxe à tona a existência de  uma forte corrente oportunista na liderança do Partido, prontamente  apoiada pelo sistema político burguês. A situação por que passou o PCG  não foi apenas uma crise importada. Nunca a consideramos como apenas a  consequência do impacto da vitória da contra-revolução. Os  desenvolvimentos na situação internacional aceleraram o seu  aparecimento, mas, acima de tudo, determinaram a extensão das perdas  sofridas, no sentido de que a amargura causada pelos súbitos  acontecimentos dificultou a milhares de comunistas verem o real carácter  da crise no Partido, levando à sua desmobilização.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em nenhum momento, os membros do Comité  Central que assumiram um papel activo na superação da crise ou os que  saíram durante esta, se devem esquecer de que tínhamos a obrigação de  pôr claramente este problema aos membros do Partido, de modo a promover  um profundo debate interno e de combate, envolvendo o maior número de  militantes. A isso obrigam os estatutos do Partido, que estabelecem o  centralismo democrático como o garante da democracia interna.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando a ruptura na direcção do Partido  faz parte duma estratégia visando pôr em causa a sua existência, a  resolução do problema não pode ficar confinada a um grupo de dirigentes,  sob pena de dinamitar, literalmente, o Partido.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nestas condições, as cisões são  inevitáveis. Uma cisão não é uma tragédia no sentido geral e abstracto.  Em última análise, leva à expulsão de um Partido revolucionário de todas  as forças – sobretudo dos quadros – que escolheram o caminho do  compromisso, que optaram por jogar com as regras do sistema político  burguês. Em tais casos, a ruptura implica uma purga, esgotadas que  tenham sido todas as outras hipóteses e não restem mais opções.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se atempadamente o tivéssemos feito, sem  o medo injustificado de uma cisão (nas condições específicas ao nível  nacional e internacional), muitos militantes e quadros do Partido não se  teriam desviado do caminho certo, nem teriam sido levados à  desmobilização, num momento tão crítico para o movimento popular em  geral.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Durante o período do socialismo, ficou  demonstrado que o oportunismo de direita é uma força  contra-revolucionária, de divisão do movimento comunista internacional.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se não o atacarmos a tempo, se o subestimarmos, dará um golpe destrutivo que fará recuar décadas o movimento comunista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os anos 1989-1991 foram um dos mais  difíceis períodos do nosso Partido, mesmo se comparados com a situação  de ilegalização ou com a derrota na guerra civil de 1946- 1949. Isto,  porque os períodos anteriores foram marcados pela existência de um  movimento comunista em ascensão, a formação do sistema socialista na  Europa e o reequilíbrio da correlação de forças internacional. Neste  quadro, as dificuldades ou a derrota num país não provocam tanta  turbulência ou decepção.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O PCG conseguiu encontrar o seu caminho a tempo, mutatis mutandis, é claro.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apesar das dificuldades, conseguiu superar a crise, manter a sua independência, reputação e influência entre o povo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O inimigo de classe apoiou os quadros  que deixaram o Partido com todos os meios e de todas as formas;  ajudando-os sistematicamente e lançando, em simultâneo, uma campanha  anti-comunista contra o PCG, na qual empenharam todos os meios  políticos, ideológicos e até a calúnia mais vil.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O comportamento de outros partidos  comunistas irmãos que não valorizaram a crise mostra que, em última  instância, não se quiseram meter em aventuras. Alguns optaram por deixar  de lado o problema da vitória da contra-revolução por recearem uma  possível, ou quase certa, cisão, centrando-se na luta pelas questões  imediatas e vitais, sem, contudo, renovarem o seu programa após as  enormes transformações negativas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Independentemente da sua vontade e  desejo, independentemente das suas intenções (que, em certos casos, não  eram de todo inocentes) tiveram e ainda têm problemas, pois estão  confrontados com importantes e irreconciliáveis contradições. Um partido  comunista não pode lidar com as questões imediatas, e muito menos as de  médio prazo, se não tiver claramente definido o caminho para o  socialismo. Será uma viagem sem rumo, que conduzirá à assimilação e à  dificuldade de enfrentar os desafios que diariamente se colocam.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Hoje, 20 anos após a separação, nas  condições de uma derrota mundial, temporária mas profunda e com  consequências a longo prazo, do movimento revolucionário, o PCG  reagrupou-se orgânica, ideológica e politicamente. Aumentou a sua  influência política, desempenha um papel importante na luta de classes  no nosso país, empenhando, ao mesmo tempo, esforços com vista a  reorganização do movimento comunista internacional.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário, e apesar do apoio de que  goza, a organização política do oportunismo não conseguiu aumentar a sua  influência política. Sofre de disputas internas sobre as suas tácticas,  busca constantemente a “renovação”, atraindo principalmente segmentos  bem pagos da sociedade e intelectuais bem colocados. Não os  subestimamos. A nossa luta inclui uma firme frente ideológica e política  contra o ponto de vista oportunista que, nas condições do imperialismo,  pode reforçar e envenenar o radicalismo que tende a emergir da crise  económica do capitalismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mesmo não tendo estrutura orgânica,  derivado à sua relação com a social-democracia, o oportunismo, como um  ramo da ideologia burguesa, é sempre perigoso e corrosivo, tanto em  períodos de declínio do movimento como de contra-ataque. É por essa  razão que as ideias oportunistas são aceites pelos partidos liberal e  social-democrata, mesmo quando estes criticam os seus porta-vozes,  principalmente nos momentos em que precisam de aliados que possam exibir  publicamente. Quando têm que enfrentar um partido comunista  revolucionário servem-se deles, dos seus pontos de vista ou do seu apoio  aos partidos que obstaculizam o movimento popular. Os oportunistas são  sempre úteis ao sistema. A história passada e recente do movimento na  Grécia está recheada de exemplos que o comprovam.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A partir do momento em que a unidade  político-ideológica do PCG foi restaurada, em finais de 1991, percebemos  que o reforço do PCG e a sua influência no desenvolvimento  sociopolítico só seria possível se encontrássemos respostas sobre as  causas objectivas e subjectivas da vitória da contra-revolução; se  chegássemos a conclusões; se fossemos capazes de dizer, sobretudo à  classe trabalhadora do nosso país, se a nossa escolha de defender o  socialismo, a Revolução de Outubro e a URSS tinha sido correcta ou não.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nós não esquecemos que milhares de  comunistas gregos foram assassinados, executados, porque optaram por não  salvar a sua vida, recusando-se a assinar uma declaração condenando o  PCUS, a URSS e Estaline. Tínhamos que assumir a nossa responsabilidade  de dar resposta aos milhares de perguntas feitas pelos militantes do  Partido e da JCG, pelos amigos e apoiantes do Partido, mas também por  pessoas bem-intencionadas. Sentimos sempre que, como parte integrante do  movimento comunista internacional, partilhamos quer os momentos  positivos quer os negativos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sabíamos estar perante uma tarefa  difícil e de grande responsabilidade: dar respostas a uma questão de  importância mundial. Tanto mais porque, inicialmente, não foi possível  estabelecer contactos com os partidos comunistas dos ex-países  socialistas, dado que estes se tinham dissolvido ou transformado.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estabelecemos contacto com os novos  partidos comunistas criados nesses países e com estudiosos do marxismo.  Conseguimos recolher bastante informação dos diferentes pontos de vista  sobre o curso da construção socialista, principalmente desde a II Guerra  Mundial, a partir das reuniões realizadas no PCUS e em institutos  científicos. Ao mesmo tempo, estabelecemos a ligação com as condições e a  correlação de forças internacional, bem como com a situação existente  no movimento comunista internacional.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Analisando a situação nos dias de hoje,  após um considerável intervalo de tempo (desde 1991), percebemos quão  importante e crucial foi a decisão de não focarmos a nossa análise  somente no último período, mas sim em todo o percurso desde o início,  desde a vitória da Revolução de Outubro, depois de, no nosso Congresso,  termos afirmado não estarmos perante um colapso, mas sim uma  contra-revolução que utilizou a perestroika como o seu veículo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Foi realmente uma decisão arriscada e  que sabíamos ser uma tarefa gigantesca. Não fizemos uma abordagem  superficial ou emocional. Tivemos que fazer uma investigação científica,  de todo o percurso da construção socialista no plano económico, das  relações de produção e não apenas ao nível da super estrutura política,  como muitos partidos fizeram.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Percebemos que teríamos de analisar todo  o percurso dessa tarefa sem precedentes de construção do socialismo, já  que, não tinha sido possível aos fundadores do socialismo científico – o  comunismo – prever o curso da construção socialista e os novos  problemas que surgiriam. A nossa decisão de começar pela origem das  coisas, o nosso convencimento de que a contra-revolução não resultara  somente de factores externos, mas que também tinha raízes nos próprios  países socialistas, não nos levou a rejeitar o socialismo que foi  construído. Desde o primeiro momento sublinhamos a sua superioridade, o  seu grande, valioso e insubstituível contributo para o desenvolvimento  internacional, a luta da classe trabalhadora e dos povos. A nossa  investigação confirmou e consolidou a contribuição do sistema socialista  liderado pelo país onde o socialismo foi erguido pela primeira vez, a  URSS.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em 1995, após tomarmos em conta as opiniões e os comentários dos partidos&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;comunistas com os quais mantemos  relações internacionais, realizamos uma conferência Nacional do Partido  (antecedida pela discussão interna no Partido), que discutiu e votou um  documento com as primeiras conclusões sobre as causas objectivas e  subjectivas da contra-revolução.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;É claro que este documento deixou várias  questões sobre a economia socialista e a super estrutura sem resposta.  No entanto, municiou-nos com informação essencial para defendermos de  maneira fundamentada o marxismo-lenisnismo e a teoria do socialismo  científico em geral. Criticamos os erros cometidos, as razões que  permitiram que acontecessem, o modo como avaliações e escolhas erradas  abriram caminho aos desvios oportunistas. Este documento foi baseado em  material sobre a construção do socialismo na URSS. Isto não significa  que a nossa investigação não tenha sido extensiva a outros países  socialistas. Contudo, foi muito mais fácil focarmo-nos no país que  potenciou a primeira experiência de construção socialista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A resolução de 1995 confirmou que o  socialismo tinha de facto sido construído, ao contrário do capitalismo  de estado e da burocracia operária que alguns diziam existir na URSS.  Confirmou também que a contra-revolução começou por cima, nos próprios  partidos que estavam no poder.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Concluímos que o XX Congresso do PCUS  constituiu um ponto de viragem no sentido do reforço das forças  contra-revolucionárias, seguido pelas subsequentes reformas económicas  de 1965.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Depois de 1995, viramos uma nova página  no aprofundamento do estudo sobre a construção do socialismo, usando uma  bibliografia mais extensa, aprofundando a cooperação com cientistas  comunistas dos países que construíram o socialismo, bem como com  partidos comunistas, organizando viagens e seminários, estudando  documentos extensos que foram traduzidos com o apoio de estudiosos do  marxismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Comité Central elaborou, por um longo  período, um novo e mais compreensível documento, centrado nas relações  de produção socialistas, no campo de uma economia socialista e, em 2008,  estruturamos um projecto de documento, que foi discutido duas vezes com  as organizações de base do Partido e da Juventude Comunista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Recolhemos críticas, perguntas, mesmo  opiniões expressando pontos de vista diferentes, após o que, este  documento se tornou num documento pré-Congresso e num tema para debate  no XVIII Congresso, que se realizou em Fevereiro de 2009. O Projecto das  Teses foi enviado a todos os partidos comunistas com os quais mantemos  relações, com o pedido de análise e envio de opiniões.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estávamos conscientes de que, questões  tão importantes como a definição do carácter e da estratégia a adoptar  pelo Partido não deveriam ser apenas um documento do CC, mas sim matéria  a ser aprovada pelo Congresso do Partido.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A discussão dentro do Partido e da JCG deu um novo impulso ao nosso trabalho.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Melhorou o ambiente no interior e em  torno do Partido, no interior da JCG e entre os jovens que se  aproximaram do Partido, apesar de ter vivido a tempestade anticomunista.  Os jovens que nasceram um pouco antes da perestroika ou depois do  derrube são mais vulneráveis à propaganda reaccionária, não científica.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A discussão efectuada antes do Congresso  gerou um ambiente de confiança no PCG e na sua capacidade de analisar,  de forma corajosa e ousada, as principais questões teóricas, de fazer  auto-crítica e crítica de nível sem recorrer ao niilismo e a referências  até à náusea aos “erros”, não permitindo ao inimigo de classe e aos  oportunistas utilizarem essa crítica à custa do movimento.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tal como referimos no XVIII Congresso,  os ataques da burguesia contra o movimento comunista, que muitas vezes  surgem como polémicas entre uma elite de intelectuais, são dirigidas  contra o núcleo revolucionário do movimento da classe operária. Luta  contra a necessidade duma revolução e da sua consequência política, a  ditadura do proletariado, que é a tomada revolucionária do poder pela  classe operária. Em particular, combatem o resultado da primeira  revolução vitoriosa, a Revolução de Outubro na Rússia; lutando  ferozmente contra cada fase em que a Revolução expôs e combateu acções  contra-revolucionárias, os oportunistas defendem o que, em última  instância, enfraqueceu social e politicamente a Revolução.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Hoje em dia, nas sociedades capitalistas  modernas, nas sociedades do capitalismo monopolista, as pré-condições  materiais de transição para o socialismo-comunismo amadureceram,  nomeadamente com a concentração da produção e da classe operária. As  desigualdades são, definitivamente, um importante elemento para a  definição de deveres estratégicos, como alianças, previsão da cadeia que  pode acelerar as contradições. No entanto, tal não justifica uma meta  estratégica diferente, nomeadamente um poder de estado que não o dos  trabalhadores, nem um poder intermédio entre o capitalismo e o Estado  dos Trabalhadores. O carácter de classe do Estado pelo qual luta o  partido comunista está definido. É claro que terá que efectuar uma  política de alianças e manobras para juntar e preparar forças.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O PCG defende a criação de uma Frente  Democrática, anti-imperialista e antimonopolista, uma aliança entre  trabalhadores (independentes e por conta de outrem) e pequenos e médios  agricultores e empresários. No entanto, um partido comunista não pode  confundir uma orientação para a conjugação de forças com o seu objectivo  estratégico principal, não pode abdicar da sua independência, da sua  posição político-ideológica estratégica, nem da sua identidade própria  por ou para participar em alianças e outras formas de organização.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O PCG cometeu erros no passado. Tiramos conclusões colectivas, em nosso entender, de importância internacional.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desenvolvimento desigual quer dizer  desenvolvimento político e social desigual, o que significa que as  condições prévias para o início da situação revolucionária podem emergir  mais cedo num país ou num grupo de países que, sob condições  específicas, pode constituir o “elo mais fraco” do sistema imperialista.  Isto é particularmente importante hoje em dia, em que o desenvolvimento  e as remodelações têm lugar no sistema imperialista e se intensificam  as contradições tanto nos países como no sistema imperialista. Portanto,  entendemos que cada partido comunista e que os trabalhadores de cada  país têm o dever internacionalista de contribuir para a luta de classes  ao nível internacional, mobilizando e organizando a luta contra as  consequências das crises nacionais, com vista ao derrube do poder  burguês, à conquista do poder pelos trabalhadores e à construção do  socialismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No programa do nosso Partido, elaborado no XV Congresso, afirmamos que a&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;próxima revolução na Grécia será a revolução socialista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Independentemente do tamanho do país e  da sua posição no sistema imperialista internacional, independentemente  do continente a que pertence, consideramos que na nova sociedade as  relações socialistas que resultam da constituição de um estado  revolucionário em que os trabalhadores detêm o poder têm características  comuns.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não concordamos com a ideia da  existência de diferentes “modelos” de socialismo nem com as  “peculiaridades nacionais” que negam as leis. A realidade de cada  sociedade, o tamanho da população rural, o nível dos meios de produção,  por exemplo, não negam os princípios e as tendências gerais.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outra questão crucial é a de se formar uma opinião unitária sobre uma questão&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;fundamental: se as novas relações socialistas podem resultar de reformas, sem o derrube da burguesia e dos seus órgãos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Embora já tenha sido tratada, na teoria e  na prática, esta questão ressurgiu como forma de pressão em partidos  declaradamente marxistas-leninistas. É uma questão estratégica  fundamental para o movimento comunista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na nossa opinião, a acção da classe  trabalhadora e das massas populares num período revolucionário implica o  confronto com todas as estruturas burguesas, o seu derrube e a formação  de novos órgãos de poder popular.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Só assim a burguesia perderá o poder  político através do qual domina, só assim venceremos a sua resistência,  pois nunca abdicou do poder voluntariamente. O conceito da revolução  socialista não se restringe ao derrube do poder burguês, abrange todo o  período de consolidação e predomínio das relações comunistas, até à  completa erradicação das classes sociais.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma das mais importantes conclusões  sobre o carácter da sociedade socialista é a de que esta é uma forma  subdesenvolvida, como que um estágio inicial da sociedade comunista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vimos que, embora Marx, Engels e Lénine  tivessem uma posição clara sobre o carácter teórico do socialismo, na  prática, esta posição foi interpretada de forma a sugerir a existência  de sociedades distintas, cujo desenvolvimento conduziria ao comunismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Independentemente das intenções, esta  divisão arbitrária da sociedade comunista em sociedades socialista e  comunista constituiu a base para o fortalecimento de pontos de vista  oportunistas, tanto no campo das relações de produção socialista, como  no campo da super estrutura. Minou o carácter da ditadura do  proletariado, do planeamento de âmbito nacional e do carácter do Partido  Comunista, como vanguarda político-ideológica da classe operária,  durante a consolidação e o desenvolvimento da nova sociedade. Minou o  carácter do planeamento central e, finalmente, levou ao enfraquecimento  das relações de produção socialista, em vez de as reforçar. Nesta base,  podemos explicar o fortalecimento das forças contra-revolucionárias na  super estrutura política.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O nosso partido acredita que, segundo a  teoria marxista-leninista, o socialismo é o comunismo imaturo, que é o  estádio inferior da sociedade comunista, ou seja, o comunismo que está  apenas chegando das entranhas do capitalismo e tem que se basear nos  fundamentos económico-técnicos herdados do capitalismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No entanto, as principais leis da  sociedade comunista são válidas no socialismo: a socialização dos meios  de produção concentrada, a reprodução ampliada visando a satisfação das  necessidades sociais, o planeamento central, o controlo operário e, até  certo ponto, a distribuição de acordo com as necessidades (educação e  saúde, por exemplo). Devido ao carácter muito imaturo do socialismo, uma  parte do produto social (o destinado ao consumo individual) é  distribuído de acordo com o princípio “a cada um segundo o seu  trabalho”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Levámos em conta a luta teórica na URSS e iremos prosseguir a nossa investigação sobre esta matéria.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No entanto, o nosso partido acredita que  a percepção e a política que considera a lei do valor como base para a  distribuição da produção social constituem uma violação das relações  socialistas. A opção específica e temporária de dar maior remuneração a  mão-de-obra especializada e administrativa é uma questão diferente. No  socialismo, a única “medida” do trabalho é o tempo de trabalho, que  simboliza a contribuição individual planeada para a formação do produto  social total. Sublinhamos a necessidade de aprofundar o estudo sobre as  questões que dizem respeito à política salarial praticada na URSS e  noutros países da Europa Central e Oriental.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O ponto de partida para a construção do  socialismo é a imediata socialização dos meios de produção concentrados.  Tendo em conta as actuais dimensões da economia capitalista,  referimo-nos a sectores estratégicos que o próprio capitalismo concentra  em grandes empresas e grupos monopolistas. Hoje em dia, a Nova Política  Económica (NPE) é interpretada de forma a justificar concessões ao  capitalismo, como na China, onde agora são dominantes, e na URSS, nos  últimos anos da década de 1980.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nós pensamos que a NEP foi uma  particularidade específica na Rússia Soviética após a guerra civil e a  intervenção estrangeira. Lénine considerava que a NEP tinha um carácter  de curto prazo, uma necessidade para a transição entre o comunismo de  guerra (devido à intervenção imperialista) e a guerra civil. A  perspectiva da abolição da NEP no futuro próximo era clara para Lénine.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A questão é a de que o poder  revolucionário dos trabalhadores deve planear e agir tendo como  objectivo abolir a relação de exploração entre trabalho assalariado e  capital. Nesse sentido, consideramos impossível a longa coexistência  entre relações comunistas e capitalistas no âmbito da construção  socialista. Tal como a experiência na URSS demonstrou, a pergunta “quem é  quem” rapidamente surgirá.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A produção comunista – mesmo na sua fase  imatura – é directamente produção social: a divisão do trabalho não é  feita pela troca, não é efectuada através do mercado, e os produtos do  trabalho que são consumidos individualmente não são mercadorias.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A relação dinheiro/mercadoria deixará de  existir com a erradicação dos elementos do velho sistema que a origina.  Isso não acontece de forma espontânea mas conscientemente, pela acção  política do Estado em que o povo seja o poder. Isto significa que a  ditadura do proletariado tem que delinear uma política de erradicação  dos elementos da velha sociedade e de comparticipação de cada trabalho  individual, directamente para o trabalho social.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aceitamos a existência de relações  mercantis na troca de produtos entre a produção socialista e  cooperativa. No entanto, a construção socialista deve ter como objectivo  a sua erradicação, acompanhada por medidas que acelerem o processo de  fusão de pequenas cooperativas com outras de maior dimensão, criando  cooperativas mais fortes, do ponto de vista das condições materiais, de  forma a passar para a produção social directa.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entendemos que em vários países, como na  Grécia, que têm estratos relativamente elevados de pequenos produtores  (na agricultura, por exemplo) seja necessária uma aliança com estes  durante o processo de construção socialista, assegurando, através das  cooperativas de produção, que respeitam o planeamento central, como  forma de transição até que estejam criadas as condições materiais e  subjectivas para a participação substancial dos trabalhadores por conta  própria na produção social directa, para a total socialização dos meios  de produção.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Defendemos o princípio do planeamento  central da economia, da produção, da distribuição da força de trabalho e  da repartição da produção socialista e acreditamos que, hoje em dia,  devemos investigar como é que o Partido Comunista pode assegurar a  utilização cabal e atempada dos avanços técnico-científicos em cada fase  do planeamento central, como um produto do factor subjectivo, de acordo  com as leis socialistas, tornando mais eficaz o processo de controlo  das metas de produção e distribuição.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Deste ponto de vista, consideramos  errada a decisão política que dominou após o XX Congresso do PCUS e,  especialmente depois de 1965, no que respeita à utilização dos  mecanismos e das leis do mercado para corrigir os erros e a superação  das deficiências do planeamento central (lucros das empresas, introdução  da auto-gestão nas empresas, etc.).&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No socialismo, o exercício  revolucionário do poder pela classe trabalhadora é um pré-requisito para  a transformação das relações sociais, sobretudo as relações de produção  e também a superstrutura. Apesar das calúnias da propaganda burguesa e  pequeno-burguesa, a ditadura do proletariado é mesmo o tipo de estado  libertador das massas proletárias, em oposição ao parlamentarismo  burguês. A chegada das massas trabalhadoras aos órgãos de poder só  acontecerá com um Partido revolucionário e com capacidade de direcção.  Uma vez nesses órgãos, com o apoio das organizações partidárias  respectivas, a classe operária aprende como executar as três funções do  poder: como decidir, como executar e como controlar. Outro desafio para o  estado revolucionário é o de como atrair ao projecto socialista as  camadas não&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;proletárias ou semi-proletárias, o que  implica a elaboração de um plano pelos órgãos respectivos (nas  cooperativas e junto dos trabalhadores por conta própria, por exemplo).&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A resolução do XVIII Congresso assinalou a transição para uma nova fase do contra-ataque político-ideológico.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A investigação levada a cabo sobre a  construção socialista veio enriquecer a posição sobre o socialismo  emanada do XV Congresso do nosso Partido, realizado em 1996.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O documento sobre o socialismo não se  limita só a ajudar-nos na resposta ao inimigo de classe. Esse é um  aspecto, mas nós não tínhamos só esse objectivo. Tendo esclarecido na  consciência colectiva do Partido o que é a construção do socialismo, de  como estão a ser resolvidos os problemas da socialização, da  estratificação social e da luta de classes que se agudiza, o que  acontece com a relação mercadoria/dinheiro, com o planeamento e a  programação, com o controlo operário, estamos hoje em melhores condições  para articular a nossa táctica com a nossa estratégia, de propagar ao  povo a nossa alternativa que passa pela questão do poder.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando destacamos os ganhos que foram  alcançados sob o socialismo que, apesar dos erros, omissões e  dificuldades objectivas devido à correlação de forças negativas, foram  sem precedentes e incomparáveis com os dos trabalhadores sob o  capitalismo, nós não só desmascaramos as calúnias, mas também  demonstramos que há maneira de resolver os problemas dos trabalhadores e  do povo, existem soluções e perspectivas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Damos um conteúdo substantivo à nossa luta contra a ideologia burguesa, contra o reformismo e o oportunismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O oportunismo internacional reagrupou-se na Europa através do Partido da&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esquerda Europeia, utilizando a vitória  da contra-revolução, o desapontamento e a confusão que se lhe seguiu.  Noutros continentes, como, por exemplo, na América, tenta promover a  social-democracia em contra-ponto ao socialismo e manipular partidos e  movimentos progressistas que vão surgindo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os comunistas gregos, com uma  experiência acumulada de 92 anos de luta contínua, não têm o direito de  esquecer que a burguesia apoia todos os desvios políticos e ideológicos  dos princípios e leis do movimento revolucionário, da teoria do  socialismo científico. O ataque da burguesia centra-se na questão da  “democracia socialista” e é particularmente intolerante face ao período  em que foram construídas as bases do regime socialista na URSS,  precisamente porque foi o período que determinou a vitória do  socialismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como é salientado na Resolução do XVIII  Congresso, “Examinamos as coisas de uma forma crítica e auto-crítica, de  modo a tornar o PCG, como parte do movimento comunista internacional,  mais forte na luta pelo derrube do capitalismo, pela construção do  socialismo. Estamos a estudar e a julgar o caminho da construção do  socialismo de uma maneira auto-crítica, isto é, com plena consciência de  que as nossas fraquezas, deficiências teóricas e erros de avaliação são  também parte do problema.”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Prosseguimos o estudo com vista a  aprofundar e enriquecer a nossa percepção programática sobre o  socialismo, com espírito colectivo, cientes das dificuldades e  deficiências, e determinação de classe. Aceitamos que estudos históricos  futuros feitos pelo nosso Partido e pelo movimento comunista  internacional farão, definitivamente, mais luz, sobre a experiência da  URSS e outros países socialistas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Algumas das nossas conclusões podem  necessitar de ser completadas, melhoradas ou aprofundadas. Além disso, o  desenvolvimento da teoria do socialismo-comunismo é uma necessidade, um  processo vivo, um desafio quer para o nosso Partido quer para o  movimento comunista internacional, hoje em dia, mas também no futuro.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;* Secretária Geral do Comité Central do Partido Comunista da Grécia (PCG)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Este texto foi originalmente publicado (versão em inglês) na Revista Comunista Internacional nº 2 (&lt;a href="http://www.iccr.gr/site/en/issue2/the-importance-of-the-critical-assessment-of-the-socialist-construction-in-the-20th-century-for-the-strengthening-of-the-labor-movement-and-for-an-effective-counter-attack.html" target="_blank"&gt;www.iccr.gr/site/en/issue2/the-importance-of-the-critical-assessment-of-the-socialist-construction-in-the-20th-century-for-the-strengthening-of-the-labor-movement-and-for-an-effective-counter-attack.html&lt;/a&gt;)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Tradução portuguesa de LB publicada em www.pelosocialismo,net&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.odiario.info/?p=2348" target="_blank"&gt;http://www.odiario.info/?p=2348&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-3806246269151804618?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/3806246269151804618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/importancia-da-avaliacao-critica-sobre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3806246269151804618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3806246269151804618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/importancia-da-avaliacao-critica-sobre.html' title='A importância da avaliação crítica sobre o contributo da construção do Socialismo no século XX para o fortalecimento do Movimento Sindical e um efecti'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-3371354281542769624</id><published>2012-01-22T21:44:00.000-02:00</published><updated>2012-01-22T21:45:37.219-02:00</updated><title type='text'>Lênin: necessário em 1917, 1924 e 2012</title><content type='html'>&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://pcb.org.br/portal/images/stories/lenin-revolucao-russa.jpg" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://pcb.org.br//" target="_blank"&gt;PCB&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma vida dedicada à Revolução&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Obra e exemplo de líder revolucionário falecido em 21 de janeiro de 1924 continuam atuais&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em 1898, o então maior nome do movimento  operário russo, Georgi Plekhanov, lançava um documento levantando uma  questão incômoda para todos aqueles que se desprendem de vaidades  pessoais para organizar, coletivamente, a transformação radical da  sociedade. Seu livro se chamava O papel do indivíduo na História.  Ironias dessa mesma História, foi também naquele ano que Plekhanov  conheceu um jovem de 28 anos chamado Vladimir, recém-casado com sua  Nadja e que poucos meses depois iria publicar seu seminal O  desenvolvimento do capitalismo na Rússia. É imperioso afirmar, e nem o  mais reacionários dos burgueses nega, o colossal papel de Vladimir,  codinome Lênin, na história dos revolucionários, da política, da  humanidade.&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O falecimento de Vladimir Ilyitch  Ulianov completa 88 anos neste 21 de janeiro de 2012. Em apenas 53 anos  de vida - ele nasceu em 22 de abril de 1870 - Lênin foi muito mais que  um estudioso das relações sociais e econômicas do capitalismo, o  propagandista e agitador revolucionário, o organizador do Partido e da  Internacional comunistas. Foi também um ferrenho opositor do reformismo e  do economicismo, dedicado a desmascarar os oportunistas de direita e de  esquerda no movimento operário, um líder afeito ao bom e produtivo  debate.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A vida pessoal e os gostos de Volodia -  seu apelido familiar -, como a pretensa falta de hobbies para além do  xadrez e da leitura de Alexander Pushkin, Ivan Turgenev, Leo Tolstoy e  Nikolay Nekrasov, e sua exígua estadia pela advocacia, são apenas notas  de rodapé na biografia de um dos pilares da Revolução Russa de 1917,  líder do Partido Comunista e primeiro presidente do Conselho dos  Comissários do Povo de uma recém-criada União Soviética. Digno de  registro, que ajuda a explicar sua trajetória, apenas o enforcamento de  seu irmão mais velho - por conspiração em um atentado terrorista contra o  Tzar Alexander III.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quase que ao mesmo tempo da morte do  irmão, Alexandre Ulianov, toma conhecimento das obras de Plekhanov. Em  1887, com 17 anos, lê as obras de Karl Marx e Friedrich Engels e  estabelece contato com outros revolucionários. É preso numa manifestação  e, em 1892, traduz o Manifesto do Partido Comunista para o russo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em 1893, muda-se para São Petersburgo,  onde, dois anos mais tarde, irá fundar a Liga da Luta pela Emancipação  da Classe Operária. Em dezembro de 1895, é preso por conspirar contra  Alexandre III. Após 14 meses de prisão, é exilado para a Sibéria em  fevereiro de 1897.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No final de seu exílio, deixa a Rússia  para viver em Munique (1900-1902). Lá, ao lado de Martov, funda o  jornal Iskra, publicação do Partido Operário Social-Democrata Russo  (POSDR). Precisa mudar-se novamente de país e, em Londres (1902-1903),  participa do 2º Congresso do POSDR. É nesse congresso que vai liderar a  ala bolchevique ("maioria" em russo) contra os mencheviques ("minoria"),  ruptura que originará o livro Que Fazer?.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Após estadia em Genebra (1903-1905),  Lênin retorna à Rússia para participar da Revolução de 1905. Em 1906, é  eleito presidente do POSDR, mas precisa novamente se exilar após a  carnificina czarista promovida contra a tentativa de revolução. Só  voltaria para seu país em 1917.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Durante este hiato, publica Materialismo  e Empiriocriticismo (1909), crítica a uma variante de idealismo, ataca o  reformismo da II Internacional e se opõe à participação dos  trabalhadores e camponeses na I Guerra Mundial. Escreve Imperialismo,  Fase Superior do Capitalismo. Lênin identifica, na Primeira Guerra  Mundial, a expressão da disputa acirrada entre os interesses  imperialistas, refletindo a necessidade de expansão mundial do capital.  Por isso, definia a guerra imperialista como uma ação totalmente  reacionária, contra a qual era preciso se posicionar firmemente, do  ponto de vista do internacionalismo proletário e da revolução.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A análise de Lênin sobre a dinâmica  histórica do capitalismo também lhe permitiu apontar o caráter da  revolução na Rússia, armando os bolcheviques para o enfrentamento às  concepções mecanicistas e capitulacionistas dos mencheviques. Quando  estes tentaram minimizar a importância da onda revolucionária com o  pretexto de que “a Rússia não estava bastante desenvolvida para o  socialismo”, Lênin e os bolcheviques afirmaram que o caráter mundial da  guerra imperialista mostrava que o capitalismo mundial havia alcançado o  nível de amadurecimento necessário para a revolução socialista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;1917, um capítulo à parte&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em fevereiro de 1917, manifestações  populares na Rússia forçam a saída do czar Nicolau II e os mencheviques  assumem o poder. Determinado a voltar à Rússia, Lênin conta com o apoio  do comunista suíço Fritz Platten para obter permissão do ministro alemão  das Relações Exteriores de viajar através da Alemanha para sua terra  natal.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em 16 de abril (3 de abril no calendário  gregoriano), chega à Estação Finlândia, em São Petesburgo. Suas Teses  de Abril acabavam de sair do forno: nelas, defendia abertamente que os  bolcheviques organizassem uma revolução socialista e dessem o poder aos  sovietes. Poucos meses depois, suas propostas se mostrariam acertadas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Concluída a revolução socialista em  outubro de 1917, lidera o governo bolchevique no enfrentamento à guerra  civil incensada pelas forças conservadoras, com apoio do imperialismo,  até 1921, vencida pelo proletariado russo. Comanda a instauração da NEP  (Nova Política Econômica) e escreve Esquerdismo, doença infantil do  comunismo. Vários acidentes vasculares cerebrais o prejudicam, fazendo  com que venha a falecer em 21 de janeiro de 1924.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A teoria a serviço da revolução&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A biografia de Lênin está umbilicalmente  ligada à luta política contra o reformismo no interior do movimento  socialista mundial. Em resposta ao desenvolvimento do oportunismo na  Segunda Internacional, grupos comunistas em vários países passaram a  resgatar os princípios revolucionários do legado de Marx e Engels, para  fazer contraponto à social-democracia. Essas correntes apareceram quando  a expansão imperialista fazia vislumbrar a perspectiva de um conflito  armado entre as grandes potências do capitalismo e, em paralelo, se  acirrava a luta de classes (com a deflagração de greves gerais políticas  e, sobretudo, de greves de massas nos países capitalistas).&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Contra o oportunismo de Bernstein e  outros revisionistas, os bolcheviques, o grupo dos tribunistas  holandeses, Rosa Luxemburgo e vários revolucionários aprofundaram a  análise marxista para entender a dinâmica das crises cíclicas do  capitalismo (como fez Lênin em Imperialismo, fase superior do  capitalismoe Rosa Luxemburgo em A Acumulação do Capital), as causas das  posturas oportunistas (Rosa Luxemburgo em Reforma ou revolução e, mais  tarde, Lênin em A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky) e  reafirmaram a necessidade da destruição violenta e definitiva do  capitalismo (Lênin em O Estado e a Revolução e Rosa Luxemburgo em Que  quer a Liga Spartacus?).&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em Que Fazer?, publicado em 1902, Lênin  já havia assinalado, de forma categórica, a opção pelo caminho  revolucionário contra a perspectiva da colaboração de classe,  disseminada pela social-democracia. Uma das principais teses da obra é a  de que “sem teoria revolucionária, não pode haver prática  revolucionária”. Citando Marx na famosa carta sobre o programa de Gotha,  Lênin lembra que o fundador do materialismo histórico dizia ser  inaceitável qualquer tipo de concessão teórica e de barganha com os  princípios revolucionários.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O estímulo ao estudo e a difusão da  teoria marxista são tarefas prioritárias do Partido, pois, segundo outra  ideia presente em Que Fazer?, “a consciência socialista não brota  espontaneamente das lutas do proletariado”. Atacando o que denominou de  “culto à espontaneidade”, destacou a necessidade do Partido de vanguarda  e dos militantes profissionais, ou seja, da organização revolucionária,  para orientar as massas no sentido da mobilização e da ação consequente  contra o regime do Czar e a ordem capitalista. O Partido, então, deve  “ir a todas as classes da população”, assumindo o papel de  propagandista, agitador e organizador da luta proletária, assim como de  educador, a expor a todos os trabalhadores e demais camadas populares os  objetivos gerais do programa socialista.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Criticando os métodos artesanais, a  improvisação e a desorganização que grassavam entre os oposicionistas  russos, sobre quem dizia que “partiam para a guerra como autênticos  mujiques, armados apenas de um bordão”, defendeu que a organização  revolucionária deve ser diferente da organização sindical, esta  centralmente voltada para a luta econômica contra os patrões. Entendendo  que a luta política é muito mais ampla e complexa que as batalhas  sindicais, a organização dos revolucionários deve englobar “homens cuja  profissão é a ação revolucionária”, pois não seria possível combater a  ditadura czarista e, muito menos, avançar na luta pela derrubada do  capitalismo, sem que alguns homens e mulheres se dedicassem  exclusivamente a esta tarefa.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para cumprir tais objetivos, levando-se  em conta as condições políticas na Rússia dos primeiros anos do século  XX, se fazia necessário um alto grau de centralização organizativa, com o  cuidado de que a especialização do trabalho revolucionário e a  clandestinidade não levassem ao descolamento das massas, nem se  mostrassem incompatíveis com os princípios democráticos. Por fim, Lênin  postula que, no Partido revolucionário, deve desaparecer por completo  toda distinção entre operários e intelectuais.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outra obra essencial é O Estado e a  Revolução, escrita em agosto e setembro de 1917, às vésperas, portanto,  da revolução bolchevique. Lênin sistematiza as ideias de Marx e Engels  sobre o Estado capitalista e a ditadura do proletariado, buscando  atualizar a sua aplicação na luta política em tempos de capitalismo  monopolista e de imperialismo, ou seja, segundo seus prognósticos à  época, de preparação para a revolução socialista mundial. Reforçando que  o princípio democrático é um princípio proletário, Lênin reafirma,  fundamentalmente, o caráter de classe do Estado, desmistificando o  pensamento burguês segundo o qual a democracia política é inerente à  ordem fundada pelos liberais. Na verdade, a consolidação do capitalismo  monopolista e do imperialismo representou um retrocesso nas práticas  democráticas conquistadas em vários países graças às intensas lutas  operárias travadas ao longo do século XIX. Ao caracterizar o Estado como  instrumento a serviço do grande capital, o líder bolchevique projetava a  tendência, hoje cada vez mais evidente, da total incompatibilidade  entre a ordem capitalista e a democracia.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Internacional Comunista&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Após a Revolução de Outubro de 1917, o  movimento socialista internacional viu-se envolvido na crença de que a  ruptura histórica com o capitalismo era iminente e de que uma nova onda  revolucionária iria varrer o mundo, estabelecendo rapidamente, na Europa  e no ocidente, uma nova sociedade dirigida pelos operários. Daí que, em  março de 1919, realizou-se, em Moscou, a convite dos bolcheviques, o  Congresso de fundação da III Associação Internacional dos Trabalhadores,  também chamada de Internacional Comunista (IC) ou Komintern,  constituída por representantes de numerosos pequenos grupos  revolucionários europeus, aqueles que em seus países haviam rompido com a  social-democracia, dando início à formação dos partidos comunistas.  Definia-se a luta pela afirmação da ditadura do proletariado no lugar da  democracia burguesa como um dos princípios fundamentais da entidade, na  perspectiva de criação de uma “União Mundial das Repúblicas Socialistas  Soviéticas”. Mas o contexto internacional era de refluxo do movimento  operário e socialista e de derrota de lutas populares e tentativas  revolucionárias na Alemanha, na Áustria, na França, na Hungria, na  Itália.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No segundo congresso, reunido em 1920,  foram aprovadas as Teses sobre a questão nacional e colonial, redigidas  por Lênin, que inseria as lutas nacionais na sua teoria do imperialismo,  propondo a união do movimento anti-imperialista, formado pelo conjunto  de movimentos de libertação nacional e colonial, aos objetivos  estratégicos da revolução mundial, sob a liderança dos bolcheviques da  Rússia Soviética, num momento em que esta se via cercada pelos ataques  dos países imperialistas durante o período conhecido como “comunismo de  guerra”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Lênin combateu, neste Congresso, a  argumentação segundo a qual apoiar movimentos coloniais de caráter  democrático-burguês favoreceria a afirmação de um espírito nacionalista  que impediria o despertar da consciência de classe nas massas  exploradas. Em contrapartida, defendeu o conceito de “nacionalismo  revolucionário”, descartando a visão linear das fases obrigatórias no  processo revolucionário, a prever uma etapa democrático-burguesa, o que  parecia indicar a insistência, por parte de certos dirigentes  comunistas, em criar um modelo de transformação social copiado da  história europeia. Para Lênin, os movimentos nacionais tinham validade  revolucionária se fossem protagonistas de um processo de transição para a  revolução socialista, não sendo aceita como inevitável a realização da  etapa burguesa, pois dizia: “os países atrasados, com a ajuda do  proletariado dos países avançados, podem passar ao regime soviético e,  através de determinadas etapas de desenvolvimento, ao comunismo,  evitando o estágio capitalista de desenvolvimento”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na concepção de Lênin, quando se falava  em movimento democrático-burguês ou revolucionário-nacional, tinha-se em  mente a percepção de que a massa principal da população a ser atraída  para a luta revolucionária nos países dominados pelo imperialismo seria  composta pelo campesinato. O apoio dos comunistas ao movimento  democrático-burguês traduzia-se na luta contra a exploração imperialista  lado a lado com os camponeses, representantes da pequena burguesia  rural, cujos objetivos políticos eram vistos como potencialmente  progressistas e conflitantes com os interesses da burguesia industrial e  financeira, já comprometida com o imperialismo. Numa realidade em que o  proletariado ainda não se organizara de forma a se tornar a principal  força hegemônica na revolução, a aliança com o campesinato aparecia como  a melhor tática para a luta anti-imperialista e a conquista de um poder  alternativo ao exercido pelos grupos capitalistas.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A essência desse pensamento pode ser  revisitada no clássico Duas Táticas da Social-Democracia na Revolução  Democrática, escrito por Lênin no ano de 1905, como contribuição para o  aprofundamento da luta revolucionária na Rússia. A revolução  democrático-burguesa era vista como inevitável e, mesmo, necessária,  naquela conjuntura específica de um país de economia agrária com  sobrevivências de relações feudais, para varrer os restos do regime de  servidão e da superestrutura aristocrática, incluindo a própria  monarquia czarista, e garantir o pleno desenvolvimento das relações  capitalistas. Daí que, segundo Lênin, a revolução democrática, burguesa  por seu conteúdo econômico e social, também fosse do interesse da classe  operária e dos camponeses, por sua capacidade de proporcionar mudanças  que estabelecessem novas formas de organização social e política,  permitindo maior fôlego à organização e à luta do proletariado em prol  de sua total libertação.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas não era admissível, para o líder  comunista russo, que o proletariado ficasse à margem da revolução  burguesa, tampouco que entregasse a sua direção à burguesia, mas, pelo  contrário, era preciso lutar para ampliar os limites  democrático-burgueses da revolução no sentido da satisfação das  necessidades e dos interesses do proletariado, preparando o caminho de  sua vitória completa, a sociedade socialista. Como a burguesia e a  pequena burguesia russas não haviam ainda formado um grande partido  popular, caberia aos bolcheviques dirigir o processo, liderando não só o  proletariado, mas também aqueles grupos e elementos sociais capazes de  marchar ao seu lado, visando à conquista da democracia revolucionária.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No III Congresso da IC, realizado em  1921, com base em seu texto Esquerdismo, doença infantil do comunismo,  Lênin passa a reconhecer que a onda revolucionária havia regredido,  centralmente na Europa, daí a necessidade de um trabalho dos comunistas  no interior dos sindicatos dominados por direções reacionárias, além da  participação nas eleições instituídas pelo calendário político  democrático-burguês, tendo em vista a conquista de cadeiras, pelo  movimento operário, nos parlamentos dos países capitalistas. Lênin  percebe que os partidos comunistas fora da Rússia Soviética tinham  pequena inserção junto às massas e insistiam em adotar táticas  revolucionárias calcadas na experiência dos bolcheviques, as quais não  demonstravam ser adequadas à realidade social, econômica e política do  ocidente capitalista. Pois não eram as mesmas as condições que  favoreceram, na Rússia, o desenvolvimento do processo revolucionário.  Era preciso “trabalhar obrigatoriamente onde está a massa”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Lembrava Lênin que os bolcheviques  necessitaram de quinze anos para se preparar como uma força política  organizada para a conquista do poder na Rússia, afirmando que a vitória  sobre a burguesia seria impossível sem uma “guerra prolongada, tenaz,  desesperada, de vida ou de morte; uma guerra que exige tenacidade,  disciplina, firmeza, inflexibilidade e unidade de vontade”. Afinal,  tratava-se de enfrentar um poder que não residia apenas na força do  capital e na solidez das suas relações internacionais, mas igualmente na  “força do costume, na força da pequena produção”. O dirigente  bolchevique indicava a necessidade de uma revolução que fosse também  capaz de promover transformações de ordem moral e cultural para vencer a  ideologia do capitalismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Era preciso saber respeitar e  reconhecer, através de muito estudo e acurada investigação das  realidades nacionais, as especificidades existentes na economia, na  política e na cultura de cada país, que forçosamente exigiriam formas  particulares de luta, capazes de adaptar os princípios fundamentais do  comunismo às características próprias de cada nação. Para tal, não  bastaria a ação isolada da vanguarda, nem um trabalho voltado apenas à  agitação e à propaganda, pois somente através da própria experiência  política das massas seria possível desenvolver formas de abordagem da  revolução proletária, ou seja, táticas de luta eficazes na mobilização  popular e no enfrentamento às classes dominantes. Tendo afirmado que os  revolucionários deveriam saber combinar modos diferenciados de embate  político, Lênin deixava claro não haver um modelo único ou uma receita  para a vitória da revolução, destacando ser necessário que “todos os  comunistas de todos os países tenham consciência em toda a parte e até o  fim da necessidade da máxima flexibilidade na sua tática”.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Flexibilidade na tática, mas não  princípios, tampouco na estratégia. A radicalidade do pensamento de  Lênin provocou a reação virulenta da burguesia e da social-democracia,  que demonizaram o líder bolchevique e tudo o que ele representa. Em  contrapartida, para os revolucionários e trabalhadores conscientes da  necessidade de destruir a ordem capitalista e construir o socialismo, há  a certeza de que seu legado político mantém-se como um guia  indispensável para a ação transformadora. As ideias de Lênin e a  Revolução Russa de 1917 marcaram a ferro e fogo todo o século XX. Além  de retomar o impulso revolucionário de Marx, com Lênin o socialismo  deixava de ser uma doutrina exclusivamente europeia para ganhar o mundo,  superando seu eurocentrismo inicial. Os trabalhadores e povos  explorados em todo o planeta continuam encontrando no marxismo  revolucionário de Lênin o indicativo preciso da união da teoria com a  prática, para a organização das lutas de resistência e enfrentamento aos  imperativos do capital, com vistas à construção da alternativa  socialista, no rumo do comunismo.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;VIVA LÊNIN! VIVA A REVOLUÇÃO SOCIALISTA!&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Portal do PCB, em sua seção de Formação, oferece parte da produção intelectual de Lênin, nos seguintes livros:&lt;/p&gt; &lt;ul type="disc"&gt;&lt;li&gt;As Teses de Abril&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As Três Fontes e as Três Partes Constitutivas do Marxismo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Capitalismo e Agricultura nos Estados Unidos da América&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Duas Táticas da Social-Democracia na Revolução Democrática&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O Estado e a Revolução&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Que Fazer?&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sobre a Dualidade de Poderes&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Um Passo a Frente, Dois Atrás&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p&gt;Para fazer o download dessas obras, basta ir ao seguinte link:&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=1817" target="_blank"&gt;http://pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=1817&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Boa leitura!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-3371354281542769624?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/3371354281542769624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/lenin-necessario-em-1917-1924-e-2012.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3371354281542769624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3371354281542769624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/lenin-necessario-em-1917-1924-e-2012.html' title='Lênin: necessário em 1917, 1924 e 2012'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-161271561808259990</id><published>2012-01-21T19:32:00.001-02:00</published><updated>2012-01-21T19:34:12.982-02:00</updated><title type='text'>ANTÔNIO CRUZ</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-I492PwGJ3wc/TxnksDMJj9I/AAAAAAAAI_Q/RXdTcXjOQYk/s1600/antonio+cruz+%25282%2529.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-I492PwGJ3wc/TxnksDMJj9I/AAAAAAAAI_Q/RXdTcXjOQYk/s200/antonio+cruz+%25282%2529.jpg" border="0" height="200" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na próxima semana (de 23 a 27 de  janeiro) quem participa do projeto Câmara Cultural é o fotógrafo Antônio  Cruz. O público vai poder apreciar belos trabalhos que revelam alguns  cartões postais de São João da Barra, como o Pontal de Atafona e a sede  do município. A exposição acontece na Câmara de Vereadores e pode ser  conferida das 9h as 16h, com entrada franca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A  fotografia passou a fazer parte da vida de Cruz aos 15 anos, entregando  fotos. Frequentando o laboratório, logo aprender a fazer revelações e  não parou mais. Aos 17 anos, fez seu primeiro trabalho profissional: o  registro de um casamento. Em 1981, passou a atuar no jornal Folha da  Manhã. “Foi difícil, pois fotojornalismo é bem diferente da fotografia  social”, recorda o fotógrafo, que também trabalhou nos jornais: A Cidade  e O Dia. Um dos maiores orgulhos de sua carreira foi ter ganho o prêmio  Wladimir Herzog de Direitos Humanos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-161271561808259990?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/161271561808259990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/antonio-cruz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/161271561808259990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/161271561808259990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/antonio-cruz.html' title='ANTÔNIO CRUZ'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-I492PwGJ3wc/TxnksDMJj9I/AAAAAAAAI_Q/RXdTcXjOQYk/s72-c/antonio+cruz+%25282%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-8999125653971104272</id><published>2012-01-21T19:22:00.000-02:00</published><updated>2012-01-21T19:24:47.856-02:00</updated><title type='text'>Os desaparecidos do Império</title><content type='html'>&lt;div class="msg-body inner  undoreset" role="main" style=""&gt;&lt;div id="yiv1423158514"&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="yiv1423158514small"&gt;Escrito por Atilio Boron  &lt;/span&gt;      &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;strong style=""&gt;Traduzido por Rodrigo Jurucê Mattos Gonçalves (&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://www.pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=3444:os-desaparecidos-do-imperio&amp;amp;catid=43:imperialismo"&gt;PCB – Partido Comunista Brasileiro&lt;/a&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Um  artigo recente assinado por John Tirman, diretor do Centro de  Estudos  Internacionais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)  e  publicado no &lt;em&gt;Washington Post&lt;/em&gt;, apresenta com crueza uma   reflexão sobre um aspecto pouco estudado das políticas de agressão do   imperialismo: a indiferença da Casa Branca e da opinião pública em   relação às vítimas das guerras que os Estados Unidos travam no exterior   (1).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv1423158514separator" style="clear:both;text-align:center;"&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://4.bp.blogspot.com/-e7XNH8OFJtE/TxsrjjSbQ7I/AAAAAAAABFk/7Kr3urUUfA4/s1600/imperialismoatuff.gif" style="clear:left;float:left;margin-bottom:1em;margin-right:1em;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-e7XNH8OFJtE/TxsrjjSbQ7I/AAAAAAAABFk/7Kr3urUUfA4/s320/imperialismoatuff.gif" border="0" height="268" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Como  acadêmico “bem-pensante” se abstém de utilizar a categoria   “imperialismo” como chave interpretativa da política exterior de seu   país; sua análise, em troca, revela claramente a necessidade de apelar a   esse conceito e à teoria que lhe dá sentido. Tirman expressa em seu   artigo a preocupação que lhe suscita, como cidadão que crê na democracia   e nos direitos humanos, a incoerência na qual incorreu Barack Obama –   não nos esqueçamos, um Prêmio Nobel da Paz -, em seu discurso   pronunciado em Fort Bragg (14 de dezembro de 2011), para render   homenagem aos integrantes das forças armadas que perderam a vida na   guerra do Iraque (4.500, aproximadamente), quando não disse uma única   palavra sobre as vítimas civis e militares iraquianas, que morreram por   causa da agressão norte-americana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Agressão,  convém recordar, que não teve nenhuma relação com a  existência de  “armas de destruição em massa” no Iraque ou com a  inverossímil  cumplicidade do antigo aliado de Washington, Saddam  Hussein, com as  travessuras que supostamente cometia outro de seus  aliados, Osama Bin  Laden. O objetivo fundamental dessa guerra, como a  que ameaça iniciar  contra o Irã, foi se apoderar do petróleo iraquiano e  estabelecer um  controle territorial direto sobre essa estratégica  região para o  momento em que o abastecimento de petróleo deva ser feito  confiando na  eficácia dissuasiva das armas, no lugar das normas daquilo  que alguns  espíritos ingênuos na Europa do século XVIII chamaram de “o  doce  comércio”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Em  seu artigo, Tirman acerta ao recordar que as principais guerras  que os  Estados Unidos travaram desde o fim da Segunda Guerra Mundial –   Coréia, Vietnã, Camboja, Laos, Iraque e Afeganistão - produziram,   segundo suas próprias palavras, uma “colossal carnificina”. Uma   estimativa, que este autor qualifica como muito conservadora, lança um   saldo fúnebre de pelo menos seis milhões de mortes ocasionadas pela   cruzada lançada por Washington para levar a liberdade e a democracia a   esses desafortunados países. Se forem contadas as operações militares de   menor escala - como as invasões a Granada e ao Panamá, ou a  intervenção  apenas dissimulada da Casa Branca nas guerras civis da  Nicarágua, El  Salvador e Guatemala, para não falar de confusões  militares similares em  outras latitudes do planeta - a cifra se  elevaria consideravelmente  (2).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Não  obstante, e pese as dimensões desta tragédia, às quais se deveria   agregar os milhões de deslocados pelos combates e devastação sofrida   pelos países agredidos, o governo e a sociedade estadunidense nunca   evidenciaram a menor curiosidade, preocupação ou, digamos, compaixão (!)   para saber do ocorrido e fazer algo a respeito. Essas milhões de   vítimas foram simplesmente apagadas do registro oficial do governo e,   pior ainda, da memória do povo estadunidense, mantido de maneira   desavergonhada na ignorância ou submetido à interessada tergiversação da   notícia. Como de maneira fúnebre reiterava o ditador criminoso   argentino Jorge Rafael Videla, diante da angustiada pergunta dos   familiares da repressão, também para Barack Obama essas vítimas das   guerras estadunidenses “não existem”, “desapareceram”, “não estão”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Se  o holocausto perpetrado por Adolf Hitler ao exterminar seis  milhões de  judeus fez que seu regime fosse caracterizado como uma  monstruosidade  aberrante ou como uma apavorante encarnação do mal, então  qual  categoria teórica haveria de se usar para caracterizar os  sucessivos  governos dos Estados Unidos que semearam mortes numa escala  pelo menos  igual, se não maior?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Lamentavelmente,  nosso autor não se questiona com essa pergunta  porque qualquer  resposta haveria colocado em questão o crucial artigo de  fé do credo  norte-americano, que assegura que os Estados Unidos são uma  democracia.  Mais ainda: que são a encarnação mais perfeita da  “democracia” neste  mundo. Observa com consternação, em troca, o  desinteresse público pelo  custo humano das guerras estadunidenses;  indiferença reforçada pelo  premeditado ocultamento que se faz daqueles  mortos na volumosa produção  de filmes, novelas e documentários que têm  por tema central a guerra;  pelo silêncio da imprensa sobre estes  massacres – recordar que, depois  do Vietnã a censura nas frentes de  batalha é total e que não se podem  mostrar vítimas civis e tampouco  soldados norte-americanos feridos ou  mortos; e porque as inumeráveis  pesquisas que dia a dia se realizam nos  Estados Unidos jamais indagam  qual é o grau de conhecimento ou a  opinião dos entrevistados sobre as  vítimas que ocasionam no exterior as  aventuras militares do império.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Este  pesado manto de silêncio se explica, segundo Tirman, pela  persistência  do que o historiador Richard Slotkin denominou “o mito da  fronteira”,  uma das conformações de sentido mais arraigadas da cultura   estadunidense, segundo a qual uma violência nobre e desinteressada - ou   interessada somente em produzir o bem - pode ser exercida sem culpa ou   peso de consciência sobre aqueles que se interponham ao “destino   manifesto” que Deus reservou aos estadunidenses e que, com piedosa   gratidão, as notas de dólar recordam em cada uma de suas denominações.   Só “raças inferiores” ou “povos bárbaros”, que vivem à margem da lei,   poderiam resistir a aceitar os avanços da “civilização”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;O  violento despojo sofrido pelos povos originários das Américas,  tanto  no Norte como no Sul, foi justificado por esse mito racista da   fronteira e edulcorado com mentiras infames. No extremo sul do   continente, na Argentina, a mentira foi denominar como “conquista do   deserto” a ocupação territorial a sangue e fogo do habitat, que não era   exatamente um deserto, dos povos originários. No Chile, a mentira foi   batizar como “a pacificação da Araucania” o nada pacífico e sangrenta   submissão do povo mapuche. No norte, o objeto da pilhagem e da conquista   não foram as populações indígenas, mas sim uma fantasmagórica   categoria, apenas um ponto cardeal: o Oeste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Em  todos os casos, como observou o historiador Osvaldo Bayer, a   “barbárie” dos derrotados, que exigia a peremptória missão civilizadora,   era demonstrada por seu... Desconhecimento da propriedade privada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Em  suma: esta constelação de crenças - racista e classista até a  medula -  presidiu o fenomenal despojo de que foram objeto os povos  originários e  libertou os devotos cristãos, que perpetraram o massacre,  de qualquer  sentimento de culpa. Na realidade, as vítimas eram humanas  só na  aparência. Essa ideologia reaparece em nossos dias, claro que de  forma  transfigurada, para justificar o aniquilamento dos selvagens   contemporâneos. Segue “oprimindo o cérebro dos vivos”, para utilizar uma   formulação clássica, e fomentando a indiferença popular diante dos   crimes cometidos pelo imperialismo em terras distantes. Com a   inestimável contribuição da indústria cultural do capitalismo, hoje a   condição humana é negada aos palestinos, iraquianos, afegãos, árabes,   afro-descendentes e, em geral, aos povos que constituem 80% da população   mundial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Tirman  recorda, como já havia feito antes Noam Chomsky, o sugestivo  nome  designado à operação destinada a assassinar Osama Bin Laden:   “Gerônimo”, o chefe dos apaches que se opôs à pilhagem praticada pelos   brancos. O lingüista norte-americano também lembra que alguns dos   instrumentos de morte mais letais das forças armadas de seu país também   têm nomes que aludem aos povos originários: o helicóptero Apache, o   míssil Tomahawk, e assim sucessivamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Tirman  conclui sua análise dizendo que esta indiferença diante aos  “danos  colaterais” e das milhões de vítimas das aventuras militares do  império  enterra a credibilidade de Washington quando pretende se elevar a   campeão dos direitos humanos. Acrescentamos: enterra “irreparavelmente”   essa credibilidade, como ficou eloqüentemente demonstrado em 2006,   quando a Assembléia Geral da ONU criou o Conselho de Direitos Humanos,   em substituição à Comissão de Direitos Humanos, com o voto quase unânime   dos Estados-membros e repúdio solitário dos Estados Unidos, Israel,   Palau e Ilhas Marshall (3). O mesmo ocorre quando ano após ano a   Assembléia Geral condena por uma maioria esmagadora o bloqueio criminoso   a Cuba, imposto pelos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Mas  não é somente a credibilidade de Washington que está em jogo.  Mais  grave ainda é o fato de que a apatia e o torpor moral, que  inviabilizam  a questão das vítimas, garantem a impunidade daqueles que  perpetram  crimes de lesa humanidade contra populações civis indefesas  (como nos  casos de My Lai, no Vietnã, ou Haditha, no Iraque, para não  mencionar  os mais conhecidos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Porém,  isso vem de longe: recorde-se a patética indiferença da  população  norte-americana diante das notícias do bombardeio atômico em  Hiroshima e  Nagasaki, e as mensagens que enviava o correspondente do &lt;em&gt;New York Times &lt;/em&gt;destacado   no Japão, dizendo que não havia indícios de radioatividade na zona   bombardeada! Impunidade que alentará futuras atrocidades, motorizadas   pela inesgotável voracidade de lucros que exige o complexo   industrial-militar, para o qual a guerra é uma condição necessária,   imprescindível, aos seus benefícios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Sem  guerras, sem escalada armamentista, o negócio produziria  prejuízos, e  isso é inadmissível. E são os lucros desses tenebrosos  negócios, não  nos esqueçamos, que financiam as carreiras dos políticos   norte-americanos (e Obama não é exceção a esta regra) e sustentam os   oligopólios midiáticos com os quais se desinforma e adormece a   população. Não por acaso, os Estados Unidos guerrearam incessantemente   nos últimos sessenta anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Os  preparativos para novas guerras estão à vista e são inocultáveis:   começam com a satanização de líderes desafetos, apresentados diante da   opinião pública como figuras despóticas, quase monstruosas; seguem com   intensas campanhas publicitárias de estigmatização de governos desafetos   e povos dissidentes; logo, vêm as condenações por supostas violações   aos diretos humanos ou pela cumplicidade daqueles líderes e governos com   o terrorismo internacional ou o narcotráfico, até que finalmente a  CIA,  ou algum esquadrão especial das forças armadas, se encarrega de   fabricar um incidente que permita justificar diante da opinião pública   mundial a intervenção dos Estados Unidos e seus comparsas para pôr fim a   tanto mal. Em tempos recentes, isso foi feito no Iraque e depois na   Líbia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;Na  atualidade, há dois países que atraem a maliciosa atenção do  império:  Irã e Venezuela, por pura coincidência donos de imensas  reservas de  petróleo. Isto não significa que a funesta história do  Iraque e da  Líbia vá necessariamente se repetir, entre outras coisas  porque, como  observou Noam Chomsky, os Estados Unidos só atacam países  frágeis,  quase indefesos, e ilhados internacionalmente. Washington fez o   impossível para estabelecer um “cordão sanitário” para isolar Teerã e   Caracas, até agora sem êxito. E não são países destruídos por longos   anos de bloqueio, como o Iraque, ou que se desarmaram voluntariamente,   como a Líbia, seduzida pelas hipócritas demonstrações de afeto de uma   nova camada de imperialistas. Afortunadamente, nem Irã nem Venezuela se   encontram nessa situação. De toda forma, terão de estar alertas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;strong&gt;Notas:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;1) &lt;strong&gt;“Why do we ignore the civilians killed in American wars?” &lt;/strong&gt;(&lt;em&gt;The Washington Post&lt;/em&gt;, 5 de dezembro de 2011).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;2)  Especialistas internacionais asseguram que o número de vítimas   ocasionadas pelos Estados Unidos no Vietnã ronda as quatro milhões de   pessoas. A estimativa total de seis milhões subestima em grande parte o   massacre desencadeado pelo imperialismo norte-americano em suas   diferentes guerras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;3)  Acrescentamos um dado bem significativo: quando a Assembléia Geral   teve que decidir a composição do Conselho, em 9 de maio de 2006, os   Estados Unidos não conseguiram os votos necessários para ser um dos 47   países a integrá-lo. Uma grande definição sobre a nula credibilidade   internacional dos Estados Unidos como defensor dos direitos humanos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family:Verdana, sans-serif;text-align:justify;"&gt;&lt;strong&gt;FONTE:&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="goog_1486851356"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23583:os-desaparecidos-do-imperio&amp;amp;catid=100:outras-vozes&amp;amp;Itemid=21"&gt;Diário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-8999125653971104272?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/8999125653971104272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/os-desaparecidos-do-imperio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8999125653971104272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8999125653971104272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/os-desaparecidos-do-imperio.html' title='Os desaparecidos do Império'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-e7XNH8OFJtE/TxsrjjSbQ7I/AAAAAAAABFk/7Kr3urUUfA4/s72-c/imperialismoatuff.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-5315718702291012505</id><published>2012-01-21T19:10:00.001-02:00</published><updated>2012-01-21T19:10:39.389-02:00</updated><title type='text'>Transporte Público não é mercadoria!!!</title><content type='html'>&lt;span class="lozengeContainer"&gt;&lt;span class="btn lozenge small left right " name="gracietesnnunes@yahoo.com.br" address="gracietesnnunes@yahoo.com.br" action="contact-card-menu"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="msg-body inner  undoreset" role="main" style=""&gt;&lt;div id="yiv1587420437"&gt;&lt;div style="text-align:center;"&gt;&lt;img title="logo.png" alt="logo.png" src="http://br.mg1.mail.yahoo.com/ya/download?mid=1%5f24777%5fABJ9v9EAAR1aTxohnwhyMwDKnes&amp;amp;pid=2&amp;amp;fid=Inbox&amp;amp;inline=1&amp;amp;appid=YahooMailNeo" height="59" width="420" /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align:center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Transporte Público não é mercadoria!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;    Logo no dia 1º de janeiro de 2012, ainda relaxada  pelas festas de fim de ano, a população do Rio de Janeiro foi  surpreendida por mais um desmando do governo Eduardo Paes: o absurdo  aumento de 10% (dez por cento) das passagens de ônibus municipais,  onerando ainda mais os grandes setores da classe trabalhadora que  diariamente fazem uso desse meio de transporte.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    Esse aumento, que beneficia apenas os aliados de Paes e os  tubarões do setor de transporte da FETRANSPOR (que são os grandes  financiadores de campanhas eleitorais), não traz rigorosamente nenhum  benefício para a população do município do Rio de Janeiro. Ao contrário,  a situação do transporte urbano na cidade é pífia: são veículos de  péssimas condições que trafegam pela cidade, gerando perigo para  passageiros e motoristas. Além disso, os trabalhadores do setor  -motoristas e cobradores- são explorados à exaustão, sem condições  dignas de trabalho, em um regime de semiescravidão imposto pelas  milionárias empresas do ramo. A figura do “motorista júnior”, que  desempenha ao mesmo tempo a função de motorista e trocador, acarretando  stress para o empregado e risco para o trânsito (além de facilitar  assaltos), é uma mostra do grau de exploração ao qual são submetidos os  trabalhadores do setor. Observamos também a retirada de circulação de  muitos ônibus de tarifa comum, substituídos por “frescões”, mais caros.  Enquanto isso, ao mesmo tempo em que espezinha a população com seus  péssimos serviços e suga ao máximo a saúde física e mental de seus  empregados, as empresas do ramo enriquecem cada vez mais, contando com o  beneplácito dos sucessivos governos municipais- que se limitam a  medidas de “maquiagem”, superficiais, como os recentes BRS’s (Bus Rapid  Service), os corredores exclusivos de ônibus que começam a tomar conta  da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não é demais lembrar que as empresas de ônibus prestam o serviço  de transporte coletivo sob a forma de concessão, pois é público e,  inclusive, a Constituição brasileira caracteriza tal serviço como de  caráter essencial (art. 30, V). Contudo, o que se observa é o  enriquecimento abusivo dos magnatas do setor, às custas da classe  trabalhadora, que é a usuária tradicional de um transporte que, como se  vê, de  público tem muito pouco. Ademais, o desrespeito aos usuários de  transporte coletivo não se limita aos ônibus; também observamos o  binômio “altas passagens - péssimos serviços” nas Barcas, no Metrô e nos  Trens, todos entregues à iniciativa privada, aumentando  exponencialmente suas tarifas na razão inversa da qualidade do serviço  prestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O transporte público, justamente por ser público, não pode ser  gerenciado sob a ótica da economia de mercado, que por sua natureza  busca apenas maximizar seus lucros em detrimento do usuário. É por isso  que defendemos a ESTATIZAÇÃO dos meios de transporte, sob o controle dos  trabalhadores, como única forma corrigir as mazelas do setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;b&gt;Transporte Público não é mercadoria&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;- &lt;b&gt;Pela Estatização dos meios de transportes públicos, sob controle dos trabalhadores&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Rio de Janeiro, janeiro de 2012&lt;br /&gt;Partido Comunista Brasileiro&lt;br /&gt;Comitê Regional do Rio de Janeiro – PCB/RJ&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-5315718702291012505?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/5315718702291012505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/transporte-publico-nao-e-mercadoria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/5315718702291012505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/5315718702291012505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/transporte-publico-nao-e-mercadoria.html' title='Transporte Público não é mercadoria!!!'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-8244424813263532545</id><published>2012-01-20T21:56:00.001-02:00</published><updated>2012-01-20T21:57:48.911-02:00</updated><title type='text'>Dez anos de Guantánamo: o prisioneiro e o promotor .</title><content type='html'>Por Amy Goodman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em 13 de janeiro de 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dez anos, ninguém tinha pensado em relacionar Omar Deghayes com Morris Davis. Ainda que nunca tenham se conhecido, agora compartilham uma profunda conexão. O tempo que passaram na tristemente célebre prisão militar norte-americana da Baía de Guantánamo, em Cuba, os une. Deghayes esteve preso no lugar. O Coronel da Força Aérea, Morris Davis, foi promotor-chefe das comissões militares de Guantánamo do ano de 2005 até 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deghayes foi preso no Paquistão e entregue ao Exército dos Estados Unidos. Ele disse-me: “Pagavam por cada pessoa entregue aos norte-americanos. Assim, alguns membros do governo paquistanês aproveitaram para obter dinheiro dos Estados Unidos e vendiam árabes que viviam no Paquistão há algum tempo. Acorrentaram-nos, cobriram-nos a cabeça e logo fomos enviados à Bagram [no Afeganistão]. Ali, nos torturaram e, depois, nos levaram de Bagram à Guantánamo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Guantánamo, Deghayes, um dos quase 800 homens para lá enviados desde janeiro de 2002, recebeu o tratamento padrão: “As pessoas são objeto de todo o tipo de humilhações e maus-tratos. Estão presas em regime de isolamento. Alguns sofrem tais maus-tratos que, segundo escutamos, morrem. Existe gente que perdeu as mãos, os olhos, as extremidades. Algumas pessoas foram submetidas à privação do sono. Não era permitido que dormissem. Estavam em celas com as luzes acesas durante 24 horas, dia e noite, e tiveram que viver nessas condições durante seis anos. Onde eu estava, éramos submetidos a espancamentos todos os dias, ao medo diário e a todo tipo de mau-trato. Isso sem termos sido condenados por nenhum delito. É o mais inaceitável. E existem pessoas que ali permanecem e não foram acusadas de nada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Omar Deghayes e seus companheiros de reclusão sofriam em suas celas, o governo Bush erigia um polêmico marco legal para julgar os prisioneiros de Guantánamo. Catalogava os detidos como “combatentes inimigos” e alegava que não estavam amparados pela Constituição dos Estados Unidos e nem pela Convenção de Genebra, ou seja, não possuíam nenhum tipo de direito. Guantánamo se converteu num buraco negro legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando perguntei ao Coronel Davis se ele acreditava que era praticada a tortura em Guantánamo, ele disse: “Não creio que exista dúvida alguma quanto a isso. Poderia afirmar que houve tortura. Susan Crawford, protegida de Dick Cheney, disse que houve tortura. John McCain disse que o submarino era tortura e foi admitida a aplicação do submarino. Ao menos cinco juízes de tribunais federais e militares disseram que os detidos eram torturados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorrentados, enjaulados com macacões alaranjados, sujeitos a duros interrogatórios e humilhações, com sua religião muçulmana denegrida, os prisioneiros de Guantánamo começaram a batalha, por meio da antiga e respeitável tradição da não-cooperação pacífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciaram uma greve de fome. Em resposta, Deghayes e os outros grevistas receberam um castigo exemplar. Deghayes recorda: “Após golpearem-me numa cela, arrastaram-me para fora e, uma vez ali, um dos guardas, enquanto o outro, de pé, ficava observando a cena, [tentou] arrancar-me os olhos. Por isso, tenho problemas num dos meus olhos, no olho direito. Perdi a visão em ambos os olhos e logo, lentamente, recobrei a vista num deles. Porém, o outro se deteriorou completamente. Fizeram o mesmo na cela contígua e na seguinte. Usaram-nos de exemplo para atemorizar todos os demais, para que não reclamássemos e nem resistíssemos a nenhuma política”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Deghayes pode ver apenas com um olho. Seu olho direito permanece fechado. Depois de ter sido liberado de Guantánamo, foi enviado à Inglaterra e, atualmente, processa o governo britânico por ter colaborado com sua reclusão e tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Coronel Morris Davis, indignado com o proceder dos tribunais militares, renunciou a seu posto em 2007 e, em 2008, se retirou do exército. Foi trabalhar no Serviço de Investigação do Congresso, sendo despedido em 2009, após escrever um artigo de opinião publicado no periódico The Wall Street Journal, em que criticava o governo Obama por adotar os tribunais militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deghayes destaca que as centenas de homens que abandonaram Guantánamo durante os últimos dez anos foram liberados devido à pressão que exercida sobre os governos pelas campanhas dos grupos de base. É por isso que esta semana se levaram a cabo mais de 350 manifestações, tendo como motivo o décimo aniversário da prisão Baía de Guantánamo. 171 homens continuam detidos em Guantánamo. Mais da metade deles foi absolvido e tiveram ordenadas a sua liberação, porém, de qualquer forma, continuam apodrecendo na prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para piorar, o que o Coronel Davis qualifica como um “completo ato de covardia”. O Presidente Barack Obama sancionou a Lei de Autorização de Defesa Nacional, apesar de ter ameaçado vetá-la no princípio. Esta lei outorga ao governo dos Estados Unidos a faculdade de deter qualquer pessoa por tempo indeterminado, ainda que não se imputem acusações. Davis explica que “não é um drástico isolamento do que vem sendo a política durante os últimos anos, só que agora se converteu em lei”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ser imaginado um movimento “Occupy Guantánamo”, porém seria uma redundância: os Estados Unidos ocupam Guantánamo desde 1903. E dado que os Estados Unidos impõem um embargo esmagador a Cuba há mais de meio século, supostamente porque não gostam das políticas cubanas. Poderia ser pensado que os Estados Unidos mostrariam uma conduta modelo em seu pequeno pedaço de território cubano. No entanto, faz justamente o contrário. E é por isso que os movimentos de base são tão importantes. Ainda que a campanha para a eleição presidencial norte-americana se ponha cada vez mais candente, podem estar certos de que o Partido Republicano e o Democrata estão plenamente de acordo ao que diz respeito à Guantánamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denis Moynihan colaborou na produção jornalística desta coluna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© 2011 Amy Goodman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto em inglês traduzido por Fernanda Gerpe. Edição: María Eva Blotta  e Democracy Now! Em espanhol, spanish@democracynow.org&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amy Goodman é a condutora de Democracy Now!, um noticiário internacional em que se emite diariamente em mais de 550 emissoras de rádio e televisão em inglês e em mais de 350 em espanhol. É coautora do livro "Los que luchan contra el sistema: Héroes ordinarios en tiempos extraordinarios en Estados Unidos", editado pelo Le Monde Diplomatique Cono Sur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.democracynow.org/es/blog/2012/1/13/diez_aos_de_guantnamo_el_prisionero_y_el_fiscal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Maria Fernanda M. Scelza (PCB)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-8244424813263532545?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/8244424813263532545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/dez-anos-de-guantanamo-o-prisioneiro-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8244424813263532545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8244424813263532545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/dez-anos-de-guantanamo-o-prisioneiro-e.html' title='Dez anos de Guantánamo: o prisioneiro e o promotor .'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-2437259130946247427</id><published>2012-01-20T17:25:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T17:26:44.788-02:00</updated><title type='text'>CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR! TODO APOIO AOS PROFESSORES E ESTUDANTES EM LUTA!</title><content type='html'>&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://www.sinpro-rio.org.br/fotos/2012/jan-01-12/11.jpg" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://www.sinpro-rio.org.br/fotos/2012/jan-01-12/11.jpg" target="_blank"&gt;Sinpro-Rio&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p&gt;Comitê Regional do PCB - RJ&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A recente ameaça de demissão em massa na  Universidade Gama Filho e na UniverCidade, no Rio de Janeiro –  momentaneamente suspensa por medida judicial acionada pelo Ministério  Público do Trabalho, em decorrência da pressão exercida pelos  professores através de seu sindicato (Sinpro-Rio) – revela a face cruel  da expansão sem freios e da movimentação desregulada de capitais no  grande negócio que se transformou o ensino superior privado no Brasil.  Como sempre ocorre no capitalismo, quando surge uma crise, quem paga o  pato é o trabalhador.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O processo de mercantilização da  educação brasileira, em particular do ensino superior, cresceu de forma  vertiginosa nas últimas duas décadas, principalmente nos governos de FHC  e Lula. Se, durante a ditadura empresarial-militar implantada a partir  do golpe de 1964, foram plantadas as bases do sistema educacional atual,  voltado ao atendimento das exigências de formação de força de trabalho  para as empresas capitalistas, nos últimos anos aprofundou-se a expansão  do ensino exclusivamente movido por interesses mercadológicos e para  reproduzir os valores burgueses e capitalistas. Hoje, 76,6% dos alunos  estudam nas universidades privadas, enquanto apenas 23,4% cursam as  universidades públicas. Na região sudeste, onde está a maioria dos  estudantes universitários, as universidades privadas são responsáveis  pelo atendimento de 81,9% dos estudantes, enquanto a rede universitária  pública atende apenas 19,1% dos estudantes universitários brasileiros.  90% das instituições de ensino superior no país são privadas, cabendo ao  setor público a mirrada parcela de 10%!&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se o governo do PSDB aprofundou o  desmonte da escola pública, os governos do PT deram pleno incentivo ao  crescimento do ensino privado. Com o Projeto Expandir do MEC (criado em  2003), cujo objetivo era expandir e interiorizar a educação superior no  Brasil, o número de vagas nas instituições federais de ensino superior  cresceu de 121.455 para 144.445, em 2006. Muito contribuíram para tal  crescimento programas como o FIES e o PROUNI, verdadeiros mecanismos  garantidores dos interesses do empresariado da educação, favorecido com a  renúncia fiscal antes restrita às instituições ditas filantrópicas e  com a entrada de novos alunos bancados pelo Estado. Tais medidas já  representavam uma resposta, em socorro das instituições privadas, à  crise desenhada em função da expansão recorde nos anos anteriores,  resultando na inadimplência generalizada do alunado e na grande  quantidade de vagas ociosas nas faculdades e universidades particulares.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Além disso, o PROUNI se alinha às  diretrizes dos organismos financeiros internacionais, como o Banco  Mundial, associadas ao discurso e às práticas de cunho individualista e  competitivo, em que a “qualidade” e a “eficiência” da escola e do  professorado seguem os parâmetros determinados pelo mercado, em  detrimento de políticas públicas construídas em favor do atendimento às  amplas necessidades da população e, em especial, dos trabalhadores.  Avançam, no interior das universidades brasileiras, projetos integrados  aos interesses capitalistas, que visam a, no fundamental, moldar o  ensino à lógica do treinamento para o mercado de trabalho. Com isso, as  mudanças processadas são marcadas pela flexibilização curricular,  diminuição da carga horária, precarização da formação profissional e  redução dos custos, principalmente com a remuneração dos docentes.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O fenômeno mais recente é a  mercantilização acompanhada da financeirização da educação superior:  grandes grupos movidos pelo capital internacional, verdadeiros  conglomerados monopolistas, progressivamente têm entrado no Brasil. Na  década de 2000, a Estácio de Sá, no Rio, foi uma das primeiras  universidades a fornecer o modelo de constituição das sociedades  anônimas no ensino superior, passando a ser controlada por um grupo de  investimentos que, dentre outros negócios, controla comércio varejista  de rede (Lojas Americanas), bancos e bebidas (AMBEV). A partir de São  Paulo, com ramificações em vários estados, conglomerados como o Apollo  Group, Kroton Pitágoras e Anhanguera Educacional, participam  agressivamente do processo de concentração de capital – por meio de  compra e venda de ações, fusões, investimentos – no setor educacional.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Universidade Gama Filho,  tradicionalmente conhecida pelos estudantes como “Grana Firme” e com um  histórico de autoritarismo e de perseguições políticas a professores e  alunos no período da ditadura, também resolveu entrar na festa. Passou a  ser controlada pelo grupo de investidores Galileo Educacional, que  também administra a UniverCidade. Com a fusão, as medidas de  “reengenharia” adotadas pelo grupo repetem o velho receituário  capitalista: aumento do preço das mensalidades para os alunos e demissão  em massa de professores (cerca de 600 nas duas instituições), para que  sejam substituídos por trabalhadores com menores salários e contratos  precarizados.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a  União da Juventude Comunista propõem a luta por uma Universidade  Popular, uma luta de professores, estudantes, técnicos administrativos e  da classe trabalhadora, para a expansão da universidade pública,  gratuita e de qualidade visando a universalidade do acesso e a promoção  de uma educação de caráter crítico e libertador, entendendo que esta  luta é parte do movimento mais amplo de oposição ao capitalismo e de  construção da sociedade socialista. Por isso lutamos pela eliminação de  todas as formas de captação privada de recursos na educação, com o  controle social sobre as instituições privadas, fim da renúncia fiscal e  estatização das instituições inadimplentes e irregulares do ponto de  vista fiscal ou trabalhista. Lutamos ainda pela democratização da gestão  de todas as instituições educacionais do país, sejam elas públicas ou  privadas, com a eleição direta dos dirigentes pelo voto paritário e a  participação efetiva da comunidade escolar na tomada de decisões.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Todo apoio aos professores e estudantes  em luta nas instituições de ensino superior privado contra as medidas  arbitrárias adotadas em benefício dos interesses do capital!&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Comitê Regional do PCB - RJ&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-2437259130946247427?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/2437259130946247427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/contra-mercantilizacao-da-educacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/2437259130946247427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/2437259130946247427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/contra-mercantilizacao-da-educacao.html' title='CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR! TODO APOIO AOS PROFESSORES E ESTUDANTES EM LUTA!'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-5931750094345433241</id><published>2012-01-20T17:20:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T17:21:45.055-02:00</updated><title type='text'>CHEGA DE DISCRIMINAÇÃO! TODO APOIO À COMUNIDADE DO PINHEIRINHO!</title><content type='html'>&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://bolaearte.files.wordpress.com/2012/01/sao-jose-dos-campos_moradores-pinheirinho-resistencia.jpg?w=510&amp;amp;h=371" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://bolaearte.files.wordpress.com/2012/01/sao-jose-dos-campos_moradores-pinheirinho-resistencia.jpg?w=510&amp;amp;h=371" target="_blank"&gt;bolaearte&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p&gt;PCB - Comissão Política Regional – CR/SP&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Partido Comunista Brasileiro repudia a  decisão da Juíza Márcia Maria  Mathey Loureiro, que determinou a  Reintegração de Posse da área  ocupada pelos trabalhadores e  trabalhadoras do Pinheirinho, ignorando  o processo de legalização e  regularização do terreno que já estava em  andamento.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Repudiamos também a ação da Polícia  Militar do Estado de São Paulo  ocorrida no dia 05/01/2012 que, sob  pretexto de busca e apreensão de  “foragidos” e drogas, implementou mais  uma ação autocrática e  discriminatória contra a população pobre do  Pinheirinho, gerando  apenas pânico e mais sofrimento a esta comunidade.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Exigimos do governador do Estado,  Geraldo Alckmin, que respeite a  suspensão da ação de reintegração de  posse e efetive a imediata  regularização da área ocupada pela  população, implementando políticas  que atendam os seus direitos  básicos, humanos e constitucionais.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por fim, o PCB solidariamente se coloca à disposição da Comunidade do  Pinheirinho naquilo em que possamos colaborar.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;São Paulo, 17 de janeiro de 2012.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Partido Comunista Brasileiro – PCB&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Comissão Política Regional – CR/SP&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-5931750094345433241?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/5931750094345433241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/chega-de-discriminacao-todo-apoio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/5931750094345433241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/5931750094345433241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/chega-de-discriminacao-todo-apoio.html' title='CHEGA DE DISCRIMINAÇÃO! TODO APOIO À COMUNIDADE DO PINHEIRINHO!'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-1091097079940695654</id><published>2012-01-20T01:07:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T01:08:04.052-02:00</updated><title type='text'>A participação de Itaipu na Operação Condor durante a ditadura</title><content type='html'>&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://1.bp.blogspot.com/-XcnsiPaCxOc/TfVRBU3hV5I/AAAAAAAAAUk/ZRxc14r6tpY/s1600/Ilustra%25C3%25A7%25C3%25A3oOPERA%25C3%2587%25C3%2583OCONDORlauff.jpg" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XcnsiPaCxOc/TfVRBU3hV5I/AAAAAAAAAUk/ZRxc14r6tpY/s1600/Ilustra%25C3%25A7%25C3%25A3oOPERA%25C3%2587%25C3%2583OCONDORlauff.jpg" target="_blank"&gt;Latuff&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pesquisas realizadas pelo escritor e jornalista Aluízio Palmar, fluminense radicado no Paraná e autor de &lt;a href="http://www.travessadoseditores.com.br/index.php?tras=secao.php&amp;amp;area=10&amp;amp;id=49&amp;amp;aresenha=1#resenha" target="_blank"&gt;Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?&lt;/a&gt;,  e pela Mestre em História pela PUC-SP, Jussaramar da Silva, têm dado,  nos últimos anos, mais uma medida de como conhecemos pouco acerca da  operação molecular do aparato repressivo da ditadura militar brasileira  (1964-1985).&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Essas pesquisas, feitas na Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR), no Arquivo do DOPS do Paraná e no &lt;em&gt;Centro de Documentación y Archivo para la Defensa de los Derechos Humanos del Palacio de Justicia&lt;/em&gt;,  no Paraguai, também conhecido como Arquivo do Terror, mostram a  estreita colaboração das empreiteiras responsáveis pela construção da  usina hidrelétrica de Itaupu na caça, espionagem, repressão, delação e  assassinatos de cidadãos brasileiros e paraguaios (e também uruguaios e  argentinos) durante as ditaduras do Cone Sul. Palmar vem publicando &lt;a href="http://www.torturanuncamais-rj.org.br/artigos.asp?Codartigo=32&amp;amp;ecg=0" target="_blank"&gt;textos&lt;/a&gt;  sobre o assunto nos últimos anos, Jussaramar defendeu sua dissertação  em 2010; anteontem, foram publicadas outras provas no site &lt;a href="http://www.documentosrevelados.com.br/documentos/easi-itaipu/aesiitaipu-cedeu-espiao-para-sni/" target="_blank"&gt;Documentos Revelados&lt;/a&gt;. Mas o assunto não tem sido tratado com muita atenção pela imprensa brasileira.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Essas pesquisas revelam que, de 1973 a  1988. Itaipu foi um reduto de militares e policiais torturadores.  Durante a ditadura, as AESIs (Assessorias Especiais de Segurança e  Informações), vinculadas à Divisão de Segurança e Informações (DSI) e  subordinadas ao Serviço Nacional de Informações (SNI), atuavam em  instituições públicas como universidades, autarquias e empresas  estatais. A AESI instalada na Usina de Itaupu manteve &lt;a href="http://aluiziopalmar.wordpress.com/documentos-do-servico-de-inteligencia-da-itaipu/inteligencia-da-itaipu-buscava-militantes-argentinos-para-entregar-a-condor/" target="_blank"&gt;comunicação constante&lt;/a&gt;  com os serviços de inteligência brasileiro, uruguaio, paraguaio e, a  partir de 1976, argentino. Também trabalhou diretamente em sequestros e  assassinatos.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O trabalho de Jussaramar da Silva &lt;a href="http://www.ichs.ufop.br/memorial/trab2/h414.pdf" target="_blank"&gt;aprofundou&lt;/a&gt;  a compreensão do extenso envolvimento de Itaipu no terrorismo de  Estado. A AESI-Itaipu não apenas espionava, coletava informações e  delatava cidadãos para os serviços de informação brasileiro e  cone-sulistas. Ela também cumpria o papel de torturar e matar ou  “desaparecer” suspeitos de atividades “subversivas” (conceito que,  durante a ditadura, como sabemos, era bastante elástico). Entre os  inúmeros exemplos, está a informação de que os militares brasileiros  responsáveis pelo sequestro e assassinato do médico ortopedista  argentino Agostín Goiburú &lt;a href="http://www.elcorreo.eu.org/?Documentos-revelan-la&amp;amp;lang=fr" target="_blank"&gt;eram vinculados&lt;/a&gt; à Assessoria Especial de Segurança e Informações de Itaipu.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;No próprio canteiro de obras da usina,  operava um aparelho paralelo mantido pelo consórcio de construtoras  Unicon, que realizava as ações mais secretas de tortura, assassinato e  desaparecimento. Ao contrário das AESIs localizadas, por exemplo, em  universidades, que se ocupavam “somente” da espionagem e da delação, a  AESI de Itaipu foi também um braço armado da ditadura militar. É mais um  exemplo do que poderíamos chamar a dimensão molecular do terrorismo de  Estado, seus desdobramentos cotidianos no bojo do próprio projeto de  “desenvolvimento nacional” impulsionado pelos militares.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ainda falta muito, mas a cada peça que  se desarquiva, ilustra-se de novo o axioma benjaminiano acerca da  inseparabilidade entre documentos de civilização (ou de cultura) e  documentos de barbárie. Subjacente às grandes obras do progresso, como  sua condição de possibilidade silenciosa, há sempre um rastro de sangue.  Essa lição não cessa de reiterar sua atualidade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/01/15/a-participacao-de-itaipu-na-operacao-condor-durante-a-ditadura/" target="_blank"&gt;http://revistaforum.com.br/idelberavelar/2012/01/15/a-participacao-de-itaipu-na-operacao-condor-durante-a-ditadura/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-1091097079940695654?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/1091097079940695654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/participacao-de-itaipu-na-operacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/1091097079940695654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/1091097079940695654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/participacao-de-itaipu-na-operacao.html' title='A participação de Itaipu na Operação Condor durante a ditadura'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XcnsiPaCxOc/TfVRBU3hV5I/AAAAAAAAAUk/ZRxc14r6tpY/s72-c/Ilustra%25C3%25A7%25C3%25A3oOPERA%25C3%2587%25C3%2583OCONDORlauff.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-8157476823706210781</id><published>2012-01-20T01:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-20T01:04:51.756-02:00</updated><title type='text'>Para onde vai a Classe Média brasileira?</title><content type='html'>&lt;table align="left" border="0" width="200"&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="170"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_aIOwBbnt2es/SMnzUUohfsI/AAAAAAAABWQ/DFjt1kpFfNw/s200/foto.bmp" alt="imagem" align="left" border="0" width="170" /&gt;&lt;em&gt;Crédito: &lt;a href="http://dariodasilva.blogspot.com/2008/09/sindicato-chapa-branca.html" target="_blank"&gt;2.bp.blogspot&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Sérgio Prieb&lt;/strong&gt;&lt;sup&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;Karl Marx e Friedrich Engels no &lt;em&gt;Manifesto Comunista,&lt;/em&gt;  publicado em 1848, já discorriam que a sociedade capitalista tende cada  vez mais a dividir-se em duas grandes classes sociais: a burguesia e o  proletariado. Sob esta análise, a classe média por sua natureza de  classe intermediária tende a ser conservadora, a única condição para  esta tornar-se revolucionária é quando o sistema abala seu &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;, especialmente quando se proletariza.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;No caso brasileiro, após a revolução de 1930 e o fim  da chamada “velha república”, vê-se a construção de um novo país em que  as antigas oligarquias agrárias exportadoras entram em decadência e  emerge uma nova classe dominante, a burguesia industrial. Junto com a  industrialização, agiganta-se o aparato burocrático estatal, sendo que o  papel do Estado torna-se fundamental no processo de industrialização  brasileiro. Assim, vê-se o surgimento da emergente classe operária que  sai do campo em busca de melhores condições de vida nos novos empregos  na indústria, assim como a classe média que vai agregar-se a uma série  de ocupações recém criadas.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A partir do final dos anos 70 e especialmente nos  anos 80, esta classe média passa a conhecer, em função das sucessivas  crises econômicas, uma avassaladora decadência em seu padrão de vida e  na possibilidade de ampliar e mesmo manter a mobilidade social  anteriormente conquistada. O quadro se agrava ainda mais nos anos 90  quando da supremacia do modelo neoliberal que entre outras medidas  tomadas promove o enxugamento da máquina estatal, privatiza grande  parcela de empresas públicas, promove o incentivo a que servidores  públicos de várias esferas peçam demissão (caso do Programa de Demissão  Voluntária, PDV), além da abertura comercial, que fez com que ocorresse  no Brasil uma inédita desindustrialização devido à concorrência de  produtos importados mais baratos.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A crise econômica que eclodiu em 2008 trouxe consigo  inúmeros efeitos danosos para a classe trabalhadora em geral e para a  classe média em particular. Entre estes efeitos, podemos destacar o  aumento do desemprego, a ampliação da precarização do trabalho, a perda  de direitos trabalhistas, resultando em uma maior insegurança quanto ao  seu futuro. Sendo a classe média entendida como uma classe  intermediária, situada entre a classe operária e a burguesia, estaria a  classe média caminhando para um crescente processo de proletarização e,  desta forma, a uma trajetória rumo ao desaparecimento, ou se pelas suas  características diferenciadas das demais classes fundamentais, estaria  passível de sobrevivência e fortalecimento?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Na Europa a resposta é óbvia, basta olhar para a  série de mudanças que estão se dando não somente nos países europeus  periféricos, mas mesmo nos mais avançados economicamente, com o aumento  da jornada de trabalho, diminuição dos salários do funcionalismo público  e privatizações de serviços públicos que resultaram em manifestações de  rua com repercussão no mundo todo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Dentro deste quadro em que já se acena inclusive com o  fim da classe média por autores que estudam a problemática europeia  (Lojkine, 2005), no Brasil difundiu-se à exaustão a ideia de que cada  vez mais pessoas estão emergindo à condição de classe média.  Entre os  defensores da tese da ascensão da classe média brasileira, podemos  destacar pesquisas realizadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que  apontam para o surgimento de uma “nova classe média”, composta por  membros da chamada classe C. Esta afirma que entre 2003 e 2009, 29  milhões de brasileiros teriam ingressado na classe C, indicando que 94,9  milhões de brasileiros comporiam a nova classe média (50,5% da  população), sendo que 3,2 milhões teriam ingressado no imediato período  pós-crise (Neri, 2010). Parece que além de sermos o país do carnaval e  do futebol também seríamos o país em que os pobres quase em um passe de  mágica viraram classe média. Infelizmente, a coisa não é bem assim.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O problema desta análise é de fundo metodológico, ao  utilizar-se como único critério de classificação faixas de rendimentos  médios, obtidos através de uma mera análise estatística, como o próprio  autor afirma: “O mais importante é ter um critério consistente definido.  A nossa classe C aufere em média a renda média da sociedade, ou seja, é  classe média no sentido estatístico” (Neri, 2008). Através desta  análise muitos aspectos subjetivos ficam de lado, especialmente a  ocupação do indivíduo, este um bom definidor da classe em que ele está  inserido, já que existem ocupações típicas de cada classe social, e  estas ocupações tem demandas e perspectivas de vida geralmente  consonantes com seu grau de escolaridade e padrão de vida.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assim, esconde-se o fato que mesmo que as pessoas  tenham faixas de renda próximas (no caso do estudo de Neri uma faixa de  renda nem tão próxima, a classe C iria de R$1.126,00 a R$4.854,00) não  necessariamente tem as mesmas condições e oportunidades. Pode se afirmar  que metodologias como a utilizada por Neri só seriam adequadas para os  pesquisadores que veem o indivíduo tão somente como consumidores, daí  esta metodologia ser contestada por pesquisa realizada pela Unicamp:  “Observando as necessidades mercadológicas, não parece haver dúvidas de  que esse enfoque preenche plenamente as condições, ou seja, ele ‘capta’  corretamente os indivíduos como consumidores massificados e  homogeneizados pela publicidade e pelos meios de comunicação” (Quadros,  2003).&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Assim, podemos concluir que um dos fortes indicadores  utilizados para enxergarmos uma expansão da nova classe média está  relacionado ao seu grau de consumo. Se por um lado o acesso ao crédito  possibilitou a aquisição de carros zero quilômetro vendidos em até 80  vezes, casas financiadas por até 30 anos, acesso fácil a cartões de  crédito, ao cheque especial e aos empréstimos bancários, o lado perverso  desta expansão do crédito está conduzindo ao mesmo tempo ao  superindividamento desta classe e ao seu alto grau de inadimplência&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;.  Ou seja, no nosso entender no Brasil não está ocorrendo uma passagem da  classe proletária para a classe média, ao contrário, a exemplo do  fenômeno mundial, uma proletarização da classe média.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Está na hora de a classe média tomar consciência de  sua tendência à proletarização e juntar-se ideologicamente às demais  classes que compõem o proletariado para questionar o próprio sistema em  que vive. Quem sabe a terrível crise que estamos passando sirva ao menos  para isso?&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia de referência&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;JORNAL ESTADO DE SÃO PAULO. &lt;em&gt;Endividamento do brasileiro é recorde&lt;/em&gt;. 26 de junho de 2011, &amp;lt;&lt;a href="http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,endividamento-do-brasileiro-e-recorde,73174,0.htm" target="_blank"&gt;http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,endividamento-do-brasileiro-e-recorde,73174,0.htm&lt;/a&gt;&amp;gt;. Acesso em 09.10.2011.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;LOJKINE, Jean&lt;em&gt;. L’adieu à la classe moyenne&lt;/em&gt;. Paris: Ed. La dispute, 2005. 246 p.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. &lt;em&gt;Manifesto do Partido Comunista&lt;/em&gt;. Lisboa: Edições Avante!,1975. 184 p.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;NERI, Marcelo (org.). &lt;em&gt;A nova classe média&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: FGV/IBRE, CPS, agosto de 2008. 85 p.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;NERI, Marcelo (org.). &lt;em&gt;A nova classe média: o lado brilhante dos pobres&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: FGV/CPS, setembro de 2010. 149 p.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;QUADROS, Waldir José  de. A evolução recente das classes sociais no Brasil. In: PRONI, Marcelo W.; HENRIQUE, Wilnes (orgs.). &lt;em&gt;Trabalho, mercado e sociedade&lt;/em&gt; - o Brasil nos anos 90. São Paulo/Campinas: UNESP/Unicamp, 2003. p. 15-69.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-8157476823706210781?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/8157476823706210781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/para-onde-vai-classe-media-brasileira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8157476823706210781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8157476823706210781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/para-onde-vai-classe-media-brasileira.html' title='Para onde vai a Classe Média brasileira?'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_aIOwBbnt2es/SMnzUUohfsI/AAAAAAAABWQ/DFjt1kpFfNw/s72-c/foto.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-7960302840822571107</id><published>2012-01-20T00:58:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T00:59:06.521-02:00</updated><title type='text'>O royalty é alto, mas a nota no Ideb é baixa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-w6baCUIqDOc/Tw-EzJpqbRI/AAAAAAAACFg/4NbI75Cp1XU/s1600/ROYALTIES_logo.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-w6baCUIqDOc/Tw-EzJpqbRI/AAAAAAAACFg/4NbI75Cp1XU/s320/ROYALTIES_logo.jpg" border="0" width="309" height="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O royalty é alto, mas a nota no Ideb é baixa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;O  dinheiro que jorra dos poços e cai nos cofres das 12 cidades  fluminenses com maior receita dos royalties do petróleo não foi  suficiente para ajudá-las no investimento em Educação. Quase todas  tiveram notas baixas no Ideb, divulgado semana passada pelo MEC. Apenas  Rio das Ostras ficou acima da média estadual nos dois ciclos do Ensino  Fundamental. Em contrapartida, as 12 cidades com menos recursos do setor  petroleiro deram aula de qualidade no Ensino Básico, superando as  metas. Já no Ensino Médio, o estado todo teve desempenho pífio.  Encabeçando a lista de municípios com maior participação dos royalties,  com crédito neste ano de R$ 248,4 milhões, Campos tirou nota 3,3 no  primeiro (de 1º a 5º ano) e 3,1 no segundo segmento (6º a 9º) — a escala  do Ideb vai de 0 a 10 e as médias estaduais foram 4,7 e 3,8. Há dois  anos, na segunda avaliação do Ideb, a maior produtora de petróleo do  País já tivera desempenho ruim, com média 2,9, a menor entre as cidades  mais ricas da região. Cabo Frio não obteve boa nota.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Proposta pedagógica ruim só piora falta de recursos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Para  a professora e ex-secretária municipal de Educação do Rio Regina de  Assis, a falta ou aplicação incorreta de recursos não são a única razão  da derrapada de alguns municípios na avaliação do MEC. “Há muito tempo o  ensino no estado sofre sem proposta pedagógica consistente e  capacitação de professores”, afirma. “Essa situação só vai melhorar  quando os secretários municipais forem profissionais do ramo e não só  administradores. É preciso investir em carreira e salário, na  infraestrutura das escolas e sua gestão”, sugere.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Ensino Médio herda erros de gestão&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;As  escolas de Ensino Médio do Rio também obtiveram nota vermelha no Ideb  2009. O índice 2,8 foi o segundo pior do país, atrás só do Piauí.  Segundo a Secretaria Estadual de Educação, o resultado foi reflexo do  longo tempo de carência de professores e da aprovação automática, já  extinta. Prestes a se formar em Pedagogia na Uerj, Edjane Silva, 24,  sempre estudou em escola pública, mas venceu as barreiras em nome do  sonho da profissão. Filha de retirantes nordestinos muito pobres, passou  por duas escolas municipais e uma estadual em Santa Cruz, sem conseguir  base para o vestibular. “O ensino sempre foi ruim. Se não fosse o  pré-vestibular comunitário que fiz e a perseverança, não teria  conseguido”, conta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Na contramão, Aperibé faz o dever de casa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Distante  262 quilômetros da capital, com pouco mais de 8 mil habitantes, a  pequena Aperibé, no Noroeste Fluminense, mostrou que com pouca verba  também é possível fazer bem a lição de casa. O município foi o único com  média acima de 6 no Ideb, antecipando em 12 anos a meta que o MEC  previu para 2022. As escolas de lá tiraram 6,1 e 4,2 no primeiro e  segundo ciclo. Tudo isso com apenas R$ 1,8 milhão dos royalties. “A  excelência dos nossos professores é a principal responsável por esse  resultado, construído ao longo de muitos anos. Se o profissional é  dedicado, ele dá aula até debaixo de uma árvore”, acredita a secretária  de Educação da cidade, Cássia Rosane Amim Pontes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;fonte: Jornal O Dia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Também encontra-se em: &lt;a href="http://blogpodegiz.blogspot.com/"&gt;http://blogpodegiz.blogspot.c&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-7960302840822571107?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/7960302840822571107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/o-royalty-e-alto-mas-nota-no-ideb-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/7960302840822571107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/7960302840822571107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/o-royalty-e-alto-mas-nota-no-ideb-e.html' title='O royalty é alto, mas a nota no Ideb é baixa'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-w6baCUIqDOc/Tw-EzJpqbRI/AAAAAAAACFg/4NbI75Cp1XU/s72-c/ROYALTIES_logo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-8005868709936661503</id><published>2012-01-20T00:55:00.001-02:00</published><updated>2012-01-20T00:55:47.769-02:00</updated><title type='text'>Provação, luta e mudança*</title><content type='html'>Luís Carapinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo desencadeou uma ofensiva frontal contra o mundo do trabalho que atinge níveis inauditos, abocanhando conquistas históricas. Enquanto os EUA – principal fautor dos desequilíbrios económicos que repercutem no mundo – perseguem a obsessão de escapar entre os pingos da chuva e, sobretudo, reverter o declínio hegemónico pela via da corrida armamentista e ameaça militar global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já corre 2012, desafortunadamente prometido como o ano de todas as provações. Não se pense porém que a ameaça de tempestade perfeita que assoma no horizonte devenha da desfavorável metafísica dos astros, ostente o halo providencial da infalibilidade do destino, nem mesmo se deva ao insano exercício conjugado das vontades humanas. Não, as origens do contexto agravadamente adverso que sobre nós pesa, sendo bem terrenas, inscrevem-se na materialidade do ser social. Remetendo para a dinâmica e o momento da crise geral do modo dominante de (re)produção capitalista e colocando a necessidade de prosseguir a identificação das suas coordenadas concretas e a configuração das contradições prementes; de estabelecer o rumo do seu movimento e analisar a graduação e sentido dos processos distintos e diferenciados que labutam desde o seu interior. Necessidade que, tanto mais, se apresenta como exigência fundamental da própria acção revolucionária de resistência, acumulação de forças e mudança. Da luta organizada a partir de circunstâncias dadas, visando alterar a correlação de forças e assegurar o avanço transformador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde as alturas a pino da finança mundial, a angustiosa constatação dos perigos que envolvem a «economia mundial» tornou-se acto corriqueiro (veja-se recentes declarações da directora do FMI). Se há um ano a trupe encartada de ideólogos e moduladores do sistema alinhava o compasso, trombeteando aos quatro ventos os sinais inglórios de pretensa recuperação, agora é afinal reconhecida a iminência de uma queda mais cavada do que em 2008. Nos últimos meses esboroou-se o manto sagrado envolvendo a chamada «construção europeia» da UE e dentro desta o processo da moeda única, o euro, que passou a ser visto como malfadado e até ferido de pecado original. Com a zona euro convertida no foco infeccioso que ameaça os vértices da Tríade e o tecido económico mundial, a dramatização teatral da crise pelos seus principais actores surge como água benta borrifada sobre os sucessivos e mais cruéis pacotes anti-sociais. No mesmo passo que a ofensiva frontal contra o mundo do trabalho atinge níveis inauditos, abocanhando conquistas históricas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jogo do empurra e da vilanagem de Estado do capitalismo mundial, os EUA – principal fautor dos desequilíbrios económicos que repercutem no mundo – perseguem a obsessão de escapar entre os pingos da chuva e, sobretudo, reverter o declínio hegemónico pela via da corrida armamentista e ameaça militar global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode esquecer, contudo, que a crise capitalista não afecta o mundo de modo uniforme. Cresce a evidência do aumento do peso dos BRICS e do conjunto das potências emergentes na economia global. A trajectória de rearrumação de forças em curso no plano internacional em que desponta o papel da China representa, sem desdenhar da sua dialéctica e contradições, um elemento histórico de fundo no âmbito do desenvolvimento da crise no centro da arquitectura capitalista mundial. Apesar da escalada e sofisticação da ofensiva imperialista, os contornos de um mundo em transição que desafia a ordem dominante não deixaram de perpassar 2011. Bastará olhar para o outro lado do Atlântico e fixar o acontecimento maior que constituiu a cimeira fundadora da Comunidade de Estados Latino-Americanos e das Caraíbas, realizada há um mês em Caracas. Corolário de décadas de resistência revolucionária, plasmadas no exemplo de Cuba, e dos mais de 10 anos da vaga de mudança progressista que, em contraciclo, atravessa a América Latina, o seu exemplo ilumina os desafios e o carácter contraditório da época. Através dos quais a imperativa justeza da luta continuará a trilhar o seu caminho libertador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Este artigo foi publicado no “Avante!” nº 1988, 5.01.2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:http://www.odiario.info/?p=2337&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-8005868709936661503?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/8005868709936661503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/provacao-luta-e-mudanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8005868709936661503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/8005868709936661503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/provacao-luta-e-mudanca.html' title='Provação, luta e mudança*'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-5515090630267975635</id><published>2012-01-20T00:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T00:42:07.424-02:00</updated><title type='text'>O imperialismo e o "anti-imperialismo" dos tolos</title><content type='html'>por James Petras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os EUA apoiaram "bases" de jihadistas armados para libertar a "Bósnia" e armaram as "bases" terroristas do Exército de Libertação do Kosovo para despedaçar a Jugoslávia. Quase toda a esquerda ocidental alegrou-se quando os EUA bombardearam Belgrado, degradaram a economia e afirmaram estarem a "responder a um genocídio". O "livre e independente" Kosovo tornou-se um enorme mercado de escravas brancas, passou a abrigar a maior base militar dos Estados Unidos na Europa, com a mais elevada migração per capita de qualquer país da Europa.&lt;br /&gt;Um dos grandes paradoxos da história são os políticos imperialistas que apregoam estarem empenhados numa grande cruzada humanitária, um "missão civilizadora" histórica destinada a libertar nações e povos, enquanto praticam as mais bárbaras conquistas, guerras destrutivas e banhos de sangue em grande escala de povos conquistados de que há memória histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na moderna era capitalista, as ideologias dos dominadores imperiais variaram ao longo do tempo, desde os primitivos apelos ao "direito" à riqueza, poder, colónias e grandeza até as afirmações posteriores de uma "missão civilizadora". Mais recentemente os dominadores imperiais têm propalado justificações muito diversas, adaptadas a contextos, adversários, circunstâncias e públicos específicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ensaio estará concentrado na análise dos argumentos ideológicos contemporâneos do império estado-unidense para legitimar guerras e sanções a fim de manter a dominação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contextualizando a ideologia imperial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propaganda imperialista varia consoante seja dirigida contra um competidor pelo poder global, ou como uma justificação para a aplicação de sanções ou ainda a entrada em guerra aberta contra um adversário sócio-político local ou regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a competidores imperiais estabelecidos (Europa) ou em ascensão na economia mundial (China), a propaganda imperial dos EUA variou ao longo do tempo. Antigamente, no século XIX, Washington proclamou a "Doutrina Monroe", denunciando esforços europeus para colonizar a América Latina, privilegiando os seus próprios desígnios imperiais naquela região. No século XX, quando os decisores imperiais dos EUA estavam a deslocar a Europa dos recursos primários baseados nas colónias no Médio Oriente e África, aproveitou-se de vários temas. Condenou "formas de dominação colonial" e promoveu transições "neo-coloniais" que acabaram com monopólios europeus e facilitaram a penetração corporativa de multinacionais estado-unidenses. Isto ficou claramente evidente durante e após a II Guerra Mundial, nos países petrolíferos do Médio Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a década de 1950, quando os EUA assumiram o primado imperial e surgiu o nacionalismo anti-colonial, Washington forjou alianças com potências coloniais em declínio para combater um inimigo comum e incentivar poderes pós coloniais a combatê-lo. Mesmo com a recuperação económica pós II Guerra Mundial, com o crescimento e unificação da Europa, ela ainda actuou em tandem e sob a liderança dos EUA na repressão militar de insurgências e regimes nacionalistas. Quando se verificavam conflitos e competição entre os EUA e regimes, bancos e empresas europeias, os mass media de cada região publicavam "descobertas de investigação" revelando as fraudes e malfeitorias dos seus competidores – e as agências reguladoras dos EUA impunham multas pesadas sobre os seus colegas europeus, passando por alto práticas semelhantes das firmas financeiras da Wall Street.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos recentes a maré ascendente do imperialismo militarista e das guerras coloniais alimentadas por procuradores israelenses no estado dos EUA levaram a algumas sérias divergências entre o imperialismo estado-unidense e o europeu. Com a excepção da Inglaterra, a Europa assumiu um mínimo compromisso simbólico com as guerras dos EUA e a ocupação do Iraque e Afeganistão. A Alemanha e a França concentraram-se em expandir seus mercados de exportação e suas capacidades económicas, deslocando os EUA em grandes mercados e locais com recursos. A convergência dos EUA e de impérios europeus levou à integração de instituições financeiras e às subsequentes crises e colapso comuns mas sem qualquer política coordenada de recuperação. Ideólogos dos EUA propagaram a ideia de uma "União Europeia em declínio e decadência", ao passo que ideólogos europeus enfatizaram os fracassos dos "mercados livres" anglo-americanos e as fraudes da Wall Street.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ideologia imperial, potências económicas em ascensão e desafios nacionalistas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma longa história de "anti-imperialismo" imperialista, condenações, revelações e indignações morais patrocinadas oficialmente dirigidas exclusivamente contra rivais imperialistas, potências emergentes ou simplesmente competidoras, as quais em alguns casos estão simplesmente a seguir as pegadas das potências imperiais estabelecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu auge, os imperialistas ingleses justificavam sua pilhagem à escala mundial de três continentes perpetuando a "Lenda negra" da "crueldade excepcional" do império espanhol para com povos indígenas da América Latina, enquanto empenhava-se no maior e mais lucrativo tráfico africano de escravos. Enquanto os colonialistas espanhóis escravizavam os povos indígenas, os colonizadores anglo-americanos exterminavam-nos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na preparação para a II Guerra Mundial, as potências imperiais europeias e dos EUA, enquanto exploravam colónias asiáticas condenavam a invasão e colonização da China pela potência imperial japonesa. O Japão, por sua vez, afirmava estar a liderar forças da Ásia no combate contra o imperialismo ocidental e projectava uma esfera de "co-prosperidade" pós colonial de parceiros asiáticos em pé de igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização imperialista da retórica moral "anti-imperialista" foi concebida para enfraquecer rivais e era destinada a diversos públicos. De facto, em momento algum a retórica anti-imperialista serviu para "libertar" qualquer dos povos colonizados. Em quase todos os casos a potência imperial vitoriosa apenas substituía uma forma de domínio colonial ou neo-colonial por outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "anti-imperialismo" dos imperialistas é destinado aos movimentos nacionalistas dos países colonizados e ao seu público interno. Imperialistas britânicos fomentaram levantamentos entre as elites agro-mineiras na América Latina prometendo "comércio livre" contra o domínio mercantilista espanhol; eles apoiaram a "auto-determinação" dos proprietários escravocratas de plantações de algodão nos Sul dos EUA contra a União; eles apoiaram as reivindicações territoriais dos líderes tribais iroqueses contra os revolucionários anti-coloniais estado-unidenses ... explorando agravos legítimos para fins imperiais. Durante a II Guerra Mundial, os imperialistas japoneses apoiaram um sector movimento nacionalista anti-colonial na Índia contra o Império britâncio. Os EUA condenaram o domínio colonial espanhol em Cuba e nas Filipinas e foram à guerra para "libertar" os povos oprimidos da tirania ... e ali permaneceram para impor um reino de terror, exploração e domínio colonial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As potências coloniais procuram dividir os movimentos anti-coloniais e criar futuros "dominadores clientes" quando e se tiverem êxito. A utilização da retórica anti-imperialista foi concebida para atrair dois conjuntos de grupos. Um grupo conservador com interesses políticos e económicos comuns com a potência imperial, os quais partilhavam a sua hostilidade para com nacionalistas revolucionários e que procuram acumular maior vantagem ligando as suas fortunas a uma potência imperial e ascensão. Um sector radical do movimento aliava-se tacticamente com a potência imperial e ascensão, com a ideia de utilizá-la para assegurar recursos (armas, propaganda, veículos e ajuda financeira) e, uma vez assegurado o poder, descartá-lo. Na maioria dos casos, neste jogo de manipulação mútua entre império e nacionalistas, os primeiros venceram ... tanto antes como hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A retórica imperialista "anti-imperialista" era igualmente destinada ao público interno, especialmente em países como os EUA que valorizavam sua herança anti-colonial do século XVIII. O objectivo era ampliar a base da construção do império para além dos empedernidos lealistas, militaristas e beneficiários corporativos do império. O seu apelo procura incluir liberais, pessoas humanitárias, intelectuais progressistas, moralistas religiosos e laicos e outros "formadores de opinião" que tivessem uma certa influência entre o público mais amplo, as pessoas que teriam de pagar com as suas vidas e dinheiro para impostos pelas guerras inter-imperialistas e coloniais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os porta-vozes oficiais do império publicitam atrocidades reais e falsificadas dos seus rivais imperiais e destacam os infortúnios das vítimas colonizadas. A elite corporativa e os militaristas empedernidos pedem acção militar para proteger a propriedade, ou tomar recursos estratégicos; as pessoas com sentimentos humanitários e progressistas denunciam os "crimes contra a humanidade" e reflectem os apelos "a fazer algo concreto" para salvar as vítimas do genocídio. Sectores da esquerda juntam-se ao coro, descobrindo um sector de vítimas que se ajusta à sua ideologia abstracta e pedem às potências imperiais para "armarem o povo para que se liberte" (sic). Ao conceder apoio moral e um verniz de respeitabilidade à guerra imperial, com a deglutição da "guerra para salvar vítimas" os progressistas tornam-se o protótipo do "anti-imperialismo dos tolos". Tendo assegurado vasto apoio público na base do "anti-imperialismo", as potências imperialistas sentem-se livres para sacrificar vidas de cidadãos e o tesouro público, para prosseguir a guerra, alimentada pelo fervor moral de uma causa justiceira. Quando a carnificina se arrasta e as baixas crescem, e o público aborrece-se com a guerra e o seu custo, o entusiasmo de progressistas e esquerdistas transforma-se em silêncio ou pior, hipocrisia moral com afirmações de que "a natureza da guerra mudou" ou "que isto não é a espécie de guerra que tínhamos em mente...". Como se os feitores da guerra alguma vez pretendessem consultar os progressistas e a esquerda sobre como e porque deveriam empenhar-se em guerras imperiais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período contemporâneo as guerras imperiais "anti-imperialistas" e a agressão foram grandemente ajudadas pela cumplicidade de "bases" bem financiadas chamadas "organizações não governamentais" as quais actuam na mobilização de movimentos populares que podem "convidar" à agressão imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo das últimas quatro década o imperialismo estado-unidense fomentou pelo menos duas dúzias de movimentos "de base" que destruíram governos democráticos ou dizimaram estados previdência colectivistas ou provocaram grandes danos às economias de países alvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Chile, durante os anos 1972-73 sob o governo eleito democraticamente de Salvador Allende, a CIA financiou a proporcionou apoio importante – via AFL-CIO – a proprietários privados de camiões para paralisar o fluxo de bens e serviços. Também financiaram uma greve de um sector do sindicato de trabalhadores do cobre (na mina El Teniente) a fim de reduzir a produção de cobre e as exportações, na preparação para o golpe. Depois de os militares tomarem o poder vários responsáveis do sindicato democrata-cristão "da base" participaram no expurgo de activistas de esquerda eleitos do sindicato. Não é preciso dizer que imediatamente os proprietários de camiões e trabalhadores do cobre acabaram a greve, abandonaram suas exigências e a seguir perderam todos os direitos de negociação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1980 a CIA, através de canais do Vaticano, transferiu milhões de dólares para apoiar o "Sindicato Solidariedade" na Polónia, transformando num herói o líder dos trabalhadores dos estaleiros de Gdansk, Lech Walesa, o qual actuou como ponta de lança na greve geral para deitar abaixo o regime. Com o seu derrube também foram derrubadas a garantia de emprego, a segurança social e a militância sindical: os regimes neoliberais reduziram a força de trabalho em Gdansk em cinquenta por cento e finalmente encerraram o estaleiro, dando um pontapé em toda a força de trabalho... Walesa aposentou-se com uma magnífica pensão presidencial, enquanto os seus antigos colegas de trabalho vagueavam nas ruas e os novos dominadores "independentes" da Polónia proporcionavam bases militares para a NATO e mercenários para guerras imperiais no Afeganistão e no Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2002 a Casa Branca, a CIA, a AFL-CIO e ONGs, apoiadas por militares, homens de negócios e burocratas sindicais venezuelanos dirigiram um golpe "das bases" que derrubou o presidente Chavez democraticamente eleito. Em 48 horas uma mobilização autêntica com um milhão de pessoas dos pobres urbanos apoiados por foram militares constitucionalistas derrotou os ditadores apoiados pelos EUA e repôs Chavez no poder. Subsequentemente, executivos do petróleo dirigiram um lockout apoiado por várias ONGs financiadas pelos EUA. Eles foram derrotados pela tomada da indústria do petróleo pelos trabalhadores. O golpe fracassado e o lockout custaram à economia venezuelana milhares de milhões de dólares em rendimento perdido e provocaram um declínio de dois algarismos no PNB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia imperial das "bases" combina retórica humanitária, democrática e anti-imperialista com ONGs pagas e treinadas, com blitzes de mass media para mobilizar a opinião pública ocidental e especialmente "prestigiosos críticos morais de esquerda" por trás das suas tomadas de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consequência de movimentos imperiais promovidos a "anti-imperialistas": Quem ganha e quem perde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O registo histórico dos movimentos "de base" imperialistas promovidos a "anti-imperialistas" e "pró democracia" é constantemente negativo. Vamos resumir brevemente os resultados. No Chile a greve "de base" dos proprietários de camiões levou à brutal ditadura militar de Augusto Pinochet e a cerca de duas décadas de tortura, assassínio, prisão e exílio forçados de centenas de milhares, à imposição de brutais "políticas de mercado livre" e à subordinação às políticas imperiais dos EUA. Em resumo, as corporações multinacionais do cobre estado-unidenses e a oligarquia chilena foram os grandes vencedores e a massa da classe trabalhadora e os pobres urbanos e rurais os grandes perdedores. Os EUA apoiaram "levantamentos da base" na Europa Oriental contra a dominação soviética levou à dominação estado-unidense; à subordinação à NATO ao invés do Pacto de Varsóvia; à transferência maciça de empresas públicas nacionais, bancos e media para multinacionais ocidentais. A privatização de empresas nacionais levou a níveis sem precedentes de desemprego com dois algarismos, disparo de rendas e o crescimento da pobreza entre pensionistas. As crises induziram a fuga de milhões dos trabalhadores mais educados e qualificados e à eliminação da saúde pública gratuita, da educação superior e estabelecimentos de férias para trabalhadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos estados hoje capitalistas da Europa Oriental e da URSS gangs criminosas altamente organizadas desenvolveram prostituição em grande escala e redes de droga; "empresários" gangster estrangeiros e locais apresaram empresas públicas lucrativas e formaram uma nova classe de super oligarcas. Políticos de partidos eleitorais, pessoas de negócios locais e profissionais ligadas a "parceiros" ocidentais foram os vencedores sócio-económicos. Pensionistas, trabalhadores, agricultores colectivos, juventude desempregada foram os grandes perdedores juntamente com os anteriormente subsidiados artistas culturais. Bases militares na Europa Oriental tornaram-se a primeira linha do império para ataque militar à Rússia e o alvo de qualquer contra-ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se medirmos as consequências da mudança no poder imperial, é claro que os países da Europa Oriental tornaram-se ainda mais subservientes sob os EUA e a UE do que sob a Rússia. Crises financeiras induzidas pelo ocidente devastaram suas economias. Tropas da Europa Oriental serviram em mais guerras imperiais sob a NATO do que sob a influência soviética; os media culturais estão sob o controle comercial do ocidente. Acima de tudo, o grau de controle imperial sobre todos os sectores económicos excedeu de longe qualquer coisa que tenha existido sob os soviéticos. O movimento "de bases" na Europa Oriental têve êxito em aprofundar e estender o Império dos EUA; os advogados da paz, justiça social, independência nacional, de um renascimento cultural e bem-estar social com democracia foram os grandes perdedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberais ocidentais, progressistas e gente de esquerda que se apaixonou pelo "anti-imperialismo" promovido pelos imperialistas são também grandes perdedores. Seu apoio ao ataque da NATO à Jugoslávia levou ao despedaçar de um estado multinacional e à criação de enormes bases militares da NATO e a um paraíso para traficantes de escravas no Kosovo. Seu apoio cego à promovida "libertação" imperial da Europa Oriental devastou o estado previdência, eliminando a pressão sobre os regimes ocidentais da necessidade de competir em disposições de bem-estar. Os principais beneficiários dos avanços imperiais do ocidente via levantamentos "de base" foram as corporações multinacionais, Pentágono e os neoliberais do livre mercado de extrema direita. Quando todo o espectro político se move para a direita um sector da esquerda e progressistas finalmente salta para o comboio. Os moralistas de esquerda perderam credibilidade e apoio, seus movimentos de paz minguaram, suas "críticas morais" perderam ressonância. A esquerda e progressistas que foram a reboque dos "movimentos de base" apoiados pelo império, quer em nome do "anti-stalinismo", "pró democracia" ou "anti-imperialismo" nunca se empenharam em qualquer reflexão crítica; nenhum esforço para analisar as consequências negativas a longo prazo das suas posições em termos de perdas de bem-estar social, independência nacional ou dignidade pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A longa história da manipulação imperialista de narrativas "anti-imperialistas" encontrou expressão virulenta nos dias de hoje. A Nova Guerra Fria lançada por Obama contra a China e a Rússia, a guerra quente que fermenta no Golfo sobre a alegada ameaça militar do Irão, a ameaça intervencionista contra "redes de droga" da Venezuela e o "banho de sangue" da Síria são parte integral da utilização e abuso do "anti-imperialismo" para promover um império em declínio. Esperançosamente, os escritores de esquerda aprenderão com as ciladas ideológicas do passado e resistirão à tentação de terem acesso aos mass media proporcionando uma "cobertura progressista" a dúbios "rebeldes" imperiais. Já é tempo de distinguir entre movimentos anti-imperialistas e pró democracia genuínos e aqueles promovidos por Washington, NATO e os mass media.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O original encontra-se em http://petras.lahaine.org/?p=1886&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-5515090630267975635?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/5515090630267975635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/o-imperialismo-e-o-anti-imperialismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/5515090630267975635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/5515090630267975635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/o-imperialismo-e-o-anti-imperialismo.html' title='O imperialismo e o &quot;anti-imperialismo&quot; dos tolos'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-9103502280500226477</id><published>2012-01-20T00:36:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T00:38:17.785-02:00</updated><title type='text'>Copa do Mundo 2014: ''O Estado paga a conta e a iniciativa privada fica com o lucro''</title><content type='html'>&lt;div class="discussion"&gt;             &lt;div class="description"&gt;                                 &lt;div class="xg_user_generated"&gt;                     &lt;div style="font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a rel="nofollow" class="cck_field_fuente" href="http://www.ihu.unisinos.br/" target="_blank"&gt;IHU&lt;/a&gt; - Entrevista especial com Marcos Alvito, presidente da &lt;a rel="nofollow" href="http://www.torcedores.org/" target="_blank"&gt;Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: 'Helvetica Neue',Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;a target="_self" href="http://api.ning.com/files/75qtCXY28IaO0BzXOaqMnnOnxhfZDTL0-XXzeMNJJq--Px9tIRVJ5kcOtD7WVkfhvBkAJ9FzWeKiyKOn*9WJWork0AbwRdN4/040112_copa2014.jpg"&gt;&lt;img class="align-center" src="http://api.ning.com/files/75qtCXY28IaO0BzXOaqMnnOnxhfZDTL0-XXzeMNJJq--Px9tIRVJ5kcOtD7WVkfhvBkAJ9FzWeKiyKOn*9WJWork0AbwRdN4/040112_copa2014.jpg" width="360" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Com  o objetivo principal de barrar o processo de eletização que está em  curso no futebol brasileiro, a Associação Nacional dos Torcedores e  Torcedoras – ANT critica a construção de novos estádios para sediar a  Copa do Mundo em 2014 e os acordos estabelecidos entre o governo  brasileiro e a FIFA. Para o presidente da ANT, Marcos Alvito, a  construção de novos estádios de futebol tem como finalidade "receber um  consumidor passivo, que vai ao estádio apenas para assistir". Em  entrevista concedida à &lt;strong&gt;IHU On-Line&lt;/strong&gt; por telefone, Alvito  esclarece que "o marco deste processo aconteceu há seis anos, com a  reforma do Maracanã, quando o clube terminou com a torcida da geral. Ao  terminar com a geral, deixaram de lado uma cultura carnavalesca, lúdica e  de expressão no futebol".&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em  sua avaliação, a Copa do Mundo não trará benefícios para o país, pois  novos estádios serão construídos em estados em que não há tradição  futebolística regional, como Brasília, Cuiabá e Manaus, e posteriormente  serão vendidos para a iniciativa privada. Além disso, ressalta,  comunidades que vivem há mais de 30 anos em um mesmo local serão  removidas "por causa da especulação imobiliária". "O governo brasileiro  irá arcar com todos os gastos para a realização da Copa do Mundo,  enquanto a FIFA irá vender os ingressos, os patrocínios para a  televisão. Nem a FIFA nem a iniciativa privada estão contribuindo  financeiramente para a realização das obras de infraestrutura. Esses  estádios não irão se pagar", destaca.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Marcos  Alvito é graduado em História pela Universidade Federal Fluminense –  UFF e doutor em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo –  USP. Atualmente é professor do Departamento de História da UFF e  coordenador da revista digital Esporte e Sociedade, fundada em novembro  de 2005.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IHU On-Line – O que é a Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras – ANT e como ela se posiciona diante da Copa do Mundo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Alvito –&lt;/strong&gt;  A ANT foi criada em 10-10-2010. Fundamos a Associação em frente ao  Maracanã fechado para as obras da Copa e temos sete objetivos. Entre  eles está homenagear o Garrincha. Também propomos &lt;strong&gt;transformar as  escolinhas de futebol dos grandes clubes em escolas  profissionalizantes, a fim de que suas crianças sejam preparadas para  algo mais do que jogar futebol, já que 80% deles não serão jogadores  deste esporte.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O objetivo principal da ANT é barrar &lt;strong&gt;o processo de eletização que está em curso no futebol brasileiro.&lt;/strong&gt;  Calculei que, para uma família de quatro pessoas ir ao Engenhão uma vez  por mês, pagar as passagens de ônibus e comprar uma água e um pastel  para cada um, gastaria em torno de 143 reais.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Além  do alto valor dos ingressos, as áreas populares dos estádios estão  sendo sistematicamente destruídas. O torcedor gosta de ter espaço para  torcer, ele não gosta de ficar preso a uma cadeira. O conceito de  estádio não é o mesmo de um teatro: torcer não é assistir. O torcedor  precisa se emocionar, ficar em pé, vibrar, se movimentar, cantar, xingar  e ter uma liberdade que efetivamente está sendo polida. &lt;strong&gt;Estão tentando transformar o futebol em um teatro para os ricos&lt;/strong&gt;.  Nesse sentido, a ANT visa defender o direito do torcedor na manutenção  da cultura do futebol. O torcedor não se importa com o conforto, com  cadeiras. Ele quer segurança, um tratamento descente, transporte público  adequado.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando  acontece um show musical, por exemplo, disponibiliza-se um sistema de  transporte especial; mas não é disponibilizado transporte para 30, 40  mil pessoas irem ao estádio.&lt;/strong&gt; Pelo contrário, algumas empresas  até diminuem os horários dos ônibus. O torcedor não é tratado dignamente  e depois ainda temos de ouvir essa conversa de que o torcedor quer  conforto, poltronas, camarote, quando na verdade ele quer apenas acesso  ao estádio, direito de torcer, de levar bandeiras. Em estádios como o do  Atlético Paranaense, o torcedor não pode mais levar a faixa e se  manifestar.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Já  que os estádios da Copa estão sendo construídos com dinheiro público,  sugerimos que 30% dos ingressos sejam reservados para ingressos  populares. É preciso definir quem terá acesso a isso. Aquelas pessoas  que recebem Bolsa Família, por exemplo, poderiam ter direito a esses  ingressos. Hoje, o futebol, que foi feito pelo povo brasileiro, está  restrito à classe média, que tem condições de pagar de 30 a 40 reais  para ir ao estádio.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IHU On-Line – A que atribui essa eletização do futebol? Desde quando esse processo está em curso no país?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Alvito –&lt;/strong&gt;  Esse processo começou na Inglaterra, quando aconteceu um acidente em um  estádio por causa da concentração de torcedores em frente a uma grade  muito forte, que não cedeu, e vários torcedores morreram esmagados.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Depois  desse ocorrido, a pessoa encarregada de fazer a investigação do caso  sugeriu que não houvesse grades nos estádios, que tivesse espaço para as  pessoas sentarem e que fossem adotadas medidas para não haver  superlotação. &lt;strong&gt;Os clubes pegaram dinheiro com o governo inglês,  modificaram os estádios, colocaram cadeiras, mas aproveitaram para  aumentar o preço dos ingressos&lt;/strong&gt;. Os ingleses, portanto, resolveram mudar de clientela.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No  Brasil, há muito tempo o maior recurso dos clubes não é proveniente da  venda de ingressos, quer dizer, os ingressos não chegam a 20% dos  recursos dos clubes. Esses recursos são provenientes dos patrocínios, da  televisão, da venda de jogadores. Então, já que o ingresso não pesa  tanto no orçamento, os clubes preferem mudar a clientela. &lt;strong&gt;Em vez de terem um torcedor, &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;em&gt;preferem ter um consumidor&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;  O marco desse processo aconteceu há seis anos com a reforma do  Maracanã, quando o clube terminou com a torcida da geral. Ao terminar  com a geral, deixaram de lado uma cultura carnavalesca, lúdica e de  expressão no futebol.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os estádios estão se transformando em um estúdio de televisão,&lt;/strong&gt;  a exemplo do Engenhão, que é bonito, mas tem um campo com dimensões  reduzidas, uma pista de atletismo, o que torna o estádio frio e é todo  vazado. Então, as torcidas gritam e não reverberam o grito; não se cria  um ambiente de estádio de futebol. Os torcedores que ficam atrás do gol,  na área mais popular e emocionante, não conseguem ver a linha do gol e  tampouco a bola entrar na goleira. Quem fica na lateral do estádio tem a  visão prejudicada por causa das placas publicitárias.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IHU On-Line – Quais são os principais equívocos e acertos em torno das obras da copa?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Alvito –&lt;/strong&gt;  O primeiro equívoco foi o acordo político feito à época do governo Lula  no que se refere ao aumento de sedes, de 8 para 12 estádios. O Brasil  não tem 12 grandes centros futebolísticos. Sabemos que Cuiabá, Manaus e  Brasília, por exemplo, não são centros esportivos para futebol. Serão  construídos estádios em lugares onde os campeonatos regionais  praticamente inexistem. Então, construir arenas nessas regiões é como  jogar dinheiro fora. Esse acordo foi feito, obviamente, para atender a  acordos políticos do governo no sentido de costurar alianças políticas. A  negociação política foi tão forte, que a seleção brasileira  provavelmente não irá jogar no Maracanã, a menos que ela chegue à final.  Mas, pelo jeito, a final da Copa vai ser disputada entre Espanha e  outro time.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Além  do mais, a construção de estádios nessas regiões não irá transformar a  realidade local. A manutenção desses estádios é grande, de praticamente  10% do valor do estádio ao ano. Não acredito que esse dinheiro esteja  sendo utilizado de forma correta. &lt;strong&gt;As obras em torno do Maracanã, por exemplo, já foram suspensas porque havia um superfaturamento de 90 bilhões de reais.&lt;/strong&gt;  Obviamente, se considerarmos o fato divulgado pelo jornal Folha de  S.Paulo, de que 54% dos parlamentares brasileiros foram financiados por  empreiteiras, basta juntar 2+2 para entender o que está acontecendo:  somente a Odebrecht tem obras no valor de 2,5 bilhões de reais ligados a  obras da Copa do Mundo. O BNDES, por exemplo, vai gastar sete bilhões  com a construção de novos estádios.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;em&gt;Recentemente, dois jornalistas marxistas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;que  trabalham no Financial Times, disseram que não vale a pena um país como  o Brasil sediar grandes eventos porque eles não são suficientes para  pagar as contas geradas.&lt;/strong&gt; Esses estádios que estão sendo  construídos não têm alma. Eles são estúdios e são construídos dentro  desta perspectiva de receber um consumidor passivo, que vai ao estádio  apenas para assistir. São estádios eletizados, com muitas áreas vips,  quando, na verdade, vip, no futebol, deveria ser o povo, que criou esse  esporte.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IHU  On-Line – Os defensores da Copa do Mundo dizem que os gastos serão  elevados, mas que o retorno será positivo. Como é feita essa conta para  saber se vale a pena sediar uma Copa do Mundo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Alvito – A conta é simples: o governo brasileiro irá arcar com todos os gastos para a realização da Copa do Mundo,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;enquanto a FIFA irá vender os ingressos, os patrocínios para a televisão&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;  Nem a FIFA nem a iniciativa privada estão contribuindo financeiramente  para a realização das obras de infraestrutura. Esses estádios não irão  se pagar. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, já anunciou que  irá privatizar o Maracanã antes da Copa das Confederações, ou seja, &lt;strong&gt;o  Estado vai gastar um bilhão na reforma do Maracanã e depois vai  entregá-lo para a iniciativa privada, e diz que o modelo vai ser o do  Engenhão.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Só  para você ter uma ideia, o Engenhão custou 400 milhões de reais, e o  Botafogo paga 33 mil reais por mês de aluguel pelo estádio. Pagando essa  quantia de aluguel por mês, demoraria 88 anos para esse clube pagar o  Engenhão. É isso que vai acontecer com o Maracanã e com os outros. O  Estado entra com o prejuízo. Esse é o modelo brasileiro de  desenvolvimento: o Estado paga a conta e a iniciativa privada fica com o  lucro.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em nome da Copa, 123 comunidades estão sendo removidas por causa da especulação imobiliária.&lt;/strong&gt; O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, vai construir todos os equipamentos olímpicos na Barra da Tijuca, uma região &lt;strong&gt;"carente"&lt;/strong&gt;  de infraestrutura. Ele já foi subprefeito da Barra, e os dez maiores  financiadores de campanha dele, segundo o jornal O Globo, são empresas  ligadas à construção imobiliária. Esses megaeventos alavancam grandes  negócios para a iniciativa privada em detrimento de quem?&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IHU On-Line – Seria possível realizar a Copa no país sem construir novos estádios?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Alvito&lt;/strong&gt;  – Se o Brasil optasse por ter oito sedes, em vez de doze, seria  possível reduzir a despesa. Não entendo como o Engenhão, por exemplo,  foi construído e não está em condições de abrir um jogo de Copa do  Mundo.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A  França não construiu estádio nenhum, nem a Alemanha. Na Alemanha, os  ingressos são relativamente baratos. Custam basicamente o mesmo valor  que no Brasil, mas o poder aquisitivo alemão é muito maior. A segunda  divisão da Alemanha tem uma média de público maior do que a do  Campeonato Brasileiro. Os estádios têm áreas para as pessoas ficarem em  pé, porque isso faz parte da tradição deles. Em 2006, quando a Copa do  Mundo aconteceu na Alemanha, a FIFA disse que todas as pessoas  precisavam ficar sentadas nos estádios. Você acha que eles demoliram o  estádio ou reformaram? Colocaram cadeiras. Isso aconteceu na Alemanha,  "um país pobre", "subdesenvolvido", "com dificuldades financeiras". Mas  já um país "rico" como o Brasil, coloca o Maracanã abaixo e gasta um  bilhão de reais. É óbvio que isso poderia ser feito de outra maneira; o  governo poderia negociar com a FIFA. Mas o governo brasileiro não  negociou porque queria a Copa, tanto que o Brasil não disputou a Copa do  Mundo com ninguém. Mas por que não disputou? Nós não nos perguntamos,  porque somos muito patriotas, principalmente quando se trata de futebol.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A  FIFA queria fazer a Copa do Mundo na América do Sul, mas por que a  Argentina, Uruguai e Chile não quiseram? Porque houve um acordo. Mas  qual é o preço deste acordo para que não exista nenhuma contestação? O  governo Lula queria garantir a Copa aqui, então, topou fazer uma "Copa  de arrebentar". Mas agora, o governo Dilma está vendo que essa é uma  conta alta. A negociação deveria ter sido feita antes.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IHU  On-Line – Quantas comunidades, apenas no Rio de Janeiro, já foram e  serão removidas de suas moradias para que estádios sejam construídos?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Alvito&lt;/strong&gt;  – A prefeitura do Rio de Janeiro está removendo comunidades de algumas  regiões e as indenizando com um valor de oito mil reais, que é a metade  do preço do metro quadrado no Leblon. Serão removidas 123 comunidades só  no Rio de Janeiro. Algumas moram há 30, 40 anos no mesmo local e terão  de sair para dar espaço aos novos estacionamentos do Maracanã.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IHU  On-Line – As próximas copas serão no Brasil, na Rússia e no Catar. O  que estes países têm em comum? A escolha desses países para sediar as  próximas Copas foi proposital?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Alvito&lt;/strong&gt; – Esses são países que topam tudo por uma Copa do Mundo no intuito de se firmar no cenário mundial. &lt;strong&gt;Eles farão tudo que a FIFA quiser.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Não são países como a França e a Alemanha, que não aceitaram construir estádios novos.&lt;/strong&gt;  Os alemães aceitaram vender a cerveja que a FIFA escolheu, mas também  venderam a cerveja deles. No Brasil isso não vai acontecer.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A  Copa é um processo bastante autoritário para as camadas populares. Ela  tem significado um Estado de exceção: o Estado passa por cima das  próprias normas e leis em nome de uma situação especial, de um  megaevento; ele cria uma situação para que todos concordem.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Brasil,  Rússia e Catar são países que irão liberar os gastos, pois eles têm  essa ideia de que é preciso se afirmar diante de um cenário mundial,  precisam mostrar que são capazes de organizar um evento de tal  magnitude. &lt;strong&gt;No Brasil, a oposição à Copa é tardia, e já é quase impossível barrar algumas decisões.&lt;/strong&gt;  Mas imagina se na Rússia tem oposição. Lá, se alguém manifestar posição  contrária, toma tiro. No Catar, se tem oposição o sujeito guarda para  si, porque não tem condição de se manifestar, mas somente fazendo uma  revolta geral. Esses são países que vão engolir o pacote FIFA sem  grandes problemas, sem grandes questionamentos. Está havendo um  questionamento pequeno no Brasil, &lt;strong&gt;mas, no final das contas, os deputados estão aprovando o projeto da FIFA.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IHU  On-Line – Como vê as manifestações dos torcedores em relação à Copa do  Mundo? O fato de o futebol ser uma paixão nacional dificulta a  divulgação das críticas e mesmo a participação popular nos protestos ou,  pelo contrário, isso favorece oposições à forma como os processos estão  sendo conduzidos?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Alvito&lt;/strong&gt;  – Não é que a paixão dificulte. Ela até ajuda na medida em que torna  tudo que diz respeito ao futebol uma coisa importante. Entretanto, o  futebol mobiliza as pessoas até um determinado ponto. Já fomos a  estádios, distribuímos panfletos, fizemos um abaixo-assinado contra o  Ricardo Teixeira, por exemplo, e coletamos mais de cinco mil  assinaturas. Mas não existe milagre em uma sociedade civil fraca como a  brasileira, com baixo nível de participação das camadas populares e  médias. Costuma-se dizer que a participação é uma questão meramente de  educação formal, mas não é. Costumamos dizer que o povo não participa,  que o povo é ignorante, que não sabe dos seus direitos, mas a classe  média também não participa e ela não pode alegar esta desculpa. Existe  um baixo grau de mobilização, de engajamento. &lt;strong&gt;Hoje em dia existe um &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;em&gt;pseudoengajamento virtual&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;as pessoas curtem os comentários no Facebook, apoiam as lutas, votam virtualmente, mas não participam na prática.&lt;/strong&gt;  Mesmo havendo uma mobilização entorno do assunto, há uma baixa  disposição para que as pessoas participem efetivamente das lutas. No  máximo elas estão informadas acerca do assunto.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sou antropólogo, historiador e &lt;strong&gt;percebo  que se tem um Estado historicamente muito forte, que surge antes da  nação. Quando a nação foi formada, o Estado já estava em cima dela,  controlando-a ou querendo construir a nação segundo o seu interesse.&lt;/strong&gt;  Isso se reflete também nesta luta do futebol. Não se trata mais da  importância da luta, não se trata mais de conhecimento ou  desconhecimento. Trata-se de uma questão de disposição para lutar e para  participar. A democracia contemporânea produz apatia, e as pessoas  pensam que participam do processo político quando votam. Em termos de  mobilização de massa existe uma apatia; o movimento estudantil não tomou  isso para si, nem os sindicatos.&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;IHU On-Line – Gostaria de acrescentar algo?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos Alvito&lt;/strong&gt;  – A ANT está lutando e já estamos elaborando um abaixo-assinado pedindo  para a Justiça apressar as investigações em torno de Ricardo Teixeira. O  abaixo-assinado pode ser assinado na internet pelo site &lt;a rel="nofollow" href="http://www.torcedores.org.br/" target="_blank"&gt;www.torcedores.org&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;GRIFO MEU (PK).&lt;/div&gt;  &lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;FONTE:D&lt;a rel="nofollow" href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23141:copa-do-mundo-2014-o-estado-paga-a-conta-e-a-iniciativa-privada-fica-com-o-lucro&amp;amp;catid=61:cultura-e-desportos&amp;amp;Itemid=71" target="_blank"&gt;iário Liberdade&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;                &lt;/div&gt;             &lt;/div&gt;         &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-9103502280500226477?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/9103502280500226477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/copa-do-mundo-2014-o-estado-paga-conta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/9103502280500226477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/9103502280500226477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/copa-do-mundo-2014-o-estado-paga-conta.html' title='Copa do Mundo 2014: &apos;&apos;O Estado paga a conta e a iniciativa privada fica com o lucro&apos;&apos;'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-7405769062213170675</id><published>2012-01-20T00:33:00.000-02:00</published><updated>2012-01-20T00:34:49.011-02:00</updated><title type='text'>Televisão: fábrica de mais-valia ideológica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a rel="nofollow" class="yiv702779833cck_field_fuente" target="_blank" href="http://eteia.blogspot.com/"&gt;Palavras Insurgentes&lt;/a&gt;   -  [Elaine Tavares] A televisão é uma usina ideológica. Gera milhares   de megawatts de ideologia a cada programa, por mais inocente que pareça   ser.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align:justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="yiv702779833separator" style="clear:both;text-align:center;"&gt;&lt;a rel="nofollow" target="_blank" href="http://4.bp.blogspot.com/-kHa65aRNARg/Txh4zD0h4hI/AAAAAAAABFM/CAzMMcVziUk/s1600/180112_tv-brasil.jpg" style="clear:left;float:left;margin-bottom:1em;margin-right:1em;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/-kHa65aRNARg/Txh4zD0h4hI/AAAAAAAABFM/CAzMMcVziUk/s320/180112_tv-brasil.jpg" border="0" width="320" height="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;E  ideologia como definiu Marx: encobrimento da realidade,  engano,  ilusão, falsa consciência. Então, se considerarmos que a maioria  da  população latino-americana, aí incluída a brasileira, se informa e  se  forma através desse veículo, pensá-la e analisá-la deveria ser tarefa   intelectual de todo aquele que pensa o mundo. Afinal, como bem afirma   Chomsky, no seu clássico "Os Guardiões da Liberdade", os meios atuam   como sistema de transmissão de mensagens e símbolos para o cidadão   médio. &lt;b&gt;"Sua função é de divertir, entreter e informar, assim como   inculcar nos indivíduos os valores, crenças e códigos de comportamento   que lhes farão integrar-se nas estruturas institucionais da sociedade"&lt;/b&gt;.  Não é sem razão que bordões, modas e gírias penetram nas gentes de tal  forma que a reprodução é imediata e sistemática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Um termômetro dessa usina é a famosa  "novela das oito", que  consolidou um lugar no imaginário popular desde  os anos 60, com a  extinta Tupi, foi recuperado com maestria pela Globo e  vem se repetindo  nos demais canais. O horário nobre &lt;b&gt;é usado pela teledramaturgia para  repassar os valores que interessam à classe dominante&lt;/b&gt;,  funcionando como  uma sistemática propaganda que visa a manutenção do  estado de coisas. É  clássica, nos folhetins, a eterna disputa entre o  bem e o mal, o pobre e  o rico, com clara vinculação entre o bem e o  rico. Sempre há um  empresário bondoso, uma empresária generosa, um  fazendeiro de grande  coração, que são os protagonistas. E, se a figura  principal começa a  novela como pobre é certo que, por sua natural  bondade, chegará ao final  como uma pessoa rica e bem sucedida, porque o  que fica implícito que o  bem está colado à riqueza, vide a Griselda de  Fina Estampa, a novela da  vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Outro elemento bastante comum nas novelas  é o da beleza da submissão.  Como os protagonistas são sempre pessoas  ricas, eles estão obviamente  cercados dos serviçais, que, no mais das  vezes os amam e são muito  "bem-tratados" pelos patrões. Logo, por conta  disso, agem como fiéis  cães de guarda. Um desses exemplos pode ser  visto atualmente na novela  global. É o empregado-amigo (?) da vilã  Tereza Cristina. Ele atua na  casa da milionária como um mordomo,  cúmplice, saco de pancadas,  dependendo do humor da mulher. Ora ela lhe  conta os dramas, ora lhe bate  na cara, ora lhe ameaça tirar tudo o que  já lhe deu. E ele, premido  pela necessidade, suporta tudo, lambendo-lhe  as mãos como um cachorrinho  amestrado. Tudo é tão sutil que não há  quem não se sinta encantado pelo  personagem. Ele provoca o riso e a  condescendência, até porque ainda é  retratado de forma caricata como um  homossexual cheio de maneios,  trejeitos e extremamente servil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Mas, se o servilismo de Crô pode ser  questionado pela profunda  afetação, outros há que aparecem ainda mais  sutis. É o caso da turma da  praia que, na pobreza, hostilizava Griselda  e, agora, depois que ela  ficou rica, passou para o seu lado, vindo  inclusive trabalhar com a  faz-tudo, assumindo de imediato a postura de  defensores e amigos fiéis.  Ou ainda a relação dos demais trabalhadores  com os patrões "bonzinhos",  como é o caso do Paulo, o Juan, o homem da  barraquinha de sucos, e o  Renê. Todos são "amigos" e fazem os maiores  sacrifícios pelos patrões, &lt;b&gt; reforçando a ideia de que é possível existir essa linda conciliação de  classe na vida real&lt;/b&gt;.  O grupo que atua com o cozinheiro Renê, por  exemplo, foi demitido pela  vilã, não recebeu os salários, viveu de brisa  por um tempo e retomou o  trabalho com o antigo chefe por pura  bem-querença. Coisa de chorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Nesses folhetins também os preconceitos  que interessam aos dominantes  acabam reforçados sob a faceta de  "promoção da democracia". O negro já  não aparece apenas como bandido,  mas segue sendo subalterno. No geral  faz parte do núcleo pobre, mas é  generoso e sabe qual é o "seu lugar". É  o caso do ético funcionário da  loja de motos. Um bom rapaz, que, no  máximo, pode chegar a gerente da  loja. As pessoas que discutem uma forma  alternativa de viver aparecem  como gente "sem-noção", no mais das vezes  caricaturada, como é o caso  da garota que prevê o futuro, a mulher  negra que era bruxa, o rapaz que  brinca com fogo ou os donos da pousada  que em nada se diferem de  empresários comuns, a não ser nas roupas  exotéricas. Ou o personagem do  Zé Mayer, numa antiga novela, que via  discos voadores, não aceitava  vender suas terras e, no final, "fica  bom", entregando sua propriedade  para a empresária boazinha que era dona  de uma papeleira. Os  homossexuais também encontram espaço nas novelas,  dentro da lógica da  "democratização", mas continuam sendo retratados de  forma folclórica,  como é o caso do Crô, na novela das oito, ou do  transexual da novela  das sete. Já o índio, como é invisível na vida  real, tampouco tem vez  nas tramas novelistas e quando tem, como a novela  protagonizada por  Cléo Pires, vem de forma folclórica e desconectada da  vida real. E  assim vai...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Gente há que fica indignada com os  modelos que as telenovelas  reproduzem ano após ano, mas essa é  realidade real. Os folhetins nada  mais fazem do que reforçar as  relações de produção consolidadas pelo  sistema capitalista. Até porque  são financiados pelo capital, fazendo  acontecer aquilo que Ludovico  Silva chama de "mais-valia ideológica". Ou  seja, a pessoa que está em  casa a desfrutar de uma novela, na verdade  segue muito bem atada ao  sistema de produção dessa sociedade, consumindo  não só os produtos que  desfilam sob seu olhar atento, enquanto aguardam  o programa favorito,  mas também os valores que confirmam e afirmam a  sociedade atual.  Prisioneira, a pessoa permanece em estado de  "produção", sempre a  serviço da classe dominante. Assim, diante da TV – e  sem um olhar  crítico - as pessoas não descansam, nem desfrutam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;É certo que a televisão e os grandes  meios não definem as coisas de  forma automática. Como bem já explicou  Adelmo Genro, na sua teoria  marxista do jornalismo, os meios de  comunicação também carregam dentro  deles a contradição e vez ou outra  isso se explicita, abrindo chance  para a visão crítica. Momentos há em  que os estereótipos aparecem de  maneira tão ridícula que provocam o  contrário do que se pretendia ou  personagens adquirem tanta força que  provocam um explodir da  consciência. E, nesses lampejos, as pessoas vão  fazendo as análises e  podem refletir criticamente. Mas, de qualquer  forma, esses momentos não  são frequentes nem sistemáticos, o que só  confirma a função de  fabricação de consenso que é reservada aos meios.  Um caso interessante é  o do transexual que está sendo retratado na  novela da Record, que passa  às dez horas. "Dona Augusta" é nascida  homem e se faz mulher, sem a  folclorização do que é retratado na Globo.  É "descoberta" pelo filho que  a interna como louca. Toda a discussão  do tema é muito bem feita pelos  autores, sem estereótipos, sem falsa  moral. Mas, é a TV dos bispos  evangélicos, que, por sua vez, na vida  real pregam a homossexualidade  como "doença". São as contradições.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;De qualquer sorte, a teledramaturgia  brasileira deveria ser bem  melhor acompanhada pelos sindicatos e  movimentos sociais. E cada um dos  personagens deveria ser analisado  naquilo que carrega de ideologia. Não  para ensinar aos que "não sabem",  mas para dialogar com aqueles que  acabam capturados pelo véu do  engano. Assim como se deve falar do que  silencia nos meios, o que não  aparece, o que não se explicita, também é  necessário discutir sobre o  que é inculcado, dia após dia, como a melhor  maneira de se viver. Pois é  nesse entremeio de coisas ditas, malditas e  não ditas, que o sistema  segue fabricando o consenso, sempre a favor da  classe dominante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;&lt;b&gt;Elaine Tavares&lt;/b&gt; é jornalista.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-7405769062213170675?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/7405769062213170675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/televisao-fabrica-de-mais-valia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/7405769062213170675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/7405769062213170675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/televisao-fabrica-de-mais-valia.html' title='Televisão: fábrica de mais-valia ideológica'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kHa65aRNARg/Txh4zD0h4hI/AAAAAAAABFM/CAzMMcVziUk/s72-c/180112_tv-brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-5462217933948770422</id><published>2012-01-12T15:42:00.002-02:00</published><updated>2012-01-12T15:45:04.222-02:00</updated><title type='text'>5 mentiras e 5 verdades sobre o comunismo</title><content type='html'>&lt;table class="contentpaneopen" style="width: 1009px; margin-top: 5px; margin-right: auto; margin-bottom: 5px; margin-left: auto; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-image: initial; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Arial, Helvetica, FreeSans, 'Liberation Sans', 'Nimbus Sans L', sans-serif; font-size: 16px; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="contentheading" width="100%" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; text-align: left; "&gt;&lt;table class="contentpaneopen" style="font-weight: bold; width: 1009px; margin-top: 5px; margin-right: auto; margin-bottom: 5px; margin-left: auto; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-image: initial; color: rgb(0, 0, 0); font-size: 16px; line-height: 24px; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="contentheading" width="100%" style="font-size: 18px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; line-height: 21px; font-weight: bold; text-align: left; color: rgb(20, 80, 119); "&gt;&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=23352:5-mentiras-e-5-verdades-sobre-o-comunismo&amp;amp;catid=69:batalha-de-ideias&amp;amp;Itemid=83" class="contentpagetitle" style="text-decoration: none; font-size: 14px; font-weight: normal; line-height: 20px;"&gt;&lt;span &gt;5 mentiras e 5 verdades sobre o comunismo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="right" width="100%" class="buttonheading" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="right" width="100%" class="buttonheading" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto; text-indent: -14000px;"&gt;&lt;span  &gt;&lt;span style="line-height: 21px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table class="contentpaneopen" style="font-weight: bold; width: 1009px; margin-top: 5px; margin-right: auto; margin-bottom: 5px; margin-left: auto; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-image: initial; color: rgb(0, 0, 0); font-size: 16px; line-height: 24px; "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td valign="top" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;table class="cck_field_tabla" width="100%" cellpadding="0" cellspacing="0" border="0"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-size: 16px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="cck_field_pais" style="font-weight: bold; color: rgb(117, 117, 117); font-size: 12px; line-height: 1; text-align: left; "&gt;Brasil - &lt;a class="cck_field_cat" href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&amp;amp;view=category&amp;amp;id=69:batalha-de-ideias&amp;amp;layout=blog&amp;amp;Itemid=83" style="color: rgb(20, 80, 119); text-decoration: none; font-weight: normal; "&gt;Batalha de ideias&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-size: 16px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;span class="cck_field_fecha" style="position: relative; top: -5px; color: rgb(117, 117, 117); font-size: 12px; line-height: 1; text-align: left; "&gt;Quarta, 11 Janeiro 2012 21:01&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="font-size: 16px; padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;div class="cck_field_texto" style="margin-top: 8px; margin-right: 0px; margin-bottom: 6px; margin-left: 0px; font-size: 14px; text-align: justify; color: rgb(87, 87, 87); "&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;img alt="110112_comunismo" src="http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/articulos/0112a/110112_comunismo.gif" width="249" height="250" style="display: block; border-top-color: rgb(229, 229, 229); border-right-color: rgb(229, 229, 229); border-bottom-color: rgb(229, 229, 229); border-left-color: rgb(229, 229, 229); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-image: initial; padding-top: 2px; padding-right: 2px; padding-bottom: 2px; padding-left: 2px; margin-top: 0px; margin-right: 8px; margin-bottom: 8px; margin-left: 8px; float: left; " /&gt;&lt;a class="cck_field_fuente" target="_blank" href="http://desacato.info/" style="color: rgb(20, 80, 119); text-decoration: none; "&gt;Desacato&lt;/a&gt; - Cinco mentiras, que se dizem, verdadeiras do comunismo, mas que acabam sendo cinco verdades do capitalismo.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr width="50%" style="border-bottom-width: 0px; border-bottom-style: initial; border-bottom-color: initial; border-left-width: 0px; border-left-style: initial; border-left-color: initial; border-right-width: 0px; border-right-style: initial; border-right-color: initial; border-top-style: solid; border-top-color: rgb(221, 221, 221); height: 1px; width: 251px; "&gt;&lt;div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1 –&lt;/strong&gt; Comunistas são contra religiões e todas seriam perseguidas e proibidas num Estado comunista. Mentira, a liberdade religiosa é parte importante da liberdade de opinião e manifestação cultural, garantias que nunca poderão ser atingidas no Estado capitalista. Só o comunismo pode levar a superação das mazelas que alimentam o capital, como a ganância, que é a grande geradora das guerras, inclusive entre religiões.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2 –&lt;/strong&gt; Comunistas não respeitam a opinião alheia e perseguem todos aqueles que pensam o contrário, já o capitalismo dá a liberdade real. Ledo engano, não só a religião é motivo de perseguição no capitalismo. Nos Estados Unidos e nos países do Mercosul, durante décadas, pessoas foram tratadas como bandidos por serem "culpadas por comunismo". Algumas eram presas, torturadas, ou até assassinadas por cometerem crimes hediondos como denunciar abusos e a corrupção do estado e das empresas que o patrocinam, ou até ensinar pobres analfabetos a ler.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;3 –&lt;/strong&gt; Só o capitalismo admite liberdade de imprensa. Outro equívoco, se analisarmos o nosso país, veremos como a liberdade de imprensa é censurada num país capitalista. O que existe aqui é uma "liberdade de empresa". Os conglomerados midiáticos estão sempre querendo calar todo o foco de resistência ou de informação que não as convêm. O exemplo da vida de perseguição do &lt;a target="_blank" href="http://desacato.info/2011/12/a-morte-do-blogueiro/" style="color: rgb(20, 80, 119); text-decoration: none; "&gt;blogueiro mosquito&lt;/a&gt; é exemplo disso. A mídia empresarial sempre esteve ao lado do estado capitalista na tentativa de tapar os olhos do povo, para que políticos e empresários corruptos utilizassem os recursos do povo para enriquecerem cada vez mais. A atuação dos veículos da Editora Abril e das Famílias Marinho, Sirotsky, Saad, entre outras, em apoiar a ditadura, as torturas e as mortes causadas por ela, são um claro exemplo de que a mídia corporativa e a censura caminham de mãos dadas. Até hoje, o direito a voz está limitado aos interesses mesquinhos destes empresários. Nos países que caminham para uma revolução socialista, a liberdade de imprensa é uma realidade. Na Venezuela a constituição garante o livre funcionamento de Rádios e Tv's comunitárias. No Brasil elas são perseguidas pelas empresas e pelo Estado, que limita o seu funcionamento.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;4 –&lt;/strong&gt; Comunistas não amam, são muito racionais e, por isso, frios. O que é isso, companheiro? O Comunismo é a mais pura demonstração política e social do amor. Como crescemos em um país capitalistas, desde cedo somos acostumados com os seus dogmas, que nos ensinam a desconfiar de tudo e a agir pensando apenas em si. Não existe amor maior que o amor ao próximo. No mundo capitalista, em meio às guerras, à fome e ao descaso com a saúde do homem e do planeta, as pessoas se refugiam e sobrevivem se alimentando do amor de suas queridas moedas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;5 –&lt;/strong&gt; No comunismo são todos pobres, ninguém tem permissão de ter nada, as pessoas vão invadir sua casa, suas terras e até usarem sua escova de dente. Piada de mau gosto. A concentração de renda, terra e conhecimento, só impede que a maior parte do povo tenha acesso a bens, estudo e, por tanto, à liberdade. No capitalismo poucos concentram muito, isso impede que muitos tenham o seu pouco. No comunismo, sem o culto à acumulação, todos têm oportunidade de usufruir de bens, serviços e dos recursos da terra.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="right" width="100%" class="buttonheading" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?view=article&amp;amp;catid=69%3Abatalha-de-ideias&amp;amp;id=23352%3A5-mentiras-e-5-verdades-sobre-o-comunismo&amp;amp;tmpl=component&amp;amp;print=1&amp;amp;layout=default&amp;amp;page=&amp;amp;option=com_content&amp;amp;Itemid=83" title="Versão para impressão" rel="nofollow" style="text-decoration: none; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span &gt;&lt;img src="http://www.diarioliberdade.org/images/M_images/printButton.png" alt="Versão para impressão" style="margin-top: 0px; margin-right: 5px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; border-image: initial; float: right; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="right" width="100%" class="buttonheading" style="padding-top: 0px; padding-right: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; "&gt;&lt;a href="http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_mailto&amp;amp;tmpl=component&amp;amp;link=eb29fdcb64b289205dce1c50a43c3110feeb7748" title="Enviar por E-mail" style="text-decoration: none; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;span &gt;&lt;img src="http://www.diarioliberdade.org/images/M_images/emailButton.png" alt="Enviar por E-mail" style="margin-top: 0px; margin-right: 5px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; border-top-width: 0px; border-right-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; border-style: initial; border-color: initial; border-image: initial; float: right; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;table class="contentpaneopen" style="width: 1009px; margin-top: 5px; margin-right: auto; margin-bottom: 5px; margin-left: auto; border-top-color: rgb(221, 221, 221); border-right-color: rgb(221, 221, 221); border-bottom-color: rgb(221, 221, 221); border-left-color: rgb(221, 221, 221); border-top-width: 1px; border-right-width: 1px; border-bottom-width: 1px; border-left-width: 1px; border-top-style: solid; border-right-style: solid; border-bottom-style: solid; border-left-style: solid; border-image: initial; color: rgb(0, 0, 0); font-family: Arial, Helvetica, FreeSans, 'Liberation Sans', 'Nimbus Sans L', sans-serif; font-size: 16px; line-height: 24px; background-color: rgb(255, 255, 255); "&gt;&lt;tbody&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-5462217933948770422?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/5462217933948770422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/5-mentiras-e-5-verdades-sobre-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/5462217933948770422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/5462217933948770422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/5-mentiras-e-5-verdades-sobre-o.html' title='5 mentiras e 5 verdades sobre o comunismo'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-3330257190003620530</id><published>2012-01-12T14:44:00.000-02:00</published><updated>2012-01-12T14:45:08.059-02:00</updated><title type='text'>Dentro do sistema capitalista não há saídas da crise favoráveis ao povo</title><content type='html'>por Aleka Papariga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extractos da entrevista da secretária-geral do CC do KKE no programa matinal da estação de televisão ANT1, em 05/Janeiro/2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que propõe o KKE? É um partido que não procura o poder burguês. Ele não diz: votem por mim para formar um governo e as coisas serão diferentes. O que é que está a propor a fim de sairmos do impasse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dizemos ao povo que o sistema capitalista – e dizemos isso em relação ao sistema capitalista da Europa, que completou todo o ciclo – hoje já não pode proporcionar soluções, que já deu tudo o que tinha a dar, isto significa que eles não esperam que o KKE participe no sistema político burguês, num governo para gerir um sistema que nada pode proporcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está a falar acerca do derrube do sistema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não está interessada em participar numa formação governamental?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão não é se nos interessa. Isso será danoso para o povo. E nos depararemos a enfrentar uma grande contradição que é por um lado dizermos palavras-de-ordem em favor do povo e invocarmos nossos mais de 90 anos de história e por outro lado sentarmo-nos e discutirmos acerca da abolição dos bónus de Natal e de Páscoa. Não é isto que queremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se o povo votar a favor e vos proporcionar um resultado importante, digo como hipótese, o que vocês lhe dirão? Que não governam porque o prejudicará, por que não podem governar dentro da estrutura do sistema dos capitalistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo grego, quando der uma tal maioria ao KKE, estará então determinado a lançar-se na batalha. Nós explicamos a nossa linha política plenamente. Não saímos a dizer que pode haver um governo que impusesse duas ou três boas soluções. Isso é o que dizem outros partidos, os quais contam mentiras. E na minha opinião ou deveríamos dizer que os seus políticos e quadros são incompetentes, algo em que não acredito, ou estão conscientemente a dizer mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pudéssemos impedir as consequências da crise e resolver os problemas do povo através da participação num governo, nós o faríamos. Somos ousados e assumimos riscos. Mas isto é impossível. Deixe aqueles partidos que conversam acerca de governos progressistas de esquerda ou de centro-direita ou de centro-esquerda nos explicarem: formam um governo. Mas no dia seguinte teriam de tratar de ainda mais memorandos, empréstimos, da Federação Helénica de Empresas, as federações patronais. Sabe o que está a acontecer agora? Mesmo quando num sector ou fábrica a luta faz pressão sobre o patrão e ele quer fazer um pequeno recuo, a federação dos industriais salta sobre ele e diz-lhe para não o fazer porque isto criará uma abertura em outras fábricas. Assim o trabalho não só enfrenta o seu próprio patrão como também os donos do capital e dos meios de produção como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eleições. Se olharmos para os inquéritos de opinião não teremos governos de um só partido. O que farão neste processo? Será mais uma vez o KKE a gritar e dizer que são os únicos que exprimem a esquerda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dizemos isso desse modo. Procuramos exprimir objectivamente, através das nossas posições, os interesses da classe trabalhadora contemporânea e de uma ampla secção, não toda, dos auto-empregados e um grande secção dos agricultores, não todos os agricultores. Nós definimos forças sociais. Apelamos ao trabalhador, tanto àqueles que votam na Nova Democracia como no PASOK. Nós vemos as forças sociais, porque quando você fala em termos de esquerda, direita, centro, hoje não está a dizer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo não tem nada a perder; pode ao contrário ganhar alguma coisa se um governo fraco surgir das eleições. Quanto mais forte for o governo, mais duro e mais determinado será contra o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos realistas acerca das próximas eleições. É possível que o povo saia mais forte e seja capaz de erguer obstáculos contra o trabalho do próximo governo. O povo não deveria ter medo. Se não for possível formar um governo de um partido eles chegarão a acordo uns com os outros. Eles já se prepararam para isso. Não ouçam o sr. Samaras, não ouçam o que o sr. Papandreu ou próximo líder do PASOK estão a dizer. Já há alguns que estão ansiosos por contribuir. Esperamos que haverá um momento em que a formação do governo será impossível e o povo intervirá. O que é importante é que não tenhamos um governo forte. Não podemos ter um governo a favor do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Isto é um pouco astucioso num sentido político. Diz que não pode haver qualquer governo progressista, excluindo a possibilidade de um governo não só do seu partido como também o do sr. Tsipras (Syriza) e do sr. Kouvelis (Esquerda Democrática).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizemos isso claramente. Não, não vamos por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então diz isso claramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pode haver qualquer governo progressista que coexista com os monopólios, não só na economia mas por toda a parte, que efectue negociações dentro da UE – porque é isso que todos eles estão a dizer; que alegadamente efectuarão uma negociação militante, tal coisa não pode vir a acontecer. Estas duas coisas são incompatíveis. Mas podemos ter um movimento forte após, no dia seguinte às eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As pessoas têm expectativas quanto a vocês. Elas dizem que o KKE pode ter uma das poucas oportunidades que alguma vez já teve no período pós ditadura de fazer sentir a sua presença com os votos do povo e querem ouvir algumas propostas do KKE para uma saída. Isto é o que as pessoas que não tem um relacionamento ideológico com o KKE estão a pedir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos uma proposta de saída. Não lhe direi o que já divulgamos numa versão impressa. Organizamos comícios, manifestações por toda a Grécia. Na verdade, isso não pode ser apresentado em um minuto. Se a pergunta é uma saída agora em que tudo permanece o mesmo e em que emergirá um governo que mudará tudo com decisões do parlamento, bem tal coisa não é possível. Isso quer dizer que não pode haver qualquer saída na estrutura do sistema actual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está a falar acerca do derrube do sistema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, mas isso não pode acontecer numa noite e com um único assalto. Dizemos o seguinte: em cada batalha o povo deve fazer progressos como um militante, mesmo através de ganhos parciais. Não podemos descartar a possibilidade de um derrube radical nos próximos anos. O próprio povo decidirá sobre isto e ao mesmo tempo ele deve preparar-se e exercer pressão decisiva, impedindo o pior a alcançando ganhos. Não podemos fixar uma data para a mudança do sistema político, não podemos estabelecer um período de um, dois, três anos porque isto depende da maioria do povo, não será um assunto só do KKE. Se o povo não tomar a decisão, isto não se verificará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;05/Janeiro/2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A versão em inglês encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-01-06-syn-gs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta entrevista encontra-se em http://resistir.info/ .&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6315608516439427834-3330257190003620530?l=gracietesantana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gracietesantana.blogspot.com/feeds/3330257190003620530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/dentro-do-sistema-capitalista-nao-ha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3330257190003620530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6315608516439427834/posts/default/3330257190003620530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gracietesantana.blogspot.com/2012/01/dentro-do-sistema-capitalista-nao-ha.html' title='Dentro do sistema capitalista não há saídas da crise favoráveis ao povo'/><author><name>Graciete Santana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16971129676905634018</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-5DoEqgyodDI/TWeLyN6xVpI/AAAAAAAAAN8/9mFFkNwvClA/s220/graciete%2B21123.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6315608516439427834.post-5209905488631414886</id><published>2012-01-11T23:36:00.001-02:00</published><updated>2012-01-11T23:38:37.863-02:00</updated><title type='text'>Estrutura dos diques de Campos não passa por obras desde a construção</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;site do Ururau&lt;/span&gt;  &lt;div class="creditomateria"&gt;&lt;p&gt;Fotos: Ururau&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div class="basefotos"&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.ururau.com.br/thumbsmaterias.php?img=fotos/../fotos_noticias/11-01-2012_e95cb67d8ce2463" alt="Ambientalista destaca que estruturas estão desgastadas e desatualizadas " title="Estrutura dos diques de Campos não passa por obras desde a construção" width="400" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;         &lt;div class="banner-materia-geral"&gt;   &lt;div class="banner-materia"&gt;      &lt;li style="background: #1E0B0D"&gt;        &lt;br /&gt;&lt;/li&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="banner-materia"&gt;               &lt;/div&gt; &lt;div class="banner-materia"&gt;             &lt;/div&gt; &lt;/div&gt;    &lt;div class="legendamateria"&gt;&lt;p&gt;Ambientalista destaca que estruturas estão desgastadas e desatualizadas &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;     Os diques que ficam nas margens do Rio Paraíba do Sul, em  Campos, existem há cerca de 50 anos. Construídos para evitar que a  Planície Goytacá ficasse alagada durante a temporada de chuvas, os  diques não passam por uma obra de restauração desde a construção.  Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a recuperação dos  diques só começou depois que o Instituto percebeu os problemas das  construções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enchente de janeiro de 2012 mostra a força e a  fragilidade dos diques do Rio Paraíba do Sul. Se em parte a construção  suportou bem o grande nível de água que passou pelo rio, por outro lado  alguns pontos mostraram fragilidade e a visível necessidade de uma  recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 5px; float: right;" src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/07-01-2012_acbd8337b8044a6" alt="" width="350" height="233" /&gt;Os  diques do Rio foram construídos pelo extinto Departamento Nacional de  Obras contra a Seca (DNOS) a pedido do então Deputado Federal Alair  Ferreira, depois da enchente de 1966. São 18 km de diques de alvenaria  de pedra argamassa na margem direita do rio Paraíba do Sul, entre  Itereré e a cidade de Campos, e 26 km de dique de terra no restante da  cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com João Carlos Grilo, coordenador de Obras do  Inea, toda a margem do Paraíba do Sul tem diques com cerca de 50 anos,  que nunca passaram por obras. “Campos fica em uma planície inundada de  tempos em tempos, por isso toda a margem do Rio Paraíba do Sul em  Campos, é formada por diques, na área urbana os diques são de cimento, e  na zona rural de barro. Estas obras têm cerca de 50 anos, e foram  esquecidas pelo Governo Federal, elas nunca passaram por uma obra ou  vistoria”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 5px; float: left;" src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/01-12-2011_403afe110a1ca13" alt="" width="350" height="233" /&gt;O  Coordenador de obras afirmou que depois das enchentes de 2008 o Inea  percebeu a necessidade de intervenções e começou e fez algumas obras na  sua extensão. “Nós fizemos algumas obras depois das enchentes de 2008.  Se não fossem estas intervenções a enchente deste ano certamente seria  muito maior, mas ainda há muito que ser feito”, concluiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João  Carlos Grilo concluiu dizendo que o Inea percebeu que os diques estavam  abandonados e por isso eles decidiram começar a trabalhar nas  construções. “Os diques estavam abandonados há anos, e por isso nós  decidimos pegar o problema e com o apoio do Ministério da Integração  Nacional, estamos evoluindo e tentando resolver os problemas  encontrados”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 5px; float: right;" src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/11-01-2012_ae40d8f15445b98" alt="" width="350" height="280" /&gt;O  ambientalista Aristides Solfiatti explicou que os diques da Região  estão desatualizados e precisam de uma reformulação em seus projetos.  “Os técnicos e engenheiros querem colocar toda a responsabilidade pelas  inundações nos diques, mas a verdade é que estas construções são antigas  e não agüentam, elas estão desatualizados em relação à realidade atual,  hoje o nível de chuvas é muito maior do que o que foi planejado há 50  anos”, disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solfiatti lembrou que o renomado engenheiro e  sanitarista campista Saturnino de Brito, um dos mais conceituados  profissionais da área, já falava na questão dos diques na década de 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/09-01-2012_a8f0e95ffe126a5" alt="" width="623" height="209" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="margin: 5px; float: right;" src="http://www.ururau.com.br/fotos_arquivo/05-01-2012_bbf52c6703b346f" alt="" width="350" height="233" /&gt;“Saturnino  de Brito fez um estudo em 1929 mostrando que os diques de Campos  precisavam ser feitos mais distantes das margens dos rios. Tanto no  Muriaé quando no Paraíba do Sul, os diques estão muito perto, e assim  não se tem uma área de alagamento que funcionar
